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domingo, 21 de outubro de 2018

POLÍTICA - Quem não comungar com o Bolsonaro, será considerado "inimigo".



Ascensão de Bolsonaro causa pânico em LGBTs, negros e indígenas, com o que já vem acontecendo. 


Como no tempo do nazismo, esquerdistas, comunistas, sindicatos, movimentos sociais, petistas,imprensa alternativa, intelectuais, artistas, etc, etc, também serão alvos.

Será uma "democracia" tutelada pelos militares, que ocuparão cargos chaves, sendo que,a maioria deles, antigos  capitães nos anos da ditadura.

Bolsonaro já declarou que não vai admitir "ativismos", seja lá o que isso signifique.
.
Se houver, porrada,repressão em cima, com a ajuda de grupos para militares, formados pelos "bolsominions", que hoje já estão botando terror nos "diferentes".

Temer acabou de assinar um decreto, um verdadeiro Ato Institucional, que lembra a ditadura, para combater o "crime organizado". 

Os militares é que vão dizer o que é "crime organizado".

O Bolsonaro e seus parceiros já disseram várias vezes, que o MST, o maior movimento social da América Latina, é um grupo "terrorista". 
Este, junto com o Movimento dos Sem Teto, liderado pelo Boulos, serão os primeiros a serem perseguidos.

A seguir, reportagem do "El País".


Há uma semana, W.D. 34 anos, parou de andar de mãos dadas com o marido nas ruas de Porto Alegre. Ambos, que sempre se sentiram cômodos com sua homossexualidade, tomaram a decisão depois do resultado do primeiro turno das eleições, no dia 7 de outubro, que deu grande vantagem ao candidato de extrema direita Jair Bolsonaro, com 46% dos votos. “Vimos que a nossa atitude em público teria que mudar, não poderíamos mais trocar carinho na rua porque sentimos uma reação muito agressiva à nossa simples existência”, conta W. D., gerente de uma empresa do ramo imobiliário. O medo é um sentimento latente entre o coletivo LGBT, negros, indígenas e outras minorias atacadas por Bolsonaro, que lidera a corrida eleitoral para o Planalto e que tem um longo histórico de declarações racistas, misóginas e homofóbicas. Sua chegada à presidência é percebida como a legitimação de comportamentos que ultrapassam o limite do aceitável. Em campanha, o candidato já negou diversas vezes que seja homofóbico ou racista. Porém, suas falas contundentes em vídeos passados não escondem o desprezo que já empregou pelo que lhe parece diferente.

Giulianna Nonato, de 26 anos, sempre teve medo de sair na rua, mesmo antes de identificar-se como travesti. “Antes de me apresentar com um corpo feminino, era uma bicha, então minha vida sempre foi marcada por bullying e violência”, conta em São Paulo. Nas últimas semanas, depois dos vários casos de agressão e assassinatos motivados por questões políticas no Brasil, o medo da jovem aumentou. Em 10 dias, pelo menos duas pessoas foram assassinadas e outras 70 sofreram agressões por conta de seus posicionamentos políticos, de acordo com levantamento do  Open Knowledge Brasil e Agência Pública. Os dados mostram que em seis dos casos as vítimas foram apoiadores de Bolsonaro; as demais foram agredidas por pessoas afins a ele.
Para a ativista Melina Kurin, bissexual de 33 anos casada com uma mulher trans, a situação é de “pânico” na comunidade LGBT. Ela traz de volta à memória um passado no Brasil de repúdio à vida dos trans nos tempos da ditadura. Naquela época,  a Operação Tarântula contava com forças policiais que prendiam, torturavam e matavam travestis e transexuais. Por agora, há um temor de que esses ecos voltem a soar no país. “As pessoas que já te olhavam com ódio agora te olham como se você fosse a personificação do mal que Bolsonaro pretende combater. Ele se apresenta como o salvador da pátria, então seus inimigos se convertem em inimigos do povo”, comenta sua mulher, a socióloga Leona Wolf, de 36 anos.
Susane Souza, de 45 anos, e Camilla Silva, de 22, ambas mulheres negras da periferia, têm sofrido crises de ansiedade nos últimos dias. “Tenho medo de ser assassinada”, resume Silva, enquanto Souza teme por seu filho adolescente: “Não quero que um filho meu seja apontado na rua, agredido simplesmente pela cor da sua pele”.
Esse medo ao ódio que têm marcado as eleições não se restringe às grandes cidades. Nas aldeias indígenas, líderes políticos e religiosos expressam sua preocupação ante um possível retrocesso nas leis ambientais que protegem seus territórios. “Nosso principal temor é que ele [Bolsonaro] libere a mineração em nossas reservas naturais”, explica Cristine Takuá, de 38 anos, coordenadora de uma comunidade guarani no interior de São Paulo.
Para a ativista indígena Célia Xakriabá, de 29 anos, um dos grandes perigos de um Executivo de Bolsonaro seria a liberação do acesso às armas de fogo no campo. “Isso promoveria o genocídio dos povos nativos. Vamos sofrer um dos maiores impactos desde 1500. A proposta de armamento no campo já é muito problemática, por exemplo para a etnia Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, onde os latifundiários matam até os nossos bebês”, lamenta. Ela mesma, que sempre sai nas ruas com um vistoso cocar e pinturas corporais típicas de sua tribo, tem sido alvo de ameaças. “Duas pessoas já gritaram para mim que, se eu continuar saindo vestida desse jeito, vão mandar me matar”.
Apesar do medo, ambas coincidem na importância de resistir aos “tempos sombrios” e contam que as diferentes etnias indígenas do país estão organizando-se para pensar em estratégias de proteção e apoio, inclusive com os povos nativos de países vizinhos. “Ainda temos esperança. Resistimos há 518 anos, e continuaremos fazendo isso”, afirma Takuá.

Giulianna Nonato tem a mesma postura. “Vamos defender tudo que já conquistamos. Acredito muito na força dos movimentos sociais”, diz. Ela conta geralmente conversa com outras travestis e transexuais que sofreram os anos mais duros do regime militar e que elas lhe aconselham a não deixar-se paralisar pelo medo. O  psicanalista Christian Dunker, professor da Universidade de São Paulo, defende que isso é o que se deve fazer.
Dunker comenta que o Brasil sempre foi violento —lidera o ranking de homicídios por arma de fogo e é o país onde mais pessoas LGBT são assassinadas no mundo— e que o que ocorre agora é uma “sensação de medo intensificada no subconsciente coletivo”. “Em momentos de tanta tensão política, é comum que nos lembremos dos maus exemplos históricos, como a ditadura, mas precisamos saber que não é a mesma coisa”, diz. “As pessoas nas favelas enfrentam, infelizmente, uma violência diária e continuam vivendo. É hora de aprender desses mais vulneráveis estratégias de sobrevivência emocional, para não se render”.

Temor nas universidades

O medo de agressões não é exclusivo de populações vulneráveis e tem repercutido mesmo entre quem sempre se sentiu protegido e confortável. É o caso do professor do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Luciano Volcan Agostini. Homem, branco, internacionalmente premiado e com estabilidade garantida por concurso público, ele se arrepiou ao receber um email anônimo com ameaças à sua carreira docente: “Estou envolvido diretamente na campanha de Jair Bolsonaro e lhe informo que o mesmo está ciente do ativismo político-comunista que a UFPEL está fazendo, assim como outras. Saiba que a teta vai secar e o governo não irá mais financiar pesquisas inúteis”, dizia a missiva.

sábado, 20 de outubro de 2018

POLÍTICA - É isso que vai continuar acontecendo se esse desqualificado se eleger.

O horror já está entre nós

Da repórter Sílvia Bessa, na edição on-line do Diario de Pernambuco, um retrato do ódio que já está entre nós:
Ayanna tem 10 anos. É negra. Estuda numa pequena escola particular no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes, e este ano não quis participar das comemorações do Dia das Crianças. Em casa, relatou à família que tinha vivido uma ameaça logo após a divulgação do resultado do primeiro turno. Um menino, da mesma idade, se aproximou e disse: “Ayanna, aqui não é lugar para você. Você não vai poder estudar mais nesta escola porque não combina com sua cor. Sua família é negra e vocês têm que viver separados de nós.
Bolsonaro já ganhou e garantiu que vai resolver essa mistura. Se seus pais vierem falar merda, a gente mete bala.
Segundo contou a mãe, Josivânia Freitas, a filha foi vítima de uma sequência de outras frases intimidatórias e preconceituosas. Teria sido chamada de “burrinha” em ocasião anterior. E questionada: “Você estuda nesta escola por causa de bolsa?”, teria perguntado o mesmo menino a Ayanna.
A garota transferiu a pergunta à mãe: “Mamãe, o que é bolsa?”. Josivânia explicou que era um benefício de gratuidade para alguns alunos, mas que, no caso dela, a escola era paga pela família. Ayanna chorou, não quis ir à escola nos dias seguintes e os pais analisam se será preciso transferir a menina da unidade educacional.
Ayanna é a única criança negra da série dela. Ela lembra de outras duas na escola; com uma diferença: Ayanna é cafusa, mistura de negra e índia, com descendência dos Xucurus de Pesqueira. Por isso, tem melanina mais forte que a das colegas do 5º ano.
“Chorei e não foi pouco. Minha filha vive no meio de uma ameaça. Tem medo de existir”, diz Josivânia, pedagoga, doutoranda em Educação Matemática e Tecnológica na UFPE, professora de pós-graduação em Psicopedagogia educacional da UniNabuco, de pós-graduação no Instituto Nacional de Ensino Superior (Inesp/Caruaru), do ensino fundamental em Jaboatão dos Guararapes e coordenadora pedagógica da Escola de Saúde do Recife (ESR).
“Pensei muito antes de falar, mas a situação chegou a um ponto que é necessário”, frisou a mãe, que chegou a publicar o caso no perfil pessoal dela no Facebook. As frases do menino foram levadas à professora.

Bolsonaro é chamado de fascista em programas de TV de Portugal

O PRINCIPAL DUTO DAS FAKE NEWS É O WHATSAPP.

O Supremo se prepara para aderir à democracia mitigada

Robert Shiller diz que Bolsonaro é um risco à democracia no Brasil

TUDO ISSO QUE TÁ AÍ

POLÍTICA - O que nos espera é preocupante se o cara se eleger.

 Brasil do ‘Cavalão’. Por Mario Sérgio Conti, na Folha


O Brasil na onda da ciberintoxicação 
e da contrainsurgência permanente

Mario Sérgio Conti, na Folha
De novo, não foi na Copa. Tal como nos Estados Unidos, na Hungria, na Turquia e nas Filipinas, o apelo à autoridade e ao obscurantismo dá o tom na política. Um tom de ordem unida: difama inimigos, mobiliza fanáticos, intoxica eleitores.
Lá como cá, a cibertecnologia polui a política: debates na TV cedem lugar à disseminação massiva de mentiras pelo WhatsApp. Cá como lá, militares se achegam ao poder. Vão-se os civis e vêm os generais; vai-se a vassoura e vem a metralhadora (enrustido, o carinho pelo fálico continua).
A singularidade pátria da jabuticaba é um mito.
O Brasil é parte de forças planetárias. Ora elas se configuram assim, ora assado. Depende da situação em cada país, da sua história, da sua cultura, das facções que se enfrentam. As lutas numa nação ricocheteiam noutras.
Na raiz dos movimentos mundiais está a produção material da vida — a economia —, que faz com que bilhões de pessoas pendam para lá e para cá. Como o movimento é desigual e combinado, a França elegeu um presidente de centro-direita, Macron, e o México um de esquerda, Obrador.
A tendência dominante hoje, contudo, é autoritária na política, xenófoba no nacionalismo e conservadora nos costumes.
Há diferenças entre os que a adotam.
Trump não dá bola para religião, enquanto Bolsonaro corteja pastores dinheiristas para angariar votos do rebanho.
O capitão insultou a igreja majoritária, a católica, cuja cúpula comunga com ele a rejeição ao aborto.
A CNBB é “a parte podre da Igreja”, disse. A alta hierarquia papa-hóstia engoliu o sapo em silêncio.
Só D. Mauro Morelli teve peito para falar que ele é “desequilibrado e vulgar”.
O afã em submeter o Estado a seus desígnios aproxima Bolsonaro do húngaro Orban e do turco Erdogan.
Ambos enrijeceram as instituições para reprimir descontentes e diferentes.
Orban pôs mais juízes no Supremo. Aqui, dada a subserviência do STF, talvez nem seja preciso.
Nos Estados Unidos, refugiados e imigrantes servem de pretexto para a xenofobia.
O nacionalismo é seletivo: para ganhar as eleições, Trump se apoiou na máquina cibernética de Putin, a quem sempre incensa.
Aqui, a campanha do capitão usa o sistema de fraudes bolado por corporações americanas.
Só que o Cavalão lembra muito mais Duterte, o presidente filipino.
Clóvis Saint-Clair, autor de “Bolsonaro, o Homem que Peitou o Exército e Desafia a Democracia” (ed. Máquina de Livros, 192 págs.), diz que ele ganhou o apelido de Cavalão devido ao “vigor físico, fala grossa, frequentemente grosseira, e gestos incontidos”.
É tal e qual Duterte.
Ambos usam a retórica da ameaça atravancada.
Dizem barbaridades e, quando pega mal, voltam atrás, explicam que era brincadeira.
Saint-Clair, linguista, diz que se trata de um método expositivo.
Há pouco, Bolsonaro usou a palavra “hipérbole” para desdizer o que dissera. Sabia do que falava.
Duterte elegeu os traficantes de drogas como inimigos. Pôs a polícia na rua e a autorizou a mandar bala na bandidagem.
Aqui, o capitão promete o mesmo. Se eleito, descerá o pau nos inimigos, mas haverá balas perdidas para todos.
A fuzilaria não acabou com o tráfico nas Filipinas.
Isso interessa menos que ter inimigos e manter um estado de tensão permanente.
São muitos os inimigos que o Cavalão enuncia: petistas, sem-terra, sem-teto, ambientalistas, ativistas, quem fica de mimimi.
O capitão se apresenta como um militar patriota, o que é uma fake news digna de WhatsApp. Quem o demonstra é ele mesmo, que na sua propaganda na tevê aparece, dengoso e coquete, batendo continência à bandeira americana.
O lema “Brasil acima de todos” é outra fraude.
O Cavalão não defende nada de nacional, da cultura às artes e passando pela Amazônia. Delegou a condução da economia a um financista da globalização sem limites. Só a corporação dos fardados estará assegurada.
O recurso aos militares se dá nesse contexto.
O pundonoroso Exército de Caxias não ganha uma guerra desde a do Paraguai, na qual um dos seus feitos foi a Retirada da Laguna, ou seja, a fuga. Ele é uma força de uso interno. Tem sido assim de Canudos ao Araguaia à intervenção no Rio.
A estratégia usada pelo Exército foi desenvolvida no Pentágono, onde atende pelo nome de Military Operations in Urban Terrain. Ensinada às tropas brasileiras na “missão de paz” no Haiti, a MOUT é aplicada na Rocinha e na Cidade de Deus.
Contrainsurgência permanente, ela pressupõe a tutela e militarização da sociedade.
É esse o Brasil que o Cavalão prega

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Dois Gigantes do Varejo

Araguaia: Campo Sagrado

Araguaia: Campo Sagrado

Osvaldão - Teaser 01

Altamiro Borges: Bolsonaro e o anúncio da tempestade

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Giro das 11h (19.10.18): Bolsolão dará vitória a Haddad

Bolsonaristas invadem a CNBB e ameaçam padres

VÍDEO 5594. URGENTE: KAKAY FAZ AS MAIS FORTES CRÍTICAS A BOLSONARO E VAI...

Sônia Braga cobra de Rosa Weber e do TSE providências sobre o Bolsolão

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

POLÍTICA - Desse TSE não se pode esperar nada.


Publicado originalmente na Rede Brasil Atual

A omissão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação às táticas da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), baseadas na disseminação em massa de fake news pelas redes sociais e pelo WhatsApp, é mais um indicativo de que a atual disputa à Presidência da República está longe de ser uma eleição disputada dentro dos padrões de normalidade.
“Não se pode contar com o TSE para banir ou interditar essas mensagens pelo WhatsApp, o que seria de se esperar em uma situação normal. Mas esta não é uma situação normal. E a gente também não pode esperar desse TSE outra coisa senão essa que já está acontecendo”, afirmou o sociólogo e professor do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Laymert Garcia dos Santos.
Na sua avaliação, a estratégia adotada por Bolsonaro, em que as contradições no anúncio de propostas acentuam a atmosfera de instabilidade semeando uma grande confusão, está inserida em uma máquina de “guerra híbrida” contra a população. Com apoio de grande parte do empresariado, ruralistas e os setores conservadores, essa guerra não declarada tem objetivos que vão além de influenciar a decisão dos eleitores na hora de votar. Trata-se do controle econômico e social por meio do extermínio de populações pobres.
Conforme disse Laymert, em debate nesta segunda-feira (15), na livraria Tapera Taperá, na região central de São Paulo, as elites não estão dispostas a pagar o preço político e moral de uma solução como a adotada pelo nazismo a partir da década de 1930.
Assim, buscam alternativas semelhantes ao modelo que teve em Auschwitz um símbolo de política higienista – com o extermínio de judeus, homossexuais, ciganos, negros, pessoas com deficiência física e mental, padres, comunistas, sindicalistas, anarquistas, poloneses e outros povos. Entre as alternativas buscadas, unir aliados em torno da criação de condições para agravar o quadro social, já caótico devido ao aprofundamento das desigualdades sociais.
“É o que já está acontecendo. De 2016 para cá, a gente tem uma frente do stablishment voltado para a eliminação do outro. Começa com os ‘vermelhos’: comunistas, petralhas, e vai abrindo o leque para uma série de categorias díspares. E isso inclui muita gente, como mulheres, gays, indígenas, negros”, destacou.
Para ilustrar seu argumento, lembrou a ficção de Susan George O Relatório Lugano (Boitempo). Na obra, autoridades contratam profissionais para analisar a situação global e encontrar alternativas para manter em funcionamento o sistema capitalista ameaçado por um colapso. A saída apontada é o extermínio de um terço da população mundial por meio de diversas de formas de se concretizar a barbárie.
“Na ficção, os especialistas contratados concluem que a saída é que os pobres se matem entre si. É preciso então criar condições caóticas, porque o próprio processo de aumento da desigualdade no ultraliberalismo já cria condições adversas. É o que já está acontecendo aqui”.

Ameaça de morte

Para um trabalho que será lançado semana que vem pela editora N-1, Laymert analisou declarações de Bolsonaro, sempre em uma perspectiva de guerra e de aniquilação do inimigo.
Ele considera assustador o sucesso de mensagens como a de seu filho Eduardo Bolsonaro, fotografado com um placa que diz ‘Eu pacificamente vou te matar’. Ou do próprio Jair, como aquela em que fala em dar um prazo para a população da Rocinha, no Rio de Janeiro, entregar os traficantes e, ‘se não entregar, a gente metralha todo mundo’.
“Vai desde esse ‘pacificamente vou matar você’ até a questão de extermínio de populações específicas”, ressaltou o sociólogo. A pergunta a ser feita, segundo ele, é a razão de ameaças de morte como essas serem aceitas por seus seguidores. “Como pode pessoas que serão afetadas votar em alguém que depois vai ameaça-las? Como essa ameaça de morte é escolhida, e não é imposta?”
A resposta, segundo o professor, pode ser encontrada no livro Psicologia de Massas do Fascismo, de Wilhelm Reich. Clique aqui para ler a obra em que o autor analisa o que aconteceu com um parcela da classe trabalhadora alemã na década de 1930, quando ela votou contra o seu interesse, contribuiu com a ascensão do nazismo e com o seu próprio extermínio – ou seja, gente escolhendo a sua sentença de morte. Isso porque a possibilidade de se quebrar a ordem na qual se equilibram precariamente os faz pedir controle e repressão.
A compreensão desses fenômenos é chave para entender o ódio que cega o seguidor de Bolsonaro e tentar neutralizá-lo. “A nossa dificuldade de dialogar com os seus eleitores, sobretudo os mais pobres, que serão exterminados está no fato de que esse ódio está além da racionalidade, ou seja, na raiz desse projeto neoliberal. Não adianta a gente querer esclarecer as pessoas ou raciocinar como elas, porque elas estão plugadas nessa sentença de morte de maneira inconsciente e por afeto. Por isso é difícil desmanchar esse dispositivo de ressentimento, que é psicossocial e disputar essa guerra híbrida de maneira profissional”, disse.
Conforme lembrou, isso explica também porque no caso brasileiro as populações não se levantam contra as elites, como foi na Revolução Francesa e na Revolução Russa. No caso brasileiro, porém, a operação é inversa. E teve início em junho de 2013, quando a então presidenta Dilma Rousseff foi hostilizada na abertura da Copa do Mundo.
A partir de então uma parcela da elite que entrou nesse jogo arriscado enxergou a possibilidade de retirada de direitos trabalhistas, mesmo que o preço fosse o retorno ao período colonial. E outra apostou no exercício de controle sobre Bolsonaro – o que pode ter sido “uma burrice”.
“Há um certo otimismo das elites. Mas se ele for eleito, os milhões de votos vão dar legitimidade também para a repressão sobre a população, que quando perceber que se deixou enganar vai se manifestar. É claro que no início será mantida uma aparência de regime democrático. Mas em um segundo momento, ele vai baixar a repressão. Estamos nos encaminhando para o agravamento da crise”.
Outro problema nessa máquina de guerra que caracteriza a atual eleição presidencial e que os candidatos tratam como se fosse convencional, segundo ele, é que, “como sempre”, as forças democráticas estão atrasadas na compreensão da estratégia do inimigo. Ele lembrou o ex-funcionário da CIA Edward Snowden, que vazou documentos sigilosos da agência norte-americana e do jornalista e ativista australiano Julian Assange, do WikiLeaks.
“Eles já vinham mostrando que a Dilma e a Petrobras estavam sendo espionadas, e mesmo assim a então presidenta falava com o ex-presidente Lula em telefones que não estavam criptografados. Se você sabe que está enfrentando uma situação como essa, tem de chamar as maiores autoridades em tecnologia da informação para começar a fazer o que tinha de ter sido feito desde o início. E que não foi feito porque considerava-se que esta seria uma campanha convencional”.

DCM MEIO DIA - CAIXA 2 NO WHATSAPP DE BOLSONARO - Com Caco de Paula e Pe...

POLÍTICA - Cadê o Fux?


Bresser-Pereira: Bolsonaro está à frente das intenções de voto só por causa da fraude


18/10/2018 - 15h58

Sim, meus amigos, o sr. Bolsonaro está à frente das intenções de voto com base na fraude.
Lendo os jornais, há cerca de 10 dias ficou para mim que a campanha de Bolsonaro estava apoiada no uso profissional das redes sociais, particularmente do WhatsApp.
Muito bem; o apoio que vinha recebendo devia-se à competência de sua comunicação. Estava enganado.
Hoje, lendo a Folha de S. Paulo, ficou claríssimo que a campanha de Bolsonaro é fraudulenta.
A manchete da primeira página informa: “Empresas bancam disparos anti-PT nas redes” – uma prática ilegal porque as empresas estão proibidas de financiar candidatos.
Mas qual o conteúdo das mensagens? A manchete da página 6 do grande jornal informa: “Só 4 das 50 imagens mais replicadas em WhatsApp são verdadeiras, diz estudo” – estudo da USP, da UFMG e da Agência Lupa.
E na página 2, nos editoriais assinados, o jornalista Roberto Dias, escreve um notável artigo sobre “o submundo do WhatsApp”.
Diz ele que a discussão que deveria importar ao poder Judiciário é essa. “Três pessoas presidiram o Tribunal Superior Eleitoral neste ciclo: Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber. Nenhum teve coragem de agir contra as fake news”.
Agir como? Regulando esse aplicativo, acabando com o anonimato criminoso das mensagens. Mas essa é uma medida sem aplicação completa. Há, porém, algo que pode ser feito imediatamente.
Completa o jornalista: “Quem publica ‘desinformação’ num meio de comunicação de larga escala como é o caso, deve ter responsabilidade jurídica sobre o que diz”.
Definitivamente não é razoável que um candidato se eleja com base na fraude, e nada seja feito para impedi-lo

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Barcelona isola Ronaldinho Gaúcho

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM FERNANDO HADDAD (PT)

POLÍTICA - O perigo Bolsonaro que muita gente não está se dando conta.

As pessoas que votam no Bolsonaro, não percebem que pior do que ter que 

engolir o PT, será a perda da democracia, ou uma democracia tutelada pelos 

militares.

Vão cometer o mesmo erro da eleição para prefeito aqui no Rio.

Não percebem que o mal maior seria os militares mandando e reprimindo que

não concordar com as medidas do governo, que terão tudo para ser contra a 

maioria da população, pois será um governo para o "mercado", com o pessoal da 

grana dizendo o que tem que ser feito.

Para evitar que um candidato de esquerda vencesse, o Freixo, deixaram de votar 

nele e o Marcelo Crivela venceu.

Agora estão reclamando.

O mesmo vai acontecer caso o Bolsonaro ganhe, uma pessoa desqualificada sobre 
todos os aspectos.

Democraticídio. Por Tereza Cruvinel

Para os cegos que não querem ver,a coluna de Tereza Cruvinel, hoje, no Jornal do Brasil.
As advertências sobre o risco Bolsonaro para a democracia não são choro antecipado de perdedor, artifício de petistas desesperados para virar o jogo.
O democraticídio virá, não apenas porque condiz com a natureza autoritária do deputado-capitão, mas porque, se eleito, não será capaz de dar outra resposta aos impasses que enfrentará.
Os avisos vêm até dos que ajudaram a semear o antipetismo, um dos mais fortes nutrientes da candidatura favorita.
Outros, que poderiam falar mais alto, justificam a omissão com a bazófia de que, ainda que ele tente, nossas instituições terão força para evitar qualquer ruptura.
Em 1964 também tínhamos instituições que pareciam funcionar, mas elas não apenas cederam ao primeiro movimento de tanques.
Elas ajudaram a executar a parte civil do golpe. Bolsonaro e seu entorno, a começar do vice troglodita, nunca esconderam o pendor autoritário e a saudade da ditadura, nos elogios da tortura e nas homenagens ao grande torcionário, Brilhante Ustra.
E sempre expôs com sinceridade brutal seus preconceitos contra mulheres, gays e negros.
A partir de 2013, a nostalgia da ditadura foi legitimada pelos manifestantes que passaram a pedir intervenção militar.
E ele foi crescendo, como estuário de ressentimentos, do antipetismo, do incômodo dos conservadores, das vítimas da recessão, dos revoltados com a corrupção (insuflados pela Lava Jato) e dos ansiosos por uma promessa de segurança.
Militares já no poder
Já está em curso uma tomada de poder pelos militares, facilitada por Temer, ao nomear um general para a Defesa e fazer de outro homem forte palaciano.
O presidente do STF, Dias Toffoli, também arranjou um general para chamar de seu.
Um grupo de militares ligados à campanha de Bolsonaro atua com toda desenvoltura em Brasília, elaborando projetos de infraestrutura e desenhando a ocupação do governo.
Militares e policiais eleitos para a Câmara formarão uma bancada importante.
Foi percebendo a militarização do poder que o guarda de Campinas disse ontem, ao prender estudantes que panfletavam por Haddad: “a ditadura militar voltou, graças a Deus”.
Então, é lorota esta conversa de instituições que vão resistir. Elas já estão em frangalhos.
E ainda que o capitão, se feito presidente, seja forçado ao comedimento pelo banho sagrado do voto popular, outros fatores o empurrarão para soluções autoritária, tais como seu indiscutível despreparo para governar, sua inaptidão para lidar com os cânones do presidencialismo, que pressupõem a divisão do poder com o Congresso.
O que ele fará quando sofrer a primeira grande derrota parlamentar?
Daqui para o dia 28, debate não haverá, como se depreende da grosseira resposta que ele deu ontem a Haddad, por rede social: “quem conversa com poste é bêbado”.
Nesta linha, falando das famílias que buscam os corpos dos mortos no Araguaia, ele já disse que “quem procura osso é cachorro”.
Sem debate, receberá um cheque em branco, em relação à democracia e às políticas que adotará.
Ignorante confesso de economia, delegará os problemas a seu “posto Ipiranga”, o economista Paulo Guedes, já previamente nomeado ministro da Economia (uma superpasta que Collor também entregou à sua superministra Zélia Cardoso de Mello).
Por ser um neoliberal extremado é que o mercado abraça Bolsonaro.
Para resolver o problema da dívida pública, Guedes quer uma privatização generalizada, vai manter a emenda que congela o gasto público e proporá reformas tributária e previdenciária. Bolsonaro terá que entregá-las.
Seu PSL elegeu 52 deputados, fazendo a segunda maior bancada, mas para aprovar uma emenda constitucional serão necessários 308 votos.
Será preciso buscar 256 voltos em negociações com os partidos mas ele já disse que não negocia, não barganha.
Em algum momento, haverá trombada. Direitos serão suprimidos, ele já avisou, e haverá resistência nas ruas, ninguém duvide. E ele vai mandar as tropas, ninguém também duvide. Não enxerga quem não quer os sinais do que virá.