sábado, 21 de janeiro de 2017

Blog do Roberto Moraes: O pragmatismo do mercado, a morte de Teori e a fal...

Blog do Roberto Moraes: O pragmatismo do mercado, a morte de Teori e a fal...: A reação dos mercados à morte do ministro Teori Zavaski foi o de elevar o valor das ações da empresas.  Os colunistas empregados do setor e...

POLÍTICA - A Lava Jato com a morte de Teori.

A Lava-Jato com a morte de Teori

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Figura curiosa, a do Ministro Teori Zavascki.

No cargo, personificou a figura do magistrado, com as virtudes públicas da discrição, da firmeza, em tempos em que Ministros passaram a se comportar como celebridades e figuras públicas se confundem com perfis de Facebook e, para se tornar presidenciável basta cometer frases como “não se mude do Brasil, mas mude o Brasil”.

Em um país em que a única forma de julgamento é midiático, Teori foi discreto ao extremo, no trabalho e na vida pessoal. Tanto que passou a ideia de um ser sisudo e, pelos depoimentos de amigos e parentes, aparece o cidadão bem-humorado, com a ironia fina e o afeto discreto dos tímidos, que cativou de Gilmar Mendes a Eugênio Aragão, de Dilma e Lula a Joaquim Barbosa.

Era capaz de transmitir gentileza nos menores gestos. E de não ceder um milímetro ao deslumbramento que acometeu muitos de seus colegas, dos jovens aos decanos imaturos.

Foi a peça central da Lava Jato, a segurança técnica, a maturidade, contrapondo-se ao histrionismo dos procuradores paranaenses, ao deslumbramento do juiz Sérgio Moro e à falta de pulso do Procurador Geral Rodrigo Janot.

Na Lava Jato, seus maiores conflitos foram justamente com Janot.

Na primeira leva de denúncias encaminhada ao Supremo, comentou com o filho sua estranheza pelo fato de Janot ter proposto a absolvição do senador Aécio Neves contra quem, segundo Teori, havia evidências muito mais fortes do que contra outros políticos denunciados.

Quando as arbitrariedades da Lava Jato atingiram o ápice – com a condução coercitiva de Lula – havia a esperança da montagem de uma aliança liberal no Supremo, capaz de segurar os abusos e restaurar o estado de direito.

Hipoteticamente, seriam Teori, Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio de Mello, Luiz Edson Fachin, Celso de Mello e Rosa Weber. Um a um pularam fora, constrangidos pela virulência da opinião pública e pelos ataques da mídia e através das redes sociais. Escracho na frente de sua casa, ameaças anônimas denunciadas pelo próprio filho, certamente contribuíram para arrefecer a resistência de Teori.

Cometeu fraquezas e praticou inconstitucionalidades, como o pedido de prisão do então senador Delcídio do Amaral e o reconhecimento da ilegalidade do vazamento das conversas de Lula e Dilma, não acompanhado das sanções devidas.

Mesmo com essas fraquezas, foi o que mais resistiu à pressão de uma opinião pública que comprara a tese do direito penal do inimigo. Tornou-se o único elo de toda a cadeia da Lava Jato de quem se podia esperar alguma espécie de isenção, o acatamento de argumentos jurídicos. E, certamente, a severidade isenta na hora de analisar as delações, sem, se curvar à parcialidade flagrante do PGR.

Era chocante, aliás, a diferença de dimensão entre ele e outros personagens da Lava Jato, como o deslumbramento provinciano de Sérgio Moro nos regabofes de João Dória ou nos eventos da American Society, ou do Procurador Geral Rodrigo Janot em Davos, se anunciando como pró-mercado, dois jecas na corte do Rei Arthur.
Da teoria conspiratória à conspiração

Apostar em teoria conspiratória é tão irresponsável como negar a possibilidade de conspiração. Se foi acidente ou não, apenas investigações criteriosas dirão.

De qualquer modo, a morte de Teori abre um leque inédito de possibilidades estratégicas para a Lava Jato que estão sendo analisadas pelos ínclitos Michel Temer e Eliseu Padilha, o político notório que, com a determinação férrea dos grandes comandantes e a falta de sutileza total dos que conhecem a natureza humana, conseguiu comprar toda imprensa com toneladas de publicidade.

Há três possibilidades:

1. Temer escolhendo um Ministro que mate no peito. Baixa probabilidade, dada a sua falta de legitimidade.

2. A presidente do STF Carmen Lúcia procedendo a uma distribuição isenta dos processos sob análise de Teori.

3. O que é mais provável, um arranjo político no âmbito do próprio STF.

No Judiciário, há uma distribuição eletrônica dos processos através de sorteios definidos por algoritmos. Esses sorteios podem e são manipulados.

Na história recente, há inúmeros exemplos dessa manipulação, como no sorteio de Gilmar Mendes para relator das contas de Dilma Rousseff e do PT no TSE, tendo como presidente Dias Toffoli.

Nem se pense em nada mais desabonador para o Supremo, do que o receio dos bons Ministros em pegar esse rabo de foguete. O último que pegou - Marco Aurélio de Mello - ficou ao relento. A proatividade no STF resume-se a Gilmar Mendes.

Em março de 2015, já ocorrera um primeiro movimento estratégico no STF, quando Dias Toffolli solicitou e foi autorizado a mudar da 1a para a 2a Turma – justamente a que iria mais à frente julgar a Lava Jato.

Até agora, a 2a Turma era composta por Gilmar Mendes (presidente), Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Teori e Toffoli. Com Teori, estava assegurada a maioria contra conchavos. Quem assumirá o seu lugar na 2a Turma?

Além disso, qual dos atuais Ministros teria condições de assumir a relatoria da Lava Jato? Dias Toffoli e Gilmar, com sua flagrante parcialidade? Barroso, que muda de pomba a falcão ao primeiro berro da besta? Celso de Mello que já expôs publicamente seu partidarismo em um shopping center? Luiz Fux, o homem de Sérgio Cabral Filho?

Trata-se de uma época tão ingrata para o Supremo, que o acidente que vitimou Teori tornou-se simbólico: o mais discreto e sisudo dos Ministros do Supremo morre em uma viagem a passeio no avião particular de um empresário famoso por ser um grande farrista.

POLÍTICA - "Globo já decidiu pelo fim da Lava Jato.

Globo já decidiu pelo fim da Lava Jato

Por Renato Rovai, em seu blog:

O funeral midiático de Teori Savaski tem servido não só para render homenagens em alguns casos sinceras ao ex-ministro, mas fundamentalmente para dar sinais claros que a pizza do que resta da Lava Jato será servida sobre o corpo ainda quente do antigo relator do caso.

Não interessa mais a ninguém, em especial a Globo, que a operação continue arrastando para a cadeia a elite nacional e ao mesmo tempo acabe com o PSDB.

Mesmo que isso custe não prender Lula, que começa a se tornar a hipótese mais plausível, mas apenas deixá-lo inelegível.
As delações da Odebrechet, Camargo Correia e quetais esquentaram demais o jogo e avançaram para o terreno da imprevisibilidade total.

Há esquemas tucanos aos montes nessas delações e por um bom tempo havia uma clara orientação de Marcelo Odebrecht de também tratar do esquema de propinas da mídia. No MP, havia rejeição a inclusão deste capítulo.

O esquema de propinas com as vestais da mídia funcionava assim. A empreiteira fazia uma grande obra. A titulo de exemplo, o Rodoanel. E o governador ficava com um caixa para operar. O dinheiro não precisava ser depositado na conta de um laranja, de um cunhado ou seja lá quem fosse. De repente um assessor de confiança deste político ou o próprio ligava para o responsável pelo caixa e dizia: faz um negócio lá com o jornalão dos fulano.

E esse dinheiro era debitado da conta.

Como a Odebrecht fazia para legalizar a propina é que o pulo do gato. Ela publicava imensos cadernos falando de sustentabilidade e coisas do gênero. E ainda dava um jeito de elogiar o governo do pagador da propina.

Marcelo Odebrechet tinha mandado que na delação esse esquema fosse revelado com todas as provas. E elas eram muito claras de que não se tratava de uma operação comercial padrão.

Quando a mídia, em especial a Globo, viu que a lama da Lava Jato poderia atingi-la e que já partia para cima de setores como o dos frigoríficos e dos bancos, passou-se a avaliar formas de como iniciar o fim da operação.

O leitor mais curioso deve estar se perguntando, então foi por isso que mataram o Teori?

Por mais que a morte do ex-ministro seja absolutamente vantajosa para que essa estratégia seja bem sucedida, um jornalista com um pingo de seriedade não arriscaria falar isso sem provas para além de uma conversa na mesa de um bar.

Mas é óbvio que a morte de Teori ajuda em muito no enterro da Lava Jato e que a Globo já está operando neste sentido.

Por exemplo, a declaração do ministro Marco Aurélio Mello sugerindo o nome de Alexandre de Morais para o STF não causou espasmos dos comentadores da GloboNews e nem nos bate-paus da mídia tradicional. Foi tratada com naturalidade como se natural fosse para um momento desses o ministro do presidente investigado na operação ser indicado para a vaga de relator do caso.

Alem disso, Morais não tem nenhuma das qualidades que se espera para o cargo. Muito pelo contrário, tem um currículo marcado por denúncias, entre elas a proximidade como advogado com cooperativas que seriam ligadas ao PCC.

É também na gestão dele no ministério da Justiça que o Brasil vive a maior crise do seu sistema prisional.

Mas Morais tem uma qualidade de poucos. É corajoso e não dá bola para a torcida. Se tiver que fazer algo, não se emociona com as críticas.

E é de alguém assim que o atual governo e a mídia precisam para cuidar do enterro da operação que serviu para dar o golpe em Dilma e tornar o PT um partido em frangalhos, que de tão perdido que está decidiu ontem que se permitirá apoiar golpistas na eleição da Câmara e do Senado.

Morais não seria doido de enterrar a Lava Jato na primeira curva, mas cuidaria para que houvesse tempo para a construção de alguns acordos. E quem os conduziria seria quem tem poder hoje no país, a família Marinho. Que é quem pode dizer a Moro e aos procuradores que o momento é de baixar a bola.

A delação da Odebrechet e da Camargo Correia ficariam um pouco no forno. E quando viessem a público teriam tratamento frio. Sem grandes alardes para que a investigação e os processos também fossem sendo tratados em banho maria.

E ainda restariam trunfos para 2018, quando, no momento eleitoral, partes da denúncia poderiam ser seletivamente usadas.

Evidente que esse roteiro pode ser dinamitado pela realidade. Mas ele já vem sendo claramente construído na narrativa do velório de Teori. É só prestar atenção nas frases de ministros de Temer, nas análises de jornalistas que falam pelos patrões, nas caras sérias de tucanos a avaliar o momento.

E se a morte de Teori foi ou não encomendada isso também já não interessa tanto. Interessa dizer que ele foi um grande homem, que era sério, bom amigo etc e tal. E ao mesmo tempo aproveitar essa oportunidade para ir colocando o barco no rumo menos arriscado. Até porque o barco da Lava Jato já foi longe demais para muita gente que achava que não corria o risco de ser abarroado por ele.

Altamiro Borges: Teori Zavascki e o cinismo do MBL

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Altamiro Borges: O que a CIA dizia sobre Lula nos anos 1980

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POLÍTICA - O capital estrangeiro agradece.

Decreto de Temer escancara o Brasil aos estrangeiros.


mordaroeira
Por compromissos pessoais e pelos acontecimentos do dia, não pude escrever sobre o tema. Mas não posso deixar de publicar, ainda que sem registrar o autor, por falta de autorização para isto. Mas, como trata-se de matéria de alto interesse do país, conferi os dados e estão corretos.
E são, como você lerá, escandalosos.
Abre diversos setores de nossa economia ao capital estrangeiro, inclusive o acesso aos empréstimos subsidiados do BNDES.
Ainda  hoje volto ao assunto no blog, mas é importante registrar, já, o que se está fazendo, enquanto o país está anestesiado pela cenas de barbárie nos presídios.
Existem facções  criminosas muito mais seguras e poderosas do que as que vemos em ação em Natal.

Porta aberta e tapete vermelho ao capital estrangeiro

Foi publicado hoje no Diário Oficial o Decreto 8.957/2017, que mexe sensivelmente com vários setores, inclusive saúde, educação e tecnologia da informação. Esse decreto muda a redação da lista de áreas de “alto interesse nacional” atingidas pela Lei de Capitais Estrangeiros (Lei 4.131/1962).
Na prática, empresas controladas por capital estrangeiro passam a poder atuar em várias áreas, antes protegidas por não estarem claramente na lista de “alto interesse”. Essa mudança também permitirá que essas empresas estrangeiras tenham acesso a crédito de fundos e bancos públicos, além de usar esses bancos e o próprio Tesouro Nacional como garantidor.
À primeira vista, os impactos são enormes. Na área de educação, por exemplo, nada impede que Harvard abra uma “filial” no Brasil, controlada plenamente por capital estrangeiro, utilize-se das benesses desse tipo de regime e potencialmente prede o mercado nacional.
Conversei com um dos sócios de uma consultoria , especializada em investimentos estrangeiros, que classificou o decreto como “uma abertura total ao capital estrangeiro”. Disse ele: “Com esse decreto, a opção do governo Temer parece estar ficando clara e é atrair investimentos estrangeiros a qualquer custo. Isso pode dar uma turbinada na economia, mas também pode acontecer o que houve com o México, deixando a economia em frangalhos por conta do fim do mercado local, caso o capital estrangeiro fuja no futuro”.
AS MUDANÇAS
Tecnicamente, o decreto atualiza a regulamentação do artigo 39 da Lei de Capitais Estrangeiros. O capítulo da lei aonde está inserido o artigo 39 é o que segue:
“Disposições referentes ao crédito
        Art. 37. O Tesouro Nacional e as entidades oficiais de crédito público da União e dos Estados, inclusive sociedades de economia mista por eles controladas, só poderão garantir empréstimos, créditos ou financiamentos obtidos no exterior, por empresas cuja maioria de capital com direito a voto pertença a pessoas não residentes no País, mediante autorização em decreto do Poder Executivo.
        Art. 38. As empresas com maioria de capital estrangeiro, ou filiais de empresas sediadas no exterior, não terão acesso ao crédito das entidades e estabelecimentos mencionados no artigo anterior até o início comprovado de suas operações, excetuados projetos considerados de alto interesse para a economia nacional, mediante autorização especial do Conselho de Ministros.
        Art. 39. As entidades, estabelecimentos de crédito, a que se refere o artigo 37, só poderão conceder empréstimos, créditos ou financiamentos para novas inversões a serem realizadas no ativo fixo de empresa cuja maioria de capital, com direito a voto, pertença a pessoas não residentes no País, quando elas estiverem aplicadas em setores de atividades e regiões econômicas de alto interesse nacional, definidos e enumerados em decreto do Poder Executivo, mediante audiência do Conselho Nacional de Economia.       (Vide Decreto nº 2.233, de 1997)         (Vide Lei nº 5.331, de 1967)
        Parágrafo único – Também a aplicação de recursos provenientes de fundos públicos de investimentos, criados por lei, obedecerá à regra estabelecida neste artigo.
        Art. 40. As sociedades de financiamento e de investimentos somente poderão colocar no mercado nacional de capitais, ações e títulos emitidos pelas empresas controladas por capital estrangeiro ou subordinadas a empresas com sede no estrangeiro, que tiverem assegurado o direito de voto.”
No contexto da lei, a exceção criada no artigo 39 é para as empresas controladas por capital estrangeiro que PODERÃO ter acesso a crédito e a garantias por fazerem parte da lista de “interesse nacional” definida pelo Poder Executivo. Neste caso “interesse nacional” não aparece no sentido normal, de proteção de empresas nacionais, mas sim no sentido estratégico de interesse governamental em abrir tais segmentos à concorrência estrangeira plena.
ANTES E DEPOIS
Decreto 2.233/1997
Decreto 8.957/2017
Art 1º São consideradas de alto interesse nacional para os fins do art. 39 da Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962, as atividades econômicas, desenvolvidas em qualquer parte do território brasileiro, atinentes aos setores abaixo enumerados Idem
I – serviços públicos de infra-estrutura dos seguintes segmentos: I – setor de infraestrutura dos seguintes segmentos:
a) exploração de fontes energéticas, geração, transmissão e distribuição de energia de qualquer natureza Idem
b) telefonia de qualquer natureza; b) telecomunicações de qualquer natureza;
c) portos e sistemas de transportes, inclusive de carga e de passageiros; c) portos e sistemas de transportes, inclusive de carga e de passageiros, compreendendo os sistemas de logística e de distribuição de bens;
d) saneamento ambiental; d) saneamento ambiental, inclusive de saneamento básico e de gestão de resíduos sólidos;
II – complexos industriais dos seguintes segmentos: II – complexos industriais e de serviços dos seguintes segmentos:
a) químico-petroquímico, compreendendo as indústrias químicas de base, petroquímica, química fina e fertilizantes; a) químico-petroquímico, compreendendo as indústrias químicas de base, petroquímica, química fina, fertilizantes e química a partir de fontes renováveis;
b) minero-metalúrgico; b) mineração e transformação mineral;
c) automotivo. compreendendo as indústrias automobilística e de auto-peças; Idem
d) agroindustrial e florestal, compreendendo desde os fornecedores de insumos até os processadores e distribuidores de produtos agropecuários, de alimentos, de bebidas e de painéis de madeira, papel e celulose; d) agroindustrial e florestal, compreendendo os seus fornecedores de insumos, os produtores, os processadores e os distribuidores, entre outros, de produtos agropecuários, de alimentos, de bebidas, de painéis de madeira, de papel e produtos de papel, de celulose e de bioprodutos a partir de biomassa;
e) de bens de capital, compreendendo as indústrias fornecedoras de equipamentos e componentes. Idem
f) eletrônico, compreendendo as indústrias de componentes eletrônicos, de equipamentos de telecomunicações e de automação, bem como a fabricação e a distribuição de eletrônicos de consumo e de informática; f) tecnologias da informação e comunicações, compreendendo os complexos industriais de componentes eletrônicos, de equipamentos de telecomunicações e de automação, fabricação e distribuição de eletrônicos de consumo e de informática, outros equipamentos eletrônicos e de hardware de qualquer natureza, desenvolvimento de soluções de software e serviços de tecnologia da informação; (completa nova redação)

g) petróleo e gás natural, compreendendo a exploração e a produção de hidrocarbonetos e toda a sua cadeia produtiva, inclusive indústria de bens de capital, demais indústrias, serviços de engenharia e demais serviços aplicáveis; (novo)

h) saúde, compreendendo a fabricação de insumos e produtos farmacêuticos, vacinas e kits de diagnóstico, de base química ou biotecnológica, a fabricação de equipamentos e materiais médicos, odontológicos e hospitalares, os serviços de saúde e os ensaios clínicos e não clínicos;  (novo)

i) têxtil; e  (novo)

j) infraestrutura dos complexos audiovisual e gráfico;  (novo)

III – complexo do turismo. (novo)

IV – arrendamento mercantil de bens de capital. (novo)

V – serviços de educação;  (novo)

VI – serviços de eficiência energética; e (novo)

VII – setor de comércio. (novo)
DESTAQUES
Como é possível notar na tabela, além da nova redação dada a muitas alíneas há uma longa lista de segmentos inseridos na lista da regulamentação. As inclusões de maior destaque para a área científica são educação, saúde e tecnologia da informação, embora outros segmentos possam ter impacto indireto em atividades do campo de pesquisa.
REPERCUSSÃO PÚBLICA
Chama a atenção o fato de o decreto ter sido publicado sem qualquer divulgação pública por órgãos de governo, nem que fosse para ressaltar supostos impactos positivos da medida – até o momento, não há qualquer comunicado sobre o decreto nas páginas oficiais do Planalto ou dos Ministérios do Planejamento e Fazenda, que subscrevem o documento.
Talvez por isso, a mídia tenha ignorado a publicação. Apenas uma breve nota foi publicada pela IstoÉ com informações da Agência Estado (que apenas fornece material para outros veículos). Nem mesmo o Estado de S.Paulo, cujo grupo originou a nota, publicou matéria sobre o tema.
ANÁLISE POLÍTICA
O decreto indica uma forte guinada na política econômica brasileira ao permitir que empresas controladas por capital estrangeiro possa atuar mais amplamente no Brasil. No mesmo dia da publicação, iniciou-se o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Em suas falas à imprensa neste primeiro dia de fórum, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou a receptividade das empresas estrangeiras à nova condução política brasileira. Não citou nada próximo ao decreto, mas os analistas repercutiram as falas dizendo que “é importante dar condições para o investimento estrangeiro”. Neste contexto, o decreto mais que assegura essas “condições”.
Curiosamente, a primeira reunião na agenda de Meirelles hoje foi com a empresa norte-americana de telefonia AT&T. Pode ser apenas coincidência ou indicar um primeiro movimento em que veremos as novas regras do decreto serem colocadas em prática caso a companhia invista no Brasil mantendo controle estrangeiro.
Outro fato importante que parece estar relacionado com a mudança no decreto é a alteração de qual órgão deve deliberar sobre a autorização de empresas estrangeiras atuarem no Brasil. Em 7 de julho de 2016, foi publicado um decreto passando ao ministro-chefe da Casa Civil o poder de emitir tais autorizações (decreto 8.803/2016). Antes essa incumbência era do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
DOCUMENTOS
* Novo decreto – Decreto 8.957/2017 (publicado na edição de 17/01/2017)
* Decreto revogado – Decreto 2.233/1997 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1997/D2233.htm
* Lei de Capitais Estrangeiros – Lei 4.131/1962, que “Disciplina a aplicação do capital estrangeiro e as remessas de valores para o exterior e dá outras providências”
* Decreto passando à Casa Civil o poder de decidir quais empresas estrangeiras podem atuar no Brasil – Decreto 8.803/2016
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Decreto/D8803.htm#art3

PETROBRAS - A corrida para entregar o pré-sal.

Temer corre para completar entrega do pré-sal


GARCOM
Enquanto estamos ocupado assistindo às batalhas campais nas penitenciárias e em discutir quem será o dono dos segredos da Lava Jato, o governo Temer acelera a entrega de nossas jazidas de petróleo, na hora em que o mundo corta tanto a exploração que retorna em meio século o nível das descobertas.
A Reuters anuncia que  ” o governo federal pretende realizar em novembro o segundo leilão deste ano de áreas de petróleo e gás localizadas na camada pré-sal, e quer realizar outro leilão do pré-sal em 2018″.
O primeiro, a entrega de áreas vizinhas a campos já licitados – no jargão técnico, a unitização de áreas produtoras –  o governo quer  antecipar para o primeiro semestre deste ano.
Portanto, três leilões num curto espaço de tempo.
Com o petróleo ainda em preços baixos, os preços também serão baixos.
E as condições, mais favoráveis aos estrangeiros: a matéria fala que o petróleo exportado pode ser considerado na conta de “conteúdo nacional”, em lugar de navios, equipamentos, insumos industriais produzidos aqui, gerando emprego e renda.
É a canalha vende-pátria a todo vapor, criando os fatos consumados que uma esquerda de cabeça frouxa, depois, irá respeitar na base da “segurança jurídica” e do “honrar contratos”.
O ladrão roubou, mas temos de garantir os direitos do receptador que, afinal, pagou o preço que o larápio pediu.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

POLÍTICA - Deputados americanos defendem Lula.


Deputados (americanos) esculhambam Moro

E defendem Lula

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Do blog As Falas da Pólis, de Diógenes Bradão, com informações da reportagem de Patrícia Campos Mello na Fel-lha:
Deputados americanos criticam Moro e defendem Lula em carta pública

Um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos vai divulgar nesta quarta-feira (18) uma carta pública em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que acusa o juiz Sergio Moro de persegui-lo por meio de decisões "arbitrárias".

A carta, obtida pela Folha, é endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, e afirma que o ex-presidente está sendo "perseguido". "Estamos especialmente preocupados com a perseguição do ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos."

"Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", diz a missiva.

Segundo o texto, o governo de Michel Temer tem agido "para proteger figuras políticas corruptas, para impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição nacional e pressionar adversários nos movimentos sociais e nos partidos de oposição."

Na carta do grupo liderado pelo deputado democrata John Conyers, os legisladores afirmam que "Lula se mantém como uma das figuras políticas mais populares no Brasil de hoje e é visto como uma série ameaça nas urnas por seus oponentes políticos".

"Nos últimos meses, ele tem sido alvo de uma campanha de calúnias e acusações não comprovadas de corrupção pelos grandes veículos privados de mídia alinhados com as elites do país."

Também assinam a missiva alguns sindicatos e think tanks americanos, entre eles a central sindical AFL-CIO, que tem mais de 12 milhões de membros.

"Lula tem sido alvo de um juiz, Sergio Moro, cujas ações parciais e arbitrárias tem ameaçado seu direito de defesa. Por exemplo, o juiz ordenou a prisão arbitrária [a condução coercitiva, em março de 2016] do ex-presidente só para servir de intimação, embora não houvesse nenhuma indicação de que o ex-presidente não quisesse depor na Justiça. "

O texto critica também a PEC do teto de gastos do governo Temer, dizendo que "vai reverter anos de avanços econômicos e sociais", além de atacar o impeachment de Dilma Rousseff.

Em julho, um grupo de deputados havia publicado uma carta contra o processo de impeachment, assinada por 39 deputados democratas e 20 organizações.

PÂNICO - Paulo Henrique Amorim DETONA Miriam Leitão, Lucia Hipólito e Re...

O PT no Governo também degola

PETROBRAS - "Por que tanto olho no nosso pré-sal?"


Por que tanto olho no nosso pré-sal? Porque não estão achando óleo para os próximos 20 anos


PEAK
Quer entender em poucos minutos a razão da voracidade estrangeira sobre o nosso pré-sal?
Leia a matéria da Reuters, publicada agora há pouco, em que uma respeitada consultoria norueguesa, a Rystad Energy, relata que, em 2016, “as descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo caíram no ano passado para o menor nível desde os anos 1940” com o mapeamento de jazidas de apenas 6 bilhões de barris em todo o planeta, somando petróleo e gás natural.
É metade do em alguns campos do nosso pré-sal. Libra e  Búzios (ex- Franco) têm até 12 bilhões de reservas e as estimativas para todo o pré-sal somam 176 bilhões de barris.
Que seja menos, 120 bilhões e ainda assim são 20 vezes todo o petróleo que se descobriu no mundo em 2016.
Estes seis bilhões de barris sustentariam o consumo mundial por um ano apenas nos níveis dos anos 40.
É claro que este volume ínfimo de descobertas se deveu em parte à retração das pesquisas por petróleo em função da queda do preço.
Mas a razão, mesmo, é que não há fronteira exploratória visível e viável fora do pré-sal brasileiro, ao menos não em escala gigante. Havia o Ártico, mas a Shell abandonou a exploração, sobretudo por ser caríssima, perigosa mas, também, questionada pelos aspectos ambientais.
Não há, exceto nosso polígono do pré-sal, onde o sucesso exploratório anda, nas perfurações da Petrobras, na faixa de 100%: ou seja, furou, achou.
É, aquele mesmo que os vende-pátria da Globo chamavam de patrimônio inútil.
É por isso que a canalha entreguista tem tanta pressa em tornar a entrega do pré-sal um fato consumado, que um governo com um mínimo de responsabilidade e amor ao país não entregaria.
E que terá de tomar de volta dos que os entregarem, mandando às favas o respeito aos contratos.
Não pode haver contrato válido se firmado com quem roubou a propriedade de um povo.

POLÍTICA - "A conciliação de classes se esgotou".


Nildo Ouriques: Resposta ao projeto do “covil de ladrões” é uma revolução brasileira que cobre imposto dos ricos e reveja dívida




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por Luiz Carlos Azenha
Temer declarou guerra. A conciliação de classes se esgotou. As opiniões são do professor Nildo Ouriques, da Universidade Federal de Santa Catarina.
“O governo Temer decretou guerra contra todos nós e pretende devolver o Brasil ao período pré-30. Não se trata de reforma da Previdência, na verdade é a supressão do estatuto previdenciário. É a supressão da CLT nos termos de Temer, proposta que já circulava nos tempos do governo Dilma”, afirma.
“O negociado sobre o legislado num contexto em que a taxa de desemprego é de dois dígitos e vai crescer ainda mais, 14 ou 15 milhões de desempregados este ano”, lembra.
Trocando em miúdos: o resultado de negociações salariais entre patrões e empregados, nas quais os trabalhadores estão enfraquecidos, vai valer mais que leis aprovadas anteriormente pelo Congresso, em conjuntura diversa.
Resultado: arrocho de fazer inveja ao aplicado pela ditadura militar.
As propostas de Temer,  que retiram direitos sociais e trabalhistas, remetendo ao período pré Getúlio Vargas, segundo o professor Ouriques serão agravadas pela perenização de um quadro de austeridade de longo prazo. Os cortes vão cair — já estão caindo — nas costas dos mais pobres.
“Essa guerra de classes foi declarada por um governo corrupto, cujas principais decisões saem de um covil de ladrões, num Congresso Nacional com mais de 280 deputados e senadores delatados, denunciados e com processos de toda ordem tomando decisões que só poderiam ser tomadas por plebiscito”, acrescenta.
Na opinião de Ouriques, mesmo que Lula seja reeleito em 2018 não dará conta de promover as reformas das quais o Brasil precisa.
“A ideia do Lulinha paz é amor é a ideia de um pacto de classes num momento em que a burguesia declara guerra aos trabalhadores”, diz. Para o professor da UFSC, as medidas tomadas por Lula em seus dois governos e pela presidente Dilma em seu período no Planalto só foram possíveis numa conjuntura econômica internacional que desapareceu.
“Não há governo que possa tirar o Brasil da crise sem romper o pacto de classes e responder à guerra que Temer está colocando para todos nós”, afirma. Quem pensa diferente “não entende a natureza financeira da crise do Estado brasileiro”.
Superar esta crise implica, por exemplo, numa reforma tributária “em que banqueiro pague imposto, latifundiário pague imposto e executivo de multinacional pague imposto”, além de uma auditoria da dívida interna que cancelaria boa parte dela.
Assim, é preciso pensar numa “revolução brasileira”, que “faça o que a proclamação da República não fez, que é instalar uma República de iguais”. Para Ouriques, “não se trata mais de promover políticas públicas caritativas, fazer a digestão moral da pobreza que Lula produziu no Brasil, mas fazer as grandes reformas, como a agrária” — sem a qual, na opinião dele, é impossível o controle inflacionário.
Para o professor da UFSC, a revolução brasileira passa pelo resgate de autores que foram “banidos” pelas universidades — para Ouriques, hoje elas só reproduzem o pensamento que vem de fora.
Dentre os autores “malditos”,  Manoel Bonfim, Ruy Mauro Marini, Alberto Guerreiro Ramos, Darcy Ribeiro, Franklin de Oliveira, Gondin da Fonseca e Álvaro Vieira Pinto.
Também seria condição para essa mudança — que na opinião de Ouriques pode resultar de uma combinação de pressão nas ruas e jogo eleitoral — que haja conciliação “entre marxistas que sempre foram anti-nacionalistas e nacionalistas que sempre foram anti-marxistas”.

POLÍTICA - "Temer é o chefe da quadrilha".


Pimenta, exclusivo: “Temer é o chefe da quadrilha; Geddel e Derziê não foram sequer levados coercitivamente para depor porque se falarem, Temer cai”



temer chefe 2Da esquerda para direita: Paulo Pimenta, Michel Temer e Padilha, Moreira Franco e Eduardo Cunha,  Roberto Derziê, Lúcio Funaro, Geddel Vieira de Lima e Fábio Cleto
por Conceição Lemes
10 de dezembro de 2015. Fábio Cleto, recém-exonerado da vice-presidência da Caixa Econômica Federal pela presidenta Dilma Rousseff, é preso na Operação Catilinárias, uma das etapas da Lava Jato.
Cleto faz acordo de delação premiada e afirma que o doleiro Lúcio Bolonha Funaro e o então deputado federal e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandavam o esquema de cobrança de propinas de empresas interessadas em obter empréstimos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS).
Diz também que, embora tivesse o poder de indicar os projetos nos quais a Caixa deveria investir, suas decisões, na verdade, se pautavam pela conveniência de Cunha.
Em dezembro de 2015, a Catilinárias cumpre também mandado de busca e apreensão na residência oficial e no gabinete de Eduardo Cunha.
Em 1º de julho de 2016, Funaro é preso. Em 19 de outubro, Cunha também.
13 de janeiro de 2017, sexta-feira passada. Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) é alvo da Operação Cui Bono?, deflagrada pela Polícia Federal, que faz busca e apreensão em imóveis do ex-ministro na Bahia.
Geddel deixou a Secretaria de Governo de Michel Temer em 25 de novembro de 2016, acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de fazer pressão para a liberação de um empreendimento imobiliário em Salvador, no qual tinha apartamento.
A Operação Cui Bono? (“a quem beneficia?”, em latim) é um desdobramento da Catilinárias, realizada em dezembro de 2015. Na época, a PF apreendeu um celular em desuso na casa de Cunha que, após ser periciado, acabou por revelar o esquema de fraudes na Caixa.
O aparelho continha intensa troca de mensagens eletrônicas entre Cunha e Geddel, que era vice-presidente da Caixa Econômica Federal de Pessoa Jurídica entre 2011 e 2013.
Relatório da Polícia Federal aponta que Geddel atuava “em prévio e harmônico ajuste” com Cunha, para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina.
Relatório da Polícia Federal da Operação Cui Bono? cita outro aliado de Michel Temer: o atual vice-presidente de governo da Caixa, Roberto Derziê de Sant´Anna.
Ele é apontado como participante do esquema de concessão de financiamentos do banco que funcionava mediante pagamento de propinas.
Derziê aparece na parte do relatório que detalha a operação para a liberação de um crédito de R$ 50 milhões para a empresa Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao grupo Comporte Participações. O Comporte pertence à família Constantino, controladora da Gol Linhas Aéreas.
Detalhe: embora Geddel e Derziê sejam muito próximos de Michel Temer, a mídia se comporta como se o presidente não tivesse nada a ver com eles.
Conversei com o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) a respeito. Confira a entrevista exclusiva:
Viomundo – Por que essa blindagem?
Paulo Pimenta — Essa operação [Cui Bono?, que fez busca e apreensão nos imóveis de Geddel] chega direto no Temer, ele é o chefe da quadrilha.
Viomundo – Em que o senhor se baseia para fazer essa afirmação?
Paulo Pimenta – Dois episódios demonstram isso. No celular apreendido na casa do Eduardo Cunha em dezembro de 2015, tem uma conversa entre o Funaro (codinome Lucky), que era o operador de Cunha, e Fábio Cleto (codinome Gordon Gekko) sobre o Geddel.
O Funaro reclama que não aguentava mais o Geddel, pedindo dinheiro. Lá pelas tantas, o Funaro fala: se o Geddel não parasse, “vou foder ele com o Michel”.
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É tal quando você pega uma criança fazendo algo errado e ameaça: “vou contar para o teu pai”.
Ou, quando se quer pressionar uma pessoa, você se refere sempre a alguém superior a ela.
Então a maneira que eles tinham de pressionar o Geddel para pedir menos dinheiro, era ameaçá-lo de contar tudo ao Temer.
Na apreensão da última sexta-feira, surge outra situação envolvendo uma polêmica com o Geddel. E de novo a inferência é a mesma. Se ele não parar, nós vamos ao Temer. No primeiro caso, era sobre o FGTS. Agora, é sobre empréstimos na Caixa Econômica, da qual Geddel foi vice-presidente de pessoa jurídica de 2011 a 2013.
Então, são duas operações, onde há referências expressas do Funaro que demonstram que o Temer é o chefe. Do meu ponto de vista, a simples análise das transcrições da Polícia Federal já demonstra isso.
Viomundo – É suficiente para dizer que o Temer é o chefe?
Paulo Pimenta – Se isso não é suficiente, vamos ao seguinte. No relatório da Polícia Federal sobre a Operação Cui Bono? aparece o nome do Roberto Derziê de San´Anna, atual vice-presidente de governo da Caixa.
O Derziê surgiu trabalhando com o Moreira Franco (PMDB-RJ). Depois, foi alçado a uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal.
Quando Dilma convidou Temer [em 2015, era vice-presidente] para ir para a SRI [Secretaria de Relações Institucionais], ele levou o Roberto Derziê, para ser o secretário-executivo.
Como o Temer acumulava a vice-presidência com a SRI, na prática, era o Derziê quem fazia toda a relação com os deputados, senadores, liberação de emendas.
Quando Temer sai da SRI, o Geddel é exonerado da Caixa, quem é colocado de volta?
É o Derziê, no lugar do Geddel.
Então, o Derziê trabalhou com o Moreira Franco, com o Geddel e com o Eliseu Padilha (PMDB-RS) na SRI.
Quando o Temer assumiu, por que o Derziê não foi nomeado logo vice-presidente da Caixa?
Porque ele ficou até o final, foi demitido pela Dilma e ficou em quarentena. Por isso, ele só pode ser nomeado no final do 2016.
Ele volta para a Caixa para ocupar a vice-presidência de pessoa jurídica, que é justamente a que vai lidar com as empresas.
Viomundo – O que demonstra isso?
Paulo Pimenta — Seletividade. Com todas as informações que constam no relatório da PF, por que o Derziê não foi preso ou levado coercitivamente? Por que também o Geddel não foi preso nem levado coercitivamente para depor?
Afinal, eles não têm foro privilegiado e pessoas com muito menos envolvimento estão presas em Curitiba e Brasília.
Viomundo – Por quê?
Paulo Pimenta — É uma proteção da própria Justiça.
Se pegarem o Geddel ou o Derziê, automaticamente eles vão pegar o Temer.
Por que a mídia não pediu a cabeça do Geddel ou do Derziê?
Por que ninguém – inclusive a mídia — achou estranho o Geddel, a quem Funaro se refere sempre como “boca de jacaré”, não ter sido levado coercitivamente?
Qualquer um dos dois que for preso, vai abrir a boca, vai entregar.
E se falarem, o Temer cai.
Veja bem. Se eu, um deputado, tenho condições com as informações disponíveis de apresentar para ti esse caminho, imagina a Polícia Federal, a Lava Jato.
Viomundo – Tudo isso seria do conhecimento tanto da Polícia Federal quanto da Lava Jato?
Paulo Pimenta – Claro! Se eu, sem os instrumentos que eles têm, simplesmente me baseando nos relatórios, estou fazendo as conexões, é evidente que eles sabem. Tudo o que estou te dizendo aqui eles sabem: o Derzié é o elo da quadrilha, e o Temer o chefe.
Viomundo — Eles têm o potencial para serem um novo Cunha?
Paulo Pimenta — Não. O Cunha é outro esquema. O Geddel e o Derziê faziam a ponte do Temer com o Cunha.
Tem três grupos. Um grupo é o do Senado. Quem comandava a relação do Senado com o Temer era o Jucá [Romero Jucá, PMDB-RR] e o Eunício [Eunício Oliveira, PMDB-CE], mas principalmente o Jucá. O Renan [Renan Calheiros, PMSD-AL] corre em faixa própria.
O núcleo da Câmara era comandado pelo Eduardo Cunha.
O Geddel, o Moreira Franco e o Padilha se articulavam com os interesses desses dois grupos dentro do executivo. Eles já eram instrumentos do PMDB quando o Temer era vice-presidente. Vieram do PMDB com Temer para dentro do palácio.
Viomundo — O Temer comanda os três grupos?
Paulo Pimenta — Quem administrava esses três grupos dentro do PMDB era o Temer, que presidia o partido. O Padilha era presidente da Fundação Ulisses Guimarães. Jucá, o vice-presidente. O Renan era presidente do Senado e o Eduardo Cunha, o presidente da Câmara.
E o Temer administrava isso tudo. Garantia o Geddel num cargo importante. O Moreira Franco, noutro.
Quando ele vem para o núcleo do golpe, ele monta um núcleo com os três caras mais próximos dele: Moreira Franco, secretário especial, Padilha, chefe da Casa Civil e o Geddel, secretário-geral. Foi para esse núcleo que ele trouxe os grandes projetos de privatização.
Viomundo –O silêncio da mídia é mesmo para blindar o Temer?
Paulo Pimenta — Exatamente. Como se o Temer não tivesse nada a ver com esses caras. Se a PF tivesse um mínimo de coerência com a conduta que tem tido com situações muito menos graves, ela teria pelo menos levado coercitivamente para depor o Geddel e o Derziê.
Para mim é mais uma prova robusta da seletividade, da falta de critério e da utilização política do poder judiciário no projeto do golpe.
Da mesma forma que o STF sabia que se afastasse o Renan do Senado, desarranjaria o golpe. Eles sabem que se pegarem o Geddel ou o Derziê, eles avançam o sinal muito próximo ao temer.
Viomundo – Isso vale para a PF, Lava Jato, STF, MPF?
Paulo Pimenta — Claro, para o comando de todos os setores do Judiciário capturados pelo projeto do golpe

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

POLÍTICA - Libertado o Boulos.



17 de janeiro de 2017 - 18h45

Guilherme Boulos é solto e recebe solidariedade de personalidades


Mensagem de solidariedade do PCdoB ao líder popular, Guilherme Boulos. Mensagem de solidariedade do PCdoB ao líder popular, Guilherme Boulos.
Detido nesta manhã, Boulos foi acusado de desobediência e incitação à violência. Ele foi levado ao 49º Distrito Policial para prestar depoimento. Direto da delegacia, ele falou com a imprensa que a detenção era uma "injustiça" e uma prisão "evidentemente política". Após prestar depoimento, a liderança do movimento pela moradia foi liberada no fim da tarde desta terça (17).


Durante todo o dia, os apoios públicos ao líder popular foram surgindo das mais diferentes personalidades como o ator humorista Gregório Duvivier, o cantor Emicida, a atleta Joanna Maranhão, o colunista Leonardo Sakamoto, o senador do PT-RJ, Lindberg Farias, o senador do PMDB, Roberto Requião e a deputada federal do PCdoB-RJ, Jandira Feghali, que utilizaram as redes sociais para protestaram contra a prisão arbitrária e postaram sua indignação nas redes sociais.

Preocupado com a prisão do líder popular, o PCdoB também protestou contra o despejo das famílias e contra a violência da polícia paulista, ressaltando que "lutar não é crime":



Além da demonstração de apoio, Gregório Duvivier publicou uma mensagem que relacionava o escândalo de corrupção na merenda que envolve o governo de São Paulo. "Em terra de ladrão de merenda, quem vai preso é quem luta por moradia. Liberdade para Guilherme Boulos já!", postou no Twitter.

Veja abaixo as mensagens:



Lideranças políticas

A deputada Jandira Feghali (PCdoB) também destacou sua preocupação com o despejo das famílias carentes e criticou a falta de diálogo do governo de São Paulo com o movimento que luta pelo direito à moradia.









Liberação

Após a soltura do líder do MTST, Guilherme Boulos, a página oficial da liderança publicou mensagem destacando a preocupação do movimento em ajudar às famílias que foram despejadas e agradeceu os apoios recebidos. Segue abaixo:

Golpe no Brasil beneficiou multinacionais do petróleo, diz Assange - Portal Vermelho

Golpe no Brasil beneficiou multinacionais do petróleo, diz Assange - Portal Vermelho: O jornalista Fernando Morais, do blog Nocaute, entrevistou o hacker e fundador do Wikileaks, Julian Assange,  no final do mês de dezembro. Os temas tratados vão desde a eleição de Donald Trump e a composição de sua equipe até a possível participação da embaixada dos Estados Unidos no Brasil nas articulações que resultaram no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e na efetivação do governo golpista de Michel Temer. Segundo Assange, o alvo principal do golpe é a Petrobras e o pré-sal.

Efeito da Lava Jato: grande obra no Brasil só para estrangeiros - Portal Vermelho

Efeito da Lava Jato: grande obra no Brasil só para estrangeiros - Portal Vermelho: Trinta empresas vão participar da licitação para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o COMPERJ. Foram convidadas pela Petrobras. Nenhuma é brasileira, todas são estrangeiras.

Por Haroldo Lima

POLÍTICA - E o "bandido" é o Lula!


Janot enfurna(s) Globo e FHC!

E o "bandido" é o Lula!

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O Dr Moro nao foi à farofada
​A propósito daquele triplex de Paraty que não tem dono e no qual o cachalote não ousará pisar, vale a pena recordar que o Conversa Afiada defende a permanência do Dr Janot à frente da PGR por mais quatro, seis, oito anos​, e os deputados Paulo Pimenta e Wadih Damous tomaram a liberdade de importunar o Dr Janot:
“Escândalo Panamá Papers, que envolve Globo e FHC, 'dorme' nas mãos de Janot há quase um ano” denuncia Pimenta
Há quase um ano, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) busca junto ao Ministério Público Federal que seja aberta uma investigação para apurar as conexões entre a Rede Globo, a FIFA, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e offshores do Panamá que teriam sido utilizadas para cometer crimes contra o sistema financeiro, a ordem tributária e a administração pública. O escândalo, conhecido como Panamá Papers, utiliza empresas de fachada para lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Em março de 2016, Paulo Pimenta e o deputado Wadih Damous (PT-RJ) entregaram farta documentação à Procuradoria-Geral da República e protocolaram uma representação, subscrita por mais de 30 parlamentares, solicitando abertura de investigação. No dia 8 de março de 2016, diante do surgimento de novos fatos, os parlamentares fizeram novo pedido ao MPF.
Sem qualquer resposta, Pimenta protocolou mais uma representação no dia 10 de maio de 2016. Segundo o deputado, em todas oportunidades, os parlamentares ouviram como resposta que o MPF “estaria adotando todos os procedimentos necessários e que seriam informados sobre a adoção dessas medidas”.
Ontem (16), Pimenta fez nova tentativa, e mais uma vez cobrou informações acerca das providências adotadas pelo MPF até o momento sobre o escândalo Panamá Papers. “Ao que tudo indica, a documentação está parada há quase um ano nas mãos da Procuradoria”, lamentou Pimenta.
Panamá Papers
De acordo com as investigações jornalísticas, empresas de papel criadas pela Mossack Fonseca auxiliaram na ocultação de fortuna pelo mundo. Essa empresa panamenha ganhou – e logo perdeu – os holofotes da grande mídia brasileira por conta das operações policiais Lava Jato.
Representantes da Mossack Fonseca no Brasil, Carolina Auada e Ademir Auada foram interceptados pelos investigadores da PF destruindo provas. Por esse crime eles foram presos, mas, pouco depois, o juiz Sérgio Moro mandou soltá-los, sob justificativa de que “apesar do contexto de falsificação, ocultação e destruição de provas, (...) na qual um dos investigados foi surpreendido, em cognição sumária, destruindo quantidade significativa de provas, a aparente mudança de comportamento dos investigados não autoriza juízo de que a investigação e a instrução remanescem em risco".
O que se soube depois é que a Globo possui ligações com a Mossack Fonseca. A mansão da família Marinho, em Paraty (RJ), e um heliponto usado pelos filhos de Roberto Marinho estão registrados no nome de uma empresa de fachada ligada à Mossack Fonseca, a Vaincre LCC.
Nesse emaranhado de empresas de papel, surge também Brasif, outra empresa vinculada à Mossack Fonseca. A Brasif, por sua vez, está ligada à Globo pelo pagamento de Miriam Dutra, jornalista e ex-namorada de FHC.
A Brasif era proprietária da Eurotrade Ltd, com sede nas Ilhas Cayman. A Eurotrade Ltd. firmou, em 2002, contrato com a jornalista Miriam Dutra, segundo a qual FHC – com quem ela teria um filho – usou essa empresa para bancá-la no exterior. A Brasif era concessionária das lojas ‘dudy free’ nos aeroportos.
A Brasif, segundo a Folha de São Paulo, conseguiu “derrubar medida criada no governo FHC para limitar a US$ 300 por pessoa (eram US$ 500) o gasto nos free shops, além de ter dominado praticamente sozinha a concessão desse tipo de loja em aeroportos.

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