Carlos Augusto de Araujo Dória, 86 anos, economista, nacionalista, socialista, lulista, budista, gaitista, blogueiro, espírita, membro da Igreja Messiânica, tricolor, anistiado político, ex-empregado da Petrobras. Um defensor da justiça social, da preservação do meio ambiente, da Petrobras e das causas nacionalistas.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
terça-feira, 2 de julho de 2019
segunda-feira, 1 de julho de 2019
POLÍTICA - A noite das facas longas.
A Lava Jato e a noite das facas longas, por Luis Nassif
Deveriam ter ficado, para sempre, as lições para não se brincar com a democracia, para não se utilizar da tática de criação do “inimigo interno”, de demonização da política, de destruição do passado em nome de uma nova ordem fundada no ódio, porque nascida de um discurso de ódio.
Por
Luis Nassif
-
Na noite de 30 de junho, mal Adolf Hitler tornou-se chanceler da Alemanha, seu grupo saiu às ruas para caçar não apenas opositores, mas aliados de primeira hora. Foram mortas 85 pessoas, milhares foram detidos, no episódio conhecido como “a noite das facas longas”. O alvo principal foram as lideranças do Sturmabteilung (SA), os “camisas pardas”, seus antigos aliados, uma espécie de MBL da época, que já contava com 3 milhões de seguidores. Seu líder, Ernest Rohm, foi preso sob acusação de ser homossexual e viciado. Já era antes, mas se tolerava. Depois, qualquer álibi valia para cortar cabeças.
As prisões e execuções foram tocadas pelas temidas SS e pela Gestapo. Antes disso, as SSs eram forças radicais, que apelavam para a retórica sanguinária, sem ir às vias de fato, como o Endireita Brasil e outros movimentos da ultradireita, na sua conformação atual. E a Gestapo era uma corporação sob controle institucional, tal e qual a Polícia Federal de hoje, embora se preparando para a grande noite, sendo comandada por um Ministro da Justiça que apela às ruas para se manter, e, apelando, endossa discursos que propõem fechamento do Congresso e do Supremo.
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Na “noite das facas longas”, aproveitou-se o momento para prender conservadores antinazistas, como o ex-chanceler Kurt von Schleicher e Gustav Ritter von Kahr. Conhecedor da história, Fernando Henrique Cardoso, que não é trouxa, tratou, logo, de elogiar Himmler, para garantir salvo conduto para os tempos que se avizinham.
As forças que sustentaram a ascensão de Hitler, com o discurso de ódio, com a criminalização da política, não conseguiram mais segurar a radicalização, que levou à maior tragédia do século 20.
Deveriam ter ficado, para sempre, as lições para não se brincar com a democracia, para não se utilizar da tática de criação do “inimigo interno”, de demonização da política, de destruição do passado em nome de uma nova ordem fundada no ódio, porque nascida de um discurso de ódio.
No pós-guerra, de nada adiantaram os alertas para a não repetição desse jogo. O álibi da guerra fria implantou o macarthismo nos Estados Unidos, a ditadura chilena, a tragédia argentina, o golpe de 64, todos fundados no discurso de ódio, no movimento de tirar a disputa política das eleições para os cárceres, enquanto do lado comunista havia expurgos culturais, massacres de opositores. Nas últimas décadas, imaginou-se que os valores civilizatórias se impriam definitivamente sobre a barbárie.
No seu editorial de hoje, o Estadão empina velhas bandeiras liberais, tentando trazer a opinião pública de volta à racionalidade perdida.
É um apelo dramático, em um momento em que Bolsonaro vai afastando, um por um, os quadros menos radicais, e em que a extrema direita do bolsonarismo investe contra a direita e, para se manter no cargo, seu Ministro da Justiça Sérgio Moro apela às ruas e a passeatas que propõem fechamento do Congresso e do Supremo.
Diz o bravo Estadão:
“A crítica pública será necessária sempre que um presidente demonstrar descaso pelos preceitos republicanos, por mais comezinhos que sejam, ainda que se alegue ser este o preço a pagar para impedir o “mal maior” – seja o “petismo”, o “comunismo” ou outro fantasma qualquer”.
Meu Deus!, porque não tiveram o bom senso de entender essa lógica antes, de aguardar que o PT fosse afastado dentro de um processo normal, de alternância democrática?
Diz mais:
“Também não se pode silenciar diante da tentativa sistemática de desmoralizar a política e o Congresso, pilares da democracia representativa, com o indisfarçável intuito de governar por decreto, dispensando-se a negociação democrática. É certo que os políticos colaboraram para a deterioração da imagem de sua atividade, depois que vários deles, muitos em posição de destaque, entregaram-se à mais desbragada corrupção nos últimos anos. Mas nada disso justifica a presunção de que basta estar do “lado certo” – isto é, o do Executivo, suposto campeão da pureza de propósitos contra os vilões corruptos – para que sua vontade seja convertida em lei”.
Foi a cobertura sistemática dos fogos de artifício da Lava Jato, foram quinze anos de criminalização de qualquer bobagem do PT, até o decreto virtuoso da participação dos conselhos, um extraordinário reforço do poder civil contra arroubos totalitários, foi apresentado como primeiro passo para a bolivarização, venezuelização, cubanização ou fosse o que fosse.
Foi a catarse, a criação do ambiente de medo do “comunismo”, o fato de tratar como ameaça à democracia qualquer medida de um governo institucionalmente desarmado até o limite da irresponsabilidade, que permitiu a ascensão dos SSs bolsonaristas.
Diz, agora, o editorial:
“Isso resulta da percepção equivocada de que a maioria do eleitorado queria uma liderança que livrasse o País do “comunismo”, luta exótica em nome da qual parece valer tudo. Na verdade, os eleitores manifestaram nas urnas um sonoro protesto contra a politicagem que condenou muitos brasileiros à miséria”.
O alerta não chegará nem perto das multidões que foram às ruas caçando comunistas e o MBL, que avançaram sobre uma correligionária meramente por ter pintado os cabelos de vermelho, a multidão comandada por um militar decrépito e sanguinário, que enlameou a imagem das Forças Armadas no Haiti, e que mandava palavras de ordem contra os “canalhas”, os “esquerdopatas”.
Nessa tragédia brasileira, a Lava Jato foi a onda avassaladora, manobrada por um juiz ambicioso e um grupo de procuradores ingênuos, despreparados, imaturos, sem a menor noção sobre as responsabilidades institucionais do Ministério Público, deslumbrados com os poderes que foram revestidos por uma mídia igualmente descompromissada com valores democráticos e incapaz de prever o dia seguinte
Na grande noite que se aprofunda, restará o apelo solitário da procuradora Jerusa Viecelli, tentando despertar seus colegas para o desastre que se avizinhava, e revelado agora pelo The Intercept:
Pessoal, desculpem voltar ao assunto (sou voto vencido), mas, somente esta semana, várias pessoas, inclusive alguns colegas e servidores, me questionaram a ausência de manifestação da FT [Força Tarefa] diante de alguns posicionamentos dos candidatos à presidência.
Fato é que sempre nos posicionamos diante de várias ameaças ao nosso trabalho e, nos últimos dias, temos ficado silentes, mesmo com ameaças de candidatos à independência do Ministério Público (nomeação de PGR fora da lista tríplice) e à liberdade de imprensa.
Em outros tempos, por motivos outros, mas igualmente relevantes e perigosos, divulgamos nota, convocamos coletiva e ameaçamos renunciar (!).
Agora, jornalistas escrevem no Twitter que a LAVA JATO é caso de desaparecido político, pois já alcançou o que queria. Acho muito grave ficarmos em silêncio quando um dos candidatos manifesta-se contra a nomeação do PGR da lista tríplice, diante de questões ideológicas.
Mais grave ainda, assistirmos passivamente, ameaças à liberdade de imprensa quando nós somos os primeiros a afirmar a importância da imprensa para o sucesso da Lava Jato.
Igualmente grave, candidatos divulgarem nomes de futuros ministros que são alvos de investigações e processos por corrupção. Nossa omissão também tem peso e influência.
Eu sinceramente não quero (e isso a penas a história dirá) que a Lava Jato seja vista, no futuro, como perseguição ao PT e, muito menos, como co-responsável pelos acontecimentos eleitorais de 2018. . .
POLÍTICA - Pau-de-arara do século XXI.
Tenho um amigo executivo que foi preso pela Lava Jato. Passou meses mofando em uma cela de Curitiba. Todo dia, religiosamente, um ou dois procuradores da Força Tarefa vinham interrogá-lo na cela, ameaçando-o com penas que podiam chegar a mais de vinte anos de cadeia. Quando ele foi libertado, muito tempo depois, saímos para tomar um café. Eu quis saber por que ele tinha passado tanto tempo na prisão, se era inocente. A resposta foi rápida: - Porque eu não tinha nada a dizer sobre o Lula. Não que escondesse algo. Eu simplesmente não sabia nada que incriminasse o ex-presidente. Quando descobriram que dos meus depoimentos não sairia nada contra Lula, me libertaram.
POLÍTICA - "Um grande castelo prestes a desmoronar".
Walfrido Warde Jr, presidente do IRRE (Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa)
O feirão das evidências
Convido o leitor a fechar os olhos. E a pensar, por alguns minutos, em um homem de quase 70 anos preso há semanas, lançado à realidade dura do concreto armado de sua cela fria e ao tilintar das grades que o separam do mundo. Ao detento, que é Léo Pinheiro, o ex-presidente da empreiteira OAS, então, sugere-se dizer algo sobre você, caro leitor, que você praticou um crime, para que, desse modo, a tortura cesse e ele, o velhinho massacrado pela cana dura, saia da cadeia.
Os diálogos revelados pela Folha , em parceria com o Intercept Brasil , neste domingo (30) , não mostram, todavia, esse cenário de horror. Mas chegam perto, muito perto.
Um procurador, em 20 de abril de 2016, disse: “Acho que tem que prender o Léo Pinheiro . Eles falam pouco”. E arremata, “Quer dizer, acho que tem que deixar o TRF prender.”
Três dias depois, outro procurador informa os membros do grupo de chat que o advogado de José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, o havia procurado, que noticiava ter feito “um bom trabalho nos anexos”, ou seja, que tinha inserido novos fatos nos anexos ao acordo de delação premiada do seu cliente, e que queria suspender o julgamento de Pinheiro em segundo grau, porque, se condenado, voltaria à cadeia.
Em julho, os procuradores ainda concluíam que algo faltava na delação do ex-presidente da OAS. No mês seguinte, as opiniões já se dividiam. No final de agosto, um dos procuradores afirmou: “Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja. Diziam q não tinha crime. Nunca falaram de conta.”
Ao que parece, os próprios procuradores se mostraram surpresos com o acréscimo dessas informações, que só agora implicavam o ex-presidente Lula, informações que jamais estiveram nos anexos até então e que, pelo que se pode concluir, teriam sido vazadas pelos próprios advogados do delator à revista Veja .
Tudo faz crer que os novos fatos foram jogados no ventilador, justamente para pressionar os procuradores a concordar com a delação de Pinheiro e lhe atribuir os benefícios que pretendia. Foi essa pressão que levou uma procuradora a fazer duras críticas aos advogados de Pinheiro, e a dizer: “Esses Advs não valem nada”
Depois de tudo isso, o que se sabe é que o ex-presidente da OAS finalmente assinou um acordo de delação premiada com a PGR, em janeiro deste ano, quando ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Em novembro do ano passado, importante lembrar, Pinheiro declarou à juíza Gabriela Hardt, substituta de Sérgio Moro, que Lula se comportava como proprietário do sítio de Atibaia e como o real beneficiário das obras que a OAS realizou naquele imóvel.
É uma confusão dos infernos, não é?
É uma confusão que nos distancia da verdade, que prende e que solta, que acusa e absolve, que unge e arruína ao sabor das conveniências. Foi precisamente para essa confusão, que mora muito, muito longe da verdade, que rumou o processo penal no Brasil.
A barganha, no feirão das evidências, tomou o lugar da verdade.
A barganha, no feirão das evidências, tomou o lugar da verdade.
O acoplamento das prisões cautelares, muitas delas imotivadas, e de prisão depois de condenação em segundo grau com delação premiada está na origem desse mercado de provas. Provas que nem precisam ser tão fortes assim, que podem ser produzidas pela boca do delator preso, com a língua pronta para disparar qualquer coisa que o alivie.
É improvável que os vazamentos do Intercept Brasil encontrem um diálogo em que o procurador exige do delator que incrimine alguém. Mas, a rigor, não precisa disso. Esse é precisamente o conteúdo do diálogo silencioso e eloquente que se estabelece entre os negociadores da liberdade de alguém. De um lado, os seus advogados, aos quais o prêmio é libertar o delator. E, de outro, os procuradores, que já tem o delator, mas querem dele a incriminação de um terceiro, tanto mais importante quanto possível. Os dois lados sabem que esse é o jogo, um jogo torto, capaz de produzir inverdades e graves distorções.
Essa negociação silenciosa levou os acusadores a exibir, orgulhosos, muitas provas de açúcar e com elas construir um grande castelo prestes a desmoronar.
https://www.youtube.com/watch?v=aTT_D_sPWe4Essa negociação silenciosa levou os acusadores a exibir, orgulhosos, muitas provas de açúcar e com elas construir um grande castelo prestes a desmoronar.
POLÍTICA - A destruição do meio ambiente.
TERRA ARRASADA: REVISTA PIAUÍ DENUNCIA O PASSO A PASSO DA DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Ricardo Kotscho Comments 9 Comentários
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São tantos escândalos, barbaridades e balbúrdias em série que só agora, no final do mês, consegui ler a matéria “O Meio Ambiente como estorvo”, publicada na revista Piauí de junho.
No melhor estilo das grandes reportagens das falecidas revistas Realidade e Brasileiros, o repórter Bernardo Esteves faz uma completa autópsia, passo a passo, da destruição do Meio Ambiente, deflagrada pelo alucinado neonazifascista Ricardo de Aquino Salles no ministério do mesmo nome.
Último ministro a ser nomeado por Bolsonaro e o primeiro a colocar em prática o projeto do governo para fazer do país uma terra arrasada, onde vale só a lei do mais forte, Salles aparece pouco no noticiário porque a concorrência de insanos é grande, mas ninguém melhor do que ele exerce o papel de exterminador do futuro da nova ordem.
Ex-diretor jurídico da Sociedade Rural Brasileira e fundador do movimento Endireita Brasil, Salles é o homem certo no lugar certo para executar as promessas de campanha de Bolsonaro: acabar com a fiscalização e as multas, liberar armas para os agroboys, detonar as reservas florestais e fazer da Amazônia uma terra de ninguém.
A reportagem lembra que dez dias após a sua nomeação, Salles foi condenado por improbidade administrativa durante sua gestão como secretário de Meio Ambiente em São Paulo, no governo de Geraldo Alckmin, denunciado por beneficiar empresas de mineração ao alterar os mapas e a minuta do decreto de zoneamento numa área de proteção ambiental na Várzea do Rio Tietê.
Uma das primeiras medidas de Salles foi cancelar a multa aplicada a Jair Bolsonaro pelo fiscal do Ibama José Olímpio Augusto Morelli, quando Bolsonaro ainda era deputado, por pescar em área da marinha protegida na baía de Angra dos Reis.
Morelli foi sumariamente demitido, como centenas de outros servidores que cometiam o crime de cumprir a lei.
As lambanças do ministro estão por trás das dificuldades encontradas nas negociações finais do Acordo Mercosul-União Européia, esta semana, no Japão, como se poder constatar neste trecho da reportagem:
“No fim de abril, uma associação de promotores de Justiça e procuradores que atuam nos estados divulgou uma carta que enumerava medidas do governo Bolsonaro que lhes pareciam enfraquecer o arcabouço jurídico de proteção ao meio ambiente. Na mesma semana, 602 pesquisadores publicaram na revista Science um apelo para que a União Européia condicionasse suas negociações comerciais com o Brasil à redução do desmatamento, ao respeito aos direitos indígenas e à proteção ambiental”.
Foi isso que a primeira ministra alemã Angela Merkel cobrou de Bolsonaro, e levou o general Augusto Heleno a mandá-la “procurar a sua turma”.
Bolsonaro completou a grosseria ao dizer que o Brasil tinha lições a dar à Alemanha.
No final, o capitão valente cedeu em tudo a Merkel e ao presidente francês Emmanuel Macron para não voltar do Japão de mãos abanando.
Mas quem garante que o governo brasileiro vai cumprir sua parte no acordo?
Se depender de Ricardo Salles, que exonerou 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama responsáveis pelo comando de fiscalização nos estados, o problema do desmatamento será resolvido brevemente: não haverá mais florestas para derrubar.
Vale a pena ler as 11 páginas da alentada reportagem de Bernardo Esteves, que entrevistou 58 pessoas e rodou o Brasil, para denunciar o completo desmantelamento do plano interministerial lançado pelo governo Lula, em 2004, que conseguiu reduzir em 84% a derrubada da cobertura florestal na Amazônia.
No governo Temer, antes mesmo de Bolsonaro liberar a esquadrilha das moto-serras da bancada ruralista, a taxa voltou a aumentar.
Entre agosto de 2017 e julho de 2018 foram desmatados 7.900 quilômetros quadrados, o maior índice anual dos últimos dez anos.
Antes de assumir o ministério, Ricardo Salles nunca tinha ido à Amazônia. Em sua primeira visita, posou para fotos ao lado de colheitadeiras numa plantação ilegal de soja transgênica em terras indígenas.
Como o piloto de um trator desembestado, o ministro segue à risca as ordens do capitão que prometeu, no dia da sua eleição, em outubro, “tirar o Estado do cangote de quem produz”, para “botar um ponto final em todos os ativismos do Brasil”.
“No campo, o discurso foi recebido como um passe livre para desmatar. Em novembro, mês seguinte à vitória de Bolsonaro nas urnas, a derrubada na Amazônia aumentou 406% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo cálculos da ONG Imazon, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia”, relata o excelente repórter Bernardo Esteves, que eu não conhecia.
Dá para imaginar o tamanho do estrago ambiental, se o capitão Jair Messias Bolsonaro chegar ao final dos quatro anos de mandato.
Vida que segue.
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