Dino diz que saída de Moro e Dallagnol da Justiça a deixará com “dois corruptos a menos”

05/11/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
Dino diz que saída de Moro e Dallagnol da Justiça a deixará com “dois corruptos a menos”

 O governador do Maranhão, Flávio Dino, em foto divulgação do estado sob sua gestão, entre o ex-juiz federal, Sergio Moro, e o ex-procurador do MPF, Deltan Dallagnol | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Depois que o ex-juiz entrou para a política, o procurador abandonou o MP buscando vaga na Câmara. O primeiro amarga resultados ruins nas pesquisas eleitorais e, o segundo, está inelegível por 8 anos, por conta por conta de um processo administrativo pendente, segundo a Lei 64/90

De acordo com o governador do Maranhão, que é mestre em direito constitucional e também presidiu [de 2000 a 2002] a Ajufe (Associação Nacional de Juízes Federais), “os arautos do suposto “combate à corrupção” interferiram ilegalmente na eleição de 2018“.

Flávio Dino se referiu aos dois personagens que protagonizaram, segundo ele, “o período mais corrupto da história política do Brasil“, Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

O ex-juiz federal – que sempre afirmou que jamais entraria para a política, mas que chegou a ser ministro da Justiça e Segurança Pública no Governo Bolsonaro, e o procurador do MPF – que de acordo com Joaquim de Carvalho, em 2016 atribuiu a LULA, utilizando um power point, um triplex em um condomínio relativamente modesto do Guarujá, enriqueceram através das ações persecutórias contra o ex-presidente.

Na matéria, o jornalista lembra que a Lava Jato foi responsável direta pela destruição de 4,4 milhões de empregos e a perda de mais de R$ 170 bilhões em investimentos no país, segundo apurou o Dieese, o departamento intersindical de estudos socioeconômicos.

O governador do Maranhão disse ainda que “pelo menos uma corrupção eles [Moro e Dallagnol] diminuíram: a de políticos disfarçados com a toga nos ombros.

Dino pontua dizendo que a Justiça “tem dois [corruptos] a menos“.

Há quatro dias, o Instituto Paraná Pesquisa revelou que, para 57,7% das pessoas que entrevistou, Moro não deveria se candidatar ao Palácio do Planalto. Mesmo no Sul do Brasil, onde o apoio ao ex-juiz é maior, a rejeição à sua decisão de disputar a eleição presidencial também é grande: 52,6%.

Quanto ao procurador, que segundo Gilmar Mendes, do STF, “apoderou-se” do poder, ele está inelegível por 8 anos e se quiser concorrer como deputado federal pelo mesmo partido de seu parceiro judicial, o Podemos, terá que resolver um processo administrativo que está pendente, conforme diz a Lei 64/90.