‘O corno bolsonarista não recebe nada em troca por sua fidelidade bovina’, diz jornalista

08/09/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
‘O corno bolsonarista não recebe nada em troca por sua fidelidade bovina’, diz jornalista
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‘O que não deixa de ser irônico é que uma das imagens emblemáticas das manifestações desta terça seja a de uma piroca flácida’, escreve Mariliz Pereira Jorge

“O Brasil é um país de cornos. E não me refiro ao histórico conjugal do presidente. Refiro-me ao corno de político, e esse merece toda traição. O pior tipo de chifrudo. Aquele que é usado, enganado, descobre a traição, vê as provas, uma, duas, três vezes e bota a culpa no mensageiro”. “O corno bolsonarista não recebe nada em troca por sua fidelidade bovina’, escreve Mariliz Pereira Jorge em seu início de crítica, na Folha de S. Paulo. ‘O que não deixa de ser irônico é que uma das imagens emblemáticas das manifestações desta terça seja a de uma piroca flácida”.

“Milhares foram às ruas defender o quê?”, questiona dando a resposta, incrédula: “Um governo incompetente e um presidente golpista, responsáveis por inflação alta, gasolina cara, luz elétrica com bandeira vermelha, desemprego, fome, crise sanitária e política”.

Repetindo a crítica de todos, após os discursos inacreditáveis de Bolsonaro que fizeram seus seguidores delirarem em Brasília e São Paulo, Mariliz reafirma o rótulo de “corno bolsonarista” para todos aqueles que só ouviram o presidente “falando sobre ele mesmo: ‘não serei preso’. Nenhuma palavra sobre o país, sobre as questões que são de interesse do povo. É tudo sobre ele. Sobre Jair. Sobre ser perseguido, sobre ser o escolhido, sobre ser a salvação do corno. O corno aplaude”.

CORNO. Vale repetir para enfatizar o que já está enfatizado mas não surte efeito. “E o corno é fiel”, diz sobre os 125 mil CORNOS que foram à Paulista, segundo estimativa da PM. “A aprovação a Jair Bolsonaro, verificada por pesquisas, é suficiente para encher algumas quadras”.

“O corno bolsonarista, tão zeloso de sua masculinidade, mirou no formato de uma bala de revólver para demonstrar seu patriotismo e sua virilidade e acertou no que mais representa este governo meia bomba”, pontua Mariliz.