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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MOVIMENTO "OCCUPY" - A pauta que não quer calar.

Luciano Martins Costa

Observatório da Imprensa


A roda da História está se movendo e a imprensa tradicional parece não se dar conta. Já passa de um milhar de cidades em quase uma centena de países o total de concentrações de cidadãos indignados que produzem o movimento de movimentos cuja denominação a nomenclatura conservadora dos fatos sociais ainda não conseguiu definir.

Há muito mais a ser dito para descrever o contexto em que se produz essa manifestação planetária e mesmo nos meios digitais fica difícil elaborar um quadro do seu significado. Mas eventualmente a complexidade dos fatos exige apenas que o observador abandone certos pressupostos condicionados pela leitura linear de notícias e tente enxergar o novo.

Coloquemos, por exemplo, o fato de que os indignados pertencem, na maioria, à chamada “geração Y” – cujos valores e visão de mundo se colocam em total contraposição aos dos yuppies, que a partir do final dos anos 1980 se apossaram da liderança dos grandes negócios e da condução dos humores do mercado.

Pergunta essencial
Os indignados são essencialmente diferentes da chamada “geração X”, na qual são classificados os predadores de Wall Street, que gozaram a infância no final dos “30 anos gloriosos” e, quando jovens adultos, entenderam que precisavam cuidar pessoal e egoisticamente de seus interesses. Mas também são nascidos na “geração X” os criadores do movimento punk, originalmente uma reação às dificuldades surgidas com a primeira grande crise do petróleo, nos anos 1970.

Assim, é preciso inicialmente diferenciar os indignados de hoje dos alienados de ontem. A atual geração que chega à idade adulta após o advento da internet encontrou o mundo preparado para outros 30 anos de bem-estar e evolução: as novas tecnologias reinventam os negócios, a inovação lança ininterruptamente na rotina aparelhos e sistemas que ampliam o alcance do conhecimento, alargam-se os horizontes geográficos para a ação estimulante do capital.

Mesmo a urgência ambiental, percebida já nos anos 1980 com as ocorrências de chuvas ácidas na Europa, na Ásia, no antigo território soviético e na América do Norte, produziu reações positivas ao impactar a vida social no fim da década passada, como a rápida conscientização sobre a necessidade de novos paradigmas na indústria, no transporte, na vida privada e na organização das cidades.

O que é, então, que não está dando certo?

Essa é uma pergunta essencial da pauta contemporânea.

Indignados e resignados
O que está destoando desse contexto é justamente a “geração X”, que se aquartelou no capital financeiro, entranhou-se nas instituições do poder – entre elas a imprensa tradicional – e, envelhecida precocemente, não consegue enxergar as possibilidades do novo século.

Há um mal-estar generalizado quando se olha para o futuro, mas essa percepção não parece ter relação direta com o fim da era do petróleo e o advento da era da responsabilidade pessoal pelo destino coletivo. Esse é um pressuposto explícito em todos os movimentos contemporâneos, desde a chamada “primavera árabe” até o “ocupe Wall Street”.

O mal-estar no ambiente da globalização vincula-se claramente à incompatibilidade dos interesses do setor financeiro – chamado genericamente de “o mercado” – com as necessidades e interesses da sociedade em geral.

No momento em que a inovação tecnológica oferece soluções para o desenvolvimento sustentável, a irresponsabilidade individualista dos remanescentes da “geração X” ameaça colocar tudo a perder. Eles se tornaram mais do que conservadores – são reacionários no limite da insanidade.

Podem ser claramente identificados nos conselhos de grandes conglomerados transnacionais, no comando dos gigantescos fundos de investimento e nas chefias de muitos governos importantes. Mas também estão presentes em postos de direção dos grandes grupos de mídia – valorizados como mão de obra qualificada por sua obediência cega aos cânones do chamado fundamentalismo de mercado.

Falta entender
O que diferencia essencialmente a geração dos indignados da geração dos resignados – que resistem a aceitar os novos paradigmas que se impõem ao mundo – é justamente a capacidade de alimentar uma utopia coletiva.

É quase dogma na maioria das redações a interpretação de que a queda do muro de Berlim representou o fim das utopias. É “chique” entre jornalistas adeptos dessa ideologia dizer-se “pós-moderno”, embora poucos deles saibam explicar o que isso quer significar.

Mas acontece que, ao contrário do que alardearam os jornais no fim do século passado, a História não acabou. Ela se desenrola hoje nas ruas de todo o planeta com a manifestação dos novos protagonistas. Mas a imprensa tradicional ainda não entendeu, ou não quer entender.

Comentário para o programa radiofônico do OI, 28/10/2011

MOVIMENTO "OCCUPY" - veterano ferido gravemente.

Veterano é ferido gravemente em repressão policial contra ocupantes de Oakland


Blog do Annonymous

Nosso irmão, veterano do Corpo de Fuzileiros (Marines), Scott Olsen, permanece no Hospital em estado crítico após ter recebido um golpe na cabeça de um projétil disparado por um policial da direção anti-distúrbio do Departamento de Polícia de Oakland na manhã de quarta-feira, 26 de outubro.


O grupo "OccupyMARINES" assistiu atentamente a resposta do Departamento de Polícia de Oakland, do prefeito, do governador e de todos os outros envolvidos no ataque em Oakland contra manifestantes pacíficos; observamos estes covardes patéticos negarem responsabilidade por suas ações que podem muito bem alterar o curso da vida de nosso irmão . Além disso, muitos outros departamentos de polícia pelo país pretendem implantar similares táticas contra distúrbios contra os manifestantes que honram o 8a documento do OWS, uma declaração pacífica da assembléia: vamos nos organizar pacificamente contra esses departamentos.

Em resposta ao tiro de Oakland contra o OccupyMARINES Scott Olsen solicitamos o seguinte:

Os responsável por provocarem este evento serram levados à justiça.

Enviar para nós os nomes, fotos dos policiais da direção anti-distúrbio da polícia de Oakland identificação no fardamento Descobriremos os nomes e fotos de cada um e os enviaremos por e-mail a identificação dos 300 policiais da direção anti-distúrbio da polícia de Oakland, que serão denunciados por se engajarem em atos ilícitos com o uso de força excessiva contra americanos que pacificamente protestavam.

Identificar, com nome e foto para acusação, o policial responsável pelos danos causados a Scott Olsen.

A demissão honrosa do prefeito de Oakland, Jean Quan, e do atuante chefe de polícia, Howard Jordan.

Um pedido de desculpas público de governador da Califórnia, Edmund G. Brown Jr., pela sua injúria, ilegal, contra nosso irmão Scott Olsen.

Nós plenamente temos a intenção de dar um exemplo, legal e pacificamente, de que se covardes em associação ataquem ou prejudiquem um veterano norte-americano, não vamos parar até que nossas exigências mencionadas sejam atendidas em sua integridade.


Deus esteja com Scott Olsen. Nós oramosuma rápida recuperação para ele e sua mãe.

Semper Fidelis Scott Olsen

Mantenham a América avançando: nós lhes daremos suporte.