domingo, 21 de abril de 2019

Lulaço por #LulaLivre , no shopping Itaquera, em São Paulo, em dia de de...

Guarda Municipal de Ouro Preto chuta tapete feito em homenagem à Mariell...

MEIO AMBIENTE - Liberou geral!

O humor tóxico de Torero com o agrotóxico

POR  · 20/04/2019
O jornalista e escritor José Roberto Torero, com seu ótimo “Diário do Bolso“, onde parodia – com inteligência exponencialmente maior – o que seriam anotaçoes de Jair Bolsonaro, deu forma tragicômica ao fato de que, desde a posse, o Brasil já liberou mais agrotóxicos que em todo o ano passado: 96 licenças. Ao que se saiba, ao menos, nenhum aplicável às mangas que a ministra Teresa Cristina sugeriu aos brasileiros usarem como brioches.
Diário, hoje o assunto é sério. Vou falar de “tóxico”.
A esquerda-fumeta não pede para liberar a maconha? Pois eu liberei um monte de tóxico. Mais de 150!
Só que é agro-tóxico, kkkk!
A Tereza Cristina, ministra da Agricultura, deu mais de uma licença por dia desde que começou o governo. Os ruralistas até pegaram aquela música do Ritchie e fizeram uma nova letra para ela. Ficou assim:
Ministra veneno você tem um jeito sereno de ser/ 
E todo dia no almoço vem me entorpecer/ 
Me entorpecer, me entorpecer, iê iê iê iê.
É o maior sucesso nos churrascos da UDR!
Este ano, quem mais registrou produtos Nivel I, “extremamente tóxicos”, foi a Syngenta. Ela vai lançar o cyprodinil, que serve para soja, algodão, girassol, laranja, morango, pêssego, uva, feijão, alface e tomate. Quer dizer, todo dia você vai comer esse tal de cyprodinil. Tomara que seja gostoso, kkkkkk!
Tem também a Albaugh, que fez um novo produto a partir do 2,4-D, um dos ingredientes do “agente laranja”, aquela arma química da Guerra do Vietnã. Dizem que é perigoso, mas eu não tenho nenhum problema com laranja. Falando nisso, que saudade do Queiroz…
A Nortox recebeu a liberação para o Piriproxifem. O produto foi proibido no Rio Grande do Sul, em 2016, só porque um estudo argentino disse que ele tinha relação com a microcefalia em bebês. Mas, se argentino é contra, eu sou a favor, kkkkk!
A AllierBrasil recebeu a licença para vender o Captain 500 WP. Em 2015, o Ministério Público pediu a “imediata proibição” dos produtos como o Captain, só porque uns ratos ficaram com câncer. Mas, pô, como é que uma coisa chamada “capitão” pode ser ruim?
Olha, Diário, o agrotóxico aqui no Brasil é tão forte que está até na água. Quem mora em São Paulo, por exemplo, está ferrado. Como tem muita plantação de cana-de-açúcar por lá, todo mundo no estado bebe “diuron”. Isso vai dar câncer pra caramba daqui a uns anos. É bom o Dória privatizar logo a saúde, senão o vai gastar um dinheirão com o diuron.
Em Santa Catarina as torneiras também são perigosas. Sete substâncias encontradas na água de lá estão proibidas na Europa. Tem até 2,4-D. Os trecos já foram banidos de um monte de países, mas aqui está liberado. O brasileiro é mais resistente, kkkkk!
Só para comparar, em 2016, na era Dilmozoica, foram liberados 20 novos agrotóxicos. Fizemos sete vezes mais em três meses!
Enfim, Diário, agora os viciados nem precisam mais fumar, cheirar e se picar. É só comer uma alfacinha ou beber um copo de água que já vão ficar intoxicados. Kkkkkk!

sábado, 20 de abril de 2019

#AOVIVO - 20 Minutos História: como Cuba derrotou a invasão norte-americ...

#AOVIVO - 20 Minutos História: como Cuba derrotou a invasão norte-americ...

Porque a imprensa perdeu para as fakenews

POLÍTICA - O projeto de poder dos lavagistas.

Sim, o lavajatismo quer o poder. Para destruir o Brasil, faltou dizer

POR  · 20/04/2019
Insuspeito de simpatias ideológicas pelo petismo, Demétrio Magnoli, na Folha de hoje, faz excelente análise daquilo que cada vez mais pessoas percebem, embora há tempos seja óbvio: que 0 “Governo Bolsonaro é só uma escala técnica na rota do Partido dos Procuradores”, uma organização ” que alastrou suas bases pelo Ministério Público, extravasou para setores da Polícia Federal e da Receita e se disseminou entre militares da reserva e políticos (tanto governistas como de oposição).
Hoje, o projeto de poder tem seu próprio candidato presidencial, que atende pelo nome de Sergio Moro, e seu veículo oficioso de mídia, que é o site censurado pelo ato ilegal do STF.
Magnoli acerta em cheio no diagnóstico, mas erra na etiologia deste mal, ao situar  – possívelmente por suas idiossincrasias com o PT – o surgimento de seus “sinais iniciais emergiram em maio de 2017, na “operação Joesley Batista” e no artigo de Rodrigo Janot que denunciava “o estado de putrefação de nosso sistema de representação política”(…) enunciava, então, nada menos que um objetivo estranho à missão judicial da Procuradoria: limpar a República, substituindo a elite política tradicional por uma outra, pura e casta”.
É evidente que o uso político de investigações – sobretudo pelo vazamento seletivo e pela transformação de acusações em provas com alto valor de barganha – vem de antes, muito antes e teve seu primeiro clímax na capa da Veja do “Eles sabiam de tudo” lançada como panfleto eleitoral na véspera da eleição presidencial de 2014.
Não funcionou ali, mas funcionou a seguir, abrindo caminho para que a escória da política, como cupins, transformasse em estrutura carcomida e frágil o Governo, ajudada pela errônea – embora, talvez, inevitável – atitude de Dilma Rousseff de achar que as ideias econômica neoliberais, se postas devidamente na coleira, sossegariam a matilha.
A questão, infelizmente, é que grande parte da direita brasileira – e mais ainda porque seus núcleos de elite precisam descer ao nível da selvageria política para obter base social – já não tem sequer um projeto de desenvolvimento associado, “liberal com tinturas sociais”  coo sugeria o pensamento de Norberto Bobbio, que Fernando Henrique Cardoso gostava de citar.
Só o ódio insano é capaz de produzir adesão à versão atual do neocolonialismo que, se quiséssemos fazer paralelos historicos, teríamos de situa no Brasil colonial de antes da vinda da família real: uma subnobreza cuja vassalagem e dependência da metrópole interditava qualquer ação de desenvolimento do que viria a ser esta nação.
E quem são os “ingleses” beneficiários disto é ocioso dizer.
Aí está a chave para que se possa compreender, sem ilusões, o que significa a aspiração “lavajatista” ao poder absoluto: o desejo de destruição do estado nacional cujas bases foram lançadas na  Revolução de 30. Não é apenas no (re)tornar a questão social a “um caso de polícia”. É tornar a política uma dança formal num baile onde só podem estar os convidados desta risível corte.
Aos demais, “cortem-lhe as cabeças”.

Moro chama cônjuge de “conge” e erro viraliza nas redes sociais

GREG NEWS | STF

Bom dia 247 (20.4.19): Florestan fala sobre a entrevista com Lula

Moro gosta de ler biografia - Bial

Altamiro Borges: Suicídio no Peru e o mecanismo da Lava-Jato

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A decomposição... Soldados na Esplanada e avanço autoritário: censura, b...

EI, BOZO: ESSE PAPO É NOSSO !

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Fantasma Lula assombra instituições em guerra

POLÍTICA - A lava jato foi longe demais.

A valentia da Lava Jato acabou. A petulância de procuradores de primeira instância de Curitiba, transformou-se em pânico. Os abusos voltam-se contra eles. Dependem, agora, da defesa corporativista ou dos garantistas que eles tanto combateram. Se meramente corporativista, será uma defesa insossa, restrita às associações de classe. Também para a Lava Jato, chegou A Hora do Espanto.
Não irá parar por aí o ofensiva do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o poder da Lava Jato encastelado no Estado. Nos próximos dias, chegarão ao STF os nomes dos auditores da Receita que montaram o relatório implicando Gilmar Mendes e esposa. No bojo do Inquérito 4781, que  investiga as ameaças aos Ministros do STF, o Ministro Alexandre de Moraes requisitou a cópia integral do relatório. Até então, a Receita tinha enviado um relatório parcial, omitido o nomes dos funcionários envolvidos.
Cumpre-se o mesmo ritual que marcou outros momentos de paroxismo da história, no qual os primeiros jacobinos são degolados. A expectativa maior é sobre o próximo tempo do jogo.
Passado esse embate entre o dragão e a lagartixa, é hora do Supremo Tribunal Federal (STF) mostrar a que veio. Decisões do Superior Tribunal de Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, iniciativas da própria Procuradoria Geral da República, dependem, mais do que de decisões, de sinais emitidos pelo STF.
Até agora, esses sinais não foram animadores. Premido pelo clamor das massas, pela onda moralista-punitivista da Lava Jato, e pelo oportunismo político de parte de seus membros, o Supremo abriu mão de sua missão contra-majoritária e de última cidadela dos direitos. Foi pusilânime com os arroubos da Lava Jato, cúmplice do golpe do impeachment e da prisão política de Lula.
Nos próximos dias, se saberá a resposta a esse enigma: o julgamento de Lula pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Não haverá maioria pela absolvição. Mas há abusos evidentes que teriam que ser corrigidos. Como, por exemplo, a imputação dos crimes de corrupção somados aos de lavagem de dinheiro. Já há jurisprudência no STF de que a lavagem de dinheiro é delito assessório ao crime de corrupção. Sem contar a irracionalidade de criar a figura inusitada da lavagem de apartamento — Lula teria mantido o apartamento em nome da OAS, para  “lavar” o apartamento.
Há, também, elementos de sobra mostrando que o TRF4, a 2a instância, aumentou a pena de Lula para impedir que, por ter completado mais de 70 anos, tivesse direito à prescrição de alguns dos crimes dos quais foi acusado. Ocorrendo isso, a prisão política do isolamento poderá ser trocada pela prisão política domiciliar.
Mais uma vez o STF é colocado ante a história. Nos últimos anos, não houve erro: decepcionou sempre os que apostavam que passaria a agir com grandeza.
Agora terá nova chance de se reabilitar, em um momento em que o país está a um passo da selvageria generalizada.

Altamiro Borges: Para o "mito", democracia é um estorvo

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Reinaldo Azevedo apela por renúncia de Jair Bolsonaro

Reinaldo Azevedo comenta a polêmica envolvendo o STF e a PGR

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URGENTE: BOMBA! TOFFOLI ABRE O JOGO: TUDO FOI ORQUESTRADO PARA MANETER L...

POLÍTICA - Os índios estão chegando.

Helena Chagas





Cuidado, os índios estão chegando, com seus perigosos tacapes e bordunas, para acampar na Esplanada em protesto contra mudanças na regulação da demarcação de terras. Em 1º de maio, devem vir manifestantes contrários à reforma da Previdência. Nada que o gramado na frente do Congresso – antigamente chamado de Casa do Povo – não tenha assistido centenas de vezes nesses anos de democracia. Mas o governo Bolsonaro, de antemão e sem qualquer solicitação do governo do DF, já convocou a Força Nacional de Segurança e seus homens do Exército para tomar conta do pedaço.
General Augusto Heleno – Foto: Orlando Brito
Como dizia o refrão daquela música de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, gravada pelo MPB-4 nos anos de chumbo da ditadura, “que medo você tem de nós..”. Só o medo explica o pedido do ministro chefe do GSI, general Augusto Heleno, ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, para convocação da Força Nacional por um período de 33 dias para conter manifestações na Esplanada – que permaneceu praticamente vazia nesses três meses e pouco.
Quem circula entre os militares que cercam o presidente Jair Bolsonaro assegura, porém, que as ruas são o grande temor do Planalto nesse momento em que a popularidade do governante maior se deteriora precocemente, o governo dá sinais de desarticulação e a pressão do establishment econômico e financeiro pela aprovação da Previdência é enorme. Seu maior pesadelo – coincidência ou não, “Pesadelo” é o nome da música do MPB-4 – é que as manifestações contra a reforma deflagrem um movimento de ruas que vá se avolumando e se torne irreversível.
Nas democracias, povo nas ruas é algo absolutamente normal, e os governantes têm de aprender a lidar com isso. Nesse governo, porém, o assunto caminha para ser tratado como uma anomalia, o que parece preocupante desde já, quando as ruas ainda estão vazias. O que poderá acontecer?
Não custa lembrar mais um pedacinho da música: Pesadelo MPB-4 “Quando um muro separa/ Uma ponte une/ Se a vingança encara/O remorso pune/Você vem me agarra/Alguém vem me solta/Você vai na marra/Ela um dia volta/E se a força é tua/Ela um dia é nossa…”.

POLÍTICA - Vazamento contra o ministro do STF.

Enganou-se quem imaginou que o recuo do Ministro Alexandre de Moraes, levantando a censura ao Antagonista, significou a fim da batalha. Pelo contrário.
Até então, tinha-se uma suposta ação contra fakenews – notícias falsas. A tal nota publicada estava enquadrada nessa definição, a menos que… a menos que se comprovasse ser um documento real, no inquérito tocado pela Lava Jato.
Agora, o caso entrou no caminho provavelmente previsto por Moraes: não se trata mais de apuração de notícias falsa, mas do vazamento de uma investigação sigilosa, com o agravante de ser utilizado para ameaçar o presidente do Supremo Tribunal Federal.
Esses abusos, atropelando qualquer conceito de direitos individuais, foram praticados à larga pela Lava Jato, com a cumplicidade da Procuradoria Geral da República de Rodrigo Janot, e, depois, com a condescendência da PGR de Raquel Dodge. E tornaram-se a fonte de poder maior da operação.Não esquecer também a cumplicidade do STF, que agora descobriu o tamanho do monstro que ajudou a criar junto com a omissão da PGR.
No jantar de posse de Dilma Rousseff, em 2014, compartilhei uma mesa com Janot e indaguei o que ele iria fazer contra os vazamentos abusivos. Na véspera das eleições, Veja publicou uma capa planejada antecipadamente – e distribuída por todos os cantos pelo PSDB – em cima da deturpação de um vazamento. E Janot:
  • Não podemos fazer nada. Foi o advogado do réu que vazou.
  • Mas se vazamento é crime, porque vocês não atuam?
Desconversou, disse que era muito difícil encontrar provas.
Janot atuou apenas uma vez contra vazamentos. No período em que ainda estava alinhado com Aécio Neves e o PSDB, os delatores da OAS decidiram ampliar as delações incluindo José Serra e Aécio Neves. Era voz corrente entre os criminalistas de São Paulo.
Como Janot se safou? Foi vazada para Veja uma denúncia irrelevante contra o mesmo Dias Toffoli. Mal saiu a revista, Janot anunciou que o acordo de delação estava cancelado, sob o argumento de que os advogados tinham vazado as informações para pressionar pela aprovação do acordo.
Uma mentira inverossímil! Era evidente que o vazamento prejudicava os réus. Mas o argumento foi acolhido candidamente pela imprensa, e deu-se sobrevida aos delatados até que o impeachment fosse consumado. Aliás, no caso de José Serra, aparentemente, será poupado até o fim dos seus dias.
Cai Lula, cai o PT, cai o Rei de Copas, cai o Rei de Paus e a estrutura da Lava Jato resolve atacar outros desafetos. E aí chega no Supremo.
O primeiro caso foi a tal investigação da Receita conduzida por um auditor ligado à Lava Jato, que levantou – e deu publicidade – às contas de Gilmar Mendes e sua esposa. A alegação foi a de engano no destinatário de um email. Mas a reação de Gilmar mostrou que não se tolerariam mais os abusos, acabando com a onipotência de investigadores que, tendo a imprensa para vazar, julgavam ter A FORÇA.
Nas últimas semanas, o procurador Diogo Castor – cujo irmão é um dos advogados da milionária indústria da delação, na qual só entram advogados aceitos pela confraria da Lava Jato – atacou o STF. Houve reação de Toffoli e Castor pediu afastamento da Lava Jato por problemas de saúde.
Outro procurador, Roberto Pozzobon, entrou no jogo, com ataques pelas redes sociais. Depois da intervenção do STF, reduziu o fogo. Apenas Deltan Dallagnol não parou um minuto, em uma escalada que, se não enfrentada, desmoralizaria o Supremo.
Com o último movimento, entrou-se, finalmente, no busílis da questão, na fonte de ilegalidades que se tornou a marca da Lava Jato: o uso político da informação, seja para propósitos eleitorais, para chantagear autoridades ou para atemorizar alvos.
Talvez, agora, outros fatos comecem a ficar claros.
Depoimentos de colegas, avalizaram a competência do delegado da PF incumbido de tocar o inquérito. Não tem sentido um delegado competente, contando com todo arsenal tecnológico da própria Polícia, mesmo atuando em território inóspito, da própria PF, com risco de ter que cortar na carne, sair prendendo pessoas irrelevantes das redes sociais, mesmo generais de pijama pirados, pelo mero fato de destilarem baixarias contra Ministros da corte.
É óbvio que Moraes exagerou na truculência ao incluir dois desafetos, advogados, como propagadores de fakenews, e apelar para a censura. Mas o alvo estava bem acima. Nos próximos dias se saberá melhor o tamanho da gangrena que afetou braços do MPF e da PF.
Foi sintomático Dallagnol correr a público informando que, pelos dados do sistema, o MPF acessou os dados apenas depois que a revista publicou a reportagem. Fantástico! Fica-se sabendo que a intimorata Lava Jato fica sabendo do que ocorre em seus inquéritos através dos informantes que têm na mídia.
É uma corte ruim, com um histórico complicado, mas é o último bastião da institucionalidade. Caindo o Supremo, não restará mais nada das instituições. O país ficará definitivamente à mercê das milícias jurídicas. Daí, porque, a luta atual é de vida ou morte das instituições.

POLÍTICA - Xadrez do dia em que os procuradores da Lava Jato entraram em pânico, por Luis Nassif

Vamos a algumas informações frescas sobre o caso Dias Toffoli/Alexandre Moraes-Lava Jato e a reação ao Inquérito 4781 que investiga ataques ao Supremo.

Peça 1 – Toffoli não está isolado no Supremo.

Não há a menor dúvida de que o vazamento do tal telegrama que mencionava “o amigo do amigo do meu pai” teve a intenção de constranger o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, nas vésperas da votação da prisão após julgamento em 2ª instância. Foi uma tacaa política. E há pouquíssimas dúvidas sobre as origens desse vazamento, nos porões da Lava Jato.
Por isso mesmo, no STF houve manifestações contra a censura e a forma atabalhoada como o Ministro Alexandre de Moraes conduziu os primeiros movimentos o inquérito 4781 – que apura ataques a membros do STF. Mas as ações contra os abusos da Lava Jato têm apoio interno.
No Supremo, há convicção da maioria sobre o excesso de poder conferido ao Ministério Público, fora do controle do Judiciário.

Peça 2 – Há intenção de enquadrar o MPF

Considera-se que, nos últimos anos, o Ministério Público ganhou poderes excessivos, que o colocaram fora do controle jurisdicional. São eles:
  • os TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) que permitiu ao MP mandar em todas as prefeituras sem passar pelo Judiciário.
  • Os PICs (Procedimentos de Investigação Criminal) que permite ao MP fazer investigações sem a supervisão de um juiz, como ocorre nos inquéritos policiais, em que toda investigação está vinculada a um magistrado.
  • A delação premiada, que permite toda sorte de jogadas, da indução ao conteúdo das delações, o direcionamento para advogados amigos e até os esquemas de chantagem contra empresas. O caso ganhou contornos mais graves com a denúncia de empresas financiando a delação de seus executivos.
  • Pela Lei da Ação Pública, o controle do MPF sobre fundos constituídos pelas multas e ressarcimentos de réus condenados.
  • e, agora, o plea bargaining, instituto que permitirá ao representante do Ministério Público negociar diretamente com o acusado e deixar de acusá-lo formalmente, se considerar que as informações apresentadas foram satisfatórias.
Volto ao tema no final do texto. Há instrumentos que são essenciais para o bom funcionamento do MPF e não podem ser destruídos em função do mau uso pela banda podre da corporação.

Peça 3 – os receios da quebra de hierarquia

No Xadrez das Contradições do Pós Impeachment, coloquei que um dos pontos principais de discussão era a questão da quebra da hierarquia.
“Base x cúpula
É a principal contradição que emerge do golpe.
A desconstrução da Constituição, perpetrada pelo STF, não afetou apenas o sistema partidário. Passou a estimular uma rebelião do baixo clero em relação aos controles hierárquicos de cada instituição.
É oi que tem levado a uma reação, ainda tímida, do STF, do Conselho Nacional de Justiça e da PGR. E tem despertado preocupações no Alto Comando das Forças Armadas”.
Uma das mensagens de apoio que o STF recebeu foi do General de Divisão André Luis Novaes Miranda, do Comando Militar do Sudeste, preocupado com a quebra de hierarquia na Justiça. Afinal, com 15 generais 4 estrelas, como segurar 300 mil soldados se a quebra de hierarquia se alastrar?

Peça 4 – Está se chegando perto do vazador

O Ministro Alexandre Moraes convocou não apenas delegados de confiança da Polícia Federal, como também está trabalhando com a Polícia Civil de São Paulo. As investigações estão perto de chegar ao vazador.
Algumas das pessoas investigadas, com poucos seguidores nas redes sociais, atuavam como pontos de disseminação dos fakenews. Eles publicavam as primeiras notícias e um conjunto de seguidores, robôs ou não, disseminavam o conteúdo para milhares de perfis.
À medida que as investigações avançam, instaura-se a cizânia na Lava Lato. Ontem mesmo, o procurador Deltan Dallagnol se defendeu, alegando que os procuradores tiveram acesso aos autos depois do vazamento ter sido publicado. Jogou a suspeita na Polícia Federal. Nas redes sociais, os ataques ao STF caíram quase 80%.
Ao mesmo tempo, informações que chegaram ao Supremo indicam que houve troca frenética de telefonemas entre os procuradores, às 5:30 da manhã, para saber se havia movimentação de polícia na frente da sua casa. Como se sabe, invasões de domicílio podem ser feitas a partir das 6 da manhã. Para sua sorte, nenhum foi detido na banheira, como Marat na Revolução Francesa.
No episódio do vazamento das conversas entre Lula e Dilma, quando o Ministro Teori Zavascki exigiu explicações, delegados da PF informaram ter consultado o PGR Rodrigo Janot, que estava em viagem. E não foram desmentidos. O clima da época impediu que Janot fosse devidamente enquadrado.
No limite, os que atuaram na ponta acabarão por jogar a responsabilidade nas costas do ex-juiz Sérgio Moro.

Peça 5 – o Inquérito 4781

Nos próximos dias, haverá um aumento da disputa em torno do Inquérito 4781. Hoje, O Globo abriu editorial a favor do trancamento do inquérito. Há tempos, as Organizações Globo tornaram-se reféns dos punitivistas do MPF, em função do envolvimento com a corrupção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Como se recorda, o MPF abafou o inquérito que corria no Rio de Janeiro. E tornou a abafar quando o Ministério Público espanhol enviou provas da compra da Copa Brasil pela Globo, sem a participação de “laranjas”. É uma espada de Dâmocles permanente no pescoço do grupo.
Por outro lado, as ações do STF embutem o risco de se trocar o autoritarismo miliciano do baixo clero por um sistema autoritário centralizado, o autoritarismo das milícias pelo autoritarismo da cúpula.

Peça 6 – a preservação do MPF

Todos esses pontos exigirão um posicionamento claro das instituições.
O MPF colhe, agora, a irresponsabilidade do pior Procurador Geral da história, Rodrigo Janot, permitindo os abusos iniciais da Lava Jato e, depois, aderindo de forma oportunista às ondas formadas.
Os novos poderes do MPF provocaram o surgimento dos pequenos ditadores na ponta. Mas foram e são, também, ferramentas relevantes de defesa dos direitos nas mãos de procuradores responsáveis.
Tem-se agora uma PGR com pouco jogo de cintura político, mas séria e responsável em relação ao MPF e ao país. E um trabalho exemplar, por todo o país, de procuradores que não se deixaram contaminar pelo deslumbramento e falta de limites da Lava Jato e que têm nos TACs e outras ferramentas instrumentos relevantes de defesa dos direitos dos índios, dos negros, do meio ambiente.
Não se pode comprometer a autonomia do MPF – um dos princípios centrais da democracia brasileira – por conta de meia dúzia de tresloucados e por lideranças claudicantes. O pior que poderia acontecer seria substituir o MPF abusivo de hoje seja substituído pelo MPF adesista de outros tempos.
Vai se entrar em uma nova etapa da vida política do país. E ainda não se sabe se avançando mais ainda rumo ao estado de exceção, ou em relação aos valores civilizatórios.

O PRESIDENTE QUER VER AS CONTAS DA PETROBRAS, NÃO REVER SUA POLÍTICA ANT...

Erika cala base de Bolsonaro ao falar sobre democracia e golpe de 64

A decomposição... Soldados na Esplanada e avanço autoritário: censura, b...

quarta-feira, 17 de abril de 2019

PETROBRAS - Isso com a ajuda de promotores brasileiros.

Petrobras já pagou R$ 14,8 bi nos EUA por causa da Lava Jato, valor que supera várias vezes o recuperado pela operação.


POR VINÍCIUS SEGALLA

O último balanço oficial da Petrobrás, publicado em 27 de fevereiro, ou seja há mais de um mês, traz uma informação que passou batida pela imprensa brasileira. Quanto a empresa já pagou nos Estados Unidos de multas por causa da Operação Lava Jato.
O valor é gigantesco: 3,8 bilhões de dólares ou 14,85 bilhões de reais (ao câmbio atual).
Se no Brasil os procuradores de Curitiba atuam com o discurso de combate à corrupção na Petrobrás e defesa da empresa, ao mesmo tempo forneceram nos Estados Unidos material e testemunhas (delatores premiados) em ações onde a Petrobrás não é a vítima, mas ré nos processos.
Ou seja, os promotores brasileiros, em acordos de cooperação que por muito tempo correram em sigilo protegido por Sérgio Moro, atuaram como auxiliares de acusação contra a Petrobrás nos Estados Unidos.
Essas ações forçaram a estatal brasileira a fechar acordos com diferentes autoridades norte-americanas, resultando em multas muito superiores ao valor recuperado pelo MPF de delatores e empresas que fecharam acordo de leniência no Brasil.
No balanço da Petrobrás, publicado na imprensa em 27 de fevereiro, os valores devolvidos pela Lava Jato para Petrobrás aparecem em negrito e somam R$ 3.24 bilhões de reais. Esses valores foram dados em vários eventos públicos com a presença do então presidente da empresa, Pedro Parente e Deltan Dallagnol, e fotos de cheques para a imprensa.
Já os valores pagos nos Estados Unidos aparecem separados e em dólares, mas somam valores muito superiores. Tem os famosos 2,5 bilhões de reais já pagos (equivalentes a 682,6 milhões de dólares) que seriam destinados para a Fundação controlada pelo MP de Curitiba, como parte do acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Esse dinheiro está suspenso por determinação do Supremo Tribunal Federal, que concluiu que a Lava Jato não poderia assinar o acordo com autoridades estrangeiras em nome do Brasil sem o devido processo legal, nem seria a destinatária dos recursos que o acordo diz deverem ir para “autoridades brasileiras”.
Tem também 333 milhões de reais pelo câmbio de hoje (85,3 milhões de dólares) para o Departamento de Justiça americano e o mesmo valor para a Security Exchange Comission (SEC), o equivalente americano da CVM, que fiscaliza o mercado de ações.
Mas a maior parte do dinheiro, 2,95 bilhões de dólares, equivalentes ao câmbio de hoje a 11,5 bilhões, foi dado no acordo assinado por Pedro Parente em janeiro de 2018 com os acionistas minoritários americanos que entraram com uma ação coletiva de reparação (class action) contra a empresa, baseados nas informações da Lava Jato. A última parcela do acordo foi paga em janeiro de 2019.
Ou seja, em uma conta simples, de padaria, há um saldo negativo entre o que saiu dos cofres da Petrobrás por conta da Lava Jato e o que entrou de 11,61 bilhões de reais, sem considerar por exemplo, percentuais de participação dos advogados da Petrobrás nos valores recuperados pela Operação.
Ou o dano de imagem para a Petrobrás causado pela Lava Jato, ou o custo dos projetos parados pela operação, ou reduções de valor de ativos no balanço da empresa.
Também não existem números precisos, quanto mais independentes, de quanto teria sido desviado da Petrobrás pela corrupção antes da Operação.
A Polícia Federal, em laudo de 2015, trabalha com números entre R$ 6,4 bilhões e R$ 42,8 bilhões, mas tais números não são fruto de provas contábeis.
São estimativas de projeção no contato, com o valor mais baixo indo de uma estimativa de 3% de desvio e o mais alto de 20% de desvio que foram aplicados linearmente em uma série de contratos.
Valores baseados principalmente em uma planilha produzida por Pedro Barusco especialmente para a Operação durante a negociação de seu acordo de delação premiada. Barusco devolveu 100 milhões de dólares desviados em acordo de delação. E depôs nos Estados Unidos contra a Petrobrás, levado pelos promotores brasileiros.