terça-feira, 11 de junho de 2019

POLÍTICA - A desconfiança da Folha.

A história de que as conversas secretas do ex-juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol seriam fruto de interceptações criminosas não deverá prosperar. Ao menos é o que sugere corretamente a Folha, nesta terça (11), ao apontar o grupo no aplicativo de mensagens Telegram tinha 18 procuradores, mas só 11 tiveram conversas divulgadas pelo site The Intercept Brasil no último domingo (9).
“Dos três que deixaram a operação, apenas Carlos Fernando dos Santos Lima teve a conversa divulgada. Diogo Castor de Mattos foi apenas citado em um trecho pelo coordenador Deltan Dallagnol”, diz um trecho da matéria do jornalão paulistano.
Moro e Dallagnol atribuem o vazamento das conversas à “ataques criminosos” e o ex-juiz chegou a comunicar que seu celular fora alvo de supostos hackers. Houve quem duvidasse disso. O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) foi um deles, três dias da reportagem do Intercept:
Já ouviram falar no conto do celular clonado? Um conje utiliza o tel de forma comprometedora, se apavora,e grita preventivamente;”fui clonado,fui clonado”!
Que seja elas?
62 pessoas estão falando sobre isso
Se não houve ação de “hackers” e sim vazamento de conversas por “fonte anônima” do Intercept, isto é, por um dos 18 procuradores, Moro e Deltan teriam comunicado falso crime?
No Caso Moro o Intercept utilizou a mesma régua que a Lava Jato abusou com os petistas: não há privacidade quando está em jogo o interesse público e os agentes são servidores públicos.

Nunca é demais recordar que os artífices da força-tarefa vazaram grampos ilegais da então presidenta Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula sob o título do “interesse público” e de que o agente público tem a privacidade relativizada em decorrência do cargo que ocupa.

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