sexta-feira, 18 de março de 2022

"Aprendeu com o Moro"

 

Lenio Streck critica desculpa de dono do Telegram: “Aprendeu com o Moro”

 
Lenio Luiz Streck
Lenio Streck usa suas redes sociais para comparar Moro com dono do Telegram
Foto: Reprodução/Brasil 247

Nesta sexta-feira (18), o advogado e professor dos cursos de pós-graduação em Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Lenio Luiz Streck, usou suas redes para comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de bloquear no Brasil o aplicativo de mensagens Telegram.

O jurista aproveitou para criticar o candidato à Presidência, o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (Podemos). Para o professor, a atitude de Pavel Durov, criador do aplicativo, se assemelha ao presidenciável, principalmente quando os dois utilizam de desculpas como uma possibilidade de livrá-los de crimes.

“O presidente do Telegram pediu desculpas ao STF. Aprendeu com o Sérgio Moro. Sinceras desculpas. Bingo! Desculpas são novas formas de excludente de crime! O Brasil não é para “amadores que são sabem pedir desculpas”! Pedofilia? Venda de armas? Racismo? Ups: desculpe! Resolvido!”, escreveu Streck em seu Twitter.

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Para se livrar de culpa, o criador do Tegram disse que a STF mandou solicitação para e-mail errado

Nesta sexta-feira, após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, tentar contatar o desenvolvedor do Telegram, e de todas as investidas frustradas evoluírem para um bloqueio da rede, é que o responsável pelo aplicativo decidiu se manifestar. Como justificativa ao silêncio até o momento, o desenvolvedor disse que os e-mails estavam sendo direcionados para uma conta que não existe mais.

“Em nome de nossa equipe, peço desculpas ao Supremo Tribunal Federal por nossa negligência. Definitivamente, poderíamos ter feito um trabalho melhor. Infelizmente, nossa resposta deve ter sido perdida, porque o Tribunal usou o antigo endereço de e-mail de uso geral em outras tentativas de entrar em contato conosco”, argumentou Pavel Durov.


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