quarta-feira, 15 de junho de 2022

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Qua, 15/06/2022 11:42
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Mulheres se mobilizam para construir programa de governo de Lula em todo o país

 

A ideia é construir um programa participativo e unitário e, por isso, ao longo de junho, serão realizados cinco encontros regionais para a construção do programa de governo para as mulheres que será entregue à campanha de Lula. O texto-base já está disponível.

 

Começa nesta quarta-feira (15), às 19 horas, a rodada de Encontros Regionais das Mulheres que apoiam a coligação Vamos Juntos pelo Brasil para debater e construir, de forma participativa, propostas a serem incluídas no programa de governo de Lula-Alckmin. O texto-base das diretrizes “Reconstruir o Brasil pelas mãos das Mulheres” está disponível aqui. O documento foi debatido com integrantes dos sete partidos da coligação: PT, PCdoB, PV, PSB, Rede, PSol e Solidariedade.

 

Para o PCdoB, essa nova rodada de discussão é fundamental. Pensando nisso, a secretária nacional da Mulher do PCdoB (interina), Márcia Campos - que participa dessas formulações - informa que as secretarias nacionais e estaduais dos partidos que compõem a coligação mobilizam o conjunto partidário para a formulação deste programa de governo, tendo como pauta central o cenário de crise econômica e o aumento da fome no país.

 

“A direção do PCdoB aprovou o documento diretrizes para uma plataforma de desenvolvimento para o Brasil. Temas como a defesa da vida, contra a fome e a carestia, a centralidade do trabalho, contra a privatização do patrimônio nacional, criação de um novo complexo de saúde em defesa e ampliação do SUS, defesa do meio ambiente, da soberania e desenvolvimento, dentre outros, são contribuições que o PCdoB tem levado para todos e todas. Esses temas já vêm sendo amplamente debatidos nos encontros dos partidos e com grande aceitação”, afirma Márcia Campos.

 

Ela lembra que na gestão de Lula e Dilma foram aplicadas políticas públicas eficientes que transformaram a vida das mulheres em todo o país. Do acesso à educação à programas de renda e ações no campo. Em 2006 foi aprovada a Lei da Maria da Penha. O primeiro projeto especialmente voltado para a violência contra a mulher que punia esse tipo de crime.

 

Outros programas beneficiaram principalmente às mulheres, como o Bolsa Família, programa de renda que dava certa autonomia às chefas de família, o Programa Minha Casa Minha Vida, dando a possibilidade de comprar a tão sonhada casa própria, que somente no governo Lula beneficiou mais de 3,8 milhões de famílias em seis anos. O governo Dilma aperfeiçoou o programa, dando às mulheres a preferência na assinatura da escritura.

 

Márcia lembra também de ações dos governos progressistas em relação à saúde feminina, citando o combate à mortalidade materna, de cobertura à maternidade com o Programa Rede Cegonha; com o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], o governo Dilma priorizou a construção de creches para as mães poderem trabalhar. Durante os mais de 10 anos de tramitação no Congresso Nacional, apoiaram a PEC 130 que estabelecia salários iguais para homens e mulheres que exerçam a mesma função”, recordou.

 

Já o governo Bolsonaro representa ideologicamente a cultura do machismo, o desprezo pelas mulheres. Utiliza de estratégias e práticas patriarcais que fizeram com que os índices de feminicídios aumentassem. Além de ações retrógradas em relação aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, como a revogação do aborto legal previsto nas leis brasileiras, o governo federal acabou com os recursos voltados para as mães. Outra ação inclusa no pacote de medidas anunciada em maio pelo governo Bolsonaro é a utilização dos recursos do FGTS das mulheres para custearem creches para os seus filhos, retirando assim, a responsabilidade do Estado.

 

Para Márcia, “houve muito retrocesso no desgoverno Bolsonaro e precisamos retomar e avançar nas conquistas”.

 

Uma das principais propostas discutidas é a criação do Ministério de Políticas Para as Mulheres para enfrentar as enormes desigualdades que vivenciam as mulheres. Além de ações que promovam de forma eficaz o combate à violência contra a mulher, dando destaque neste momento eleitoral à violência política contra as mulheres, o acesso às políticas públicas que contribua na geração de emprego e renda com a inserção das mulheres no mercado de trabalho e também a retomada da política de valorização do salário mínimo. Ainda propostas à saúde integral às mulheres, garantia dos direitos sexuais e reprodutivos, educação sustentável, dentre outras promoções.

 

O primeiro Encontro Regional será realizado na região Norte, às 19 horas (horário de Brasília). Para participar, basta se inscrever neste formulário. 

 

Calendário de Encontros Regionais

 

15/06 –Mulheres do Norte com Lula

23/06 –Mulheres do Centro-Oeste com Lula

26/06 –Mulheres do Sul com Lula

29/06 – Encontro Estadual Mulheres de São Paulo com Lula

30/06 – Encontro Estadual Mulheres do Rio de Janeiro com Lula

01/07 – Fórum Mulheres do Sudeste com Lula

 

PESQUISA

 

De acordo com o último levantamento da Genial/Quaest (18/3/22), se depender do eleitorado feminino, Lula estaria eleito no primeiro turno. A pesquisa apontou que 48% das intenções de voto das mulheres irão para o ex-presidente Lua. Já Bolsonaro obteve apenas 20% do voto das entrevistadas e uma das maiores taxas de rejeição. Mais da metade das entrevistadas (53%) avaliaram negativamente o presidente Bolsonaro.

 

Fotos: Ricardo Stuckert

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Eliz Brandão

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