POR UMA CAMPANHA URGENTE CONTRA TRÊS VÍRUS: CORONA, IGNORÂNCIA E FASCISMO
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Quem deu a ideia foi meu velho amigo Raul Cutait, professor de Medicina da USP e cirurgião do Sírio-Libanês, que publicou um artigo na Folha deste domingo conclamando a mídia a se unir numa grande companha a favor da vida e contra o obscurantismo reinante no país.
Enquanto o capitão-presidente dá entrevistas aos filhos para criticar as medidas de prevenção e sabotar a campanha de vacinação em massa nas redes sociais _ “por que tanta pressa?” _ e seu general-ministro da Saúde pergunta se haverá demanda, é mesmo hora de a sociedade civil tomar as rédeas do combate à pandemia que se agrava a cada dia.
Com o título “Responsabilidade de todos”, Cutait chama a atenção para o fato de que os impactos da vacinação em massa para o controle da pandemia não ocorrerão antes de meados de 2021, e por isso é preciso promover desde já uma mobilização para evitar a explosão do número de casos e de óbitos.
Isso só poderá ser feito com o apoio de todas as mídias, numa campanha educativa de esclarecimento sobre os perigos que todos estamos correndo neste momento, com a chegada das festas e das férias, que ameaçam o distanciamento social, diante da campanha de desinformação negacionista promovida pelo governo federal.
Raul Cutait sabe do que está falando: apesar de todos os cuidados, ele mesmo foi uma das primeiras vítimas da Covid-19, que o fez passar vários dias entre a vida e a morte numa UTI.
Além de dar a ideia da união urgente de todas as mídias, o médico dá a receita para uma campanha de prevenção, “quem sabe, até mesmo com depoimentos de pessoas que sobreviveram, que perderam entes queridos ou que simplesmente se resguardam, com todos os sacrifícios impostos por tal atitude”.
Da mesma forma como o consórcio dos veículos de imprensa foi formado às pressas para suprir a ausência de dados confiáveis do Ministério da Saúde, agora os seus responsáveis poderiam se unir para criar uma força-tarefa, capaz desencadear uma campanha massiva, por todos os meios, e impedir a matança provocada pela ignorância, a má-fé e o fascismo dos que deveriam zelar pela saúde pública.
Para criar essa campanha, poderiam chamar os maiores publicitários do país, a começar por Washington Olivetto e Nizan Guanaes, que certamente fariam esse trabalho pró-bono, e contariam com a ajuda de outros profissionais, em especial, os influenciadores das mídias digitais, como o Filipe Neto.
Se cada um não fizer a sua parte, estamos todos condenados a ver mais amigos e parentes morrendo, sem vagas nos hospitais, que já estão recusando pacientes por falta de vagas.
A próxima vítima pode ser qualquer um de nós.
Não adianta ter o melhor plano de saúde do mundo, com direito a todos os melhores hospitais, se não houver leitos disponíveis e médicos para atender.
É como diz Raul Cutait no final do seu artigo:
“O fato é que somos todos responsáveis por uma grande missão, que é cuidar de si próprio, de sua família e de seu próximo! Em prol da vida. Com a palavra, os meios de comunicação!”
Vida que segue.
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