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sábado, 17 de fevereiro de 2018

Altamiro Borges: Intervenção no Rio esvazia Bolsonaro

Altamiro Borges: Intervenção no Rio esvazia Bolsonaro: Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia : A intervenção no Rio de Janeiro esvazia a candidatura de Jair Bolsonaro e p...

Altamiro Borges: Intervenção no Rio esvazia Bolsonaro

Altamiro Borges: Intervenção no Rio esvazia Bolsonaro: Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia : A intervenção no Rio de Janeiro esvazia a candidatura de Jair Bolsonaro e p...

Professora Jaqueline Muniz aplica mais uma Tuiuti na Globo_

INTERVENÇÃO MILITAR POR PAULO PIMENTA E ROBERTO REQUIÃO

O FRACASSO DAS INTERVENÇÕES MILITARES NO RIO

O FRACASSO DAS INTERVENÇÕES MILITARES NO RIO

Intervenção militar no Rio de Janeiro. O golpe avança

Garotinho fala ao vivo sobre a intervenção militar no Rio

Altamiro Borges: O jogo de Huck é faturar!

Altamiro Borges: O jogo de Huck é faturar!: Por Ricardo Kotscho, em seu blog : Nunca um não-candidato foi tão falado e ganhou tantas manchetes. Desde novembro passado, quando ...

Depoimento de Barusco a Moro explica a Lava Jato e a perseguição a Lula

Olha a Tuiuti Aí, Gente !

Boa dia 247 (16/2/17) - Rio sob intervenção, Huck amarelando e Lula fora...

Intervenção é o AI-5 dos desesperados

POLÍTICA - Já vi esse filme antes.

Globo fomentou intervenção militar no RJ

Por Hildegard Angel, em seu blog:

Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes.

No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. Três ou quatro imagens de celulares, que eles repetiam à exaustão. Carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram violência, o carnaval vinha depois. Vergonha. Como os jornalistas da emissora se prestam a isso? Vão arder no mármore do inferno dos comunicadores.

Repetiram com requintes a campanha feita pela emissora contra o governo de Brizola, quando conseguiram satanizar os CIEPS com seu ensino em tempo integral. Projeto do visionário Darcy Ribeiro, que Brizola concretizou, e os jornalões, com grande eco da elite e da classe média, detonaram o que puderam. Findo o governo Brizola, cresceu mato nos Cieps. Foram abandonados, junto com o sonho de uma juventude carente salva das ruas e do crime, através do tempo integral na escola, até sua profissão. Hoje temos aqueles menores – abandonados pela sociedade – feitos bandidos. E ninguém se lembra. E todos reclamam disso, reclamam daquilo, mas não assumem as próprias responsabilidades, quer como mídia, quer como cidadãos. Reclamar é bom, né? Distancia a imagem de quem reclama do problema e exibe apenas seu dedo acusador. Mas não custa lembrar que, no local do primeiro CIEP, o CIEP modelo, no Panorama Palace Hotel, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, o que há hoje é a sede do Criança Esperança. E o que se disse quando lá se instalou a escola para crianças pobres, em local nobre, de grande visibilidade e bem perto da favela do Cantagalo? “Que absurdo! Vão enfiar um monte de pivetes ao lado da casa da gente em Ipanema pra assaltar todo mundo”. Pois é. Parece que “pivete” de Criança Esperança é mais bem-vindo do que os de escola pública. E assim caminha a hipocrisia nacional, até…. esta segunda campanha massiva e obsessiva contra o Rio, com fins e endereço certos: intervenção militar
.
Ela serve bem ao propósito de muitos, que gostam de brincar de guerra, de metralhar cidadãos (pobres e pretos, sobretudo), de matar sem ter que dar satisfação. Afinal, foi aberta a alta temporada de caça, com soldadinhos de chumbo já em marcha em direção à Venezuela…

Daimoku - Nam myoho renge kyo - 15 minutes

POLÍTICA - Brasil acordou mais perto de uma ditadura.

Brasil acordou mais perto de uma ditadura

Por Renato Rovai, em seu blog:

Um carnaval ensurdecedor em que fica clara que a correlação de forças no país mudou a favor do campo progressista. E de forma avassaladora no Rio de Janeiro, cartão postal do país. Um governador do mesmo partido do presidente da República fazendo o jogo de que perdeu o controle das forças de segurança em combinação perfeita com a Rede Globo de Televisão. E puft: numa certa manhã você acorda com uma intervenção militar.

Mas aí algum sabichão vai te dizer, ela foi só no estado do Rio de Janeiro e o PT também colocou o Exército nas ruas. Ignore-o, porque como dizia o Cristo, eles não sabem o que falam. Ou na outra hipótese, sabem tanto que estão fazendo o jogo da direita mais truculenta do país.

Desde a promulgação da Constituição de 1988 que um general, neste caso Walter Souza Braga Netto, não assume o controle de um estado no Brasil. E isso se estenderá, segundo o decreto, pelo menos até o dia 31 de dezembro deste ano.

Mas o que está por trás disso? Apenas o problema real de segurança no estado? Ou há outros lances escondidos por trás dessa carta que cai na mesa agora de forma surpreendente?
O governo de Temer é decrépito. Foi esculhambado de todas as maneiras nos últimos meses, mas ele está fazendo a lição de casa dos grandes interesses do capital interno e externo. É um governo que está entregando tudo, inclusive o que não prometeu. E a continuidade deste projeto é a melhor hipótese pra quem deu o golpe.

A saída encontrada pela carta que se apresenta na mesa nesta manhã foi acertada entre a Globo, Temer, certamente com a participação do judiciário, que passou a sofrer críticas agudas, e pelos militares. Eles são a garantia da continuidade do jogo do jeito que está, o que agrada não só os intervencionistas que bateram panela, mas também parte da classe média que diz defender a democracia, mas que na verdade gosta mesmo é de linha dura pra cima da pobreza e dos “esquerdopatas” que não gostam do Brasil.

Com isso, Temer não vai resgatar a sua popularidade, mas pode melhorar um pouco sua imagem se a Globo começar a dizer que o Rio agora é um outro estado. Que as coisas melhoraram por lá graças ao Braga Neto, este general salvador.

Isso criará um sentimento de que em outros lugares o exército também deve assumir o controle da segurança pública, até porque a insegurança não é exclusividade do Rio. E com o uso da força o governo poderá controlar protestos, manifestações, descontentamentos e todo o resto.

E aí entra o fator Venezuela. Ao mesmo tempo a mídia vai bater bumbo que a situação da Venezuela está contribuindo para a crise no Brasil. E que é preciso entregá-la aos democratas. Com a ajuda dos EUA o Brasil pode vir a liderar a frente de países que vão ocupar o pais vizinho, criando uma grave instabilidade no continente. E levando ao adiamento das eleições. Neste caso, Temer pode continuar ou entregar o bastão para um general que vai conduzir o país de volta à “democracia”. Com base em decretos e atos institucionais.

É um roteiro conspiratório? Qual teoria da conspiração foi desmontada pelos fatos nesses últimos anos no Brasil? É algo inevitável? Evidente que não. Mas é o que se desenha a partir deste momento. Um golpe não é, um golpe vai sendo. Venho dizendo isso desde 2015. Ele vai se construindo aos poucos, como este golpe 16.

O Brasil acordou hoje mais perto de uma ditadura militar. Bem mais perto.

PS: Se você quer saber mais do que penso sobre o assunto, assista ao vídeo que gravei pela manhã acerca desta intervenção militar no Rio de Janeiro.
PS1: Fiz um outro texto sobre o significado da intervenção militar em dez pontos. Ele mostra porque não estamos falando de uma intervenção na segurança pública.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Oriente Médio: Imperialismo e sionismo querem a guerra - Portal Vermelho

Oriente Médio: Imperialismo e sionismo querem a guerra - Portal Vermelho: A situação no Oriente Médio revela claramente a estratégia do imperialismo de boicotar o campo diplomático, intensificando o uso da guerra para tentar manter a instabilidade e posições na região

Por Ângelo Alves

Quem ganhará com a privatização da Eletrobras? - Portal Vermelho

Quem ganhará com a privatização da Eletrobras? - Portal Vermelho: Quando o atual governo decidiu por impor uma agenda de retrocessos ao Brasil, anunciou um pacote de privatizações sob a alegação de que as empresas estatais são ineficientes. Optou por dialogar com uma parcela da população que acredita que o melhor caminho é entregar nas mãos da iniciativa privada todo e qualquer negócio, sem considerar aspectos estratégicos, soberanos e sociais.

Por Fabiola Antezana*

Boa noite 247: Intervenção militar no Rio. Vem aí uma ditadura?

Requião afirma que intervenção no Rio foi “jogada publicitária” de Temer

Vergonha: diante de Moro, Youssef diz ter desistido da 'taxa de sucesso'...

POLÍTICA - Para à direita sem voto, só na porrada consegue alguma coisa.

Intervenção militar no Rio leva o Golpe para novo patamar (por Rodrigo Vianna)

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Tropas federais já atuavam no Rio de Janeiro em apoio às forças locais de segurança em ações específicas | Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Rodrigo Vianna (*)
Muito importante esse movimento do governo Temer, de intervir na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Na prática, é uma intervenção militar.  A crise política assume assim novos contornos.
Por partes…
1) A intervenção federal, por lei, impede que nesse período seja votada qualquer alteração na Constituição. Com isso, Temer assume derrota na Previdência, que não poderá mais ser votada. Mas já oferece outra cenoura na frente do burro para o mercado e a direita: o discurso da ordem.
2) O fato do governador Pezao ter dado declarações estapafúrdias  (mostrando-se incapaz publicamente de deter escalada de violência) pode ter sido parte de uma estratégia combinada. Ele foi à reunião no Palácio que decidiu pela intervenção. E aceitou sem nenhum gesto de resistência. Estranho, no mínimo.
3) Rodrigo Maia, conservador na economia, mas um liberal nos costumes (e nem de longe um truculento no trato político), teria se oposto à medida extrema. Foi voto vencido. O que mostra que há uma linha dura no bloco de Temer – que é capaz de qualquer coisa daqui pra frente.
4) A meu ver, essa intervenção ajuda a criar “cultura política” para uma candidatura da ordem e da porrada – que não seria Bolsonaro, segundo planos da turma do palácio. Temer e a turma dele podem ganhar alguma simpatia dos setores à direita e transferir isso para o candidato que apoiarem. Esse nome não está ainda definido. Mas Alckmin tende a ganhar por WO no campo da direita, e encampar esse discurso. O provável “efeito colateral” é Bolsonaro se fortalecer.
Lembremos que bancos já começam a dialogar com ele, para a eventualidade de o discurso da ordem ser a única forma de enfrentar a eleição.
5) Os generais voltam a ter protagonismo político no país. Não me espantaria se um deles se aventurasse a uma candidatura (ao governo do Rio ou mesmo à presidência).
6) A meu ver, a esquerda deve denunciar o desmonte do estado e associar o caos no Rio ao liberalismo obtuso de Temer/PSDB/bancos – que destrói os instrumentos do Estado.
7) Devemos defender a ordem pública, mas com Democracia. E sem truculência. Devemos defender as comunidades que serão tratadas como “território inimigo” – espécie de Faixa de Gaza ocupada pelo Estado agora militarizado.
8) Contra o caos conservador e neoliberal, a ordem democrática é o único remédio. Não devemos abrir mão de também defender a ordem, essa bandeira não pode ficar com a extrema direita. Mas a ordem democrática.
9) Alguns analistas já apostam que o movimento de Temer desembocaria no cancelamento da eleição. Alguém lembrou, por exemplo, que o Ceará, governado pelo PT, foi o primeiro estado onde a OAB sugeriu intervenção federal há poucos dias.
10) A análise exposta no ponto 9 resume bem qual seria o provável “desejo” da ultradireita (com apoio dos EUA, sem dúvida nenhuma, e de setores do Exército com Etchegoyen à frente).
Mas entre desejo e fato há sempre uma distância.
Vamos ver se o lado de lá tem força pra impor essa agenda.
11) O Golpe de 2016 era (e é) baseado no “softpower” da toga e da mídia. Se virar “hardpower”, pode perder apoio do centro e até de certo “tucanismo paulista”.
12) Chegou a hora da onça beber água… A Dilma sempre disse (acertadamente) que perdemos o jogo em 2016 quando o centro se bandeou pra direita. Se a estrategia Etchegoyen avançar, o centro pode voltar pro nosso lado. Outra possibilidade é o centro (Alckmin/PSDB/Maia/DEM) assumir a estratégia da ordem e tentar se beneficiar dela eleitoralmente, isolando a esquerda.
13) Contra esse movimento extremado da direita conta uma onda que vem de baixo e ficou clara durante o Carnaval. O Rio está à beira de uma explosão e a política econômica tucana temerária aprofunda a crise social. Contra isso, só resta ao outro lado endurecer ainda mais o discurso da ordem. Eles terão apoio pra isso nas classes médias e altas. Mas e o povo que está à beira do desespero?
Vamos ver…
14) Os golpistas estão perdendo o controle “por baixo”… Essa onda Tuiuti mostra isso. O Sidney Resende (arguto jornalista do Rio, que circula no meio do samba e da cultura popular ) escreveu sobre isso ontem nas redes sociais. Está se criando uma onda de baixo pra cima. Com ou sem Lula na urna. Podemos assistir a algo parecido (mal comparando) com a eleição de 1974 (debaixo do AI-5, em silêncio,  o povo votou contra a ditadura). É por isso que o golpismo está alvoroçado. Perderam a Previdência. Abriram mão. Agora resta o discurso da ordem e da porrada.
15) O desfile da Tuiuti, a invasão do Santos Dumont por bloco carnavalesco e as manifestações pró Lula no Carnaval podem ter sido uma espécie de Passeata dos Cem Mil de 2018. Lembremos que, para toda passeata dos Cem Mil, a direita pode sempre reagir com um AI-5. Ainda que ele venha a conta gotas. Não chegamos ainda a esse ponto. Mas estamos à beira da implantação de um Estado militar-judicial: com a prisão provável do líder em todas as pesquisas e a militarização do cotidiano nas grandes cidades do país. O Rio é o laboratório para o golpe avançar para um patamar  mais autoritário. Ou para ser derrotado.
(*) Jornalista. Texto publicado originalmente no blog do autor (Escrevinhador), na revista Forum.

Intervenção é o AI-5 dos desesperados

Altamiro Borges: O poder do financismo no Brasil

Altamiro Borges: O poder do financismo no Brasil: Por Paulo Kliass, no site Vermelho : O período entre as festas do final do ano e a folia do Carnaval é normalmente marcado pela divulgação...

Altamiro Borges: Manifesto: Unidade para reconstruir o Brasil

Altamiro Borges: Manifesto: Unidade para reconstruir o Brasil: Do Blog do Renato : O manifesto assinado pela Fundação Perseu Abramo, a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini, a Fundação Maurício ...

POLÍTICA - Essa direita radical é ridícula.

O vexame final: grupo extremista junta dez coitados em protesto contra proibição de bloco ‘Porão do Dops’. Por Donato

 
Os guerreiros do Direita São Paulo protestam por não poder homenagear assassinos no Carnaval

A determinação em pagar mico do grupelho Direita São Paulo parece não ter fim.
Proibidos de sair com o bloco Porão do DOPS, resolveram protestar contra o que consideram cerceamento à liberdade de expressão e foram – 10 gatos pingados – para a frente do Ministério Público. Sim, dez, eu contei.
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E se era esse o contingente de foliões dispostos a sambar ao ritmo do hino nacional, o ‘movimento’ de direita deveria agradecer ao MP pois o bloco seria um fiasco.
Megafone em punho (para falar para 10 pessoas!?!?!), Douglas Garcia fazia um discurso que é, admito, surpreeendente. Ele resgata a União Soviética, tenta alguma conexão com a Venezuela, classifica o Ministério Público de comunista (!!), diz que só os protestos de direita são criminalizados.
Confesse leitor, você teria essa capacidade criativa?
Douglas chama a atenção. Todo transeunte, ao ouvir mesmo que uma pequena fração de sua retórica, prosseguia a caminhada aos risos. Nisso o ‘vice-presidente’ do movimento não difere muito dos pregadores da Praça da Sé, logo ali ao lado, vociferando sandices para uma platéia de cinco ou seis chapados que não têm nada melhor para fazer e que também parecem não estar entendendo patavina.
Afinal de contas, eles estão ali para reclamar de cerceamento na liberdade de expressão por não poderem homenagear quem não respeitava liberdade de expressão (e nenhuma outra). Entendeu?
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É algo sem sentido os amantes da linha dura protestarem contra algum tipo de censura. A todo momento me lembrava de um senhor de idade, favorável à intervenção militar que alugou um caminhão de som para colocá-lo na avenida Paulista em meio aos protestos que pediam a cabeça de Dilma.
Quando a polícia, com rispidez, ordenou que ele tirasse o caminhão ou seria autuado e apreendido, o velho fez muxoxo: “A gente não tem liberdade”.
Como alguém enaltece o DOPS e depois reclama de falta de liberdade? Esse pessoal realmente não bate bem das ideias.
Mas teve algo pior. O Direita São Paulo fez algo que está proibido e sujeito a multa. Douglas, em frente ao MP, enalteceu o comandante Ustra ‘pelo Brasil não ter virado Cuba’. Policiais ao redor nada fizeram.
Se fossem secundaristas ou qualquer movimento social de esquerda que tivesse cometido uma afronta dessas, teriam tomado um enquadro na mesma hora.
Na página da rede social, o movimento se justifica. “Não enaltecemos a tortura porque não entendemos que o coronel Brilhante Ustra e o delegado Sérgio Fleury eram torturadores”.
Um raciocínio tão tosco como alguém que cometa um ato de racismo, justificar-se dizendo: ‘Não acho que foi racismo porque negro pra mim não é raça’.
É curioso observar que a maioria daqueles fascistas é de pardos. Douglas também flana na maionese sobre isso: “Os promotores de Direitos Humanos dizem defender negros e pobres, mas eu sou o mesmo estereótipo e me atacam porque eu não sigo a agenda deles”.
Foi a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado de São Paulo que, através de uma ação na Justiça, proibiu o bloco de fazer apologia à tortura. O primeiro ofício tinha sido assinado por 25 entidades de direitos humanos como o Instituto VladmirHerzog, o Grupo Tortura Nunca Mais, o Movimento Nacional de Direitos Humanos, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, a Associação de Juízes para a Democracia e a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo.
Eram míseros 10 gatos pingados, porém a sensação que se tem é que alguns daqueles meninos abilolados seriam capazes de cometer algo como o ‘colega’ extremista que em 2011 matou 69 estudantes noruegueses num acampamento.
Há algo de sinistro no olhar raivoso deles. Sentimos um misto de preocupação e pena.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JUSTIÇA - Sadismo da nossa justiça.

A decisão de mandar para a prisão uma mãe e a filha recém-nascida consagra para os anais da história do Judiciário paulista o juiz Cláudio Salvati Angelo e a promotora Ana Laura Ribeiro Teixeira Martins. Com a pitada de sadismo adicional, da promotora estar grávida.
A acusação foi da mãe portar 90 gramas de maconha.
Eles passam a integrar, com honra, nossa Galeria do Estado de Exceção.

ONU responsabiliza Israel por catástrofe em Gaza - Portal Vermelho

ONU responsabiliza Israel por catástrofe em Gaza - Portal Vermelho: A denúncia foi feita a pedido da Bolívia e do Kuwait. Segundo o embaixador boliviano, Sacha Llorentli Soliz, o emissário da ONU relatou aos membros do Conselho de Segurança da Organização que a situação em Gaza é extremamente grave e que falta inclusive água potável para a população e que vários hospitais já foram fechados.

Por Lúcia Rodrigues, do Ibraspal

POLÍTICA - Sentados sobre um barril de pólvora.


Rita Coitinho: Sentados sobre um barril de pólvora

OPINIÃO



Quando criança ganhei um livrinho chamado “Dois idiotas sentados cada qual no seu barril…”, de autoria de Ruth Rocha e desenhos hilários de Jaguar. O livrinho era uma metáfora da Guerra Fria, coisa que eu só fui compreender adulta, lendo-o para os meus próprios filhos.
Por Rita Coitinho*
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A história trata de dois vizinhos, um grandão e um magrinho, um de roupa azul e outro de roupa vermelha, cada um sentado sobre um barril de pólvora. Começam a discutir porque cada um tem uma vela acesa na mão e, se ela cair pode botar fogo em tudo. Nenhum dos dois quer apagar sua própria vela, mas deseja que o outro o faça. A cada insulto trocado, mandam os filhos buscarem mais alguma arma, mais bombas, mais pólvora, até que vem o desfecho óbvio em que, numa troca de tapas, as velas caem e tudo vai pelos ares. As crianças dão boas risadas… Eu, já bem grandinha, fico de cabelo em pé a pensar em Donald Trump e os arsenais nucleares estadunidenses, capazes de destruir a Terra, se não me engano, 36 vezes – sempre me pergunto qual a racionalidade de se ter um arsenal capaz de destruir o planeta mais de uma vez, mas bom, isso leva à corrida armamentista, à indústria de armas etc., um tema bom para outro artigo em um outro dia.
De qualquer modo, são muitas as vezes em que nosso planetinha, o único de que dispomos para viver e criar nossos filhos, netos, bisnetos etc. pode ser destruído se o senhor Trump apertar um certo botão que, diz ele orgulhosamente, “é bem grande e funciona”.
O livrinho da Ruth Rocha, que é mesmo muito divertido, contém um erro histórico fundamental: os arsenais do vermelhinho de boina e do azulzinho de cartola não eram idênticos. O azul, os EUA e seus aliados, possuíam um arsenal imensamente maior, embora o vermelho (a URSS) tenha direcionado grande parte de sua energia criativa, recursos naturais e humanos para ter, ele também, um arsenal de respeito. Era uma questão de sobrevivência. O desfecho da Segunda Guerra Mundial demonstrava que seria a URSS o próximo alvo do ocidente capitalista. Os “aliados” ocidentais nada fizeram logo que a Alemanha anexou a Polônia e invadiu a URSS. Só entraram decisivamente na guerra contra os nazistas após a ocupação (em tempo recorde) da França. Os EUA, aliás, nem assim.
Somente depois de Pearl Harbour é que Roosevelt pôde ter uma desculpa para que o Congresso dos EUA aprovasse a participação do país na guerra. Até então apenas lucravam vendendo armas, carros, aviões e tanques. Há quem diga, aliás, que Roosevelt era ainda mais esperto do que a história pinta. Já estava de olho na futura reconstrução da Europa, um imenso programa de investimentos que tanto ajudou a economia dos EUA a partir dos anos 1950.
O “desembarque na Normandia”, propagandeado como a razão da vitória dos Aliados sobre os nazistas, só ocorreu quando a URSS já derrotara as forças alemãs às custas de milhões de vidas soviéticas. A guerra já estava no fim quando os exércitos do Japão desembarcaram no continente e foram combatidos pelo já desgastado Exército Vermelho. Os EUA só intervieram quando os japoneses já estavam derrotados, jogando em Hiroshima e Nagasaki duas bombas atômicas, que arrasaram as cidades e ceifaram milhares de vida de um país já rendido, apenas para exibir seu poderio atômico.
Conto tudo isso para dizer que o magrinho vestido de azul do livrinho da Ruth não tinha o mesmo arsenal do grandão de vermelho e a distância só aumentou depois do final da Segunda Guerra. E que esse descompasso persiste, até os dias de hoje, e ainda por cima não temos mais o grandão vermelho para equilibrar o jogo. Alguém argumentará que a China é vermelha e muito poderosa e que a Rússia ainda tem o seu arsenal. É verdade. Mas nenhum dos dois países tem o poder militar dos EUA, ainda mais se juntarmos aos EUA todos os seus aliados da OTAN, a maior organização terrorista em ação no mundo. Se há um arsenal que a humanidade deve temer é este que está ligado ao botão “grande que funciona” de Donald Trump.
No momento em que escrevo este texto, ocorrem em todo o mundo batalhas em que os EUA e a OTAN estão envolvidos. O comércio de armas prospera como sempre, alimentado pelos conflitos na Síria, nos territórios Palestinos invadidos por Israel, na Líbia, no Afeganistão, no Iraque. Há grupos armados aterrorizando populações inteiras no continente africano, sob o olhar cúmplice da Europa, que até os anos 1970 dominava o continente e retirou-se deixando como herança fronteiras artificiais que não respeitam povos, culturas e tradições. Há milícias paramilitares com armamentos estadunidenses e israelenses perseguindo ex-combatentes das FARC que, cumprindo os acordos de paz firmados, abandonaram suas próprias armas.
E há preocupação na Venezuela de que, logo mais, o presidente boquirroto de topete mande para lá seus drones e mísseis de alto impacto para garantir petróleo e minérios para seu consumo. As ameaças são recentes, e muito graves.
É ali ao lado a Venezuela. Quem sabe, diante de um perigo tão grande, o povo brasileiro perceba que é preciso, urgentemente, unificar esforços pela paz. Como primeiro passo, impedir que este governo golpista, aliado dos EUA, conceda apoio a mais essa aventura belicista.

* Socióloga, doutoranda em geografia e membro do Conselho Consultivo do Cebrapaz

POLÍTICA - Essa é a nossa elite.


VÍDEO: milionário mané manda garçom lavar seus pés com champanhe Veuve Cliquot

 
Num beach club de Jurerê Internacional, em Florianópolis, o empresário Douglas Aguiar pediu uma dezena de garrafas de Veuve Cliquot e chamou um garçom para lavar seus pés sujos de areia.
Ele é dono da empresa de locação de andaimes Brastub e seu negócio é ostentar — inclusive sua falta de noção — nas colunas sociais.
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Em 2010, Aguiar bateu sua Ferrari num acidente em Belo Horizonte e a abandonou. Depois foi buscar, pagando 70 mil reais. De acordo com a polícia, a Ferrari se espatifou numa mureta.
Aguiar machucou apenas a mão.


POLÍTICA - Lula não será candidato.

Lula não será candidato. Por Wanderley Guilherme dos Santos

 
Wanderley Guilherme dos Santos
Publicado no blog Segunda Opinião, de Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político
Lula não será candidato. Apesar da cristalina excepcionalidade de interpretações da lei e evidentes arranhões em sua aplicação discricionária, só há fraude eleitoral quando o eleitor é coagido, as urnas violadas ou o resultado adulterado. São mais de cento e quarenta milhões de eleitores já registrados. A ausência de Lula castra a liberdade de escolha de cerca de um terço deles, havendo sólido fundamento para a passionalidade com que reagem ao estupro. Fraude eleitoral, porém, não será.
Quanto mais cedo as legendas populares perceberem a extensão da materialidade do que elas próprias denunciam – comportamento seletivo de instâncias do Judiciário – mais clara se tornará a ineficácia de pressões externas para alterar decisões recentes. Os últimos fracassos se repetirão, com o risco nada desprezível de que a militância tenda a crescente desânimo. As tempestades bíblicas têm faltado ao compromisso de inundar as instituições coatoras e seria penoso, além de fatal, assistir ao raquítico desenlace de manifestações brancaleônicas.
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Um líder da estatura de Lula, indestrutível encarnação da livre escolha de milhões de brasileiros, não deve permitir a figuras subalternas expropriarem-no de autonomia para decidir. Sair da disputa por acachapante submissão à sentença que o expulsa, seria desastroso. Rebelar-se, tolo e infrutífero. O fantástico cabedal de confiança de que dispõe acabaria abalado, pois não existe derrota vencedora senão na esfarrapada desculpa de perdedores crônicos.
Não é próprio de líderes populares transferirem ao empenho dos liderados a responsabilidade pelo sucesso de uma causa; no caso, garantia legal da candidatura Lula à presidência. Especialmente quando se tem por certo que a derrota jurídica é inevitável. O desbloqueio das candidaturas populares ocorrerá, quer por decisão antecipada de Lula, quer por insuperável imposição legal: Lula não será candidato.
O amargo de uma causa perdida arrisca atropelar o entusiasmo dos responsabilizados, abandonando aos adversários a arena que mais temem: a competição por votos. E o infeliz refrão de que eleição sem Lula é fraude acompanharia o féretro de uma campanha esquizofrênica, intrinsecamente contraditória.
Ao contrário, a vitória de um candidato ou uma candidata indicado/a por Lula, tendo abortado a festa conservadora ao exclui-lo das eleições, reduziria a estrume cavalar os votos fúteis de juízes boquirrotos. O jogo pede uma intervenção decisiva na estratégia: superar o cerco de bispos dogmáticos e submeter um rei faz-de-conta, quase tísico, a constante ameaça de xeque mate. Preso ou solto, vivo ou morto, Lula, sua rouquidão e surpreendentes analogias, apavoram os grandes.
Embora conquistando degraus na escala de renda e prestígio, Lula manteve-se atado ao fio terra que o conecta ao insubornável faro político dos desvalidos. Não se justifica reduzi-lo a intérprete de um dos segmentos do seu eleitorado.