“Em democracia capturada para exploração do trabalho, só há esperança no horizonte revolucionário”
09/01/2022
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
“Se sou democrata de esquerda, desejo o banimento da vida pública para todo autoritário tirânico que contra a democracia (mesmo que “burguesa”) se levantar“, afirma o ator Pedro Cardoso em rede social
O ator Pedro Cardoso usou, mais uma vez, a rede social Instagram para exaltar a importância da democracia que, segundo ele, “quando permanece capturada para manter a exploração do trabalho, a esperança só nasce no horizonte revolucionário“. Morador de Portugal, em Cascais, o também escritor diz que é “democrata de esquerda” e, por isso, deseja “o banimento da vida pública para todo autoritário tirânico que contra a democracia (mesmo que “burguesa”) se levantar“.
Cardoso iniciou seu texto afirmando que leu no jornal inglês, The Guardian, “que algo como uma CPI do congresso americano investiga a prática de crime cometido por Trump ao ter ele organizado a invasão do Capitólio [em 6 de janeiro de 2021] para assim impedir o ato formal de reconhecimento da vitória do partido democrata“. E que “a imprensa brasileira, a do grande negócio da informação, ‘sub noticia’ as consequências da tentativa de golpe de estado“.
Segundo o autor, o “pouco caso” sobre uma das mais importantes investigações americanas é “trágico“. Pois, na opinião de Pedro Cardoso, o resultado desta CPI à americana decidirá “o destino das democracias (tidas por e ditas “burguesas” por muitos)“, a partir da “incriminação ou não de Donald Trump“, além do fato de que o tema é de grande importância dentro do século XXI.
A depender do julgamento do ator, “o incidente [da invasão do Congresso nos EUA] contém em si todo o drama da perenidade da tirania pessoal, do autoritarismo preconceituoso que vulgarmente chamamos de fascismo, ou nazifascismo“.
Para Pedro Cardoso, “a responsabilização legal de Donald é tão importante para a sobrevivência da democracia (“burguesa”) quanto foi a derrota de Hitler, de Mussolini, a queda do salazarismo (falta incriminar Salazar) do franquismo… Assim como também seria a de todos os projetos autoritários executados sob o manto falsamente redentor do socialismo (que eu chamaria de operário se não vise nos operários tamanho desejo de se fazerem burgueses tão logo cheguem ao poder)“.
Pedro Cardoso prossegue afirmando que se diz “uma pessoa de esquerda – bem à esquerda – mas, antes”, prossegue “sou pela democracia; mesmo que concorde com quem diz que esta que temos, a “burguesa”, resulta, na prática, numa ditadura dos ricos“.
“É verdade, me parece. Mas penso que por seu ideal perfeito, a democracia, mesmo quando capturada e tendo seu funcionamento corrompido pelos ricos e seus corruptos, ela oferece a chance de se melhorar a si mesma“, afirma. “A chegada do PT ao poder pelo voto testemunha essa possibilidade“. O ator opina que “talvez, hoje o brasil estaria mais nítido, se o PT tivesse “se mantido próximo do povo e longe da embriaguez do poder.
Pedro Cardoso encerra seu texto desejando, por se auto descrever um “democrata de esquerda“, o “banimento da vida pública para todo autoritário tirânico que contra a democracia (mesmo que “burguesa”) se levantar“.
Segundo ele, “isto inclui os de direita e os de esquerda também“. Finalmente, o ator faz “a ressalva de que quando a democracia permanece capturada para manter a exploração do trabalho, a esperança só nasce no horizonte revolucionário”, poutua.
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