sábado, 25 de março de 2017

POLÍTICA - A última contra o Lula.

E ainda tem gente que acha que não existe persegui-ção contra o Lula.         

A obtusidade fascista faz da política crime e do povo um perigo


gravatinha
O Globo noticia que um certo senhor Marcos Queiroga, procurador regional eleitoral do MPF na Paraíba, está mandando a Brasília “elementos” para uma ação por crime eleitoral contra Lula, por causa do ato que reuniu, domingo passado, uma multidão na cidade de Monteiro, para celebrar a transposição das águas do São Francisco.
Este rapaz, que tem o poder que a democracia lhe deu, com a autonomia que o MP passou a ter, abriu uma investigação, dia 22, à conta da “notícia de fato” que a mídia de direita publicou sobre “gastos” com o ato, mostrando grades instaladas pela PM. Despesa pública para proteger manifestantes devem ser ilegais, legal mesmo é só bomba, gás e porrete.
E, claro, para pagar os altos salários de quem se  arroga dono do “estes podem, estes não podem”…
O povo só vai espontaneamente na festa do pato da Paulista, na Paraíba só “comprado”, não é?
Essa gente que se adonou da liberdade, que se arroga fiscal e juiz da livre manifestação, que criminaliza a política naquilo que ela tem de mais limpo, a manifestação popular, merece o desprezo de todos aqueles que, ao contrário do Doutor Queiroga, já amargaram as trevas da ditadura.
O MP não é dono da liberdade e não tem o direito de cercear o desejo de quem quer que deseje ver alguém na presidência, seja ele quem for, pelo voto.
Até porque é dócil, manso, suave com quem chega lá pelo golpe.
Não, os “gravatinhas” de R$ 30 mil por mês não podem ser os novos coronéis, não são os donos do que pode e do que não pode  o povo do sertão.

Lula | Seminário "O que a Lava Jato tem feito pelo Brasil"

sexta-feira, 24 de março de 2017

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho: País votou favoravelmente à mesma resolução em 2008, 2011 e 2014; voto contrário acontece três meses após relator da ONU criticar PEC que congela gastos públicos por 20 anos.

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho: País votou favoravelmente à mesma resolução em 2008, 2011 e 2014; voto contrário acontece três meses após relator da ONU criticar PEC que congela gastos públicos por 20 anos.

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho

Brasil vota contra resolução de direitos humanos na ONU - Portal Vermelho: País votou favoravelmente à mesma resolução em 2008, 2011 e 2014; voto contrário acontece três meses após relator da ONU criticar PEC que congela gastos públicos por 20 anos.

Ex-presidente Lula pede punição de Sérgio Moro #AbusoDeAutoridade

POLÍTICA - Lista de Furnas, versão Temer.

A “lista” de Furnas, versão Temer


parentesfurnas
Lauro Jardim, hoje, mostra uma nova “Lista de Furnas”, esta de Michel Temer, a mostrar como se monta “base de apoio”. Fala das nomeações para Furnas, a mesma onde Aécio Neves conservava o seu fiel Dimas Toledo:
“Somente na gestão atual ganharam uma vaga (e um salário de R$ 32,9 mil):
*Hélio Pacheco Júnior (irmão do deputado federal Rodrigo Pacheco, do PMDB)
*Lucio Souza Cruz (irmão do deputado estadual Sávio Souza Cruz, do PMDB)
*Pablo Gontijo Resende (filho do deputado federal Domingos Sávio, do PSDB)
*Claudio Soares Donato (advogado do ex-governador Newton Cardoso);
*Paulo Henrique Campos de Paiva Vieira (assessor do deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB)
*José Alexandre Resende (filho do ex-governador Eliseu Resende).
Todos contratados entre setembro e fevereiro, exceto Lucio Souza Cruz.
 O único apadrinhado que tem salário diferente é João Manuel Santos Souza, filho do senador João Alberto (PMDB/MA). Recebe R$ 27.588,48 por mês, num flagrante sinal de desprestígio do Maranhão.
E o PMDB de Minas está descontente porque Temer não lhe deu espaço e pede a criação de um “Ministério do Saneamento“.
Faz sentido, não é?

POLÍTICA - "Não posso ser julgado por um inimigo".

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Blogueiro Eduardo Guimarães relata a operação da PF contra ele


Foto: CTB
Eduardo Guimarães (à direita) ao sair da sede da Polícia Federal em São Paulo Eduardo Guimarães (à direita) ao sair da sede da Polícia Federal em São Paulo
O relato de Eduardo Guimarães é rico em detalhes desde o momento em que os policiais chegaram à sua residência às 6 horas da manhã  e o conduziram coercitivamente até a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, até o momento de sua liberação. Eduardo revela que não teve direito sequer a se comunicar com seu advogado, que o delegado ameaçou enquandrá-lo como membro de uma quadrilha e uma tentativa da polícia de alterar seu depoimento.

Leia abaixo a íntegra do relato:


Como se deu minha prisão. E o interrogatório

O juiz Sergio Moro, nesta quinta-feira 23, recuou de sua decisão para reconhecer que sou jornalista e, como consequência, mandar excluir as provas obtidas mediante violação do sigilo de fonte.

Todavia, em sua decisão, ele faz afirmações sobre como se deu meu depoimento as quais não correspondem aos fatos e devem ser esclarecidas.

Às 6 horas do dia 21 de março deste ano, eu e minha esposa dormíamos quando escutamos um barulho semelhante a arrombamento da porta da frente do nosso apartamento.

Achei que era algum vizinho começando alguma obra antes da hora e, como fora dormir poucas horas antes, virei-me para o lado e voltei a dormir. Segundos depois, ouço minha esposa dizer, desesperada, que tinham vindo me prender.

Minha filha Victoria, 18 anos, 26 quilos, portadora de paralisia cerebral, que dormia no quarto ao lado, assustou-se com os golpes desferidos pelos policiais na porta e começou a reclamar, como faz quando está nervosa.

Levanto-me assustado, corro para a sala e encontro minha mulher à porta, entreaberta. Termino de abrir a porta, vejo quatro policiais federais. E o porteiro do prédio com expressão assustada no rosto

Detalhe: minha mulher vestia roupas sumárias de dormir. Pediu para se trocar. Não obteve permissão dos policiais.

Enquanto isso, Victoria assistia a tudo com olhos arregalados.

Os policiais comunicaram que tinham uma ordem de busca e apreensão e começaram a vasculhar o apartamento. Obrigaram o porteiro a entrar no meu quarto de dormir, que começaram a vasculhar, abrindo gavetas, portas de armário e qualquer outro lugar possível.

Acharam meu computador (notebook), exigiram a senha para ligá-lo e, assim, poderem mudar essa senha para terem acesso quando quisessem. Pedi para copiar alguns dados pessoais, mas não me foi permitido. Pediram para desbloquear meu celular com a mesma finalidade.

Após a busca, nada tendo sido encontrado, os policiais anunciaram minha condução coercitiva.

Tentei ligar para meu advogado, doutor Fernando Hideo, mas não consegui. Passava um pouco das 6 horas. Minha esposa pediu para esperarem que eu conseguisse falar com o advogado, mas não permitiram. Exigiram que eu me vestisse e os acompanhasse.

Eu e minha esposa entramos no quarto de Victoria, onde respeitaram mais, para nos abraçarmos. Ela chorava, minha filha fazia seus sons característicos, pois não fala.

Imaginei se voltaria a vê-las.

Tentei, porém, aparentar calma. Até então, achava que estava sendo conduzido por conta da denúncia de ameaça contra Moro, feita por ele.

No meio do caminho, fui informado pelos policiais de que estava sendo detido por conta do post que publiquei em 26 de fevereiro do ano passado divulgando a quebra de sigilo de Lula.

Como não estava ainda raciocinando direito, pois fora dormir tarde e depois fui acordado daquele jeito poucas horas depois, comecei a debater a operação Lava Jato com os policiais. Enquanto eu dizia que era uma operação de caráter partidário contra o PT, eles defendiam as investigações com as argumentações que todos conhecem.

Chegamos à sala do delegado que me interrogou. Eu já não tinha mais telefone, já não tinha mais como me comunicar. O delegado iniciou o interrogatório sem a presença de qualquer advogado.

O delegado me comunicou que já sabia quem fora a minha fonte, mostrou-me o nome da fonte, contou-me que ela obtivera a informação que me passara de uma “auditora da Receita” (fonte da minha fonte), mas não quis me dizer a profissão da pessoa que entrou em contato comigo.

Mostrou-me a foto da “auditora da Receita” que vazou a informação. Perguntou se eu a conhecia e me disse que estava tentando determinar se nós três agíamos juntos.

Fiquei surpreso, pois a fonte, o tal jornalista, dissera-me que obtivera as informações com a imprensa. Disse-me que toda a imprensa de São Paulo já tinha aquelas informações que me estava passando. Então, descubro que uma servidora da Receita subtraiu de lá as informações ilegalmente.

O delegado deixou claro que eu era suspeito de ser “cúmplice” daquelas pessoas. Eu disse que isso não era verdade e me perguntei, em voz alta, por que o tal jornalista me dera informação inverídica.

O delegado respondeu minha pergunta retórica. Disse que, provavelmente, fora para me “induzir” a divulgar os dados sem medo de estar cometendo um crime. Repito: o delegado me disse que minha fonte me enganou.

Enquanto isso, minha esposa tentava falar com o doutor Fernando, mas não conseguia. Então, NO DESESPERO, recorreu a uma parente que é advogada da área de Direito da Família e não tem maiores conhecimentos sobre a área criminal.

A nossa familiar chegou à sede da PF em São Paulo, à sala em que eu era interrogado, lá pela metade do depoimento. Porém, não teve condição técnica de me passar qualquer orientação enquanto eu respondia. Apenas assistiu à oitiva.

O meu interrogador deu a entender que eu teria que provar não ser cúmplice do tal jornalista e da auditora da Receita Federal, ambos de Curitiba. Nesse momento, decidi dizer ao delegado que tinha o telefone no qual recebera as mensagens e que elas poderiam demonstrar que eu não conhecia o jornalista curitibano dos quais eles tinham todos os dados, pois, nas mensagens, ele se apresentava a mim e eu fazia perguntas a ele sobre sua identidade.

Contudo, cerca de dois meses após a condução coercitiva de Lula, o aparelho travou.

No segundo semestre de 2016, o celular de minha esposa se quebrou e ela precisava de um novo. Achando que não iria precisar mais do celular no qual estava registrada a conversa com o jornalista de Curitiba, minha fonte, levei o aparelho à assistência técnica. Lá, fui informado de que, para consertá-lo, teriam que apagar todos os dados.

Concordei e o celular teve sua memória “formatada” e me foi devolvido absolutamente “em branco”.

De volta ao interrogatório a que fui submetido no último dia 21. Colocado diante da hipótese de ser preso se não provasse que não tinha relações com o jornalista de Curitiba que me passou as informações sobre Lula, disse a ele que tinha provas, sim, de que não conhecia a pessoa, pois ele me dissera que “já sabia tudo”.

Eis a informação que o juiz Sergio Moro divulgou nesta data e que não corresponde aos fatos, apesar de que não se sabe como ele foi informado da forma como transcorreu meu interrogatório. Ele diz que não fui pressionado, eu digo o contrário.

Só o que posso afirmar é que não havia fonte a preservar porque as autoridades me disseram mais sobre elas do que eu sabia. Antes de começar a depor, fui informado de que meus interrogadores sabiam quem era a fonte.

Ora, vamos repassar os fatos.

Fui ouvido sem um advogado com condições de me orientar sobre o que eu precisava ou não responder. Tudo isso após o trauma pelo qual eu, minha esposa e minha filha doente passamos ao raiar do dia.

Avisei ao delegado que me interrogou que a familiar de minha esposa não tinha conhecimentos da área criminal e que estava lá mais para eu não ficar sozinho em um depoimento, mas ela nem sequer se manifestou durante a oitiva.

Como se diz, ela “pegou o bonde andando”, ou seja, apesar de ser uma excelente advogada em sua área, nem conhecia o caso a fundo e nunca atuou na área criminal.

Fui informado de que, se não provasse que não tinha relações com as pessoas de Curitiba que conseguiram os dados que recebi, eu seria considerado parte de um grupo, ou uma quadrilha.

Meu advogado que atua nessa área, doutor Fernando Hideo Lacerda, chegou bem depois do fim do depoimento, no exato momento em que eu iria firmá-lo. Doutor Fernando descobriu vários pontos que haviam sido inseridos indevidamente no depoimento e pediu retificação, após eu informar que não havia dito certas coisas que lá constavam.

O delegado aceitou os pedidos de retificação e reconheceu que eram justificados. Se meu advogado não tivesse chegado a tempo, meus direitos civis teriam sido violados de forma ainda mais séria.

Sobre eu ter avisado o instituto Lula, o juiz Sergio Moro dá a impressão de que a Lava Jato apurou alguma coisa. Não é o que ocorreu.

Eis os fatos.

Em 23 de fevereiro de 2016 recebi as informações do jornalista de Curitiba. Recebi uma relação de mais de 40 nomes de pessoas e empresas que seriam ligadas ao ex-presidente Lula. Precisava saber se não era alguma armação – eu corria o risco de divulgar mentiras sobre o ex-presidente.

Procurei o assessor de imprensa do instituto Lula para saber se o ex-presidente conhecia aqueles nomes. Nada disse a ele sobre condução coercitiva. O assessor de imprensa do ex-presidente pediu prazo para verificar as informações antes que eu as divulgasse.

Concordei, ressaltando que não poderia demorar muito para divulgar as informações.

Em resumo: se eu não tivesse publicado a matéria de 26 de fevereiro de 2016, na qual EU disse que informei o Instituto Lula os 40 nomes de empresas e pessoas, Sergio Moro e a Lava Jato nunca saberiam que o ex-presidente foi informado de alguma coisa.

Aliás, vale dizer que o Instituto Lula só foi informado dos nomes que teriam sigilos quebrados. Mais nada. E com a finalidade de ser perguntado sobre se, de fato, aquelas pessoas e empresas tinham alguma ligação consigo ou com pessoas próximas a si, de modo que eu não divulgasse mentiras.

O juiz Sergio Moro parece muito preocupado em negar arbitrariedades, mas não se cansa de cometê-las. A nota que soltou demonstra intenção clara de me acusar de ter revelado informações que não me foram pedidas. Ou seja: ele procura me atingir moralmente.

Bem, eu digo o que realmente aconteceu: ele quebrou meu sigilo de forma irremediável ao determinar a quebra de sigilo de meu extrato telefônico.

O magistrado determinou que a operadora de celular informasse o meu extrato telefônico, com o objetivo claro de identificar a fonte que teria me passado a informação divulgada no blog.

Portanto, a decisão não corresponde à realidade ao afirmar que eu teria revelado “de pronto, ao ser indagado pela autoridade policial e sem qualquer espécie de coação, quem seria a sua fonte de informação”.

Basta perceber que o próprio juiz Sérgio Moro agora reconhece a ilegalidade das medidas tomadas visando à obtenção prévia da fonte de informação, para concluir que houve nítida coação ilegal no meu depoimento.

Está devidamente comprovado que, na ocasião do depoimento, as autoridades já tinham conhecimento da sua fonte de informação, obtido mediante o emprego de meios que o próprio magistrado agora assume serem ilegais.

O juiz Sergio Moro se converteu em meu inimigo. Está me processando depois de ter sido por mim representado no CNJ e depois de ter representado criminalmente contra mim em razão de uma publicação em rede social, em que se considera vítima de ameaça praticada por mim.

Não é mais juiz, é parte de um litígio. Não posso ser julgado por um inimigo. Isso é uma aberração, isso é coisa de ditaduras.

Você gostaria de ser julgado por um desafeto? Isso é Justiça?!!

E mais: quero lembrar a todos os brasileiros que, até o momento, ninguém nem mesmo ousou afirmar que informei alguma coisa ao ex-presidente Lula com a finalidade de obter qualquer lucro.

Não fui acusado de me corromper, de corromper alguém, de ter feito qualquer coisa para obter benefícios. Agi de acordo com a minha consciência sem visar lucro pessoal. Tenho a consciência tranquila.

Considero uma honra lutar contra todo esse arbítrio. Estou lutando em defesa da democracia brasileira, ameaçada por processos Kafkianos como esse do qual sou vítima simplesmente por fazer jornalismo, ainda que o juiz me negue a condição de jornalista.

Por fim, o mais irônico em toda essa história é que aqueles que me acusam de vazamento, eles mesmos vazaram meu processo, então sigiloso, para um site que se dedica a atacar o PT, Lula, a esquerda. Todo santo dia. E que é ligado ao PSDB e ao governo Temer.

O mundo precisa saber do que está acontecendo no Brasil e, enquanto eu tiver vida e voz (liberdade), vou me dedicar a denunciar a ditadura que se abateu sobre o nosso país. Para que minhas três netas – e outros netos que virão – não vivam em uma ditadura.




Fonte: Blog da Cidadania

Renan Calheiros rebate o que denomina de 'informações imprecisas' sobre ...

TERCEIRIZAÇÃO: Um alerta!

Os problemas de hoje na terceirização, por Giorgio Xenofonte


Os problemas de hoje na terceirização, por Giorgio Xenofonte
Sou servidor de um órgão público federal, trabalho mais precisamente em um setor de Licitações. Quase todos os meses, realizamos pregões para a contratação de mão-de-obra terceirizada: serviços de vigilância, copeiragem, acessorista, auxiliar administrativo...
Já no processo de licitação, encontramos um grande número de empresas completamente aventureiras, formadas de qualquer jeito, com documentação de qualidade duvidosa. Não é raro solicitar comprovação de que a empresa têm experiência no mercado e darmos de cara com atestados de capacidade técnica falsos, produzidos por algum parente do "dono da empresa" (geralmente um administrador que faz papel de tudo). Cheguei a fazer uma diligência para verificar um documento e, onde deveria existir uma fábrica com mais de 200 empregados, havia uma oficina mecânica que mal se aguentava com 3 pessoas.
Ainda na licitação, por se tratar de Pregão, as empresas têm que oferecer o menor preço possível para a prestação dos serviços. Grandes empresas, com sólida reputação, ficam longe das licitações deste tipo, pois sabem que os aventureiros vão baixar os valores a limites impraticáveis pelo mercado, na ânsia de ganhar o contrato.
E GANHAM!
Por mais que nós, responsáveis pela licitação, tentemos amarrar as questões para impedir os picaretas, há limites legais que devemos respeitar. Se o licitante apresenta os documentos, preenche as planilhas e diz que vai prestar o serviço por aquele preço, ficamos de mãos atadas... inclusive por decisões dos Tribunais de Conta.
Declaramos o vencedor, assinamos o contrato, a nova empresa chega, contrata os terceirizados que já estavam no órgão (pela empresa anterior) e tudo, aparentemente, está ótimo.
Na maioria das vezes, antes de 3 meses, começam os problemas.
Detalhe importante: não estamos, ou não estávamos mais nos anos 90. O serviço público, principalmente o órgão em que eu trabalho, é duro da fiscalização dos serviços, mas paga religiosamente em dia. Em 20 anos de serviço público, tanto na esfera estadual de Pernambuco, quanto na federal, não houve qualquer atraso de salário de servidores ou de terceirizados causado pelo órgão.
Infelizmente, o órgão público pagar em dia a empresa não é garantia que o repasse seja feito integralmente para os trabalhadores tercerizados.
Temos vários, muitos casos de benefícios sociais incluídos no pagamento que, pelos mais variados motivos, as empresas de terceirização escondem, não repassam, dificultam o quanto possível para o trabalhador.
Testemunhei casos em que os terceirizados tinha que pagar a condução do próprio bolso , pois a empresa não repassava os valores para eles. E mais, se alegassem isto como motivo de falta, teriam o salário do dia descontado.
Um colega (chamo de colega porque é importante lembrar que são pessoas que trabalham ao nosso lado) teve um problema CARDÍACO, constatado tanto pelos médicos do órgão quanto pelo SUS... a empresa simplesmente desconsiderou, deixando claro que, se ele faltasse, seria demitido! E que procurasse seus direitos na Justiça...
E aí entramos no outro grande problema envolvendo as terceirizações: as empresas fantasmas.
Por que estas empresas não ligam de ter seu nome sujo no mercado, de ter processos da Justiça Trabalhista, de ter contratos rescindidos com o serviço público - com as respectivas penalidades?
Como são praticamente "virtuais", com 2 ou 3 pessoas gerenciando, podem simplesmente SUMIR. Sim, algumas SOMEM, deixam de pagar os terceirizados e somem com o dinheiro.
Pior, o órgão público, mesmo querendo pagar o devido aos terceirizados, não pode... pois a relação de trabalho, de contrato, não é com eles, mas com a empresa.
Tivemos casos de dinheiro retido em caixa por meses, com terceirizados passando fome, mas a justiça, a Lei, o contrato, não permitia que o órgão repassasse o dinheiro diretamente para eles.
Poucos meses depois, esta mesma empresa que sumiu, reaparecesse com outro nome, prestando serviço em outro local, desta vez tendo como sócios outras pessoas... mas é a MESMA.
Estes são casos extremos mas existem os problemas também nas empresas que prestam os serviços "corretamente".
Os terceirizados vivem em clima de ameaça, algumas vezes velada, mas na maioria é aberta: se abrir a boca, se reclamar, vai para rua.
No órgão em que trabalho, há uma intensa fiscalização das condições de trabalho, dos repasses legais que devem ser feitos aos terceirizados. Mesmo assim, voltando à questão inicial, os preços contratados foram tão justos, tão baixos, que as empresas tentam de todo jeito levar vantagem... como não podem atingir o órgão público, pela própria característica dos contratos administrativos, sobra para os trabalhadores. É comum cobrarem que eles cumpram horas-extra sem o ressarcimento devido, que façam deslocamentos para outras unidades sem qualquer adicional pelo serviço, deixam de cumprir obrigações das convenções coletivas alegando que estão vinculados a outras convenções (não há qualquer controle por parte do MTE), fora as questões de assédio moral, que estas pessoas já tomam como parte da vida, visto que estão na parte de baixo da pirâmide desde que nasceram :/
O mundo é desigual, vivemos em uma sociedade capitalista e maníaca, mas é horrível conviver com pessoas que suam muito, trabalham corretamente, mas não têm seus direitos mais básicos respeitados.
Se a sociedade não se posicionar LOGO, a precarização dos serviços, dos direitos, dos trabalhadores, vai se acentuar mais ainda.
Como alguém disse ontem no twitter, parece que toda vez que gritamos "não passarão", um direito do trabalhador cai no congresso golpista!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Hangout do dia em que o STF condenou o estilo de Sérgio Moro

Altamiro Borges: Terceirização: Estão brincando com fogo

Altamiro Borges: Terceirização: Estão brincando com fogo: Por Pedro Breier, no blog Cafezinho : A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que permite a terceirização para todas as atividades de ...

Altamiro Borges: "A terceirização é o fim da CLT"

Altamiro Borges: "A terceirização é o fim da CLT": Por Dilma Rousseff, em seu blog : Ontem (22), foi dado mais um golpe no país. Foi aprovado pela Câmara dos Deputados, contra os interes...

POLÍTICA - Mais uma armação contra o Lula.

Mais uma armação contra Lula

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/
Do site Lula:
É falsa a notícia de que o blogueiro Eduardo Guimarães teria avisado a assessoria do ex-presidente Lula sobre a iminência de sua condução coercitiva e da execução de mandados de busca e apreensão, ocorridas em 4 de março de 2016. Estes episódios surpreenderam não apenas o ex-presidente, mas o Brasil e o mundo, por sua violência e ilegalidade.

As informações que Eduardo Guimarães publicou no Blog da Cidadania, em 26 de fevereiro de 2016, diziam respeito exclusivamente à quebra de sigilo fiscal e bancário do Instituto Lula, do ex-presidente, filhos, amigos e colaboradores, incluindo empresas destas pessoas.

“Sessão judiciária do Paraná. 13a Vara Federal de Curitiba. Pedido de quebra de sigilo de dados bancários, fiscais e/ou telefônicos. Requerente: Ministério Público Federal. Acusado: Luiz Inácio Lula da Silva e seguem-se mais ou menos 40 nomes. A partir daí o juiz [Moro] passa a detalhar o pedido. Vou agora ao deferimento, que é o que interessa. Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo bancário e fiscal de: (seguem 43 nomes)” http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/confira-prova-de-que-lava-jato...
Foram exclusivamente estas as informações que Guimarães apresentou à assessoria do Instituto Lula. Ele procurou a assessoria para confirmar se os nomes listados eram realmente de pessoas próximas ao ex-presidente. Este procedimento é uma prática normal de repórteres e blogueiros. A assessoria do Instituto Lula recebeu e ainda recebe inúmeras solicitações de jornalistas tentando confirmar informações sobre supostas ações da Lava Jato em relação ao ex-presidente.

A coerção exercida contra o blogueiro Eduardo Guimarães esta semana revela um movimento para tentar imputar, mais uma vez, ao ex-presidente Lula, condutas que ele jamais teve. Revela também o desespero dos acusadores de Lula, que, após dois anos de investigações abusivas e até ilegais, não encontraram nenhuma prova contra ele e nem sequer um depoimento desabonador, depois que 73 testemunhas de defesa e acusação foram interrogadas pelo juiz Moro.

POLÍTICA - O zumbi do golpe.

Eduardo Cunha, o zumbi do golpe

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:
Monica Bergamo diz, hoje, em sua coluna na Folha, que a reação de Eduardo, em caso de derrota em seu pedido de liberdade ao Supremo Tribunal Federal, é considerada “imprevisível” por seus advogados.

Com o devido perdão da Monica, não há nada de imprevisível: é mais uma ameaça de Eduardo Cunha para que os cordéis se movam e tentem forçar uma decisão que – embora não seja impossível e fosse, até, o normal num processo criminal – implicaria numa desmoralização ainda maior da corte, agora sob acusações impensáveis em tempos normais, como as de “disenteria verbal e decrepitude moral”.

Porque, desde que Sérgio Moro passou a se mover com a desenvoltura que a atuação criminosa da mídia e o misto de covardia e ódio ideológico lhe permitiram, o método de investigação, neste país, tem sido um só. É meter o gajo na cadeia até que ele transacione uma delação que lhe dê penas miúdas e em troca de versões que permitam aos senhores do Ministério Público e seus mastins policiais partirem em busca de outros, os que desejam, embora no caminho vão surgindo outras presas colaterais.
Com outros métodos, reconheça-se que não sangrentos, é o mesmo do “pendura esse sujeito aí até que ele confesse” dos tristes tempos do regime autoritário. Aceitou-se que a prisão passasse a ser não um instrumento de proteção da sociedade e do processo para ser o meio supremo de obtenção de prova, ou daquilo que será construído como prova.

E a caixa que o ex-presidente da Câmara são os intestinos do golpe de Estado, certamente informações – embora não interessem – sobre como se urdiu a derrubada de um governo eleito.

Cunha, portanto, é uma sobra, um zumbi do golpe, i qual se deixou livre para sua obra de contaminação da democracia, até que se prestasse a fazer o impeachment, execução dos desejos de seus mandantes. É a ele, e a mais ninguém, que se destinam os reclamos contra “as alongadas prisões de Curitiba, que a outros se permitiram e prolongaram sem nenhuma consideração jurídica sobre os meios, apenas aos fins que os “justificavam”.

Não foi assim que a 2ª instância aprovou, por 13 votos a um, as violências praticadas contra Lula? “Situações especiais exigem soluções especiais”.

Cunha, o zumbi, agora é um problema e uma ameaça. Custará caro, politicamente – mas não só – arranjar-lhe uma sepultura, digo, uma tornozeleira eletrônica, mas não é impossível. E certamente é necessário.

Altamiro Borges: Câmara aprova precarização do trabalho

Altamiro Borges: Câmara aprova precarização do trabalho: Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena : Na direção contrária a todos os estudos que mostram que a terceirização não gera empreg...

[NocauteTV] Paulo Pimenta: sem prova contra Lula, Moro cria pretexto par...

[NocauteTV] Ao prender Eduardo Guimarães a PF está querendo se livrar do...

Bob Fernandes/Coercitiva contra blogueiro, e "disenterias": o desobedece...

Tem alguém com disenteria nessa suruba!