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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

UCRÂNIA - OTAN, nem pensar.

Ucrânia: Paz armadilhada

Um ano depois do golpe de Estado das forças fascistas em Kiev, promovido e financiado pelos EUA e pela União Europeia (UE) – na sequência da recusa do governo legítimo da Ucrânia em assinar o acordo de associação com a UE, em novembro de 2013 –, os confrontos entre golpistas e independentistas deixaram no terreno um rasto de morte e destruição que não será fácil de apagar.



  
As profundas diferenças entre os que aceitam submeter-se aos ditames das potências imperialistas e os que não aceitam a submissão está de resto patente nas declarações e medidas que se seguiram às negociações de Minsk.

Por parte de Kiev, é notória a tentativa de omitir das medidas a implementar as que contemplam as reivindicações das autoridades das Repúblicas de Donetsk e Lugansk, designadamente o seu estatuto, fato tanto mais preocupante quando se sabe que algumas dessas medidas têm de passar pela Rada Suprema (Parlamento) onde contam com a oposição já assumida das forças da extrema-direita. Já a UE, com a hipocrisia habitual, nem esperou pela entrada em vigor do cessar-fogo, à meia-noite de domingo (15), para implementar o novo pacote de sanções contra entidades russas e de Donetsk e Lugansk.

Nos EUA, por seu turno, Obama mantém em cima da mesa “todas as opções”, enquanto o G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos), acolitado pelos presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, fez saber no dia 13 que aprova o “pacote de medidas para a realização dos acordos de Minsk”, acrescentando de seguida que “está pronto para aplicar medidas oportunas” contra os que o violarem, em “especial contra aqueles que não observarem o total cessar-fogo e a retirada de armamentos pesados”.

Curiosamente, esta declaração surge um dia depois de o canal de TV alemão ZDF, citando “o porta-voz do exército ucraniano Andrei Lysenko, em Kiev”, ter divulgado uma “notícia” sobre o alegado movimento de tanques e sistemas de mísseis russos para o Leste da Ucrânia, e mostrado uma imagem com a legenda “veículos blindados russos dirigem-se através de Isvarino, na região de Lugansk, 12 de fevereiro de 2015”. Sucede que, segundo informa o Deutsche Wirtschafts Nachrichten, a imagem é da Ossétia do Sul e foi tirada em 2009, como prontamente denunciou a Comissão Permanente Aberta de Monitorização da Mídia, que apresentou uma queixa contra o ZDF por divulgação de informações falsas sobre a situação no Leste da Ucrânia.

Num contexto tão armadilhado como este.

Não é de estranhar que as autoridades das Repúblicas de Donetsk e Lugansk tenham declarado no dia 16 de fevereiro, através de um comunicado conjunto dos seus representantes em Minsk, Denis Puchilin e Vladislav Deinego, que “qualquer movimento de Kiev em direção à Otan ou de qualquer outra aliança militar anti-russa é inaceitável para nós. Nesse caso romperemos imediatamente a colaboração com Kiev e consideraremos os acordos de Minsk como nulos”.

Fonte: Jornal Avante

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O GÁS RUSSO VERSUS O SHALE GAS AMERICANO.

A crise na Ucrânia: o gás russo versus o shale gas americano

Por Marcelo Colomer
marcelo032014A aprovação do referendo que apontou o desejo da maioria dos crimeios (96,8%) pela incorporação da península à Rússia pelo parlamento crimeano desencadeou a reação política dos Estados Unidos e de seus aliados na Europa. Após o referendo do dia 16 de março, a Casa Branca decretou sanções contra altos funcionários do governo Russo e alguns cidadãos ucranianos envolvidos com a separação da Criméia. O vice-primeiro-ministro russo Dmitri Rogozin, a presidente do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento) Valentina Matvienko, o deposto presidente ucraniano Viktor Yanukovich entre outros indivíduos envolvidos tiveram os seus ativos nos EUA congelados e seus direitos de entrada no país suspensos. Na Comunidade Europeia, inúmeras personalidades ucranianas e russas tiveram seus bens bloqueados e seus direitos de trânsito nos países da Comunidade também suspensos. Apesar de aparentemente estar havendo uma reação europeia ao comportamento russo, o tom ameno das ameaças e a demora de posicionamento dos países europeus chama a atenção da importância econômica da Rússia na região, principalmente como importante fornecedora de gás natural.

A atual crise na Ucrânia teve início em 22 de novembro de 2013 quando o então presidente Viktor Yanukovich desistiu de assinar um pacto de livre comércio com a União Europeia. O fracasso do acordo reflete a estratégia do ex-presidente ucraniano em estreitar seus laços com o governo de Moscou que, por sua vez, via na Ucrânia (maior[1] país do continente europeu em extensão territorial) uma importante aliada na estratégia de fortalecimento do poder geopolítico russo na região, diminuído desde o fim da União Soviética. É importante ressaltar que, desde o século XVIII, o Mar Negro é a principal base de operação da marinha Russa (Soviética entre 1918 e 1991) com destaque para as cidades de Sevastopol, Balaklava, Chernomorsk, Mekenzerye e Gvardeyskoye, todas localizadas na península da Criméia.
Além da importância militar da região, a Ucrânia destaca-se como uma das principais “portas” de entrada do gás natural russo no continente europeu. Até 2011, cerca de 80% das exportações russas de gás natural para a Europa transitavam pela Ucrânia (EIA, 2014). A partir do início das operações do sistema de gasodutos North-Stream em 8 de novembro de 2011 (que liga a Rússia diretamente a Alemanha pelo Mar Báltico) a importância da Ucrânia nas exportações para a Europa se reduziu embora ainda mantenha-se bastante expressiva. Em 2013, por exemplo, 54% das exportações russas para Europa (85 Bmc) transitaram pela Ucrânia, o que foi equivalente a 16% de todo do gás consumido no continente europeu (EIA, 2014).
Dentro desse contexto, a atual crise envolvendo Rússia e Ucrânia traz não somente apreensão em torno de possíveis conflitos armados no leste europeu como também aumenta as preocupações de uma possível disrupção de parte do fornecimento de gás natural para a Europa[2]. O temor europeu se justifica pelo histórico de retaliações do presidente Putin. Em sua campanha para restaurar o domínio russo sobre os Estados pós-soviéticos, o presidente russo tem frequentemente usado seus vastos suprimentos de gás natural como “arma estratégica”.
Em 2005, uma disputa entre a companhia ucraniana de óleo e gás Naftohaz e a empresa russa Gazprom em relação ao preço do gás natural russo e às tarifas de movimentação ucranianas levou, em 1º de janeiro de 2006, ao corte de todo o fornecimento de gás natural que passava pelo território ucraniano. Em 4 de janeiro do mesmo ano, um acordo entre Rússia e Ucrânia permitiu o restabelecimento do fornecimento para a Europa embora as tensões entre os dois países tenham se mantido até o presente momento com frequentes casos de interrupção no fornecimento (março de 2008, janeiro de 2009). Além dos casos envolvendo a Ucrânia em 2006 e 2009, a Gazprom, em 2010, reduziu a oferta para a Bielorrússia, e, em 2013, a Rússia ameaçou os moldavos com a mesma punição caso estes não abandonassem os seus planos de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia. O uso geopolítico do gás pela Rússia na Europa tem se refletido claramente em grandes flutuações nos preços do gás natural como podemos ver no gráfico abaixo.
Figura 1- Evolução dos Preços do Gás Natural na Europa entre 1999 e 2012
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Fonte: ICE, 2013
Certamente, a relutância dos países europeus em adotar uma postura mais austera em relação ao apoio russo a separação da Criméia passa pela importância da Rússia no fornecimento de gás natural para a região. É provável que a suposição de que a Europa não iria correr o risco de um grande embate em torno da questão da Ucrânia em função da sua dependência energética tenha sido incorporado nos cálculos russos.
O uso geopolítico do gás natural parece ser uma estratégia astuta de Moscou. Contudo esse é um exemplo clássico de priorização dos interesses de curto prazo frente aos ganhos de longo prazo. Isso porque o cenário de incerteza criado pelas constantes ameaças russas tem levado a Europa a buscar novas fontes de suprimento e uma redução de sua dependência em relação à Rússia.
Após as crises de 2006 e 2009, a Europa aumentou suas importações da Noruega e do Catar. Também verificou-se no mesmo período o aumento do número de terminais de regaseificação e da capacidade de estocagem de gás natural no continente. As conexões entre os diversos gasodutos europeus foram melhoradas, tornando mais fácil o ajuste de capacidade de transporte em momentos de escassez. Nesse contexto, a atual crise da Criméia parece dar um novo impulso ao esforço europeu de redução de sua dependência energética.
Um documento preparado para a próxima reunião de cúpula da UE destaca a “alta dependência energética” do continente e exorta que membros da união europeia diversifiquem suas fontes de suprimento de energia. Esse movimento nos remete a década de setenta quando após a crises do petróleo, o Ocidente e o Japão perceberam que a dependência em relação aos países da OPEP ameaçava a estabilidade econômica e a segurança energética.
Nessa direção, a assinatura de um contrato de exploração entre o governo da Ucrânia e a Chevron para início da exploração de gás não convencional despertou a atenção dos executivos da Gazprom e do governo russo que rapidamente fizeram questão de enfatizar os perigos relacionados ao fraturamento hidráulico, transformando Putin no ambientalista mais improvável do mundo. Contudo, no resto da Europa, a exploração do gás não convencional ainda enfrenta inúmeras barreiras não só ambientais mas também relacionadas às questões institucionais e de direito de propriedade.
Enquanto essas questões não são equacionadas no continente europeu, países como Polônia, Hungria, Eslováquia e República Checa pressionam os EUA para aumentar as exportações de GNL para a Europa. Aproveitando a pressão internacional, os congressistas republicanos também têm defendido o aumento das exportações de gás como forma de combater a Rússia. Nessa mesma direção, o Instituto Americano do Petróleo (formado pelas 500 maiores empresas de petróleo americanas) tem usado a crise da Ucrânia para pressionar o congresso a aprovar, com caráter de urgência, uma regulação que facilite a exportação de gás natural.
Milhões de dólares têm sido gastos em Washington com lobistas que defendem que o aumento das exportações de gás natural não só reduziria a influência russa na Europa como também criaria novos postos de trabalho nos EUA com pouco impacto sobre os preços domésticos do gás natural. Para ajudar a desemperrar a nova legislação, a indústria de petróleo e gás norte-americana já gastou desde 2007 mais de 150 milhões de dólares em contribuições de campanha e contratou mais de 760 lobistas registrados (Center for Responsive Politics, 2014). Além dos gastos com lobby e campanhas, o Instituto Americano do Petróleo e a America’s Natural Gas Alliance gastaram, conjuntamente, 245 milhões de dólares em publicidade dirigida a eleitores para suavizar suas visões sobre o fraturamento hidráulico e outras prioridades do setor.
Figura 2 – EUA: Contribuição para Campanhas das Principais Empresas de Petróleo e Gás entre 2013-2014
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Contributions to Democrats, Republicans and Outside Spending Groups
Fonte: Center for Responsive Politics, 2014
Em fevereiro de 2014, um documento elaborado pela consultoria NERA mostrou que em todos os cenários analisados os benefícios econômicos líquidos do aumento da exportação de GNL nos EUA seriam positivos (NERA, 2014). Isso porque o aumento do preço doméstico do gás natural trazido pela expansão do mercado externo seria compensado pelo crescimento do valor das exportações. Assim, a perda de bem-estar decorrente do aumento do preço da energia e da redução do consumo seria compensado pelo aumento das transferências externas a partir do pagamento do serviço de liquefação e transporte de GNL.
Assim, aproveitando-se da conjuntura internacional, nada menos do que seis projetos de lei foram apresentados no Congresso americano nas últimas duas semanas destinados a aceleração da liberalização das exportações de gás natural liquefeito. Marty Durbin, presidente da America’s Natural Gas Alliance (maior grupo de empresas independentes de gás natural) enfatizou a importância da atual crise na Ucrânia no debate sobre a liberalização das exportações de GNL nos EUA: “We certainly like the fact that the Ukraine has essentially elevated the debate over the LNG exports”.
Todos os seis projetos de lei têm como ponto em comum a adoção de medidas de emergência que auxiliem a equilibrar o poder do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a Ucrânia e a Europa. No entanto, o caráter emergencial é muito mais um oportunismo político do que uma solução efetiva para a crise no leste europeu. Isso porque mesmo que as exportações norte-americanas para a Europa fossem liberadas, a construção da infraestrutura necessária demoraria até pelo menos o final de 2015 para ser concluída. Ademais, não há como assegurar que as exportações de GNL se destinarão para a Europa uma vez que os preços no mercado asiáticos mostram-se atualmente mais atrativos do que na bacia do Atlântico. Segundo o secretário de energia dos EUA, Enest Moniz, os EUA não tem a capacidade física para aumentar as exportações de GNL e nem a capacidade de determinar para onde irão as exportações de GNL.
As normas atuais de exportação de gás natural exigem um processo de licenciamento especial para as exportações destinadas a países que não têm acordos de livre comércio com os EUA. Os projetos de lei que tramitam no Congresso norte-americano visam, desta forma, estimular as exportações de gás para os aliados da Otan e para outros países, incluindo Japão e Índia, a partir da renúncia do processo de licenciamento e da concessão de licenças de exportação para os 24 projetos de GNL que atualmente aguardam a aprovação do Departamento de Energia. Fica claro que a indústria norte americana de petróleo e gás natural está se utilizando da crise na Criméia para pressionar, através da opinião pública internacional e doméstica, a liberalização das exportações de GNL, principalmente para a Ásia.
Apesar do oportunismo político no entorno da questão ucraniana, é fato que o aumento das exportações dos EUA irá pressionar o mercado de gás natural enfraquecendo a posição russa, não importando para onde o gás irá realmente. Os EUA encontram-se muito bem posicionados para competir com a Rússia nos mercados asiáticos, que são cada vez mais importante para os negócios da Gazprom. Na verdade, o aumento recente da produção de gás nos EUA já vem enfraquecendo a Rússia uma vez que antigos supridores do mercado norte-americano (Nigéria, Trinidad Tobago, Catar) encontram-se hoje livres para exportar para outros mercados. O Catar, por exemplo, quadruplicou seu fornecimento de gás para a Europa entre 2008 e 2013.
Essa diversificação das fontes de suprimento tem levado a uma revisão dos preços para baixo. A Gazprom, que historicamente atrelava seu preço ao preço do petróleo (mantendo-se insistentemente alto), teve que fazer concessões de preços a alguns países. Ainda assim, o papel da Rússia no mercado internacional de gás natural depende apenas de suas próprias ações. Sendo o segundo maior produtor de gás natural do mundo e tendo um extenso sistema de gasodutos para a Europa, a Rússia, sem sombra de dúvida, é o fornecedor com menor custo para o continente europeu. Ademais, o avanço das negociações com a China visando o início das exportações para o país criam uma alternativa de mercado que aumenta o poder de barganha russo. Assim, se Gazprom for vista como um fornecedor confiável e não como uma ferramenta do governo russo, a posição da empresa no mercado de gás natural dificilmente poderá ser ameaçada pelo gás não convencional norte-americano.
O problema de Putin é que o uso estratégico da energia russa tem limites. A Rússia depende das receitas do petróleo e do gás para financiar suas ambições imperiais e manter a estabilidade doméstica. Assim, alienar clientes dando aos concorrentes uma abertura não é apenas um mau negócio, é uma má política também.
Bibliografia
EIA, 2014. Em http://www.eia.gov/todayinenergy/detail.cfm?id=15411
ICE, 2013. Em https://www.theice.com
Center for Responsive Politics, 2014. Em http://www.opensecrets.org/industries
NERA, 2014. Updated Macroeconomic Impacts of LNG Exports from the United States

[1] Maior país em extensão totalmente no continente europeu.
[2] Em 2013, 30% do gás importado pela Europa proveio da Rússia (EIA, 2014)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

UCRÂNIA - Soldados com símbolos nazistas.

TV norueguesa filma na Ucrânia soldados com símbolos nazistas



Uma equipe de filmagens de televisão norueguesa filmou na Ucrânia um material em que foram registrados combatentes da guarda nacional em uniformes com símbolos nazistas.



Símbolos de extrema-direita são comuns em soldados do atual regime ucraniano
A gravação mostra um soldado com seu capacete ostentando o símbolo rúnico das forças SS, enquanto o capacete de outro está decorado com a cruz suástica.

“Nós filmávamos um material sobre o batalhão Azov no povoado de Urzuf, que foi onde encontrámos estes soldados”, informou o jornalista da televisão norueguesa TV2 Oysten Bogen ao canal televisivo norte-americano NBC.

Segundo o mesmo afirmou, antes da filmagem foi perguntado a um representante do batalhão se eles tinham preferência pela ideologia nazista. "Foi-nos respondido que não era nada daquilo, que eram apenas nacionalistas ucranianos”, referiu o jornalista.

Fonte: Voz da Rússia

UCRÂNIA - Sanções contra a Rússia.

Com sanções contra a Rússia, Europa dá um tiro no pé



Um novo pacote de sanções contra a Rússia, dentro do script da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – no fundo escrito pelos Estados Unidos – acaba de ser aprovado pela União Europeia (UE). O Conselho Europeu afirma que ele poderá entrar em vigor nos próximos dias, mas a ideia é que haja “tempo para avaliar a implementação do cessar-fogo e do plano de paz” e, quem sabe, ele pode até não ser aplicado. 
O pacote foi aprovado nesta semana em que os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Petro Poroshenko (Ucrânia) conversam por telefone sobre uma saída pacífica para a situação no Sudeste da Ucrânia. Como já apontamos aqui, várias vezes, não há solução militar para a questão ucraniana. Sustentar a política suicida de Poroshenko e retomar militarmente as áreas ocupadas pelos russos-ucranianos no Leste e Sul do país, além de um convite à guerra, é uma estupidez.
Fica cada vez mais claro que não há unidade para continuar aplicando e ampliando sanções contra a Rússia. Até porque a principal atingida, mesmo que indiretamente, é a própria economia da Europa. A Alemanha e sua economia resvalam também para a recessão, em parte, devido às sanções a Rússia. Cortar financiamentos à Rússia para a compra de tecnologia e equipamentos do setor de petróleo e gás e outras medidas são, na prática, um tiro no pé da indústria e das exportações europeias.
Inclusive, há sinais de que a Rússia quer chegar a um acordo que dê autonomia ou crie uma federação no Sul e no Leste da Ucrânia, habitados por uma maioria de origem e língua russa, dando assim segurança e reconhecendo os direitos dos russos que vivem no país. Uma proposta, aliás, apresentada e defendida desde o início da crise pela chanceler alemã Angela Merkel, mas que parece “desconhecida” – ignorada – pelos atuais dirigentes da Ucrânia e pela UE-OTAN. E, claro, pela nossa mídia sempre alinhada com o Ocidente

sábado, 2 de agosto de 2014

UCRÂNIA - Regime de Kiev abateu o avião malaio.

Análise chocante de um perito alemão:
O MH17 malaio foi abatido por caças do regime de Kiev.      
– "O avião não foi atingido por um míssil"


por Peter Haisenko [*]
.. A tragédia do MH 017 malaio continua a confundir. Os registos do voo estão na Inglaterra e são agora avaliados. O que pode vir daí? Talvez mais do que se suporia. Será especialmente interessante a gravação de voz depois de se examinar a foto do cockpit fragmentado. Como perito em aviação examinei atentamente as imagens dos destroços do avião malaio que estão a circular na Internet .

Primeiro, fiquei admirado de quão poucas fotos dos destroços podem ser encontradas com o Google. São todasde baixa resolução, excepto uma: A do fragmento do cockpit abaixo da janela do lado dos pilotos. Contudo, esta imagem é chocante. Em Washington podem-se agora ouvir pontos de vista que falam de um "erro / acidente potencialmente trágico" em relação ao MH 017. Dada esta imagem particular do cockpit isso não me surpreende de todo.

Buracos de entrada e saída de projécteis na área do cockpit
. Recomendo clicar sobre a pequena foto à direita. Pode descarregá-la como ficheiro PDF, com boa resolução. Isto é necessário porque permitirá entender o que estou aqui a descrever. Os factos falam claro e alto e estão para além do âmbito da especulação: O cockpit mostra traços de disparos (shelling) ! Podem-se ver os buracos de entrada e saída. O bordo de uma parte dos buracos está inclinado para dentro. Estes são buracos mais pequenos, redondos e limpos, mostrando os pontos de entrada – a maior parte provavelmente de um projéctil com calibre de 30 milímetros. O bordo dos outros, os buracos de saída maiores e ligeiramente desgastados (frayed) mostram fragmentos de metal indicando projécteis produzidos pelo mesmo calibre. Além disso, é evidente que estes buracos de saída da camada exterior da estrutura reforçada de alumínio duplo estão retalhados ou inclinados – para fora! Além disso, podem ser vistos cortes menores, todos inclinados para fora, os quais indicam que estilhaços (shrapnel) saíram com força através da face externa (outer skin) a partir do interior do cockpit. Os rebites abertos também estão inclinados para fora.

Verificando as imagens disponíveis há uma coisa que se destaca: Todos os destroços das secções por trás do cockpit estão em grande medida intactos, excepto pelo facto de que restaram apenas fragmentos do avião. Só a parte do cockpit mostra estas marcas peculiares de destruição. Isto dá ao examinador uma pista importante. Este avião não foi atingido por um míssil na sua parte central. A destruição é limitada à área do cockpit. Agora é preciso considerar que esta parte é construída de material especialmente reforçado. Isto é assim porque o nariz de qualquer avião tem de resistir ao impacto de um grande pássaro a altas velocidades. Pode-se ver na foto que nesta área estavam instaladas ligas de alumínio significativamente mais fortes do que no restante da camada externa da fuselagem. Pode-se recordar o crash da Pan Am sobre Lockerbie. Houve um grande segmento do cockpit que, devido à sua arquitectura especial, sobreviveu ao crash numa peça inteira. No caso do voo MH 017 torna-se absolutamente claro que também houve uma explosão no interior do avião.

Destruição de tanque por um mix de munições

. Então o que poderia ter acontecido? A Rússia publicou recentemente registos de radar que confirmam [a presença de] pelo menos um SU 25 ucraniano em estreita proximidade (close proximity) do MH 017. Isto corresponde à declaração do agora ausente controlador espanhol "Carlos" que viu dois aviões caças ucranianos na vizinhança imediata do MH 017. Se agora considerarmos o armamento de um típico SU-25 aprenderemos isto: Ele está equipado com uma arma de cano duplo de 30 mm, tipo GSh-302 / AO-17A, equipada com: um pente de 250 tiros de projécteis incendiários (incendiary shells) anti-tanque e projécteis de estilhaçamento explosivo (splinter-explosive) (dum-dum), dispostos em ordem alternada. Evidentemente dispararam sobre o cockpit do MH 017 de ambos os lados: os buracos de entrada e de saída são encontrados no mesmo de segmento de cockpit!

Agora considere o que acontece quando uma série de projécteis incendiários anti-tanque e projecteis de estilhaçamento explosivo atingem o cockpit. Afinal de contas eles são concebidos para destruir um tanque moderno. Os projécteis incendiários anti-tanque atravessaram parcialmente o cockpit e saíram do outro lado numa forma ligeiramente deformada. (Peritos forenses em aviação possivelmente poderiam encontrá-los no solo presumivelmente controlado pelos militares ucranianos do regime de Kiev – o tradutor). Afinal de contas, o seu impacto é calculado para penetrar a blindagem sólida de um tanque. Além disso, os projécteis de estilhaçamento explosivo, devido aos seus numerosos impactos, também deverão provocar explosões maciças no interior do cockpit, uma vez que são concebidos para assim fazer. Dada a rápida sequência de disparo do canhão GSh-302, isto provocará uma rápida sucessão de explosões dentro da área do cockpit num curto espaço de tempo. Recorde: cada um deles é suficiente para destruir um tanque.

Que "erro" foi realmente cometido – e por quem?

. Porque o interior de um avião comercial é uma câmara pressurizada selada hermeticamente, as explosões, numa fracção de segundo, aumentarão a pressão no interior da cabine para níveis extremos ou ao ponto de ruptura. Um avião não está equipado para isto, ele explodirá como um balão. Isto explica um cenário coerente. Os fragmentos em grande medida intactos das secções traseiras romperam-se no meio do ar nos pontos mais fracos da construção, mais provavelmente sob extrema pressão interna do ar. As imagens do campo de resíduos espalhado amplamente e o segmento brutalmente danificado do cockpit ajustam-se como uma mão na luva. Além disso, um segmento da asa mostra traços de um tiro rasante, o qual em extensão directa leva ao cockpit. Curiosamente, descobri que tanto a foto de alta resolução do fragmento de bala que perfurou o cockpit como o segmento da asa com esfoladura nesse ínterim desapareceram das imagens Google. Não se pode virtualmente encontrar mais fotos dos destroços, excepto as bem conhecidas ruínas fumegantes.

Se ouvir as vozes de Washington que agora falam de um "erro / acidente potencialmente trágico", tudo o que resta é a pergunta de o que pode ter sido a natureza deste "erro" aqui perpetrado. Não me inclino a divagar muito no âmbito da especulação, mas gostaria de convidar outras pessoas a considerarem o seguinte: O MH 017 parecia semelhante no seu desenho tricolor àquele do avião do Presidente russo. O avião com o Presidente Putin a bordo estava ao mesmo tempo "próximo" do Malaysia MH 017. Em círculos da aviação "próximo" seria considerado algo entre 150 a 200 milhas [241 a 328 km}. Também, neste contexto, podemos considerar o depoimento da Sra. Tymoshenko, a qual queria abater o Presidente Putin com uma Kalashnikov.

Mas isto é pura especulação. Contudo, definitivamente, os disparos sobre o cockpit do Air Malaysia MH 017 não são especulação .
30/Julho/2014
[*] Comandante da aviação com 30 anos de experiência. Trabalhou com o B727, DC8, B747, B737, DC10 e A340. Desde 2004 tem trabalhado como escritor e jornalista. Resumo biográfico .

O original em alemão encontra-se em
www.anderweltonline.com/... e a versão em inglês em www.globalresearch.ca/...

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

sexta-feira, 25 de julho de 2014

UCRÂNIA - 10 perguntas e respostas para entender a crise.

10 perguntas e respostas para entender a crise deflagrada pela queda do avião na Ucrânia


oabama putin
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Há uma semana, o mundo acompanha com atenção os desdobramentos da queda do voo MH17 da Malaysian Airlines em solo ucraniano no último dia 16. Em meio a uma enxurrada de acusações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos quanto a autoria do ataque que derrubou a aeronave e vitimou 298 pessoas, separamos 10 perguntas que precisam ser feitas – e respondidas – para se compreender a tragédia e suas consequências.
Como o avião foi derrubado?
A resposta definitiva só poderá ser dada pelos especialistas que investigam o caso. Contudo, três versões já foram levantadas. A primeira e mais debatida no momento considera que o MH17 foi abatido por um míssil terra-ar do tipo Buk, que tem capacidade de acertar alvos a 22 mil metros, o dobro da altitude em que o avião da Malaysian Airlines voava.
Outra versão suscitada é de que a aeronave teria sido derrubada por um caça ucraniano. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, um avião de combate do país vizinho foi flagrado por sistemas de controle do ar voando a 5 km do avião malaio. Por fim, não está de todo descartada a possiblidade da queda ter ocorrido por um problema na própria aeronave.
Os rebeldes pró-russos possuem o Buk? Quem possui esse tipo de armamento?
A versão sobre o uso de um Buk para abater o MH17 surgiu no mesmo dia do desastre e foi lançado pelo governo da Ucrânia, que culpou os grupos separatistas do país pela queda do avião. Porém, não existe comprovação de que os rebeldes detenham o equipamento. Na verdade, Rússia e Ucrânia são os únicos países envolvidos no conflito que possuem o Buk, armamento criado pelos soviéticos nos anos 1970.
Por que Washington foi tão rápido em acusar os russos de participação na queda do avião?
Se a relação entre Estados Unidos e Rússia nunca foi de muita amizade no período Putin, ela azedou de vez desde o início da crise na Ucrânia, especialmente após a anexação da Crimeia aos russos e a insurgência das províncias de Donetsk e Lugansk contra o governo central ucraniano. Desde então, Washington tem aplicado rodadas de sanções contra empresas e cidadãos russos com o intuito de isolar Moscou e forçar o fim de seu apoio aos rebeldes. Desta forma, uma possível ingerência da Rússia em um evento traumático cairia como uma luva para a estratégia do governo Obama.
Por que Moscou não fez o mesmo?
Longe de estar isolado no xadrez geopolítico – basta ver o recente fortalecimento dos BRICS – Putin não deve buscar a radicalização exacerbada do confronto com o Ocidente, sob pena de perder importantes acordos comerciais, especialmente com os países da União Europeia. Por outro lado, tal situação não impediu o presidente russo de culpar a Ucrânia pela queda do avião, justificada pelo acirramento das tensões no leste do país promovido pelo governo central.
Quem irá participar das investigações sobre o desastre?
As investigações estarão a cargo de um grupo de 24 especialistas de diferentes nacionalidades ligados à Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, em inglês), órgão das Nações Unidas. Já está definido que técnicos russos e ucranianos integrarão a equipe, assim como especialistas de Holanda e Malásia, países de partida e chegada do MH17. A análise das caixas-pretas do avião será realizada na Inglaterra.
Quem mais saiu perdendo com a queda do MH17?
Evidentemente, os 298 passageiros a bordo do voo da Malaysian Airlines e seus familiares. Contudo, desde a queda do avião, o governo da Ucrânia acirrou os ataques às províncias rebeldes, elevando o número de mortos no conflito definido pela Cruz Vermelha como guerra civil. Somente desde o início de junho, mais de 250 civis foram mortos na região de Lugansk. Seis eram crianças.
Por que a União Europeia não seguiu os Estados Unidos e demora em aplicar novas sanções à Rússia?
Diferentemente dos norte-americanos, os países europeus têm a Rússia como uma grande parceira comercial e alguns deles, casos de Itália e Alemanha, dependem do fornecimento de gás russo. Caso uma nova rodada de sanções seja aprovada, ela deve dividir os países do bloco. Enquanto o Reino Unido lidera o movimento pró-sanções, o governo francês garantiu que vai entregar à Rússia, em outubro, o primeiro de dois navios de guerra contratados por Moscou junto à Mistral em 2011. Outro país preocupado com aprofundar as punições contra os russos é a Alemanha. Segundo membros do governo de Angela Merkel, a situação atual pode diminuir em até 6 milhões de euros o volume de exportações alemãs para a Rússia.
As sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia afetam o comércio entre os dois países?
Não e inclusive as trocas comerciais entre ambos cresceu 16% de janeiro a maio em comparação a igual período de 2013. Todas as sanções até agora aprovadas por Washington atingiram indivíduos e empresas russas que estariam impedidas, por exemplo, de realizar transações financeiras em dólar e teriam bens congelados nos Estados Unidos.
Há risco da queda do MH17 desembocar em um conflito armado entre russos e norte-americanos?
As chances são próximas a zero. Hoje, assim como nos tempos da Guerra Fria, Rússia e Estados Unidos não possuem nenhum interesse em uma guerra direta. É mais provável, porém, que disputas como o da Ucrânia marquem uma polarização ainda mais profunda entre as nações. Já no campo econômico, Washington tende a cerrar mais fileiras ao lado da Europa Ocidental enquanto Moscou deve buscar maior cooperação com China, Índia e, em menor escala, Brasil.
Qual o papel da grande mídia nessa disputa?
Tomando partido de um lado ou de outro, os principais canais de notícias internacionais têm apenas auxiliado na disputa entre russos e o Ocidente. Enquanto BBC e, principalmente, CNN martelam a visão norte-americana sobre a queda do MH17, Russia Today, canal russo alinhado a Putin, busca apontar incongruências no discurso do governo ucraniano e apresentar a versão russa da história.
Pedro Muxfeldt Oliveira
Sobre o Autor
Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atualmente trabalha no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro. Antes disso, foi repórter do site Yahoo! Esportes e colaborador do Goal.com.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

UCRÂNIA - Como funciona a propaganda dos EUA.


Culpa por insinuação: Como funciona a propaganda dos EUA



Por Paul Craig Roberts
Por que os EUA não se uniram ao presidente Putin, da Rússia, que exigiu investigação internacional objetiva, não politizada, feita por especialistas, do caso do avião da Malaysian Airlines? 
O governo russo continua a distribuir fatos, inclusive fotos de satélite que mostram que havia Buks antiaéreos ucranianos em pontos dos quais o avião de passageiros pode ter sido abatido por aquele tipo de veículo armado, e documentos de que um jato de combate ucraniano SU-25 aproximou-se rapidamente do avião malaio antes de o avião ser abatido. O chefe do Diretorado de Operações dos militares russos disse em conferência de imprensa em Moscou ontem (21), que a presença do jato militar ucraniano foi confirmada pelo centro de monitoramento de Rostov. 
O Ministério de Defesa da Rússia observou que, no momento em que o MH-17 foi abatido, um satélite dos EUA sobrevoava a área. O governo russo exige que os EUA disponibilizem as fotos e dados capturados por aquele satélite.
O presidente Putin já repetiu várias vezes que a investigação do voo MH-17 requer “um grupo representativo de especialistas trabalhando juntos sob orientação da ICAO ( International Civil Aviation Organization ).” Putin, ao exigir investigação independente pelos especialistas da ICAO não age como quem tenha algo a esconder.
Falando diretamente a Washington, Putin disse: “Até que se conheçam os resultados dessa investigação, ninguém ( nem a “nação excepcional” ) tem o direito de usar essa tragédia para fazer avançar seus objetivos políticos egoístas estreitos.” 
Putin relembrou aos EUA: “Nós várias vezes pedimos que os dois lados suspendessem imediatamente o banho de sangue e sentassem à mesa de negociações. O que se pode dizer com certeza é que, se as operações militares não tivessem sido reiniciadas [por Kiev] no dia 28/6 no leste da Ucrânia, essa tragédia não teria acontecido.”
E o que respondem os EUA?
Só mentiras e insinuações.
Acusações 
Anteontem (20), o secretário de estado dos EUA, confirmou que federalistas pró-Rússia estavam envolvidos na derrubada do avião malaio, e disse que seria “bem claro” que a Rússia esta[ria] envolvida. Eis as palavras de Kerry: “É bem claro que há um sistema que foi transferido da Rússia para as mãos de separatistas. Sabemos com certeza, com certeza, que os ucranianos não têm tal sistema em ponto algum nos arredores daquele local naquela hora, portanto é óbvio que há um dedo muito claro dos separatistas.”
A declaração de Kerry é mais uma da infindáveis mentiras que secretários de Estado dos EUA mentiram ao longo do século 21. Quem poderia esquecer o pacote de mentiras que Colin Powell mentiu descaradamente na ONU sobre as “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein? Ou a mentira que Kerry repetiu incontáveis vezes, de que Assad “usou armas químicas contra seu próprio povo”? Ou as infindáveis mentiras sobre “bombas atômicas do Irã”? 
Recordem que Kerry, várias vezes, disse que os EUA teriam provas de que Assad ‘cruzara’ a “linha vermelha” e usara armas químicas. Mas Kerry jamais conseguiu comprovar o que dizia, nunca apresentou uma única prova, que fosse. Os EUA não tinham prova alguma a entregar ao primeiro-ministro britânico, nem mesmo para ajudá-lo a conseguir que o Parlamento aprovasse a participação britânica ao lado dos EUA, num ataque militar contra a Síria! O Parlamento então disse ao primeiro-ministro inglês: “sem provas, nada de guerra”. 
Agora, aí está Kerry outra vez a declarar que tem “certeza”, em ‘declarações’ que já foram desmentidas por fotos do satélite russo e incontáveis provas de testemunhas no solo. 
Por que Washington não distribui as fotos do satélite norte-americano? 
Mentiras
A resposta é: pela mesma razão pela qual Washington não distribuirá os vídeos que confiscou e que, dizem os EUA, ‘comprovam’ que um avião de passageiros sequestrado atingiu o Pentágono dia 11/9. Nenhum vídeo comprova o que os EUA mentem sobre o 11/9; assim como nenhuma foto de satélite comprova as mentiras de Kerry sobre o avião malaio.
Inspetores de armas da ONU em campo, no Iraque, relataram que o Iraque não tinha armas de destruição em massa. Mas esse fato comprovado, porque desmascararia a propaganda dos EUA, foi simplesmente ignorado. Os EUA iniciaram guerra terrivelmente destrutiva, baseados numa mentira intencional mentida em Washington.
Inspetores da Comissão Internacional de Energia Atômica em campo, no Irã, e todas as 16 agências de inteligência dos EUA relataram que o Irã não tinha ( como não tem ) programa de armas nucleares. Mas esse fato comprovado era inconsistente com a agenda de guerra de Washington e foi ignorado: pelo governo dos EUA e pela imprensa-empresa press-tituta.
Agora estamos testemunhando a mesma coisa, ante a ausência de qualquer evidência que comprovasse que a Rússia teria algo a ver com a derrubada do avião malaio.
Nem todos, no governo dos EUA, são tão irresponsáveis e imorais quanto Kerry e John McCain. Esses mentem. A maioria dos agentes do governo dos EUA vivem de insinuações.
A senadora Diane Feinstein é exemplo perfeito. Entrevistada pelo canal CNN da imprensa-empresa press-tituta, Feinstein disse: “A questão é: onde está Putin? Eu diria ‘Putin, seja homem. Você tem de falar ao mundo. Tem de dizer. Se foi um erro, como espero que tenha sido, diga!”
Putin não faz outra coisa que não seja falar ao mundo, sem parar, exigindo quese faça investigação por especialistas, não politizada. E Feinstein a perguntar por que Putin se esconde em silêncio! Feinstein lá estava para insinuar que ‘sabemos que você é culpado. Só não sabemos se foi crime deliberado ou acidental.’ 
O modo como todo o ciclo ocidental de noticiário foi orquestrado para instantaneamente culpar a Rússia, desde muito antes de que surja qualquer informação real confiável, sugere que a derrubada do avião malaio foi operação dos EUA. 
É possível, é claro, que a bem adestrada imprensa-empresa press-tituta não precise de orquestração alguma vinda de Washington, para imediatamente culpar a Rússia. Por outro lado, alguns dos desempenhos ‘televisivos’ parecem tão bem ensaiados, que simplesmente têm de ter sido preparados com antecedência. 
Manipulação
Também foi preparado com antecedência o vídeo de Youtube montado para ‘mostrar’ um general russo e federalistas ucranianos discutindo que teriam acabado de, por engano, derrubar um avião de passageiros. 
Como já comentei, esse vídeo tem dois vícios insanáveis: já estava gravado desde antes do acidente; e, ao apresentar o que seria a fala de um militar russo, esqueceu que qualquer militar saberia ver as diferenças entre um avião de passageiros e um avião militar de combate. A própria existência daquele vídeo já implica que houve um complô para derrubar o avião e culpar a Rússia.
Já vi relatórios que dizem que o sistema russo de mísseis antiaéreos, como um de seus dispositivos de segurança, faz contato com os transponders das aeronaves, para verificar o tipo de aeronave que aparece em seu alvo. Se esses relatórios estão corretos e se os transpondersdo MH-17 forem encontrados, é possível que lá esteja gravado o contato.
Já vi notícias que dizem que o controle aéreo ucraniano mudou a rota do MH-17 e o mandou sobrevoar diretamente a área de conflito. Os transponders também indicarão se isso é verdade. Se for, há claramente uma prova, pelo menos circunstancial, de que foi ato intencional de Kiev – e ato que teria de ter sido aprovado pelos EUA.
Há notícias ainda de que haveria uma divergência entre os militares ucranianos e milícias não oficializadas formadas por extremistas ucranianos de direita, que aparentemente foram os primeiros a atacar os federalistas. É possível que Washington tenha usado aqueles extremistas para derrubar o avião malaio, para inculpar os russos e usar as acusações para pressionar a União Europeia a acompanhar as sanções unilaterais dos EUA contra a Rússia. Sabe-se que os EUA estão desesperados para conseguir quebrar os crescentes laços econômicos e políticos entre Rússia e Europa. 
Se havia um complô para derrubar um avião de passageiros, todos os dispositivos de segurança do sistema de mísseis teriam sido desligados, para que não abortassem o ataque e para que não houvesse registro de ataque, não acidental, mas deliberado. Essa pode ser a razão pela qual os ucranianos mandaram um jato para ‘inspecionar’ de perto o avião malaio. É possível que o alvo fosse o avião presidencial de Putin, e a incompetência dos criminosos os tenha levado a destruir um avião de passageiros.
Há inúmeras explicações possíveis. É importante, agora, manter a mente aberta e resistir contra a propaganda dos EUA, até que apareçam os fatos e as provas. No mínimo, os EUA são culpados por usar o incidente para inculpar os russos ‘antecipadamente’, antes de qualquer prova. 
Washington
Até agora, Washington só distribuiu acusações gratuitas e insinuações. E se Washington continuar a só distribuir acusações e insinuações sem provas... logo se saberá com certeza de quem é a culpa.
Enquanto isso, lembrem do menino que gritou “lobo!”, sem haver lobo algum, muitas vezes. Tantas vezes mentiu que, quando o lobo afinal realmente apareceu, ninguém acreditou nos gritos do menino. Será esse o destino final de Washington?
Nas guerras que declarou ao Iraque, ao Afeganistão, à Líbia, à Somália e à Síria, os EUA sempre se esconderam atrás de mentiras. Por quê? Se Washington quer guerra contra o Irã, a Rússia e a China, por que não declara guerra? 
A razão é que a Constituição dos EUA exige que, para que haja guerra, o Congresso emita uma Declaração de Guerra. Com esse dispositivo, se esperava que o Congresso conseguisse impedir que o Executivo fizesse as guerras que quisesse, para promover as agendas ocultas que bem entendesse. Agora, quando já abdicou dessa responsabilidade constitucional, o Congresso dos EUA já é cúmplice nos crimes de guerra do Executivo. 
E ao aprovar o assassinato premeditado de palestinos por Israel, o governo dos EUA já é cúmplice também nos crimes de guerra de Israel.
Agora, se pergunte a você mesmo e responda: o mundo não seria mais seguro, lugar de menos mortes, menos destruição e menos refugiados sem teto, e não seria lugar de mais verdade e mais justiça, se os EUA e Israel não existissem?
Paul Craig Roberts é um economista norte-americano e colunista do Creators Syndicate. Serviu como secretário-assistente do Tesouro na administração Reagan e foi destacado como um co-fundadorda Reaganomics. Ex-editor e colunista do Wall Street Journal, Business Week e Scripps Howard News Service.

UCRÂNIA - Ordenaram ao MH17 que voasse a uma altitude mais baixa.

Ordenaram ao MH17 que voasse sobre a zona de guerra no Leste da Ucrânia

– A Malaysian Airlines confirma que recebeu instruções para que o MH17 voasse a uma altitude mais baixa sobre o Leste da Ucrânia

por Michel Chossudovsky
. Sobre a questão do plano de voo (flight path) seguido pelo MH17, a Malaysian Airlines confirma que o piloto recebeu instruções da torre de controle de tráfego de Kiev para voar a uma altitude mais baixa no momento em que entrou no espaço aéreo da Ucrânia.
"O MH17 possuía um plano de voo exigindo que voasse a 35 mil pés através do espaço aéreo ucraniano. Isto está próximo da altitude "óptima".

"Contudo, a altitude de um avião é determinado pelo controle do tráfego aéreo no terreno. Ao entrar no espaço aéreo ucraniano, o MH17 foi instruído pelo seu controle de tráfego aéreo para que voasse a 33 mil pés".

(Para mais pormenores ver comunicados de imprensa em: www.malaysiaairlines.com/my/en/site/mh17.html )

. A altitude de voo de 33 mil pés [10 km] está 1000 pés [305 m] acima do limite (ver imagem ao lado). A exigência das autoridades ucranianas de controle de tráfego aéreo foi implementada.
Desvio do plano de voo "normal" que fora aprovado
Em relação ao plano de voo do MH17, a Malaysian Airlines confirma que seguiu as regras estabelecidas pelo Eurocontrol e pela International Civil Aviation Authority (ICAO) (negritos acrescentados):
Gostaria de mencionar comentários recentes divulgados por responsáveis do Eurocontrol, o organismo que aprova planos de voo europeus sob as regras do ICAO. Segundo o Wall Street Journal, os responsáveis declararam que cerca de 400 voos comerciais, incluindo 150 voos internacionais atravessavam diariamente o Leste da Ucrânia antes do crash. Responsáveis do Eurocontrol também declararam que nos dois dias anteriores ao incidente, 75 diferentes companhias aéreas voaram a mesma rota do MH17. O plano de voo do MH17 seguia uma rota aérea importante e movimentada, como uma auto-estrada no céu. Ele seguia uma rota que fora especificada pelas autoridades internacionais da aviação, aprovada pelo Eurocontrol e utilizada por centenas de outros aviões.
O aparelho voava à altitude estabelecida, e considerada segura, pelo controle local de tráfego aéreo. E nunca se desviou no interior daquele espaço aéreo restringido. [esta declaração da MAS é refutada por evidências recentes].

O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas, sobre o terreno, as regras de guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil.

A rota sobre o espaço aéreo da Ucrânia onde se verificou o incidente é habitualmente utilizada para voos da Europa para a Ásia. Um voo de uma outra companhia aérea estava na mesma rota no momento do incidente com o MH17, assim como um certo número de outros voos de outras companhias aéreas nos dias e semanas anteriores. O Eurocontrol mantém registos de todos os voos através do espaço aéreo europeu, incluindo aqueles através da Ucrânia.
O que esta declaração confirma é que o "plano de voo habitual" do MH17 era semelhante aos planos de voo de cerca de 150 voos internacionais diários através da Ucrânia do Leste. Segundo a Malaysian Airlines, "A rota habitual de voo [através do Mar de Azov] fora anteriormente declarada segura pela Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO). A International Air Transportation Association havia declarado que o espaço aéreo que o avião atravessava não estava sujeito a restrições".
O plano de voo aprovado está indicado nos mapas abaixo.

. O plano de voo regular do MH17 (e de outros voos internacionais) ao longo de um período de dez dias antes de 17 de Julho (a data do desastre), cruzando a Ucrânia do Leste numa direcção para Sudeste é através do Mar de Azov. (ver mapa ao lado)
O plano de voo foi alterado em 17 de Julho.
O voo e seus operadores seguiram as regras. Mas sobre o terreno, as regras da guerra foram rompidas. Num acto inaceitável de agressão, parece que o MH17 foi derrubado; seus passageiros e tripulantes mortos por um míssil. (MAS, ibid)
Embora os registos áudio do voo MH17 tenham sido confiscados pelo governo de Kiev, a ordem para alterar o plano de voo não veio do Eurocontrol.
Será que a ordem para alterar o plano de voo veio das autoridades ucranianas? Será que o piloto recebeu instruções para mudar a rota?

Falsificações dos media britânicos: "Vamos fazer aparecer uma tempestade"
Reportagens dos media britânicos reconhecem que houve uma alteração no plano de voo, afirmando sem prova que foi para "evitar temporais com trovões (thunderstorms) no Sul da Ucrânia".

O director de operações da MAS, Capitão Izham Ismail também refutou afirmações de que a meteorologia tempestuosa (heavy weather) levasse o MH17 a alterar seu plano de voo. "Não houve relatos do piloto a sugerir que isto fosse caso", disse Izham. ( News Malaysia , 20/Julho/2014)

O que é significativo, contudo, é que os media ocidentais reconheceram que a alteração no plano de voo ocorreu e que a narrativa da "meteorologia tempestuosa" é uma falsificação.

Caças da Ucrânia num corredor reservado para a aviação comercial
Vale a pena notar que um caça SU-25 ucraniano equipado com mísseis R-60 ar-ar foi detectado a 5-10 km do avião da Malásia, dentro de um corredor aéreo reservado à aviação civil.

.
Imagem: cortesia do Ministério da Defesa russo
Qual foi a finalidade desta deslocação da força aérea? Estava o caça ucraniano a "escoltar" o avião da Malásia numa direcção vinda do Norte rumo à zona de guerra?
A alteração no plano de voo do MH17 da Malaysian Airlines em 17 de Julho está indicada claramente no mapa abaixo. Ela conduz o MH17 sobre a zona de guerra, nomeadamente Donetsk e Lugansk.

Comparação: Plano de voo do MH17 em 16 de Julho e plano de voo do MH17 sobre a zona de guerra em 17 de Julho de 2014
.
Capturas de écran de planos de voo do MH17 de 14 a 17/Julho/2014 14 de Julho.
15 de Julho.
16 de Julho.
17 de Julho.
O primeiro mapa dinâmico compara os dois planos de voo. O segundo plano de voo, que é aquele de 17 de Julho, conduz o avião sobre a zona de guerra do oblast de Donetsk na fronteira com o oblast de Lugansk.
As quatro imagens estáticas mostram capturas de écrans dos Planos de Voo do MH17 no período de 14 a 17 de Julho de 2014.

A informação transmitida por estes mapas sugere que o plano de voo foi alterado em 17 de Julho.

O MH17 foi desviado da rota normal do Sudoeste sobre o Mar de Azov para uma rota sobre o oblast de Donetsk.

Quem ordenou a alteração do plano de voo?

Apelamos à Malysian Airlines a que clarifique sua declaração oficial e pedimos a divulgação das gravações áudio entre o piloto e a torre de controle de tráfego aéreo de Kiev.

A transcrição destas gravações áudio deveria ser tornada pública.

Também deve ser confirmado:   Esteve o caça ucraniano SU-25 em comunicação com o avião MH17?

A evidência confirma que o plano de voo em 17 de Julho NÃO era o habitual plano de voo aprovado. Ele foi alterado.

A alteração não foi ordenada pelo Eurocontrol.

Quem esteve por trás deste plano de voo alterado que dirigiu o avião para dentro da zona de guerra, resultando em 298 mortes?
Qual foi a raxzão para alterar o plano de voo?

O prejuízo causado à Malaysian Airlines em consequências destas duas trágicas ocorrência também deve ser considerado. A Malaysian Airlines tem altos padrões de segurança e um registo excelente.

Estes dois acidentes fazem parte de um empreendimento criminoso.
Eles não resultam de negligência da parte da Malaysian Airlines, a qual enfrenta uma bancarrota potencial.
21/Julho/2014
Ver também:
  • Malaysia MH17 crash: 10 questions Russia wants Ukraine to answer
  • 10 more questions Russian military pose to Ukraine, US over MH17 crash
  • Buk M1-2 et MH17: Quelques élèments que les "experts" n'ont pas précisé.
  • How American Propaganda Works: "Guilt By Insinuation" (Como funciona a propaganda americana: "Culpado por insinuação"), Paul Craig Roberts
  • 6 questions about MH17 ignored by mainstream media

    O original encontra-se em www.globalresearch.ca/...


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • terça-feira, 22 de julho de 2014

    UCRÂNIA - Radar mostra outro avião.

    Radar mostra outro avião perto do MH17, diz Rússia

    Jornal GGN -  Em um relatório detalhado sobre os últimos momentos do voo MH17 da Malaysia Airlines, o Ministério da Defesa da Rússia destacou que radares do países detectaram uma outra aeronave na região pouco antes da queda. O chefe da força aérea russa, Igor Makushev, através de imagens de radares e satélites, afirmou que é possível que o segundo avião fosse um caça ucraniano. Ele também mostrou imagens de satélite daquilo que seriam  sistemas de mísseis terra-ar na região onde o avião caiu, e disse que os sistemas só poderiam pertencer ao exército da Ucrânia. Makushev ainda informou que o MH17 desviou de sua rota por 14 quilômetros.
    Enviado por Rodolfo Machado
    Do Yahoo
    O Ministério da Defesa da Rússia apresentou hoje seu primeiro relato detalhado sobre os momentos finais do voo MH17, da Malaysia Airlines, destacando que os radares russos localizaram uma segunda aeronave na região pouco antes da tragédia. As imagens de satélite, de acordo com a Rússia, mostram que a Ucrânia movimentou seu sistema de mísseis para a área antes do incidente.
     
    Em coletiva de imprensa, o chefe da força aérea, Igor Makushev, não comentou quem seria o responsável pelo míssil que supostamente abateu o avião na última quinta-feira. Entretanto, a versão apresentada combina com a mensagem transmitida pela televisão estatal russa nos últimos dias na qual a Ucrânia é acusada de ter derrubado a aeronave, possivelmente a partir de um avião de caça.
     
    Autoridades ucranianas e ocidentais disseram que detêm evidências que apontam os rebeldes pró-Rússia como responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines, possivelmente com um sistema de mísseis fornecido pela Rússia. Moscou nega.
     
    Com o apoio de uma elaborada apresentação de imagens de radares e satélites, Makushev afirmou que é provável que o segundo avião fosse um caça ucraniano. Ele também mostrou fotos de satélite retratando supostamente vários sistemas de mísseis terra-ar Buk na área perto de onde o avião caiu. Os sistemas, segundo ele, só poderiam pertencer ao exército ucraniano. A Ucrânia, por sua vez, acusa a Rússia de ter dado aos rebeldes um sistema Buk, com o qual eles teriam derrubado o avião de passageiros.
     
    Segundo, Makushev o avião da Malaysia Airlines se desviou de seu curso por 14 quilômetros, mas pouco antes de cair tentou voltar à rota original. Ele afirmou que a Rússia está preparada para entregar toda a informação que detém às autoridades europeias, o que inclui imagens de satélite e dados de seus próprios radares. Fonte: Dow Jones Newswires.
    Do "Zero Hedge"
    Ukraine hasn’t said how it immediately knew rebels downed Malaysian plane, notes the Russian Foreign Ministry, as it unveils 10 awkward questions for Ukraine (and perhaps the US 'snap judgment') to answer about the MH17 disaster. However, what is perhaps more concerning for the hordes of finger-pointers is that:
    • RUSSIA HAS IMAGES OF UKRAINE DEPLOYING BUK ROCKETS IN EAST: IFX
    • RUSSIA: UKRAINE MOVED BUK NEAR REBELS IN DONETSK JULY 17: IFX
    • RUSSIA DETECTED UKRAINIAN FIGHTER JET PICK UP SPEED TOWARD MH17
    Obviously, if there is proof that this is so, aside from CIA-created YouTube clips, these would deal another unpleasant blow to US foreign policy.
    The Russian defense ministry during its press conference which concluded minutes ago:
    Here is the full clip of the Russian ministry releasing its own forensic analysis of what happened to flight MH17 (with English translation).
    Russia wants to know why Ukraine moved its BUK missiles systems the day of the MH17 crash:
    • RUSSIAN GENERAL STAFF HAS SPACE IMAGES OF SECTORS OF UKRAINIAN FORCES' POSITIONS IN SOUTHEASTERN UKRAINE, INCLUDING BUK MISSILE LUNCH SITES 8 KILOMETERS FROM LUHANSK - RUSSIAN DEFENSE MINISTRY - interfax
    The day the Malaysian airliner crashed, the Ukrainian forces deployed an air defense group of three or four Buk-M1 missile batteries near Donetsk, Lt. Gen. Andrei Kartapolov, head of the Russian General Staff's Main Operations Department, told reporters on Monday.
    "These surface-to-air systems are capable of hitting targets at a distance of up to 35 kilometers at an altitude of 22 kilometers. For what purpose and against whom were these missile systems deployed? As is known, the militia has no aviation," he said.
    Russia has the flight paths of the Ukrainian fighters and MH17. Furthermore, it is asking the same question we asked last Thurday:
    • RUSSIA SAYS MH17 DIVERGED 14 KM FROM FLIGHT PATH NEAR DONETSK
    And wants to know why. The image (as seen in the presentation above) allegedly shows Ukraine fighter jets near MH17:
    Here is a screengrab of a Su-25 fighter jet detected close to MH17 before crash.
    “A Ukraine Air Force military jet was detected gaining height, it’s distance from the Malaysian Boeing was 3 to 5km,” said the head of the Main Operations Directorate of the HQ of Russia’s military forces, Lieutenant-General Andrey Kartopolov speaking at a media conference in Moscow on Monday.
    “[We] would like to get an explanation as to why the military jet was flying along a civil aviation corridor at almost the same time and at the same level as a passenger plane,” he stated.
    “The SU-25 fighter jet can gain an altitude of 10km, according to its specification,” he added. “It’s equipped with air-to-air R-60 missiles that can hit a target at a distance up to 12km, up to 5km for sure.”
    The presence of the Ukrainian military jet can be confirmed by video shots made by the Rostov monitoring center, Kartopolov stated.
    And asks for US proof of their accusations:
    • RUSSIA SAYS U.S. SATELLITE FLEW OVER MH17 AT TIME IT WAS DOWNED... which would provide all the proof needed to show who is responsible  - so why hasn't the US explained this or shown it? 
    • RUSSIA ASKS U.S. FOR EVIDENCE ROCKET FIRED FROM REBEL-HELD AREA
    • RUSSIA: NO U.S. PROOF THAT MISSILE FIRED FROM REBEL-HELD AREA
    • DEFENCE MINISTRY SAYS RUSSIA DID NOT DELIVER ANY SA-11 BUK MISSILE SYSTEMS TO SEPARATISTS IN EASTERN UKRAINE "OR ANY OTHER WEAPONS"
    And went on to rebuke all the Twitter photos created by Maidan to 'prove' the BUKs were moving in Russian hands.
    Summing it all up, the Russian Ministry of Foreign Affairs, has 10 questions for Ukraine (google translated)
    The global public expects a speedy and independent investigation into the causes of the disaster Malaysian aircraft in the airspace of Ukraine.
    In order to conduct an objective investigation of possible leadership of the Ministry of Defense of the Russian Federation has ased ten questions to the Ukrainian side.

    1. Ukrainian authorities immediately identified the militia as the perpetrators of the tragedy. What is the basis of such findings?
    2. Could official Kiev to report all the details of using [BUKs] in a war zone? Most importantly - why these systems are deployed there, as the militia no planes?
    3. What are the causes of inactivity of Ukrainian authorities on the formation of an international commission? When such a committee will work?
    4. Are the armed forces of Ukraine international experts to present papers on accounting for missiles, air-to-air and ground-to-air ammo and anti-aircraft missiles?
    5. Whether these funds objective control on the movement of the Ukrainian Air Force aircraft on the day of the tragedy brought international commission?
    6. Why Ukrainian air traffic controllers allowed deviation of the route of the aircraft to the north side of the "anti-terrorist operation zone"?
    7. Why was not completely closed to civilian aircraft airspace over the combat zone, especially because in this area there was no solid field of radar navigation?
    8. Could official Kiev to comment on reports in the net, ostensibly on behalf of the Spanish air traffic controllers working in Ukraine, which shot down over the territory of Ukraine "Boeing" was accompanied by two Ukrainian military aircraft?
    9. Why Security Service of Ukraine has begun without international representatives work with recordings of talks with Ukrainian crew dispatchers "Boeing" and Ukrainian radar data?
    10. How were the lessons from previous similar disasters Russian Tu-154 in 2001 in the Black Sea? Then the leaders of Ukraine until the last minute denied any involvement of the Armed Forces of the country to the tragedy until irrefutable evidence showed no guilt official Kiev.
    Unfortunately, there has been no response by the Ukraine side to these questions so far. We expect that there will be some answers.
    *  *  *
    Needless to say, this places Ukraine and The US (as main protagonist of "finger pointer") in an awkward position as finally someone, somewhere will have to present some actual facts instead of merely continuing the "emotional appeals" propaganda.
    We expect many of these questions to be answered once the contents of flight MH17's black box are revealed and/or when Ukraine finally releases an undoctored version of the Air Traffic control recording with the doomed flight.