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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Altamiro Borges: Bolsonaro ou Alckmin? Elite segue dividida

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Vídeo: 'consórcio criminoso', acusa Paulo Pimenta (PT) sobre ações da Lava Jato, TRF-4, Ministério Público e PF - Diário Causa Operária

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terça-feira, 7 de agosto de 2018

William Waack zoeiro provoca rede Globo após papelão com Miriam Leitão

Esquerdismo, A Doença do Socialismo

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MIRO ESTREIA NO NOCAUTE: COMO A MÍDIA VAI LIDAR COM BOLSONARO, O MONSTRO...

Altamiro Borges: Seis perguntas para Jair Bolsonaro

Altamiro Borges: Seis perguntas para Jair Bolsonaro: Por Jean Wyllys, no site Mídia Ninja : Em diversas entrevistas, o deputado Jair Bolsonaro foi questionado pela imprensa sobre tudo o ...

Altamiro Borges: Como a mídia vai lidar com Bolsonaro?

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Altamiro Borges: PT-PSB, o jogo prático

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Altamiro Borges: Interpol põe em xeque conduta de Moro: Por Patrícia Faermann, no Jornal GGN : A Interpol eliminou o nome de Rodrigo Tacla Duran da lista de procurados internacionais. Para ...

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Altamiro Borges: A quem interessa o complexo de vira-lata: Por Léa Maria Aarão Reis, no site Carta Maior : ''O que efetivamente separa o americano do brasileiro é que o primeiro legaliza...

domingo, 5 de agosto de 2018

Altamiro Borges: JN esfrega feminicídio na cara do Brasil

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sábado, 4 de agosto de 2018

EM NOME DOS PAIS OUVIU A VERDADE

Jair Bolsonaro humilha filho de Miriam Leitão em entrevista

Venezuela: Pdte. Nicolás Maduro sale ileso de atentado en Caracas

Altamiro Borges: A contagem regressiva para a decisão do PT

Altamiro Borges: A contagem regressiva para a decisão do PT: Por Luis Nassif, no Jornal GGN : Peça 1 – o pragmatismo do PT Diz a Executiva do PT: o partido vai até o fim com a candidatura Lula par...

Miriam Leitão lendo nota da Globo no encerramento da sabatina de Jair Bo...

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POLÍTICA - Ricardo Kotscho, endossa minha preocupação com a ausência da esquerda no segundo turno.

AO RIFAR MARÍLIA ARRAES, LULA E O PT ARRISCAM A SOBREVIVÊNCIA DO PARTIDO

“Estão ensaiando uma valsa na beira do abismo” (Ciro Gomes, ao saber do acordo entre PT e PSB na quarta-feira)
***
Marília Arraes, candidata ao governo de Pernambuco, que vinha fazendo uma bela campanha popular, era a única nova e forte liderança do PT nestas eleições.
Quem mais perdeu com o acordo entre PT e PSB, que sacrificou a candidatura de Marília, não foi Ciro Gomes, como a maioria dos jornais e analistas avaliaram nesta quinta-feira.
Foram Lula e o PT, que rifaram o futuro do partido.
O maior golpe foi no principal patrimônio deste partido que eu vi nascer das bases operárias do ABC paulista e acompanhei até a chegada ao poder, em 2003: a sua militância.
Para chegar lá, o partido enfrentou um monte de obstáculos, ganhou e perdeu muitas disputas, acertou e errou, mas procurou sempre se manter fiel às suas origens, dando orgulho aos anônimos militantes que empunhavam suas bandeiras.
Isso acabou. Que petista vai querer agora fazer campanha pelo partido de graça, sacrificando horas de estudo ou de trabalho, enfrentando adversários nas ruas, ouvindo xingamentos, arriscando-se por uma causa que perdeu a razão de ser?
Em lugar de orgulho, é mais provável que agora estes militantes sintam vergonha de defender um partido incapaz de bancar suas novas ldieranças contra os velhos caciques aos quais se aliou nos últimos anos.
O que fizeram com Marília Arraes é tão grave e vergonhoso para a história do partido como aquela foto trágica de Lula e Fernando Haddad, na campanha municipal de 2012, pedindo apoio a Paulo Maluf, justo ele, o velho antagonista dos petistas, nos jardins da mansão dele, todos eles sorridentes.
Não tenho a menor ideia dos motivos que levaram a direção do partido a fazer este acordo para o PSB ficar neutro nestas eleições e se afastar de Ciro Gomes _  este sim, um antigo e fiel aliado do PT.
Quem ganha com isso? Com a desmobilização da militância petista, a justa ira e o isolamento de Ciro, fragmentando ainda mais o campo da esquerda, e a insistência em levar a candidatura de Lula até o fim, a ferro e fogo, pagando qualquer preço, quem ganha é a direita, que se uniu em torno de Geraldo Alckmin, e o candidato das trevas, Jair Bolsonaro.
Do jeito que as peças ficaram colocadas no tabuleiro da eleição, corremos agora o risco de repetir a França e promover um inédito embate entre direita e extrema-direita no segundo turno.
O sacrifício de Marília Arraes no altar das conveniências de momento vai cobrar um alto preço no futuro, colocando em risco a própria sobrevivência do PT como maior partido de massas do país e da América Latina.
Em lugar de Marília, teremos nos palanques do PT no nordeste os senadores Eunício de Oliveira e Renan Calheiros, do MDB, legítimos representantes da oligarquia contra a qual o PT se insurgiu quando foi criado.
Lembro-me bem de quando Lula e o PT refugaram o apoio de Ulysses Guimarães, o “Sr. Diretas” e presidente da Constituinte cidadã, no segundo turno contra Fernando Collor, em 1989, alegando que não queriam um representante da velha política no palanque.
Naquela eleição, o petista seria derrotado por uma pequena margem de votos, mas não era isso o mais importante em Ulysses, que ficou com menos de 5% no primeiro turno.
Era o simbolismo de um homem que lutou contra a ditadura, estava ao lado de Lula nos palanques das Diretas Já e foi fundamental para tornar possível aquela primeira eleição direta para presidente da República após a ditadura militar.
A política, como sabemos, não é feita só de votos, mas também de símbolos que representam para o eleitorado a esperança de uma vida melhor e mais digna.
Muitas águas rolaram e muitos anos se passaram de lá para cá, e o PT foi deixando pelo caminho muitos desses símbolos fundadores do partido, até chegar à atual situação, em que a sua única liderança nacional continua sendo Lula.
A indigência da atual direção do PT, completamente perdida e sem comando, é resultado da falta de espaço e de interesse para a criação de novas lideranças e o surgimento de novas ideais e projetos para o país.
O que está em jogo neste momento não é só o destino do PT, mas do próprio país, em que o partido ainda joga um papel fundamental.
O fato é que o PT envelheceu muito cedo e já não empolga a juventude, boa parte dela hoje encantada com o troglodita Jair Bolsonaro, transformado no tal “fato novo” desta eleição.
Estratégias políticas e jurídicas à parte, que disso não entendo, tudo o que está acontecendo me dá, acima de tudo, uma enorme tristeza por ver a derrota de uma geração de brasileiros que batalhou por uma sociedade mais justa e solidária.
Encarcerado numa cela solitária em Curitiba, condenado num processo iníquo, impedido de participar da campanha eleitoral, com acesso apenas a advogados e dirigentes do partido, meu bom e velho amigo Lula não pode imaginar o que está acontecendo aqui fora, a profunda decepção dos velhos militantes com os rumos que o partido tomou.
Desse jeito, nada vai nos trazer de volta o sonho que sonhamos juntos quando esta longa trajetória começou.
Virou um pesadelo, lamento constatar, sem conseguir entender aonde querem chegar.
Não desista, Marília Arraes, nós precisamos de você para manter viva a chama da esperança que venceu o medo e está se apagando lentamente.
Vida que segue.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

POLÍTICA - E se a esquerda ficar de fora do segundo turno?

Desse jeito, aumenta meu receio de que essa desunião da esquerda levará ao segundo turno a direita contra a extrema direita. Ou a direita contra a direita, aparecendo o nome do Dr. Botox, o Álvaro Dias, candidato da lava jato, já que o "picolé de chuchu" deu um tiro no pé, ao declarar que vai acabar com o Ministério do Trabalho e privatizar o Banco do Brasil e a Petrobras. Agradou os patrões  os especuladores, os rentistas, ao mercado, isto é, ao 1%, só que estes não ganham eleição sozinhos.
A fadinha da floresta, a invisível Marina, poderá aparecer na briga já que herdará muitos votos da turma da esquerda, pois dificilmente os petistas migrarão seus votos para o ensaboado Ciro Gomes que não inspira a menor confiança entre a esquerda.
Comecei a assistir entrevistas do Bolsonaro e fiquei estarrecido como o cara não tem noção de nada. A resposta que deu quando perguntado sobre mortalidade infantil diz tudo sobre ele. Também sobre o problema do desemprego no campo, quando pretende tirar mais direitos dos trabalhadores rurais, foi um espanto. Não estou nem me atendo ao fato do cara ser um facistão de um primarismo atroz.
Agora entendi porque ele quer fugir dos debates. Quanto mais debater, mais perderá votos.
Começo a acreditar com o que o Montenegro, presidente do IBOPE disse: que o Bolsonaro não passa para o segundo turno.
A mídia golpista, Globo à frente, criou um monstro e agora não consegue domá-lo.
O grupo Globo já começou a tentar desconstruir o Bolsonaro, na companhia da Veja, para tentar emplacar o candidato dele e do mercado, o Alckmim, que tem contra ele, o fato do PSDB ter fechado com o Temer e apoiado todas as medidas implementadas por ele.
Acho que agora é tarde. Se o Bolsonaro cair nas pesquisas, será culpa dele mesmo, que não consegue articular nenhum resposta sobre o que lhe é perguntado.
Quanto ao PT, sem Lula, acho difícil conquistar o poder. Lula é o Lula. Não existe substituto para ele. Seu candidato no segundo turno teria que enfrentar a direita unida, com o poder econômico e a mídia e a lava jato ao seu lado.


Concordo com muita coisa que o articulista abaixo, o Ricardo Capelli, escreveu sobre essa decisão do PT nacional.


Sobre essa desunião da esquerda, é importante também ler o que tem escrito o Roberto Amaral, quadro histórico do PSB, que também posto ao final.



O PERDE-PERDE-PERDE DO PT.





VKO
A “genial” jogada do PT, retirando a candidatura de Marília Arraes, representou uma inovação no campo das derrotas políticas: o perde-perde-perde.
Em matéria de erro político, é um salto mortal triplo escarpado.
Enquanto inocentes do Brasil inteiro – eu, inclusive – botavam fé numa possível união da esquerda, o partido consegue a proeza de produzir uma tremenda cizânia no campo progressista, passando a perna na militância petista de Pernambuco, em Marília Arraes, na maioria dos diretórios do PSB que apoiavam Ciro, além de, é claro, no PDT.
O PT conseguiu ficar mal com todo mundo.

O pleito de outubro e a divisão das forças populares.


Roberto Amaral

A unidade das forças de esquerda, não é, por si só, garantia de vitória ou de conquista do poder, mas é conditio sine qua non para nossa sobrevivência e avanço. Ou, no mínimo, para a resistência, que é a etapa atual da luta democrática.
É certo que, mesmo unidos, podemos ser derrotados,  como atesta o resultado das eleições presidenciais de 1989, que, no entanto, significaram um grande avanço político cujas consequências eleitorais falariam em 2002. Foi essa a última grande campanha eleitoral da esquerda brasileira, pois a natural e necessária  perseguição dos votos, então,  não escamoteou os valores que nos distinguem política e idelogicamente. Ademais da unificação em torno da campanha de Lula, a esquerda organizada (refiro-me ainda às eleições de 1989) soube ampliar com setores ponderáveis do centro e conquistar a esquiva classe média.
Se a união não é causa suficiente, a dispersão de nossas forças, ou nossa crassa dificuldade de ampliar ao centro,  tem sido decisiva nos reveses, para os quais muito vem contribuindo a desmobilizadora busca de hegemonia, entre nossos partidos.
Apesar de o pleito de 2002 haver lecionado que não há alternativa eleitoral fora da ampliação de nosso campo.
Desunidos na crise de agosto de 1954  – o Partido Comunista de Prestes estava aliado à UDN de Lacerda na oposição a Vargas – assistimos, como expectadores surpresos, ao suicídio do presidente, e à ascensão da coalizão de direita liderada por Eduardo Gomes, Juarez Távora e Carlos Lacerda. Havíamos perdido o apoio da classe média e as massas, varguistas, só sairiam às ruas para prantear o líder dramaticamente perdido. Concluída a catarse, voltaram todos para suas casas e sindicatos, para acompanhar pelo rádio a montagem do novo governo que, em seu viés antinacional, antecipou a ideologia do  golpe de 2016, anunciado nas jornadas de 2013, que não soubemos interpretar.
De outra parte, a unidade das forças de esquerda e progressistas, ampliada com significativos segmentos das Forças Armadas, e mesmo setores liberais, nesse então simbolizados na figura icônica de Sobral Pinto, conseguiu assegurar em 1955 a posse de Juscelino e Jango, e, em 1961,  fazer face ao golpe que intentava impedir a posse de João Goulart. Mas logo nos dividiríamos, e divididos ensejamos o golpe do parlamentarismo, um passo atrás na História, e um ato de traição às grandes massas que tomaram as ruas na defesa da legalidade.    Essa divisão, aliás, acompanhará, aprofundada, todo o governo João Goulart, fragilizando-o, e assim, favorecendo a conspiração de 1964, até aqui a mais profunda e duradoura derrota de quantas tivemos no curso da República.
A desestabilização do governo João Goulart, inclusive na área militar, começara com a rejeição pela esquerda de então – PCB, Brizola, Arraes, UNE, sindicatos, gravemente atacados de esquerdismo infantil — ao projeto de estado de sitio e consequente intervenção no governo do então estado da Guanabara, de onde Lacerda, com aliados civis e militares, conjurava o golpe e a implantação da ditadura, por ele mesmo anunciada em entrevista ao Los Angels Times.
A derrota do presidente, detonada  pela sua própria base parlamentar-sindical, valeu como senha para a desestabilização de seu governo, com o desfecho previsto, conhecido e esperado.  O resto da história é conhecido.
Nessa crise (outubro de 1963), a esquerda não teve olhos para ver o processo político em gestação. Esperou que o ovo da serpente fosse rompido e a peçonha fizesse da democracia sua vítima preferencial, enquanto Brizola, Arraes e Juscelino, a Frente Parlamentar Nacionalista, os sindicatos, se voltavam (cada um por si)  para a expectativa de um  processo eleitoral afinal frustrado: ao invés do Palácio do Planalto a colheita foi o exílio e 20 anos de ditadura.
A dificuldade de interpretação histórica persiste e quem não compreende o processo social está fadado a repetir os erros,  e perder.
É mais do que evidente que o quadro de nossos dias (como nossos dias  refiro-me ao transe que se revelando claramente nas eleições de 2014 nos chega hoje como esfinge a ser decifrada) é diverso, até porque nenhum momento histórico é reprodutor de fatos passados. Mas, novamente, quanto mais necessitamos de unidade, mais nos dispersamos, e, uma vez mais, subestimando a profundidade  e a qualidade da crise.
O que podemos chamar de campo das esquerdas divide-se, por deformação intrínseca, na leitura autista do processo eleitoral, e, incapaz de ultrapassar as aparências, se divide na tentativa de interpretação do processo em curso. Quem não entende o presente não pode pesar no futuro.
Antes de nós, e uma vez mais, a direita, unificada no golpe de 2016 (como unificada estava em 1954, em 1961 e em 1964), caminha em marcha batida para o pleito deste ano, que não se resume na troca de Joaquim por Manuel, porque significará, acaso vitorioso seu candidato, a consolidação (para vigência por mais quantos anos?) do regime  de exceção jurídica que assegura o império do neoliberalismo, vale dizer, o encontro do antinacional com o antipopular.
Esta é a questão.
Não obstante a clareza desse quadro, nossos partidos – apartando-se da realidade objetiva – ignorando qualquer estratégia de médio prazo — veem no pleito o ensejo tático para promover seu auto-crescimento, como se um partido nosso pudesse crescer e sobreviver isoladamente, ou seja, em meio a eventual debate da esquerda. O outro lado do divisionismo será a consagração de um candidato de direita, o  que significaria,  não só a continuidade do regime de exceção, como seu aprofundamento, com as consequências que não precisam mais ser lembradas.  Desta feita sob o comando de um presidente apoiado no pronunciamento da soberania popular.
O desafio é amplo, pois ele se oferece no plano  político e  no plano eleitoral. As circunstâncias cobram das forças de esquerda o debate político-ideológico, a explicitação e defesa de nossas teses, o estabelecimento de nossas diferenças em face da prática reacionária e autoritária. Isso nos cobra tanto uma denúncia unificada quanto a formulação unificada de um projeto das esquerdas  que possa ser apresentado como a proposta de um Projeto Nacional.
O povo conhece, e conheceu sofrendo na própria carne, o significado de um governo de direita, esta tragédia recorrente em nossa história.  Conhece nossa crítica. Precisa conhecer nossa alternativa, nossa proposta de  projeto de Brasil.
Será que nem isso podemos formular unificadamente?
A história nos tem mostrado que a política  de Frente, frente ampla, é a alternativa que nos fortalece e nos coloca no ringue em condições de disputa e avanço.  Para não falar em outras lutas memoráveis, como a defesa do monopólio estatal do petróleo, lembremos que foi a política de frente que ensejou a derrota da ditadura militar.
A Frente Brasil Popular – iniciativa vitoriosa– , poderia ser o espaço da construção da grande Frente, em face de sua extraordinária base social, que compreende, inclusive,  o MST, a Consulta Popular, a CUT e a CTB.  Mas mesmo essa frente, de natureza e propósito amplo,  foi recusada por partidos de esquerda e centro-esquerda, como o PSOL e o PDT, limitando seu espectro.
Perde-se extraordinária oportunidade de unificação de partidos e movimentos sociais, o que em parte pode explicar as presentes dificuldade de mobilização popular.
A proposta de um Projeto Nacional (nada a ver com Programa de Governo) talvez possa ser o traço  de união de uma política de Frente Ampla
Ela se coloca, de novo, na ordem do dia, como necessidade histórica.




Roberto Amaral

POLÍTICA - Que Papa é esse? Petista?, Comunista?



Papa recebe apoiadores de Lula e mãe de Marielle Franco





O Papa Francisco continua contrariando a lógica dos golpistas e da velha mídia brasileira. E desta vez será difícil de rotular de “fake news”. A jornalista Mônica Bergamo da Folha publicou uma longa matéria sobre a audiência ocorrida hoje (3) pela manhã no Vaticano com a mãe da vereadora Marielle Franco e apoiadores de Lula Livre.
LEIA TAMBÉM:
O Sumo Pontífice recebeu hoje uma comitiva era formada por Marinete Silva, mãe da vereadora Marielle Franco (PSoL-RJ), assassinada em março; a advogada Carol Proner, co-autora de um livro que critica a condenação do ex-presidente Lula, a pastora luterana Cibele Kuss e Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da Comissão Nacional da Verdade.
Na quinta-feira (2), o Papa Francisco se reuniu com o ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa nos governos de Lula e Dilma, Celso Amorim. Também participaram da audiência o ex-ministro argentino Alberto Fernández e o ex-ministro chileno Carlos Ominami. Eles discutiram a situação política e jurídica do caso Lula, além dos problemas do Brasil e da América do Sul.
“O papa está muito preocupado com a situação da América Latina e nos disse que está acompanhando tudo de perto”, afirmou Carol Proner.
“Eu expliquei a ele que a forma como a Operação Lava Jato está sendo conduzida, com a flexibilização de provas, de forma seletiva, e com a mídia elegendo juízes heróis, acaba gerando injustiças”, afirma ela. “Disse que o próprio Supremo Tribunal Federal violou um direito universal, que é o da presunção da inocência. Expliquei que isso prejudica não apenas o Lula mas milhares de pessoas que estão na mesma situação e que têm violado seus direitos de forma irreparável”.
Proner afirma que, neste momento, o papa repetiu palavras semelhantes às de um discurso que fez em maio, sobre a forma como, segundo ele, “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”.
No mesmo discurso, o santo padre afirmou que “depois chega a Justiça, as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Relatou a advogada, segundo a matéria da Folha.
No mês de junho, o assessor do Papa Francisco, Juan Grabois, foi proibido de visitar o ex-presidente Lula na Polícia Federal em Curitiba. A velha mídia classificou o caso como “fake news” armado pelos apoiadores do ex-presidente. O Vaticano confirmou a função Juan Grabois e deixou a velha mídia com “as calças na mão”.
Com informações da Folha

'Ole, ole, ole, olá, Lula, Lula': dezenas gritaram dentro do Shopping Niterói - Diário Causa Operária

'Ole, ole, ole, olá, Lula, Lula': dezenas gritaram dentro do Shopping Niterói - Diário Causa Operária: Essas manifestações, demonstram uma tendência à radicalização da população contra o golpe e pela liberdade imediata de Lula

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Imagens inéditas da obra faraônica de dono da Globo na Gávea

Altamiro Borges: De Bolsonaros e bolsonaristas

Altamiro Borges: De Bolsonaros e bolsonaristas: Por Altair Freitas, no site da Fundação Mauricio Grabois : Muita gente se escandaliza com as posições expressas por Jair Bolsonaro e ado...

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Altamiro Borges: "Subestimamos a direita em 64 e 2016": Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia : Em abril de 1964 e em abril de 2016, os democratas e as esquerdas subestimaram...

Altamiro Borges: Lula Livre ganha ares de campanha cívica

Altamiro Borges: Lula Livre ganha ares de campanha cívica: Por Bepe Damasco, em seu blog : Cena carioca que não tem preço: na manhã desta terça-feira, 31 de julho, o balconista da lanchonete em ...

Altamiro Borges: O 'Roda Viva' que Bolsonaro sonhava

Altamiro Borges: O 'Roda Viva' que Bolsonaro sonhava: Por Sergio Lirio, na revista CartaCapital : Coube não a um jornalista, mas a um representante do Instituto Ayrton Senna, fazer as per...

Altamiro Borges: A estranha Operação Margem Controlada

Altamiro Borges: A estranha Operação Margem Controlada: Por Luis Nassif, no Jornal GGN : Deflagrada hoje, a Operação Margem Controlada, da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual do Para...

POLÍTICA - Um país de milhões de bolsonaros.

O perigo de um país de milhões de Bolsonaros

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Foram tantas as boçalidades proferidas por este ex-militar bronco e inculto no programa Roda Viva de segunda-feira que fica até difícil escolher uma só para abrir esta matéria sobre a entrevista de Jair Bolsonaro, o candidato das trevas.

Minha filha Mariana, também jornalista, me mandou essa:

“Se você, por exemplo, aumentar o número de empregos no Brasil a tendência de alguém procurar um hospital diminui…”.

Como assim? Quem trabalha não fica doente, pergunta a Mariana, que conclui:

“Pior do que os absurdos dele é ter quem acredite e concorde”.

É verdade. O maior problema político do Brasil hoje não é ter um tipo como Bolsonaro favorito nas pesquisas presidenciais sem o nome de Lula.

O grande perigo de um brutal retrocesso está nos milhões de Bolsonaros que o apoiam e declaram voto nele porque pensam como ele, este projeto de nazista tupiniquim.

Por isso, o grande mérito dos jornalistas entrevistadores do último Roda Viva da série com os presidenciáveis foi expor a exótica figura durante uma hora e meia em rede nacional de televisão para que ninguém depois diga que foi enganado.

Além das barbaridades que falou sobre direitos humanos, as agressões contra pessoas da maior dignidade, como o ex-ministro da Justiça José Gregori, a ofensa à família de Vladimir Herzog ao colocar em dúvida seu assassinato no DOI-CODI, o que mais me chamou a atenção na entrevista foi a total incapacidade dele de juntar duas frases com sentido e não conseguir responder nem às perguntas mais simples, sem nenhum compromisso com a lógica ou com o país.

Debochado e leviano, Bolsonaro seria reprovado em qualquer exame psicotécnico de admissão num emprego.

Para ninguém pensar que estou exagerando (vale a pena ver a integra do programa no site da TV Cultura), vou reproduzir só um trecho do diálogo de surdos entre o candidato e a repórter Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor:

MCF: Qual a sua proposta para que a mortalidade infantil deixe de subir?

JB: Quando se fala em mortalidade infantil, isso tem a ver com os prematuros. É muito mais fácil um prematuro morrer do que um bebê que cumpriu uma gestação normalmente. Medidas preventivas de saúde…

MCF: Isso não tem muito mais a ver com saneamento básico?

JB: Tem um mar de problemas (…) Muita gestante não dá bola para a sua saúde bucal ou não faz os exames do seu sistema urinário com frequência.(…) Agora, eu vou dar a missão. Quem for para o ministério da Saúde, tem que realmente cuidar da saúde e não da doença, prioritariamente.

MCF: E como o senhor vai fazer isso reduzindo os gastos?

JB: O que acontece… Não só a Inglaterra… Você, você, você vai conjugar também com desburocratização, desregulamentação… Que é o inferno da vida de quem quer empreender no Brasil. Quem quer ser patrão no Brasil em sã consciência?

MCF: Eu tô falando de saúde, deputado.

JB Você falou de economia… Como vai reduzir impostos e vai entender economia (???) Se você, por exemplo, aumentar o número de empregos no Brasil, a tendência de alguém procurar hospital vai diminuir.

Dá para acreditar no que ele respondeu quando a pergunta foi sobre saúde pública?

Foi assim o programa inteiro: ele não entendia as perguntas e respondia qualquer coisa sem se importar com a veracidade dos fatos e números citados, chutando para todo lado.

Pode ser o tema que for, ele usa os mesmos jargões que repete nos discursos gritados em cima de carros de som nos aeroportos por onde passa.

O que mais me assusta é encontrar cada vez mais gente que fala e pensa como ele, numa mistura explosiva de desinformação e má fé, mesmo pessoas com curso superior e bom padrão de vida.

Nesta campanha eleitoral, pior do que tudo, estamos criando uma legião de Bolsonaros que vieram para ficar, cheios de certezas, verdadeiras hordas de seguidores fanáticos que se caracterizam pela violência e ignorância.

Foi a eles que o candidato se dirigiu no Roda Viva, sem dar a menor satisfação aos jornalistas e ao público em casa, o resto do eleitorado que não professa a sua fé num trabuco para resolver todos os problemas nacionais.

É impossível resumir num post todas as sandices, estultices, mentiras e canalhices que ele foi capaz de proferir, às vezes rindo dele mesmo, como se estivesse falando com um bando de retardados.

Bolsonaro tornou-se a melhor expressão do que sobrou da Operação Lava Jato deflagrada para acabar com o antigo “sistema político corrupto e viciado” para pregar a renovação nas eleições de 2018.

O personagem para encarnar o novo que encontraram é esse deputado profissional de sete mandatos, que se apresenta como o Trump nativo contra “tudo isso que está aí”.

Lançado por um partido nanico, sem alianças nem tempo de TV, sem qualquer programa de governo, candidato do “eu sozinho contra o mundo”, aquele que manda perguntar no Posto Ipiranga (seu assessor Paulo Guedes, um ultraliberal guru do ex-capitão nacionalista e estatista) quando não sabe as respostas.

Estamos bem de candidato favorito, o homem que tem entre 17 e 19% nas pesquisas de intenção de voto a 70 dias da eleição.

O que já está péssimo, sempre pode piorar. Preparem-se.

E vida que segue.

Altamiro Borges: Moro, Barroso e o Judiciário de celebridades

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Entreguismo: golpistas vão privatizar BR Distribuidora que lucrou esse ano R$ 23,6 bi - Diário Causa Operária

Entreguismo: golpistas vão privatizar BR Distribuidora que lucrou esse ano R$ 23,6 bi - Diário Causa Operária: O aumento do lucro foi de 275,7% no lucro líquido do segundo semestre o que levou a uma expansão da receita líquida da empresa