A falência do banco centenário Lehman Brothers, cujos gestores receberam 5,7 mil milhões de dólares em prémios no ano passado, está a ter repercussões no sistema financeiro mundial. Os Bancos Centrais estão a injectar milhões para dar liquidez aos mercados e nos EUA, é a seguradora AIG que está em risco.
Na lista das possíveis grandes falências, o elo mais fraco parece ser a seguradora norte-americana AIG, a maior do mundo, com 74 milhões de clientes, e que se vê agora obrigada a recorrer ao capital das suas subsidiárias para aumentar a liquidez. Esta operação rondará os 20 mil milhões de dólares, e surge após ter fracassado o anterior plano de recuperação e perdido mais de 70% do seu valor em bolsa. No ano passado a companhia tinha acções a serem transaccionadas a 72 dólares cada, valor que esta segunda feira baixou para os 4,76 dólares.
O banco de Nova Iorque concentra-se agora em evitar o colapso da AIG, tentando convencer grandes bancos como o Goldman Sachs a socorrer a seguradora afectada pela crise do subprime, fornecendo-lhe linhas de crédito. O governador de Nova Iorque autorizou a AIG a usar o capital das suas empresas subsidiárias para aliviar a crise em que se encontra.
Em Portugal, o ministro das Finanças disse estar surpreendido com a duração da crise financeira. "Creio que há uma ano atrás todos esperávamos que esta situação e a incerteza que daí decorria se pudesse desvanecer mais rapidamente", declarou Teixeira dos Santos
Ao contrário do governante português, o director executivo do Fundo Monetário Internacional diz que esta evolução era a esperada. "Isto está infelizmente em linha com o que o FMI já escreveu", disse Strauss-Khan numa conferência de imprensa no Cairo. "As consequências não acabaram, mais vão chegar. O sector financeiro vai encolher", acrescentou, afirmando no entanto que "as causas de fundo da crise já estão em grande parte ultrapassadas".
A reacção dos Bancos Centrais foi semelhante em todo o mundo. O Banco de Inglaterra colocou mais 25 mil milhões de euros nos mercados de curto prazo, enquanto o Banco Central Europeu injectou 70 mil milhões e o Banco do Japão 17 mil milhões, o mesmo sucedendo noutros países como a Austrália e a Índia.
fonte: Blog Esquerda.net.
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