sábado, 31 de outubro de 2020

POLÍTICA - O primeiro morto da extrema direita.

 

Sábado, 31 de outubro de 2020
O primeiro morto da extrema direita

Há quatro anos, o começo de tudo

AVISO: SE VOCÊ TEM SENSIBILIDADE A DESCRIÇÕES DE CENAS FORTES, NÃO LEIA ESTE TEXTO.

Há uma data que serve como marco temporal da violência política no Brasil de hoje: 17 de outubro de 2016. Naquele dia, o corpo de um dos coordenadores de campanha do então candidato a prefeito de Porto Alegre pelo MDB, Sebastião Melo, foi encontrado esfaqueado em um banheiro dentro do próprio comitê de campanha. O caminho que levou Plínio Zalewski àquele banheiro tem todas as digitais dos ventos reacionários que assolam o Brasil.

Nas semanas anteriores, Zalewski havia sido difamado e perseguido. A agressividade digital era ainda incomum naqueles tempos. Suas contas em redes sociais tinham sido invadidas; ele fora filmado na rua e exposto no You Tube pelo hoje candidato à prefeitura de São Paulo Arthur do Val, o Mamãe Falei, do MBL. O movimento adotou (nas palavras de Kim Kataguiri), à época, o atual prefeito da capital gaúcha e candidato à reeleição este ano, o tucano Nelson Marchezan Júnior. 

O estado do corpo e as características da cena fizeram pairar, por muito tempo, a suspeita de que Zalewski poderia ter sido assassinado.

 

 

Mamãe Falei


Luciane Zalewski Vargas passou a noite do domingo, 16 de outubro de 2016, em claro. Ao lado de um cunhado, a mulher de Plínio varou a madrugada até a segunda-feira procurando por ele em alguma sarjeta de Porto Alegre, imaginando encontrá-lo coberto de sangue e esfarrapado depois de tomar uma surra.

O desaparecimento do pai de suas duas filhas tinha sido registrado na polícia, por isso Luciane não estranhou quando a delegacia ligou. A notícia que recebeu, entretanto, era a última coisa que esperava ouvir: Plínio Zalewski parecia ter se suicidado.

A disputa eleitoral de 2016 foi marcada por uma espiral de tensão e agressividade. Nas três semanas que antecederam a descoberta de seu corpo, Plínio sofreu um acosso virtual com centenas de ataques pessoais dirigidos a ele. Além disso, a invasão de seu computador seria confirmada pela perícia.

Tudo por causa de suas postagens ácidas no Facebook com críticas contundentes a Nelson Marchezan Junior. O auge dos ataques foi um vídeo filmado por Arthur do Val. Dono de um canal intitulado Mamãe Falei, do Val é um militante do MBL que hoje ocupa um posto de deputado estadual em São Paulo. À época, ele publicou um vídeo acusando Zalewski de ser funcionário fantasma da Assembleia Legislativa.

O vídeo mostra o youtuber interrogando funcionários do prédio do legislativo gaúcho, como porteiros e serventes. Ele pergunta se as pessoas reconhecem Plínio em uma foto e se costumavam vê-lo nos corredores da casa. Aparecem também imagens de postagens políticas do assessor, assinalando que eram feitas em horário de trabalho, quando ele deveria dar expediente na Assembleia. E questiona ainda o próprio candidato a prefeito, Sebastião Melo, sobre a suposta irregularidade. Detalhe: Plínio exercia um cargo que não demandava que precisasse dar expediente em horários pré-determinados. Na prática, trabalhava sob demanda, alerta 24h por dia. O vídeo estava fundamentalmente errado. Uma fake news do MBL.

Plínio ficou extremamente abalado. Sem saber o que fazer, pediu exoneração do cargo para não prejudicar a campanha. A publicação do MBL contabilizou quase 4 mil compartilhamentos nas semanas que antecederam sua morte, e uma avalanche de trolls começou a atacar o assessor a partir de então, com ajuda da própria campanha de Marchezan que, em outras postagens, insinuou que Plínio utilizava contas falsas na internet para atacar o candidato tucano.

Enquanto era massacrado publicamente, Plínio acionava amigos para ajudá-lo a remover espiões de seus computadores e também de seus telefones celulares.

 

Espionagem nos computadores, celulares e na rua


Advogado e amigo de Plínio Zalewski, Ricardo Giuliani havia se encontrado com ele poucos dias antes de sua morte. Seria seu defensor em processo administrativo aberto a partir de uma representação protocolada pelo MBL, usando o vídeo de Mamãe Falei como mote. Na época, em entrevistas a jornais, Guiliani classificou as ações do grupo como “práticas quase neofascistas”. “(Plínio dizia que) os caras estavam vindo para cima dele, que existiam pessoas designadas para acompanhá-lo ostensivamente, para que ele percebesse”, disse, em entrevista à repórter Naira Hofmeister, a quem eu pedi ajuda para apuração desta reportagem.

Naira e eu conversamos por muitas horas com diversas pessoas envolvidas no caso desde semanas após o corpo de Plínio ser encontrado. Nossa busca era pela verdade sobre o caso ser suicídio ou homicídio. Não existem, por ora, indícios contundentes de que tenha havido um assassinato. Tudo leva a crer que Plínio tirou a própria vida. Ele não suportou o terrorismo digital contra si e contra sua família.

Dez dias antes de sua morte, o assessor registrara duas ocorrências na polícia denunciando a invasão de aparelhos eletrônicos seus e de sua família. No dia 7 de outubro, foi a uma delegacia no bairro Menino Deus para “comunicar que tomou conhecimento de que suas contas pessoais do Facebook, Gmail e Messenger foram invadidas”. No Facebook, a senha que havia cadastrado não funcionava mais. Fez algumas tentativas para resetá-la e, quando conseguiu, deletou a página. “Mas esta voltava a ficar ativa”, anota o registro policial, que ainda acrescenta: “No dia seguinte, percebeu que havia sido realizada uma postagem em sua página que não reconhece”.

Na mesma ocorrência, Plínio relata ter recebido uma mensagem no Gmail informando que sua conta de correio eletrônico “tinha sido acessada por alguém”.

Uma semana depois, outro registro de ocorrência, dessa vez por “invasão perpetrada contra seu aparelho celular, de sua esposa e de sua filha”. Segundo Luciane Zalewski, os celulares pareciam ter vida própria: “De repente, do nada, aparecia uma foto de uma das nossas filhas como pano de fundo, algo que ele não tinha feito”, nos contou.

No computador de casa, a mesma coisa: arquivos há muito tempo sem acesso iam parar na área de trabalho sem que ninguém lembrasse de tê-los transferido para lá.

Além da espionagem virtual, Plínio achava que estava sendo monitorado fisicamente. Em depoimento à polícia, Sebastião Melo, o então candidato e que atualmente tenta novamente se eleger prefeito, revelou que Plínio havia confidenciado a ele que estava recebendo ameaças: “Em uma das ligações que recebeu chegaram a referir que sabiam onde suas filhas estudavam”.

Em outra ocasião, quando ia com Melo “a uma reunião no centro da cidade, Plínio disse que um indivíduo ligado ao MBL estava acompanhando ele”, prosseguiu em depoimento o candidato. Melo foi derrotado por Marchezan, o “adotado” pelo MBL.

Durante o velório de Plínio, Beto Albuquerque, que havia sido candidato à vice-presidência na chapa de Marina Silva depois que Eduardo Campos morreu, em 2014, relatou preocupações semelhantes: “Plínio contou que estava numa reunião no Lido Hotel e, quando saiu, tinha um rapaz filmando. Ele foi até lá e filmou o cara também”, disse aos repórteres no local.

 

“Muito bem, vocês conseguiram”


Em quase todos os depoimentos tomados pela delegada Luciana Peres Smith, que investigou o caso, colegas de trabalho, familiares e amigos relatam que houve ainda um último episódio que deixou o assessor transtornado.

Na véspera de sua morte, no sábado, um fotógrafo não identificado e uma advogada da candidatura de Nelson Marchezan entraram em uma das sedes do MDB em Porto Alegre, aproveitando uma fiscalização da Justiça Eleitoral. Marchezan havia denunciado que o local era um comitê irregular de campanha. Foi Plínio quem abriu a porta aos fiscais, mas ele só percebeu a dupla de Marchezan depois que haviam lido e fotografado documentos. “Outra vez comigo”, lamentou a colegas no comitê oficial no dia seguinte, a mesma tarde de sua morte.

O corpo de Plínio Zalewski estava em estado terrível. O laudo, ao qual tivemos acesso, mostra que ele se esfaqueou no pescoço, primeiro de um lado, depois do outro, de modo brutal. Ele estava de barriga para baixo, braços dobrados de maneira que as mãos ficavam na altura dos ombros – como se tivesse se protegido da queda frontal. O banheiro era uma piscina de sangue. Os legistas notaram também marcas menores de perfuração, que os peritos chamam de lesões hesitantes, comuns em suicidas, quando tentam desferir o golpe contra si mas desistem no meio do caminho.

Uma funcionária do comitê, que trabalhava muito próxima ao banheiro no momento da tragédia, disse que nada ouviu. A equipe Bravo 01 da Polícia Civil, que atendeu a ocorrência, registrou às 18:21 do dia 17: “A vítima, Plínio Alexandre Zalewski Vargas, havia cometido suicídio com uso de arma branca. O corpo foi localizado caído no banheiro masculino no fundo do prédio, com perfurações no pescoço, sobre uma faca”.

Plínio Zalewski deixou um bilhete de despedida. Escreveu:

“MUITO BEM
Vocês conseguiram
Espero que deixem a minha família
em paz
E façam política, MAS com ideias e não com métodos de Estado Policial;
GRAMPOS, HACKERS, CAMPANAS, AMEAÇAS
À minha mulher e filhas, que amo
profundamente, não espero perdão,
seria impossível concedê-lo a mim…
apenas que agora possam voltar
à paz, passada a tempestade provocada
por minha ATITUDE.
PLÍNIO”
 

 

Seis cigarros 


Companheiros ouvidos pela polícia relatam um Plínio distante e atordoado no domingo de sua morte. Lembram que o amigo havia almoçado pouco, estava monossilábico e parecia angustiado. Chegou a fumar seis cigarros, um atrás do outro, na frente do comitê.

“Nessa última semana que passou, era visível seu abatimento. A cada dia ficava mais alheio e distante dos acontecimentos da campanha política”, disse ao escrivão de polícia o assessor político Gustavo Ferenci, a quem coube o fardo de arrombar a porta do banheiro onde estava o corpo.

Até hoje, a investigação não descobriu a identidade de quem invadiu as contas de Plínio e de quem o ameaçava. “Ok, um suicídio não é crime. Mas indução ao suicídio é. E eu quero saber quem estava perseguindo meu marido nas redes sociais”, nos disse Luciane Zalewski.

No inquérito principal que apurou a morte e concluiu por suicídio, a delegada titular do caso, Luciana Peres Smith, solicitou análise dos dados do celular da vítima, que foi encontrado junto ao corpo. Mas os contatos, ligações e mensagens de SMS identificados pelos peritos não mudaram o curso das investigações. Já os dados do aplicativo WhatsApp, que o assessor usava com frequência, não foram disponibilizados: “Não foi possível identificar conversas ou dados referentes ao aplicativo de whatsapp”, diz o laudo, sem mais explicações.

O inquérito confirmou a invasão do computador de Plínio. Luciane ouviu dos investigadores que algum vírus poderia ter infectado o laptop da família. Em seu PC, havia o registro de um dispositivo chamado BinLaden, que os investigadores dizem ser o tal vírus espião.

A solicitação da lista dos IPs que acessaram suas contas digitais não revelou nada estranho – mas ela ficou incompleta porque Google e Facebook não liberaram todas as informações requeridas.

Leandro Demori
Editor Executivo

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POLÍTICA - Responda se puder.

 

Fernando Soares Campos
 está com 
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Responda se puder...

PERGUNTAR NÃO OFENDE.
E SE DILMA...?
Francisco Costa
Rio, 23/10/2015 (extraído de comentário de Evandro Viana)
1. E se Dilma tivesse vendido uma estatal, avaliada em mais de 100 bilhões, por 3,6 bilhões, como FHC (PSDB) fez com a Cia Vale do Rio Doce?
2. E se Dilma tivesse construído dois aeroportos, com dinheiro público, em fazendas da família, como fez Aécio Neves (PSDB)?
3. E se Dilma estivesse na lista de Furnas, junto com FHC, Geraldo Alkimin, José Serra, Aécio Neves (todos do PSDB)... Entre outros?
4. E se Dilma estivesse acusada de receber propinas da Petrobrás, como Aloysio Nunes(PSDB)?
5. E se Dilma estivesse sendo processada no STF, por ter recebido propinas da empreiteira OAS e ter achacado o Detran do seu estado, em um milhão de reais, como Agripino Maia (Dem)?
6. E se Dilma tivesse sido denunciada como beneficiária do contraventor Cachoeira, além de estar sendo processada, por exploração de trabalho escravo, em sua fazenda, como Ronaldo Caiado (Dem)?
7. E se Dilma estivesse sendo investigada na Operação Zelotes, por ter sonegado 1,8 milhão de reais e corrompido funcionários públicos, para que essa dívida sumisse do sistema da Receita Federal, como Nardes (Conselheiro do TCU, ligado ao PSDB)?
8. E se Dilma tivesse sido manchete de capa no New York Times, por suspeição de narcotráfico internacional, o que gerasse diversas reportagens na televisão norte americana, agentes do DEA, Departamento Anti Drogas, dos Estados Unidos, tivessem vindo ao Brasil, para investigá-la, e um helicóptero com quase meia tonelada de pasta de cocaína fosse apreendido em uma fazenda de amigo pessoal e sócio dela, em negócios não muito claros, como Aécio Neves (PSDB)?
9. E se a filha da Dilma fosse assessora do presidente da CPI da Petrobrás e lobista junto a Nardes, um conselheiro do TCU, e tivesse uma conta secreta no HSBC suíço, por onde passaram milhões de dólares, como Daniele Cunha, a filha de Eduardo Cunha (PMDB)?
10. E se Dilma tivesse sido presa em 2004, por fraude em licitação de grandes obras, no Amapá, e tivesse sido condenada por corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, como Flexa Ribeiro (PSDB)?
11. E se Dilma, quando prefeita de Salvador, tivesse sumido com 166 milhões das obras do Metrô, como Antônio Imbassay (PSDB)?
12. E se a filha da Dilma tivesse tido um único emprego, de assessora da mãe, e a revista Forbes a colocasse como detentora de um das maiores fortunas brasileiras, caso do Serra (PSDB) e sua filhinha?
13. E se Dilma tivesse 18 processos por corrupção, como José Serra (PSDB)?
14. E se Dilma tivesse 22 processos por corrupção, como Eduardo Cunha (PMDB)?
15. E se Dilma tivesse dado dois Habeas Corpus, em menos de 48 horas, a um banqueiro que lesou o sistema financeiro nacional, para que ele fugisse do país; desses, um Habeas Corpus a um médico que dopava a suas clientes e as estuprava (foram 37 as vítimas), para que ele fugisse para o Líbano; se fizesse uso sistemático de aviões do senador cassado, por corrupção, Demóstenes Torres (Dem); se tivesse votado contra a Lei da Ficha Limpa por entender que tornar inelegível um ladrão é uma “atitude nazi-fascista” (sic), tendo a família envolvida em grilagem de terras indígenas, como Gilmar Mendes (Ministro do STF)?
16. E se Dilma colocasse sob sigilo, por 25 anos, as contabilidades da Petrobras, Banco do Brasil e BNDES, como Geraldo Alkimin (PSDB) colocou as do Sistema Ferroviário paulista, da Sabesp e da Polícia Militar, após se iniciarem investigações da Polícia Federal, apontando desvios de muitos milhões?
17. E se Dilma tivesse sido governadora e, como tal, cassada, por conta de compra de votos na campanha eleitoral, corrupção e caixa dois, como Cássio Cunha Lima (PSDB)?
18. E se Dilma, em sociedade com Mário Covas (PSDB) tivesse comprado uma enorme fazenda no município mineiro de Buritis, em pleno mandato, e recebesse um aeroporto de presente, construído gratuitamente, de uma empreiteira, constatando-se depois que foi essa empreiteira a que mais ganhou licitações no governo FHC (PSDB), sócio de Covas?
19. E se Dilma declarasse à Receita Federal e ao TRE ter um patrimônio de 1,5 milhão e a sua filha entrasse na justiça, reclamando os seus direitos sobre 16 milhões, só parte do seu patrimônio, como aconteceu com Álvaro Dias (PSDB)?
20. E se Dilma estivesse sendo acusada de ter recebido 250 mil de uma empreiteira, na Operação Lava Jato, como Carlos Sampaio (PSDB)?
21. E se Dilma tivesse comprado um apartamento no bairro mais nobre de Paris e, dividindo-se o valor do imóvel pelos seus rendimentos, se constatasse que ela teria que ter presidido este país por quase trezentos meses para tê-lo comprado, caso de FHC (PSDB)?
22. E se Dilma fosse proprietária da maior rede de televisão do país, devendo quase um bilhão de impostos e mais dois bilhões no sistema financeiro, e tivesse o compromisso de proteger corruptos e derrubar a presidente, em troca do perdão da dívida com o fisco e financiamento do BNDES, para quitar as dívidas da empresa, como no passado, caso dos irmãos Marinho, proprietários da Rede Globo de Televisão?
23. E se Dilma tivesse sido denunciada seis vezes, por seis delatores diferentes, na operação Lava Jato, e fossem encontradas quatro contas suas, secretas, na Suíça, alimentadas por 23 outras contas, em paraísos fiscais, e o dinheiro tivesse sido bloqueado pelo Ministério público suíço, por entendê-lo fruto de fonte escusa, e tivesse mandado toda a documentação para o Brasil, com a assinatura dela, como aconteceu com Eduardo Cunha (PMDB)?
24. Certamente Dilma, investigada noite e dia, em todas as instâncias, sem um indiciamento, sem sequer evidências de crimes, no dizer de um procurador da Lava Jato e de um dos advogados dos réus, “uma mulher honrada”, não estaria com os citados pedindo o seu impeachment.
25. O seu crime? Chegou o dia de pagar os carentes do Bolsa família e o tesouro não tinha dinheiro. Ela pegou emprestado com a Caixa Econômica Federal e pagou à Caixa três dias depois. Isto é pedalada e por isso todos os citados acima a querem fora do governo.
26. Porque é desonesta ou porque é um risco para os desonestos?

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

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