Moro pode ter bens bloqueados por sonegação de impostos
04/02/2022
Ex-juiz foi contratado fora da CLT, com redução da tributação incidente sobre o trabalho assalariado, diz subprocurador
“O subprocurador-geral Lucas Furtado pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que declare a indisponibilidade de bens do ex-ministro da Justiça Sergio Moro como medida cautelar por suposta sonegação de impostos sobre os pagamentos que Moro recebeu da consultoria Alvarez & Marsal, responsável pela administração judicial de empresas condenadas pela Lava Jato”, informa Basília Rodrigues, do portal de notícias CNN Brasil.
Segundo a jornalista “o subprocurador mudou o próprio entendimento e voltou a defender que o TCU investigue os ganhos de Moro, de R$ 3,6 milhões, pagos pela consultoria”.
Na opinião do subprocurador, o atual pré-candidato à Presidência pelo Podemos teve contratação fora do regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) tendo ocorrido ‘pejotização’ para redução da tributação incidente sobre o trabalho assalariado, diz a matéria de Rodrigues.
“Ao aplicar a teoria da desconsideração da pessoa jurídica, o TCU é competente porque há dinheiro público“, explicou o subprocurador.
“Furtado pede que seja averiguado se Moro, ao viajar para morar nos Estados Unidos, apresentou declaração de saída definitiva do Brasil ou deixou de pagar imposto de renda sobre seus tributos“, informou a jornalista.
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