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domingo, 22 de abril de 2018

POLÍTICA - "Querido presidente Lula".


CM8 Internacional 22/04/2018

'Querido presidente Lula'. O ex-presidente encarcerado recebe diariamente milhares de cartas. A empresa pública Correios deposita diariamente milhares de missivas que invariavelmente começam com a fórmula 'Caro Presidente Lula'. O líder petista permanece em uma sala isolada. De sua cela ele já escreveu duas cartas. Estas são declarações à mão e carta a familiares e advogados. (Página 12, Argentina)

 
22/04/2018 08:07
Reprodução/@umacartaparalula

Hoje: as violações dos direitos humanos na Palestina e a volta do antisemitismo no leste europeu; Na América Latina, eleições no Paraguai e no México e violência na Nicarágua; No Brasil, a prisão de Lula e a novidade Joaquim Barbosa estão nos jornais


1. NOTÍCIAS DO MUNDO 

El País, Espanha
Escândalo na Casa Branca. O advogado do esgoto de Trump. O presidente Donald Trump tem motivos para estar preocupado. Seu advogado pessoal, Michael Cohen, esteve no centro de uma investigação federal nas últimas duas semanas, e ninguém sabe ao que isso pode levar. Um membro do círculo íntimo de Trump, uma figura central em sua organização e protetora de seus segredos mais profundos, Cohen se tornou um ponto fraco para o presidente. Se você decidir cooperar com a justiça, Trump pode ter um problema.
Esquerda.net, Portugal
Violência na Palestina causa uma onda de indignação entre defensores de direitos humanos. Esta sexta-feira, dia 20 de abril, os soldados israelitas voltaram a disparar sobre os manifestantes. Morreram mais quatro palestinianos e centenas ficaram feridos. Atriz israelo-americana Natalie Portman recusa-se a receber prémio em Israel.

Libération, França
Gaza: indignação do enviado da ONU após a morte de adolescente.
Público, Portugal
Natalie Portman não vai a Israel receber prémio por causa de Netanyahu
Atriz israelo-americana rejeitou marcar presença na cerimónia do Prémio Genesis, por não querer ser associada ao primeiro-ministro israelita. Evento foi cancelado.
Le Monde, França
Na Polônia, uma libertação do discurso antisemita. Desde a votação, em 1º de fevereiro, da lei que nega qualquer responsabilidade da "nação polonesa" na Shoah, uma onda de discursos de ódio invadiu a mídia e reviveu o sentimento antijudaico da população.
Página 12, Argentina
Candidatos mexicanos não falam sobre morte. A campanha é a mais violenta, mas os presidentes dizem muito pouco sobre a luta contra os narcotraficantes. Um passeio pelas plataformas eleitorais se assemelha a uma jornada através do vazio. Frases grandiloquentes, explosões líricas contra a corrupção e a violência, mas muito pouco sobre as medidas. A campanha foi a mais violenta da história mexicana.
Diário de Notícias, Portugal
Oposição tenta travar favoritismo do filho do ex-secretário de Stroessner. Benítez Ado está 20 pontos à frente de Efraín Alegre nas sondagens. O Partido Colorado que, num golpe interno derrubou a ditadura em 1989, governa desde 1946. A única exceção foi Fernando Lugo, eleito em 2008.
L’Humanité, França
Turquia. Erdogan impaciente por ter plenos poderes. O chefe de Estado turco decidiu avançar as eleições para 24 de junho. A função presidencial é reforçada pela reforma constitucional. 
The Washington Post, EUA
Macron advertido contra o autoritarismo. Na França, ele é visto como um liberal radical.
The Independent, Inglaterra
Robert Fisk visita a clínica da Síria que foi o centro de uma crise global. A busca da verdade nas ruínas de Douma – e uma dúvida de médicos sobre o ataque químico.
Sputnik News, Rússia
Participante da encenação com armas químicas em Douma revela. O menino Mustafa, de 10 anos, mora na cidade síria de Douma em Ghouta Oriental. Mustafa demorou muito para tomar coragem e começar a falar com os jornalistas da Sputnik, já que os radicais do grupo Jaysh al-Islam diziam que as pessoas que moram no território controlado pelo exército sírio odeiam crianças e querem matá-las.

El Espectador, Colômbia
Presidente da Nicarágua busca diálogo após protestos que deixam cerca de 10 mortos. Daniel Ortega enfrenta esta semana os mais fortes protestos em seus 11 anos de governo, desencadeados por um pacote de reformas da seguridade social que a população teme afetará sua economia.
2. NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL 

Página 12, Argentina
"Querido presidente Lula". O ex-presidente encarcerado recebe diariamente milhares de cartas. A empresa pública Correios deposita diariamente milhares de missivas que invariavelmente começam com a fórmula "Caro Presidente Lula". O líder petista permanece em uma sala isolada. De sua cela ele já escreveu duas cartas. Estas são declarações à mão e carta a familiares e advogados, no âmbito de uma sentença de 12 anos para as alegadas irregularidades em torno da aquisição de um triplex.
Diário de Notícias, Portugal
Joaquim Barbosa, o outsider que pode mudar as eleições no Brasil. O ex-empregado de limpeza que chegou a presidente do Supremo atingiu 10% na primeira sondagem. Deve herdar votos de Lula e ao mesmo tempo ser o rosto anticorrupção. Primeiro foi João Doria, o milionário prefeito de São Paulo, depois veio Luciano Huck, o politizado apresentador de TV, seguiram-se o empresário Flávio Rocha, o ativista Guilherme Boulos, o banqueiro João Amoêdo, a pró-LGBT Manuela D'Ávila. Todos quiseram erguer a bandeira da "novidade" numa corrida presidencial marcada pela rejeição dos políticos tradicionais.
The Nation, EUA
Lula pode estar na cadeia, mas o movimento dos sem terra do Brasil não vai deixar a esperança morrer. O acampamento de Curitiba tornou-se marco zero para uma esquerda que vem travando uma batalha difícil desde antes do impeachment de Dilma Rousseff.
Le Monde, França
Em São Paulo, a irrisória arte de rua luta contra a barragem de Belo Monte. Sete anos depois de fazer um mural contra um megaprojeto hidrelétrico, o artista Eduardo Kobra lamenta não ter conseguido mobilizar consciências.
RFI, França
Mercado brasileiro da carne ficará marcado por escândalos sanitários. O anúncio do bloqueio pela União Europeia da importação de carne de 20 frigoríficos brasileiros repercute na imprensa francesa desta sexta-feira (20). Os jornais acompanham com atenção os desdobramentos da Operação Trapaça, que revelou irregularidades nas inspeções sanitárias dos frigoríficos do Brasil.
Público, Portugal
Marina Silva não está vinculada a nenhuma agenda progressista. A entrada de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, nas eleições brasileiras, pode vir a ter um forte impacto, diz o analista Jean Tible.
Público, Portugal
“O PT vai ter de se reinventar sem Lula”
Politólogo brasileiro explica que a estratégia do PT ao deixar Lula da Silva como candidato mesmo depois de preso é para protegê-lo.
The New York Times, EUA
De porteiro a ministro da Suprema Corte: pode Joaquim Barbosa ser o próximo presidente do Brasil? O primeiro negro ministro do STF e um estranho à política tem despontado como uma figura central na corrida presidencial sem ainda ter se inscrito candidato.
The Washington Post, EUA
Prisão do ex-presidente Lula visto por alguns como uma mudança potencial para o Brasil no combate à corrupção
Democracy Now, EUA
Dilma Rousseff: Prisão de Lula é parte de um golpe que está corroendo as instituições democráticas do Brasil
Sputnik News, Rússia
No Dia do Índio, a festa é agro: entenda a disputa entre indígenas e ruralistas. No aniversário de 75 anos da criação do dia do Índio no Brasil, os povos indígenas seguem sob um processo de resistência. Com o avanço dos acordos de Michel Temer com os ruralistas, a Sputnik Brasil explica o que esperar da situação indígena no país.
3. ARTIGOS

Eric Nepomuceno – Direitos Humanos (Página 12, Argentina)
“Vergonha, vergonha, vergonha!”

POLÍTICA - A fadinha da selva amazônica reapareceu junto com o Barbosão.


Barbosa, Marina e o mercado de votos

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

Não deve ter dado muito certo o primeiro encontro de Joaquim Barbosa com os dirigentes do PSB a quem foi apresentado na tarde desta quinta-feira. Na saída do encontro, Barbosa foi reticente: “Há dificuldades dos dois lados. O partido tem sua história e eu tenho dificuldades do lado pessoal. Não convenci a mim mesmo que devo ser candidato”.

Se assim é, melhor o establishment mercadista-midiático procurar outro candidato menos vacilante para chamar de seu. Ao longo do dia, o nome novo que surgiu foi o de Pedro Parente, ex-ministro de FHC, presidente da Petrobras e agora também do conselho da BRF.

Se continuar assim, vão acabar colocando anúncio nos jornais: “Procura-se um candidato a presidente da República. Não é preciso ter experiência”.

*****

Até outro dia, meus amigos mais conservadores, vamos dizer assim, não sabiam em quem votar.

Em outras eleições presidenciais era fácil: bastava o PSDB indicar um nome para enfrentar o PT, e o problema estava resolvido.

Para quem divide o mundo entre liberais (o nome da direita no Brasil) e vermelhos, a disputa eleitoral se resumia a um Fla-Flu.

Nas últimas quatro disputas, o PT venceu, e o PSDB, aliado ao PMDB, resolveu virar a mesa, logo após ser anunciado o resultado de 2014.

Dilma caiu, Temer assumiu, Lula está preso, Aécio virou réu, e agora tudo virou uma confusão danada.

Cansado de perder, o estabilishment nacional, que resume os interesses do chamado mercado, ancorado no Judiciário, na Fiesp e na mídia, tirou o PT do jogo, mas ainda não achou um candidato para chamar de seu.

Testaram vários nomes desde o ano passado e, à medida em que entravam e saíam da lista os seus preferidos, ficaram cada vez mais perdidos na busca do candidato rotulado de “novo”.

O primeiro a se apresentar, logo após a sua posse, foi o prefeito paulistano João Doria, montado no cavalo do antipetistmo, disposto a rifar o candidato natural dos tucanos, seu padrinho Geraldo Alckmin.

Foi também o primeiro a cair do cavalo ao despencar nas pesquisas de popularidade em São Paulo por priorizar sua campanha presidencial, viajando pelo Brasil e pelo mundo.

Logo depois, apareceu assim do nada, embalado pelo ex-presidente FHC, o animador de auditório Luciano Huck, que logo seria agasalhado pelo PPS, o antigo partido comunista fundado por Luis Carlos Prestes e hoje nas mãos de Roberto Freire, linha auxiliar do PSDB.

Era tudo em nome do “novo” depois que os partidos tradicionais foram dizimados pela Lava Jato.

A toda hora aparecia mais um nanico no campo da direita ávido a ocupar o posto de “novo”, e até Fernando Collor ressuscitou na lista de presidenciáveis.

Maia, Meirelles, os desconhecidos João Amoêdo e Flávio Rocha e outros que esqueci engrossaram a turma do 1% nas pesquisas.

Diante deste cenário desolador, o próprio Michel Temer, presidente mais rejeitado da história republicana, ofereceu-se-se como candidato à reeleição para “defender seu legado”. Por que não?

No vale tudo do mercado de votos, o tempo passava, e nada dos meus amigos encontrarem um candidato.

Agora, a menos de seis meses para a eleição, o mercado resolveu jogar suas fichas em dois nomes que nem são tão “novos” assim: Joaquim Barbosa e Marina Silva.

Como acontece a cada quatro anos, Marina reapareceu no cenário para se lançar pela terceira vez, agora pela Rede Sustentabilidade, partido mini-nanico que tem um senador, dois deputados e um prefeito de capital, além de 12 segundos de tempo de TV.

Na última eleição, concorrendo pelo PSB de Eduardo Campos, morto em acidente de avião no início da campanha, Marina chegou em terceiro lugar.

Com o recall das duas campanhas anteriores em que se apresentava como “terceira via”, Marina apareceu em terceiro lugar no último Datafolha, com 16%, um abaixo de Jair Bolsonaro e 15 pontos atrás de Lula.

Quem pode ocupar seu lugar agora como candidato do PSB, por coincidência, é o outro “novo”, Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF que se consagrou no julgamento do mensalão petista.

Barbosa ainda está sendo apresentado ao seu partido para saber quais são, afinal, os seus planos para o Brasil, já que ninguém até agora sabe o que ele pensa sobre assunto algum.

Com uma estrutura partidária bem maior do que a Rede e mais tempo de TV (52 segundos), Barbosa apareceu com 10% em sua estreia no Datafolha e tornou-se o queridinho da vez do mercado ainda órfão.

Não por acaso, a Folha mancheteia nesta quinta-feira: “Campanha de Barbosa fará aceno ao mercado financeiro”.

Tornou-se praxe no Brasil, como sabemos, pré-candidatos serem sabatinados por bancos e outras instituições financeiras antes de saírem em busca de votos do eleitorado.

Absolutamente virgem em campanhas eleitorais, ainda não se sabe como o novato se relacionará no partido, que já foi de Miguel Arraes e está dividido entre os que querem apoiar Alckmin em São Paulo e Lula em Pernambuco, nem como será sua incursão pelo mercado financeiro.

Um detalhe que escapou nesta extemporânea candidatura do magistrado é que ele se aposentou precocemente logo depois de comandar o mensalão, alegando problemas de saúde para depois trabalhar como advogado em São Paulo.

Se ele não tinha condições físicas para continuar servindo no STF, como poderá exercer a função muito mais extenuante de presidente da República?

A singela pergunta ganha relevância quando nos lembramos que este país tem uma tradição de vices assumindo o poder no impedimento do titular.

Surge então outra pergunta: quem será vice na chapa de Barbosa?

Marina não será. Bem que a turma do mercado tentou juntar os dois numa chapa só, considerada imbatível, mas um não quer ser vice do outro.

Posso imaginar como seria um diálogo entre Marina e Barbosa discutindo reforma da previdência, por exemplo, sem intérpretes.

Vida que segue.

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Entrevista com Frei Chico (16/4/18) - Irmão do ex-presidente Lula

POLÍTICA -,O "novo direito" do Dr. Moro permite essas coisas.

Prove que é inocente!

pablo
O Judiciário brasileiro se tornou uma monstruosidade.
Há 15 dias, 159 pessoas foram presas numa festa apontada como sendo promovida por milicianos.
Pode ser, a milícia, há muitos anos, atua na periferia do Rio de Janeiro, controlando venda de gás, vans, “gato net” e extorquindo comerciantes.
Ocorre que, dos 159, 139 não tinham antecedentes criminais ou quaisquer investigações que os envolvessem.
Deveriam, portanto, ser liberados imediatamente.
Mas não foram.
Nas audiências de custódia, em “lotes” de 20 foram mantidos presos por terem ido a um lugar onde havia homens armados.
Só um deles, Pablo Martins, palhaço de circo, cuja imagem está na foto do post,  foi solto, e só hoje.
O próprio Ministro da Segurança, Raul Jungmann, diz que “essas pessoas têm que explicar o que estavam fazendo lá, em uma festa de milícia, numa festa de bandido”.
Mães, mulheres, filhos dos 139 presos por terem ido à “festa de bandido” pedem que eles sejam postos em liberdade, porque ir a uma festa, qualquer que seja, não é crime.
Ou melhor, não era.
No Brasil pós- Lava Jato, é preciso provar que você é inocente, não que provem que você é culpado.
Isso é o estado policial.
E estamos nele.

O Plano de Lula pra esquerda vencer a eleição

POLÍTICA - Quem será o novo Aécio Never?

​Por que a Casa Grande quis o Aécio?

Em 2018, um novo Aécio dirá as mesmas coisas que ele disse em 2014
publicado 21/04/2018
Sem Título-6.jpg
(Reprodução/O Globo)
"Todo o esforço atual dos Golpistas, com a inestimável colaboração da propaganda da mídia nativa, é desviar a atenção de quem ainda raciocina e tem consciência da cidadania daquele que é claramente o problema capital, ou seja, o monstruoso desequilíbrio social. Insiste-se na corrupção, na insegurança, na negação da política, a contar com a credulidade dos beócios de camiseta canarinho. O resultado é cada vez mais o fortalecimento da Casa Grande a bem de ricos e super-ricos, enquanto o povo é um rebanho em meio aos lobos."
De Mino Carta, no artigo "Supremos Culpados", na edição número 1000 da Carta Capital.
Segundo o Globo Overseas desse sábado 21/IV, no capítulo "tucanos em apuros", há uma "tempestade perfeita" que se abate sobre o Mineirinhoo mais chato para tomar grana, o Aécio 45 do Gripado, do Luciano Huck, do Ronaldo Fenômeno, e portanto, da Globo Overseas:
- quis nomear um delegado para investigá-lo;
- tomou R$ 110 milhões do Joesley para derramar na campanha de 2014 - será que a Bláblárinatomou uma parte?;
- recebia uma mesada de R$ 50 mil do Joesley, o que, segundo a Rádio Navalha, não paga nem o cafezinho do Paulo Afrodescendente;
- andava pelo Leblon, bêbado e de carteira vencida, num Land Rover do Joesley;
- ia tomar R$ 18 milhões do Joesley para pagar dívidas da campanha (os R$110 milhões sumiram... Será que a Blablárina ficou com um pedaço?);
- tomou R$ 35 milhões do Sergio Andrade através de um contrato fictício com o mano Alexandre Accioly da Body-Tech;
- por conta da Usina Sаnto Antônio, tomou R$ 30 milhões da Odebrecht e R$ 20 milhões da Andrade.
Vamos agora recuperar alguns sublimes momentos da campanha de 2014, em que a Casa Grande e a Globo se uniram na eleição do Aécio.
Estão aqui fios da linha da Escravidão à Lava Jato, que se percorre no livro que o Lula lê na cadeia, o de Jessé Souza, "A Elite do Atraso":
"Minha querida conterrânea, eu reconheço que você hoje expressa o sentimento de milhões de brasileiros, que não aguentam todos os dias abrir os jornais e ver qual é o caso novo de corrupção. E quando não há punição a indignação é ainda maior - é o que estamos assistindo no Brasil hoje. Vejo a candidata Dilma apresentar aqui um conjunto de propostas. Muitas delas estavam em tramitação no Congresso durante todos esses últimos anos. Não houve qualquer ação do PT para que algumas dessas propostas pudessem avançar. Porque não houve preocupação do PT no combate efetivo à corrupção. Vou lhe dizer, olhando nos seus olhos: existe uma medida que está acima de todas as outras e não depende do Congresso Nacional para acabarmos com a corrupção no Brasil: vamos tirar o PT do Governo".
(Clique aqui para assistir)
"Primeiro foi o mensalão, dirigentes importantes do PT foram condenados e presos. A Dilma e a Marina sabem bem do que estou falando, porque foram colegas de Ministério nesse Governo e lá permaneceram durante o maior escândalo de corrupção da história. Agora temos a denúncia de um novo mensalão, desta vez, com dinheiro da Petrobras. Chegou a hora de dar um basta em tanta corrupção, em tanto desgoverno, em tanto desrespeito".(Clique aqui para assistir)
"Quando eu avisei que a inflação estava voltando e o país não crescia, o governo me acusou de pessimista. Quando denunciei a corrupção na Petrobras, o governo me acusou de manchar a imagem da Petrobras. Agora que a inflação está de volta, que o país não cresce e que a Petrobras é assaltada, sou eu quem acusa o governo de jogar fora o patrimônio e a esperança do povo brasileiro. Está na hora de darmos um basta em tanta corrupção e em tanto desrespeito".(Clique aqui para assistir)
"Para acabar com a corrupção é preciso que a Justiça investigue a fundo. O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo isso, se calou e não fez nada para impedir".(Clique aqui para assistir)
O candidato da Casa Grande em 2018 dirá exatamente as mesmas coisas que o Aécio disse em 2014.
E será impiedosamente derrotado.
E a Casa Grande, de novo, tentará um Golpe.
Se deixar ter eleições.

POLÍTICA - Será a vez do Ciro?

sitiada

Wanderley: Lula manteve a Esquerda sitiada

Ciro é um homem para o momento
publicado 22/04/2018
Sem Título-1.jpg
No São Francisco, o rio da integração nacional (Reprodução)
O Conversa Afiada reproduz do Globo Overseas entrevista que Jeferson Ribeiro fez com o professor Wanderley Guilherme dos Santos, que lança essa semana o livro "A difusão parlamentar do sistema partidário":
Mesmo com um cenário bastante incerto para a disputa presidencial, o que é possível prever para os próximos meses?
Primeiro vamos de Lula. Ele é uma figura carismática indestrutível, mas isso não significa que permanecerá com essa capacidade eleitoral. Nem todos que dizem votar no seu indicado, votarão. Mas o Lula tem que tomar decisões importantes nos próximos meses. Primeiro, terá de decidir se não será mais candidato. Uma segunda decisão relevante é se realmente vai apoiar alguém. Terceiro, quem será o escolhido. Essas três questões vão chacoalhar o quadro de hoje. Não sei se a polarização está morta, talvez a que exista entre PT e PSDB, sim. Mas pode acontecer com outros nomes.
Qual deveria ser a estratégia da esquerda?
Eu acho que a esquerda devia estar discutindo um outro candidato. Mas isso depende do Lula. Não há outro caminho e isso pode gerar o acirramento desse radicalismo, esse sebastianismo evangélico do PT, contra uma alternativa bastante interessante que é Ciro Gomes. Esse silêncio pode criar a inviabilidade de um acordo entre as forças lulistas e o Ciro e tem a capacidade de dividir a esquerda. E ele é o cara ideal para entrar em disputa com os conservadores, ele é um cara que tem tutano para fazer isso. O Jaques Wagner e o (Fernando) Haddad são ótimos quadros, mas não para o contexto desse debate duro. O Lula, para meu desgosto, manteve toda a esquerda sitiada. Está presa junto com ele. Então, a chance de vitória da direita, em tese, é maior. O problema da direita é que não tem candidato. Por isso, se o Joaquim Barbosa for candidato, eu acho que herdará os votos da direita. Ele é um homem para o momento, assim como o Ciro. A eleição será dura. Antes da prisão do Lula e do aparecimento do Joaquim, eu achava que a esquerda poderia levar fácil. Agora, a coisa muda de figura.
Qual o tamanho do impacto da prisão de Lula para esse campo?
Estão desorientados. Sem rumo. A posição majoritária do campo da esquerda é com Lula até o fim. Mas isso não pode ser até o dia 7 de outubro. Acho que está tudo desorganizado desde o impedimento da Dilma (Rousseff). Há uma desorientação grande e um erro estratégico tanto de esquerda quanto da direita. Pior, está se criando um contexto cívico de difícil recuperação. Hoje, não existe uma polarização eleitoral ou sequer partidária, o que há é uma divisão de culturas, de valores, de comportamento, enfraquecendo a direita e a esquerda. Basta ver as manifestações nas redes sociais. A esquerda está fazendo censura tanto quanto a direita. Assassinatos de caráter, falsificações de números e de fatos, um é o espelho do outro. Nunca aconteceu antes. Isso está tornando muito difícil a administração por parte das lideranças políticas, aquelas que ainda estão com um pouco de sanidade, desse período até outubro. Porque tem que chegar até outubro.
O senhor vê risco de não ter eleição?
São coisas que não estão fora do cenário das possibilidades. Por exemplo, um enfrentamento crescente nas ruas entre esquerda e direita, com vítimas, talvez pessoas mortas. Isso seria um pretexto, obviamente oportunista, mas poderiam dizer que não seria possível fazer eleição num contexto assim. Outra possibilidade, a Venezuela. Olhe o pedido de Roraima querendo fechamento da fronteira. Aí o Temer diz que é uma coisa “incogitável”, mas todo mundo sabe que isso não quer dizer nada na boca do Temer. Num contexto desses, parecerá até sensato se dizer que se deve adiar as eleições. Isso pode acontecer.
No seu novo livro, o senhor lança uma nova abordagem sobre os partidos com menor representação no Congresso, desmistificando a ideia de que as legendas com menos deputados federais são apenas “empresas de aluguel”. Por que temos 35 partidos formalizados no Brasil?
Algumas premissas das análises tem que ser postas à vista. Essa visão de fragmentação total e também do papel desempenhado pelos partidos chamados nanicos ou de aluguel vem de uma visão estritamente de Brasília. Quer dizer, da política nacional ou de representação nacional. Portanto, atribui-se que a política brasileira tem uma fragmentação e na verdade são extrapolações das opiniões de um visão de Brasília. E há ainda outra premissa errada de que os partidos de menor representação são apenas partidos de aluguel. Aliás, as investigações atingem os grandes partidos e não os nanicos. Um dos motivos para a existência de tantos partidos é que os grandes permitem o funcionamento dos pequenos e não conseguem ir onde eles estão. No interior do país, os partidos menores disputam as assembleias e câmara de vereadores e os grandes não. Outro motivo principal foi o financiamento privado das campanhas. Então, respondendo sucintamente: eles existem porque os grandes não vão lá acabar com eles e os grandes não vão acabar com eles porque economicamente e no cálculo eleitoral é interessante que as pequenas legendas existam.
O financiamento publico e individual tem força pra reduzir o número de partidos?
De algumas legendas possivelmente, mas não de todas. Porque não interessa no cálculo dos partidos grandes e médios investir muito em campanhas no interior ou em cidades pequenas se isso desvia recursos de conquistar mais deputados em grandes centros.
O senhor mostra, por exemplo, mais de 85% das legendas elegeram ao menos um parlamentar para 20 assembleias em 2008 e 2012. Ou seja, os brasileiros não se importam se há 35 legendas. É isso?
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Depende, porque se fosse irrelevante os resultados eleitorais seriam profundamente aleatórios e não são. Nem a nível nacional e nem a nível estadual e nem a nível municipal. O eleitor vota distinguindo, por isso você tem ao longo do tempo em todos os níveis do Legislativo um padrão de votação. Muda só marginalmente. Quanto mais urbanizado e denso o município, mais ideologizado é voto.

Quanto mais dependente da ação do poder público é a população, principalmente ligada a prestação de serviços, menos ideologizado.