terça-feira, 14 de outubro de 2014

MÍDIA - Assim age a mídia golpista.

Mídia: como esconder noticia ruim contra tucano e escrachar as prejudiciais ao PT




O eterno dois pesos e duas medidas da mídia continua a todo vapor em favor dos tucanos. Agora um dos beneficiados é o deputado federal recém eleito Bruno Covas (PSDB-SP). Só não muda a vítima desse processo, ônus e prejuízos são jogados sempre para cima do PT.
Duas semanas depois de ter havido no aeroporto de Congonhas a apreensão de R$ 102 mil em dinheiro vivo e mais 16 cheques com um assessor do deputado Bruno Covas, o radialista Mário Welber, radialista de São José do Rio Preto, a cobertura do episódio continua uma vergonha.
A apreensão foi na reta final da campanha do deputado e no dia seguinte ao ocorrido o comitê de Bruno Covas divulgou nota em que afirmava que ele nada tinha a ver com o radialista, mas que os cheques eram para pagamento de despesas de campanha. Ontem surgiu a revelação de que Mário Welber  trabalhou dois anos, 2009 e 2010, no gabinete do deputado tucano na Assembleia paulista.
Dinheiro de funcionário de tucano não vale 1ª página; de aliado de petista vira manchete
Os R$ 102 mil em dinheiro vivo, Mário Welber contou que trouxe a São Paulo para comprar um carro, mas não consumou o negócio. A partir daí, do dia seguinte a apreensão, o episódio foi esquecido pela mídia. Um dia um jornal dá uma notinha, no outro dia, o outro dá outra notinha… Nenhum veículo de comunicação dá a menor importância ao fato.
Mas, a Folha de S.Paulo, na semana passada conseguiu a seguinte proeza: uma de suas manchetes no alto da 1ª página era “Polícia Federal investiga aliados do PT com R$ 116 mil em dinheiro”. Esta manchete, além de estar no alto da capa do jornal, tinha um texto, também, dizendo que um dos que estavam com esse dinheiro apreendido em um avião em Minas Gerais é um empresário que apoiou o governador eleito de Minas, Fernando Pimentel, do PT. Dizia, também, que a outra pessoa com quem foi apreendida parte desse dinheiro trabalhou na campanha dele.
Pois na mesma edição da Folha, abaixo dessa manchete na 1ª página havia outra: “Aliado de tucano tem até 6ª para explicar R$ 102 mil à Polícia Federal”. Mas esta chamada era só a manchete, só o título, não tinha texto na capa.
IstoÉ dá notícia sobre um caso e “esquece” o outro
Em sua edição desta semana, em escancarada campanha pró-Aécio Neves, a revista IstoÉ também fala dos R$ 116 mil apreendidos na aeronave em Minas, “cujos passageiros têm ligações com o PT”. Sem menção, sem uma única palavra sequer sobre o caso similar registrado em São Paulo, com o assessor do tucano Bruno Covas.
A gente comenta a linha editorial seguida pelos dois veículos em relação aos dois fatos, analisa, mas confessa a vocês: nenhuma surpresa. É só para lembrar que é uma sequência de linha editorial tantas vezes seguida antes pela mídia. Faz parte do jogo da mídia sempre. Vide a cobertura do mensalão mineiro e de tantas outras denúncias de irregularidades envolvendo os tucanos…

Nenhum comentário:

Postar um comentário