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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - Se não tem tempo para se defender das baixarias, por que aceitar o debate?

Cerra e Globo descem ainda mais no final

Por que o PT aceita fazer debates na Globo na ante-véspera da eleição, quando não tem mais como responder ao jornal nacional da véspera ?



A campanha do Cerra nesta quinta-feira, no ante-penúltimo dia de atividades explícitas, desceu ao sub-mundo.

A campanha de Haddad percebeu que nos grotões das Zonas Leste e Sul da cidade, onde há eleitores mais pobres e menos ilustrados, desenvolve-se um trabalho torpe.

Funcionários de verdade e falsos funcionários das organizações municipais de Saúde visitam as donas de casa para distribuir folhetos falsos com a informação de que Haddad quer acabar com elas.

As funcionárias ou supostas (diria a Folha (*) ) funcionárias se despedem com saudação sinistra: talvez a gente não se veja mais no ano que vem – se o Haddad ganhar.

Haddad já negou que queira acabar com as OSs.

Mas, isso, para o Cerra, o inimputável, não quer dizer nada.

Ele tem três dias, ainda, para dizer o que quiser.

Depois, sem mandato, a coisa se complica.

Ele perde a prerrogativa de foro, embora jamais venha a perdê-la, no PiG(**).

Para quem ele será, sempre, inimputável.

Até que a Elite alugue outra barriga mais eficaz que a dos tucanos de São Paulo.

Quem desce também às profundezas do lixão, nesse fim de campanha, é a Globo.

A mesma Globo que, num exercício sado-masoquista, o Governo continua a financiar, maciçamente.

A Globo para-estatal é a mesma que dá 18′ ao julgamento do mensalão (o do PT).

E compra e não exibe as pesquisas Globope e Datafolha que mostram, como no tréquim, a ampla liderança do Haddad.

Os filhos do Roberto Marinho - eles não tem nome próprio – e o Ali Kamel são especialistas na matéria: do escândalo da Proconsult; à edição do jornal nacional no sábado antes do segundo turno de 1989; ao segundo turno de 2006, quando o Ali Kamel ignorou o desastre da Gol para não despaginar o jornal nacional e dar ao Alckmin um segundo turno (em que teve menos votos que no primeiro).

Eles entendem disso mais do que nenhuma outra televisão do mundo.

Nem nos bons tempos de “El Lobo” Emilio Azcárraga, na Televisa, se fraudou tanto para o PRI.

Aqui, a Globo nada de braçada numa lei de 1962, quando não havia rede nacional e o número de espectadores em todo o país não passava de 2 milhões.

E o Bernardo não faz a Ley de Medios…

Só que o PT reagiu.

Nas mesmas regiões Sul e Leste o PT foi para a rua.

Vai usar o telemarketing.

E responder ao Cerra no horário eleitoral.

Haddad ainda tem que pular dois obstáculos monumentais, até domingo.

O debate amanhã, sexta, na Globo, quando tudo pode acontecer:

Um filho bastardo, um cheque sem fundos, um desvio sexual, uma profanação de templo, um assalto a mão armada, uma conta em Cayman (Êpa, isso não! Conta em Cayman pode!), um aborto (Êpa, Êpa, isso também pode – no Chile), o assassinato do Max.

E o obstáculo da edição do jornal nacional de sábado, com a “reportagem” sobre o debate, tão isenta quanto a cobertura de 18′ do julgamento do mensalão.

A vitoria de Haddad, Lula e Dilma em Sao Paulo será um capitulo de ouro na História do Trabalhismo, e na História da Justiça como Instrumento da Política Eleitoral.

Um trabalhista ter que enfrentar a Globo no mesmo terreno em que habita a Veja, dentre os detritos da maré baixa, isso é normal.

Embora seja inadmissível, como observou o Saul Leblon: que as eleições sejam refens da Globo e do Ali Kamel.

O que faz da vitória de Haddad um evento Histórico é enfrentar um julgamento noSupremo Tribunal de Salém a tempo e a hora de o jornal nacional poder explorá-lo, ao longo de 18′.

Houve um tempo em que o STF teve pudor, como lembrou Marcos Coimbra.
Mas, faz muito tempo.

Quando o ódio ao Lula era ainda dissimulado.

Agora está exposto.

E se manifesta no horário nobre – da Globo e da TV Justiça (sic).

Em tempo: por que o PT aceita fazer debates na Globo na sexta-feira antes da eleição, quando não tem mais como responder ao jornal nacional da véspera da eleição? Que Se o horário eleitoral acaba na sexta, o candidato tabalhista fica sem armas para constestar o que o jornal nacional de sábado vai dizer que aconteceu na sexta. Por que ser refem da Globo ? Dar a cara para bater ?

ELEIÇÕES - E a Globo, será punida?

Globo será punida por crime eleitoral?

Por Altamiro Borges

O Movimento dos Sem Mídia (MSM), liderado pelo blogueiro Eduardo Guimarães, ingressou hoje à tarde com uma representação na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) contra a TV Globo. O motivo da ação foi a descarada edição do Jornal Nacional de quarta-feira (24), que usou longos 18 minutos para fazer escarcéu com o julgamento do chamado “mensalão do PT”. O MSM argumenta que a emissora cometeu “crime eleitoral” visando interferir nos resultados do pleito de domingo próximo.

Outra representação também poderia ser protocolada pelo combativo Eduardo Guimarães contra a mesma TV Globo por ela omitir os resultados das últimas pesquisas sobre as eleições para a prefeitura paulistana. O Jornal Nacional simplesmente não divulgou as duas mais recentes sondagens do Ibope, contratadas pela própria emissora, que apontam folgada vantagem de Fernando Haddad – 49% das intenções de voto contra 36% do tucano José Serra. A escancarada omissão caracterizaria outro “crime eleitoral”.

Kamel e João Roberto Marinho

Segundo o sítio Brasil 247, a decisão de esconder os resultados das pesquisas partiu diretamente de Ali Kamel, diretor da Central Globo de Jornalismo, e de João Roberto Marinho, um dos três filhos do falecido chefão do império midiático. “Na quarta-feira, 24, ao saber que pesquisa encomendada pela própria Rede Globo ao Ibope havia apontado larga dianteira de Fernando Haddad sobre José Serra, Kamel correu para a sala de João Roberto Marinho e, ainda mais rápido, ordenou que nenhum dos telejornais da casa noticiaria o fato. Os números, afinal, estavam em desacordo com os interesses do patrão".

As duas manobras grosseiras da poderosa emissora – realce para o julgamento do “mensalão petista” e omissão dos resultados das pesquisas eleitorais - deveriam servir de alerta para o governo federal. Até hoje a presidenta Dilma Rousseff vacila em apresentar para debate na sociedade uma proposta de novo marco regulatório para a comunicação. As emissoras de rádio e tevê exploram concessões publicas e, na maioria dos países do planeta, elas são reguladas por leis para evitar deformações. No Brasil, elas fazem o que querem!

"Masoquismo midiático" do governo

A representação do MSM questiona a própria outorga da TV Globo. Nada mais justo. Afinal, ela teria cometido mais um dos tantos crimes que já patrocinou em sua longa história golpista – contra Leonel Brizola, contra a campanha das Diretas-Já, contra o ex-presidente Lula, contra os movimentos sociais e contra tudo o que há de progressista no país. Mas, apesar de representar um risco para a democracia, o governo não toma qualquer atitude. Pelo contrário, Dilma continua alimentando cobras!

Como afirma o deputado petista Fernando Ferro, o governo padece de uma espécie de “masoquismo midiático”. Ele apanha e continua bancando milhões de reais em publicidade oficial. “Dos R$ 161 milhões repassados às emissoras de rádios, TV, jornais, revistas e sites, desde o início do governo Dilma, R$ 50 milhões foram destinados apenas para a TV Globo, quase um terço de toda a verba publicitária – ao todo, o Sistema Globo de Comunicações recebeu R$ 55 milhões”. E ele conclui de forma corajosa:

“Em outros termos, pagamos uma mídia para nos atacar, nos destruir e se organizar em quadrilhas, como no caso da dobradinha Veja/Cachoeira. Isto não é justo. Não é correto. Precisamos rever a distribuição de verbas publicitárias, que hoje se constituem num verdadeiro acinte à democracia. Não se trata apenas de regular os meios de comunicação, devemos promover uma justa redistribuição das verbas publicitárias... Ou tomamos gosto por rituais de sadomasoquismo midiático ou praticamos a gentileza dos submissos”.

sábado, 20 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - O voto do Paul Singer.

A escolha de Paul Singer para a eleição de São Paulo

Por Marco Antonio L.

O mapa eleitoral e meu voto em Haddad

Por Paul Singer, na Folha de S.Paulo

Do ponto de vista da população mais pobre de qualquer cidade, a eleição que tem mais possibilidade de mudar sua vida para pior ou melhor é a municipal.
As políticas do governo federal e estadual também afetam os mais pobres, mas de modo mais indireto. O governo estadual, por exemplo, tem a seu cargo a segurança pública no Estado -algo importante para qualquer cidadão, mas sobretudo para os que são obrigados a morar em áreas em que a criminalidade é mais presente e ameaçadora.
Não obstante, é o governo municipal que responde pela iluminação pública e, especialmente, por políticas sociais que impactam as condições de vida dos moradores mais humildes. A atenção à população mais carente é um aspecto fundamental na escolha do prefeito.
É preciso votar levando em consideração que é a prefeitura que responde pelo registro das famílias mais carentes no Programa Bolsa Família, por exemplo. Ela tem grande possibilidade de agir em parceria com o governo federal no programa Brasil sem Miséria, de ajudar a resgatar famílias que vivem em bolsões de extrema pobreza. A redução da miséria, aliás, certamente ajudará a diminuir inclusive a criminalidade, na cidade inteira.
Eis, então, a razão pela qual votarei em Haddad desde o primeiro turno: estou certo de que ele priorizará a luta contra a miséria, como fazem os diferentes governos chefiados por políticos do PT.
Nesta questão, a diferença em relação aos governos chefiados pelo PSDB é inegável.
E os eleitores sabem disso. Basta ver o mapa eleitoral de São Paulo em qualquer eleição municipal para verificar que os candidatos do PSDB vencem nas áreas mais opulentas, enquanto os candidatos do PT são os preferidos na periferia.
Quanto maior a pobreza em uma região, maior a vantagem relativa do PT. No primeiro turno destas eleições municipais, novamente tal fato foi comprovado.
Além de Fernando Haddad ser o candidato do PT, minha preferência por ele se deve ao fato de que eu o conheço há muito tempo e, assim, sei de sua inteligência e do seu empenho em tornar a sociedade brasileira mais justa, menos desigual.
Nesse sentido, o que Haddad fez como ministro de Educação é notável, sobretudo na expansão do ensino público em nível universitário, área em que os governos do PSDB se notabilizaram pela ausência.
Na gestão do PSDB, os jovens de famílias de baixa renda estavam praticamente condenados a tentar estudar em universidades privadas, já que eram barrados pelos vestibulares nas universidades públicas.
Os governos de Lula e Dilma, em que Haddad serviu como ministro de Educação, priorizaram a expansão das universidades públicas, permitindo o acesso de estudantes mais pobres. Além disso, o ProUni abriu centenas de milhares de vagas em universidades privadas a eles.
Outra política importante foi a multiplicação dos Institutos de Educação Científica e Tecnológica, que foram localizados nas áreas desprivilegiadas do país. Nesses institutos, está sendo efetivado o Programa Mulheres Mil, que dá formação profissional a mulheres de baixa renda. O programa já resgatou dezenas de milhares da pobreza. Quem ouve os depoimentos dessas mulheres percebe que não são poucas as que querem continuar estudando até alcançar um diploma universitário.
No ministério, Haddad se cercou de uma equipe disposta a fazer da educação uma arma na luta contra a opressão da mulher e contra a exclusão preconceituosa de negros e indígenas das oportunidades de exercer plenamente seus direitos como seres humanos e trabalhadores. Agora, ele tem tudo para ter grande sucesso como prefeito.
PAUL SINGER, 80, é economista e secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego

ELEIÇÕES - "Conosco ninguém podemos"

 


Hegemonia PT 3.0
Fernando Rodrigues

Fernando Haddad protagonizou uma das mais espetaculares recuperações numa campanha para prefeito de São Paulo e deve dar ao PT, dizem as pesquisas, o comando da maior cidade do país.

A eleição paulistana é um passo relevante no projeto de hegemonia política do PT. Nenhum partido cresce de maneira orgânica e consistente como o PT a cada disputa municipal. A sigla sempre se sai melhor.
PMDB, PSDB, DEM (o antigo PFL) e outros já tiveram dias de glória, mas acumulam também vários revezes. O PT, não. Só cresce.

Embora já tenha vencido em São Paulo duas vezes (em 1988, com Luiza Erundina, e em 2000, com Marta Suplicy), agora com Fernando Haddad é uma espécie de PT 3.0 que pode chegar ao poder.

Não há outro partido da safra pós-ditadura militar que tenha conseguido fazer essa transição de gerações. O poderio sólido e real que o PT constrói encontra rival de verdade apenas na velha Aliança Renovadora Nacional (Arena), a agremiação criada pelos generais para comandar o Brasil -com a enorme diferença de hoje o país viver em plena democracia.

Alguns dirão que o PMDB mandou muito no final dos anos 80. Mais ou menos. Tratava-se de um aglomerado de políticos filiados a uma mesma sigla. Não havia orientação central.

O PSDB ganhou em 1994 o Planalto e os governos de São Paulo, Rio e Minas Gerais. Muito poder. Só que os tucanos nunca tiveram um "centralismo democrático" (sic) "à la PT".

No dia 28 de outubro, há indícios de que o PT novamente sairá das urnas como o grande vencedor nas cidades com mais de 200 mil eleitores, podendo levar pela terceira vez a joia da coroa, São Paulo.

Ao votar dessa forma, o eleitor protagoniza duas atitudes -e não faço aqui juízo de valor, só constato. Elege seu prefeito e entrega à sigla de Lula um grande voto de confiança para fazer do PT cada vez mais um partido hegemônico no país.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br


Leia mais em: O Esquerdopata: Conosco ninguém podemos

terça-feira, 16 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - Nas ruas e na TV, tucanos vão ao ataque

16/10/12 às 16h10

Nas ruas e na TV, tucanos vão ao ataque

 
serra no jd sônia 2 Nas ruas e na TV, tucanos vão ao ataque
Perdido por um, perdido por dez, costumam dizer os boleiros quando só lhes resta ir ao ataque para virar o jogo.
Com 10 a 12 pontos de desvantagem para o petista Fernando Haddad, nas primeiras pesquisas do Datafolha e do Ibope no segundo turno em São Paulo, faltando apenas 12 dias para a eleição, o candidato tucano José Serra intensifica suas ações nas ruas, ao mesmo tempo em que ataca o adversário no rádio e na televisão.
O objetivo central da estratégia tucana é desqualificar o adversário, mostrando o seu despreparo em comparação com a experiência administrativa de Serra nos três níveis de governo, sem deixar de apresentar as propostas do candidato para os próximos quatro anos. Como no futebol, o perigo é ficar só no ataque e desguarnecer a defesa.
Conversei na manhã desta terça-feira com o deputado federal Edson Aparecido, coordenador geral da campanha do PSDB, sobre estes primeiros dias do segundo turno.
Aparecido fez uma avaliação positiva, destacando o apoio recebido por três partidos na semana passada (PDT, PTB e PPS) e a receptividade encontrada nas atividades de rua programadas para "colocar Serra em contato com as pessoas".
A ideia é levar estas imagens das ruas para a televisão junto com as propostas do programa de governo apresentado por Serra na noite de segunda-feira, em que o PSDB prioriza cinco áreas: saúde, habitação, mobilidade urbana, educação e urbanização de favelas.
"No segundo turno, o eleitor faz uma comparação entre os dois candidatos para responder a uma pergunta chave: o que esse cara vai melhorar na minha vida?", diz o coordenador da campanha tucana.
Os ataques diretos ao PT e a Haddad por conta do mensalão, que já começaram, devem ficar mais concentrados na voz de terceiros nos comerciais de rádio e televisão.
Na chamada "discussão de valores" proposta por Serra em sua primeira fala após a divulgação dos resultados do primeiro turno, uma coisa é certa, segundo Edson Aparecido: o pastor Silas Malafaia, que ganhou destaque na campanha, ao anunciar que vai "arrebentar o Haddad" na questão sobre sobre o "kit gay", não entrará nos programas de rádio e televisão, limitando-se aos seus próprios canais nas redes sociais.
O tema deverá perder força na campanha depois que a imprensa revelou a semelhança entre o projeto do Ministério da Educação, na época de Haddad, que foi descartado pela presidente Dilma Rousseff, e um guia distribuído por Serra quando era governador.
A forma de participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que fez uma breve aparição no programa do PSDB durante o primeiro turno, ainda está sendo discutida pelo comando da campanha.
As esperanças dos tucanos para virar o jogo, com o desafio de descontar quase um gol por dia, estão baseadas nos trackings, as pesquisas internas do partido, que apontam diminuição da rejeição de Serra e aumento da rejeição de Haddad.
"Nossos levantamentos estão mostrando que a disputa vai ficando outra vez embolada, como no primeiro turno. Esta eleição vai ser decidida pau a pau", prevê o coordenador tucano.http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - O kit gay do Serra.

O kit gay de Serra, por Mônica Bérgamo

Autor:
 
Do Manual
A homossexualidade não é doença física nem problema psicológico. Hoje já se sabe que ser gay ou lésbica não é uma opção, porque não implica uma escolha.
O homossexual não opta por ser homossexual, assim como o heterossexual não escolhe ser heterossexual, o mesmo acontecendo com os bissexuais.
• É impossível a um homossexual levar ou influenciar outra pessoa a ter a mesma orientação sexual que a dele. Da mesma maneira, não se cura a homossexualidade em consultórios psiquiátricos ou cultos religiosos.


Da Folha Online
Serra distribuiu material igual ao 'kit gay' em SP
MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA
O candidato a prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) distribuiu para as escolas paulistas, em 2009, quando era governador, um material semelhante ao que o MEC (Ministério da Educação), na gestão de Fernando Haddad (PT), começava a elaborar para combater a homofobia nas escolas.
O guia do governo de SP é assinado por Serra, pelo então vice-governador Alberto Goldman e pelo então secretário estadual de Educação, Paulo Renato Souza (Leia a notícia aqui)
Até um dos vídeos recomendados pelo kit tucano, "Boneca na Mochila", é igual ao que o ministério estudava divulgar.
Destinado aos professores, o guia aconselha que eles mostrem aos alunos desenhos ou figuras de "duas garotas de mãos dadas, dois garotos de mãos dadas, uma garota e um garoto se beijando no rosto, dois homens se abraçando depois que um deles faz um gol e duas garotas se beijando".
Logo depois, os professores deveriam perguntar aos alunos sobre as "sensações" que as imagens despertavam. E discutir com eles diversidade e homofobia.
"Explique que, em nossa sociedade, tudo o que foge a certo padrão de masculinidade e feminilidade é, muitas vezes, visto com estranhamento. E desse estranhamento surgem os preconceitos e, consequentemente, a discriminação."
As orientações estão no capítulo "Medo de que?", entre as páginas 45 e 53. (Leia a íntegra do kit tucano)
Serra hoje ataca o material do MEC, que chama de "kit gay". Depois de se reunir com o tucano, na semana passada, o pastor Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, disse que iria "arrebentar" Haddad divulgando o kit.
O material do MEC não chegou a ser distribuído por causa da reação da bancada de deputados evangélicos.
A Secretaria de Educação de SP, que ontem negou ter distribuído qualquer material sobre o assunto, diz agora que ele foi distribuído apenas a professores, ao contrário do que ocorreria com kit do MEC.
O ministério, por sua vez, informa que os kits, caso fossem aprovados, iriam para 6.000 professores, e não para os estudantes.
Íntegra da nota da secretaria
"A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo esclarece que o material "Preconceito e discriminação no contexto escolar" é distribuído apenas para a equipe docente das escolas, diferentemente do kit sobre homofobia, que foi produzido pelo Ministério da Educação para ser apresentado diretamente aos alunos.
Além de seu público-alvo não ser os estudantes, seu conteúdo se baseia em propostas de abordagens mais sutis de situações a serem discutidas. O uso desse material pelos professores não é obrigatório. Trata-se de um suporte para lidar com assuntos sensíveis, podendo o educador, a seu critério e da equipe pedagógica, aproveitar esse material na medida do seu planejamento, com acompanhamento da coordenação escolar.
Assessoria de Imprensa
Secretaria da Educação do Estado de São Paulo"

sábado, 13 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - O acerto de Serra e Malafaia

 

Por Adamastor

Apesar de aliança, Serra tenta se desvincular de pastor Silas Malafaia

No mesmo dia do ataque a Haddad, a reportagem do Terra flagrou um recado deixado pela assessoria para o Serra em um tablet. “Sobre o Malafaia, ele pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”, dizia o texto.
 Renan Truffi/Terra“Ele (Malafaia) pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”, dizia o texto recebido por Serra em seu tablet

De Renan Truffi, no Terra
Os ataques do pastor Silas Malafaia, da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, ao candidato do PT, Fernando Haddad, acenderam o sinal amarelo na campanha do tucano José Serra (PSDB-SP). O líder evangélico voltou a criticar o petista neste segundo turno por causa do kit anti-homofobia, material didático criado na época em que o candidato era ministro da Educação com o objetivo de orientar alunos da rede pública sobre a homofobia .
A última declaração polêmica do líder evangélico Silas Malafaia foi divulgada em um vídeo na quinta-feira, no qual o pastor responde à acusação de Haddad de que estaria sendo usado por Serra para ofender o petista. “Quero dar uma resposta ao candidato Haddad quando deu uma declaração estúpida ao dizer o candidato José Serra está instrumentalizando a religião contra ele. Eu quero mostrar que ele está tremendamente equivocado. As pessoas precisam entender que estamos em um estado democrático de direito e qualquer pessoa é livre para manifestar opinião, independentemente de convicção filosófica, política ou religiosa”, diz Malafaia.
“Nunca usei Deus para dizer que um candidato é do diabo e outro de Deus. Nunca uso igreja, igreja não tem titulo de eleitor, igreja não vota. Tanto pra católicos, como para evangélicos, igreja é uma instância espiritual acima disso. Quando eu estou falando é como cidadão. (…) Igreja não apoia ninguém, quem apoia sou eu”, afirmou o pastor em outro trecho do vídeo.
Antes disso, na terça-feira, Malafaia disse ao jornal Folha de S.Paulo que iria “arrebentar” com Haddad nas eleições. “O Haddad já está marcado pelos evangélicos como o candidato do ‘kit gay’. Não vamos dar moleza para ele. Haddad pode até ganhar, mas não com os votos dos evangélicos”, atacou, depois de declarar apoio a Serra.
Ainda que os ataques do pastor influenciem o voto no segmento evangélico, já que a denominação Assembleia de Deus tem cerca de 12 milhões de fieis no Brasil, a “radicalização” de Malafaia preocupou os tucanos, como se referiu um dos integrantes da campanha. No mesmo dia do ataque a Haddad, a reportagem do Terra flagrou um recado deixado pela assessoria para o Serra em um tablet. “Sobre o Malafaia, ele pediu para avisar que não vê problema em você se desvincular dele nas entrevistas”, dizia o texto.
Depois de receber o aval, Serra procurou se descolar de seu aliado na conversa que teve com os jornalistas, após caminhada pelas ruas de Pirituba, zona norte da capital paulista. “Eu não assumi nenhum compromisso com o pastor Malafaia. Ele não pediu nada em troca. As várias questões que ele coloca (como o kit anti-homofobia) não são parte da campanha. Ele quis me apoiar, eu aceito”, disse.
A estratégia é confirmada por alguns membros da campanha de Serra que não quiseram se identificar. De acordo com um deles, “não dá para controlar o Malafaia”. E a intenção é não “incorporar isso na campanha”. Outro integrante do partido disse que o recado ao pastor foi passado. “Se você quer radicalizar, o problema é seu”, explicou. Além disso, há a preocupação de que o candidato do PSDB não seja citado nos vídeos do líder evangélico. “Parece que ele não vai falar no Serra (nos ataques)”, contou.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo negou à reportagem que tenha combinado com Serra para fazer as críticas mais pesadas enquanto o candidato do PSDB faz uma “campanha limpa”. “Não sou moleque de recados de ninguém. Sou um líder evangélico e não vou me prestar a jogo sujo”. Mas disse que avisou o tucano, em reunião, que ele não precisa “dar amém” para todas suas críticas a Haddad. “Eu vou fazer minhas colocações e você não é obrigado a dizer amém”, avisou para Serra.
Esta não é a primeira vez que Malafaia sai em defesa de Serra. Em 2010, o pastor também fez campanha para o tucano, que disputava à presidência com a então candidato do PT, Dilma Rousseff. Na época, o líder evangélico dizia que era contra Dilma por causa de sua posição sobre o aborto.
Foto: Renan Truffi/Terrahttp://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-acerto-de-serra-e-malafaia

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - O que disseram os "especialistas políticos" antes da eleição.

Saiu no Luis Nassif online.


Agora, com a palavra os especialistas políticos da Grande Mídia:
1. Josias de Souza (7/10)
"Serra e Haddad subestimaram Russomanno".
http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=serra-e-haddad-subestimaram-russomano-diz-josias-de-souza-04028C9A326ED4993326&tagIds=382541&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&time=all&
2. Dora Kramer (4/10)
a) Citando "outros".
Lula não é mais aquele, sua liderança se esvai e sua influência míngua, constatam analistas, cientistas, especialistas em geral.
b) Opinando.
Verdade que ele [Lula] não inspira o mesmo entusiasmo entre os que até outro dia o consideravam um oráculo nem provoca o mesmo temor entre aqueles que, na oposição, evitavam enfrentá-lo. No ambiente dos políticos e partidos aliados tampouco priva da reverência de antes.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-posse-da-caneta-,939921,0.htm
3. Merval Pereira (7/10)
A “mais complicada” eleição paulistana pode acabar deixando de fora da disputa Fernando Haddad, o candidato que o ex-presidente tirou do bolso de seu colete, outrora considerado milagreiro. Terá sido a primeira vez em que o PT não disputará o segundo turno na capital paulista, derrota capaz de quebrar o encanto que se criou em torno das qualidades quase mágicas do líder operário tornado presidente.
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/10/07/fragmentada-complicada-por-merval-pereira-469039.asp
4. Ricardo Noblat (27/9)
Enquete: Pesquisas mostram PT fraco nas capitais. Aponte o motivo
http://oglobo2.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/27/nova-enquete-pesquisas-mostram-pt-fraco-nas-capitais-aponte-motivo-467125.asp
5. Editorial do "Estado de S. Paulo": PLula está definhando? (30/9)
http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/plula-esta-definhando-editorial-o.html
6. João Ubaldo Ribeiro (30/9)
Ele [Lula] insistirá e talvez ainda o vejamos perder outra eleição em São Paulo. Não a do Haddad, que aparentemente já perdeu. Mas a dele mesmo, depois que o mundo der mais algumas voltas e ele quiser iniciar uma jornada de volta ao topo, com esse fito candidatando-se à prefeitura de São Paulo.
http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/a-hora-da-saideira-joao-ubaldo-ribeiro.html
7. Fernando Gabeira (28/9)
Ao longo de minhas viagens observei que o mensalão não havia afetado as eleições municipais. Mas o processo está em curso. Algumas cidades já estão afetadas, como São Paulo e Curitiba. Nesta ocorre algo bastante irônico: o candidato Gustavo Fruet (PDT) é acusado de ter o apoio do PT e por isso perde votos. Fruet foi um dos deputados que investigaram o mensalão na CPI dos Correios.
http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/o-pt-na-hora-do-lobo-fernando-gabeira.html
8. José Roberto de Toledo - Consumismo, mensalão e voto (24/9)
Um resultado possível a sair das urnas é o PT, desgastado pelas condenações do mensalão, perder espaço nas capitais mas crescer no interior. Será mais um passo para virar o novo PMDB.
http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2012/09/24/consumismo-mensalao-e-voto/
9. Rogério Gentile (20//9)
O julgamento no STF tem afetado Haddad, que está com um desempenho inferior ao tradicional do PT.Uma eventual condenação de José Dirceu pode agravar sua situação, por mais que ele tente se desvincular do colega de partido.
http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/russomanno-e-erundina-rogerio-gentile.html
10. Cláudio Humberto (22/8)
SÓ NO TRANCO
Apadrinhado de Lula, Haddad esperava atropelar Serra com a entrada da presidente Dilma e de Marta Suplicy na campanha. Deu chabu.
http://avaranda.blogspot.com.br/2012/09/claudio-humberto_22.html
11. Marco Antonio Villa (7/10)
O grande perdedor é o Lula. Até agora, ele fracassou em suas principais movimentações. Se a candidata fosse Marta Suplicy em São Paulo, ela estaria no segundo turno.
http://www.marcovilla.com.br/2012/10/o-grande-perdedor-e-lula.html
12. Tuíte da revista "Veja" (7/10)
@VEJA: Derrocada do PT e disputas acirradas marcam eleições
* * *
Um retrato seria-cômico-se-não-fosse-trágico de "especialistas" que não conseguem entender seu país e seu povo, porque não têm o menor interesse em fazê-lo – só em participar do jogo político, da maneira mais escancarada possível.

E que são muito bem remunerados para se travestirem de Mãe Dinah agourenta (aquela que não acerta uma previsão) a cada eleição.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES - Chegada em SP pode se dar “focinho a focinho”

http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/


Depois de ruminar os números discrepantes das pesquisas da última semana sobre a eleição para prefeito, velha raposa da cena política paulistana compara a reta de chegada a uma corrida de cavalo. "Não vai ser nem cabeça a cabeça... Desta vez, vai ser focinho a focinho".
Meu amigo de bar se referia à disputa pelo segundo lugar entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad para ver quem enfrentará Celso Russomanno no turno final. Se bem que, do jeito que as coisas vão indo, não ficaria surpreso se, no dia da eleição, os três candidatos chegarem embolados, com final imprevisível para a corrida.
Em quase toda campanha eleitoral repete-se a mesma história com as pesquisas. Quando chega a hora da onça beber água, é um tal de candidato disparar ou despencar de repente, as curvas começam a dar um nó, é um sobe e desce danado abrindo e fechando a "boca do jacaré", sem que nada de muito grave ou um fato novo fabuloso tenha acontecido.
De repente, começa-se a tentar aproximar as pesquisas da realidade a ser revelada pelas urnas, com o jogo sendo feito dentro das famosas "margens de erro" para explicar as diferenças entre os diferentes institutos de pesquisa.
Entendo um pouco do assunto porque minha mulher trabalha no ramo, mas nem ela consegue me explicar como Serra aparece quatro pontos à frente de Haddad no Datafolha e Haddad um ponto à frente de Serra no Ibope e no Vox Populi _ tudo dentro da margem de erro, é claro.
Só uma coisa é certa: todos estão jogando no chamado "empate técnico", e qualquer desatenção pode ser a gota d´água, como na canção do Chico.
O ponto fora da curva no último Datafolha, divulgado na noite de quinta-feira, é a perda de cinco pontos (de 35 para 30%) registrada pelo azarão Russomanno, a primeira queda fora da margem de erro do candidato do PRB desde o início da campanha eleitoral.
É verdade que só agora Haddad e Serra resolveram atacar o líder nas pesquisas, depois de passar as últimas semanas travando uma sangrenta guerra particular entre eles. Resta saber se este é apenas um acidente de percurso ou uma tendência, o que só as próximas pesquisas poderão confirmar.
A nove dias da abertura das urnas, fortes emoções nos aguardam no Grande Prêmio da Prefeitura de São Paulo em que se transformou esta disputa eleitoral.
Em quem apostam os caros leitores do Balaio?

sábado, 28 de julho de 2012

ELEIÇÕES - Cenário é desanimador em São Paulo.

A apenas 70 dias da eleição, cenário é desanimador. Apareceram esta semana as primeiras bandeiras de candidatos nos cruzamentos, alguns carros já circulam com adesivos, mas não encontro ninguém animado a discutir os rumos da campanha eleitoral em São Paulo. A apenas 70 dias da abertura das urnas, o eleitorado ignora solenemente os candidatos, e não é para menos. Quais são, afinal, os temas em debate que possam animar a disputa na maior cidade do país? A campanha deste ano é tão pobre de ideias que, no mesmo final de semana, três dos principais candidatos (Chalita, Haddad e Serra) tiveram a mesma: sairam pelas ruas para passear de bicicleta, devididamente fantasiados de ciclistas, com capacete e tudo. E daí? Vale tudo por uma fotinha no jornal: vestir quimono, desequilibrar-se num skate, visitar igrejas e feiras, andar de ônibus e trem, carregar criancinhas no colo _ tudo o que os candidatos não costumam fazer em outras épocas. Parece que todos sofrem da síndrome de Cesar Maia, aquele folclórico ex-prefeito do Rio de Janeiro, agora candidato a vereador, que entrava até em açougue para comprar sorvete e fazia qualquer coisa para aparecer. Já acompanhei dezenas de campanhas na vida, antes e depois do período militar, quando não havia eleições diretas para as prefeituras das capitais, e nunca vi um cenário tão desanimador, cada vez mais gente dizendo que não vai votar em ninguèm. Ou que tanto faz, ganhe quem ganhar, não vai mudar nada mesmo. Como sou um sem-carro, ando muito a pé e de táxi pela cidade, o que me faz puxar conversa com todo tipo de gente. Desta vez, nem a velha rixa entre tucanos e petistas é capaz de despertar o interesse dos eleitores, uns e outros sem vontade de defender seus candidatos, que não empolgam ninguém. De um lado, Serra já foi candidato tantas vezes que não chega a ser uma novidade. Com o seu tradicional uniforme de campanha, camisa azul clara de mangas arregaçadas e calça beje, já não inspira confiança nem nos tucanos, com seu hábito de não concluir os mandatos. De outro, o petista Fernando Haddad, lançado como "o novo homem para um novo tempo", ainda é desconhecido por metade da população. E a outra metade, incluindo os petistas, não descobriu ainda a que veio, quais são as suas bandeiras, o que pretende fazer se for eleito. Foi neste vazio de propostas e falta de carisma dos candidatos dos dois maiores partidos da cidade que correu por fora e cresceu o nome de Celso Russomanno, do PRB, com sua campanha de uma nota só, prometendo levar a defesa do consumidor para dentro do serviço público. Desde o começo de julho, os partidos estão autorizados pela Justiça Eleitoral a fazer propaganda, levar as suas campanhas para as ruas, mas não parecem muito interessados nisso. Todos só estão esperando o dia 21 de agosto quando começa oficialmente o horário gratuito no rádio e na televisão, o período de 45 dias de propaganda em que cada um fala o que quer. Serra e Haddad levam vantagem neste quesito, com quase oito minutos diários para cada um, enquanto a coligação PRB-PTB de Russomano tem apenas dois minutos e alguns segundos. É preciso tomar cuidado: dependendo do que você tem ou não tem para falar, o tempo pode ajudar ou atrapalhar. Será que até lá os marqueteiros que comandam as campanhas conseguirão criar alguma proposta realmente nova e viável _ qualquer uma _ para melhorar a vida na cidade, que não seja só mais um factóide para um poder falar mal do outro? Blog do Ricardo Kotscho.