domingo, 15 de maio de 2022

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"Precisamos de mais apoiadores para enfrentar o golpe mais antecipado da história do Brasil.

 


Precisamos de mais apoiadores para enfrentar o golpe mais antecipado da história do Brasil

Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e capaz de lançar luz sobre a escuridão. Essa é a missão do Jornal GGN

Imagem: Pixabay

2022 é um ano decisivo para a democracia brasileira. Em “Xadrez de como será o golpe das urnas”, Luis Nassif, fundador e diretor-geral do Jornal GGN, narra, em 5 atos, como se dará a guerra híbrida que atravessará as eleições gerais de 2022. A tentativa de golpe de Jair Bolsonaro é a mais antecipada da história. O que podemos fazer a respeito, é o que devemos nos perguntar diariamente.

A defesa dos avanços civilizatórios outrora conquistados e das instituições está no cardápio de qualquer democrata. Um dos pilares da democracia é a liberdade de imprensa. No Brasil, onde o direito à informação é constitucional, pode-se dizer que ainda há imprensa livre, mas isso não basta. É preciso ter uma imprensa plural. O desejo de construir uma imprensa mais plural está no DNA do Jornal GGN.

Nos últimos anos, enquanto boa parte dos jornais atuava como “correia de transmissão” de interesses escusos, o Jornal GGN foi um dos poucos meios de comunicação que não hesitou nos momentos mais decisivos. Não hesitamos em denunciar o golpe do impeachment em 2016, nem em fazer uma cobertura crítica da Operação Lava Jato e seus desdobramentos sobre os rumos do País. Hoje, enquanto alguns ainda hesitam em denunciar o golpe de 2022 ou tratam Lula e Bolsonaro como dois extremistas em polos opostos, o Jornal GGN se esforça para publicar conteúdo assinado por jornalistas profissionais e autores gabaritados para tratar dos principais problemas do País.

Infelizmente, quando se é uma empresa de modesto porte, coragem e contundência têm um preço, e o Jornal GGN vem pagando caro ao longo dos últimos anos. Sofremos ataques digitais que abalaram nossas estruturas, e o sufocamento financeiro veio também por meio de processos judiciais questionáveis. Ainda assim, com a ajuda de centenas de leitores e da comunidade que se formou em torno do nosso canal no Youtube, estamos resistindo. Em 2023, o site do Jornal GGN completará 10 anos na trincheira do jornalismo profissional e independente.

O ano de 2022 é um desafio histórico. A história do Brasil já mostrou em outros momentos que a democracia é coisa muito frágil. O que podemos fazer para defendê-la? Você pode apoiar este veículo onde imperam a verdade dos fatos e a coragem para publicá-los. Veículo que não hesitará de novo em 2022. Se você acredita que o Jornal GGN tem papel importante na grande batalha, junte-se a nós: faça uma assinatura solidária clicando aqui.

O irmão perdido dos Weintraub.

 


Sachsida o irmão perdido dos Weintraub, por Luis Nassif

Seria cansativo relacionar as asneiras verbais e econômicas de Sachsida. A começar da sua intenção de separar o PIB privado e o público

Há muitas versões sobre a saída do Almirante Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia – e a entrega da pasta a Adolfo Sachsida, o irmão perdido dos Weintraub.

Seria cansativo relacionar as asneiras verbais e econômicas de Sachsida. A começar da sua intenção de separar o PIB privado e o público, que foi motivo de zombaria generalizada dos economistas.

Fontes ligadas a Bento Albuquerque acompanharam seu trabalho no Prosub – o projeto de submarino nuclear brasileiro -, e atestam sua ampla idoneidade. Sua postura, de defesa da política de preços da Petrobras, prende-se muito mais a uma supina ignorância sobre o papel da empresa e dos combustíveis na segurança nacional.

Os conflitos com Guedes, Bolsonaro e seus generais, prendem-se à resistência de Bento Albuquerque a dois projetos de negociata em andamento.

A primeira, a tentativa de privatizar a Petrobras, uma tolice anunciada no primeiro dia por Adolfo “Weintraub” Sachsida. A segunda, a tentativa de financiar os gasodutos de Carlos Suarez com emendas parlamentares.

Aliás, é impressionante como economistas sérios e cegos no campo liberal, que ganharam destaque como templários do liberalismo, entraram em tal grau de desespero com a falência de seu projeto, a ponto de tratar Bolsonaro como liberal. Não é aqui, nem em Lisboa nem na Palestina. É milicianismo puro.

A grande questão é que o desmonte liberal iniciado com o Ponte Para o Futuro foi um desastre completo – e não ser para os beneficiários da queima de estatais. Interrompeu-se a construção de refinarias, que poderiam assegurar as autossuficiência brasileira. A privatização de refinarias da Petrobras tornou-as monopólios privados, muito mais danosos que públicos. E venderam o peixe da competição, mentiram, quando se sabe que cada refinaria tem o monopólio na região em que atua.

Foram negócios, só negócios. Como o caso da refinaria Landulpho Alves, na Bahia, vendida para um sheik árabe que se aproximou dos Bolsonaro através de um dos Gracie, do jiu-jítsu.

Roberto Campos e Octávio Gouvêa de Bulhões defendiam o liberalismo, mas entendiam o funcionamento da economia e eram suficientemente responsáveis para permitir queima de ativos que afetassem o funcionamento da economia.

Os liberais da era Temer-Bolsonaro, não. Ou são cúmplices das negociatas ou cegos pela ideologia, a ponto de não entender que um desmonte do Estado, sem ter um modelo alternativo, não é opção para nenhum liberal informado.

Bilionários americanos preparam-se para fuga dos EUA.

 

Bilionários americanos preparam-se para fuga dos Estados Unidos da América, por Marcus Atalla

É possível que desta vez nem o inimigo externo resolva a decadência social e econômica estadunidense.

Getty Images

Bilionários americanos preparam-se para fuga dos Estados Unidos da América

por Marcus Atalla

De acordo com reportagem do site americano Business Insider, há um aumento vertiginoso de bilionários e ricos americanos em busca de cidadania em outros países. Compostos principalmente de celebridades, setores da tecnologia, imóveis e investidores que possuem entre US$ 50 milhões e US$ 20 bilhões em ativos. Reaz Jafri, CEO da Dasein Advisors, disse que recebeu mais consultas americanas nos últimos três anos do que nos 20 anos anteriores combinados.

A procura pelo passaporte dourado, países que concedem cidadania para aqueles que investem no país, tem aumentado nos últimos três anos. A Latitude Residency & Citizenship, empresa que orienta imigração de investidores de alto patrimônio líquido de todo o mundo por meio do processo de inscrição, relata que as consultas de americanos aumentaram 300% entre 2019 e 2021. A Henley & Partners, uma das maiores corretoras de cidadania do mundo, disse que as vendas para cidadãos americanos aumentaram 327% entre 2019 e 2020 e mais 10% em 2021.

“Vemos esses programas como uma apólice de seguro”, disse Ezzedeen Soleiman, sócio-gerente da Latitude Residency & Citizenship. “Tivemos alguns bilionários se aproximando de nós e perguntando qual é o melhor lugar para viver se houver uma catástrofe climática, ou se houver outra tempestade, ou outra pandemia global”. De acordo com Dominic Volek, chefe de clientes da Henley & Partners, existem quatro “Cs” conduzindo o setor de cidadania do investidor: COVID-19, mudanças climáticas, criptomoeda e conflito.

Há um desapontamento com o que está acontecendo nos EUA ou não estão vendo as oportunidades que viam antes no país. “Os americanos ultra-ricos querem plantar raízes na Europa como um plano de legado para seus filhos e netos. A única coisa que todos eles têm em comum é um medo sobre o futuro da sociedade americana”, disse Ezzedeen Soleiman. A grande maioria desses bilionários não se mudam para outros países, apenas buscam outra cidadania como um plano B, uma possível fuga.

No entanto, há uma preocupação europeia com o aumento de americanos em busca de cidadania e que ocorra brechas para que “indivíduos obscuros” e “dinheiro sujo” entrem na União Europeia.

A real razão é o debacle econômico e social dos EUA

Dos fatores que envolvem a crise nos EUA, nenhuma das preocupações é o fator ecológico ou a COVID. Analistas como Alastair Crooke, Pepe Escobar ou acadêmicos como Barbara F. Walter entre outros não descartam a possibilidade dos EUA estar caminhando para uma guerra civil. As últimas eleições refletem uma maior instabilidade e violência política.

A federação estadunidense sempre foi conflituosa. O norte calcado na colônia de povoamento e manufatura, enquanto o sul, na colônia de exploração, plantation escravagistas e conservador. Soma-se o oeste com as indústrias de alta-tecnologia e o nordeste com as indústrias mecânicas, automotivas e em crise com a globalização e a perda de milhares de empregos.

A classe média altamente endividada, pauperizada e empregos de baixa renda. Gastos astronômicos na indústria militar e em guerras que beneficiam apenas aos empresários dos setores envolvidos. Junta-se a tudo a guerra cultural entre wokes e conservadores. O congresso americano não aprovou nem mesmo as medidas keynesianas de Biden.

Os EUA sempre usaram a criação do inimigo externo como forma de unificação do país, por isso a guerra na Ucrânia tem um fator maior que apenas uma reeleição de Biden, cujas pesquisas mostram estar perdendo apoio, enquanto Trump sobe. É possível que desta vez nem o inimigo externo resolva a decadência social e econômica estadunidense. “É a economia, estúpido! ” – James Carville.

Marcus Atalla – Graduação em Imagem e Som – UFSCAR, graduação em Direito – USF. Especialização em Jornalismo – FDA, especialização em Jornalismo Investigativo – FMU

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepauta@jornalggn.com.br.

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Brasil 247

 

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