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sábado, 10 de agosto de 2013

CELULAR - Vendendo "gato por lebre"

 

Proteste: Sinal do 3G não aparece em metade das regiões do país


As operadoras de comunicações não entregam serviço 3G em 50% das regiões pesquisadas pela entidade de direitos do consumidor Proteste. Técnicos da entidade percorreram cinco mil km pelo Brasil fazendo testes com as quatro principais operadoras do país – Oi, Tim, Claro e Vivo.  


A conclusão é que o sinal 3G só existe nas capitais e em algumas regiões metropolitanas. Nenhuma das empresas cobriu mais que 51% com conexões 3G.

Segundo a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolcci, os consumidores pagam por um serviço inexistente. “Estes cinco mil quilômetros foram percorridos em 16 estados do Brasil e encontramos sinais inexistentes, constatamos que o 3G é ruim. O consumidor paga caro por isso e não tem o serviço de que ele necessita.”

Os problemas variaram conforme região e operadora. Em São Paulo, o destaque negativo ficou com a Claro, que teve poucos registros fora da capital e na região metropolitana: das tentativas, 62% falharam em tentar acessar a rede 3G.

“A Oi se destacou negativamente em São Paulo nas dimensões de download e upload, e a Vivo na latência, o tempo de resposta. A melhor cobertura encontrada, que foi a da Tim, chegou a 65% da regiões visitadas”, informa a coordenadora da Proteste.

O acesso a internet já se tornou um direito humano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A advogada da Proteste, Flávia Lefèvre, afirma que o Brasil precisa de infraestrutura e investimentos por parte do Estado. “Na nossa interpretação, os maiores problemas se devem a falta de investimento e infraestrutura. Se em 1998, quando foram feitos contratos de concessão, o objetivo principal do Estado era universalizar o serviço de telefonia fixa, a realidade mudou. Hoje a necessidade é universalizar o serviço de comunicação de dados.”

Ela reforça que é papel do Estado regular o setor para que problemas mais sérios não afetem os consumidores. “Destacando que a Constituição não faz distinção entre serviços públicos de telecomunicações prestados em regime público ou prestados em regime provado, que a Anatel e o governo federal tenham papel preponderante na definição de normas que incentivem uma conduta e uma postura mais adequada à necessidade do mercado.”

A proteste lançou o site "Em busca do 3G perdido" onde as pessoas podem relatar suas experiencias com a falta de sinal. Veja aqui mais informações sobre o estudo dos técnicos da entidade.

Fonte: Rede Brasil Atual 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

RESCALDO DA PRIVATARIA TUCANA - Calote da AES



Privatização tucana e petista

Gelio Fregapani
A AES, multinacional que comprou a Eletropaulo, sem colocar um centavo, deixa rombo bilionário. O Brasil pagará a conta. Ela recebeu dois empréstimos do BNDES, que totalizam US$ 1,2 bilhão. Não pagou, ofereceu em garantia as ações da própria Eletropaulo, que não valem um terço disto.
A AES afirmou que pagaria com os lucros da empresa, conseguidos por uma administração privada, portanto eficiente, e para acabar com o “cabide de empregos” da estatal demitiu 7 mil, mas contratou 17 vice-presidentes, quase todos americanos, com salário superior a R$ 30 mil, casa, carro, e uma série de outros benefícios.
A eficiência da administração privada era ilusão. Apenas eficiente a generosidade com os sócios controladores; as remessas de dividendos chegaram a US$ 320 milhões em três anos, às custas do caixa da empresa.
O caso Eletropaulo foi o exemplo das falhas da fúria da privatização/desnacionalização do FHC, em que se misturam traição e incompetência. A empresa será retomada, mas um novo leilão, agora pelo PT, já foi marcado pela venalidade. O BNDES recebeu orientação para emprestar recursos, novamente para um comprador estrangeiro.
Esta empresa distribuiu aos sócios resultados reais e fictícios. Nada contra as empresas privadas, mas dessa forma? O atual governo, neste ponto, precisa ser diferente do entreguista FHC e do covarde Lula. Há que apoiar os empresários nacionais e as empresas nacionais de capital nacional, mesmo amargando algum prejuízo.
Se temos empresários nacionais excessivamente ambiciosos, os estrangeiros se revelam verdadeiros bandidos, pelo menos no nosso território.
http://www.tribunadaimprensa.com.br/

sábado, 27 de outubro de 2012

PRIVATARIA TUCANA - Quer foto mais simbólica?

Mauro Santayana: A ANATEL E OS BENS DA TELEBRAS

FHC exibe, impune, o martelo que simbolizou a dadivosa e descontrolada entrega do Sistema Telebras para empresas estrangeiras

“Nos últimos anos, os ministérios do Planejamento e das Comunicações, a ANATEL e o BNDES têm sido pródigos com as empresas privadas de telefonia, concedendo empréstimos de bilhões de dólares a juros subsidiados, para multinacionais como a VIVO. Apesar disso, ou exatamente por isso, elas continuam enviando para o exterior, todos os anos, bilhões de dólares e de euros em remessas de lucro.

Por Mauro Santayana, em seu blog

Segundo informa a jornalista Mariana Mazza, do portal especializado “Teletimes”, alguns setores do governo estariam pretendendo “flexibilizar” as normas contratuais, a fim de que as operadoras, continuem usufruindo e, provavelmente, alienando [!!!] os bens que devem voltar às mãos do Estado em 2025.

Na última sexta-feira, a ANATEL, finalmente, divulgou, com 14 anos de atraso, uma lista desses bens, que pertencem a todos nós, cidadãos brasileiros. Quando houve a privatização do “Sistema Telebrás” no Governo FHC, nem o BNDES, que leiloou a empresa, nem a ANATEL, se preocuparam em levantar o que constituía e quanto valiam esses ativos.

Agora, quando se divulga a lista, por pressão da sociedade, ficamos sabendo que a lista foi elaborada com informações encaminhadas livremente pelas próprias empresas, o que lhes permitiria – em tese - manipular e distorcer os dados, assim como o histórico e o valor de cada propriedade.

Ninguém sabe dizer quanto valem esses bens, cuja descrição ocupa, até agora, cerca de 360.000 páginas. A quantia poderá variar, segundo Mariana Mazza, entre 17 e 80 bilhões de reais. Há, ainda, denúncias de que parte desse patrimônio já foi alienada a terceiros, de forma sub-reptícia.

Com a indicação – até mesmo no Governo Lula – de gente que participou ativamente da privatização do Sistema Telebrás para o conselho da ANATEL (e com a presença de antigos dirigentes dessa agência no comando de operadoras estrangeiras, como ocorre com a própria VIVO), a área de telecomunicações transformou-se no paradigma da promiscuidade entre os interesses “públicos” e privados em nosso país. É preciso que uma auditoria, independente da ANATEL e das teles, levante, com base em documentos da época, os bens que compunham o patrimônio da antiga Telebrás.

Se algo foi indevidamente vendido pelas operadoras desde a privatização, que se indenize o Estado, com as atualizações necessárias e, se for o caso, que se mova contra os responsáveis o devido processo criminal.

Melhor seria que não esperássemos mais 13 anos, e que o Estado recuperasse, já, o patrimônio transferido de forma irresponsável aos particulares. E, a partir de 2025, se houver coragem e sensibilidade estratégica, é preciso fazer com que esse patrimônio retorne à Telebrás, para dar-lhe dimensão adequada a concorrer plenamente com as multinacionais em nosso território. Quem sabe, se isso vier a ocorrer, o consumidor brasileiro possa contar, finalmente, com um instrumento de regulação de fato do mercado nacional de telecomunicações.”

FONTE: escrito por Mauro Santayana, em seu blog e transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=197300&id_secao=1). [Imagem do Google e sua legenda adicionadas por este blog ‘democracia&política’].

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PRIVATARIA TUCANA - Dilma e Lula também sofrem com a telefonia móvel

Dilma e Lula também sofrem com telefonia móvel



Por Assis Ribeiro

Do Brasil 247

Caos dos celulares atinge Dilma e Lula. CPI?

Ligação telefônica via celular entre presidente Dilma e ex-presidente Lula cai três vezes com o ministro das Comunicações por testemunha; “eu estava com a presidente e, para minha falta de sorte, a ligação caiu três vezes”, disse paulo bernardo; tomou dura; cpi da telefonia?
O ministro Paulo Bernardo disse que não deu sorte, mas pode ter efeito positivo um fato que poderia ser apenas reflexo do atraso tecnológico da telefonia brasileira: ligação telefônica entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, na manhã desta quarta-feira 8, teve a linha cortada por três vezes. E tudo diante do ministro das Comunicações. Dilma, naturalmente, não gostou nada do que aconteceu. E pediu mais providências oficiais para Bernardo sobre as operadoras. Uma das medidas pode ser a volta da suspensão de vendas de chips pela TIM. Há no Congresso iniciativa de se abrir uma CPI da Telefonia.
"Eu estava com a presidente e, para minha falta de sorte, enquanto eles tentavam se falar, a ligação caiu três vezes. Portanto, fui duplamente alertado por causa disso", disse o ministro.
Ele levou a questão na brincadeira, mas para quase 200 milhões de brasileiros a questão é das mais sérias. A TIM, por exemplo, está sendo acusada de derrubar propositalmente as ligações, para obter novas chamadas e receber por mais impulsos. Essa prática foi denunciada, sobre outras operadoras, logo após o processo de privatização da telefonia, nos anos de 1990.
Abaixo, notícia publicada pelo portal Folha.com a respeito das dificuldades celulares de Dilma e Lula:
DILMA COBRA AÇÃO DE MINISTRO APÓS LIGAÇÃO COM LULA CAIR 3 VEZES
A presidente da república Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula não estão livres das inconvenientes quedas de chamadas, que se mostram recorrentes na telefonia móvel.
Segundo relatou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na semana passada, Lula e Dilma, tiveram de repetir a chamada por três vezes antes de conseguirem conversar pelo celular.
"Eu estava com a presidente e, para minha falta de sorte, enquanto eles tentavam se falar, a ligação caiu três vezes. Portanto, fui duplamente alertado por causa disso", brincou o ministro.
Ainda de acordo com Paulo Bernardo, a ligação era interurbana. O ex-presidente Lula estava dentro de um carro, na rodovia Anchieta, em São Paulo, enquanto a presidente Dilma, em Brasília.
"Ela [Dilma] disse a ele [Lula]: o Paulo Bernardo está aqui e vai tomar providências", confidenciou o ministro.
Paulo Bernardo participa de audiência pública no Senado para comentar os problemas da telefonia móvel no país.
SUSPENSÃO
No fim de julho, a Anatel suspendeu as vendas de chips da TIM, Claro e Oi, após o TCU (Tribunal de Contas da União) exigir da agência melhorias na qualidade dos serviços.
O tribunal cobrava posições mais firmes do regulador para punir as operadoras, especialmente nos casos que chegaram à central de reclamações da própria agência. No final de julho, o TCU enviou nova notificação à Anatel, que, desta vez, poderia ser multada caso não cumprisse os termos do acórdão.
A proibição da venda de chips ocorreu em 18 de julho e os motivos apresentados pela agência foram, em sua maioria, decorrentes das determinações do TCU --que exigia maior peso nos indicadores de atendimento ao cliente na fórmula usada para calcular as metas de qualidade dos serviços.
TIM
A Folha informou ontem que a Anatel acusa a TIM de derrubar propositalmente ligações de usuários do plano Infinity, que cobra por ligação, e não por minuto.
A TIM não se manifestara até a conclusão desta edição sobre o suposto repasse de informações incorretas.
A empresa negou que os desligamentos no Infinity sejam deliberados e disse haver graves erros de processamento dos dados pela Anatel.
As informações sobre a queda de ligações, assim como sobre os demais indicadores, estão em relatórios nacionais da Anatel citados em ação do Ministério Público do Paraná.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

PRIVATARIA TUCANA - Giannazi vai ler trechos de A Privataria Tucana.


Giannazi diz que vai ler trechos de A Privataria Tucana para Serra em debates.
 
Em entrevista, o candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo afirmou que o PSDB é seu “grande inimigo”

Por Igor Carvalho

Nesta quinta, 12, Carlos Giannazi (PSOL), candidato à prefeitura de São Paulo, foi o convidado do programa exibido semanalmente no canal da TV Fórum na Pós TV, em parceria com o Fora do Eixo. Com transmissão ao vivo pela internet, mais de 400 pessoas assistiram à entrevista, interagindo via Twitter e Facebook, com a hashtag #GiannaziAovivo.
Giannazi foi entrevistado no canal da TV Fórum da Pós TV (Foto: Fora do Eixo)
Giannazi, que também é professor e está em seu segundo mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo, foi entrevistado pelo editor da Fórum Renato Rovai, o jornalista e blogueiro Rodrigo Vianna, a também blogueira e professora Maria Frô, o blogueiro Eduardo Guimarães e o professor da Universidade Federal do ABC Sérgio Amadeu.
O início do programa foi marcado por uma discussão sobre governabilidade. Os entrevistadores interpelaram o candidato sobre a possibilidade de vitória em um cenário em que Giannazi não teria base na Câmara, já que hoje o PSOL não possui nenhum vereador em São Paulo. O candidato lembrou “que é possível governar sem alianças, e mesmo que as faça, teremos parâmetros éticos”. Ele também ressaltou que acredita em novas ideias para a cidade. “Acho que é possível construir um novo modelo partidário e político em São Paulo.”
Em relação aos problemas da cidade, Giannazi ressaltou que São Paulo precisa de um choque de democracia. A primeira iniciativa, caso eleito, seria eleições diretas para as subprefeituras, que hoje estão nas mãos de coronéis nomeados por Kassab. Ele ainda defendeu a implantação de Orçamento Participativo, ciclovias e investimento em transporte público. Criticou a Operação Nova Luz, que não teve a participação da população, e que, segundo ele, privilegia interesses do mercado imobiliário.
Estendendo o assunto sobre alianças políticas, Rodrigo Vianna quis saber quem o candidato apoiaria em um eventual segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). “O PSOL enquanto partido não apoiaria nem o PT nem o PSDB. Já a militância do partido, as pessoas que votam no PSOL, tomariam a decisão individualmente”, disse Giannazi. O psolista reafirmou que iria debater sobre educação e “desmascarar” adversários como Gabriel Chalita e Fernando Haddad, mas foi especialmente crítico em relação a José Serra, dizendo que levará o livro A Privataria Tucana para debater com o tucano. “Quero discutir com o Serra, fazer um debate com ele e levar A Privataria Tucana. Vou levar e ler trechos, que eu já selecionei, para ele explicar o envolvimento da família dele, da filha, do genro…”. Giannazi lembrou que “a crítica ao PT é pela esquerda, mas nosso grande inimigo aqui é o PSDB.”
O candidato falou também sobre inclusão de alunos especiais, portadores de algum tipo de deficiência, nas escolas. Disse ser “falsa” a afirmação de que há projetos de inclusão em São Paulo e lembrou que “apenas sete das 2 mil escolas de São Paulo estão preparadas para receber essas crianças.” O também professor Alexandre Schneider, vice de José Serra na chapa do PSDB, estava assistindo à transmissão e rebateu a informação pelo Twitter: ”talvez ele esteja mal informado. O pior, a política não é só do PSD/PSDB, é da Rede. De qualquer forma, mande um abraço a ele”, disse à blogueira Maria Frô.
O possível enfrentamento com a mídia comercial também foi pauta. Para Giannazi, “temos uma mídia fascista, comercial e que tem seus interesses ligados ao capital.” Ao se despedir, o candidato falou da abertura de comunicação com a sociedade, durante o processo eleitoral. “Nossa candidatura é construída coletivamente, queremos dialogar com a população e com os internautas.”
Confira a íntegra da entrevista:

terça-feira, 5 de junho de 2012

PRIVATARIA TUCANA - Campanha na mídia.



Por Demarchi

Campanha "Especial Privataria Tucana" arrecada R$ 56 mil em dois meses
Graças à colaboração de 497 brasileiras e brasileiros, 400 mil jornais já estão sendo distribuídos gratuitamente por várias regiões do país
da Redação
Após dois meses de campanha, o jornal Brasil de Fato encerrou, no dia 31 de maio, a arrecadação de fundos para levar o conteúdo do livro A Privataria Tucana a todos os recantos do Brasil. Graças à colaboração de 497 brasileiras e brasileiros, nos foi possível arrecadar um total de R$ 56.883,13 - o que nos possibilitou a impressão de 400 mil jornais que já estão sendo distribuídos gratuitamente por várias regiões do país.
O jornal especial, obviamente, não reproduz todo o livro. Mas, com esta edição, o Brasil de Fato pretende somar-se ao corajoso e incansável trabalho feito pela blogosfera (blogueiros progressistas) na tarefa de popularizar as denúncias feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. em seu livro. Mais do que isso, o especial conclama a população a pressionar os parlamentares para que instalem uma CPI da privataria tucana, no Congresso, em Brasília.
Você que contribuiu e que deseja receber em sua casa alguns exemplares, por favor, entre em contato com o jornal pelo email juliana@brasildefato.com.br
O jornal Brasil de Fato agradece a tod@s na certeza de que a divulgação do conteúdo desse livro é um grande serviço à sociedade brasileira, pois, acreditamos ser necessário que a população brasileira saiba quem sucateou e roubou o patrimônio público desse país, construído e legado pelas gerações que nos antecederam.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - Amaury poderá ser convocado pelo PIG.

Veja e Época podem convocar Amaury como testemunha.


A Veja e a Época podem usar o Amaury para se defender do Ricardo Sérgio. As duas revistas estão sendo processadas (ainda) pelo Ricardo Sérgio por causa de matérias sobre as suas conhecidas ações na privatização e caixa de campanha tucana. Agora, com o livro do Amaury Ribeiro Jr vendendo e provocando uma CPI, a Veja e a Epoca tem à disposição um conjunto de provas disponíveis para usarem juridicamente..Fonte: Luis Nassif online.
Fonte: Luis Nassif online

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - "Estou de alma lavada".

Na CPI do Banestado,tinha muita "gente boa" envolvida, através do uso das contas CC5, uma das maneiras de "lavar dinheiro".

Me lembro que "Her" Bornhausen, na época presidente do PFL, era um dos principais envolvidos.

Pelo artigo a seguir, pode-se ver que uma das "falácias" do Merval Pereira, na tentativa de proteger o Serra, desqualificando o livro "Pirataria Tucana" e seu autor foi desmontada.


“Estou de alma lavada,” diz Mentor



Paulo Moreira Leite


Em 2005, o deputado José Mentor (PT-SP), era o relator da CPMI do Banestado, usina de investigação, denúncias e luta política interna tão grande que ela se encerrou sem votar seu relatório — um calhamaço de 2 000 páginas — que continha boa parte das revelações divulgadas pelo livro Privataria Tucana, do jornalista Amaury Junior.

Vinte e quatro horas depois que 185 deputados assinaram o pedido de instalação de uma CPI sobre as denuncias do livro, Mentor deu uma entrevista ao blogue.
– O senhor já leu o livro do Amaury Ribeiro?

– Ainda não. Uma assessora comprou e está lendo. Vou fazer isso quando ela terminar. Nós paramos de investigar estes casos em 2005. O Amaury seguiu depois disso. Com certeza avançou bastante.
– Como o senhor acompanhou a coleta das assinaturas para a CPI sobre o livro?

– Estou de alma lavada. No dia em que fiz 60 anos anunciei que iria escrever um livro sobre aquela CPMI e continuo com meu projeto. Fico feliz em ver que parte de nosso trabalho está sendo reconhecido. Conheço boa parte dos documentos e acompanhei a denúncia. Sempre soube que deveria ser apurada.

– Se for mesmo instalada, a nova CPI irá repetir a investigação da CPI do Banestado?

– Não. São objetos diferentes. A CPI do Banestado estava muito dividida. Não havia uma maioria. Ela nasceu da fusão de uma proposta do PT e outra do PSDB, O senador tucano Antero Paes de Barros era o presidente. Eu era o relator. Nós discutíamos o tempo inteiro. O plenário também. Havia muita divergencia.
– Por que?

– No início, que coincidiu com aquele começo difícil do governo Lula, com investimentos contingenciados, sem crescimento, o PSDB achava que iria encontrar fatos para atacar o governo. Havia o interesse político de quebrar a confiança no Lula. Este era o foco real. Quando se viu que essa alternativa não iria levar a muita coisa, pois não aparecia nada, os trabalhos se dispersaram. Aos poucos, se viu que, ao contrário do que se pensava no início, as investigações começavam a mostrar irregularidades que comprometiam o PSDB. Foi ai que o Antero tentou encerrar as investigações de qualquer maneira.

– Como isso aconteceu?

– Nós tinhamos um prazo para trabalhar até 22 de fevereiro de 2005. Isso está escrito num documento oficial do Congresso Nacional. Mas tres meses antes, em dezembro, o Antero proclamou o encerramento da CPMI de forma unilateral e ilegal. Mesmo assim, nós continuamos trabalhando. Fiz viagens pelo Brasil inteiro. Também fui a Madri. A Ideli (Ideli Salvatti, hoje ministra de Relações Institucionais) ajudou muito. Por fim, entreguei meu relatório, no prazo legal. Como a CPI havia sido encerrada, ele não foi votado. Mas está lá, no arquivo do Senado.

– O senhor tomou alguns cuidados no relatório?

– Sim. Documentos que deveriam permanecer em sigilo não foram incluídos. Numa versão inicial, falava-se do laço de parentesco de um empresário com o José Serra. Retirei essa menção do relatório. Essa pessoa não estava sendo investigada porque era parente do Serra, mas porque seu nome apareceu no esquema de lavagem de dinheiro.
– O que estava acontecendo quando a CPI foi encerrada?

– A CPI acabou no momento em que nós iríamos votar um segundo pedido para convocar o Gustavo Franco (presidente do BAnco Central no governo de FHC). O pedido já fora aprovado na única votação feita pelo plenário mas não se marcava data data para o depoimento. Naquele momento, eles quiseram barganhar conosco. Queriam que a gente desistisse de convocar o Gustavo Franco, enquanto eles desistiriam de convocar o Antonio Ciprianni (empresário, dono da Transbrasil, próximo de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula). Mas nós não queríamos barganhar nada. De nossa parte, eles podiam chamar o Cipriani. Nós queriamos ouvir o Gustavo Franco. Naquele momento, a Justiça uruguaia estava disposta a fornecer dados sobre uma factoring que descontava cheques. Havia possibilidade do próprio Comendador Arcanjo colaborar. Aí eles encerraram.

– O senhor foi acusado de cometer abusos. Por exemplo: de quebrar o sigilo de pessoas sem necessidade. Diziam até que usava informações para fazer chantagem…

– Diziam isso para tentar desmoralizar a CPI e uma parte da mídia comprou essa ideia. Queriam impedir que nosso trabalho fosse levado a serio. A CPI quebrou o sigilo bancário de 2 000 pessoas. Diziam que era demais. Mas fizemos uma reunião secreta na CPI para tratar do assunto. Eu pedi: “me apontem um nome que foi investigado indevidamente.” Ninguém disse nada. Também dei uma coletiva sobre esse assunto. Fiz a mesma pergunta para os jornalistas. Ninguém me apresentou nada. Só posso concluir que quebramos o sigilo de pessoas certas.

– Dizem que houve um acordo para o encerramento da CPI…

– Não houve acordo na Câmara. Isso eu posso garantir.

–Mas houve acordo entre o governo e a oposição?

–Só posso dizer que não houve nada na Câmara. Falo do que sei.

–Uma explicação para o encerramento da CPI é que ela ajudou a esconder descobertas que poderiam comprometer o PT e o governo…

– Pelo amor de Deus! Nem o Antero Paes e Barros afirma isso. Ele chegou a fazer um voto em separado, para substituir meu relatório. Não fala sobre isso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - Seleção de denúncias não publicáveis.

Por Valéria Said Tótaro.

A editora que lançou Privataria Tucana – cuja obra denuncia a pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, tendo o ex-governador José Serra e o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil e ex-tesoureiro das campanhas eleitorais de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, como personagens principais – acertou na mosca ao trocar noite de autógrafos por um Twitcam com o autor do livro, o jornalista Amaury Ribeiro Jr., em São Paulo, 9 de dezembro: o vídeo transformou-se em comunicação viral.

São mais de 140 minutos de entrevista a um seleto grupo de blogueiros e jornalistas. E, logo no início do vídeo, a primeira resposta dada aos entrevistadores pelo mais que serendipitoso jornalista autor das denúncias revela que não é somente a fina flor de políticos piratas que terá de se haver com a opinião pública. Nossa imprensa está devendo muitas explicações aos cidadãos brasileiros, como aponta o diálogo abaixo:

“Amaury, quem é mais importante para entender essa história: Ricardo Sérgio ou Serra”?

“A imprensa.”

“Como? Por que a imprensa?”

“A imprensa é mais importante porque estou tentando publicar essas denúncias há mais de 20 anos...”

Silêncioensurdecedor

As cáusticas declarações dadas pelo ganhador de vários prêmios Esso já preencheriam os critérios de noticiabilidade para ocupar as editorias políticas da imprensa nacional. Inclusive, do “grande jornal dos mineiros”, onde Amaury fez uma reportagem investigativa, encomendada pelo Estado de Minas, sobre uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra para levantar um dossiê contra o ex-governador mineiro Aécio Neves. A matéria foi a “bala na agulha” que disparou outras investigações mais amplas, culminando em Privataria Tucana, obraque demandou 12 anos de pesquisas, sendo que um terço das 334 páginas é dedicado a fartos documentos, com riqueza de detalhes, sobre negociatas na venda de empresas estatais entre 1995 e 2002.

Aliás, a forma como o autor obteve grande parte dos documentos que embasaram o livro não deixa de ser um critério jornalístico relevante: Amaury recorreu a um procedimento do direito penal chamado exceção da verdade, isto é, quando alguém é processado por calúnia, tem o direito de provar que o que está dizendo é verdadeiro. Por isso, quando o jornalista foi processado por Ricardo Sérgio por danos morais, ele teve acesso a todos os documentos da CPI do Banestado que envolviam o ex-tesoureiro de Serra. Junte-se a isso o fenômeno editorial de Privataria que vendeu, em menos de 24 horas, os primeiros 15 mil exemplares e mal teve tempo de chegar às livrarias do Brasil, pois, graças à blogosfera, o livro está sendo disputado a preço de capa, literalmente. Há filas de espera para as 80 mil novas cópias da 2ª edição, mesmo com o polêmico vazamento da obra em .PDF nas redes sociais.

Então, como calar-se diante desse silêncio ensurdecedor da mídia tradicional, que tem ignorado solenemente (exceção de CartaCapital, Record News e TV Record) essa notícia de interesse público? Como sair em defesa da liberdade de imprensa, se essa liberdade é levianamente tratada segundo critérios de conivência partidária de empresas jornalísticas? O mesmo tom de indignação é compartilhado por Ricardo Kotscho que, em seu blog, dispara: “Para quê e para quem, afinal, serve esta liberdade de imprensa pela qual todos nós lutamos durante os tempos da ditadura, que eles apoiaram, e hoje é propriedade privada de meia dúzia de barões da mídia que decidem o que devemos ou não saber?”

Condenado à inexistência

Teoricamente, essa prática infame da mídia tradicional pode ser explicada pela Hipótese da Espiral do Silêncio, uma das correntes das teorias da Comunicação, formulada pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann (1984), segundo a qual o ponto de vista mais visível e explícito acaba por dominar a cena pública e o outro desaparece da consciência do público, devido ao fato dos seus apoiantes ficarem silenciosos, por terem medo de contrariar o status quo. Contextualizando: como tudo indica que o ponto de vista da grande mídia está atrelado ao establishment partidário do ex-governador paulista, notícias sobre as denúncias de Privataria Tucana estão sendo sumariamente eliminadas das pautas jornalísticas para não contrariar os interesses nada ocultos do tucano-mor. Em outro dizer, os tais meia dúzia de barões da mídia estão definindo os assuntos, ou melhor, as denúncias sobre as quais cada cidadão se preocupará e discutirá.

Exemplo explícito? Há uma semana, quando o livro foi lançado, a mídia tradicional dava (e continua dando) repercussão a todo tipo de denúncia, como as que envolvem o ministro Fernando Pimentel, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e o publicitário Marcos Valério, mas não repercute as de lavagem de dinheiro público escancaradas na obra de Amaury. Com efeito, podemos inferir que o objetivo desse silêncio midiático é “alienar” os cidadãos das denúncias bem documentadas pelo jornalista, de modo que Privataria Tucana seja condenado à inexistência social, reforçando a máxima de que só se torna notícia, de fato, aquilo que se que lê e se vê na grande mídia. E o que é pior: não há mais dúvida nenhuma de que denúncias são publicadas de maneira imoral e indefensavelmente seletiva pela imprensa do “mundo real”.

***

[Valéria Said Tótaro é jornalista, articulista e professora de Ética e Deontologia do Jornalismo]
Fonte: Observatório da Imprensa.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - Cena no Aeroporto de Guarulhos.

Do blog Conversa Afiada


Ansioso blogueiro entra na livraria do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Vai direto à estante principal e vê uma pilha, já reduzida, do livro do Amaury.

Pergunta a um vendedor :

- Como está vendendo o livro sobre a roubalheira dos tucanos ?

- Muito.

- Voces ainda tem uns ai na pilha, comentei.

- Acho que nós somos os únicos que ainda tem alguma coisa pra vender.

- Tem muito tucano comprando ?, perguntei, assim como quem não quer nada.

- Muito, ele respondeu, de pronto .

- E como é que voce sabe que o cara é tucano ?

- Pela arrogância.

PS. ontem fui cêdo a uma livraria perto de casa aqui em Ipanema.
Perguntei pelo livro e o vendedor respondeu. Chegararam 10 e foram vendidos no mesmo momento por clientes que chegaram antes de você. Posso colocá-lo numa lista de espera que já tem 5 nomes.
Respondi: tudo bem, vou querer 3 pois dois darei de presente de natal.
Como se vê, o papel dos blogueiros, entre os quais me incluo, tem sido fundamental para a divulgaçao do livro que a imprensa serrista, depois de escondê-lo por quase uma semana, passou agora a tentar desqualificá-lo.
Não me lembrei de fazer como o Paulo que perguntou se tucano estava comprndo o livro.


Pano rapido.

Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - Reação do Serra ao livro: "Lixo! Lixo! Lixo!

Do blog do Ricardo Kotsho


O ex-governador e ex-candidato presidencial José Serra teve um chilique ao ser perguntado sobre o livro A Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Júnior, em que ele é o personagem central. Repetiu várias vezes que o livro era um "lixo" e, quando uma repórter pediu que comentasse o conteúdo, perdeu a paciência: "Vou comentar o que sobre lixo? Lixo é lixo".

Até me espantei quando vi a notícia sobre a reação de Serra publicada no portal do Estadão, às 20h25 desta terça-feira, pouco antes de entrar no ar no Jornal da Record News. Estava rompido o pacto de silêncio na grande imprensa que escondia a obra desde o seu lançamento na última sexta-feira.

Mais espantado ainda fiquei ao não encontrar hoje a notícia na edição de papel do centenário matutino paulistano, em matéria que registra o constrangedor encontro entre José Serra e Aécio Neves na inauguração da Sala Artur da Távola, na Câmara Municipal, em São Paulo, na tarde do mesmo dia.

O texto de Daiene Cardoso fala do Encontro Nacional da Juventude Tucana e, ao final, publica o evento da Câmara, com declarações de Serra sobre a sucessão municipal e a situação do ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, "que tem sido questionado na sua atividade como consultor entre 2009 e 2010".

Sobre o livro, nada, nenhum questionamento. Aliás, as declarações de Serra e Aécio sobre o livro não foram publicadas em nenhum dos três jornalões nacionais, que até hoje ignoram a sua existência. Devem achar que seus leitores não têm acesso à internet nem ao JRN.

A foto de Ed Ferreira que ilustra a matéria resume o clima do encontro entre Serra e Aécio, logo depois dos tucanos falarem aos repórteres sobre o livro de Amaury Ribeiro Júnior, que continua batendo recordes de vendas apesar do boicote de editores e colunistas dos jornalões.

A Privataria Tucana já é bem conhecida por quem acessa o R7 e assiste ao Jornal da Record News, um programa comandado por Heródoto Barbeiro, que não tem lista negra de assuntos nem de entrevistados.

Olhando e esticando a mão no vazio, Serra, com ar contrariado, está ao lado de um sorridente Aécio Neves, que achou graça quando pediram sua opinião sobre o livro:

"Não é uma literatura que me interesse. Os que se interessarem devem lê-lo", comentou com ironia. Pelo jeito, são muitos os interessados, para desgosto de Serra. Hoje a Geração Editorial mandou para as livrarias mais 50 mil exemplares. Entre outras revelações e denúncias, Amaury conta como um candidato tucano espionava o outro e o PSDB acusava o PT de espionagem.

Durante a campanha presidencial do ano passado, Amaury Ribeiro Júnior foi acusado de quebrar o sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra e ao PSDB, e por isso responde a inquérito na Polícia Federal. Em sua defesa, o jornalista alegou que estava fazendo uma pesquisa exatamente para escrever sobre A Privataria Tucana.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - Para o conhecimento das novas gerações.

Para o conhecimento das novas gerações e para que não caia no esquecimento.‏

Carlos Augusto de Araujo Doria

Não quero discutir ideológicamente a privataria do governo do FHC nem os seus resultados econômicos e sociais, que são bem conhecidos.

Para mim, independente da grande negociata que foi, que enriqueceu muita gente amiga do Rei, foi um "crime de lesa-pátria", que prejudicou e continua prejudicando muita gente, com os altos custos e baixa qualidade dos serviços oferecidos.

Só quero que não caia no esquecimento e que as novas gerações saibam que esse que foi o maiorassalto contra o nosso patrimônio público, e o que é pior, feito na maior parte com nosso dinheiro.

Tal assalto já havia sido mostrado no livro do Aloisio Biondi, intitulado"O Brasil Privatizado", que está esgotado.

A revista Veja também fez uma série de matérias que coloquei nest blog.

Agora o livro "Privataria Tucana", do Amaury Junior volta ao assunto,respaldado em um série de documentos que coletou ao logo de 10 anos de pesquisas.



As privatizações, as grandes e as pequenas, todas elas, foram financiadas com recursos públicos.

Privatizações à brasileira.

"Foram sustentadas pelos Fundos de Pensão, que são estatais, pelo BNDES, que é estatal, e pela aceitação, pelo valor de face, de papeis oficiais que, no mercado, valiam um terço do valor escrito.(moedas podres)

É o caso dos Títulos da Dívida Agrária, das Obrigações da Sidebrás, dos recursos obtidos e, 1975 pela colocação no mercado do empréstimo compulsório destinado à Eletrobrás.

Só a operação decorrente da diferença entre o valor de face e o valor real reduziu em dois terços os desembolsos dos grupos que assumiram as empresas.Caso da Vale do Rio Doce, da Cia. Siderúrgica Nacional, da Embraer.


Em alguns casos, a coisa chegou a tal ponto que o poder público pagou para vender bens que lhe pertenciam.

No caso do sistema Telebrás, me lembro de uma entrevista do ministro Sérgio Motta, onde declara que tal sistema estava avaliado em U$ 150 bilhões.

Foi vendido (entregue), por um valor irrisório.

Caso da absorção do BANERJ pelo Itaú, governo Marcelo Alencar, do PSDB.

Trezentos e cinquenta milhões pelo ativo (de graça) e sem passivo.

O Estado do Rio de Janeiro assumiu uma dívida de 1 bilhão e 900 milhões junto à Caixa Econômica para zerar o passivo trabalhista e o fundo complementar de aposentadoria que garantiu vencimentos integrais aos funcionários.

Mesmo assim o ITAÙ pagou um terço dos 350 milhões com base no valor de face de papeis comprados por um terço. O governo RJ assumiu uma dívida alta para entregar o Banerj ao ITAÚ por um sexto desse montante.", como escreveu o jornalista Pedro do Coutto, da Tribuna na Internet.

Por muito menos, vejam o que aconteceu com os entreguistas amigos do FHC:

No México, o presidente Carlos Salinas de Gortari, santo padroeiro das privatizações (ele entregou o México ao Slim), hoje um dos homens mais ricos do mundo, fugiu para Nova York num jatinho, como escreveu o PHA.

O presidente da Bolívia, Gonzalo Sánchez Lozada, que entregou até a água do país, fugiu para Miami aos gritos de “ assassino !”.

Fujimori, o campeão das privatizações peruanas,grande amigo do FHC, admitiu pagar propinas ou “briberization” – expressão do Joseph Stiglitz, que o Amaury gosta de usar – no valor de US$ 15 milhões.

Nas últimas eleições peruanas tentou fazer sua filha presidente do Perú.

Na Argentina, ninguém, mais fala “Menem”, outro amigão do FHC e que só faltou entrega a própria alma.

"Quando é para se referir ao herói da privatização argentina, “el saqueo”, o presidente Carlos Menem, se diz “Mendéz”, para não dar azar.", escreveu o PHA.

Menem fugiu para o Chile atrás de uma starlet e voltou para a Argentina munido de um mandato deSenador, para não ir em cana, como lembrou o PHA.

O Daniel Dantas lavou e deslavou dinheiro e foi solto pelo Gilmar Dantas, digo Gilmar Mendes, tendo sidoum dos maiores beneficiados com a privataria tucana. Tá livro e solto por aí.


O Carlos Jereissati e Sergio Andrade compraram a Telemar com ajuda de uma “briberization” ao Ricardo Sérgio e, segundo o livro do Amaury, se sentiram achacados por terem que pagar "uma baba" ao Ricardo.

Deve ter pago "contrangido".

A Vale também teve “briberization”, ofertada ao mesmo chefe da Tesouraria das campanhas de Serra e Fernando Henrique, o ínclito Ricardo Sérgio.

O Ricardo Sergio lavou, deslavou, cuidou da filha do Serra e do genro do Serra.

O FHC entra no diálogo com o André Lara Rezende a tramar um lance da privatização.

Entre o Ministério das Comunicações e o BNDES entrava consorcio por uma porta, saía outro pela outra, entrava a Previ por um lado, o dinheiro do Banco Brasil por outro, a Elena Landau, grande musa das privatizações, saía por uma porta, o Arida entrava pela outra – tudo no limite da “irresponsabilidade !”.

“Se der m …” (está tudo em matérias antigas da Veja)


Roubaram em todos os tempos e modos, diria o Vieira, como lembra o PHA.

Segundo o Aloysio Biondi, que analisou o papel das “moedas podres” e dos empréstimos do Mendonção no BNDES, O BRASIL DO FHC E DO SERRA PAGOU, PAGOU PARA VENDER AS EMPRESAS ESTATAIS.

O Amaury cita o Bresser Pereira, ex-ministro do FHC: “só um bobo dá a estrangeiros serviços públicos como as telefonias fixase móveis”. (eu acrescento, serviços estratégicos)

“Um bobo ou esperto”, ponderou o Amaury, no seu livro.

Espertíssimo !

O Delfim costuma dizer que o Serra e o FHC “venderam o patrimônio e endividaram o país !”, dois jenios ! como diz o PHA.

E espertos !

O Fujimori na cadeia, o Sanchez Lozada em Miami, o Salinas escondido num bunker na cidade do México,o Mendéz refugiado no Senado, e o FHC no Roda Viva a pregar a Moralidade !

Só uma perguntinha? cadê o jornalista do O Globo", o Élio Gaspari,que cunhou o termo "privataria"? Não tem nada a dizer sobre o livro?

Será que é porque "O Globo"está, assim como os outros veículos do PIG escondendo o livro, numa atitude que mostra a hipocrisia dessa gente, que vive falando em liberdade de imprensa?

O jornalista Ricardo Kotscho fez também uma perguntinha no seu blog: Liberdade de Imprensa: para quê, para quem? simples assim.



PS. algumas "tiradas" usadas pelo PHA no seu blog Conversa Afiada, coloquei no meu texto .

PRIVATARIA TUCANA - Para relembrar.

Copiado do blog Por Um Novo Brasil.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PRIVATARIA TUCANA - IstoÉ de março de 2002

Do Blog do Mello.

Reportagem da IstoÉ de março de 2002 do autor da Privataria Tucana destroi argumento de que livro é dossiê do ano passado.

A seguir reproduzo a reportagem Caixa Explosivo, escrita pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr (três Prêmios Esso e quatro Prêmios Vladimir Herzog), publicada no número 1695 da revista IstoÉ, em março de 2002.

Isso derruba o principal argumento tucano de que o livro de Amaury "A Privataria Tucana" seria produto de um dossiê ilegal montado na campanha do ano passado.

Contestem o livro e seus documentos - se o puderem -, mas com outros argumentos, porque o do suposto dossiê fica desmoralizado com a reportagem escrita por Amaury há quase dez anos.

_____________________________
IstoÉ 1695. 27 de março de 2002
Link: http://www.istoe.com.br/reportagens/21273_CAIXA+EXPLOSIVO

CAIXA EXPLOSIVO

Relatório do Banco Central
incrimina Ricardo Sérgio,
que arrecadou dinheiro
para Serra, em várias
irregularidades


Principal articulador da
formação dos consórcios que
disputaram o leilão das
empresas de telecomunicações,
o ex-diretor da área
internacional do Banco do
Brasil, Ricardo Sérgio de
Oliveira, está tirando o sono da
cúpula do PSDB e dos
coordenadores da candidatura
do senador José Serra.
Companheiro de militância
política de Serra desde a época
do regime militar, Ricardo
Sérgio, que em 1998 foi caixa
das campanhas de Fernando
Henrique Cardoso, para a
Presidência,
e de Serra, para o Senado,
acaba de
ser responsabilizado pelo
Banco Central
por um caminhão de
irregularidades
que favoreceram a entrada do
Banco Opportunity em um
consórcio para disputar o leilão
da Telebrás. Mantido em
absoluto sigilo, o relatório do
BC, ao qual ISTOÉ teve acesso,
é uma bomba que vai jogar
estilhaços por todos os lados. O
efeito é tão devastador que
uma operação foi montada na
Polícia Federal do Rio de
Janeiro para abafar o caso.

Amigo de Serra, com quem
trabalhou entre 1998 e 1999 no
Ministério da Saúde, montando
uma central de informações
que recrutava arapongas, o
superintende da PF no Rio,
delegado Marcelo Itagiba, usou
um dispositivo que lhe permite
promover reformas
administrativas internas para
afastar na semana passada o
delegado que investigava o
caso. Deuler da Rocha
Gonçalves comandava os dois
inquéritos (civil e criminal) que
investigam a participação de
Ricardo Sérgio e de outros
caciques do PSDB nas supostas
irregularidades ocorridas no
processo de privatização. Os
inquéritos foram transferidos
para a delegada Patrícia
Freitas, recém-chegada aos
quadros da PF, que substituiu
Deuler na Delegacia de
Combate ao Crime Organizado
e Inquéritos Especiais. Depois
de ler o relatório do BC, Deuler
havia antecipado a amigos que
já possuía provas suficientes
para indiciar Ricardo Sérgio e
outros políticos ligados ao
PSDB por falsidade ideológica,
estelionato e corrupção.

Composto por atas de reuniões
do Opportunity e da diretoria
do Banco do Brasil, o relatório do BC, com cerca de 50 páginas,
confirma o que o Ministério
Público Federal já havia
denunciado em 1999: a carta
de fiança do BB, no valor de R$
874 milhões, que permitiu à
Solpart Participações Ltda,
empresa do Banco
Opportunity, participar do
leilão, está repleta
de irregularidades. De acordo
com o BC, a Solpart, que não
efetuou nenhum depósito e
nem sequer ofereceu garantias
para conseguir o empréstimo,
foi fundada um mês antes do
leilão, ocorrido em setembro
de 1998, com o capital social
irrisório de R$ 1 mil da
Techold. Na avaliação do BC,
esse dado já era suficiente
para provar que a Solpart, que
recebeu o nome inicial de
Banco Opportunity Xin S.A.,
não teria condições de quitar a
dívida.

Segundo o relatório, Ricardo
Sérgio e os demais diretores do
Banco do Brasil mentiram até
mesmo na súmula de operações
– na qual é analisada a
proposta de garantia feita por
empresas que tentam obter
empréstimos –, ao dizerem que
não foram apurados riscos na
operação financeira.

O risco seria detectado com
uma simples consulta interna,
que indicaria que a conta da
Solpart havia sido aberta no BB
cinco dias antes da aprovação
do empréstimo. "A carta de
fiança foi concedida apenas em
critérios subjetivos, sem
atentar para princípios da boa
técnica bancária como os de
seletividade, garantia, liquidez
e diversificação dos riscos,
demonstrando imprudência na
gestão dos negócios da
instituição financeira, fato que
em tese configura delito", diz o
relatório do BC.

O documento compromete
também Pérsio Arida, que na
condição de presidente do
Conselho de Fiscalização do BB
referendou a decisão
de Ricardo Sérgio.

Apontado como um dos pontos
mais nebulosos do governo
FHC, a privatização das
empresas de telecomunicações
tirou Ricardo Sérgio das
sombras. Principal articulador
da participação da Previ, fundo
de pensão dos funcionários do
BB, na privatização do sistema
Telebrás, Ricardo Sérgio,
indicado por Serra para o
cargo, foi flagrado por uma
escuta telefônica dizendo ao
ministro Luiz Carlos Mendonça
de Barros que iria conceder a
carta de fiança pedida pelo
grupo coordenado pelo
Opportunity. "Estamos no
limite da nossa
irresponsabilidade", assumiu. A
participação da Previ e a carta
de fiança eram indispensáveis,
já que o consórcio não possuía
o capital exigido pelo estatuto
do BNDES, que definiu as
regras para a participação no
leilão.

Os passos de Ricardo Sérgio e
do ex-ministro Sérgio Motta,
que coordenou a campanha de
FHC em 1994, também estão
sendo apurados pela Receita
Federal e pelo MP em Brasília.
As investigações apontam que
os rendimentos declarados por
Motta e Ricardo Sérgio estão
muito aquém dos valores em
suas movimentações bancárias.
As investigações mostram que,
ao deixar o Banco do Brasil em
1998, o ex-diretor declarou ao
Fisco um rendimento de R$ 1,4
milhão, que equivale a pouco
mais da metade de seu
patrimônio de R$ 2,58 milhões.
É um valor bem distante dos
cerca de R$ 170 mil de renda
bruta que ele declarou em
1996.

Lavagem – De acordo com sua
declaração de Imposto de
Renda, somente com a sua
corretora RMC, Ricardo Sérgio
lucrou R$ 812.216,98. Esse
montante corresponde quase
ao valor total das cotas que ele
possuía na empresa. Para a
Inteligência da Receita
Federal, esse fato reforça a
tese de que a RMC pode ter
sido utilizada por Ricardo
Sérgio para lavar dinheiro. Já
as declarações de IR de Sérgio
Motta revelam que o ex-
ministro morreu sem nunca ter
declarado dois apartamentos
de alto luxo em São Paulo que
adquiriu por intermédio de
contrato de gaveta da Ricci
Associados e Engenharia e
Comércio, empreiteira de
propriedade dos sócios de
Ricardo Sérgio na RMC.
Documentos que somente
agora começam a sair do baú
apontam também indícios de
que os caixas de campanha dos
tucanos efetuavam transações
financeiras em paraísos fiscais.

Em 1998, Ricardo Sérgio
declarou ao Fisco ter enviado
ao Exterior R$ 131.536,95 para
uma empresa identificada por
ele apenas como Franton Inc.
O Fisco suspeita que a
empresa possa estar localizada
num paraíso fiscal. Os negócios
de Ricardo Sérgio no Exterior
constam também de
documentos do 3º Cartório de
Títulos e Documentos de São
Paulo. Mostram que no dia 19
de fevereiro ele e seu sócio,
Roberto Visneviski, compraram
um escritório em São Paulo da
Andover Nacional Corporation,
empresa instalada nas Ilhas
Virgens. Para especialistas em
operações de lavagem, a
transação é suspeita porque o
responsável pela Andover é o
próprio Visneviski. "Tudo
indica que a Andover seja de
Ricardo Sérgio e de seu sócio.
Foi uma operação clássica de
internação de dinheiro", avalia
o jurista Heleno Torres,
consultor da Receita em
operações de lavagem de
dinheiro.

Torres aponta também como
uma operação de internação de
dinheiro a transferência do
controle acionário da
empreiteira Hidrobrasileira
S.A, que ficou mais de 20 anos
sob o comando de Motta, para
a empresa PDI (Project
Development International
Coorporation), instalada em
Luxemburgo. A PDI não passa
de um escritório especializado
em abrir empresas e contas de
pessoas que preferem ficar no
anonimato. Um mês antes de
adquirir a Hidrobrasileira e se
cadastrar na Associação
Comercial de Luxemburgo, a
PDI simulou um empréstimo de
US 4,5 milhões com a Albion,
instalada num paraíso fiscal
qualquer, com juros de 4% ao
ano – longe dos 11% ao ano
cobrados pelas instituições
financeiras da Europa. A
simulação do empréstimo é
uma operação já conhecida das
Unidades de Inteligências
Financeiras criadas em todo
mundo para rastrear operações
de lavagem. Sem procedência
justificada, o dinheiro ilegal
roda de conta em conta em
paraísos fiscais até voltar limpo
ao país de origem.

PRIVATARIA TUCANA - A fala de Amaury, o livro e a CPI.

por Rodrigo Vianna do blog Escrivinhador.

Participei da tuitcam com Amaury Ribeiro Jr, na última sexta-feira.* O autor (que é também jornalista) estava um pouco exaltado no início do bate-bapo. Cheguei a pensar: a editora deveria ter preparado melhor isso, com um formato mais organizado, combinado com o Amaury como se portar. Depois, percebi que isso era fruto de minha cabeça “viciada” de TV.

Aquilo não era um programa de TV. Era um papo na internet. Amaury se mostrou como é: ele fala meio enrolado (como sabem todos os que convivem com ele), exalta-se facilmente, parece perder-se na miudeza dos fatos, mas de repente engata um raciocnio complicado sobre o sistema de lavagem de dinheiro – que conhece profundamente. E revela a grandiosidade da investigação que conduziu. O Amaury é assim! A tuitcam serviu para mostrá-lo como é, sem retoques.

E é preciso entender o que o Amaury passou ano passado. A imprensa tentou trucidá-lo, transformá-lo num bandido. Ele, que tinha trabalhado nas principais redações do país, foi transformado no pivô de um história que o serrismo e seus parceiros da mídia usaram pra tentar virar a eleição.

Por isso, quando abri a conversa perguntando pro Amaury “quem é mais importante nessa história, Ricardo Sergio ou Serra?”, ele respondeu: “a imprensa, a mídia”.

O resultado das mais de duas horas de convesa com o Amaury foi um volume brutal de informações – que deve ter deixado ainda mais gente com vontade de ler o já famoso “A Privataria Tucana”.

Ainda durante a tuitcam, soubemos da capa da “Veja” – com a denúncia contra petistas de Minas (oh, santa coincidência) que teriam encomendado arapongagens contra tucanos (pobrezinhos). Essa é a “Veja”. A capa foi o primeiro tiro de Serra no contra-ataque ao livro do Amaury.

O curioso é que, no bate-papo com os blogueiros Amaury tinha avisado que essa é uma prática do serrismo: quando se sente acuado, cria uma situação para desviar o foco das atenções; costuma acusar os adversarios daquilo que faz. Por isso, Serra (que segundo Amaury usa e abusa dos dossiês) passou várias semanas na campanha de 2010 acusando os adversários de prepararem dossiê contra ele. O contra-ataque na “Veja” parece seguir essa linha.

Nas próximas semanas, podemos esperar: campanhas de desqualificaçãos (mini dossiês contra Amaury e outros que tiveram a coragem de ajudar a preparar esse livro histórico), ataques contra setores do PT e contra o aecismo (que Serra acredita estar por trás de Amaury), mas também muitas novidades a partir do que o livro mostrou.

O “Tijolaço”, do Brizola, descobriu uma ponte entre a CITCO (paraíso das offshores de Ricardo Sérgio e de outros personagens citados no livro) e o filho de FHC.

Outro desdobramento: as reações no Congresso. O PT reagiu de forma um pouco discreta. Mas há vozes dissonantes (também em outros partidos) clamando por uma “CPI da Privataria”. Essa seria uma grande bandeira: CPI da Privataria!

Importante também seria algum parlamentar chamar Amaury e Ricardo Sérgio (além de Verônica Serra e Verônica Dantas) para depois no Congresso.

*Participaram da tuitcam, além desse escrevinhador: Azenha e Conceição (“VioMundo”), Emediato (dono da Geração, editora que lançou o livro), Fernando Brito (“Tijolaço”), Luiz (“Minas sem Censura”), Maringoni (“CartaMaior”), Miro (“Blog do Miro”), Luiz (“Minas Sem Censura”) Nassif (Blog do Nassif), Rovai (“Blog do Rovai” e revista “Forum”).