sábado, 23 de janeiro de 2021

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Dismantling Brazil: Bolsonaro's Neoliberal Agenda

Em livro-bomba, Eduardo Cunha diz que golpe contra Dilma foi urdido no apartamento de Rodrigo Maia

Em livro-bomba, Eduardo Cunha diz que golpe contra Dilma foi urdido no apartamento de Rodrigo Maia: Ex-deputado federal Eduardo Cunha relata no livro "Tchau Querida, o Diário do Impeachment”, que deverá ser lançado em abril, que o golpe que resultou no impeachment de Dilma Rousseff foi tramado no apartamento de Rodrigo Maia, no Rio, e contou com o apoio do PSDB

POLÍTICA - Que falta faz o velho Brizola.

 


“Saiu Igualzito ao Pai” ! Homenagem do Blog no dia em que Brizola faria 98 anos

por Luiz Müller

Encontrei a expressão "Saiu Igualzito ao pai" , referência a uma música de César Passarinho, num emocionante discurso do Senador Paulo Paim feito da Tribuna do Senado em 2008 em homenagem a Leonel Brizola.

Seguem extratos daquele discurso do Senador, que ao mesmo tempo que emociona, mostra um pouco da combativa vida deste grande líder socialista que continua Presente na Memória do Rio Grande e do Brasil:

"Quando eu tinha 10 anos, ouvi pela primeira vez a tua voz. Tu falavas na Rede da Legalidade pelos microfones da Rádio Guaíba de Porto Alegre e pedias para que o povo brasileiro resistisse pela manutenção constitucional e que dessem posse a João Goulart na Presidência da República. Naqueles dias frios de 1961, muitas vezes eu, ainda moleque, parei de jogar bolita e soltar pandorga para, junto do meu velho pai e minha mãe, já falecidos, todos brizolistas, escutar os teus recados na Rádio da Legalidade, recados que enfeitiçavam a todos num patriotismo enlouquecido, como os poetas assim definem."

Extratos do Discurso do Senador Paulo Paim em 2008 no Senado Federal

Nós nos acostumamos, querido Brizola, a te ver usando um lenço encarnado no pescoço como se fosse uma bandeira, uma bandeira da liberdade tremulando campo afora. Para nós, gaúchos, isso tem um valor estóico e atávico.

Deus deu a Brizola a sina de emparelhar horizontes de ideais nas mais destemidas missões que um patriota poderia receber de seu povo e de sua gente.

Deputado Vieira da Cunha, é uma satisfação vê-lo aqui. Na minha fala, citarei algo que vi em seu gabinete. Registro sua presença. Falarei sobre isso aqui.

Eu dizia, do Brizola, que isso só pode ser coisa da tal genética. O pai de Brizola, guerreiro federalista da Revolução de 1893, esteve ao lado dos maragatos de Gaspar Silveira Martins.

Se eu pudesse aqui falar, já que estou fazendo uma homenagem direta, como um réquiem, a Brizola, buscaria uma canção do nosso inesquecível Passarinho. E o pai do Brizola diria a ele neste momento: “Este guri saiu igualzito ao pai”.

Na de 23, o seu “tata”, como falamos lá no Sul, meu querido Vieira, tomba peleando nas tropas do comandante Leonel Rocha. A tua mãe, meu querido Leonel, Dona Onívia, também foi uma guerreira daquelas que se levantavam a tempo de acordar o sol para limpar o pátio e depois ir semear aquilo que estava no rumo do seu caminho. Aprendeste com ela, meu querido Brizola, as tuas primeiras letras.

O tempo amigo foi passando e quando chegaram os anos 30, tu, Brizola, já guri de calças curtas, empunhavas uma espada de taquara, montado num cavalo de sonhos, e gritavas aos quatro cantos do Rio Grande: Eu sou o capitão Leonel!”

É, meu querido Brizola, como são as coisas neste mundo! Uma vez eu disse aqui mesmo, neste plenário, que a infância de quem perde o pai muito cedo, como foi o teu caso, por muitas vezes é triste, ou na maioria das vezes o é. Mas a infância de um menino que um dia entrará para a história e fará com que homens, mulheres, velhos, jovens, negros, pessoas com deficiência, índios, minorias discriminadas chorem e tenham orgulho do seu País, da nossa Pátria maior, é a coisa mais linda que o destino poderia propiciar a cada um de nós.

Brizola velho de guerra, que um dia foi palanque fincado nas planuras da América Latina, estás ao lado de Tupac Amaru, Simon Bolívar, Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Sepé Tiarajú, e por que não lembrar de Getúlio Vargas e tantos outros, meu Líder do PDT, companheiro Deputado Vieira.

Em cada canto deste País, onde existe um diretório do PDT, onde existe uma trincheira do PDT, como é seu gabinete, Deputado Vieira, lá estão os versos do poeta chileno Pablo Neruda, e que eu já li aqui uma vez, mas hoje quis repetir, em homenagem ao Brizola e ao Rio Grande, que está num momento muito difícil, e o Deputado Vieira está acompanhando.

Diz Pablo Neruda a Brizola, num poema escrito para o Brizola:

Novas ilhas, Novos rios, Novos vulcões fazem de nosso continente, Uma nova geografia. Queremos nova agricultura, Outras forças juvenis, Uma sociedade mais pura, Novos protagonistas da história que está nascendo, E que temos o dever de construir. Quem pode estar contra a vida? [Aí diz o Pablo, numa parte que considero das mais bonitas] Celebremos a chegada de Leonel Brizola, No Cenário da América, Como uma deslumbrante encarnação, De nossas esperanças. Estamos cansados da rotina da miséria, Da ignorância, de injustiça econômica. Abramos o caminho àquele que encarna hoje, A possível construção do futuro.

Palavras do Neruda para o nosso querido Brizola. Vieira, isso eu disse um outro dia e fiz questão de dizer hoje, nesse momento tão difícil para o nosso Rio Grande.

Eu te considero. Brizola, se há importância no que falo, o maior político da minha geração. Sem dúvida alguma, foi você o mais importante e determinado homem público da República desde Getúlio Vargas.

Quando eu tinha 10 anos, ouvi pela primeira vez a tua voz. Tu falavas na Rede da Legalidade pelos microfones da Rádio Guaíba de Porto Alegre e pedias para que o povo brasileiro resistisse pela manutenção constitucional e que dessem posse a João Goulart na Presidência da República. Naqueles dias frios de 1961, muitas vezes eu, ainda moleque, parei de jogar bolita e soltar pandorga para, junto do meu velho pai e minha mãe, já falecidos, todos brizolistas, escutar os teus recados na Rádio da Legalidade, recados que enfeitiçavam a todos num patriotismo enlouquecido, como os poetas assim definem.

Certa feita, encontramo-nos no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, em 1984, tu eras o Governador, Brizola. Estávamos numa comissão de sindicalistas. Os mais experientes já me lembravam: “Olha, Paim, seja rápido na conversa, pois o Brizola encanta a todos e ainda temos que ir para Minas Gerais”. Dito, mas não feito. Brizola seduziu a todos nós com aquela sua fala mansa e tranqüila, lembrando, em cada frase, um pouco da tradição do nosso povo do Rio Grande. Essa conversa, lembro aqui, foi regada ao chimarrão; e fomos terminá-la no apartamento dele em Copacabana.

Minas Gerais ficou para trás; acabamos chegando lá quase que dois dias depois. Esse era o Brizola que encantava a todos.

Assim tu foste Leonel, ou melhor, assim tu continuas a ser para nós outros. As tuas idéias estão cada vez mais vivas. O teu sonho de um Brasil livre e soberano é o que todos nós perseguimos.

Na eternidade nada passa, tudo é presente, o passado vem empurrado por um futuro, e o futuro vem atrás de um passado. Quem prenderá o coração do homem para que pare e veja como, estando imóvel, a eternidade governa os tempos futuros e passados, sem ser nem futuro nem passado.

Assim eu te considero, Brizola, meu querido Brizola velho de guerra.

Pode ter certeza, Leonel Brizola, e fiz minha fala desde o início como um réquiem a ele, que aqui, no fundo do coração deste Senador negro do Rio Grande, as tuas idéias haverão de me acompanhar sempre, sendo diretrizes para caminhada de todos homens de bem.

Neste momento tão difícil do meu Rio Grande, espero que a figura de Leonel Brizola ilumine os caminhos de toda a nossa gente.

Viva sempre presente Leonel de Moura Brizola!

Viva o nosso Rio Grande!

Viva o nosso Brasil!

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

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POLÍTICA - Lula teve Covid-19 em Cuba.

 


Lula teve Covid-19 em Cuba

21/01/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA

Após diagnóstico positivo para Covid-19, em dezembro, ex-presidente Lula e delegação que viajou para Cuba permaneceram em isolamento respeitando os protocolos do sistema de saúde cubano. Leia a nota oficial do ex-presidente sobre a doença

Lula e o escritor Fernando Morais em Cuba | Foto: Ricardo Stuckert

Nota oficial do ex-presidente Lula sobre a Covid-19

“Eu e toda minha equipe somos agradecidos à dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano que estiveram conosco no cuidado diário”, afirmou o ex-presidente, já curado após cumprir quarentena. “Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”, disse o ex-presidente

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou nesta quarta-feira (20) ao Brasil após 30 dias de viagem a CubaLula estava na ilha desde 21 de dezembro, para participar do início das gravações de um documentário sobre a América Latina, produzido e dirigido pelo cineasta norte-americano Oliver Stone.

Seguindo as recomendações da OMS para viagens internacionais, o ex-presidente, sua mulher Janja, e os sete integrantes de sua comitiva foram submetidos a exames de diagnóstico da Covid19 no Brasil, antes de viajar, e na data da chegada a Cuba, em 21 de dezembro.

O teste de RT-PCR, obedecendo os protocolos cubanos para detectar infecções trazidas de outros países, foi repetido dia 26 de dezembro. Estes exames apontaram positivo para a Covid19 do ex-presidente e de outros membros da equipe, confirmando serem casos importados através da investigação epidemiológica.

Todos os nove membros da comitiva, exceto a jornalista Nicole Briones, tiveram diagnóstico positivo ao longo do monitoramento com RT-PCR. Todos permaneceram em isolamento sob vigilância sanitária, de acordo com diagnóstico, respeitando os protocolos do sistema de saúde cubano.

Por estar fora do Brasil, o ex-presidente Lula decidiu comunicar a doença apenas na chegada ao país, para preservar sua família e dos demais infectados.

O médico infectologista, ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha foi comunicado desde o início e acompanhou toda a evolução da doença, em contato direto e diário com os médicos cubanos, que prestaram assistência diuturnamente à toda delegação.

O ex-presidente não necessitou de internação hospitalar, assim como os demais membros da equipe, exceto o escritor Fernando Morais, que permaneceu sob cuidados hospitalares pelo período de 14 dias, por complicações pulmonares.

Ao longo do acompanhamento, o ex-presidente foi diagnosticado em tomografia computadorizada com lesões pulmonares compatíveis com broncopneumonia associada à Covid19, apresentando excelente recuperação.

“Eu e toda minha equipe somos agradecidos à dedicação dos profissionais de saúde e do sistema de saúde pública cubano que estiveram conosco no cuidado diário. Agradeço ao governo de Cuba e a todos que estiveram conosco, de coração. Jamais esqueceremos a solidariedade cubana e o compromisso com a ciência de seus profissionais. Sentimos na pele a importância de um sistema público de saúde que adota um protocolo unificado, inspirado na ciência e nas diretrizes da OMS. E quero estender as minhas saudações a todos os profissionais de saúde que se esforçam para fazer o mesmo aqui no Brasil, apesar da irresponsabilidade do presidente da República e do ministro da Saúde”.

O ex-presidente Lula volta de Cuba com uma única certeza: somente a vacinação da humanidade pode livrá-la do coronavírus. Basta a ignorância contra a vacina.

“Estou preparado pra tomar a vacina, assim que tivermos vacina para todos. Sigo esperando minha vez na fila, com o braço à disposição para tomar assim que puder. E enquanto todos não se vacinam, vou continuar com máscara, evitando aglomerações e passando muito álcool gel”, disse Lula.

“Parabéns a todos que trabalham no sistema de saúde brasileiro, que estão cuidando com muito sacrifício do nosso povo. E a todos os pesquisadores dos institutos Butantan e Fiocruz, que trabalharam no desenvolvimento destas vacinas. Elas representam nossa única saída nessa pandemia que vitimou milhares de brasileiros”.

Documentário

Diante das circunstâncias, as filmagens do documentário foram suspensas em consenso com o cineasta Oliver Stone e as gravações adiadas para uma data futura, quando as condições sanitárias permitam.

Na ilha, Lula decidiu cancelar suas atividades e, após a alta epidemiológica, ao fim da viagem, se reuniu apenas com o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, o 1º secretário do Partido Comunista de Cuba, Raul Castro, o primeiro ministro de Cuba, Manuel Marrero, e com o chanceler Bruno Rodriguez.

Do site Lula

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POLÍTICA - Quem mandou apostar no jumento.

 

“Tinha uma corrida de cavalos e você apostou no jumento”, diz Gregorio Duvivier na Folha

20/01/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA

O ator, humorista, roteirista e escritor que se destacou como um dos criadores das esquetes do canal Porta dos Fundos detona os eleitores do presidente. Leia a seguir:

Bolsonaro, era tão fácil sair grande dessa pandemia —bastava não ser você
Tinha uma corrida de cavalos, e você apostou todas as nossas fichas no jumento

Bolsonaro, era tão fácil você sair grande dessa pandemia. Não precisava nem trabalhar. Era só confiar na ciência. Só. Era só escutar os cientistas —e não o Olavo de Carvalho.

Tinha uma corrida de cavalos, e você apostou todas as nossas fichas no jumento.

Era tão fácil não deixar morrer tanta gente. Era só seguir as recomendações da OMS. “Ah, mas seria impopular.” Olha pro Kalil em BH, pro Gean em Floripa. Eles são de direita, igual você. Mas fizeram o básico. Escutaram os médicos. E foram reeleitos no primeiro turno.

O eleitor gosta de ter a impressão de que tem alguém no comando. Bastava parecer que você faz alguma ideia do que está fazendo. Mesmo que você não faça a menor ideia. Era só fingir.

Era tão fácil não quebrar o país. O vírus chegou ao Brasil com dois meses de atraso. Você teve tempo de planejar. Era só ter imitado o que já estava dando certo lá fora. Era só copiar. Não estou falando de salvar vidas. Sei que você não se importa com vidas. Estou falando de salvar seu mandato. Jacinda Ardern, na Nova Zelândia, foi reeleita com folga. Era só imitar.

Você escolheu copiar o Trump, a pior gestão da pandemia —até você conseguir superá-lo. Você zoou a China, xingou a Venezuela, não reconheceu o presidente dos Estados Unidos: você conseguiu pôr toda a comunidade internacional contra o seu próprio país, quando a gente mais precisava dela.

Era tão fácil investir na vacina. Não precisava entender de imunologia. Bastava não atrapalhar os institutos de pesquisa, não apostar na hidroxicloroquina —contra todos os cientistas do mundo, menos um (que já se arrependeu). Era tão fácil usar máscara. Era tão fácil pedir que as pessoas usassem. Não precisava nem trabalhar.

Era tão fácil não ser responsável por um genocídio. Seu país tem o SUS —era só confiar nele. Investir nele. Ouvir o que os médicos pediam: pras pessoas ficarem em casa.

Bastava confiar naqueles mesmos médicos que salvaram a sua vida. Naqueles mesmos médicos em quem você confiou na hora em que sua vida corria risco. Eles só queriam salvar vidas, do mesmo jeito que salvaram a sua. Você podia ter salvado a vida deles. Você escolheu incentivar os seguidores a invadir hospital de campanha.

Era tão fácil evitar um genocídio. Bastava nascer de novo, com o coração no lugar.

Bastava escutar. Enxergar. Aprender. Era tão ridiculamente fácil. Bastava não ser você.

Folha de São Paulo

Orlando Silva sobre quem fura fila da vacina: “Sordidez de nossas elites”

Orlando Silva sobre quem fura fila da vacina: “Sordidez de nossas elites”: "Uma das razões que nos trouxeram ao atoleiro em que nos encontramos é a sordidez de nossas elites. A baixaria de furar a fila da vacina é tão covarde que dá náusea", afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP)

“Lockdown é urgente em todo Brasil”, diz Miguel Nicolelis

“Lockdown é urgente em todo Brasil”, diz Miguel Nicolelis: Considerado um dos cientistas mais importantes do mundo, atualmente na coordenação do comitê científico do Consórcio Nordeste, Miguel Nicolelis afirma que “a pandemia está fora de controle e ela não vai ser controlada só com a vacinação, nem se ela fosse ideal”. Para ele, “o lockdown nacional é urgente”. Assista na TV 247

Tertúlia 236 • Marcelo Freixo e Carlos Minc • 21/01/2021

Mundo dá recado claro a Bolsonaro: Chega!!!

Jamil Chade e a China

POLÍTICA - Fora Bolsonaro!

 


REJEIÇÃO CRESCE EM MEIO AO CAOS DAS VACINAS E DEVOTOS DO MITO FICAM IRADOS

REJEIÇÃO CRESCE EM MEIO AO CAOS DAS VACINAS E DEVOTOS DO MITO FICAM IRADOS

A conta chegou para o capitão: depois de meses promovendo o caos no combate à pandemia e de boicotar a vacinação, a parcela da população que rejeita o governo Bolsonaro cresceu pela primeira vez desde março.

Pesquisa da XP Investimentos, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), divulgada nesta segunda-feira, mostra que subiu de 35% para 40% o índice de brasileiros que consideram o governo como “ruim ou péssimo”.

A avaliação “ótima ou boa” caiu de 38% para 32%. Desde julho, no auge da primeira onda da pandemia, é a primeira vez que a avaliação negativa supera a positiva. A variação coincide com uma piora na percepção da atuação do presidente para enfrentar a covid-19.

Agora são 52% os que consideram “ruim ou péssima” a gestão da crise sanitária, 4 pontos percentuais a mais do que no final do ano passado.

A pesquisa foi feita antes do momento mais crítico da tragédia de Manaus, em que dezenas de pessoas morreram sufocadas por falta de oxigênio, e da lambança do Ministério da Saúde na compra de vacinas e seringas.

Para completar, no domingo em que a Anvisa liberou a CoronaVac, o governador paulista, João Doria, deu início imediatamente à vacinação em São Paulo.

Mentira, e depois, piada

O presidente se recolheu a obsequioso silêncio nas redes sociais, sem comentar o feito do seu adversário, mas mandou seu obediente general da Saúde dar uma desastrada entrevista coletiva, como se estivesse lendo a ordem do dia num quartel, em que mentiu à população, ao dizer que o governo federal financiou a compra e o desenvolvimento da CoronaVac.

Desmentido por Doria, que negou qualquer ajuda financeira recebida do governo federal para as vacinas, ao ser confrontado pelos repórteres, o general da Saúde se saiu com essa:

“Eu não sou historiador. Não falo das coisas do passado”.

Bolsonaro fez o que pode para boicotar a “vacina chinesa do Doria”, mandou cancelar em outubro um acordo feito pelo Ministério da Saúde com o Instituto Butantan para a compra de 48 milhões de doses e, no fim, com o fracasso da “Operação Tabajara” na Índia, teve que requisitar às pressas 6 milhões de doses em São Paulo para dar início ao Programa Nacional de Imunização, marcado para começar no Dia “D”, 20 de janeiro.

Deu ruim na logística

Mas o pior ainda viria nesta segunda-feira na pajelança promovida por Eduardo Pazuello com os governadores, em São Paulo, para anunciar a abertura oficial da vacinação em todo o país, simultaneamente, com a distribuição das vacinas numa grande operação aérea de aviões comerciais e da FAB.

Deu tudo errado. Os horários dos voos para a entrega de vacinas foram mudando várias vezes durante o dia, deixando as autoridades locais, civis, militares e eclesiásticas, esperando em vão nos aeroportos.

Cidades que receberiam as vacinas antes das 16 horas foram informadas que os aviões só chegariam à noite ou de madrugada.

Houve um “problema de logística” nas escalas dos aviões, justamente a especialidade do general Pazuello, que agora faz discursos e dá entrevistas todos os dias em transmissões ao vivo pela TV, na tentativa de se segurar no cargo. Trata os repórteres como se fossem seus soldados e foge das perguntas.

O Brasil está sem assunto. Vamos falar da ameaça comunista

Diante desse furdunço federal, os fiéis devotos das redes sociais, já sem argumentos para defender o presidente, começaram a ficar cada vez mais irados, invadindo as áreas de comentários dos blogs para dar golpes abaixo da cintura, atacando os mensageiros das más notícias para o Mito.

Notei que o vento virou também, de um dia para outro, nesse campo ainda dominado pelos bolsonaristas, mas que já não são hegemônicos nas redes e procuram novos canais como o americano Parler, rede social dos trumpistas de extrema-direita, e a plataforma russa Telegram, muito usada por Sergio Moro para orientar os procuradores de Curitiba nos tempos da Lava Jato.

“Pessoal, uma notícia, Apesar da vacina… apesar, não…quer dizer…, a Anvisa aprovou, não tem o que discutir mais”, foi logo dizendo Bolsonaro aos seguidores no portão do Alvorada, ao reaparecer hoje de manhã, com ar emburrado. “A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador, não”, proclamou.

Como sempre acontece quando a corda aperta, Bolsonaro recorreu ao discurso ideológico dirigido aos militares:

“Quem decide se o povo vai viver em uma democracia ou ditadura são as Forças Armadas”.

Isso é só mais uma ameaça ou um sinal de que a coisa está ficando feia?

Vida que segue.