terça-feira, 29 de maio de 2018

POLÍTICA - Avaliação da privataria tucana.

Pesquisa mostra que brasileiros são contra privatizações de estatais

Maioria teme precarização ou extinção de programas sociais
Pesquisa CUT/Vox divulgada nesta segunda-feira (28) aponta: maioria absoluta (55%) dos brasileiros é contra a privatização de empresas e serviços públicos.
Preços mais altos, salários mais baixos, demissões e benefício somente para os ricos (banqueiros, empresários e investidores) são algumas das razões apresentadas pelos entrevistados contrários ao pacote de privatizações do governo ilegítimo de Michel Temer.
Outros 23% são a favor e 22% não souberam ou não quiseram responder.
Bancos Públicos
Para metade dos entrevistados, a Caixa e o Banco do Brasil são indispensáveis ao desenvolvimento nacional e não devem ser privatizados.
No caso da Caixa, 60% são contrários à sua privatização, e para 47% desse total, se a Caixa for privatizada, muitas cidades do interior ficarão sem agências bancárias e muitos programas sociais vão diminuir ou mesmo parar de funcionar.
Também temem que o FGTS não mais será destinado a financiar a habitação para famílias de renda baixa e média, favorecendo os mais ricos.
Avaliação das privatizações já feitas
A pesquisa também apurou o que os brasileiros pensam sobre as empresas brasileiras que eram públicas e foram privatizadas nos últimos 30 anos, e a avaliação também é negativa: 50% avaliam que não foi um bom negócio; 44% entendem que as empresas não ficaram mais rentáveis nas mãos da iniciativa privada; para 42%), o número de empregados diminuiu; 38% afirmam que os salários foram rebaixados e 31% avaliam que a qualidade dos serviços e produtos piorou.

POLÍTICA - Lula, preso político.

Enquanto o Brasil afunda política e economicamente sob os olhares espantados do planeta, surge uma denúncia mundial que, há poucos meses, ninguém acreditaria que seria feita. A nata da intelectualidade mundial se reuniu para denunciar que o ex-presidente Lula é o primeiro preso político do século XXI no Brasil. Essa denúncia é uma legítima BOMBA!
Agora não dá para esconder mais. A derrocada do Brasil, expressa pelo caos interno no país, coaduna-se com a prisão escandalosa do líder da oposição brasileira às vésperas de uma eleição que ele venceria com um pé nas costas se pudesse concorrer.
A análise do processo que mandou Lula para a cadeia foi concluída por centenas dos mais importantes juristas e intelectuais de todo o mundo e esse processo está sendo denunciado ao mundo como uma farsa destinada a fraudar o processo eleitoral brasileiro de 2018.
A denúncia é tão poderosa que até um conhecido jornalista de direita repercutiu, apesar de estar sendo escondida pela grande mídia.
Trezentos acadêmicos e intelectuais reuniram-se em uma organização intitulada “Global Scholars for Brazilian Democracy” e lançaram um manifesto intitulado “Lula da Silva é um prisioneiro político. Lula Livre!”, denunciando a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A petição discute em detalhe a natureza arbitrária do processo conduzido pelo juiz federal Sérgio Moro contra Lula, afirmando que ele é nada menos do que um prisioneiro político. O documento declara que a comunidade internacional deve trata-lo como tal e demanda sua imediata libertação.


O manifesto é assinado por juristas, intelectuais e acadêmicos de grande peso e de todo o mundo, mas, principalmente, dos Estados Unidos e da Europa.
O manifesto foi organizado por Erika Robb Larkins, James N. Green, Peter Evans, Rebecca Tarlau e Stanley Gacek.
Já foi assinada por intelectuais renomados, como Tariq Ali, Robert Brenner, Wendy Brown, Noam Chomsky, Angela Davis, Axel Honneth, Fredric R. Jameson, Leonardo Padura, Carole Pateman, Thomas Piketty, Boaventura de Sousa Santos, Slavoj Žižek.Red Block, Mark Blyth, Michael Burawoy, Peter Evans, Neil Fligstein, Marion Fourcade, Frances Fox Piven, Michael Heinrich, Michael Löwy, Laura Nader, Erik Olin Wright, Dylan Riley, Ananya Roy, Wolfgang Streeck, Göran Therborn, Michael J. Watts e Suzi Weissman.
Economistas mundialmente renomados também assinaram, como Dean Baker, Ha-Joon Chang, Giovanni Dosi, Gérard Duménil, Gary Dymski, Geoffrey Hodgson, Costas Lapavitsas, Marc Lavoie, Thomas Palley, Robert Pollin, Pierre Salama, Guy Standing, Robert H. Wade e Mark Weisbrot.
É realmente impressionante a lista de apoiadores e tende a crescer muito, ao mesmo tempo em que, no Brasil, já existe uma real EXIGÊNCIA da população para que o ex-presidente possa concorrer na eleição de 2018.
O cerco sobre a ditadura judiciário-midiática está se fechando. Por enquanto, os ditadores fingem não ver as bombas caindo ao redor. Essa dos intelectuais, juristas e cientistas de renome internacional, porém, foi uma bomba atômica.
Resta saber quanto tempo irá demorar para essa gente perceber o tamanho da encrenca que arrumou. Se não fossem tão ignorantes e paroquianos, já teriam entendido. Mas cedo ou tarde vão entender. Provavelmente, quando for tarde demais.

Denúncia mundial contra prisão de Lula é uma bomba

POLÍTICA DE PREÇOS DA PETROBRAS TRAZ PREJUÍZOS AO PAÍS

Política de combustíveis é manifestação de alienação política - Portal Vermelho

Política de combustíveis é manifestação de alienação política - Portal Vermelho: Ter gigante petrolífera deveria servir para reduzir nossa exposição ao mercado internacional. Nem os norte-americanos ousam ser liberais nestas questões.

Por Roberto Amaral*

Greve dos petroleiros: Governo quer país como mero exportador - Portal Vermelho

Greve dos petroleiros: Governo quer país como mero exportador - Portal Vermelho: Em vídeo, o vice-presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Divanilton Pereira, expressa apoio ao movimento dos caminhoneiros e diz que os petroleiros, que irão paralisar as atividades por 72 horas a partir da quarta (30), se somarão à luta, mas irão mais fundo, exigindo retomada dos investimentos, e uma economia a serviço dos interesses do povo brasileiro e não submetida a interesses de mercado.

Bob Fernandes/"Os Caminhoneiros": num país de joelhos, mais um ato da Fa...

Nenhum general louco destruiu o próprio país

PETROBRAS - Ele é a bola da vez.

Parente, da Petrobras, é a bola da vez

semparente
Pedro Parente foi posto na Petrobras como um tucano habilitado a “fazer o que era para fazer” na Petrobras.
Aproveitar a oportunidade criada pela Lava Jato e “depenar” a empresa de seus ativos, principalmente, os campos de petróleo.
Secundariamente, para criar a imagem de que isso – e mais uma política escorchante de preços – seria tratado pela imprensa e pelo “mercado” como a gestão que salvou a empresa.
E foi.
Mas a imprudente e pretensiosa política de reajustes diários do preço dos combustíveis o derrubou em pleno vôo.
Não há subvenção estatal que possa sustentar uma política meramente “mercadista” de preços e esta uma das razões estratégicas de haver uma presença – já não mais legal, mas ainda real – hegemônica de uma empresa estatal neste mercado.
O capital especulativo percebeu que isso não poderá ser mantido e está retirando no preço das ações da Petrobras o prêmio que pagava por sua  opção por ser insana.
A queda chega a perto de 30% desde que a maré virou, bem no meio da festa que faziam pelo fato de ter sido recolocada no trono de empresa mais valiosa do país – no noticiário, porque na realidade jamais o perdeu.
“Descontos” com base em um subsídio orçamentário num momento em que o país vive um déficit explosivo não é sustentável, talvez sequer pelos 60 dias prometidos aos caminhoneiros.
Parente está convidado pelos fatos a sair.
E nem dá para voltar para sua família de tucanos.

Ódio à Globo coloca equipe da emissora em risco

segunda-feira, 28 de maio de 2018

PETROBRAS - A comparação, petróleo x trigo feita pelo "jênio do mercado"


"A Petrobras não é padaria" por Ricardo Maranhão

O blog reproduz abaixo o texto crítico do engenheiro aposentando da Petrobras, Ricardo Maranhão, que analisa a política de preços de combustíveis da atual diretoria da Petrobras. A quem interessaram estas mudanças? Certamente não foi ao povo brasileiro. Vale conferir!


A Petrobrás não é padaria
Por Ricardo Maranhão*

Procurando justificar a política de preços para os derivados de petróleo, adotada por sua administração, que implica na paridade com preços internacionais, o atual presidente da Petrobras fez, tempos atrás, comparação esdrúxula do petróleo com o trigo.

Deu explicação simplória, reducionista: quando os preços do trigo sobem no exterior, é necessário reajustar o valor do pão.

A afirmação pode convencer incautos, cidadãos desavisados, consumidores desinformados.

Na realidade esta política de preços, de orientação entreguista, está prejudicando não apenas a revenda, constituída por milhares de empresários brasileiros, segmento fundamental de nossa economia, mas, também, milhões de consumidores. A Petrobras e a economia do país, também são sacrificadas.

Os preços elevados desgastam a imagem da Petrobras. A quase totalidade da população não sabe que a Companhia recebe menos de 25% do valor pago pelo consumidor, que inclui mais de 50% de tributos. Ocorrem, em todo o país, justos protestos contra esta política, com bloqueios nas estradas, greves de caminhoneiros, cercos às bases de distribuição da Petrobrás.

Aponto alguns aspectos negativos desta política, que somente favorece as grandes distribuidoras privadas, importadores de derivados e fornecedores estrangeiros, notadamente os norte-americanos. Cerca de 82% das importações brasileiras de diesel são provenientes dos Estados Unidos. Por isto o Corpo Técnico da Petrobrás classifica esta política como “AMÉRICA FIRST”.

Em 2017 foram nada menos de 127 alterações nos preços nas refinarias, desorganizando o mercado, confundindo revendedores e consumidores. As distribuidoras se aproveitam das freqüentes mudanças de preços para aumentar seus lucros, com prejuízos para a revenda.

Esta política, todos sabem, é uma velha aspiração das companhias multinacionais, que desejam globalizar os preços do petróleo, derivados e gás natural, desconsiderando as peculiaridades de cada país;
Será razoável submeter os consumidores e a economia brasileira aos preços internacionais, sabidamente voláteis, sensíveis a fatores múltiplos sobre os quais não temos qualquer controle?

Por que preços internacionais, se não temos salários, renda per capita, IDH nivelados aos dos países ricos?

O que tem o consumidor brasileiro a ver com as tensões no Oriente Médio, os furacões no Caribe e nos USA, as disputas internas na Arábia Saudita, as bravatas e escaramuças do presidente Trump com o líder norte coreano? Temos, no Brasil, invernos severos, nevascas, temperaturas de até 50 graus negativos? Devemos punir os consumidores brasileiros pelas elevações de preços decorrentes de crescimentos sazonais da demanda?

O Brasil é um grande produtor de petróleo, a custos inferiores aos vigentes no mercado internacional e pode se aproveitar deste fato, dando competitividade à sua economia, beneficiando os consumidores e remunerando, adequadamente, a Petrobrás e demais agentes da cadeia; Preços muito elevados da energia – e o petróleo é a maior fonte de energia primária no Brasil – tiram a competitividade da economia brasileira, já tão sacrificada, por juros extorsivos, pesada carga tributária, graves deficiências de logística dentre outros inconvenientes. Ademais, reduzem a demanda, já impactada negativamente por forte recessão.

Decorrido pouco mais de um ano desta política, insensata e impatriótica, o que vemos é a maciça importação de diesel e gasolina, combinada com o absurdo, ainda maior, de uma ociosidade de mais de 25% no parque de refino nacional; Além disso as exportações de óleo cru dispararam, deixando o país de se beneficiar com o valor agregado proporcionado pelo refino.

No período de janeiro a novembro de 2017, as importações de gasolina e as de diesel explodiram, chegando ao absurdo de mais de 200 milhões de barris, nível jamais alcançado, nem mesmo quando nossa economia apresentava bom desempenho.

Esta brincadeira de mau gosto custou ao país, nos últimos doze meses pelo menos uns US$ 8,00 bilhões em importações.

Sendo o revendedor o último elo de uma cadeia que inclui, também, importadores, refinadores, formuladores, transportadores e distribuidoras, ele é, ainda, acusado de ser o vilão desta política, ditada pelos que hoje comandam a Petrobrás.

Os dados da ANP mostram que os preços da gasolina aumentaram 9,40% em 2017, quatro vezes mais do que a inflação (2,07% pelo INPC). No GLP, produto de amplo consumo pela população mais pobre, o sacrifício é ainda maior, traduzido em uma majoração superior a 16,30%, já descontada a inflação. A maior majoração dos últimos 15 anos.

É hora de rever esta insensata política, sem prejudicar a Petrobrás – e isto é possível – em benefício de nossa economia.

*Ricardo Maranhão, engenheiro é Conselheiro da Associação dos Engenheiros da Petrobrás e do Clube de Engenharia.

PETROBRAS - Tá na hora de desmascarar esse "jênio-entreguista" do mercado.


A obviedade descoberta do “jênio-entreguista” do mercado, Pedro Parente: a relação dívida-resultado da Petrobras se resolve com novo patamar de preço do barril de petróleo

 O “jênio” do mercado Pedro Parente, presidente golpista da Petrobras, disse ontem, em tom de descoberta e novidade, que “o atual preço do petróleo – próximo dos US$ 70 – pode acelerar o processo de equilíbrio das finanças da estatal, por conta da relação dívida líquida e resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) que deve chegar no fim deste ano a 2 vezes, ante meda formal de 2,5 vezes”. (Valor, 01 fev. 2018, P. B1)

Caraca mil vezes! Qual a novidade? Exatamente como se cansou de falar antes, que esta relação “dívida-resultados”, estava distorcida, exatamente por conta do ciclo de preços do petróleo.

E que por isto não fazia sentido vender tudo, de qualquer jeito e a qualquer preço –que chamavam eufemisticamente de desinvestimentos -, exatamente, quando os ativos valiam menos para reduzir as dívidas que eram grandes, em função da ampla e integrada atuação da empresa.

Assim, com a venda que segue desenfreada agora também da participação da Petrobras na maior petroquímica do país, a Braskem, a relação dívida-resultado tende a ser menor ainda do que eles fizeram previsão esvaziando e desintegrando a estatal.

O fato serve para mostrar o engodo do discurso da eficiência e de que os desvios – que deviam ser enfrentados e seus responsáveis punidos - é que destroçaram a empresa, sem querer dizer da relação que isto tinha com o ciclo do petróleo que tanto batemos aqui.

Imagine então quando o barril de petróleo chegar aos US$ 80-US$ 90 dólares. Neste esquema dos combustíveis de Parente a gasolina já estará em mais de R$ 7 o litro e o gás de cozinha a mais R$ 120.

Não é necessário recorrer a Freud, quando falam o real escondendo as manobras, para se compreender o mal que estes golpistas fizeram, fazem e querem continuar a fazer à frente da estatal e da nação.

PETROBRAS - Olha o cara aí de novo.

Fonte: 247

  O empresário Odilon Nogueira Junior, sócio de Pedro Parente, presidente da Petrobras, tem um contrato de R$ 11 milhões, sem licitação com a estatal. A denúncia foi feita pelo jornalista Filipe Coutinho na revista eletrônica Crusoé.
Segundo ele, Nogueira Junior firmou o contrato para prestar serviços de pesquisa e gestão em março de 2017. Cinco meses depois, ele passou a ser sócio de Pedro Parente.
O empresário é dono da Dana Tecnologias, cujo endereço é a casa dele. À época da assinatura do contrato da Dana com a Petrobras, Parente já presidida a estatal.
O mesmo repórter publicou na semana passada outra denúncia contra Parente, a de que o banco JP Morgan no Brasil recebeu pagamento no valor de R$ 2 bilhões da Petrobras. Segundo o jornalista, José Berenguer, que preside o banco no Brasil, é sócio de Parente.

PETROBRAS - Pedro Malan Parente, o homem de confiança dos fundos financeiros internacionais.

Do blog do Roberto Moreno.




Uma perguntinha boba: quem comprou  a malha de oleodutos da Petrobras "a preço de banana", tornando esta refém do monopólio privado? Quem comprou, em dois anos recupera o capital investido, já que tem como cliente único,......a Petrobras, que terá que pagar o que os gringos quiserem, pois não tem opção.
Que beleza!

A seguir o artigo do Roberto,
Não pode passar despercebido para ninguém a confirmação da ida de Pedro Parente para a presidência do Conselho de Administração da BRF para além da Petrobras.

É um escândalo que a mídia comercial não quer tratar. O caso coloca por terra a discurseira sobre comissão de ética, compliance e outras enganações. Estão todos silentes. 

Um sujeito pensar que é o super-homem é normal para quem convive na concepção mental de que tudo é mercado. Mas nunca poderá ser visto como natural, sem considerar que a Petrobras não é apenas uma empresa, e sim na prática, um setor com enorme poder estratégico para todo o país.

Porém, o mais grave nisto tudo é que ficam mais que evidentes, os interesses cruzados sempre envolvendo - como tenho insistido - os fundos financeiros que comandam as corporações. 

Os interesses cruzados, ao contrário do que incautos posam pensar não se dá na esfera do setor econômico de atuação e sim no andar de cima das altas finanças (capital), onde estão os fundos financeiros). Os fundos não são apenas intermediários de capital. Eles são também proprietários e controladores das corporações.

A BRF Global tem em seu controle vários fundos como o Standard Life Aberdeen PLC é controlado pelo fundo britânico Aberdeen Standard Investiments que é o maior fundo do Reino Unido e o segundo maior da Europa. Os fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil), mais o fundo Tarpon, além dos acionistas menores. A Aberdeen Standard Investiments que foi fundamental para  escolha de Parente tem carteira com ativos superiores a R$ 2 trilhões.

A BRF é hoje uma corporação de área de alimentos do mundo, com produtos comercializados em mais de 150 países, nos 5 continentes e mais de 30 marcas muito conhecidas no Brasil e fora do país: Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica e Bocatti.

A conexão da Petrobras com a BRF, as tradings que atuam no comércio global de petróleo e derivados, os fundos que estão adquirindo a rede de logística (gasodutos, oleodutos) da estatal, as players petroleiras que hoje são cada vez mais controladas por fundos globais deixa claro os caminhos recentes a que temos assistido. 

Num mundo hiper conectado em que vivemos seria uma ingenuidade ninguém querer compreender que Parente é uma pessoa de confiança dos fundos financeiros globais. Assim, age a favor dos fundos financeiros de onde obtém ainda mais confiança.

Entender o movimento dos fundos financeiros no país e no mundo contemporâneo é indispensável não apenas para decifrar os meandros da macroeconomia, mas para compreender o controle sobre o poder político que limita o papel dos estados-nações. O blog voltará ao tema.


PS.: Para saber um pouco mais sobre a atuação recente dos fundos financeiros leia postagens do blog:
 "Os movimentos das frações do capital, a função e a mobilidade dos fundos financeiros na economia global contemporânea". Em 23 de abril de 2018. Disponível em:  https://www.robertomoraes.com.br/2018/04/os-movimentos-das-fracoes-do-capital.html
Fonte: Blog do Roberto Moraes

"ALTERAÇÃO DIÁRIA NO PREÇO DO COMBUSTÍVEL É ALGO ABSOLUTAMENTE INACEITÁV...

PETRÓLEO - Tem coisa aí.



Luis Nassif, no GGN - 
A crise do combustível é a comprovação prática dos males do pensamento monotemático na economia, temperado com uma dose excessiva (por isso suspeita) de ideologismo, do qual o presidente da Petrobras Pedro Parente tornou-se o caso mais simbólico.
A visão desse pessoal é que, se cada ponto se concentrar na sua própria busca de eficiência, o resultado final será uma economia mais eficiente. A de Parente é mais tosca. Ele lembra CEOs dos anos 90, capazes de comprometer o futuro da empresa apenas para salvar os resultados trimestrais.
Especialistas em petróleo sabem que a lógica econômica de uma petroleira reside na interação das diversas atividades que compõem a cadeia produtiva: prospecção, refino, distribuição e transporte.
Com uma commodity exposta à volatilidade das cotações, a problemas políticos internacionais e aos problemas internos - administrando um preço-chave da economia – a lógica econômica é reduzir a vulnerabilidade através da integração dos diversos setores.
Nem esse princípio foi seguido por Parente, que passou a desmontar a empresa, vendendo-a em pedaços.
Pior.
Com o petróleo em alta, teoricamente aumentam seus lucros, pelos ganhos com a produção interna e pelo refino. E vice-versa. A queda dos preços do petróleo reduz o valor dos seus ativos. Tanto assim que o grande prejuízo da Petrobras, em 2015, foi decorrente da reavaliação do balanço, em função da redução dos preços dos derivados – que obrigou a reduzir contabilmente o valor dos ativos da empresa – e não da corrupção, conforme foi ventilado na época.
Surpreendentemente, Parente definiu a seguinte estratégia, conforme revelado por estudos da Associação dos Engenheiros da Petrobras:
1. A partir de outubro de 2016, passou a praticar preços mais altos para os combustíveis, viabilizando a importação de derivado.
2. Com essa política, a Petrobras perdeu mercado e a capacidade ociosa das refinarias saltou para 25%.
3. Com menos refino, explodiram as exportações de óleo cru e as importações de derivados.
4. O maior beneficiado foram os Estados Unidos: enquanto as importações de diesel se multiplicaram por 1,8 desde 2015, a importação de diesel dos EUA dos EUA aumentou 3,6 vezes. Passou de 41% em 2015 para 80% do total de importados pelo Brasil, ao mesmo tempo em que a Petrobras abria mão da refinaria de Pasadena.
Os grandes ganhadores foram os “traders” internacionais, dentre as quais o maior é a Trafigura, a gigante que montou o maior esquema de corrupção da história de Angola, estava envolvido até o pescoço com os escândalos da Petrobras e foi surpreendentemente liberada pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro.
A política de preços de Parente acabou provocando uma crise política de proporções, com o blackout dos caminhoneiros. A saída encontrada pelo governo Temer foi garantir o lucro dos investidores com recursos orçamentários.
Primeiro, pensou-se em eliminar os tributos sobre a gasolina; depois, a de ressarcir a Petrobras pela redução de ganhos que viesse a ter com a diminuição dos preços dos combustíveis. Ou seja, o país imerso em uma crise fiscal gigantesca, criando uma enorme conta fiscal para impedir a redução dos dividendos dos acionistas da Petrobras.
Não há outra explicação, que não a suspeita de corrupção da grossa

domingo, 27 de maio de 2018

POLÍTICA - O petróleo por trás de tudo.

Iraque e Líbia são exemplos disso. A derrubada dos governos da Venezuela, Irã, Coréia do Norte e Síria, pelos EUA, para empossar seus fantoches, faz parte da geopolítica americana do petróleo, para ter acesso fácil e mais barato a esse ouro negro.
A Síria é importante, pois através do seu território, há uma redução tremenda da distância para escoar o petróleo oriundo da Arábia Saudita. 
Quanto ao Brasil, Serra, Temer, Paulo Parente e Dr. Moro e sua turma, já cumpriram sua missão, como o articulista abaixo demonstra.
Antigamente os americanos assediavam os militares para promoção dos golpes. Hoje, assediam o poder judiciário, levando seus membros para cursos nos EUA, ou mesmo dando cursos nos países de origem dos mesmos, conquistando corações e mentes para seus objetivos.
Vários "thinkingthanks" americanos de direita vivem homenageando o Moro e o convidando para fazer palestras.
O ex PGR, Rodrigo Janot, foi aos EUA, a revelia do Ministério da Justiça, para entregar as autoridades americanos, documentos contra a Petrobras, que permitiram aos famosos "fundos abutres" estadunidenses, entrarem com ações contra a Petrobras. Só num governo golpista como o atual isso é possível.
No meu tempo de faculdade, programas americanos como "Aliança para o Progresso" e Usaid, viviam convidando estudantes e sindicalistas brasileiros, para fazerem cursos relâmpagos nos EUA, isso nos anos de 1962 e 63, preparando seus corações e mentes contra o presidente João Goulart, que acabou deposto em 1964, com o apoio dos americanos, que deslocaram uma esquadra para o litoral fluminense, numa operação que ficou conhecida como "Sam Brother".
Moro e sua turma, transportou o direito americano para o direito brasileiro sem o menor pudor. Para essa turma,  os fins justificam os meios, e quem não concordar, vá "se queixar ao Papa". 
O pessoal do STF fica fingindo que não está vendo nada, pois não quer ficar mal no Jornal Nacional.
Os golpes em Honduras, Paraguai e Brasil, seguiram o novo figurino, que dispensa ditaduras militares e utiliza o poder judiciário e mídia amiga para alcançar seus objetivos.
E os bobos ficam acreditando em primavera árabe, ajuda humanitária e outras bobagens.
Se tem alguém que defende seus interesses com "unhas e dentes",  a qualquer preço, são os americanos. 
Tivemos a famosa "Doutrina Monroe" pela qual, as Américas são dos americanos, melhor dizendo, quintal deles.
Outro presidente disse: "Os americanos não tem têm amigos, têm interesses".
A reativação da IV frota americana não foi por acaso, e até hoje os americanos não reconheceram nos foros competentes, o mar territorial de 200 milhas. E onde fica o pré-sal?
A lava jato conseguiu interromper a construção do submarino nuclear brasileiro, nossa indústria naval e a engenharia de base pesada nacional, para êxtase dos nossos irmãos americanos, que ficaram livre da concorrência em obras internacionais.

POLÍTICA - Como sempre, o Petróleo está por trás de tudo.


Por Pedro Augusto Pinho
Aula de semântica, compreensão e interpretação de texto. A professora escreve no quadro: o agente Moro cumpriu sua missão. Volta-se para turma e pergunta: esta frase está completa?
Murmúrios e silêncios. Houve-se uma voz: Não.
Correto, diz a professora. O que está faltando?
Saber qual a missão.
Muito bem. Alguma outra informação para que a sentença faça inteiro sentido?
Novos murmúrios e silêncio prolongado.
Sendo ele um agente, o é de alguém ou de alguma instituição. Logo, falta explicitar de quem Moro é agente.
Vamos então descrever o ambiente que ajudará à compreensão integral à frase.
O Brasil é um país de reconhecidas desigualdades econômicas e sociais. Estas desigualdades levam o país à desigualdade na representação política. A grande maioria, quase a totalidade, de sua população não tem representantes no Congresso e nas Assembleias estaduais.
Em 2015, ano anterior ao golpe que destituiu a Presidente Dilma Rousseff, o Brasil distribuía suas classes, de acordo com a renda, em cinco grupos: A, com menos de 1% da população; B, com cerca de 11%, C, com 54%, D, com 25% e E, com 10%. Note-se que neste ano havia 8% de desempregados e 25% dos habitantes  recebia um salário mínimo. (Luis Migual Luzio dos Santos, Classes Sociais no Brasil: o país dos 12%, in Baixo Clero, 14/01/2016).
Dos 513 deputados federais eleitos em 2014, de acordo com o DIAP, 190 se declaravam "empresários", 139 "ruralistas", 82 "evangélicos", 46 "sindicalistas" e 20 "policiais"; 411 (80%) tinham curso superior completo. Mesmo se todos os sindicalistas defendessem os interesses dos trabalhadores, das classes menos favorecidas, o que sabemos não ser verdade, ainda seriam 9,5% congressistas representando 89% da população.
Como no título do trabalho citado, o Brasil é dirigido por representantes de menos de 12% dos brasileiros. Trata-se portanto de uma oligarquia que dirige o País, em seu único proveito. Veremos que esta oligarquia também representa interesses estrangeiros, em oposição a interesses nacionais.
Tomemos agora a votação pelo impeachment da Presidenta Eleita, em 2016. Os partidos PSDB, DEM, PRB, PMB, PSC, PPS, SD, PSL e PV, por unanimidade, votaram a favor do impeachment, e, igualmente, com 70% ou mais de seus deputados, o PTB (70%), PR, PSB, PHS, PSD, PMDB e o PP (90%).
Vejamos a composição da Assembleia Legislativa do Paraná (ALP), local da principal atuação do agente Moro. Os dois maiores partidos PMDB e PP votaram majoritariamente pelo impeachment. Outros partidos que votaram pela saída da Presidente Dilma, com representação na ALP são PSDB, PPS, PSC, PSD, SD, PV, PTB, PHS, PR e PSB. Embora haja sempre posições pessoais não alinhadas a decisões majoritárias dos partidos, em princípio a ALP tem 77% de seus componentes favoráveis à subversão dos princípios constitucionais que regeram o Brasil até maio de 2016.
Saltemos para a descoberta de petróleo pela Petrobrás em 2006 e a questão do petróleo na geopolítica do século XXI.
Como é evidente, a cada descoberta de um campo de petróleo fica mais difícil, com as tecnologias disponíveis, descobrir outro campo. Esta relação, que não é divulgada pelas empresas de petróleo, estabelece o número de "poços secos" (os perfurados sem êxito para descoberta de petróleo) para um descobridor. O pré-sal é uma descoberta na fronteira exploratória, ou seja, no limite do conhecimento e da disponibilidade de recursos materiais para sua exploração e produção. A Petrobrás dispõe de tecnologia e capacidade para este empreendimento como demonstra a produção de mais de 50% do petróleo brasileiro em 11 anos a partir da descoberta.
Acresce que o pré-sal é a maior província petrolífera descoberta no último meio século. Houve a descoberta dos folhelhos de óleo e gás no Canadá e nos Estados Unidos da América (EUA), mas há inúmeras restrições, além do custo, para manutenção daquelas produções.
Os olhos do mundo petroleiro convergiram para o Brasil, num momento em que os tradicionais produtores do Oriente Médio e do norte da África sofrem com as guerras e o esgotamento de suas reservas. A maior reserva de petróleo, atualmente, se encontra na Venezuela; e bem sabemos a pressão dos EUA e do sistema financeiro internacional (banca) contra aquele país.
Vamos conhecer um pouco do agente Moro.
"Em julho de 2016, a filósofa Marilena Chauí afirmou que o juiz de primeira instância Sérgio Moro havia sido "treinado pelo FBI" para atender aos interesses estadunidenses na condução da operação Lava Jato" e "Para aqueles que acreditam em uma relação estratégica entre Moro e os Estados Unidos, a hipótese levantada por Marilena Chauí encontra respaldo em um documento vazado pelo WikiLeaks em 30 de outubro de 2009", lemos na matéria de Daniel Giovanaz, em 5 de Junho de 2017, no Brasil de Fato (Agente da CIA? Treinado pelo FBI? Um raio-x da relação Moro-EUA).
Sem dúvida, o agente Moro, com outros magistrados, promotores e policiais, participou do Projeto Pontes. E o que pretendia este projeto? Na verdade dar o suporte dos EUA para que seus treinados violassem as legislações do Brasil e de outros países latino-americanos a pretexto do combate ao crime financeiro.
Do blog Pragmatismo Político (05/07/2016): "O WikiLeaks revelou um documento do governo dos EUA que mostra como a Lava Jato e os trabalhos do juiz federal Sergio Moro sofreram influência de agentes daquele País, que capacitam profissionais para o combate a "crimes financeiros e terrorismo". O informe diz que os agentes norte-americanos influenciariam brasileiros a criar uma força-tarefa para trabalhar em um caso factual, que receberia assessoria externa em "tempo real".
Segundo o comunicado, após o sucesso de um seminário sobre "crimes financeiros ilícitos" promovido pelo "Projeto Pontes" (bancado com recursos dos EUA), cursos de formação em São Paulo e Curitiba foram solicitados por juízes, promotores e policiais brasileiros interessados em aprofundar o conhecimento sobre como, por exemplo, arrancar, de maneira prática, revelações de acusados de lavagem de dinheiro e outras testemunhas".
Hoje já sabemos que a Petrobrás, o principal alvo da Operação Lava Jato, é espionada desde o Governo do General Figueiredo. E tudo que poderia ser usado para a destruição da maior empresa brasileira e das grandes empresas nacionais de engenharia foi entregue ao agente Moro. Ele precisava apenas, com prisões, torturas e ameaças, obter "confissões" que pudessem constar de um processo judicial, o que não era possível para documentos da espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.
Pertencendo à categoria dos 12%, com apoio político interno (PSDB e grandes partidos que apoiaram o golpe de 2016) e de agências estadunidenses, no exterior, não é de surpreender que o agente Moro enfrentasse o sistema judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), o  Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e até as leis do Brasil para atender a sua missão.
Cabe, então, deixar clara a missão.
O Brasil voltou a crescer depois da devastação provocada pelo período tucano com Fernando Henrique Cardoso. As Políticas Públicas de acesso a vida e a instrução (ainda que na pedagogia colonial) dos governos petistas trouxeram ao mundo do consumo milhões de brasileiros, movimentando a economia e incentivando investimentos. Em algumas áreas, como da engenharia de construção e montagem, de engenharia naval, da engenharia civil, as empresas de controle nacional ganhavam licitações em todo mundo, inclusive nos EUA.
E não se tratava de subornos, como as agências estrangeiras e seus papeis carbono brasileiros divulgam sistematicamente. No mundo dos negócios internacionais prevalecem as comissões, a compra de políticos e administradores públicos com poder de decisão. Ilude-se quem pensa que é um vício brasileiro. É uma consequência do sistema capitalista, seja o industrial ou, muito mais ainda, o financeiro.
Com a descoberta do pré-sal, o País não só se tornou autossuficiente em petróleo como de um petróleo da qualidade do árabe leve, da Arábia Saudita. Isto fazia prever um período de consistente progresso, de investimentos em educação e saúde, em pesquisas científicas e tecnológicas, o que é inaceitável para as potências coloniais e, em especial, para os atuais "donos do mundo", o sistema financeiro internacional, a banca.
Usando o surrado, mas ainda eficaz, pretexto da corrupção – o que está por ser demonstrado por fatos e valores, exceto para os 12% que sempre dirigiram o Brasil – parcela da classe média, com os corrompidos atores do judiciário e do legislativo, com a mídia sempre oposta aos interesses brasileiros e com o silêncio das forças armadas (FA), deram o golpe que colocou os parceiro do agente Moro no governo.
E assim, a Petrobrás está sendo estilhaçada, distribuída por empresas estrangeiras, o pré-sal entregue às petroleiras controladas pela banca, as empresas de engenharia, que tanto pavor causavam às concorrentes estrangeiras, fecham suas portas ou se submetem a papéis secundários nas concorrências, e o Brasil, em dois anos, retroage tanto econômica quanto socialmente ao fim do século XIX, início do século XX.
A união do agente Moro com os doleiros no Brasil foi, também, importante estratégia de incriminação e prisão dos que nada fizeram de errado, que não fosse, aos olhos colonizadores, lutar pela Pátria Livre, pelo Brasil Soberano, independente e socialmente justo. Diga-se, por oportuno, que "socialmente justo" para a mídia golpista sempre foi chamado de "comunismo".
Agora a sentença – "o agente Moro cumpriu sua missão" – pode ser entendida na sintaxe e na semântica; no contexto social brasileiro, na situação econômica e financeira internacional e pelo recente golpe que trouxe o retrocesso à Nação.
A transcrição da aula só foi possível com as informações colhidas nas fontes citadas e nos artigos e informações dos blogs e portais: Pátria Latina, Brasil 247, Dinâmica Global, GGN Jornal de todos os brasis, e nos jornais impressos Monitor Mercantil (RJ e SP), Alternativa (Nova Friburgo, RJ), Brasil Popular (Brasília) e no Pravda ru, em português.
Pelo resumo.
Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado