Mostrando postagens com marcador Exploração capitalista.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exploração capitalista.. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de janeiro de 2013

CAPITALISMO - Renda dos 100 mais ricos e a pobreza.


Renda dos 100 mais ricos pode acabar quatro vezes com a pobreza


Portal Vermelho

Cartum concentração de renda

Os 240 bilhões de dólares da renda líquida das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema mundial, segundo o mais recente relatório da Oxfam.

Por Marco Antonio Moreno

A explosão da riqueza e os rendimentos extremos aprofunda a desigualdade e dificulta a capacidade mundial de combater a pobreza, adverte a organização internacional Oxfam num comunicado divulgado a poucos dias do Fórum Económico de Davos, que terá ocorrerá na próxima semana.

Os 240 bilhões de dólares de renda líquida das 100 pessoas mais ricas do planeta bastariam para acabar quatro vezes com a pobreza extrema, segundo o relatório The cost of inequality: how wealth and income extremes hurt us all (O custo da desigualdade: como a riqueza e os rendimentos extremos prejudicam a todos). O relatório faz um apelo aos líderes mundiais para conter os rendimentos extremos e se comprometerem com a redução da desigualdade, pelo menos até os níveis existentes em 1990.

O 1% das pessoas mais ricas do planeta aumentaram os seus rendimentos em 60% nos últimos 20 anos e a crise financeira só tem acelerado esta tendência, em vez de a reduzir.

O estudo adverte que a riqueza e os rendimentos extremos não só não são éticos, como além disso são economicamente ineficientes, politicamente corrosivos, dividem a sociedade e são destrutivos para o meio ambiente. José María Vera, diretor geral de Intermón Oxfam, afirma que "não podemos continuar a fingir que a geração de riqueza para uns poucos beneficiará o resto - e muitas vezes a realidade é a contrária”. "A concentração de recursos nas mãos do 1% mais rico debilita a atividade económica e torna a vida mais difícil para o resto - particularmente para os mais vulneráveis e os mais pobres".

"Num mundo no qual até os recursos mais básicos, como a terra e o água, são cada dia mais escassos, não podemos permitir-nos concentrar ativos nas mãos de uns poucos e deixar a maioria a guerrear pelo que fica." A estimativa é de que cada uma das pessoas que integram o seleto grupo do 1% mais rico do planeta utiliza 10.000 vezes mais carbono que um cidadão norte-americano médio.

Como paradigma da tendência contrária encontra-se o Brasil, que tem crescido rapidamente ao mesmo tempo em que reduzia a desigualdade - bem como o sucesso histórico dos Estados Unidos nos anos 30 quando se implantou o New Deal de Roosevelt que ajudou a reduzir a desigualdade e a atalhar os interesses espúrios. Nesta mesma linha manifesta-se Vera e assegura que "precisamos um New Deal global para reverter décadas de incremento da desigualdade. Como primeiro passo os líderes mundiais deveriam comprometer-se formalmente a reduzir a desigualdade para os níveis existentes em 1990".

"Desde paraísos fiscais até débeis leis de emprego, os mais ricos se beneficiam de um sistema económico global montado a seu favor. É hora de que os nossos líderes mudem o sistema para que funcione no interesse de toda a humanidade em lugar de o fazer para uma elite mundial". Acabar com os paraísos fiscais - que albergam cerca de 32 trilhões de dólares (ou um terço da riqueza global) poderia gerar 189 bilhões de dólares adicionais nas receitas fiscais.

Fonte: Esquerda.net

domingo, 11 de março de 2012

CAPITALISMO - Chutando o traseiro do planeta.

Welinton Naveira e Silva

O grande capital externo, sempre em conluio e parcerias com nossas elites, não começou a chutar o nosso traseiro justo agora no momento de preparação para esses dois gigantes eventos, Copa do Mundo e Olimpíada, envolvendo poderosos recursos públicos, interesses políticos e privados, internos e externos. Salvo as exceções, em todas as oportunidades os nossos grandes empresários sempre estiveram à frente de seus próprios interesses, pouco a ver com as prioridades e necessidades estratégicas e econômicas do Brasil, e de nosso povo.

No sistema democrático capitalista, as elites se beneficiam de todas as maneiras possíveis, seja nas crises ou nos bons momentos, sobrando muito pouco para o povo, além de ter que pagar todas as contas. No auge da atual grande crise mundial do capitalismo, as grandes empresas, montadoras e bancos, teriam se beneficiado de um total mundial de cerca de US$ 17 trilhões, provenientes diretamente dos cofres públicos. E ainda ousam dizer que a iniciativa privada que é competente.

Sabe-se que a riqueza nasce do trabalho, e apesar disso, o trabalhador acaba ficando com muito pouco do que produziu. Por isso mesmo, continua pobre e morando mal. Sempre relegado e pagando a conta, de forma continuada, silenciosa e sistêmica, pelas mil manobras, leis e recursos criados pelas próprias elites, em nome do povo.

Derivam daí as escandalosas isenções e sonegações de impostos, incontáveis privilégios para os poderosos, gigantescas remessas de lucros para o estrangeiro, superfaturamentos e desnecessárias obras públicas, fantásticos incentivos financeiros e fiscais etc. Tudo, possibilitando gigantescas acumulações de riquezas em mãos de poucos.

Não bastassem essas gigantescas transferências de riquezas públicas para os poderosos, em determinadas situações de fragilidades políticas as elites criam mecanismos de siderais transferências de riquezas públicas para seus cofres, num curtíssimo espaço de tempo, sem trabalho algum, como as ocorridas nas privatizações FHC/PSDB, com a entrega de riquíssimas empresas estatais a preços de bananas, que se, atualizados a valores de hoje, contabilizando todos os prejuízos diretos e indiretos, acreditem, folgadamente passaria dos R$ 10 trilhões.

Trocando em miúdos, a democracia capitalista é um sistema insano e sem maiores planejamentos, por isso mesmo, o Planeta possui 4 bilhões de pobres e de excluídos, conflitos e violências de todos os tipos e dimensões. Provavelmente, uma guerra nuclear, a qualquer hora dessas.
Fonte:Tribuna da Internet.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CAPITALISMO SELVAGEM - Direção do Jóquei quer revogar leis trabalhistas.

Direção do Jóquei quer revogar as leis trabalhistas. Resultado: greve e corridas suspensas.

Carlos

Um fato inédito na história do Joquei Clube Brasileiro, fundado por Lineu de Paula Machado, e presidido durante mais de vinte anos por seu filho, Francisco Eduardo, vai acontecer amanhã, quinta-feira. Não haverá corridas, não só na quinta, mas também no sábado e domingo. É que os jóqueis, treinadores cavalariços resolveram entrar em greve contra a decisão do presidente Luís Eduardo Costa Carvalho de suspender o pagamento, pelo JC, dos planos de saúde dos profissionais do turfe.

A decisão estourou como uma bomba, na tarde de ontem, e a oposição convocou reunião extraordinária do Conselho Deliberativo. A decisão foi tomada segunda-feira durante a reunião da diretoria. O diretor Afonso Castilho tentou contornar o desfecho, argumentando com a figura do direito adquirido. Mas o presidente Costa Carvalho nega esse direito, sob o argumento que os jóqueis, treinadores cavalariços são autônomos e, como tal, não possuem vínculo de emprego com o Jóquei Clube.

Costa Carvalho resolveu suspender também, através de seu argumento, o recolhimento das contribuições para o INSS. Neste caso, o corte acarreta redução no valor das aposentadorias. No caso de suspensão dos planos de saúde, argumentou Afonso Castilho, existem casos extremamente críticos, como o da mulher do treinador Artur Araújo, jóquei do passado, do tempo de Rigoni, que se encontra internada há dois meses. Afonso Castilho enumerou diversos outros casos, mas não conseguiu demover costa Carvalho de praticar os cortes que anunciou.
Fonte: Tribuna da Internet.

terça-feira, 29 de março de 2011

EXPLORAÇÃO CAPITALISTA - Felizmente os trabalhadores das empreiteiras estão tomando consciência que são explorados.

Já são mais 80 mil que cruzaram os braços em todo país. O PIG, como era de se esperar, continua manipulando as informações sobre as reais causas da revolta dos traabalhadores nos canteiros de obras das empreiteiras

Revolta em Jirau reflete superexploração.

Causas da revolta dos trabalhadores da usina hidrelétrica envolvem “licenciosidade” federal e superexploração.

Eduardo Sales de Lima

da Redação


Em 15 de março, parte dos cerca de 22 mil trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, levantaram-se contra as péssimas condições de trabalho em que viviam. Mais do que isso. Muitos compreenderam que o consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pelas empresas Camargo Corrêa, Suez e Eletro, estão lucrando às custas de sua exploração.

Na ocasião, dezenas de veículos foram incendiados e algumas instalações do canteiro de obras, depredadas. Praticamente todos os alojamentos foram incendiados. As obras estão paralisadas por tempo indeterminado. Uma assembleia já havia sido marcada para o dia 27 de março. Segundo os trabalhadores, o estopim foi a agressão, por parte de um motorista da empresa que transporta os funcionários, a um operário que fora impedido de embarcar porque não possuía autorização para deixar o canteiro. A situação, então, tornou-se incontornável. Por causa da manifestação, cerca de 35 trabalhadores foram presos.



“Vandalismo”

Emergem dúvidas, entretanto, sobre quem praticou o primeiro ato de “vandalismo”. “O funcionários nos relatam constantemente inúmeros desmaios por dia em plena obra, sendo que os ambulatórios não possuem médicos. E o pior: permanecem sob observação por dez minutos, e, depois, são obrigados a retornar ao trabalho”, revela a irmã Maria Ozânia da Silva, coordenadora da Pastoral do Migrante em Rondônia.

O transporte dos operários é de péssima qualidade. Segundo conta o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) em Rondônia, Océlio Muniz, aquele que perde um ônibus devido à lotação e chega atrasado na rodoviária de distribuição para os canteiros de obras perde o dia de serviço.

De acordo com ele, no almoço, que dura uma hora, todos se apressam para tomar o ônibus. Não há tempo para descanso. O mesmo acontece para quem perde o ônibus que retorna ao alojamento e é obrigado a andar por cerca de 7 quilômetros até o dormitório.

Em junho de 2010, um funcionário do setor de reciclagem de Jirau afirmou à reportagem do Brasil de Fato presente no local que o simples posicionamento de um trabalhador exigindo seus direitos, como a existência de instrumentos básicos de proteção, como máscaras, por exemplo, resultava em sua demissão ou perseguição.

“A falta de diálogo, o autoritarismo da empresa, isso tudo se reflete na violação dos direitos humanos tanto das comunidades atingidas quanto em relação aos operários”, critica irmã Maria Ozânia da Silva. Também existem relatos de trabalhadores que teriam sido agredidos por outros funcionários contratados pela Camargo Corrêa.



Direitos atacados

Não é de hoje que as empresas que constroem a Usina Hidrelétrica de Jirau – que faz parte do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – estão envolvidas em sérios ataques aos direitos trabalhistas.

Em setembro de 2009, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Rondônia e o Ministério Público do Trabalho libertou 38 pessoas que trabalhavam em condição análoga à escravidão para a BS Construtora, empresa terceirizada do consórcio dono da barragem que construía a Vila Nova Mutum, para onde serão transferidas as famílias que residem na área que será inundada.

A grande imprensa focaliza o “vandalismo” dos trabalhadores, mas pouco ou nada diz sobre os motivos da revolta que, para o sociólogo Luiz Fernando Novoa, professor da Universidade Federal de Rondônia (Unir), reside na “insistência em disciplinar e aferrar a mão de obra a cronogramas físico-financeiros autistas e irreais, com condições de trabalho degradantes, e através da repressão policialesca”.

Para Novoa, grande parte dos erros cometidos contra os trabalhadores está inscrita em dois equívocos maiores: na “licenciosidade” por parte do governo federal em relação à implementação das obras no rio Madeira e na busca das empresas pelo lucro imediato, atrelados a tais “cronogramas autistas” mesmo que o custo seja o desrespeito aos direitos dos barrageiros. “O governo federal, em nome da atratividade do negócio, afrouxou ao máximo a regulamentação e a fiscalização em todas as áreas afetadas devidos às obras (ambiental, trabalhista, urbanística, compensações sociais) e blindou política e juridicamente todo o processo de outorga, concessão e licenciamento”, destaca.



“Arranjo financeiro”

Novoa lembra que as hidrelétricas feitas na região amazônica devem ser extremamente flexíveis na sua implementação, oferecendo, nos leilões, tarifas reduzidas que justifiquem o risco nesse investimento. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, que constrói Jirau, ofereceu, em leilão ocorrido em 2008, o preço de 71,40 reais por Mwh (megawatt-hora), um considerável deságio de 21,5%.

Quase um ano depois das rebeliões ocorridas na Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, o sociólogo aprofunda a questão ao elucidar que o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira resulta de um arranjo financeiro, arquitetado pelo Ministério do Meio Ambiente (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e viabilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que premia a máxima antecipação da operação das usinas com a venda de 100% da energia, gerada antes do prazo contratual, no mercado livre.

“Impõe-se a etapa da construção nas margens mínimas de tempo e de custos e quem paga por isso são os trabalhadores, a população atingida e o meio ambiente. É preciso lembrar que o governo federal, ao defender a construção da Usina de Belo Monte, apresentava as usinas do Madeira como modelo de sustentabilidade e participação. Será esse o paradigma para a construção de novas grandes hidrelétricas na Amazônia?”, critica Novoa. Como ele disse ao Brasil de Fato em 2010, “a fatura está vindo de modo informal, por meio dessas rebeliões”.

Altair Donizete de Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Rondônia (Sticcero), joga mais luz nessa situação. Ele lembra que a Camargo Corrêa não pagou a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que deveria ter sido repassada em novembro.“É dito cinquenta vezes por dia que a Usina de Jirau está um ano adiantada no cronograma, e a empresa não paga PLR porque diz que não teve lucro. Então, como fica a cabeça do trabalhador?”, conta.

O projeto da Usina Hidrelétrica de Jirau recebeu R$ 7,2 bilhões do BNDES. O salário médio dos funcionários é de R$ 1.500. Grosso modo, os gastos do consórcio com salários gira em torno de entre R$ 33 milhões e R$ 40 milhões.
Fonte: Brasil de Fato.