quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

PHA vai à OEA pela Liberdade de Expressão

POLÍTICA - Lula vai brigar até o fim.

Lula: “Vou brigar até as últimas consequências”


O ex-presidente Lula disse na reunião da bancada do PT, na manhã desta quarta-feira (13), que vai “brigar até as últimas consequências” para provar que é inocente e reafirmou sua disposição de disputar 2018.
“Eu quero deixar vocês tranquilos. Quero ser inocentado e aí ser candidato”, afirmou.
Lula também criticou o que considera como “pactuação diabólica” entre MPF, PF e imprensa.
“As pessoas falam do resultado da sentença um ano antes do processo. Eu quero é que reconheçam a minha inocência. Se o [juiz Sérgio] Moro tinha tanta certeza que o apartamento era meu, ele que me dê uma autorização pra vender”, discursou o petista.
Para o ex-presidente, o objetivo do julgamento no TRF-4 é tentar evitar que o PT volte ao governo. “Nós aqui no Brasil ainda estamos um pouco anestesiados”, analisou para então propor que a militância reaja aos ataques dos adversários.
“Só tem um jeito: reagindo. Quem achar que ficar quieta é a saída, não vai sobreviver”, pediu.
Sobre a acusação de que ele está fazendo “campanha eleitoral antecipada”, lula disse que é a Globo e a Veja que anteciparam a disputa. “Se tem alguém fazendo campanha nesse país é a Rede Globo. Se a gente não reagir vai prevalecer o que eles dizem.”

POLÍTICA - O jogo não acaba em 24 de janeiro.


O jogo não acaba em 24 de janeiro

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

A corrida do TRF-4 para condenar Lula é chocante porque explicita um alinhamento despudorado do Judiciário com as forças politicas, econômicas e midiáticas empenhadas em barrar sua candidatura. Porque escancara a estratégia do tapetão, de garantir a eleição de um preposto do golpe pela exclusão de Lula, hoje líder isolado nas pesquisas, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Passaram-se apenas 42 dias entre a condenação de Sergio Moro e a emissão do voto do relator no tribunal de apelação. E pouco mais de uma semana depois, a data do julgamento é marcada. Mas surpreendente não é a decisão do TRF-4, de antecipar para 24 de janeiro o julgamento de seu recurso contra a sentença de Moro, furando a fila de processos e atropelando o recesso. 

Os que deram o golpe não iriam mesmo conformar-se com um retorno de Lula à Presidência depois de tudo o que fizeram para encerrar o ciclo dos governos petistas. Mas o jogo vai além de Lula e não termina em 24 de janeiro.

Haverá ainda jogo jurídico, pois mesmo com Lula condenado e esgotados os recursos na segunda instância antes de agosto, ele pode reabrir a batalha judicial, nos tribunais superiores, quando tentar registrar sua candidatura e ela for indeferida. Poderá concorrer sub judice, como fizeram muitos prefeitos em 2016, com toda a carga de incerteza que isso traria para a disputa.

E haverá jogo político-eleitoral, pois a disputa real não será entre Lula e os outros, mas entre as forças golpistas e as que se opuseram ao golpe. Se Lula for impedido de encarnar, para o eleitorado, a repulsa ao golpe, ao governo desastroso de Temer, a suas reformas e a seu entreguismo, a seu fisiologismo, outro nome do PT ou da centro-esquerda cumprirá este papel, tendo Lula como cabo eleitoral. E não será difícil derrotar o candidato do retrocesso que a população já decifrou, sofre na pele e rejeita, embora não proteste por uma série de razões. Entre elas, a inibição que paralisa todos aqueles que se deixaram enganar, bateram panelas e pediram o impeachment de Dilma. Estão todos se guardando para quando a eleição chegar.

O que não sabemos é se ela chegará, pois se tiver havido o golpe do impedimento de Lula, outras patranhas poderão ser cometidas para garantir o resultado desejado. Ninguém deve se iludir. Depois de terem se apossado do Estado e do governo sem o voto e o consentimento popular, eles não terão limites na escaramuça para conservá-lo. Se for preciso, mandam as aparências que ainda restam às favas e escancaram o Estado de Exceção.

Ildo Sauer:se ocorrer, privatização da Eletrobras deverá ser revertida - Portal Vermelho

Ildo Sauer:se ocorrer, privatização da Eletrobras deverá ser revertida - Portal Vermelho: Além da geração de energia, represas e usinas exercem papel estratégico no controle dos rios, impactando do abastecimento à navegação, e por isso devem permanecer sob controle público, a exemplo dos EUA.

Ildo Sauer:se ocorrer, privatização da Eletrobras deverá ser revertida - Portal Vermelho

Ildo Sauer:se ocorrer, privatização da Eletrobras deverá ser revertida - Portal Vermelho: Além da geração de energia, represas e usinas exercem papel estratégico no controle dos rios, impactando do abastecimento à navegação, e por isso devem permanecer sob controle público, a exemplo dos EUA.

Desconstruindo os discursos econômicos que compramos - Portal Vermelho

Desconstruindo os discursos econômicos que compramos - Portal Vermelho: Para ofertar serviços públicos como os de países ricos teríamos que arrecadar duas ou três vezes mais impostos per capita. O Brasil, para isso, teria que ter uma carga tributária de mais de 100% do PIB. Isso mesmo.

Por Gregório Durlo Grisa*

Esquivel: 'O capitalismo já nasceu sem coração' - Portal Vermelho

Esquivel: 'O capitalismo já nasceu sem coração' - Portal Vermelho: O vencedor do Prêmio Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel, disse hoje que pessoas que não possuem seus recursos naturais perdem soberania: o capitalismo nasceu sem coração

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

"Juiz Sérgio Moro se sente um deus", critica Reinaldo Azevedo​

"O Que É Um Nome?"

REINALDO AZEVEDO METE A BANANA EM SÉRGIO MORO

Stoppa e Attuch comentam a derrota da Shell e o chavismo de Bolsonaro

Por que não cobram a Previdência da Globo?

POLÍTICA - Assino embaixo.

Brasil, modus operandi

Por Celso Vicenzi, em seu blog:

O “modus operandi” do Brasil sem lei (lei só para enquadrar adversários do regime) já está decidido. A Polícia Federal monta um aparato de guerra gigantesco para prender e conduzir coercitivamente quem nunca se recusou a prestar depoimento sobre o que quer que seja. Faz a operação com base em meras suspeitas, pulando etapas do que deveria ser um processo formal na justiça, com direito à defesa antes de ser exposto à execração pública. O Judiciário faz de conta que não vê a exceção e o arbítrio contra o Estado Democrático de Direito. O Ministério Público, politizado e fascinado com os holofotes e a fogueira das vaidades, elenca um festival de “diz-que-diz” de pessoas nem sempre idôneas, chancela e assina embaixo, seletivamente, é claro, pois contra tucanos e outras aves de bico ou porte grande, não é besta de abrir o bico.

A mídia faz a cobertura sem nenhuma crítica a esses exageros e cria um clima de que o Brasil está sendo “passado a limpo”. Uma população é anestesiada por essa avalanche de acontecimentos e a tudo assiste passiva, sem entender que já está sendo traçado o pior dos destinos para o seu futuro – o futuro dos pobres e da classe trabalhadora do país. E tem ainda a classe média, aquela que bateu panelas e dançou com patos amarelos, que vai perdendo as calças, os anéis e os dedos, mas continua a fazer cara de “gente fina”, tentando ostentar o que não tem, uns poucos degraus acima da pobreza e a quilômetros de distância dos ricos em que se espelham com a ilusão de que um dia também farão parte da elite que a oprime.

Quando não for mais possível conter a revolta popular (fome, carestia, desemprego, humilhação, salários aviltantes, jornadas exaustivas, depressão, escravidão, corrupção etc), os golpistas vão pedir o apoio das Forças Armadas para “restabelecer a ordem”.

A ordem, no caso, é aquela que saqueou o país, entregou nossas riquezas, destruiu com a inteligência, botou a nação de joelhos diante dos interesses imperialistas e privilegiou corruptos e seus parceiros em um golpe contra a soberania e o futuro de um Brasil eternamente Colônia.

Nossos “patriotas” são muito ferozes para combater e atacar aqueles que lutam por um Brasil para todos, mais justo e fraterno, orgulhoso de sua cultura, dono do seu destino no cenário internacional, mas são extremamente dóceis para com os donos do capital e seu universo de privilégios, cujo dinheiro nunca teve pátria. Sempre dispostos, aliás, a vender o país, falar mal dos brasileiros, e se mudar para Miami, Paris ou qualquer outro lugar longe daqui, onde possam gastar fortunas made in Brazil.

Dilma Rousseff e a resposta que demoliu o senador Agripino Maia (DEM-RN)

Altamiro Borges: A farra fiscal das petroleiras

Altamiro Borges: A farra fiscal das petroleiras: Por Samuel Gomes, no site Brasil Nacionalista : Mais do que nunca precisamos travar a batalha das ideias para o esclarecimento dos bras...

Altamiro Borges: Semipresidencialismo sem plebiscito é golpe!

Altamiro Borges: Semipresidencialismo sem plebiscito é golpe!: Por Tereza Cruvinel, em seu blog : Quando a reforma previdenciária sair de pauta, aprovada ou não, o bloco governista avançará com a pr...

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Altamiro Borges: 'Reforma' da Previdência: o pato é você!: Por Fernando Brito, no blog Tijolaço : Na manchete do Estadão , o “patriotismo” dos empresários brasileiros, visitando em casa os deput...

Altamiro Borges: MBL finalmente será investigado?

Altamiro Borges: MBL finalmente será investigado?: Por Altamiro Borges O sinistro Movimento Brasil Livre (MBL) até hoje nunca prestou contas sobre a origem dos recursos financeiros usado...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Altamiro Borges: Lula alinhava programa para 2018

Altamiro Borges: Lula alinhava programa para 2018: Por Tereza Cruvinel, em seu blog : O discurso de Lula aos intelectuais e produtores culturais com quem se reuniu neste sábado no Rio...

Altamiro Borges: Ombudsman da Folha e a central de Fake News

Altamiro Borges: Ombudsman da Folha e a central de Fake News: Por Miguel do Rosário, no blog Cafezinho : Com um atraso de mais de 10 anos, a Folha publica, através de sua ombudsman, sua primeira (e...

Altamiro Borges: A vitória eleitoral do chavismo na Venezuela

Altamiro Borges: A vitória eleitoral do chavismo na Venezuela: Do site Vermelho : Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou nesta segunda-feira (11) que o "chavismo" conquistou ma...

Altamiro Borges: Resistência garantiu vitória na Venezuela

Altamiro Borges: Resistência garantiu vitória na Venezuela: Por Paulo Moreira Leite, em seu blog : Dezoito anos depois da entrada de Hugo Chávez em Miraflores, a espetacular vitória do chavismo n...

domingo, 10 de dezembro de 2017

Altamiro Borges: Como explodir o Oriente Médio

Altamiro Borges: Como explodir o Oriente Médio: Ilustração: Josetxo Ezcurra/ Rebelión Por Phyllis Bennis, no site Outras Palavras : O plano de Trump para reconhecer Jerusalém como...

Altamiro Borges: O anarquismo do mercado perfeito

Altamiro Borges: O anarquismo do mercado perfeito: Por Tarso Genro, no site Sul-21 :   Uma bomba atômica social que vai desabar sobre o próximo Governo, cujos efeitos ainda são imponderá...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Um relato pungente da violência contra professores e reitores da UFMG

Seu Jornal - 08/12/2017

Cristina Kirchner responde acusações e recebe apoio de Lula - Portal Vermelho

Cristina Kirchner responde acusações e recebe apoio de Lula - Portal Vermelho: A ex-presidenta e senadora Cristina Kirchner respondeu, em conferência para jornalistas, as acusações do juiz Claudio Bonadio, que classificou o suposto crime da ex-presidenta de encobrir terroristas como “traição à pátria”; 'querem calar a oposição no Parlamento. O governo está por trás disto com os seus operadores judiciais', declara

Por Alessandra Monterastelli *

POLÍTICA - De vez em quando, aparece uma voz sensata no judiciário.


Desembargadora do TRF: Condução coercitiva é espetáculo de humilhação


  
"É extremamente grave o que está acontecendo, não sei bem como chegamos até aqui, mas é preciso que os juízes façam essa reflexão. O mais impressionante é que pessoas que se tornaram juízes já sob a égide da Constituição de 1988 não aplicam normas de garantia previstas no Código de Processo Penal da ditadura Vargas!", salienta a magistrada.

Para ela, essa pretensa "democratização do direito penal, para pegar o andar de cima", sustentada com entusiasmo dentre outros pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso, "só se presta à consolidação de uma jurisprudência de flexibilização de direitos fundamentais".

"Ao invés de avançarmos reforçando os direitos das pessoas "do andar de baixo" (para usar a expressão do Barroso), por exemplo, implementando as audiências de custódia, adotando a prisão preventiva em situações excepcionalíssimas, tornando efetivas as medidas cautelares alternativas, ampliando a atuação das defensorias públicas, etc, estamos adotando um caminho inverso, de desprezo, desamor pelos direitos fundamentais", frisa.

Sem citar especificamente o caso recente da operação da Polícia Federal contra professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a desembargadora considera que a condução coercitiva, ou seja, levar uma pessoa forçadamente a depor, é um "espetáculo de humilhação da pessoa investigada". "Não serve para rigorosamente mais nada, só para a polícia federal fazer sua propaganda institucional, mostrando sua 'eficiência no combate ao crime'", argumenta.

Na quarta-feira (6), a PF conduziu coercitivamente o reitor, Jayme Ramirez, a vice-reitora, Sandra Goulart, o ex-reitor, Clélio Campolina, a ex-vice-reitora, Heloisa Starling, além de outros professores para apurar irregularidades na construção e implantação do Memorial da Anistia Política do Brasil.

Simone foi um dos integrantes do tribunal que deu voto favorável à liberdade do almirante Ohton Pinheiro, junto com o relator do caso, desembargador federal Ivan Athié.

Ela cita o caso do reitor Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou após ter sido preso acusado de participação em irregularidade que até agora não foram comprovadas.

"Nem o suicídio do Reitor Cancellier serviu para fazermos uma autocrítica! Está mais do que na hora de refletirmos sobre nossos atos, sobre o papel que a Justiça Federal tem desempenhado nessa crise institucional e para onde estamos indo!", expressou Simone.

"Cada um de nós deve refletir sobre que modelo de processo penal deseja em um Estado Democrático, ao invés de se impressionar com o "escândalo da vez". Há irregularidades nos contratos firmados por determinada Universidade Pública? Investiga-se sem fazer disso um espetáculo! Caso os fatos sejam confirmados após o processo, após produzidas as provas em contraditório judicial e exercida a ampla defesa, as penas previstas em lei são aplicadas. É assim que a justiça funciona ou deveria funcionar. E nós juízes deveríamos ser os primeiros a zelar pelo devido processo legal.", diz a desembargadora.

AGORA: Lula em Guandu, Rio de Janeiro.

Gabas: eles misturam as previdências para confundir

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PETRÓLEO - A entrega do pré-sal virou o grande símbolo da republiqueta de bananas que o Brasil voltou a ser dentro da geopolítica mundial.

A isenção trilionária na entrega do pré-sal

Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:

Na última quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

Depois do fim do monopólio da Petrobrás em 1997, a exploração dos campos de petróleo passou a obedecer um regime de concessão. Empresas vencedoras de licitação passavam a ser as donas do petróleo e apenas pagavam royalties ao governo. Após a descoberta do pré-sal, o governo Lula propôs uma mudança no modelo de licitação: o vencedor teria que compartilhar com a União a produção do petróleo e a Petrobrás teria que ter obrigatoriamente no mínimo 30% de participação nos consórcios.

Logo após o surgimento das primeiras propostas para o novo marco regulatório, petroleiras internacionais começaram a atuar nos bastidores. Entre 2008 e 2009, telegramas trocados entre o consulado americano no Brasil e Washington, publicados pelo WikiLeaks, revelaram o lobby das petrolíferas para combater as novas regras da exploração do pré-sal. Em uma das mensagens, uma diretora da Exxon aparece preocupada porque a “Petrobrás terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos”. Em outra, uma diretora da Chevron diz que o governo está fazendo uso político do novo modelo e afirma que “as regras sempre podem mudar depois”. Ela ainda afirmou que a nova estratégia a ser adotada é “recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”.

Um desses parceiros foi revelado em um dos telegramas intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Era o então pré-candidato à presidência José Serra (PSDB), que fez a seguinte promessa para a Chevron: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.

Em fevereiro de 2016, o então senador José Serra começa a cumprir a promessa feitas às petroleiras americanas. Uma proposta de sua autoria para derrubar a obrigatoriedade da presença da Petrobrás na exploração das camadas do pré-sal é aprovada no Senado. Estava plantada a sementinha da dilapidação do pré-sal brasileiro. A proposta também previa acabar com a exigência de contratação de conteúdo local na fabricação de equipamentos. O vice-presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acredita que esta medida afetará gravemente a indústria nacional e pode desempregar mais de 1 milhão de brasileiros. Ele ainda questionou: “Imagina um governo decidir a favor de seis petroleiras estrangeiras e virar as costas para 200 mil industrias do seu próprio país? Tem alguma coisa errada”.

Após a tomada de poder, Serra foi escolhido para ser ministro das Relações Exteriores. A raposa amiga das petroleiras internacionais foi escolhida por Temer para intermediar a venda da nossa galinha dos ovos de ouro. E ele tinha pressa em atender aos interesses do lobby internacional. Às vésperas de se confirmar na Câmara sua proposta aprovada no Senado, Serra recebeu no Itamaraty a cúpula da britânica Shell. Será que nosso ministro defendeu os interesses do Brasil nesse encontro? Se levarmos em conta os telegramas interceptados pelo Wikileaks, a resposta é não.

Com a porteira aberta, o governo brasileiro deu início aos primeiros leilões de áreas do pré-sal em outubro passado sob as regras desejadas pelas empresas estrangeiras. As vendas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal pelo potencial de prejuízo ao patrimônio público. É que o preço inicial, estipulado pelo governo, estava muito camarada. A decisão foi revertida e a caravana de Temer e Serra pôde desfilar normalmente na passarela do entreguismo.

Em novembro, o The Guardian publicou novas informações sobre o lobby internacional que ronda o pré-sal. Um telegrama obtido pelo Greenpeace revelou que o governo do Reino Unido atuou fortemente em nome de petroleiras britânicas (Shell, BP e Premier Oil) interessadas em se dar bem nos leilões do pré-sal. Greg Hands, ministro do comércio exterior daquele país, se encontrou pelo menos três vezes no mês de março com Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Segundo a reportagem, Pedrosa garantiu ao ministro britânico que estava pressionando internamente o governo brasileiro para atender as demandas dos britânicos. Este lobby descarado em favor de interesses nacionais não ganhou status de escândalo, passou voando no noticiário e rapidamente caiu na vala do esquecimento.

O resultado das ações deste conluio não poderia ser diferente. Tanto as empresas britânicas quanto as americanas se deram muitíssimo bem nos leilões. A Shell, por exemplo, pode ser considerada a grande vencedora.

No lobby do ministro britânico estava também incluída a redução de impostos para os vencedores dos leilões. E como seu pedido é uma ordem, a base governista na Câmara aprovou uma isenção trilionária nesta semana, em plena crise fiscal. Não bastou vender o pré-sal a preço de banana, Temer e sua turma precisavam incrementar o sabujismo. E não se trata apenas de abrir mão de impostos, mas da soberania nacional e do nosso posicionamento na geopolítica mundial.

Numa época em que as renúncias fiscais da Lei Rouanet causam revolta, essa isenção trilionária em favor de interesses internacionais não parece ter incomodado ninguém. Se somarmos as isenções fiscais da Lei Rouanet com todo o dinheiro roubado descoberto pela Lava Jato, por exemplo, não chegaremos nem perto do montante do qual o governo está abrindo mão. É um dos maiores assaltos aos cofres públicos que já se viu. Tudo feito dentro da lei, com a conivência de boa parte do povo brasileira e sob o silêncio da grande mídia.

Assim como as reformas trabalhista e previdenciária foram feitas sob medida para atender os interesses do mercado financeiro, todas as ações do governo Temer em relação ao pré-sal foram para atender os interesses internacionais. Os vendilhões da pátria estão depenando o país e o feirão não tem data para acabar. A entrega do pré-sal virou o grande símbolo da republiqueta de bananas que o Brasil voltou a ser dentro da geopolítica mundial.

POLÍTICA - PSDB está perdidão.


PSDB, um partido à procura de rumo

Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Peça 1 – O fim da era dos economistas tucanos

A tentativa do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, de produzir uma atualização dos princípios do partido, provocou revolta no grupo dos financistas que empalmou o discurso do partido desde o plano Real.

A saída de Tasso Jereissatti da direção do partido havia tirado o último elo de ligação com a Casa das Garças.

Presidido por José Aníbal, o ITV deu satisfações a Edmar Bacha e ignorou as críticas de Elena Landau, por irrelevantes, entendendo que ela apenas queria valorizar sua saída do PSDB.

A saída dos economistas preenche uma lacuna. Agora, haverá espaço para o partido pensar o país sistemicamente.

A questão é o que será colocado no lugar. Não será tarefa fácil. 15 anos fora do poder, sob o comando de lideranças sem capacidade de formulação - como Alckmin, Serra, FHC e Aécio -, o partido murchou intelectual e programaticamente.

A tentativa de montar um programa, em todo caso, ajudará a dar um pouco mais de consistência às discussões e ao discurso monotemático, preso a um antipetismo tosco.

Peça 2 – o fator Geraldo Alckmin

A autodestruição de João Dória Jr consolidou a imagem que se tinha de Geraldo Alckmin, do político habilidosíssimo na arte da não tomada de posição. Ele se locomove silenciosamente entre as brigas partidárias, recusa os grandes lances políticos, não entra em bola dividida e tem enorme objetividade na construção das alianças com o poder.

Quando Lula foi eleito, havia receios de que estivesse nascendo o PRI (Partido Revolucionário Institucional) brasileiro – o partido que logrou controlar todos os sistemas de poder no México.

Hoje em dia, São Paulo é o melhor exemplo da estratificação política do PRI. Alckmin conseguiu manter sob estrito controle a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público Estadual e a PM. O aparelhamento ocorreu em todos os setores, da TV Cultura à Fundap, desperdiçando o enorme potencial intelectual disponível nas instituições públicas paulistas. É impressionante sua capacidade de promover um desmonte silencioso do Estado, sem que ninguém se pronuncie.

Ao mesmo tempo, representando o partido que transformou a gestão em palavra de ordem, não se conhece dele uma política inovadora, uma modernização administrativa. Mesmo sendo governador do Estado mais avançado, dispondo das corporações mais modernas e das instituições mais reputadas.

Recentemente, o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) emitiu uma resolução definindo a faixa litorânea a ser respeitada em todo o litoral brasileiro. O único estado que se insurgiu foi São Paulo através justamente da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Houve reação do Ministério Público Federal e Estadual. Agora a Cetesb provocou o Conama para revisar resoluções anteriores e flexibilizar para o país inteiro.

Trata-se de um escândalo considerável que, como tudo o que sai de Alckmin, passa ao largo da fiscalização da mídia.

Mesmo assim, com ou sem Lula, a Lava Jato e a mídia terão de redobrar esforços para conferir um mínimo de competitividade a Alckmin nas próximas eleições presidenciais. Principalmente com a tendência de que se torne o candidato de Michel Temer.

Peça 3 – o governo de São Paulo e o fator Serra

Se no plano federal o PSDB será pouco competitivo, no plano estadual o único trunfo com que conta é o antipetismo exacerbado. E nada mais.

Para as próximas eleições para governo do Estado, sabe-se quem não será: José Serra e João Dória Jr. Pelo menos se depender das lideranças históricas do partido. Mas não se sabe quem será.

Serra se tornou um eremita, confinado em seu apartamento de São Paulo, enfrentando alguns conflitos familiares. No auge da pressão da Lava Jato internou-se no Sírio Libanês. Quem se encontrou com ele se surpreendeu com frases desconexas, como no famoso episódio dos BRICS (em que ele não conseguia identificar os cinco países). Depois, se constatou que era apenas paúra da boa, pavor da Lava Jato, que o fez inclusive abrir mão do cargo de Ministro de Relações Exteriores.

Quando Gilmar Mendes conseguiu matar a bola no peito, Serra recobrou a calma. Mas é considerado carta fora do baralho, inclusive por antigos seguidores que o têm aconselhado a se contentar com mais quatro anos de Senado. Na cúpula do partido, já existe um acordo tácito de não permitir que Serra se aproxime de nenhum documento relevante, ou de qualquer reunião fechada, pois sabe-se que no dia seguinte a informação estará nos jornais.

Hoje em dia, Serra perdeu seu maior trunfo político: a capacidade de produzir dossiês contra adversários, que recebiam ampla acolhida na mídia. Os poucos jornalistas aliados apenas ajudarão a mitigar as denúncias que ainda brotarão da Lava Jato.

Seu trabalho no Senado para as petroleiras talvez seja seu canto de cisne no lobby de alto coturno. Daí seu esforço para entregar a encomenda.

Peça 4 – o fator João Dória

João Dória Jr se tornou um caso raro de unanimidade partidária negativa dentro do PSDB e ajudou no renascimento político de Alberto Goldman. Sua crítica a Dória, beneficiada pela reação desastrada do criticado, alçaram Goldman à condição de voz referencial do partido em São Paulo.

Já Dória conseguiu incorrer em todos os mandamentos do político desastrado: deslealdade com os padrinhos políticos; ambição desmedida; discurso desconexo; descaso com a prefeitura; professor de Deus em qualquer matéria; imprudência nos factoides, a ponto de endossar ração para crianças.

É tanto desastre simultâneo que, na cúpula do partido, ele se tornou objeto de avaliações psicológicas.

É possível que surja um outro nome para o governo do Estado. Certamente Jose Anibal está se colocando em campo. Poderá até juntar novas ideias ao programa, mas dificilmente conseguirá definir a palavra de ordem, a plataforma.

Peça 5 – o espaço para o tertius

As próximas eleições serão uma com Lula, outra sem Lula. Com Lula, não haverá espaço para novos candidatos do centro-esquerda e esquerda. Será favorito absoluto para presidente. Daí a pressa da Lava Jato e dos desembargadores do TRF-4 de acelerar os processos e tentar tirá-lo do jogo.

Há manobras alternativas, como o tal semipresidencialismo, seja lá isso o que for.

Sem Lula, abre-se um amplo espaço para o outsider.

Conforme muitos analistas, começando a campanha o fenômeno Bolsonaro murchará. Dependendo da solução encontrada pelo PT, haverá espaço para crescimento de Ciro Gomes.

A ideia de que se fortalecer o tal centro democrático esbarra na falta de lideranças efetivas desse centro, e na radicalização do discurso político que impede qualquer convergência de propostas em muitas políticas que, slogans à parte, já são quase consenso nos meios técnicos.

Nos últimos dias, houve algumas tentativas de se mostrar a continuidade dos avanços no Brasil nos governos FHC, Lula e Dilma. Mas a retórica de guerra, insuflada pela mídia, ainda impede qualquer lufada de bom senso.

domingo, 3 de dezembro de 2017

POLÍTICA - Comentários sobre a última pesquisa eleitoral do Data Folha.

Aproveitei os comentários do meu amigo Edu Guimarães no seu Blog da Cidadania e acrescentei outros.

  É muito claro o recado que o Brasil mandou através da pesquisa Datafolha:


1 - Bolsonaro estancou;


2 - 62% se arrependeram e agora acham que Dilma era melhor
que Temer;


3 - 50% vão ou podem votar em quem Lula indicar: Direta ou indiretamente, Lula vai participar das eleições;


4 - Lula disparou e esmaga TODOS no 2o turno;

 5 - A mídia golpista, judiciário e anexos, perderam tempo com a perseguição implacável nesses três últimos anos ao Lula e família;


6 - A mídia golpista perdeu a guerra para a mídia alternativa, onde é possível se ler o contraditório. Não adiantou a primeira esconder o depoimento do advogado Tácla Duran na Comissão Parlamentar do Senado. Esse depoimento viralizou nas redes sociais e terá desdobramentos. Foi só a ponta do iceberg;


7 - A mídia golpista incentivou e disseminou o ódio e a consequência é que os fascistas "saíram do armário". Chocaram o ovo da serpente. A consequência é o fortalecimento da extrema direita com os Bolsonaros, Frotas, Mainardis, Reinaldos e Felicianos da vida, entre outros, que só sabem distilar ódio contra os petistas e a esquerda de um modo geral;


 8 - A memória da maioria da população brasileira que se beneficiou com os governos Lula está sendo aflorada, e esta é o grande trunfo que o Lula pode apresentar ao eleitorado. O que mais interessa ao eleitor é como ele vivia quando Lula governava. Hoje a presidenta do PT deu uma entrevista à Folha, onde fala que o eleitorado tem "memória doce" do que foram os anos em que o país foi governado pelo Lula: todo mundo tinha emprego, os salários sempre foram ajustados acima da inflação, para citar apenas dois tópicos que interessam diretamente a classe trabalhadora.


9 - Ninguém tem moral para atacar Lula e seu governo. Todo o dia aparecem falsos moralistas sendo desmoralizados. E isso todo mundo percebe, como percebe que Aécio Never e cia, onde apareceram provas robustas e não meras "convicções", permanecem livres e soltos e que a justiça é seletiva e tem lado. Vide o que aconteceu com o mensalão tucano.

Datafolha mostra Brasil fazendo as pazes com o PT

Muita Infomação e Pouca reflexão

ECONOMIA - A "recuperação da economia".

A Galinha Pousou
por Marcelo Zero, via e-mail
A mídia e o governo tentam disfarçar, mas o resultado pífio do terceiro trimestre de 2017 desapontou todo o mundo.
O crescimento foi de apenas 0,1% sobre o trimestre anterior, quando a prévia do Banco Central era de 0,58%.
Na prática, isso significa economia estagnada. Mais que “pibinho”, é PIB microscópico, um “nanopib”.
O “nanopib” do Golpe foi aferido após o IBGE revisar a sua série e dessazonalizá-la.
Descobriu-se, com isso, que a “recuperação” econômica, o voo de galinha do início deste ano, impulsionado pelas exportações agrícolas e pela liberação do FGTS, perdeu força.
A galinha pousou, como mostra o gráfico a continuação.
Neste ano, ao contrário das previsões panglossianas dos apoiadores do Golpe e da sua ultraortodoxia, o crescimento ficará abaixo de 1%.
Zero vírgula alguma coisinha ridícula. Um “nanopib” anual.
A mídia e os “especialistas”, no entanto, tentam disfarçar o desastre com contorcionismos lógicos e sofismas que fariam corar Górgias.
Falam do crescimento de 1,2%, neste terceiro trimestre, do consumo das famílias, como se isso fosse algo extraordinário.
Porém, no acumulado do ano, o consumo das famílias acumula um aumento irrisório de 0,4% sobre o mesmo período de 2016, o qual foi um período terrível, um fundo de poço abissal.
Comemora-se, assim, algo menos pior que o desastre total.
Comemorar um resultado desses é como comemorar Nagasaki depois de Hiroshima, pois a primeira matou menos que a última.
No acumulado do ano, os investimentos, a formação bruta do capital fixo, continua fortemente negativa, mesmo com os esforços desesperados dos golpistas para vender a estrangeiros tudo o que for possível: pré-sal, Petrobras, Eletrobrás, jazidas minerais, terras.
Tudo a preços de liquidação da soberania.
Ressalte-se que, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a formação bruta de capital fixo caiu 0,5%
Quando se analisa o crescimento por setor, vê-se que apenas a agropecuária apresentou crescimento expressivo, impulsionado, sem dúvida, pelas exportações de commodities agrícolas, que tiveram boa recuperação, e pelas ótimas safras deste ano.
A indústria e os serviços, apesar dos soluços recentes na indústria de transformação e no comércio, continuam em situação negativa, no acumulado do ano.
Assim, não fosse a performance da agropecuária, teríamos um PIB negativo, em 2017.
Agora, imagine o leitor se estes “números extraordinários”, comemorados efusivamente pela mídia que apoia o golpe, tivessem sido obtidos na época de Dilma ou Lula.
Haveria, é claro, um oceano ácido de críticas e previsões sombrias sobre o governo “incompetente” e seus “pibinhos”.
Essa mesma mídia que hoje aplaude um crescimento de 0,1% foi a mesma que chamou um crescimento de 2,7% de “pibinho”.
Essa mesma mídia, que dizia que o “ciclo do crescimento baseado no consumo estava esgotado”, hoje comemora um crescimento do consumo das famílias de 1,2%%, no terceiro trimestre, e de ridículo 0,4%, no acumulado do ano.
Essa mídia hipócrita, que desdenhava dos 22 milhões de empregos formais gerados nos governos do PT e do maior processo de distribuição de renda da nossa história, que resgatou dezenas de milhões da miséria e tirou o Brasil do Mapa da Fome, hoje aplaude a pequena queda no desemprego baseada, em praticamente 100%, na geração de ocupações precárias e informais, no trabalho de conta própria e de empregados sem carteira de trabalho e sem direitos.
Aplaudem, desse modo, a precariedade laboral e o fim dos direitos trabalhistas.
Comemoram as demissões dos trabalhadores com carteira e sua transformação em motoristas de Uber e vendedores de quentinhas.
Observe-se que, ao longo dos governos do PT, a formalização no mercado de trabalho aumentou de apenas 45,7%, em 2003, para 57,7%, em 2014.
Contudo, os “especialistas” criticavam o aumento dos “custos do trabalho”.
Mas a verdade é que o Golpe e sua política ultraortodoxa não serão capazes de gerar um crescimento sustentável e socialmente inclusivo.
Com essa política irracional e de austeridade suicida, o Brasil só terá voos de galinha, com aumento da pobreza e da desigualdade.
As privatizações, a venda predatória do patrimônio público e o setor externo não trarão o crescimento sustentado e inclusivo de volta.
Ao contrário do que se diz, o principal fator para o desenvolvimento brasileiro nos tempos dos governos do PT, foi o mercado interno de consumo de massa, não o ciclo internacional das commodities.
As exportações como um todo representam cerca de 11% do PIB e a das commodities, em particular, apenas 6,8% do PIB.
Em contraste, o consumo das famílias representa mais de 60% do PIB.
Portanto, o crescimento sustentado passa necessariamente pela distribuição da renda e pela geração de emprego de qualidade, com bons salários e todos os direitos assegurados.
Passa também pela ampliação do Estado de Bem Estar, pelos programas sociais e pela Previdência como instrumento de inclusão social.
O crescimento sustentável num país continental como o Brasil, que tem a quinta população do mundo, passa, como diz Lula, pelo processo de colocar dinheiro nas mãos dos pobres.
Contudo, o governo golpista está fazendo o contrário de tudo isso.
Está, na verdade, tirando dinheiro das mãos dos pobres e colocando-o nas mãos dos ricos.
É um Robin Wood ao contrário.
Promove a volta da informalidade e da precariedade laboral, com a Deforma Trabalhista, e arruína os mecanismos de inclusão social e atenuação da pobreza, com sua infame Reforma da Previdência, que afeta, sim, os mais pobres.
Além disso, o governo golpista está destruindo todos os mecanismos estatais de estímulo à economia.
A surreal Emenda Constitucional nº 95, que contrai os investimentos públicos por 20 anos, algo que não existe em nenhum país do mundo, impede o Estado de retomar seus imprescindíveis gastos e destrói os orçamentos em Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação.
O fim da política de conteúdo local da Petrobras elimina os empregos na cadeia do petróleo.
A ofensiva contra o BNDES, nosso grande banco de desenvolvimento, impede os investimentos pesados de longo prazo em infraestrutura.
Com essa política irracional e destrutiva, não há como se gerar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável.
Não há nenhum país do mundo que tenha conseguido crescer, de forma sustentada, com austeridade permanente e desinvestindo em sua população, como pretende o governo do Golpe.
E não há também nenhum país do mundo que tenha conseguido crescer com taxas de juros extorsivas como as nossas e câmbio tão sobrevalorizado como o do Brasil.
Dessa maneira, restará a nossa mídia golpista e aos seus “especialistas” hipócritas comemorar “nanopibs” e voos de galinha.
“Nanopibs”, com “nanoempregos”, “nanosalários” e “nanodireitos”, num “nanobrasil”.

Attuch aprofunda análise do Datafolha e prevê reação da Globo

Sassarico do Bemvindo - Corda e Caçamba

POLÍTICA - Maracutaias da lava jato.

Exclusivo: Lava Jato simulou acordo de delação com Tacla Durán utilizando conta inativa em paraíso fiscal. Por Luis Nassif


Zucolotto, Moro, Sanuel Rosa e Rosângela em show do Skank

Esta reportagem faz parte da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, projeto de crowdfunding do DCM com o GGN. As demais estão aqui
As acusações do advogado Tacla Durán contra a Lava Jato se fundamentam em três documentos
O primeiro, no print das telas do celular, com a suposta conversa com o advogado Carlos Zucolotto Junior, melhor amigo de Sérgio Moro e sócio de Rosângela Moro em escritório de advocacia.
Na proposta original de delação, Tacla recebeu uma condenação de US$ 15 milhões, além das penalidades criminais.
A conversa com Zucolotto foi por Wickr, um aplicativo que deleta as mensagens depois de cinco segundos. Tacla teria fotografdo as mensagens antes de sumirem.
Na conversa auditada, Zucolotto sugere uma contraproposta, diminuindo para um terço o valor da multa, mediante o pagamento de R$ 5 milhões “por fora”, “porque tenho que resolver o pessoal que vai ajudar nisso”.
Menciona um encontro com uma pessoa “para melhor isso com o DD”. O único DD da Lava Jato é o procurador Deltan Dallagnol, chefe da equipe do Ministério Público Federal.
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As conversas teriam ocorrido no dia 24 e 25 de maio.
Apenas dois dias depois, em 27 de maio, o advogado de Tacla recebe um e-mail do procurador Roberson Henrique Pozzobon, com cópia para seu colega Carlos Fernando dos Santos Lima.
No assunto, “Termos de proposta de acordo – Prazo de validade”.
No texto, Pozzobon diz que a minuta está fechada. “Fizemos ontem os ajustes finais com os colegas do GT [grupo de trabalho] de BSB”.
E avisa que a próxima reunião seria no dia 30 de maio.
Anexado, a minuta do acordo explicitando a esperteza que seria adotada para mudar os valores.
A minuta previa uma multa total de R$ 55.785.200,00. E dizia para quem seria o pagamento: 80% para a Petrobras e 20% para a União. O “colaborador” – como é tratado Tacla Duran no documento – “compromete-se a depositar em conta judicial no prazo de 30 dias após a homologação do acordo”.
E, aí, entra a esperteza. Os valores deveriam sair da conta de Tacla em Andorra. Ocorre que os procuradores já sabiam que essa conta estava zerada.
Diz a proposta de acordo: “Caso o COLABORADOR comprove que, no prazo de 30 dias da homologação do presente acordo não pode, por motivos alheios à sua vontade, internalizar e depositar em juízo o valor pactuado (…) o MPF buscará a internalização dos valores por via própria”.
“Se as diligências (…) não permitirem a internalização dos valores em prazo razoável a ser estabelecido pelo MPF, o colaborador compromete-se, no prazo de 20 dias de sua notificação pelo MPF, efetuar o pagamento de multa no valor de R$ 13.827.000,00 (os US$ 5 milhões na cotação do dia)”.
Os procuradores  e Zucolotto sabiam que não havia dinheiro na conta de Andorra e que na conta de Cingapura, declarada à Receita Federal, havia saldo suficiente para os pagamentos.
Tacla recusou o acordo, pelo fato de não ter sido mantida a condenação penal. A conta de Cingapura foi bloqueada em seguida e o MPF nunca pediu o bloqueio da conta de Andorra, comprovando que sabia da falta de movimentação nela.
A defesa da Lava Jato tem sido a de minimizar a denúncia. Não dá mais. Nem a própria imprensa tradicional está conseguindo conter a ansiedade de colunistas e repórteres.
E, aí, a Lava Jato entra na chamada sinuca de bico. Em algum momento, terão que prestar contas e dar explicações plausíveis sobre o episódio. Se não fizerem, a dinâmica da suspeição se alastrará. Se prestarem, quebra-se a aura da intocabilidade. Em qualquer hipótese, Tacla conseguiu enfiar um punhal no fígado da delação premiada.
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