Mostrando postagens com marcador ´politica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ´politica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de agosto de 2020

POLÍTICA - Vida que segue.

EUA JÁ DEVEM SABER MAIS SOBRE O BRASIL DO QUE OS BRASILEIROS

Se alguém quiser fazer uma pesquisa sobre os métodos da Lava Jato e dos serviços de espionagem brasileiros é mais fácil encontrar documentos no FBI e no Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Eles devem saber mais do que nós.
A revelação feita nesta segunda-feira no UOL pelo repórter Rogério Gentile, sobre o dossiê antifascista com mais de mil nomes produzido pelo deputado estadual bolsonarista Douglas Garcia (PTB-SP) é apenas mais um capítulo da joint-venture informal estabelecida entre os dois países.
Em depoimento à Justiça, Garcia informou, assim de passagem, como a coisa mais natural do mundo, ter entregue o dossiê ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, o filho 03, que por sua vez o teria encaminhado à embaixada americana em Brasília.
Este dossiê é diferente do “relatório” do Ministério da Justiça, também revelado pelo UOL, com o nome de 579 servidores da segurança pública e professores, acusados de pertencer a um “movimento antifascista”, que provavelmente teve o mesmo destino.
“Antifascista” virou sinônimo de adversários políticos do governo que defendem a democracia e o Estado de Direito.
Na ditadura militar, eram chamados genericamente de “comunistas” e “terroristas”, assim como fazem os seguidores de Bolsonaro e Trump.
Como se trata de serviços secretos, não sabemos até hoje os nomes dos que estão nessas listas e de que são acusados.
Só ficamos sabendo do dossiê de Douglas Garcia porque na semana passada ele foi condenado a indenizar uma mulher, que teve seus dados incluídos na lista do deputado.
Cotado para ser nomeado embaixador nos EUA, no começo do governo do pai, Eduardo Bolsonaro tem estreita ligação com os órgãos de inteligência americanos, como faz questão de demonstrar sempre que pode.
Não ganhou a embaixada, mas está sempre disposto a colaborar com as relações familiares entre os dois países, tudo na maior informalidade, fora dos canais oficiais.
É mais ou menos como a colaboração do FBI com a Lava Jato, que teve início ainda em 2014, e foi fortalecida nos anos seguintes quando o foco da operação passou a ser a Petrobras e a Odebrecht.
A parceria rendeu bons frutos para os americanos, que receberam uma multa de US$ 93 milhões da Odebrecht, pagos à vista, em 2016.
Em 2018, a Petrobras pagou US$ 1,78 bilhão, a maior multa cobrada de uma empresa pelo Departamento de Justiça americano.
Parte dessa bolada a força-tarefa comandada por Moro & Dallagnol tentou empregar numa fundação de combate à corrupção em Curitiba, mas foi impedida pela Justiça.
Diálogos analisados em parceria pelo The Intercept com a Agência Pública na Vaza Jato, em reportagem de Natalia Viana e Rafael Neves, mostram que a equipe liderada por Deltan Dallagnol fez de tudo para facilitar a investigação dos americanos, a tal ponto que pode ter violado tratados internacionais e a lei brasileira.
“Os americanos não querem que divulguemos as coisas”, disse Dallagnol num bate papo com um assessor de comunicação, em 5 de outubro de 2015.
O entra e sai de agentes do FBI e do Departamento de Justiça (DoJ na sigla em inglês) no bunker de Curitiba deveria ficar longe dos olhos da imprensa que trabalhava em parceria com os justiceiros da Lava Jato.
“Com base em documentos da Vaza Jato entregues pelo The Intercept Brasil e apuração em fontes abertas, a Agência Pública localizou 12 nomes de agentes do FBI que investigaram os casos da Lava Jato, lado a lado com a PF e a força-tarefa”, informa a reportagem. “Segundo um ex-promotor do Departamento de Justiça americano contou, a presença de agentes do FBI no Brasil foi fundamental para o governo americano concluir suas investigações sobre corrupção de empresas brasileiras”.
Talvez seja esse o motivo da indignação dos procuradores de Curitiba, que resistem a abrir seus arquivos à Procuradoria-Geral da República, como quer Augusto Aras.
Em 1964, os arapongas americanos eram mais discretos e não me lembro de dossiês feitos por meros deputados estaduais amigos do filho do presidente.
Vida que segue.

domingo, 22 de abril de 2018

POLÍTICA - Quem será o novo Aécio Never?

​Por que a Casa Grande quis o Aécio?

Em 2018, um novo Aécio dirá as mesmas coisas que ele disse em 2014
publicado 21/04/2018
Sem Título-6.jpg
(Reprodução/O Globo)
"Todo o esforço atual dos Golpistas, com a inestimável colaboração da propaganda da mídia nativa, é desviar a atenção de quem ainda raciocina e tem consciência da cidadania daquele que é claramente o problema capital, ou seja, o monstruoso desequilíbrio social. Insiste-se na corrupção, na insegurança, na negação da política, a contar com a credulidade dos beócios de camiseta canarinho. O resultado é cada vez mais o fortalecimento da Casa Grande a bem de ricos e super-ricos, enquanto o povo é um rebanho em meio aos lobos."
De Mino Carta, no artigo "Supremos Culpados", na edição número 1000 da Carta Capital.
Segundo o Globo Overseas desse sábado 21/IV, no capítulo "tucanos em apuros", há uma "tempestade perfeita" que se abate sobre o Mineirinho, o mais chato para tomar grana, o Aécio 45 do Gripado, do Luciano Huck, do Ronaldo Fenômeno, e portanto, da Globo Overseas:
- quis nomear um delegado para investigá-lo;
- tomou R$ 110 milhões do Joesley para derramar na campanha de 2014 - será que a Bláblárinatomou uma parte?;
- recebia uma mesada de R$ 50 mil do Joesley, o que, segundo a Rádio Navalha, não paga nem o cafezinho do Paulo Afrodescendente;
- andava pelo Leblon, bêbado e de carteira vencida, num Land Rover do Joesley;
- ia tomar R$ 18 milhões do Joesley para pagar dívidas da campanha (os R$110 milhões sumiram... Será que a Blablárina ficou com um pedaço?);
- tomou R$ 35 milhões do Sergio Andrade através de um contrato fictício com o mano Alexandre Accioly da Body-Tech;
- por conta da Usina Sаnto Antônio, tomou R$ 30 milhões da Odebrecht e R$ 20 milhões da Andrade.
Vamos agora recuperar alguns sublimes momentos da campanha de 2014, em que a Casa Grande e a Globo se uniram na eleição do Aécio.
Estão aqui fios da linha da Escravidão à Lava Jato, que se percorre no livro que o Lula lê na cadeia, o de Jessé Souza, "A Elite do Atraso":
"Minha querida conterrânea, eu reconheço que você hoje expressa o sentimento de milhões de brasileiros, que não aguentam todos os dias abrir os jornais e ver qual é o caso novo de corrupção. E quando não há punição a indignação é ainda maior - é o que estamos assistindo no Brasil hoje. Vejo a candidata Dilma apresentar aqui um conjunto de propostas. Muitas delas estavam em tramitação no Congresso durante todos esses últimos anos. Não houve qualquer ação do PT para que algumas dessas propostas pudessem avançar. Porque não houve preocupação do PT no combate efetivo à corrupção. Vou lhe dizer, olhando nos seus olhos: existe uma medida que está acima de todas as outras e não depende do Congresso Nacional para acabarmos com a corrupção no Brasil: vamos tirar o PT do Governo".
(Clique aqui para assistir)
"Primeiro foi o mensalão, dirigentes importantes do PT foram condenados e presos. A Dilma e a Marina sabem bem do que estou falando, porque foram colegas de Ministério nesse Governo e lá permaneceram durante o maior escândalo de corrupção da história. Agora temos a denúncia de um novo mensalão, desta vez, com dinheiro da Petrobras. Chegou a hora de dar um basta em tanta corrupção, em tanto desgoverno, em tanto desrespeito".(Clique aqui para assistir)
"Quando eu avisei que a inflação estava voltando e o país não crescia, o governo me acusou de pessimista. Quando denunciei a corrupção na Petrobras, o governo me acusou de manchar a imagem da Petrobras. Agora que a inflação está de volta, que o país não cresce e que a Petrobras é assaltada, sou eu quem acusa o governo de jogar fora o patrimônio e a esperança do povo brasileiro. Está na hora de darmos um basta em tanta corrupção e em tanto desrespeito".(Clique aqui para assistir)
"Para acabar com a corrupção é preciso que a Justiça investigue a fundo. O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo isso, se calou e não fez nada para impedir".(Clique aqui para assistir)
O candidato da Casa Grande em 2018 dirá exatamente as mesmas coisas que o Aécio disse em 2014.
E será impiedosamente derrotado.
E a Casa Grande, de novo, tentará um Golpe.
Se deixar ter eleições.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

POLÍTICA - Auditorias: não há ato irregular de Lula.

KPMG e Price, auditorias: não há ato irregular de Lula. Mas o Dallagnol…

price
O site de Lula anuncia  que a KPMG enviou a Sérgio Moro ofício dizendo que, na auditoria que fez nas contas da Petrobras, não encontrou nada que pudesse ser considerado irregular em relação a Lula:
 (…)a KPMG Auditores Independentes vem, respeitosamente, à presença de V.Exa, esclarecer que, durante a realização de auditoria das demonstrações contábeis da Petrobras, que abrangeu os exercícios sociais encerrados no período de 31.12.2006 e 31.12.2011, efetivada por meio de procedimentos e testes previstos nas normas profissionais de auditoria, não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito”.
A Price, outra auditoria de abrangência mundial, já tinha dado o mesmo atestado a Sérgio Moro, referente ao período de 2012 a 2016, quando auditou as contas da estatal.
Mas, claro, duas auditorias internacionais, dirigidas por petistas da célula de Wall Street do partido não são nada perto do powerpoint de Deltan Dallagnoll.
A vinculação do triplex e do sítio de Atibaia aos contratos da Petrobras, entretanto, é essencial.
Só isso permite o enquadramento das ações nos tipos penais de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Do contrário, o máximo de que Lula pode ser acusado é de receber favores, o que comporta, no máximo, discussões éticas, não penais.
E em matéria de discussões éticas, em meio ao festival de malas, mochilas e corretagens imobiliárias, fica-se longe de atingir os objetivos da Lava Jato.

domingo, 16 de abril de 2017

POLÍTICA - A quem ineressa?t

Lula responde Odebrecht: políticas públicas não foram em troca de benefícios pessoais

Do site de Lula:

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.
Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.
São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.
Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.
Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.
No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.
E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.
E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.
Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa a teia de mentiras.
Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?
Não há. Delações não são provas, mas informações prestadas por réus confessos que apenas podem dar origem a uma investigação. A legislação brasileira proíbe expressamente condenações baseadas somente em delações, negociadas em troca da obtenção de benefícios penais por réus confessos. As delações devem ser investigadas e os depoimentos de delatores expostos ao questionamento dos advogados de defesa. Por enquanto, o que existe, são depoimentos feitos aos procuradores, a acusação, divulgados de forma espetacular antes dos advogados terem acesso a eles.
No passado, depoimentos divulgados de forma semelhante – como os de Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral – quando confrontados com depoimentos em juízo dos mesmos colaboradores não revelaram qualquer crime ou prova contra o ex-presidente Lula.
É parte da estratégia de lawfare e uso da opinião pública da Lava Jato, teorizada por Sérgio Moro em artigo de 2004, “deslegitimar o sistema político” usando a mídia, e destruir a imagem pública dos seus alvos para substituir o devido processo legal pela difamação midiática.
Sítio em Atibaia
Há mais de um ano a Lava Jato investiga um sítio no interior de São Paulo. Os proprietários do sítio, que não é do ex-presidente Lula, já provaram a propriedade e a origem dos recursos para a compra do sítio. Mesmo o relato de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar indicam que eles desconhecem de quem é a propriedade, além do que ouviram em boatos, e de que a reforma de tal sítio seria uma surpresa para o ex-presidente, dentro de uma ação que não o envolveu em uma propriedade que não é sua. É estranho nesse contexto que Emílio Odebrecht diga que na véspera do fim do mandato tenha “avisado” Lula da obra. E é inadmissível que o silêncio de Lula, diante do suposto aviso, seja interpretado como evidência. O sítio não é do ex-presidente, não há nenhum ato dele em relação ao sítio, nem vantagem indevida, patrimônio oculto ou contrapartida.
“Terreno”  e doações ao Instituto Lula
Como já foi repetido várias vezes e comprovado nos depoimentos e documentos, o Instituto Lula jamais recebeu qualquer terreno da Odebrecht. Ele funciona em um sobrado adquirido em 1991. O tal terreno foi recusado. E foi recusado porque sequer havia sido solicitado pelo Instituto ou por Lula. É prova do lawfare e perseguição a Lula que um terreno recusado seja objeto de uma ação penal.
O Instituto recebeu doações de dezenas de empresas e indivíduos diferentes. Todas registradas. As doações da Odebrecht não representam nem 15% do valor total arrecadado pelo Instituto antes do início de uma perseguição judicial. Todas as doações foram encaminhadas por meio de diretores com o devido registro fiscal. Jamais houve envolvimento de Antonio Palocci ou de qualquer intermediário nos pedidos de doação ao Instituto. Os depoimentos de delatores Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht inclusive se contradizem sobre esse assunto.
“Conta amigo”, os milhões virtuais que Lula nunca recebeu
Esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht. Ele disse que Lula teria uma “conta corrente” na empresa. Ora diz que essa conta seria de 35 milhões, ora seria de 40 milhões, mas ressalva que jamais conversou com Lula sobre essa conta. Narra uma confusa movimentação de saída e entrada de recursos, citando a compra de um terreno (depois devolvido), uma doação ao Instituto Lula e supostas entregas em dinheiro vivo a Branislav Kontic, totalizando R$ 13 milhões. Diz ainda que parte da reserva continuou na tal conta.
Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos. Isso é muito diferente de dizer que havia uma “conta Lula” na Odebrecht, como reproduzem as manchetes levianas. A ser verdadeira, trata-se, como está claro, de uma decisão interna da empresa. Uma “conta” meramente virtual, que nunca foi transferida, nem no todo nem em parte, que nunca se materializou em benefícios diretos ou indiretos para Lula.
O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento.
As três supostas evidências apresentadas sobre a conta virtual desmoronam diante da realidade, a saber: a) o terreno comprado supostamente para o Instituto Lula nunca foi entregue, porque nunca foi pedido por quem de direito; b) as doações da Odebrecht para o Instituto Lula foram feitas às claras, em valores contabilizados na origem e no destino, e informadas à Receita Federal, em transação transparente; c) a defesa de Branislav Kontic negou, em nota ao Jornal Nacional, que seu cliente tenha praticado as ações citadas pelos delatores.
Todos os sigilos de Lula e sua família – bancários, fiscal, telefônico – foram quebrados. O Ministério Público sabe a origem de todos os recursos recebidos por Lula, o destino de cada centavo ganho pelo ex-presidente com palestras e que Lula vive em um apartamento em São Bernardo do Campo desde a década de 1990. Onde estão os R$ 40 milhões?
Palestras
Após deixar a presidência da República, com aprovação de 87% e reconhecimento mundial, Lula fez 72 palestras para mais de 40 empresas. Entre elas Pirelli, Itaú e Infoglobo. Em todas as palestras foram cobrados os mesmos valores. Todas foram realizadas, e a comprovação de tudo relacionado as palestras já está na mão do Ministério Público do Distrito Federal e do Paraná. A imprensa deu a entender que a Odebrecht teria “inventado” essas palestras. Isso não foi dito de forma alguma mesmo nos depoimentos, que indicaram que as palestras eram lícitas e legítimas. E a Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula. Microsoft, LG e Ambev, por exemplo, contrataram palestras pelos mesmos valores ANTES da Odebrecht. Segue a relação completa de paletsras entre 2011 e 2015: http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf
A legislação brasileira não impede que ex-presidentes deem palestras. Não impediria que eles fossem diretores de empresa, o que Lula nunca foi.
Ajuda ao filho
Após deixar a presidência Lula não é mais funcionário público. Mesmo considerando real o relato de delatores que precisam de provas, Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar relatam que a ajuda para o filho de Lula iniciar um campeonato de futebol americano foi voluntária e após diversas conversas e análises do projeto. A expressão inserida em depoimento de “contrapartida”  de melhorar as relações entre Dilma e Marcelo Odebrecht  é genérica e de novo, mesmo que fosse real, não incide em nenhuma infração penal. Em 2011, anos dos relatos, Lula não ocupava nenhuma função pública.
A liga de futebol americano existiu e não teve a participação ou sequer o acompanhamento de Lula. Os filhos do ex-presidente são vítimas há anos de boatos na internet de que seriam bilionários. Tiveram suas contas quebradas e atividades analisadas. E não são nem bilionários, nem donos de fazendas ou da Friboi.
Frei Chico
De novo, mesmo considerando o relato dos delatores, que necessitam de provas, eventual relação entre a Odebrecht e o irmão de Lula eram relações privadas. Lula não tem tutela sobre seu irmão mais velho e não solicitou ajuda a ele, nem cuidava de sua vida. Não há relato de infração, nem de contrapartida, nem de que tenha sido o ex-presidente que tenha solicitado qualquer ajuda ao irmão.
Carta Capital
A breve menção a revista indica que Lula falou para Emílio Odebrecht ver o que poderia fazer e se poderia fazer algo para ajudar a revista, novamente após ter deixado a presidência da República. A relação entre dois outros entes privados  (Carta Capital e Odebrecht) não tem qualquer contato com Lula a partir disso e o pedido de verificação se poderiam anunciar na revista não implica em nenhum ilícito. Os executivos da Odebrecht mencionaram que o grupo prestou ajuda a diversos outros veículos de imprensa, podendo ser citado como exemplo o jornal O Estado de S.Paulo.
Angola
O depoimento de Emílio Odebrecht indica que os serviços contratados da empresa Exergia, para prestar serviços em Angola, foram efetivamente prestados. A Exergia tem como um dos seus sócios Taiguara dos Santos, filho do irmão da primeira esposa de Lula. Se posteriormente a queda de serviços em Angola houve um adiantamento de recursos entre as duas partes privadas, ele não teve qualquer envolvimento do já ex-presidente, nem isso é mencionado nos depoimentos. Lula jamais recebeu qualquer recurso da empresa Exergia ou de Taiguara, e isso já foi objeto de investigação da Polícia Federal, que não achou nenhum recurso dessa empresa nas contas de Lula.
Esse caso já é analisado em uma ação penal na Justiça Federal de Brasília. Comprovando-se a verdade dos depoimentos dos delatores, a tese da ação penal se mostra improcedente, a acusação de que não houve prestação de serviços e que eles seriam algum tipo de propina ou lavagem cai por terra. Ou seja, nesse caso os depoimentos não só não indicam qualquer crime como inocentam Lula nessa ação penal.
Doações eleitorais
O depoimento de Emílio Odebrecht é explícito ao dizer que nunca discutiu valores ou forma de doações eleitorais com o ex-presidente Lula. Lula não cuidava das finanças de campanha ou partidárias.
O PT e o ex-presidente sempre defenderam o fim de qualquer financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas o Supremo Tribunal Federal só determinou o fim de contribuição de pessoas jurídicas em 2015.
O ex-presidente nunca autorizou ninguém a pedir doações de qualquer tipo em contrapartida de atos governamentais de qualquer tipo.
Estádio do Corinthians
Mesmo tomando como verdade os relatos de delatores, não há nenhum ato ilegal relatado do ex-presidente em relação ao Estádio Privado do Sport Club Corinthians. Em 2011 havia o risco de São Paulo ficar fora da Copa do Mundo. O ex-presidente sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi, como registrou publicamente o falecido presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mas em 2011 esse estádio foi vetado pela FIFA.O estádio do Corinthians de fato era um projeto menor. Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians. Não só tem público lotado constantemente como a Rede Globo, empresa privada com fins lucrativos, já até usou o estádio vazio como estúdio dos seus programas de TV.
Lula e a presidência
Lula é considerado em todas as pesquisas o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, mesmo com a intensa campanha midiática contra ele. Lula também é o único presidente da história da República de origem na classe trabalhadora, nascido na miséria do sertão nordestino, migrante criado pela mãe. O único que superou todas essas condições adversas para ser o presidente que mais elevou o nome do Brasil no mundo.
Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois da presidência, quando voltou para o mesmo apartamento que residia em São Bernardo do Campo antes de ir para Brasília.
Não foi só a Odebrecht que cresceu durante o governo Lula. A grande maioria das empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, cresceram no período. Milhões de empregos foram gerados e a pobreza e fome reduzidas de forma inédita no país. Foi todo o Brasil que cresceu no período de maior prosperidade econômica da democracia brasileira.
É hora de perguntar a quem interessa destruir Lula, quando o ex-presidente se posiciona contra o fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. A quem interessa destruir Lula, quando o patrimônio brasileiro – reservas minerais na Amazônia, o pré-sal, estatais – são colocados a venda a preço de banana? A quem interessa reescrever a biografia do maior líder popular do país?

terça-feira, 11 de abril de 2017

POLÍTICA - Conta outra, Dr. Moro.


Declaração de Moro sobre vazamentos esbofeteia a sociedade

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
O juiz federal Sergio Moro reconheceu vazamentos em delações de executivos da Odebrecht na operação Lava Jato e afirmou que investigá-los "é quase como se fosse uma caça a fantasmas", ou seja, é "difícil".
É mesmo, senhor Sergio Moro?!! Então vejamos...
Em entrevista exclusiva à BBC Brasil na Havard Business School, em Cambridge (EUA), Moro afirmou que a investigação de vazamentos ilegais de depoimentos de investigados à imprensa "fica comprometida por questões jurídicas", como o "direito ao sigilo de fontes de jornalistas e a liberdade de imprensa, garantidos pela Constituição".
"Não estou reclamando destas proteções jurídicas, acho importante", afirmou Moro. Sim, ele afirmou, ele afirmou isso, escandindo cada sílaba.
Fui vítima desse homem justamente por ele dizer uma coisa e fazer outra. Ele diz ser difícil descobrir quem vaza por respeitar "sigilo de fontes de jornalistas" e "liberdade de imprensa".
COMO É QUE É????!!!!
Em relação a mim, apesar da decisão de 2009 do STF que me garante o direito de ser jornalista sem precisar de diploma, ele não respeitou nada disso.
Liberdade de imprensa? Que liberdade de imprensa? Eu e vários outros jornalistas estamos sendo processados por Sergio Moro por criticá-lo, meu Deus!!
Ah, não sou jornalista, segundo ele... Mas qual foi o critério que ele usou para me julgar jornalista ou não? O critério dele mesmo, não o da lei. Moro se arrogou o direito de dizer quem é e quem não é jornalista e tirou o meu direito de ser.
Devassou minha intimidade por isso, devassou a intimidade da minha família, humilhou minha família por não respeitar o "sigilo de fonte", meu Deus!!
Ora, ministros do Supremo Tribunal Federal como Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki foram retratados por bonecos infláveis chamando-os de ladrões e corruptos e não perseguiram os autores da ofensa. Mas Moro não aceitou que eu o chamasse de psicopata.
Aliás, os amigos dele queriam vasculhar minha casa e me levar à força para depor por isso. Por sorte, o juiz da 14a Vara de Curitiba negou essa barbaridade. Mas Moro faria tudo isso para descobrir vazamento, o que ele dizer ser impossível fazer.
Que liberdade de expressão Moro respeita? Está processando pessoas por meros comentários políticos. Processando criminalmente. Inclusive a mim.
Caso você que lê estas linhas não saiba, eu, Eduardo Guimarães, sou hoje o ÚNICO CIDADÃO BRASILEIRO investigado formalmente por ter divulgado "vazamento". É isso mesmo, todas as outras centenas de vazamentos da Lava Jato não foram investigadas. Só o caso que me envolve.
Tive minha casa invadida, revirada, fui levado à força para depor, tive meus telefones grampeados, meus e-mails devassados. Para Sergio Moro não achar nada.
NADA! NADA! ABSOLUMENTE NADA!
E ele diz que é difícil investigar vazamento...
Estou indignado. Sergio Moro violou tudo que ele pregou nessa entrevista em que disse ser difícil descobri quem faz vazamentos.
Para descobrir o vazamento que eu divulguei jornalisticamente como fazem tantos veículos de comunicação, ele violou meus sigilos. Para me perseguir por criticá-lo, montou uma farsa dizendo que o ameacei; tirou minhas frases do contexto.
Processe-me de novo, senhor Moro, para que todos saibam de seu imenso apreço pela liberdade de expressão. Mantenha meu computador e celulares ilegalmente em seu poder para que todos vejam como o senhor respeita sigilo de fonte.
Parece uma obra de realismo fantástico. Moro alega não ser possível fazer o que ele acaba de provar que é possível ao não respeitar limite algum ao me investigar e às minhas fontes para descobrir quem vazou a 24ª fase da Lava Jato.
Essa entrevista do juiz Sergio Moro esbofeteou cada cidadão decente que tem cérebro para pensar e um mínimo de senso de Justiça no coração. Minha indignação não tem limite. Mas Moro será desmascarado pela HISTÓRIA, ao menos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

POLÍTICA - Volta da Lucina Genre

E Luciana Genro volta à parábola do sujo versus o mal lavado


LG
LG
Luciana Genro não poderia deixar passar esta oportunidade.
E não deixou.
“O acordo do PT com o PSDB para não convocar políticos para depor na CPI da Petrobras é a prova de que na campanha era o sujo falando do mal lavado!”
Esta frase que mistura o sujo e o mal lavado foi, lembremos, um dos grandes momentos da campanha.
Com ela, Luciana Genro desmontou o discurso pseudomoralista e cínico de Aécio em nome da “decência”.
O tuíte dela já tinha sido replicado 393 vezes no momento em que escrevo.
A importância real do comentário de Luciana Genro está no seguinte: o PSOL vai ser uma oposição combativa ao PT pela esquerda.
ADVERTISEMENT
Isso vai teoricamente obrigar Dilma a prestar mais atenção nas reivindicações da esquerda – e não apenas nas dos conservadores que compõem a base de seu governo.
O PSOL saiu das eleições fortalecido.
Teve uma votação expressiva: Luciana Genro conseguiu duas vezes mais votos que seu antecessor na disputa presidencial, Plínio de Arruda Sampaio.
E Luciana Genro, com sua fala franca, honesta e consistente, foi a grande revelação da campanha, com seus cabelos encaracolados e seu charmoso sotaque gaúcho.
O acordo de que ela fala é simbólico da política nacional tal como é feita hoje.
Aécio, por exemplo.
Em sua volta ao Senado, com alarido, ele condicionou o diálogo com o governo à investigação do caso Petrobras.
Como alguém notou ao ver Aécio na TV Senado, em seu discurso ele foi entusiasmadamente aplaudido por Perrella, o dono do helicoca e seu velho amigo.
Perrella, num aparte, decretou que foram os pobres de Minas que derrotaram Aécio.
Em meio a tudo isso, nos bastidores, tucanos e petistas selavam um acordo para impedir a convocação – ou convite – de Aécio para a CPI da Petrobras.
Há suspeitas de que algum dinheiro da Petrobras possa ter acabado financiando sua campanha para o Senado em 2010.
Dilma e Lula, pelo acordo, também serão poupados pela CPI.
Os pragmáticos podem dizer, talvez até com alguma razão, que Luciana Genro está dizendo as coisas que diz porque não está no governo.
Eles poderão lembrar, no apoio de sua tese, que o PT falava coisas parecidas antes de chegar ao Planalto.
Mas não deixa de ser irônico o que está acontecendo.
Mesmo os críticos do PT reconheceram no partido um papel relevante na cena política como oposição ao governo.
O PSDB, como admitem até seus líderes, jamais conseguiu ser oposição que se levasse a sério.
Ficou um vazio, e Luciana Genro quer ocupá-lo.