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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Boa Noite 247 (21.1.19) - Generais voltam ao poder?

ECONOMIA - Dados revoltantes!


Os 26 mais ricos do mundo têm 50% da renda dos pobres!

Oxfam mostra no que dá o neolibelismo do Guedes e do FHC!

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Do britânico Guardian:

As 26 pessoas mais ricas do mundo têm tanto quanto os 50% mais pobres, revela a Oxfam


A crescente concentração da riqueza mundial é o destaque de um novo relatório que mostra que os 26 bilionários mais ricos do mundo têm tantos bens quanto os 3,8 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da população do planeta.

Em seu comunicado anual, divulgado na abertura do Fórum Econômico Mundial em Davos, a organização não-governamental Oxfam afirma que 2018 foi mais um ano que os ricos ficaram mais ricos e os pobres, ainda mais pobres.

Segundo a organização, o aumento do abismo entre ricos e pobres dificulta o combate à pobreza. De acordo com o relatório, um imposto sobre grandes fortunas de apenas 1% seria capaz de arrecadar cerca de U$ 418 bilhões ao ano - o suficiente para garantir toda criança na escola e fornecer serviços de saúde que poderiam prevenir três milhões de mortes por ano.

A Oxfam afirma que a riqueza de mais de 2.200 bilionários em todo o mundo cresceu U$ 900 bilhões em 2018 - ou U$ 2,5 bilhões ao dia. O aumento de 12% na riqueza dos mais ricos contrasta com a queda de 11% na renda da metade mais pobre da população mundial.

O resultado, conclui o relatório, é que o número de super-ricos que detém tanta riqueza quanto os 50% mais miseráveis do planeta caiu de 43 em 2017 para 26 no ano passado. Em 2016, o número era 61.

O relatório da Oxfam também aponta que:

• Nos dez anos desde o início da crise financeira, o número de bilionários praticamente dobrou.
• Entre 2017 e 2018, uma nova pessoa tornou-se bilionária a cada dois dias.
• A fortuna de Jeff Bezos, dono da Amazon.com e o homem mais rico do mundo, aumentou para U$ 112 bilhões. Apenas 1% disso seria o equivalente a toda a riqueza da Etiópia, um país de 105 milhões de habitantes.
• Na Grã-Bretanha, os 10% mais pobres pagam, proporcionalmente, mais impostos que os 10% mais ricos: 49% contra 34%.

O diretor de políticas da Oxfam, Matthew Spencer, afirma: "A enorme queda no número de pessoas vivendo na extrema pobreza é uma das maiores vitórias dos últimos 25 anos. Mas o aumento da desigualdade pode prejudicar esse avanço".

"A forma como a economia global é organizada faz com que a riqueza, cada vez mais, se concentre de forma injusta em uma pequena elite, enquanto milhões de pessoas sobrevivem de forma precária. Mulheres morrem por falta de cuidados médicos e crianças não têm acesso à educação, que poderia ser uma porta para sair da situação de miséria. Ninguém deveria ser condenado ao analfabetismo ou a uma morte precoce apenas por ter nascido pobre."

"Não precisa ser assim. Existe riqueza suficiente no mundo para prover chances justas para todos. Os governos devem agir para garantir que os impostos das grandes empresas e dos bilionários sejam utilizados para financiar serviços públicos gratuitos e de qualidade, que podem salvar e transformar vidas."

O relatório da Oxfam diz que muitos governos, na verdade, contribuem para aumentar a desigualdade de renda, ao não investir o suficiente em serviços públicos. Cerca de 262 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo - muitas vezes, porque seus pais não têm como pagar por uniformes, material escolar ou outras taxas.

A Oxfam afirma que os governos precisam agir com mais vigor para financiar a saúde e educação - para isso, é necessário combater a evasão fiscal e garantir a cobrança justa de impostos, incluindo dos mais ricos e das grandes corporações que, de acordo com o relatório, muitas vezes pagam taxas desproporcionalmente baixas.

O economista francês Thomas Piketty já defendeu um imposto global sobre grandes fortunas. Segundo ele, seria uma medida necessária para frear o avanço da desigualdade em todo o mundo.

O Relatório Global de Desigualdade 2018, com o qual Piketty colaborou, mostrou que, entre 1980 e 2016, os 50% mais pobres da população mundial ganharam apenas 12 centavos de cada dólar do crescimento da renda global. Em comparação, os 1% mais ricos ganharam 27 centavos de cada dólar.

A Oxfam defende que, além de combater a desigualdade dentro de suas próprias fronteiras, os países mais ricos poderiam implantar impostos sobre grandes fortunas - e, assim, arrecadar os bilhões de dólares necessários para combater a extrema pobreza nos países mais pobres.

O crescimento acelerado da China ao longo das últimas quatro décadas foi responsável por boa parte da queda da extrema pobreza. Entretanto, dados do Banco Mundial mostram que a taxa de redução da pobreza caiu pela metade desde 2013. Na África Subsaariana, a extrema pobreza cresceu.

Segundo a Oxfam, a metodologia para mensurar o abismo entre ricos e pobres se baseou em dados de distribuição de riqueza fornecidos pelo Credit Suisse, entre junho de 2017 e junho de 2018. A riqueza dos bilionários foi calculada a partir do anuário de bilionários da Forbes, publicado em março de 2018.

ECONOMIA - A dívida global é três vezes o PIB mundial.

Bomba-relógio da dívida global vai explodir em Davos

A dívida global é três vezes o PIB mundial

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De Assis Moreira, de Zurique, no PiG cheiroso:

Davos alerta para 'bomba- relógio' da dívida global


Com a dívida global perto de US$ 250 trilhões, o mundo nunca esteve tão endividado, e o tema entrou de vez na agenda do Fórum Econômico Mundial. Em Davos, uma discussão desta semana será como os tomadores de empréstimos e os mercados emergentes "irão desarmar suas bombas-relógio".

A dívida global é agora três vezes maior que o tamanho da economia mundial. Cresceu mais de 12% (US$ 27 trilhões) desde 2016, alcançando US$ 244 trilhões no terceiro trimestre de 2018. É equivalente a 318% do PIB, ligeiramente inferior ao pico de 320% no terceiro trimestre de 2016, conforme o Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade que representa as instituições financeiras.

O endividamento de governos e companhias chegou a níveis recordes relativo ao PIB, atraindo a atenção dos bancos centrais ao redor do mundo. Os dois segmentos representam mais de 75% do aumento da dívida global desde 2008.

A dívida total dos governos passou de US$ 65 trilhões em 2018, de US$ 37 trilhões há uma década, concentrado sobretudo entre países desenvolvidos. No mesmo período, a fatura a pagar das companhias não financeiras passou de US$ 27 trilhões a US$ 72 trilhões, sendo 92% do PIB, sobretudo nos mercados emergentes.

A elevação da dívida em outros setores tem sido menor: o crédito para as famílias cresceu mais de 30% para US$ 46 trilhões, e do setor financeiro aumentou 10% para US$ 60 trilhões.

Segundo o IIF, desde 2016 o endividamento cresceu mais rapidamente nas famílias nos mercados emergentes, totalizando US$ 12 trilhões. A China é responsável por 45% ou US$ 6,8 trilhões em termos normais. O crédito também explodiu para famílias na Índia, México, Coreia, Malásia e República Tcheca, além de países desenvolvidos como a França, Bélgica e Finlândia.

De acordo com o IIF, no caso da Brasil a dívida das famílias equivale a 27,2% do PIB, das empresas não financeiras fica em 40,6%, do governo chega a 87,3% e do setor financeiro é de 35,1% do PIB. O grosso dessas dívidas é em real. No caso específico das corporações não financeiras, 16,8% da dívida é em moeda estrangeira.

Uma discussão em Davos será sobre o risco potencial do crescente nível de dívida das empresas para a estabilidade econômica e financeira global. Cerca de US$ 6,5 trilhões da dívida desse segmento vence em cinco anos.

Nos emergentes especificamente, a necessidade de refinanciamento será alta. Cerca de US$ 3,9 bilhões de títulos de dívida e empréstimos sindicalizados vão vencer até o fim de 2020. Uma parte da dívida, US$ 800 bilhões, é de governos e US$ 1,9 trilhões do setor privado não financeiro, por exemplo.

As necessidades de refinanciamento em dólar são elevadas para a Colômbia, Egito, Nigéria, Líbano, Chile e Argentina.

Para o banco UBS, com os melhores níveis de capitalização dos bancos e requisitos de serviço da dívida gerenciáveis de hoje, não parece haver uma ameaça iminente da dívida para os mercados globais. Mas diz que a situação pode se deteriorar fortemente no caso de uma recessão. Nesse caso, o endividamento aumentaria ainda mais rapidamente, bancos centrais seriam obrigados a retomar a compra de ativos e aumentaria a pressão para os bancos comerciais elevarem seu capital próprio.

Coincidindo com o Fórum de Davos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou estudo de dois economistas sobre os passos para se evitar uma crise da dívida. Eles constataram que o peso da dívida pública é um problema crescente em todo o mundo, chegando a níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial.

Martin Muhleisen e Mark Flanagan propõem três políticas prioritárias: primeiro, são necessários mais esforços para garantir que o endividamento soberano seja financeiramente sustentável. Segundo, é preciso assegurar que todos os países divulguem informações completas e transparentes sobre sua dívida pública. E terceiro, é preciso promover colaboração entre credores oficiais para que se preparem para casos de reestruturação da dívida envolvendo credores não tradicionais. Insistem que é preciso se antecipar aos riscos inerentes ao acúmulo de dívidas.

ECONOMIA - E viva o capitalismo!

Um mundo cada vez mais dos ricos, com mais pobres e mais bilionários

POR  · 21/01/2019
A Oxfam – não, não é uma associação de comunistas, mas de ativistas sociais criada por um clérigo anglicano, Theodore Milford – divulgou seu relatório de 2019(aqui, em PDF) sobre a concentração de riqueza no mundo, com resultados muito semelhantes aos divulgados ontem pela Bloomberg.
A crise financeira  mundial de 2008, que deixou – e ainda deixa – um déficit de dezenas de milhões de empregos entre os trabalhadores, não impediu que dobrasse o número de bilionários ( em dólares)no mundo . Em 10 anos o número de bilionários dobrou e são, hoje, 2.208. Só no ano passado, a riqueza desta turma aumentou em US$ 900 bilhões, ou US$ 2,5 bilhões por dia.
Enquanto isso, a riqueza da metade mais pobre da humanidade, 3,8 bilhões de pessoas, caiu 11%.
No Brasil, eram 42 bilionários em 2018, com riqueza total de US$ 176,4 bilhões.
Os 26 homens mais ricos do mundo concentram a mesma riqueza dos 3,8 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre da humanidade, que vive com uma renda de menos de US$ 5,50 por dia.
Boa parte disso deve-se àquilo que é frequentemente demonizado pelo discurso da direita: a carga tributária. O gráfico ao lado, que integra o relatório, mostra como a tributação vem caindo vertiginosamente, desde que passou a ser bandeira das políticas econômicas neoliberais.
Descreve o relatório: ” desde a crise financeira de 2007-08, o ônus tributário passou das empresas para as famílias, e que os impostos sobre folha de pagamento e consumo, como o IVA, respondem por todo o aumento líquido da receita tributária. Esses impostos costumam ser regressivos porque os pobres pagam uma parcela maior de sua renda; consequentemente, os impostos sobre o consumo aumentam a desigualdade”.

Bom dia 247 (21.1.19): Mourão vem aí?

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'Bolsomoros' atacam Lula na cara da PF (1)

Altamiro Borges: Índios atacados em nome de Bolsonaro

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domingo, 20 de janeiro de 2019

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POLÍTICA - "Nada como um dia após o outro".





Política no WhatsApp: 'Nada como um dia após o outro'

Bem blogado recebeu isso através do WhatsApp. A autoria é desconhecida, mas verdadeiramente o texto é um "achado". Segue na íntegra. "Quem metia o pau no Lula pelo "enriquecimento" ilícito do Lulinha tá falando: "Votei no pai e não no filho". Quem apoiava o MP pelas denúncias contra o PT tá dizendo: "Isso é armação com documentos forjados".

Quem apoiava o MBL pelas críticas ao Lula tá falando: "Vcs deviam falar do BNDES. Novamente batendo no Flávio?"

Quem defendia o MOro por ter dado publicidade aos áudios da Dilma tá dizendo: "Moro fez certo em proibir o relatório do Coaf". 

Quem cobrava transparência do governo petista tá dizendo: "Presidente não deve se meter na história do filho".

Quem sempre disse que a Dilma tinha que ser presa tá dizendo: "tem que investigar mais isso".

Quem descia o pau no foro privilegiado tá postando #flavioinocente.

Quem orou no dia da eleição por um país sem corrupção tá fazendo corrente de oração pelo Flávio.

Quem acreditou num power point, tá duvidando de um relatório oficial.

Quem queria abrir a caixa preta do BNDES apoia o sigilo do COAF.

MBL tá postando que um Bolsonaro é corrupto.

E pra fechar com chave de ouro: Malafaia tá calado.

Live do Conde: A mais precoce decepção política da história

Bom dia 247 especial (20.1.19): o governo Bolsonaro acabou?

Pimenta aponta ligações dos Bolsonaro com as milícias do Rio

POLÍTICA - Tio Rei pergunta: Não seria melhor Flávio renunciar antes mesmo de assumir?

A situação de Flávio não era boa, agora já é desesperadora; imbróglio atinge o cerne do discurso moralista do bolsonarismo. E Moro?


A situação de Flávio estava ruim. Agora, é moralmente desesperadora. Nesta sexta, antes de o Jornal Nacional ir ao ar, ele recebeu a solidariedade do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que destacou ser ele um rapaz muito valoroso.
Os Bolsonaros parecem se esquecer de que há um ex-presidente da República, o mais popular da história, na cadeia. Na cadeia estão dois ex-governadores do Rio. Os que mandaram esses figurões para xilindró — e não vou agora entrar no mérito das sentenças — pertencem hoje ao campo ideológico do bolsonarismo.
Este é o governo que tem como ministro da Justiça ninguém menos do que Sérgio Moro, o paladino da luta contra a corrupção.
Mesmo que esse imbróglio todo vá para baixo do tapete — e tenho certa curiosidade de saber como o Ministério Público agasalharia esse ônus sem se desmoralizar —, o episódio vai fazer sombra mais na reputação de Moro do que na de seu chefe, o pai de Flávio.
Voltei em outro post para fazer uma indagação, em benefício do governo Bolsonaro: não seria melhor Flávio renunciar antes mesmo de assumir?

POLÍTICA - "Isto é um governo ou um reality show"?

ISTO É UM GOVERNO OU UM REALITY SHOW? ESSES BIG BROTHERS SÃO MUITO LOUCOS

Desisti de levar a sério, pelo menos no domingo, o que está acontecendo no Brasil porque isso tudo foge à minha compreensão. Faz mal à saúde.
Se não consigo entender, como vou explicar aos leitores estas três primeiras semanas do governo Jair Bolsonaro, com seus generais e justiceiros, profetas do apocalipse e caçadores de fantasmas?
Isto mais parece um reality show alucinado, com big brothers muito loucos, dando trombadas uns nos outros o tempo todo, mais perdidos do que jabuticaba em boca de banguela.
Foram só 20 dias de programa até agora, mas já parece uma eternidade. Mesmo que você não queira, acaba assistindo, porque esse BBB é onipresente nas nossas vidas.
Poderiam até pedir para uma dessas emissoras chapa-branca criar um canal 24 horas instalado no Palácio do Planalto e nos ministérios. Contando, ninguém acredita.
Agora, por exemplo, o Coaf descobriu _ e O Globo revelou na coluna de Lauro Jardim _ que a movimentação financeira do famoso motorista Queiroz da família Bolsonaro movimentou mais de R$ 7 milhões em três anos em sua conta.
Ou esse cara é um gênio do “rolo” de carros usados, ou tem alguma coisa muito errada aí com o ex-assessor de Flávio Bolsonaro _ não é mesmo, doutor Sergio Moro, o implacável de Curitiba?
Por falar nisso, por onde anda o superministro que dava entrevistas todo dia? Calou-se, e saiu de cena de fininho.
Transferir o Coaf do Ministério da Fazenda de Paulo Guedes para a Justiça de Sergio Moro foi uma das primeiras medidas do novo governo, logo após a posse, lembram-se? E agora?
Com a Globo no ataque, o governo do reality show ficou completamente perdido, só querendo saber quem é o responsável pelos vazamentos do Coaf.
Nem quero saber quem vazou. Eu gostaria de saber é por que só agora ficamos sabendo dessa enorme maracutaia suburbana, que só foi revelada depois da diplomação de Bolsonaro como presidente eleito.
Só uma pergunta: se um assessor de Fernando Haddad, por hipótese, tivesse toda essa grana na conta, esperariam tanto tempo para vazar o escândalo?
Nos próximos dias, o BBB do Planalto vai ser transferido para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suiça, com a participação de todos os principais hóspedes da casa.
Se aqui é isso que estamos vendo, alguém pode imaginar o tamanho do vexame que vamos passar se derem mesmo muito tempo para o discurso do líder do programa da nova ordem?
Por precaução, já tiraram da agenda a entrevista coletiva prevista para terça-feira. Repórteres, sabemos como são, sempre podem fazer perguntas inconvenientes.
Bolsonaro resolveu fazer só uma declaração à imprensa, sem perguntas.
Dá de alguém perguntar de onde vieram e para onde foram os R$ 7 milhões até agora encontrados nas contas do Queiroz…
O que pensarão disso os jornalistas dos principais veículos da imprensa mundial, acostumados a interpelar Donald Trump na Casa Branca?
Trump também já comandou reality show de verdade na TV, quando era apenas um homem de negócios privados, em que demitia os participantes.
Mas Trump, que não é bobo, já avisou que não vai a Davos. Irá deixar o palco livre para Bolsonaro e sua exótica trupe.
Quem diria, o Brasil virou um grande BBB da vida real. E isso não é fake.
Vida que segue

POLÍTICA - Queiroz é o de menos.

Por que esperar a família do ex-assessor de Flávio Bolsonaro comparecer à justiça, podendo colher depoimentos das oito pessoas que entregaram parte de seus salários para Queiroz? 
 
Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz. Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A velha sabedoria já dizia: o que não é capaz de livrar, complica mais, lembra Janio de Freitas na coluna deste domingo (20), na Folha de S.Paulo, destacando que o caso Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) "não foge à regra":
 
"Se o caso tem evidência e pode ser acompanhado, a constatação de alguma coisa esquisita não tardará. O que pode se dar tanto na ação da polícia como do Ministério Público, quando não de um juiz", pontua. O que chama a atenção, entretanto, são as respostas de membros do governo sobre as investigações como do general Augusto Heleno que disse que "para Bolsonaro, o assunto é de Flávio, não seu". 
 
"Há uma inovação comprometedora no dito pelo general. Todos no circuito dos Bolsonaros diziam que o assunto era de Queiroz e por ele seria esclarecido. Passou a ser de Flávio. É em nome do próprio pai, e por meio de um general palaciano, que sua implicação vai a nível mais fundo", pondera o colunista, completando:
 
"E não é tudo. Bolsonaro e o general que o invoca enganam-se: Michelle Bolsonaro e recebimentos, com explicação não comprovada, figuram nas suspeitas de que Flávio é agora declarado parte. Isto diz respeito a Jair Bolsonaro, sim".
 
O caso foi levantado pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que identificou movimentações financeiras estranhas na conta do amigo dos Bolsonaros como um lote de seis cheques que Queiroz entregou à esposa do presidente, Michelle Bolsonaro, totalizando R$ 24 mil. 
 
Jair Bolsonaro explicou, depois de três dias, se tratarem da restituição de um empréstimo de R$ 40 mil não declarado no Imposto de Renda. Queiroz, sua esposa e as duas filhas foram chamadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para depor, mas não compareceram.
 
"Depois da demorado sumiço, reapareceu [Queiroz] em quarto de hospital, como paciente acamado e dançarino em atividade", destaca Janio sobre um vídeo gravado junto com a mulher e uma das filhas dançando em um quarto do no Hospital Albert Einstein. 
 
O Coaf também identificou que Queiroz recebeu sistematicamente transferências bancárias e depósitos feitos por oito funcionários que trabalharam ou ainda trabalham no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). Por fim, foi constatada que sua filha, Nathalia Melo Queiroz, foi ex-assessora do gabinete do presidente Bolsonaro, quando deputado na Câmara. 
 
Ela atuou na função entre dezembro de 2016 e outubro de 2018, no mesmo período em que trabalhava como personal trainer, inclusive prestando serviço para famosos, como Bruna Marquezine. O Coaf encontrou, ainda, uma movimentação total de R$ 1,2 milhão na conta de Nathalia por parte do pai. 
 
Todos esses pontos são suficientes para chegar a resolução do caso, pontua Janio de Freitas, como, por exemplo, colher os depoimentos das oito pessoas que entregaram parte de seus salários para Queiroz. 
 
"Seus depoimentos mostrariam que, entre elas, também sabem para que ou para quem o fazem —o fim da linha. Ficar à espera de Fabrício Queiroz, da possível montagem de ardis, das liminares de um Luiz Fux, e tanto mais, é típico das estranhezas que, nas formas mais variadas, não faltam nos inquéritos com interesses notórios", conclui. Para ler seu artigo na íntegra, clique aqui.

Altamiro Borges: Datena, José Mayer e o assédio na TV

Altamiro Borges: Datena, José Mayer e o assédio na TV: Por Altamiro Borges Dois casos de assédio sexual envolvendo celebridades midiáticas agitaram a televisão brasileira nesta semana. Na te...

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POLÍTICA - Cadê o Dallagnol?



O “PowerPoint” do escândalo Bolsonaro-Queiroz

 
Circula nas redes sociais uma apresentação estilo PowerPoint com algumas das ligações do escândalo envolvendo as famílias Bolsonaro e Queiroz.
Estão no gráfico as ligações do ministro do STF Luiz Fux com o partido do presidente, o PSL. Mas faltam as filhas de Fabrício Queiroz, a esposa de Jair Bolsonaro e outros detalhes.
Mas já é um começo. Veja a postagem do deputado Jean Wyllys (PSOL) compartilhando a apresentação:

Guerra Globo x Bolsonaro ricocheteia em Davos

POLÍTICA - Haja carro para vender.


Artilharia pesada: Queiroz movimentou R$ 7 mi em três anos

Haja carro para vender.
A coluna de Lauro Jardim, em O Globo,  noticia que, em 2014 e 2015, a conta bancária do amigo e motorista dos Bolsonaro Fabrício Queiroz serviu de vala para fluírem nada menos que R$ 5, 8 milhões.
Somados aos R$ 1,2 milhão de 2016, nada menos que R$ 7 milhões de “entra e sai” de dinheiro.
Dobra a média de movimentação mensal, agora para R$ 200 mil.
No Governo Bolsonaro, talvez só o ex-banqueiro Paulo Guedes possa se ombrear a isso.
A história que ficou, agora, totalmente implausível é a do empréstimo de R$ 40 mil do amigo Jair a um Fabrício que se meteu em dificuldades.
Quem está em dificuldades é o ex-capitão, de viagem marcada para hoje para Davos, onde vai mostrar que está “moralizando o país”.
Ele e Sérgio Moro, o ex-fiscal do que seriam indícios “consistentes” de corrupção no Governo.
O “capitão do mato” do capital, eleito sobre o alicerce da indignação da classe média com a corrução está assistindo sem reação ruir aquilo em que se apoiava.
Achava-se tão forte que poderia reinar com seus fanáticos, sua guarda pretoriana e a “turma da bufunfa”. Com o bispo e sem a Globo.
Agora, está visivelmente perdido sobre que tipo de acordo poderia ainda fazer para parar o incêndio.
Fogo é mil vezes mais fácil de acender do que de apagar.