sexta-feira, 20 de outubro de 2017

MÍDIA - O inacreditável aconteceu.

Amigos meus que assistem o porta voz oficial da lava jato, me relataram que após mais de 30 horas de notícias acusando o Lula nos últimos meses,  o JN noticiou algo favorável ao  ex presidente.



Muito estranho isso, ainda mais que a dobradinha Globo/Moro deverá ter como consequência, na minha opinião, o lançamento do imparcial de Curitiba como candidato presidencial das Organizações Globo.

Muitos acham que após a condenação do Lula, Moro se mudará para sua segunda pátria, os EUA, que tem muito que agradecer a ele, tendo em vista a destruição da engenharia nacional e a entrega do pré-sal propiciadas pela lava jato.

A entrevista do justiceiro da República de Curitiba à Globo News, foi o pontapé inicial. Dr. Moro virou refém da Globo e da mídia golpista, como bem lembrou o Lula.

A única opção dele, depois que essa mídia golpista já há muito tempo julgou e condenou o Lula, será confirmar essa condenação para torná-lo inelegível. 

O resto, como ele gosta de dizer, "não vem ao caso".

A ironia disso tudo é, como sempre escrevi, que o Dr. Moro tem sido o maior cabo eleitoral do Lula, dada a perseguição implacável, um vale tudo indecente, para condenar o ex presidente.

O PIG apoiou o golpe e este só se completará tirando o ex presidente do páreo, e essa é a missão que o Dr. Moro deverá cumprir e ele sabe disso.

Para isso, bastam "convicções."

A conferir.

'Brasileiros querem inclusão e dignidade, não ração', cutuca Lula - Portal Vermelho

'Brasileiros querem inclusão e dignidade, não ração', cutuca Lula - Portal Vermelho: Por meio das redes sociais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resgatou a importância do Bolsa Família para a inclusão social dos brasileiros e aproveitou para cutucar a ração do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Hospital confirma que não há registros de visita de advogado de Lula - Portal Vermelho

Hospital confirma que não há registros de visita de advogado de Lula - Portal Vermelho: O factoide em torno dos recibos apresentados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar desqualificar a prova, apontando uma suposta falsificação. Essa tese vai sendo desmontada com os fatos. O hospital Sírio-Libanês informou nesta sexta-feira (20) ao juiz Sergio Moro que não há registros de entrada de Roberto Teixeira, advogado do ex-presidente, na sua unidade durante o segundo semestre de 2015.

Por Dayane Santos

Até Moody's sabe que Petrobras não precisa vender ativos - Portal Vermelho

Até Moody's sabe que Petrobras não precisa vender ativos - Portal Vermelho: O Instituto INEEP, ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP) antecipou no início deste ano o que a agência Moody`s descobriu agora: a Petrobrás não precisaria realizar desinvestimentos para reduzir sua dívida. Em 2015, nas discussões sobre a Pauta pelo Brasil, ficou claro para a FUP e para os trabalhadores que a venda de ativos da Petrobrás não seria necessária já que a companhia possuía outras saídas para resolver o problema de sua dívida.

Grupos de pressão e o pré-sal: antecedentes da crise - Portal Vermelho

Grupos de pressão e o pré-sal: antecedentes da crise - Portal Vermelho: Do roubo de um contêiner da Petrobras às promessas de José Serra à Chevron, sinais dos interesses estrangeiros nas reservas de petróleo do Brasil.

Por William Nozaki*

'Brasileiros querem inclusão e dignidade, não ração', cutuca Lula - Portal Vermelho

'Brasileiros querem inclusão e dignidade, não ração', cutuca Lula - Portal Vermelho: Por meio das redes sociais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resgatou a importância do Bolsa Família para a inclusão social dos brasileiros e aproveitou para cutucar a ração do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

PETRÓLEO - Com o entreguismo do governo Temer, Brasil abre mão de R$ 3,3 trilhões.


Ao entregar o petróleo, Brasil abre mão de R$ 3,3 trilhões

20 de outubro de 2017 às 15h47

  
A entrega do Pré-sal e os efeitos nefastos da MP 795 sobre a economia
Tivemos nesta semana, na data de 18/10/2017, a reunião da Comissão Mista da Medida Provisória nº 795/2017, cuja finalidade é analisar o novo marco legal tributário das atividades de exploração e de desenvolvimento de campos de petróleo e gás natural.
Nesta sessão deliberativa tivemos um forte debate entre os setores que defendem os interesses das petroleiras multinacionais e os setores comprometidos com os interesses locais e ligados à soberania nacional.
Especial destaque teve o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), um dos parlamentares comprometidos com a defesa da política do conteúdo nacional na indústria de petróleo e gás.
O artigo 5º da MP 795/2017 elaborada pelo governo pretende na prática acabar com o conteúdo local na indústria ao instituir um regime especial de importação, com a suspensão do pagamento de tributos federais para estes bens produzidos fora do país.
A retirada da participação da indústria nacional no setor efetivamente vai gerar mais desemprego e pode significar um forte processo de desindustrialização nacional.
O governo pós-golpe de 2016 já reduziu em 50% a exigência de conteúdo local para o setor de petróleo para os leilões neste ano de 2017.
Após diminuir à metade as exigências de compras com conteúdo local no país, o governo ainda pretende alterar os contratos já firmados, um verdadeiro absurdo diante da fragilização do princípio da segurança jurídica neste tipo de contratos.
Todas estas medidas implementadas pelo atual governo tendem a impedir que indústrias brasileiras se tornem fornecedoras para os segmentos de óleo & gás e naval, além de ser um retrocesso na área da engenharia, tecnologia e inovação.
Estas medidas contribuem não só para exportar empregos como para abrir mão de todos os efeitos benéficos que uma política setorial bem estruturada produziria.
Em relação à atual gestão do governo e da Petrobrás observa-se, seja nas políticas de compras ou exigências feitas pela ANP nos leilões para exploração de petróleo, que a política de proteção e estímulo ao conteúdo local tem sido abandonada.
A indústria naval brasileira está passando por uma enorme crise, o que está comprometendo a sobrevivência da engenharia e a indústria nacional.
A alteração no marco legal trazido pela MP 795/2017 certamente impactará de forma negativa a política do conteúdo local no setor de óleo e gás, além de sinalizar para as empresas que têm planos de investir na indústria de bens e serviços no Brasil que esta não seria uma boa opção de investimento.
Voltando ao debate de 18/10/2017 na Comissão Mista do Congresso, na verdade um embate, o deputado Fontana apontou que uma vez aprovada esta lei do jeito que estava seria ratificar a maior negociata jamais vista na história deste país, que além de entregar as riquezas do pré-sal para os estrangeiros, poderia dizimar a indústria nacional e promover uma renuncia fiscal de cerca de 1 trilhão de reais, segundo as estimativas da assessoria parlamentar do Congresso.
O grande “x” da questão é avaliar e dimensionar os efetivos impactos da monumental renúncia fiscal destas medidas (o relator da MP estendeu o prazo até o ano de 2040), bem como os impactos sociais e econômicos (diretos e indiretos) na indústria nacional e no mercado de trabalho, tema que segundo denuncia do deputado Fontana não teria sido devidamente juntado aos trabalhos da comissão que analisa aquela MP e representa um fator de nulidade no processo de aprovação deste novo marco regulatório.
Ao longo dos trabalhos da comissão foi dito que apenas no ano de 2018 a renúncia fiscal atingiria a cifra aproximada de 16,4 bilhões de reais, ou seja, de 2018 a 2040 teríamos 377,2 bi caso os investimentos fossem absolutamente constantes ao longo deste período.
Ocorre que não estão sendo contemplados nesta estimativa o montante de tributos que seriam arrecadados como decorrência indireta do crescimento de renda, investimento e emprego que estes investimentos causariam.
Em outras palavras, além da renúncia fiscal direta propriamente dita, teríamos a outra renúncia fiscal oriunda da não ocorrência do fato gerador pelo simples fato de que parte predominante dos bens utilizados nestes futuros investimentos viriam de fora do país, e portanto não teríamos aqui os efeitos colaterais proporcionados pelo multiplicador de renda e investimento oriundos desta hipotética produção local de bens voltados ao investimento em óleo & gás.
Num cálculo de aproximação bastante sumário, como se estima que do montante total de investimentos diretos em E&P (exploração e produção de petróleo e gás natural) 50% seriam dispendidos em tributos, usaríamos 16,4 bi como referência inicial de renúncia fiscal direta e 32,8 bi como montante inicial do investimento direto em E&P para o ano de 2018.
Utilizando um índice multiplicador de 2,28 sobre o total do investimento direto em 2018 teríamos 32,8 bi x 2,28 = 74,78 bi de produto interno bruto gerado de forma indireta na economia.
Aplicando o percentual de 33,4% (carga tributária média brasileira em relação ao PIB) sobre este montante teríamos em seguida uma carga tributária indireta de 24,98 bi.
A soma das cargas tributárias direta e indireta daria um total de 41,38 bi somente em 2018, fato que foi omitido na discussão temática da MP 795/2017.
Além de avaliar os impactos tributários diretos e indiretos sobre na arrecadação federal, o estudo que não foi feito deveria também avaliar os efeitos até o ano de 2040, tendo em vista a extensão dos efeitos desta MP até este ano.
O cálculo deveria levar em conta o crescimento anual destes investimentos em E&P ao longo de todo período para ser consistente do ponto de vista empírico.
Utilizando uma estimativa bem conservadora, podemos usar o índice de 10,0% a.a. de crescimento anual (alguns estudos apontam um crescimento de 20,4% a.a. até 2023).
O resultado disso seria uma renúncia fiscal direta de 1,3 trilhões de reais até 2040, e não 1,0 trilhão como sugeriu a assessoria parlamentar do Congresso.
Somando a renúncia fiscal direta com a indireta (1,99 trilhões de reais) o montante atingiria 3,3 trilhões até 2040.
Apesar do cálculo ser sumário, é necessário saber se os 16,4 bi de renúncia fiscal direta em 2018 foram obtidos de forma apropriada, mas mesmo assim a estimativa até 2040 indicaria um total de renúncia fiscal de 3,3 trilhões de reais, ou seja, equivalente a 52,7% do PIB do Brasil em 2016, ou 110,0% do Orçamento da União neste mesmo ano.
Como apontado pelo deputado Fontana (PT-RS), estudos de impactos diretos e indiretos como este não foram produzidos nem juntados aos trabalhos da Comissão que avalia este tema no Congresso, o que em tese estaria a nulificar a tramitação desta medida provisória nesta casa legislativa.
Em suma, os efeitos desta MP 795/2017 são devastadores para as finanças públicas, para a indústria local e principalmente para o mercado de trabalho do país como um todo.
Tema como este não poderia ser decidido de forma tão açodada pelo legislativo, sob pena de comprometer o futuro das gerações futuras.
Países como a Noruega utilizaram o negócio do petróleo para desenvolver e estimular sua economia, indústria e tecnologia local, fazendo uso das mesmas políticas de proteção ao conteúdo local adotadas nos governos trabalhistas brasileiros.
Portanto, percebe-se que o modelo de exploração do petróleo e gás adotado pelo atual governo para as próximas gerações mais se aproxima ao modelo utilizado para países africanos e do oriente médio, que não servem para uma nação de 207,7 milhões de pessoas que necessitam de recursos para financiar a saúde, a educação e a seguridade social.
Agora podemos perceber com clareza o principal motivo para a deflagração do golpe de 2016, permitir a captura estrangeira do pré-sal e de todos os efeitos benéficos que esta imensa riqueza proporcionaria.

Telefonema 20/10/2017

Telefonema 20/10/2017

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Pedro Celestino: Querem fazer do Brasil importador de derivados

MÍDIA - A ditadura midiática.





Fake news e a guerra de Facebook, Google e mídia corporativa contra a comunicação alternativa e de esquerda



Venho fazendo alguma publicações denunciando a guerra que a mídia corporativa e mais Google e Facebook declararam contra a comunicação alternativa e de esquerda.

Aqui, duas recentes:

. Tijolaço, Cafezinho, Blog da Cidadania, a comunicação alternativa censurada e sob ataque no Facebook
http://blogdomello.blogspot.com.br/2017/10/tijolaco-cafezinho-blog-da-cidadania-comunicacao-alternativa-sob-censira-no-facebook.html

. GIFCT. Como está sendo posta em prática no mundo uma censura aos sites de esquerda, em nome de uma luta contra o terrorismo e as fake news 
http://blogdomello.blogspot.com.br/2017/10/como-esta-sendo-posta-em-pratica-no-mundo-uma-censura-aos-sites-de-esquerda.html


Agora uma outra, esta de janeiro deste ano, quando eu já fazia a denúncia no próprio Facebook, sob título "Facebook está enriquecendo o Zuckerberg, mas pode acabar com a informação alternativa — se você deixar"

Saiu há dias uma lista que aponta que apenas oito dos maiores bilionários do mundo possuem renda maior que 50% da humanidade. Entre esses oito, em sexto lugar, está Mark Zuckerberg, do Facebook.

E o que produz Zuckerberg? Nada. Ele criou um aplicativo e nós trabalhamos para ele , alimentando-o com conteúdo, gratuitamente, na maioria dos casos, mas, às vezes, até pagando para trabalhar para ele, com as páginas patrocinadas.

Até aí, ótimo para ele e seus sócios, que estão bilionários (entre eles, Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, um dos seis maiores bilionários do Brasil). 

Visto com os olhos de quem apenas o usa como ferramenta de comunicação e ação entre amigos, o Facebook é uma ideia genial. 

O problema está no lado B do Facebook . O Facebook é opaco. O que está nele fica nele, morre nele.  Só se pode pesquisar nele. E as pesquisas dentro dele são muito restritivas. Muitas vezes não conseguimos encontrar algo que nós mesmos publicamos.

Outro problema é que ele nos habituou a entregar tudo de mão beijada. Não escolhemos o que vamos ler ou ver. Ele escolhe por nós com seus algoritmos. E esses algoritmos costumam punir aqueles que produzem conteúdo no Facebook com link para página externa a ele. O Face não quer que você saia dele e pune quem tenta "desviá-lo do caminho".

Também com esse "prato feito" que nos entrega, o Facebook nos tornou manhosos, preguiçosos. Pra que ler textão? Pra que seguir link? Vejo depois…

Isso enche os bolsos de Zucka e seus sócios. Mas pode acabar com a comunicação alternativa. Porque as pessoas têm preguiça de seguir links. Querem que você publique todo o seu conteúdo no Facebook. Só que isso enriquece o Face e mata os blogs e sites alternativos, que precisam de visitação para sobreviver.

Por isso, uma das formas de apoiar a comunicação alternativa é visitar os sites e blogs, seguir os links. Não ficar preso apenas ao Facebook. 

O que vou dizer agora pode parecer absurdo, mas quem acompanhou o sucesso incrível do Orkut no Brasil, sabe do que estou falando. Mais dia, menos dia, o Facebook vai acabar. Vai surgir outro aplicativo que vai derrubá-lo . E todo o conteúdo que há nele vai ser perdido. Já pensou nisso? Não adianta procurar no Google, o Facebook é opaco. O Google não consegue ler o Facebook.

E aí, pode ser que você procure o "lado de fora" do Face para se informar e não encontre nada. Porque ele é um buraco negro que a tudo devora.

Pense nisso.

Esta publicação está na íntegra aqui e no Facebook, porque é importante que assim o seja, para explicar a algumas pessoas que me perguntam por que não público integralmente minhas postagens do Blog do Mello no Face. 

Ah, e compartilhe esta postagem também, nem que seja para dar mais raiva ainda ao Zuckerberg.  

ECONOMIA - Obsolescência programada.



A obsolescência programada nos leva a um beco sem saída

Programado para estragar: Projetar aparelhos com defeitos e peças pouco duráveis para que o consumidor tenha de comprar novamente. É a obsolescência programada, uma prática que nos leva a um beco sem saída

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Joseba Elola, ElPaís
A frase foi publicada em 1928 na Printer’s Ink, revista do setor publicitário norte-americano: “Um artigo que não estraga é uma tragédia para os negócios.” Para que vender menos se você pode vender mais projetando produtos com um defeito incorporado? Por que não abandonar esse afã romântico de fabricar produtos bem feitos, consistentes, duradouros, e ser logo prático? Não será melhor para o business fazer com que o cliente tenha de abrir a carteira mais vezes?
Essa é história de uma ideia que ganhou força como salvação dinamizadora nos anos da Grande Depressão, transformou-se num mantra da sociedade de consumo – comprar, usar, jogar fora, voltar a comprar – e se tornou, já na atualidade, uma séria ameaça ao meio ambiente. É uma história escrita aos poucos, capítulo por capítulo. O último e mais importante deles é o destaque que a questão ganhou nos debates da Europa, sinal de que existe uma crescente conscientização: em 4 de julho, o Parlamento Europeu aprovou (por 622 votos a favor e 32 contra) o Relatório sobre Produtos com Uma Vida Útil Mais Longa: Vantagens para os Consumidores e as Empresas, pedindo que a Comissão Europeia adote medidas.
Não só isso. A França, país com a legislação mais dura da Europa contra a obsolescência programada, acaba de registrar a primeira denúncia de um coletivo de consumidores contra os fabricantes de impressoras. O fato ocorreu em 18 de setembro: a associação Halte à l’ Obsolescence Programmée (HOP, Contra a Obsolescência Programada) acusou marcas como Epson, HP, Canon e Brother de práticas destinadas a reduzir deliberadamente a vida útil de impressoras e cartuchos.
O truque não é novo. Começou a ser usado no final do século XIX na indústria têxtil (quando os fabricantes começaram a utilizar mais amido e menos algodão) e se consolidou em 1924, quando General ElectricOsram e Phillips se reuniram na Suíça e decidiram limitar a vida útil das lâmpadas a 1.000 horas, tal como aponta o festejado documentário espanhol Comprar, Tirar, Comprar (“comprar, jogar fora, comprar”), de Cosima Dannoritzer. E assim foi assinado o atestado de óbito da durabilidade.
Até então, as lâmpadas duravam mais. Como a que brilha ininterruptamente desde 1901 na central dos Bombeiros de Livermore, na Califórnia. De filamento grosso e intensidade menor que a de suas sucessoras (o que impede o alto aquecimento), essa lâmpada foi concebida para perdurar. E continua lá, brilhando, mostrando que a obsolescência programada está longe de ser um mito.
Desde a sensação causada nos anos trinta pelas meias de náilon Du Pont, que não rasgavam, até o telefone inteligente que fica burro sem razão aparente – e só um ano e meio depois de ser adquirido –, muita água passou debaixo da ponte. A obsolescência programada (OP) foi aprimorada. E a intenção de fraude por parte do fabricante não é algo fácil de demonstrar.
Hoje, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento são para ver como reduzir a durabilidade dos aparelhos, mais do que para melhorá-los ao consumidor”. Quem se expressa de forma tão contundente é Benito Muros, um ex-piloto de 56 anos que há anos denuncia a OP. Presidente da Fundação Energia e Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada (Feniss), ele afirma que a OP está presente em todos os dispositivos eletrônicos que compramos, “até mesmo nos carros”.
Muros lidera uma empresa que desenvolve lâmpadas, semáforos e projetos de iluminação pública para Prefeituras da Espanha, conta que hoje é possível observar muitas formas de OP no mercado: dispositivos com carcaças que não permitem a dissipação do calor, e cujo aquecimento gera falhas prematuras; componentes como os condensadores eletrolíticos, cujas dimensões determinarão a vida do produto (perdem líquido com as horas de uso; quanto menor for a capacidade de armazenamento de líquido eletrolítico, menos vai durar); baterias que não podem ser retiradas (como foi o caso do iPhone) e que obrigam o usuário a comprar um novo aparelho; chips que agem como contadores e que estão programados para que o sistema pare de funcionar após certo número de utilizações, como ocorreu com algumas impressoras (o consumidor que ousar tentar consertar uma logo escutará que é mais barato comprar outra).
Muros, que diz ser alvo de campanhas de difamação na imprensa por se opor à OP – e que fabricou uma lâmpada que foi objeto de controvérsia, – afirma inclusive que atualizações enviadas para os nossos smartphones escondem uma mudança de software que os torna mais lentos.
Eles te enviam uma espécie de vírus que serve para preparar o telefone para o seu final”, diz. Outro aparelho jogado no lixo, e outro resíduo eletrônico que, mais cedo ou mais tarde, vai parar nos tóxicos (e sinistros) lixões que o mundo rico alimenta em lugares remotos, como a África.
Cerca de 215.000 toneladas de aparelhos eletrônicos, procedentes sobretudo dos Estados Unidos e da Europa, desembarcam todo ano em Gana, segundo a Motherboard, uma plataforma multimídia de longa trajetória sobre trabalhos de pesquisa. Acabam gerando 129.000 toneladas de resíduos em lugares como Agbogbloshie, um dos maiores lixões tecnológicos do mundo, situado em Acra, a capital do país.
A indústria de tecnologia produz, sozinha, 41 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, segundo uma pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Entre 60% e 90% desses produtos caem nas mãos de quadrilhas, que os descarregam ou comercializam ilegalmente. Além de Gana, países como Índia e Paquistão são importantes destinos de televisores, celulares e aparelhos de som descartados com a chegada das liquidações, porque não somos bobos, e porque uma semana de preços supostamente loucos é uma oportunidade que não se pode desperdiçar. Tudo pelo último modelo.
Ainda assim, a prática tem os seus defensores. Eles dizem que uma obsolescência programada controlada, sem abusos excessivos, é a fórmula para que o mundo continue funcionando como até agora. E uma fonte de criação de emprego.
Além disso, o avanço tecnológico traz soluções mais ecológicas e eficientes, como poderia ser o caso dos carros elétricos. Portanto, a OP poderia ter sentido, argumentam seus partidários.
O debate está aberto. E dele também participam aqueles que dizem que esse negócio de obsolescência programada é uma teoria da conspiração. Basta um passeio pelo Twitter para ver mais argumentos. Uns dizem que o verdadeiro problema não são as marcas, mas os consumidores: queremos produtos baratos para usar e jogar fora, e não estamos dispostos a pagar o que custariam se realmente fossem de qualidade (e, portanto, mais caros).
Nessa mesma linha se manifesta o diretor geral da Associação Nacional de Fabricantes de Eletrodomésticos (Anfel), da Espanha, que reúne as marcas de linha branca (geladeiras, lava-roupa, lava-louça, etc). Este jornal tentou realizar uma entrevista com algum diretor da Anfel, que só aceitou responder às perguntas por e-mail. Após afirmar que não há dados embasando a ideia de que os eletrodomésticos duravam mais em meados do século passado do que agora, e de qualificar a prática da OP como “deplorável”, Alberto Zapatero, diretor geral da Anfel, escreve: “Devemos levar em conta que os consumidores não só jogam fora os produtos que deixaram de funcionar, mas também o fazem por outros motivos, por exemplo quando um aparelho deixa de cumprir com suas expectativas por razões técnicas, regulatórias ou econômicas (caso de televisores não aptos para a transmissão digital), além do desejo dos consumidores de adquirir um novo modelo por questões de mudanças de funcionalidade, design e serviços.”
Não bastasse o consumismo desenfreado dos cidadãos ocidentais, existe também a contemporânea impossibilidade de consertar. E os dados indicam que o consumidor estaria disposto a reparar os produtos, se pudesse: 77% dos europeus prefeririam o conserto a uma nova compra, segundo o Eurobarômetro de 2014. “A sociedade dos resíduos não pode seguir assim. Estamos perante um modelo econômico superado”, afirma de Bruxela, por telefone, Pascal Durand, deputado verde europeu que liderou a iniciativa apresentada pelo Parlamento Europeu no final de julho.
A cifra de consumidores de produtos de tecnologia aumenta a cada ano. Novas classes médias de países como China e Índia se incorporam ao padrão de compra dos países mais desenvolvidos. Mais celulares, mais computadores, mais eletrodomésticos. Primeiro para o carrinho de compras, depois para o lixo. E mais extração de metais para produzi-los. Matérias-primas que não são ilimitadas.
Ao mesmo tempo, quanto mais curta é a vida dos dispositivos que compramos (veja os celulares, cuja expectativa de vida oscila entre um e dois anos, segundo os estudos europeus), maior é o volume de resíduos gerados.
Jogar fora aparelhos novos que poderiam ser consertados na Europa, enviando-os a lixões distantes em barcos que contaminam águas, para, ao mesmo tempo, comprar aparelhos fabricados em lugares distantes e que chegam em barcos que contaminam de novo. “Cedo ou tarde, isso vai acabar”, diz Durand.
Essa é uma das reflexões de uma proposta que foi batizada como “economia circular” e que ganha força nos fóruns europeus e globais. A ideia é simples: ao fabricar um bem, devemos levar em conta o resíduo que ele vai gerar para que este seja reutilizável, se possível totalmente. Desse modo, em vez de seguir o paradigma da economia linear (produzo, utilizo, jogo fora), passaríamos ao “produzo, utilizo, reutilizo”. E, se possível, conserto.
Legislar nesse sentido, portanto, significaria fazer com que as marcas aumentem os prazos de garantia; incentivar a possibilidade de reparação dos produtos em qualquer loja, não só nos serviços autorizados; que as marcas projetem artefatos que permitam a extração de peças, componentes, baterias; reduzir impostos às marcas que adotem essas medidas e aos artesãos que a elas se dediquem; perseguir e multar a obsolescência programada intencional; revelar a OP informática. A iniciativa apresentada no Parlamento Europeu vai nessa linha. A Comissão deverá dar uma resposta legislativa antes de julho de 2018.
Enquanto isso, países como a Finlândia arregaçam as mangas. O país escandinavo já conta com um plano para fazer a transição rumo à economia circular. Florescem as start-ups que procuram soluções para os resíduos que geramos, enquanto fundos são destinados para a pesquisa.
Universidade Aalto integra um projeto de colaboração transversal que recebeu cinco milhões de euros (18,5 milhões de reais) para começar a caminhar. Mari Lundström, professora de hidrometalurgia e corrosão, lidera um programa que busca soluções para a reciclagem de metais. Em entrevista pelo telefone de Estocolmo, ela explica que os celulares, os fios elétricos e os computadores que jogamos no lixo estão repletos de materiais úteis e valiosos. Alguns inclusive são difíceis de encontrar no subsolo europeu; e, no entanto, jogamos tudo isso fora. Desperdiçamos níquel, cobalto, lítio… Muitos deles são facilmente recuperáveis através de tratamentos químicos, por exemplo. Um único telefone contém até 40 elementos recicláveis, dos quais só reutilizamos 10, explica Lundström. Doze empresas finlandesas que usam metais já trabalham com o fruto das pesquisas científicas.
Podemos reciclar o metal da lata de refrigerante. Mas precisamos de 20 vezes mais energia para recuperá-lo se essa lata foi queimada num saco com lixo orgânico, explica a cientista finlandesa. Este é um dos resultados das pesquisas do programa. Pode-se deduzir, portanto, que a economia circular deve ser promovida pelos Governos, pesquisada pelos docentes e assumida pelas empresas. Ok, mas também precisa dos cidadãos.
A chave da economia circular é o que cada pessoa fizer”, diz Lundström, de forma categórica. “Não podemos continuar vivendo como fizemos até agora. É necessária uma resposta da sociedade: somos responsáveis por nossa forma de consumir.”
Mas a economia circular também tem seus críticos. Alguns consideram que se trata de uma mera prolongação da ideia de crescimento sustentável, que, apesar de bem intencionada, não levou a grandes realizações. O problema, explicam, é o crescimento. É a lógica que nos empurra a seguir espremendo o planeta, cujos recursos são finitos.
A solução não é fácil, e romper com décadas de inércia levará um tempo. Há várias perguntas no ar. Num contexto de contínuo avanço tecnológico, será mesmo tão difícil melhorar a durabilidade dos produtos? Faz sentido continuar vivendo do mesmo jeito, conhecendo a toxicidade dos resíduos gerados por nosso modo de consumo? E os Governos não têm pensado em fazer nada a respeito?

Consumidores se mobilizam na França

A França é a país com a legislação mais dura da Europa na luta contra a obsolescência programada, aprovada em 2015. As marcas que realizam a prática podem pagar multas de até 300.000 euros (1,1 bilhão de reais).
A denúncia da associação HOP apresentada em setembro, a primeira do gênero, acusou marcas como HP, Canon e Brother de práticas voltadas a reduzir deliberadamente a vida útil de impressoras e cartuchos; e destacava, em particular, o caso da Epson.
Este jornal solicitou entrevista com um diretor da Epson na Espanha, mas o pedido foi negado. Um porta-voz somente escreveu esta resposta por e-mail: “A Epson conhece a denúncia da associação HOP na França e trabalhará com as autoridades competentes para responder de maneira adequada e resolver o caso.” E acrescentou: “Rechaçamos totalmente a afirmação de que nossos produtos estão programados para estragar num período de tempo predeterminado.”

EDUCAÇÃO - Cuba é um exemplo

un lugar en donde las niñas sean educadas para tener derechos iguales, en que sean respetadas por sus opiniones y puedan salir a la calle sin preocuparse con actos de violencia? Pues las que nacen en la isla comunista del Caribe viven una realidad semejante a esta. En la tierra del régimen castrista, el gobierno que garante la alfabetización de 99,8% de la población con más de 15 años, según datos del PNUD, toma muy seriamente la cuestión de género en la enseñanza.

Un informe divulgado el año pasado por la ONG Save the Childrenllamado Hasta la Última Niña indicó que Cuba es el país de América Latina y del Caribe que ofrece mejores posibilidades para el desarrollo de las niñas. Suecia quedó con la 102ª posición. Entre los puntos tomados en consideración para componer el ranking están los índices de casamiento infantil, embarazo en la adolescencia, mortalidad materna, mujeres en la política y acceso a la educación.
De acuerdo con la ONG, eso sucede debido a la política sustentable de educación y salud pública, gratuita y obligatoria, además de que los padres tienen vínculos afectivos más fuertes, con sus hijos y de existir un fuerte combate a la violencia sexual contra los niños. En Cuba, el acceso a la información y el servicio de calidad sobre salud sexual y reproductiva es un derecho fundamental. La protección social de las niñas y los servicios públicos son mecanismos importantes para garantir esos derechos. Siendo así, el país es referencia en el tratamiento de esas dificultades a través de la educación sexual. Hace más de cincuenta años el gobierno cubano se preocupa con eso, desarrollando estudios y educando a los niños en las escuelas, instituciones de salud, comunidades y por los medios de comunicación.
Para la defensora de los derechos de los niños Rebeca Zakayo Gyumi, el informe aborda muchos obstáculos que las niñas enfrentan para alcanzar su potencial total. “Llega en un momento crucial en que nuestros líderes se comprometieron con una serie de convenciones internacionales que exigen que ellos críen estructuras habilitadoras que evidencien la protección de las niñas y permitan que se libren de las costumbres y tradiciones perjudiciales que todavía las reprimen. Es hora de que nuestros líderes se envuelvan en lo que prometieron, es hora de que ellos actúen. Debemos libertar a las niñas de todas las dificultades que tienen y capacitarlas para defender sus derechos y hacer oír su voz” declaró al documento publicado por la ONG.
De acuerdo con la Unesco, las niñas son las primeras a tener negado el derecho a la educación. La desigualdad sigue principalmente en losEstados Árabes, en el África Subsahariana y en Asia Meridional y Occidental. En África Subsahariana, 9,5 millones de niñas nunca entrarán en una clase. En el caso de los niños, serán 5 millones. En Asia, 80% de las niñas que están actualmente fuera de la escuela nunca recibirán educación formal, lo que equivale a 4 millones. Entre los niños, menos de 1 millón nunca recibirán una educación formal.
Entre los países latinoamericanos con peor educación para las niñas están Haití (30º), Guatemala (31º) Honduras (46º) Brasil (52º) y Bolivia (57º), según datos de la Campaña ONE. La falta de profesores es frecuentemente un problema común en la mejora de la educación de los países más pobres. El año pasado, la ONU dijo que otros 69 millones de profesores tendrán que ser contratados antes de 2030, si los objetivos educacionales globales fueren alcanzados. “Más de 130 millones de niñas todavía están fuera de la escuela – más de 130 millones de potenciales ingenieras, empresarias, profesoras y políticas cuyo liderazgo, está siendo desperdiciado en el mundo”, dijo el presidente de una campaña, Gayle Smith. Para Smith, el fracaso de la educación de las niñas es una “crisis global que perpetúa la pobreza.”

SAÚDE - Melhore sua postura.


Melhore sua postura para ter mais saúde.

Postura correta e incorreta - NIH News
Sente-se ereto! Esse pedido comum pode ser o que escutou primeiro sobre postura, a forma como suporta seu corpo. Postura não é somente uma questão de aparência. Como você posiciona seu corpo também influencia sua saúde durante a vida.
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“Postura não é somente sentar-se bem, mas também como se move cotidianamente”, diz Dr. George Salem, pesquisador da University of Southern California que estuda como os movimentos afetam a saúde e qualidade de vida.

Como você sustenta seu corpo quando não está se movendo - como quando está sentado, em pé ou dormindo - é chamado postura estática. A postura dinâmica é a posição do seu corpo quando está em movimento, como andando ou se curvando para levantar algo. “É importante considerar tanto os componentes estáticos como dinâmicos da postura”, diz Dr. Salem.

A postura pode ser influenciada por muitas coisas: idade, situações no qual se encontra, e escolhas diárias. Por exemplo, crianças podem ter que se ajustar para carregar mochilas escolares pesadas nas costas. Mulheres grávidas movem-se diferente para acomodar o bebê em crescimento.

Sua postura envolve seu sistema musculoesquelético. Isso inclui ossos, músculos, articulações e outros tecidos que conectam as partes do seu corpo. Esse sistema que dá forma, suporte, estabilidade e movimento ao seu corpo.

Como você sustenta seu corpo pode tanto alinhar quanto desalinhar seu sistema musculoesquelético. Através da vida esse sistema precisa se adaptar ao tipo de trabalho que você faz, seus hobbies, como utilizar aparelhos eletrônicos, lesões, e até o tipo de sapato que usa.
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Você pode achar que algumas vezes sentar com ombros caídos ou dobrar as costas ao invés dos joelhos não o irá prejudicar. Porém, pequenas mudanças em como você sustenta seu corpo e se move o podem se acumular ao longo da vida.

Anos de negligenciamento postural tornam sua espinha mais frágil e propensa a lesões. Suportar seu corpo e o mover de forma pouco saudável geralmente ocasiona dores no pescoço, ombros e costas. A cada de 3 meses, 1 em cada 4 adultos nos EUA tem pelo menos 1 dia de dor nas costas.

Postura ruim também diminui sua flexibilidade, o bom funcionamento de suas articulações e seu equilíbrio. Ela pode impactar sua capacidade de fazer coisas sozinho e aumenta o risco de quedas. Problemas de postura podem até tornar mais difícil a digestão e respiração.

Alguns pesquisadores sugerem relação entre postura e saúde mental. “Pessoas com depressão podem parecer mais curvadas e tendem a olhar para baixo”, diz Dra. Cris Zampieri, fisioteratepeuta do NIH. “Quando as pessoas sentem-se ansiosas, elas podem elevar os ombros”. Cientistas estão pesquisando as conexões entre postura e como pensamos e processamos informações no cérebro.

Nosso corpo muda com a idade. Essas mudanças naturais tornam especialmente importante que pessoas mais velhas mantenham boa postura, força, flexibilidade e equilíbrio. “Idosos tendem a adotar postura progressivamente mais encurvada”, diz Dr. Salem. “Quando os ombros continuam a deslocar para frente com o tempo, isso cria carga excessiva sobre as articulações. Também pode ocasionar lesões e limitar a independência de idosos”.

Uma postura extremamente curvada, ou hipercifose, afeta até 2/3 das mulheres e metade dos homens na terceira idade. Essa postura está associada a dor nas costas, fraqueza e problemas para respirar. Ela também pode limitar as atividades cotidianas, como pentear os cabelos e se vestir.

Dr. Salem e outros pesquisadores estão estudando os possíveis efeitos da yoga para a saúde, particularmente de idosos. Yoga é uma prática do corpo e mente que combina posturas, exercícios de respiração, e meditação ou relaxamento. Em um estudo, idosos com hipercifose mostraram melhorias significativas e menos encurvamento dos ombros depois de um programa de yoga de 6 meses.

“Mais pessoas estão praticando yoga”. Diz Dr. Salem. “Estamos usando ferramentas inovadoras - como análise de movimentos com câmeras de alta velocidade e plataformas que medem força - para entender o que yoga está fazendo e como ela atua nos processos biológicos de nosso corpo”. Dr. Salem diz que as descobertas ajudarão fisioterapeutas e instrutores de yoga a elaborar programas que são seguros e eficientes para idosos. A equipe também planeja estudar outras faixas etárias e pessoas com deficiências.

Nunca é muito tarde para melhorar suas postura e como você se move.

“Uma forma de melhorar sua postura e ter consciência dela em primeiro lugar”, diz Dra Zampieri. “É importante examinar a postura antes que ela se torne um problema. Yoga, tai chi e outros tipos de práticas que focam na consciência corporal e concentração podem o ajudar a aprender a sentir o que está errado com sua postura. Também o podem ajudar a conectar sua postura física ao seu estado mental, oferecendo benefícios em ambas as áreas”.

Essas práticas não são somente para melhorar sua postura. “Tenha consciência da sua postura e de como se move”, diz Dr. Salem. “Pense em erguer sua cabeça, empurrar seus ombros para trás e enrijecer seus músculos abdominais em situações cotidianas”, Tenha consciência das posturas repetitivas, como erguer regularmente objetos pesados ou manter posições por longos tempos, como sentado ao computador no trabalho.

“Se você gasta muito tempo à frente do computador, certifique-se de ter uma boa postura”, diz o fisioterapeuta do NIH Dr. Jesse Matsubara. “É importante que sua estação de trabalho seja o mais apropriada possível para você. Também é recomendado que troque frequentemente de posição, faça breves caminhadas pelo escritório, e suavemente alongue seus músculos diariamente de modo a ajudar a aliviar a tensão muscular”.

O fundamento da boa postura é ter um corpo que consegue se sustentar. Isso significa ter músculos abdominais e das costas fortes, flexibilidade, e um corpo equilibrado. Outra forma de melhorar a postura é perder peso, especialmente ao redor do intestino. Peso extra enfraquece seus músculos abdominais, causa problemas à pélvis e espinha, e contribui para dor lombar.

“É fácil desenvolver padrões de movimentos errados depois de uma lesão ou de anos de dor”, dr Salem explica, “mas as pessoas podem aprender a distribuir seu peso igualmente e equilibrar novamente seu corpo”.

É importante trabalhar com seu médico para descobrir os tipos de atividades físicas que o podem ajudar a manter sua saúde e mobilidade. Converse com seu médico caso sinta dor, tenha lesão ou passe por cirurgia. Ele pode dar conselhos de como se mover, o ajudar a evitar padrões de movimento ruins, e criar um plano que seja melhor para você.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

POLÍTICA - "A lava jato mentiu"............