Mostrando postagens com marcador FHC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FHC. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

FHC - Ciro Gomes engrossa o coro das críticas a FHC.

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) entrou na troca de acusações entre tucanos e governistas, e escolheu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como alvo. Para Ciro, as críticas de FHC à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) derivam de uma "vaidade misturada com inveja que tem de Lula".

Para atacar FHC, Ciro lembrou as denúncias de compra de votos para aprovação da emenda que implantou a reeleição no Brasil. Argumentou ainda que, assim como Lula, Fernando Henrique também escolheu José Serra, na época seu ministro, candidato à sucessão presidencial. "A Dilma do FHC foi o Serra. O Fernando Henrique continua querendo impor essa figura detestável que é o Serra."

Duas vezes derrotado na disputa pela presidência da República (1998 e 2002), Ciro Gomes reconheceu que Dilma Rousseff não tem experiência eleitoral, mas se negou a responder se ela apenas é o "reflexo de um líder", como declarou o ex-presidente FHC. "Dilma não tem vivência eleitoral. Esse dote ela não tem. Mas ela tem todos os dotes: é o melhor quadro que Lula e o PT poderiam apresentar", ressaltou. Ao garantir que é candidato à presidência da República pelo PSB, o deputado disse que o PT e o PSDB têm interesse em retirá-lo da disputa. "A única afinidade (dos dois partidos) é a tentativa de reduzir a um Fla-Flu. O Serra e o PT gostariam muito de retirar a minha oportunidade."

Para Ciro Gomes, tanto o PSDB quanto o PT se uniram "às mesmas figuras do passado" do PMDB. Ele citou nominalmente os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), lembrando que ambos ocuparam cargos de destaque nos dois governos. "FHC se atracou com o que há de mais atrasado no Brasil. O Lula se atracou com as mesmas figuras do passado", observou.

Na avaliação do deputado, Dilma Rousseff, se eleita, repetirá a mesma fórmula usada por Lula e FHC. "Se for eu, será diferente", assegurou. "Serra representa o passado. A Dilma é o presente e eu represento o futuro", disse. O deputado voltou a criticar a aliança entre PT/PMDB. "Todos os partidos têm seus defeitos e virtudes. Não sou contra o PMDB. Sou contra a frouxidão moral que representa a aliança PMDB/PT nesse momento", alegou.

Cortejado pelo PT para ser candidato ao governo de São Paulo, Ciro Gomes insiste em manter sua candidatura à presidência da República. Afirmou desconhecer uma reunião, no dia 23, anunciada por petistas e por aliados, como o PC do B, para discutir seu futuro eleitoral. Ciro reafirmou que só vai retirar seu nome da disputa presidencial, se for um pedido do PSB. No carnaval, ele se encontrará com o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, em Recife. "Se o PSB quiser a retirada da minha candidatura à presidência, eu aceito docemente. Se pedir para me candidatar ao governo de São Paulo, vou espernear muito e depois resolver", concluiu Ciro. Ele defendeu, no entanto, que o partido lance um nome, o de Paulo Skaf, na corrida eleitoral paulista. "Time que não joga, não forma torcida."

Fonte: Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

FHC - Cabo eleitoral da Dilma.

Do blog TIJOLAÇO, do Brizola Neto.

FHC vira cabo-eleitoral de Dilma, definitivamente

Nem no mais delirante sonho a campanha de Dilma Roussef poderia contar que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fosse ajudar, como está ajudando, a eleição a se polarizar entre ele – naufragado numa enorme rejeição popular – e Lula, apoiado nos maiores índices de aprovação já alcançados em seu Governo. Mas FHC está fazendo mais que isso, está se encarregando, ele próprio, de transferir para Dilma o apoio que vem das más lembranças que traz.

Agora há pouco, em O Globo, ele leva mais água para o moinho da candidata, ao dizer que “ela não inspira confiança” e ao insinuar que não seria honesta, ao dizer que “tem que ver se a pessoa inspira confiança. Nós precisamos de gente competente e que não roube. E que inspire confiança”.

O Governo Fernando Henrique, como se sabe, foi um governo que inspirou confiança e onde ninguém roubou nada. Ou alguém seria capaz de fazer perversas suposições sobre os negócios que envolveram a privatização das estatais, o sistema financeiro, o Banco Central, nas desvalorizações cambiais…

No twitter, o Antonio_Borges me disse, outro dia: “Cara! Pedi agora mesmo que FHC não se calasse! Minhas preces foram ouvidas!

Ou podíamos fazer como o Rei Juan Carlos: Fernando, por favor, no te callas…

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

FHC - Fernando Henrique Cardoso precisa de amigos.

Isso é FHC. A exigência egóica de ser admirado o torna, paradoxalmente, um líder sem liderados. Para quem acredita que fez um grande favor ao mundo nascendo, sua irritabilidade é permanente e justificada.

Em seu texto “Luto e Melancolia", Freud diz que manifestações melancólicas assumem várias formas clínicas, se caracterizando, entre outros sintomas, "por uma depressão profundamente dolorosa, uma suspensão do interesse pelo mundo externo, diminuição do sentimento de auto-estima e inibição de todas as atividades." A identificação com o objeto perdido é inevitável e, na medida em que não consegue incorporação simbólica, o que sobra ao sujeito é a identificação com o vazio de um pai ausente.

Se a psicanálise sofre hoje contestações de diferentes ordens, as palavras do seu criador sobre o comportamento melancólico se encaixam como uma luva para o amontoado de sandices que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escreveu e disse no último domingo, 7/02, tentando deter e repudiar a impopularidade que o persegue desde o segundo mandato.

Há alguns anos, Carlos Heitor Cony, em artigo na Folha de São Paulo, não poupou palavras para melhor definir o “príncipe dos sociólogos: "Diziam seus admiradores que FHC era uma cabeça, um intelectual, um produtor de coisas inteligentes. Sua exposição no cargo mais alto do país rebaixou-o à dimensão de um demagogo banal, incapaz de articular um argumento alem do insulto aos que não acreditam nele e o acusam inclusive de improbidade."

Isso é FHC. A exigência egóica de ser admirado o torna, paradoxalmente, um líder sem liderados. Um prócer a ser evitado em anos eleitorais. Para quem acredita que fez um grande favor ao mundo nascendo, sua irritabilidade é permanente e justificada. Afinal, deve ser duro para quem esteve no poder durante oito anos, constatar que o resto do mundo político não reconhece sua importância. Pior, o que ganha realce são os erros grosseiros de um dirigente que governou de acordo com os humores do capital financeiro.

Seu governo passou para a história como um modelo que acentuava a exclusão social e penalizava as classes de menor renda. A estratégia de estabilização de preços baseada na captação de capital externo de curto prazo, através da sobrevalorização da moeda e da manutenção de elevadas taxas de juros, levou o país a níveis de desemprego sem precedentes, à desarticulação da estrutura produtiva e à deterioração do tecido social no campo e na cidade.

O mau desempenho do comércio brasileiro na época foi minuciosamente construído pela equipe de FHC que, realizando uma abertura irresponsável da economia, pôs em prática políticas monetárias e cambiais que minaram em grande parte nossa capacidade de competição internacional.

Mostrando a miopia fiscalista que o orienta até hoje, Cardoso escreveu em seu artigo (“Sem medo do passado”), publicado no Globo: "Esqueceu-se [Lula] dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal."

A entrega do patrimônio público ainda é apresentada como fórmula eficaz de fazer caixa. O que FHC faz questão de esquecer faz parte de sua história: grande parte do programa de privatização brasileiro foi financiada pelo BNDES. No cassino tucano, muitas empresas privatizadas não queriam fazer investimento aqui e se aproveitavam de polpudos créditos que também beneficiavam transnacionais já instaladas no país. O argumento utilizado era o de que a vinda desses setores permitiria agregar elementos de financiamento ao desenvolvimento nacional.

Quando se lê um artigo assim, descontextualizado, mal costurado em seus argumentos, é que nos damos contas da importância de olhar pelo retrovisor. É ele que sinaliza as perspectivas do futuro. Nesse ponto, o texto de Cardoso é didático, quase leitura obrigatória.

FHC sabe que a grande mídia corporativa exercerá o prestimoso papel de guiar suas mãos na hora de legitimar a irrelevância dos seus escritos. Somente os exércitos de colunistas destacados pelas famílias que controlam os meios de comunicação garantem sua vida política vegetativa.

Quando compara a ministra Dilma Rousseff a um boneco manipulado pelo presidente Lula não faz qualquer ponderação política, apenas evidencia que sua cabeça está longe de ser privilegiada. É uma mente que destila bile (que está na raiz da palavra melancolia) para desqualificar seus adversários. É o menestrel da política pequena buscando a facilidade da ribalta midiática.

Antes de dizer que “o PT “tenta desconstruir o seu mandato”, o ”príncipe” deveria dedicar mais tempo à leitura do que andaram falando sobre seu governo as principais lideranças do seu partido, em especial o governador de São Paulo. Uma boa sugestão seria o livro “Conversas com Economistas Brasileiros II", que a Editora 34 lançou em 1999. Lá ele encontraria o seguinte trecho:

“A política cambial do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso foi um desastre gratuito e total. Foi resultado de pouca reflexão analítica de seus condutores. Suas conseqüências foram devastadoras em muitas áreas da economia, inclusive comprometendo as metas fixadas no processo de privatização."

Essa crítica, das mais contundentes feitas por um economista que participou dos dois mandatos do governo FHC, é de José Serra em entrevista a dois professores da FGV, Guido Mantega e José Márcio Rego. E agora, quem é o boneco de quem? Nem mesmo um governador que submergiu com as enchentes em São Paulo, levando com ele a suposta capacidade gerencial do tucanato, pôde endossar a política arrasada do ex-presidente. O que esperar da oposição? A compaixão que deve ser concedida aos incapazes?

As palavras do ex-presidente devem ser vistas como movimentos de descompressão da realidade. Quando, a partir da melancolia e solidão de sua maturidade, um ator político faz a volta à infância, o ridículo se apodera do cenário. Fernando Henrique precisa de amigos.


Gilson Caroni Filho/Agência Carta Maior.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

POLÍTICA - FHC sai da tumba.

Do BLOG "OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA"

FHC sai da tumba... para desespero de José Serra

Incomodado com seus aliados demo-tucanos não defendê-lo das críticas comparativas com o governo Lula, Fernando Henrique Cardoso não resistiu à vaidade, apesar de todas a recomendações de marqueteiros para escondê-lo.

Aproveitando que José Serra (PSDB) está literalmente atolado no alagão, às voltas com um apagão na Segurança Pública, e com protestos contra pedágios abusivos, FHC decidiu "defender-se" com um artigo nos jornais desse domingo com o título “Sem medo do passado”.

O artigo é uma tentativa de falsear a história, e tentar dizer que o governo dele não foi tão ruim assim.

Traz de volta a velha impostura demo-tucana de querer declarar que o que há de bom no governo Lula foi continuidade.

Não foi continuidade. Foi correção de rumos. Onde havia embrião de programas pífios ou meia-bomba (como o bolsa-escola), foram universalizados e ganharam valores mais dignos (como o bolsa-família). Diversos programas projetos que só existiam na teoria ou eram pífios, tiveram que ser resgatados, como a volta do financiamento da moradia popular, a integração das bacias do São Francisco, recolocar ordem no sistema elétrico depois do apagão da privatização, recolocar o transporte ferroviário nos trilhos. A própria estabilidade econômica estava ameaçada com o dólar batendo a R$ 4,00 e inflação média de 2002 batendo em R$ 13% e com inflação mensal fora de controle, acima de 3% ao mês em novembro e dezembro de 2002, na passagem de governo.

Não vou repetir as baboseiras de FHC (no Portal Vermelho tem um resumo do blog do Josias), apenas lembrar das omissões de seu artigo. Ele "se esqueceu":

- do verdadeiro apagão;
- de ter quebrado o Brasil 3 vezes;
- de ter passado a herança maldita do acordo com o FMI para o governo Lula resolver;
- do altíssimo desemprego em seu governo;
- do arrocho salarial e de impostos (não corrigiu salários do funcionalismo nem a tabela de imposto de renda, conforme a inflação);
- do sucateamento do estado, incluindo escolas, unidades de saúde e Polícia Federal;
- da falta de abir uma única universidade federal;

- de abafar escândalos de corrupção, sucateando PF e impedindo CPI's a peso de ouro.
- da decadência do Brasil no cenário mundial;
- da queda do Brasil no ranking do PIB mundial;
- da restrição de crédito e de construção de moradias populares;
- o afundamento da plataforma P-36 da Petrobrás;
- a entrega de estradas esburacadas, sem manutenção;

E contestar o que o ex-presidente considera um êxito:

- é um embuste dizer que a Vale privatizada paga mais impostos do que pagava dividendos quando era estatal, pois a China multiplicou as importações de ferro depois da privatização, portanto, se ela fosse estatal, estaria rentável do mesmo jeito, porém já teria investindo mais em siderúrgicas no Brasil e teria encomendado navios no Brasil, gerando empregos e riquezas aqui, como faz a Petrobras. E a Vale só começa agora a fazer isso, por pressão do governo Lula.

- outro embuste é a privatização da Telebras (uma roubalheira que deu prejuízo direto de R$ 11,7 bilhões). Se não tivesse privatizado, teríamos tarifas muito mais baixas que pagamos hoje, muito mais gente teria acesso a telefonia fixa e à banda larga, e as remessas de lucros que hoje são enviadas para a Espanha e México, seriam reinvestido no Brasil. Isso sem contar a péssima qualidade dos serviços e atendimento das teles privadas, que temos hoje.

- Da Petrobras nem se fala. O demo-tucano simplesmente entregou descobertas e patrimônio da Petrobras para petroleiras estangeiras de mão beijada. Preparou para privatizar a "PetrobraX", inclusive vendendo subsidiárias, afundou a P-36 por cortes de custos, gerou desemprego aqui, quando encomendou plataformas e navios na Noruega e Singapura, e FHC ainda tem a cara de pau de querer pegar carona no sucesso atual da Petrobras.

Mas... fala FHC! Quanto mais FHC, de triste lembrança, falar e reavivar a memória do brasileiro, melhor para lembrar o risco que seria a volta de um demo-tucano, como José Serra (PSDB).