Bloomberg e Finantial Times: Mercado prepara boas-vindas a LULA. “Já ganhou”

04/02/2022  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
Bloomberg e Finantial Times: Mercado prepara boas-vindas a LULA. “Já ganhou”

“Existe uma percepção de mudança de poder, supondo que a eleição de LULA esteja bem encaminhada, e isso trará um LULA responsável”, publicou uma das mídias

O jornal nova-iorquino com ênfase no mercado financeiro, Bloomberg, e o diário inglês de notícias econômicas com abordagem especial em negócios, Financial Times, publicaram, nos últimos dias, que representantes deste setor já admitem que LULA ‘já ganhou‘ a eleição presidencial deste ano e as conversas dão entender que a recepção de boas-vindas está sendo preparada.

Um artigo na mídia americana sob o título “principais fundos do Brasil veem os ‘traders’ abraçando a volta de LULA” destaca declarações de Luis Stuhlberger, considerado um dos maiores gestores de fundos do país, de que “LULA praticamente já venceu, e não acho que veremos um LULA vingativo“, e do sócio-fundador de uma das principais gestoras do Brasil, Rogério Xavier, da SPX Capital, que disse: “Não atirem no mensageiro: pessoas no exterior gostam de LULA. É um fato. Investidores estrangeiros veem chance de o Brasil melhorar com LULA“.

Um possível reflexo disso é a entrada de capital estrangeiro em ações em janeiro, representando a segunda maior desde 2008. “Agora existe uma percepção de mudança de poder, supondo que a eleição de Lula esteja bem encaminhada, e isso trará um Lula responsável, que se moverá para o centro”, publicou o Bloomberg.

Quanto ao Finantial Times, o jornal ressaltou que algumas “pistas deixadas por LULA sobre planos para a economia“, ouviu de um banqueiro anônimo que “o mercado hoje tem mais esperança de que LULA possa ser um bom presidente para a economia, mais responsável e capaz de implementar uma boa agenda do que Jair Bolsonaro”.

A síntese dos dois artigos foi editada pelo jornal Folha de S. Paulo, que mencionou uma possível reação de LULA sobre o assunto, em fala longa sobre política e economia internacional durante entrevista nesta quinta-feira (3/2) à rede de rádio RDR, do Paraná, a partir da qual foi destacado um trecho da argumentação do ex-presidente:

“Hoje exportamos para a China três ou quatro vezes mais do que exportamos para os Estados Unidos. Mas a elite brasileira fica lambendo bota, esperando que os Estados Unidos façam alguma coisa por nós. Não vão fazer, porque não querem concorrência na América do Sul.”

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