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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

POLÍTICA - Grande FHC!


FHC: da teoria da dependência à chefia do golpe

A dependência é estrutural, dizia FHC em 1967. A dependência é inexorável, diz agora o chefe do golpe que pretende revigorá-la.

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por: Saul Leblon

Tânia Rêgo/ Agência Brasil
O fracasso das manifestações da direita neste domingo não deve alimentar ilusões: o golpismo distrai a rua, enquanto costura uma  transição por cima.

A baldeação consiste em chutar a laranja seca representada pelo operador Eduardo Cunha, para substituí-la por uma sigla de sumo adequado ao novo estágio de legitimação: FHC.

A operação assemelha-se à das famílias mafiosas.

Em certo momento dos negócios é necessário polir a reputação para manter o essencial. Entra-se para a vida política.

A dificuldade maior, no caso da famiglia tucana, não é apenas disfarçar o lastro com a vigarice, mas sobretudo provar que o adversário é a exclusiva fonte da vigarice nacional.

Extirpado e curetadas as ramificações com o populismo, tudo será como antes. Voltaremos aos anos dourados dos 90, quando as privatizações, a anemia do investimento público e o porre de capitais especulativos fez do Brasil o que se sabe.

A dificuldade em enterrar o morto é que ele ainda respira. E não apenas por aparelhos.

A atuação brasileira na Conferência do Clima, em Paris --contribuindo de forma marcante para o desfecho superior ao esperado,  desconcertou o jogral do Brasil aos cacos.

Foi preciso que o presidente dos EUA, Barack Obama, orientasse seu secretário de Estado, John Kerry, a ‘colar’  na mediação da brasileira Izabella Teixeira, ministra do meio ambiente, para que o noticioso local admitisse o que o conservadorismo nega, sonega e combate.

O novo degrau do Brasil na geopolítica mundial.

‘Ministra brasileira ganha destaque nos debates da COP-21. Izabella Teixeira é uma das autoridades mais assediadas do encontro’.

Foi o que estampou o site de O Globo no último sábado, quando o documento da CoP 21 era arrematado no joelho pelos negociadores (leia a íntegra do documento aqui)

De onde o ‘insuspeito’ veículo dos notórios Marinhos tirou isso?

Do fato de que o Brasil virou referência na CoP 21 graças a sua ousadia na definição de metas próprias  --única nação em desenvolvimento a se comprometer em cortar emissões em termos absolutos; à credibilidade lastreada em resultados superlativos  já alcançados pelo país e  à qualificação técnica inquestionável  da ministra de Estado, Izabella Teixeira.

Tudo isso soa a conversa de marciano para quem tem como referência exclusiva o noticioso das próprias Organizações Globo, na grande confluência formada internamente entre o golpismo e a vigarice nos dias que correm.

Daí o parêntesis algo desconcertante aberto pelo noticiário da CoP.

A desconexão espantosa não decorre da realidade.

Mas da forma como ela tem sido filtrada pelo oligopólio midiático no país.

Aos fatos.

Quando a crise mundial gritava mais alto, em 2009, eram poucas as nações dispostas a conversar sobre restrições impostas pelo aquecimento global.

A conferência de Copenhague acabou em fiasco.

O Brasil nadou na contracorrente.

Fez na esfera ambiental o que adotaria depois na economia, com políticas keynesianas, a contrapelo da maioria das nações, que dobraria a aposta no arrocho neoliberal.

Por conta própria, o governo Lula fixou então uma meta de redução de gases de efeito estufa, tendo como referência  o ano de 2005.

O noticiário especializado carimbou: ‘retórica’.

Errou.

A redução alcançada até 2012 foi de 41%, graças sobretudo ao recuo de 79% no desmatamento na Amazônia legal entre 2004 e 2015.

Foi a bordo desses números que a ministra Izabella Teixeira desembarcou  em Paris  trazendo na bagagem outra meta igualmente desassombrada – anunciada anteriormente pela Presidenta Dilma Rousseff.

A de reduzir em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030, as emissões de gases do efeito estufa do país

O compromisso inclui zerar o desmatamento na Amazônia Legal até 2030.

Nesse mesmo prazo, 12 milhões de hectares de florestas, o equivalente a uma Inglaterra inteira, serão reflorestados.

A economia passará a girar a partir de então com 1/3 (33%) de energia renovável (contra 28% hoje).

Uma pergunta é obrigatória.

Pode uma nação em ruína, como quer o jogral conservador, servir assim de referência da agenda que vai definir o destino dos povos em nosso tempo?

Um grão de mostarda de honestidade intelectual responderia que não.

Somos levados a intuir, portanto, que aquilo que a aliança do golpismo com a vigarice chama de ‘ruína lulopetista’ talvez configure outra coisa.

Na verdade, uma encruzilhada clássica na  história das nações.

Que não isenta de erros os seus protagonistas.

Mas que se caracteriza sobretudo pela crispação dos dilemas que envolvem as transições de ciclo de desenvolvimento.

Quais sejam: a disputa pela riqueza corrente se intensifica; a desigual distribuição do estoque torna-se ostensiva  e as prioridades,  direitos e condicionalidades sobre o fluxo futuro exacerbam as contradições sobre o passo seguinte da sociedade.

Os parâmetros levados pelo governo brasileiro a Paris incorporam a essa travessia por si difícil a contrapartida do ingrediente ambiental.

Considerar indissociável a economia sustentável, da nação socialmente sustentável é o  que consagrou o Brasil como referência das nações em luta pelo desenvolvimento na CoP 21.

Ou dito à moda brasileira, como tem acontecido em todos os fóruns   internacionais: um futuro sustentável é incompatível com a fome, a miséria, o desabrigo, o arrocho, a insalubridade, as periferias conflagradas e os recursos sonegados às grandes maiorias.

Essa visão de mundo contradiz a de FHC sociólogo, a de FHC presidente e a de FHC golpista.

Por quê?

Porque ela entende que construir uma nação é um ato de ruptura.

Que se renova periodicamente em choques contra interesses dominantes internos e externos.

Delimitar um espaço, fincar estacas e declarar a soberania não é coisa que se faça impunemente em tempo algum e em qualquer latitude

Menos ainda quando se trata, como é o caso brasileiro, de um dos maiores territórios do globo, dotado das maiores reservas de água, de minérios, petróleo, terras férteis, potencial hidrelétrico e solar; ademais de florestas e biodiversidade, tudo isso arrematado por um gigantesco mercado de massa.

O que significa ser tudo isso em uma mudança de época em que a civilização terá que se apoiar nos recursos em declínio –que o Brasil ainda dispõe em abundância-- para construir as novas bases de sua sobrevivência?

Significa combinar a articulação internacional com a soberania intransigente, e justamente por isso expor-se a uma colisão sem trégua com a lógica dos capitais sem lei.

São essas correntezas violentas que movem as raízes estruturais da conjura entre o golpismo e a vigarice nos dias que correm.

Quem melhor encarna esse elo entre a superfície e as profundezas,  entre o varejo  e o atacado da reordenação do poder local e global é o recém assumido chefe das operações contra Dilma, o tucano Fernando Henrique Cardoso.

Diga-se a seu favor que não se trata de uma ruptura, mas de um desdobramento evolutivo, ancorado em uma antiga certeza: não há espaço para um povo comandar o seu destino no capitalismo do século 21.

Menos ainda –diz hoje FHC-- para a teimosa insistência ‘lulopetista’ em construir uma democracia social tardia no coração da América Latina.

Os acontecimentos recentes referendariam a célebre análise do sociológica de 1967, ‘Dependência e desenvolvimento na América Latina’.

Escrita com Enzo Falletto, no Chile, quatro anos depois do golpe no Brasil, e publicado em 1973, ano da queda de Allende, ela teorizava sobre a inviabilidade de um modelo de desenvolvimento soberano na região.

A dependência é estrutural, dizia FH em 1967.

A dependência é virtuosa, adicionaria FH presidente nos anos 90.

A dependência é inexorável, diz agora o baluarte do golpe institucional, que prescreve a derrubada do governo resiliente em contrariar o enredo consagrado pelo acadêmico e líder conservador.

FH partiu de um diagnóstico correto, verdade seja dita.

Ele apontou o equívoco de boa parte da esquerda brasileira, que em 1964 via na burguesia nacional um aliado dos trabalhadores na luta pelo desenvolvimento.

Mas extraiu daí conclusões equivocadas.

Focado na natureza efetiva dos interesses locais que se opunham aos das massas populares, ‘Dependência e Desenvolvimento na América Latina’ iluminaria a contrapartida  estrutural disso: a complementariedade de propósitos entre o capital local e o estrangeiro.

Tal convergência, antes de levar à estagnação pela atrofia do mercado interno, permitiria um padrão de desenvolvimento associado e dependente, no qual o consumo da classe média forneceria o lubrificante de equilíbrio político e econômico.

Nisso a reflexão sociológica representou um avanço.

Sem todavia, definir um verdadeiro marco histórico.

Faltou abordar o essencial: os conflitos inerentes à associação entre o capital local e o internacional  e o seu custo em libras de carne social.

A ausência desse olhar dialético magnificaria aquilo que FHC criticava na esquerda nos anos 60: a troca da materialidade da luta de classes por um fatalismo alheio às contradições transformadoras da realidade.

Com a supremacia financeira, a partir dos anos 70/80, o enredo mecanicista ganharia a aparente robustez de um interesse hegemônico, dotado de mando e ubiquidade efetivas.

A aparente consagração da teoria deu estofo ao  projeto político do sociólogo  na Presidência da República, que a exerceria disposto a  personificar sua obra e suas consequências dilapidadoras.

Assim o fez.

O surgimento do PT e a vitória desconcertante do líder operário em 2002 e 2006 –que fez  a sucessora em 2010, reeleita em 2014--  introduziria um ruído insuportável no escopo desse conformismo estratégico.

Para revalidar a teoria  –e os interesses aos quais ela consagra uma dominância irreversível, é necessário desqualificar a heresia de forma exemplar.

É essa vendeta que impele FHC agora.

É preciso provar que o conformismo de 1967  não esgotou o prazo de validade, após 13 anos de avanços sociais e geopolíticos, sob o comando de governos hereges.

Essa é a sofreguidão embutida na manchete da Folha deste domingo.

‘Após 13 anos de PT, 68% não veem melhora de vida’. E rebaixado em tipologia bem miúda: ‘No período, renda dos mais pobres subiu 129%’. Dissonância logo rebatida na legenda da foto  abaixo: ‘crianças atendidas pelo Bolsa Família alimentam-se de arroz e feijão, sem carne’.

Não seria um risco alto demais reduzir-se uma transição de ciclo de desenvolvimento a essa composição de densidade colegial?

Não se o torniquete financeiro internacional  –ancorado nas agências de risco e no arrocho fiscal interno --  tanger a pasta de dente de volta ao tubo com chibatadas de juros altos, retração do investimento público, volta do desemprego  em massa e a reversão dos ganhos salariais.

É nisso que FHC arrisca sua autoestima póstuma.

Para tanto, o país precisa derreter.

Por dentro e por fora.

O que aconteceu na conferência de Paris neste fim de semana conflita com o enunciado conservador.

Nela, o Brasil deixou de ser a Geni do conservadorismo para se tornar a referência ambiental das nações em desenvolvimento.

Na frente interna, o baile é mais complicado, na medida em que o governo Dilma apostou na discutível tese de que a melhor forma de resistir ao golpismo é adotar a sua agenda econômica.

A busca de indulgência, como se sabe, apenas enfraqueceu a base social do governo, arrastando a economia para um labirinto recessivo que hoje é o maior aliado do golpe.

A disputa extremada se dá agora sob dominância da rua.

Derrotar a sociologia da dependência, neste caso, requer um grau de ousadia maior do que adotar os seus pressupostos de ajuste.

O requisito, a essa altura do campeonato, pressupõe libertar a democracia da passividade a que foi condenada no modelo de governança nas últimas décadas.

É uma corrida contra o tempo.

O desafio maior para o governo e o PT é deixar de ser refém das suas próprias renúncias e omissões.

O sociologia da dependência golpista aposta seu prestígio póstumo no fracasso dessa empreitada.

A ver

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

POLÍTICA - Imagina Lula debatendo com Aécio e Cia.


Entrevista no SBT mostra a força de Lula

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Você pode não gostar de Lula. Pode detestar. Pode abominar.

Mas você vê uma
entrevista como a que ele concedeu ontem ao jornalista Kennedy Alencar, no SBT, e logo entende por que os caras têm tanto medo dele.

Imagine Lula, numa eventual campanha em 2018, debatendo com Aécio. Ou com Serra. Ou com Alckmin.

Ou com quem quer que seja.
É concorrência desleal. É profissional versus mirins.

O tempo deixou claro que desde Lacerda os brasileiros não viam um talento tão notável em oratória.

Com a diferença de que Lacerda falava a língua da classe média, e Lula fala a língua do povo.

Lula é um natural, para usar uma expressão inglesa. Nasceu orador. O resto foi consequência, da carreira sindical à presidência.

Ele fala com graça, com verve, com espírito. E, talvez o maior de seus atributos retóricos, transmite sinceridade.

Tudo isso se viu na entrevista de ontem.

A forma como ele referiu às invencionices contra seu filho Lulinha faz você rir e refletir. Ele disse que Lulinha é dono da Casa Branca e da Torre Eiffel.

Só com muito mau humor para não deixar escapar uma risada.

As referências a FHC foram também um dos pontos altos da entrevista.

Primeiro, na questão de fundo: a inveja que FHC parece ter de Lula. Com o correr dos dias, FHC foi diminuindo do ponto de vista histórico e Lula aumentando.

Hoje é claro que FHC governou para os ricos, para a plutocracia. E Lula para os excluídos.

É justo, num país tão desigual, que Lula seja por isso tão maior que FHC.

Lula deu também uma resposta definitiva a FHC na questão da corrupção. Toda vez que ele falar em corrupção tem que pensar na emenda que permitiu sua reeleição.

O Congresso foi comprado com dinheiro vivo, embalado em malas, para que FHC pudesse ter um segundo mandato.

Na questão da Petrobras Lula deixou escapar uma estocada sutil mas doída na imprensa.

Disse que jamais a nossa gloriosa imprensa o avisou de corrupção na Petrobras. É verdade. Nunca jornais e revistas fizeram nada no campo investigativo sobre a Petrobras.

É uma mídia viciada em vazamentos, em receber tudo no colo e depois gritar como se estivesse fazendo um outro Watergate.

Na entrevista, Lula mostrou também um bom senso que vem faltando a quase todo mundo.

Ficar falando em eleições três anos antes é uma insensatez. É conhecida a grande frase de Keynes: “A longo prazo estaremos todos mortos”.

Há um tempo para cuidar de eleições, e não é este de agora. Há problemas presentes que devem ser enfrentados antes de nos debruçarmos sobre 2018.

Temos na presidência da Câmara, por exemplo, um embaraço monstruoso, Eduardo Cunha.

E temos também uma imprensa que se bate até contra o direito de resposta, uma coisa sagrada em qualquer democracia.

Há hora para tudo.

Por enquanto, o que se viu, ontem, é que não é à toa que os caras temem tanto Lula.

Quem não temeria se estivesse no lugar deles?

domingo, 11 de outubro de 2015

POLÍTICA - Queda da extrema pobreza.

Queda da extrema pobreza não dá manchete

Por Altamiro Borges

Estudo divulgado pelo insuspeito Banco Mundial nesta semana confirma que o número de pessoas vivendo em situação de pobreza extrema no Brasil caiu 64% entre 2001 e 2013, passando de 13,6% para 4,9% da população. O próprio economista Emmanuel Skoufias, especialista da instituição, disse que ficou surpreso com a redução da miséria no país. Mesmo assim, a mídia hegemônica - que no seu complexo de vira-lata adora alardear os dados negativos da economia brasileira - não deu destaque para a alvissareira notícia. Ela não virou manchete nos jornalões, nem capas das revistonas semanais e nem motivo de elogios na rádio e tevê. Desta forma, como o governo não possui influentes meios de comunicação, o estudo do Banco Mundial virou uma não notícia para a maioria dos brasileiros.

Pela nova metodologia estabelecida pela instituição a linha de pobreza extrema é de US$ 1,90 (cerca de R$ 7,32) por dia, contra US$ 1,25 (cerca de R$ 4,81 na cotação atual). Com base neste cálculo, a redução da miséria no Brasil foi maior do que a divulgada anteriormente. Em vez de 59% de queda, o país na verdade diminuiu a extrema pobreza em 64%. Estes dados surpreendentes foram apresentados durante a reunião do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Lima, Peru, nesta semana. Na maioria dos países da América Latina - em especial, nos comandados por governantes progressistas - houve uma forte tendência de queda da miséria nos últimos anos.

"De maneira geral, o Brasil é um dos países mais bem-sucedidos na redução da pobreza nos últimos anos. Apesar de todos os países latino-americanos terem se beneficiado do boom das commodities nos anos 2000, no Brasil o declínio da taxa de pobreza foi mais rápido do que no resto da região”, enfatiza Emmanuel Skoufias. O especialista do Banco Mundial atribuiu o sucesso brasileiro ao Bolsa Família e a outros programas sociais dos governos Lula e Dilma. Segundo ele, estes programas são "muito eficazes para evitar que as pessoas caiam na pobreza e para ajudá-las a sair da pobreza". 

É evidente que estes comentários e os dados divulgados não mereceram qualquer destaque na mídia oposicionista, mais envolvida na cavalgada golpista pelo impeachment da presidenta Dilma.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

POL´TICA - O atentado ao Instituto Lula.


O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil. Por Paulo Nogueira


Marcello Reis, do Revoltados Online, é um dos propagadores do ódio e da violência
Marcello Reis, do Revoltados Online, é um dos propagadores do ódio e da violência
O atentado terrorista contra o Instituto Lula é filho da permissividade com que manifestações de ódio vem sendo tratadas no Brasil.
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A impunidade leva a novos degraus.
Primeiro você xinga, calunia, massacra nas redes sociais. Depois, começa a jogar bombas.
O Brasil tem que adotar uma política de tolerância zero com o ódio.
Em Nova York, nos anos 1990, o então prefeito Michael Bloomberg revolucionou o combate à criminalidade com a adoção da tolerância zero.
O sujeito que fazia xixi em área pública, se não coibido, depois estava cometendo pequenos furtos, e depois sabe-se lá o que ele faria.
O papel da extrema direita na disseminação do ódio impune, em geral pela mídia, é central.
Veja o que algumas pessoas falaram a respeito do atentado.
No Twitter, Danilo Gentili escreveu que Lula forjou o ataque, e que o máximo que ele conseguiu foi as pessoas lamentarem que ele não estivesse lá na hora.
Piada?
Na verdade, crime. Gentili acha que pode fazer uma acusação grave dessas sem nenhuma consequência.
E não dá para culpá-lo. Ele foi processado por racismo por um negro depois de mandá-lo comer bananas.
O juiz disse que não havia ofensa.
Felipe Moura Brasil, blogueiro da Veja que ultrapassou qualquer limite da sanidade, também disse que Lula inventou a bomba.
“A melhor defesa para o PT é se atacar”, escreveu ele no Twitter.
Lobão fez o que se espera de Lobão.
Numa sociedade civilizada, você não pode fazer uma acusação tão grave, e com tamanha dose de ódio irracional, e não responder por isso criminalmente.
Mas é o que acontece no Brasil de hoje.
A Justiça é o que é, mas mesmo assim os promotores do ódio e os assassinos de reputação têm que ser processados.
No mínimo, eles enfrentarão aborrecimentos. E terão que arcar com despesas de advogados.
O que não pode acontecer é nada.
Neste sentido, Lula merece aplausos por decidir processar o diretor de redação da Veja e os repórteres que assinaram a matéria sobre a delação que não existiu.
Romário deveria fazer o mesmo.
Talvez a perspectiva de um passivo jurídico elevado leve as empresas jornalísticas a refrear seus aloprados.
O Brasil não haverá de ser para sempre a terra do valetudo jornalístico. Uma hora a opinião pública exigirá penas duras para assassinos de reputação homiziados na mídia.
Aconteceu em países avançados, e acontecerá também no Brasil.
Agora mesmo, nestes dias, a revista americana Rolling Stone enfrenta uma ação de indenização de 7,5 milhões de dólares por haver relatado um estupro numa universidade com uma série de erros factuais.
No plano das coisas previsíveis, até o momento em que escrevo não aparecera nenhuma manifestação de solidariedade a Lula de FHC, de Aécio e do PSDB.
Mas o que importa agora é reprimir os agentes do ódio. Tolerância zero com eles.
Ou o Brasil acaba com o ódio ou o ódio acaba com o Brasil.
É tempo de fazermos a escolha.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

POLÍTICA - O circo da lava jato.

Corregedoria da PF investiga policiais da Lava Jato, diz revista

De acordo com reportagem de Veja, sindicância apura eventuais ilegalidades praticadas por delegados e agentes federais no Paraná na obtenção de provas contra investigados pela operação policial
Reportagem publicada pela revista Veja neste fim de semana informa que a Corregedoria da Polícia Federal, em Brasília, abriu sindicância para apurar eventuais ilegalidades praticadas por policiais federais que atuam na Operação Lava Jato no Paraná. Segundo a revista, delegados e agentes lotados em Curitiba são investigados sigilosamente sob a suspeita de terem recorrido a expedientes ilegais, como a instalação de escutas clandestinas, para obter provas.
A reportagem destaca o caso do doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores do esquema de corrupção na Petrobras, que encontrou, de acordo com Veja, um transmissor de voz escondido sobre o forro do teto de sua cela. Os corregedores, sustenta a publicação, suspeitam que delegados tenham instalado o aparelho para obter provas.
“Em privado, delegados próximos da cúpula da Polícia Federal admitem que o objetivo da ‘operação paralela’ é carimbar a Lava Jato com suspeitas de irregularidades – o que, fatalmente, abriria caminho para questionamentos judiciais sobre a operação e poderia resultar, em última análise, em sua anulação”, diz a reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques.
Operações de grande repercussão nacional, como a Castelo de Areia, que envolvia a Camargo Corrêa – também investigada na Lava Jato –, e a Satiagraha, que levou o banqueiro Daniel Dantas à cadeia, foram anuladas pela Justiça sob a alegação de que abusos e ilegalidades foram cometidos durante as investigações.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso afirma que, mesmo que seja comprovada a suspeita de interceptação ilegal na Lava Jato, isso não seria suficiente para desqualificar toda a operação. “Se essa prova paralela não representa o início da investigação, então ela é declarada nula, sem prejudicar as demais provas”, afirmou o ex-ministro à revista.
Ex-diretor da Interpol, o delegado Jorge Pontes disse que suspeita da existência de um grupo de pessoas “já cooptadas” para tentar comprometer as investigações. “Isso aí é uma tentativa da corrupção institucionalizada de criar no seio da polícia uma contenda que tem a intenção de jogar alguma dúvida sobre essa investigação”, declarou à Veja.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

POLÍTICA - Caetano se juntou ao Chico e Gil.

Caetano, Gil e Chico juntos por Dilma!

mpb


Primeiro foi Chico, depois Gil.
Agora Caetano acaba de declarar seu voto em Dilma. Não sei se vai gravar vídeo para TV.
Não tinha grandes esperanças de que Caetano Veloso votasse na esquerda. Há tempos que ele tem enveredado por uma trilha bastante conservadora, em política.
Mas Caetano tem sensibilidade. É um gênio em sua arte. E possivelmente esta sensibilidade tenha lhe alertado que Aécio representa tudo que existe de truculento, egoísta, intolerante e mau em nossa sociedade. Principalmente nas classes mais abastadas.
Dilma é a candidata do povo.
Ali mesmo onde o artista deve estar.
É bonito também ver o trio de monstros sagrados da MPB, Caetano, Gil e Chico, juntos novamente em prol de um Brasil melhor!
Em homenagem à decisão de Caetano, publico um vídeo com uma de minhas músicas preferidas.
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2014/10/22/caetano-gil-e-chico-juntos-por-dilma/#sthash.P5Z7kDLU.dpuf

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

POLÍTICA - Almoço com o Lula

Dois dedos de prosa com Lula de olho no futuro

Blog do Ricardo Kotscho
image2 Dois dedos de prosa com Lula de olho no futuro
Arroz, feijão, filé de frango grelhado, carne ensopada, salada, gelatina e sorvete. Para beber, só agua mineral e refrigerante zero. O cardápio light do almoço no escritório combinava com o atual momento do ex-presidente Lula, totalmente recuperado do câncer da laringe, mais magro e de alto astral. "Só não vá me falar mal de ninguém...", recomendou, quando lhe disse que iria escrever sobre nosso encontro aqui no Balaio.
Nem haveria motivo. Falamos mais de planos para o futuro e das nossas famílias do que dos assuntos políticos do dia. Por falar nisso, pela primeira vez em muito tempo, ao longo da nossa conversa Lula não fez críticas à mídia, o que me chamou a atenção. Melhor assim. De bem com a vida, esperando o nascimento de mais um neto, o sétimo, o ex-presidente parece ter tirado um enorme fardo dos ombros depois de oito anos de Palácio do Planalto. E estava feliz também porque amanhã à noite vai receber mais um título de Doutor Honoris Causa, desta vez da Universidade do ABC, que ele mesmo criou em seu governo, e já conta com mais de 12 mil alunos.
À mesa da sala de almoço, só nós dois e seu fiel escudeiro Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. Fazia tempo que a gente não tinha um papo assim tranquilo, desses em que se pode falar bobagem e não tem hora para acabar. Mesmo depois de ter deixado a presidência, Lula vive sempre cercado de gente, enfrentando uma agenda carregada, entre uma viagem e outra.
Na manhã desta terça-feira, ele tinha participado de uma longa reunião no pequeno auditório do Instituto Lula, com cerca de 20 representantes da Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), que foram convidá-lo para participar do V Encontro Nacional de Quilombos, e aproveitaram para lhe entregar uma lista de reivindicações. Lula ficou de encaminhar o documento à presidente Dilma.
Como já acontecia antes de ser eleito presidente, Lula faz questão de manter um diálogo permanente com os movimentos sociais, uma forma de se manter informado e, ao mesmo tempo, participar de algum jeito da busca de soluções para o país. É exatamente isso que o move no momento: despertar o interesse da sociedade, em especial dos jovens, para participarem das discussões sobre os rumos do país, em vez de ficar só reclamando pelos cantos.
Já há alguns meses ele vem se reunindo com um grupo de cerca de dez ex-integrantes do seu governo para pensar o Brasil do futuro, com metas, prazos e custos, sem o imediatismo dos programas das campanhas eleitorais. Para marcar um prazo de valor simbólico, lembrei-lhe que nem falta tanto tempo para comemorarmos o bicentenário da nossa Independência, no dia 7 de setembro de 2022.
O desafio deste projeto é não se transformar numa discussão acadêmica, criando mecanismos capazes de levar o debate aos diferentes setores da sociedade, que também estão pensando em propostas para o futuro. Isto já está sendo feito.
Em termos mais imediatos, ele terá nesta quarta-feira um novo encontro com a presidente Dilma Rousseff, que virá a São Paulo para participar da homenagem a Lula no ABC. Desta vez, certamente entrará no cardápio a reforma ministerial prevista para o início do próximo ano. É a vida que segue, sempre batalhando por um futuro melhor, que só depende de nós. Eleições à parte, é bom pensar nisso desde já.
Valeu, Lula. Foi muito bom o almoço. Até o próximo...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

POLÍTICA - O FHC sem chantilly..

Diário do Centro do Mundo


Como José Serra deu o abraço do afogado em Roberto Freire

by Kiko Nogueira
Eles
Eles
José Serra deu o abraço do afogado em Roberto Freire, o presidente do PPS, seu amigo de fé e irmão camarada.
Serra era a grande esperança branca de Freire e do PPS. Depois que JS voltou para o lugar de onde nunca saiu, o PSDB, Freire tentou a qualquer custo trazer Marina Silva para sua legenda. Era sua chance de permanecer respirando politicamente. Fez questão de deixar público seu apelo: “Estou à disposição. Ela [Marina] diz o que quer fazer. Temos abertura. Não tem problema vir a Rede apenas em um período. Não há impedimento nenhum”.
Marina optou pelo PSB. Restou a Freire dizer que aquele foi “um grave equívoco”.
Freire foi trazido para São Paulo por Serra. Acabou se elegendo deputado federal por SP, mas é uma espécie de desterrado. É criticado por seus colegas paulistas por não ter ligação histórica com o estado (toda sua carreira foi construída em Pernambuco) e pelos conterrâneos por ser considerado um desertor.
O PPS é, hoje, uma linha auxiliar do PSDB. “O Serra joga xadrez político com as pessoas e só leva em conta as enormes ambições dele. Se, para chegar onde quer chegar, tiver de se livrar de alguém, ele não tem dúvida”, disse um ex-pessedebista histórico ao DCM. (Freire não é o único náufrago serrista em São Paulo. Soninha, candidata à prefeitura e ao governo pelo mesmo PPS, também tornou-se uma sombra).
Freire foi acomodado em cargos de conselho na EMURB e na SPTuris. Era uma maneira de Serra costurar apoios futuros. Freire continua, aparentemente, fiel. “Serra é líder democrático de esquerda. Não tem apoio de banqueiros e grande capital", escreveu no Twitter, onde passa o tempo batendo boca com pessoas que pegam em seu pé por conta de seu antigovernismo maluco beleza (a coisa chega a tal ponto que ele caiu numa pegadinha segundo a qual a frase "Lula Seja Louvado" seria impressa nas cédulas de real).
Abandonado, folclórico, uma saída para Freire seria, finalmente, trabalhar -- por São Paulo, que o colocou em Brasília, ou por um projeto que não dependesse de um salvador da pátria. Mas isso está fora de questão. Como diz o Zé Simão, Roberto Freire é “o Fernando Henrique sem chantilly”.

quarta-feira, 20 de março de 2013

POLÍTICA - Serra é um morto-vivo políticamente.

Serra está de volta à sucessão presidencial. Não quer apoiar Aécio e ameaça deixar o PSDB.

Carlos Newton

O partido dos tucanos está voando de banda, sem saber o rumo certo. A ala paulista, que comanda o partido com mão de ferro desde sua fundação, não quer abrir espaço para os mineiros, e o governador Geraldo Alckmin já disse e redisse ao senador Aécio Neves que discorda do seu projeto de assumir a presidência do PSDB neste ano para preparar o lançamento de sua candidatura ao Planalto em 2014.

Na semana passada, Alckmin manifestou sua discordância em um jantar no apartamento de Aécio em Brasília, na frente de outros cinco governadores tucanos e dos principais dirigentes da sigla. Alckmin afirmou que Aécio “não precisaria” presidir o PSDB para se viabilizar como candidato e sugeriu que a projeção que ele ganharia no cargo seria prejudicial para suas aspirações presidenciais, ao colocá-lo em atrito permanente com o governo. Os outros governadores ficaram calados.
A escolha de Aécio como presidente do PSDB é considerada, por seus aliados, uma etapa essencial. Eles farão uma nova ofensiva para tentar vencer as resistências dos tucanos paulistas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já marcou um encontro com Alckmin.
Não vai adiantar nada, mas FHC quer ouvir os argumentos do governador e vai pedir sua ajuda para apaziguar as relações de Aécio com o ex-governador José Serra, que sonha em ser candidato novamente e até ameaça deixar o partido.
Aliados de Serra dizem que ele não apoiará a candidatura de Aécio e poderá até abandonar o PSDB se seu grupo não ganhar cargos na burocracia partidária. O isolamento poderia ainda levar Serra a trocar o PSDB pelo PPS.
O certo é que Serra não apoiará Aécio em hipótese alguma. Está dando o troco, porque na eleição de 2002, Aécio ficou mineiramente em cima do muro e não apoiou Serra contra Lula.
AÉCIO BUSCA DIÁLOGO
A repórter Gabriela Guerreiro, da Folha, revela que, na tentativa de minar as resistências à sua eleição para a presidência do PSDB,  Aécio esteve na noite de segunda-feira (18) em São Paulo, onde se reuniu com Serra por três horas. Na terça-feira (19), foi a vez de Alckmin conversar com o senador.
Alckmin repetiu que não quer Aécio assuma controle do PSDB. O senador e governador deixaram o encontro afirmando que, até maio, irão encontrar uma saída para eleger uma “boa direção partidária”.
Aécio disse que o PSDB de São Paulo e Serra terão “grande destaque” no projeto da sigla. “A minha convicção é que teremos o Serra não apenas dentro do projeto, mas com destaque nesse projeto”, afirmou, acrescentando que Serra não pediu cargos na futura executiva do PSDB, que será eleita na convenção marcada para maio.
Aécio negou que Serra esteja disposto a se filiar a PPS.  “Serra conversa com muita gente. Mas não há nenhum sinal de que ele vá [para o PPS]. Não vejo nenhum movimento que o distancie do PSDB. Temos o mesmo objetivo em comum, de apresentar uma alternativa a esse modelo que está aí”, disse Aécio.
Traduzindo: muita conversa fiada e nada decidido. O PSDB segue em crise.

CORRIDA SUCESSÓRIA
No momento, são pré-candidatos à eleição presidencial os seguintes personagens: Dilma e Lula, pelo PT;  Aécio e Serra, pelo PSDB; Campos, pelo PSB; Marina, pela Rede; Gabeira, pelo PV, e até Ciro Gomes, que pode ter uma recaída, abandonar o PSB e se filiar a algum partido até o final de setembro deste ano, prazo fatal para troca-troca de legendas.
Como cada partido só pode lançar um candidato, se Lula quiser disputar, Dilma terá de buscar alternativa no PDT ou até no PSB, com Eduardo Campos de vice. E se o PSDB confirmar Aécio, Serra sai e concorre pelo PPS, embolando tudo.
Está ficando interessante essa sucessão.
Fonte: Tribuna da Imprensa

sábado, 24 de setembro de 2011

POLÍTICA - Dilma peita o judiciário.

Orçamento de Dilma não reajusta salário do Judiciário

Enviado por luisnassif, sab, 24/09/2011 - 08:38

Por Nilson

De O Estado de S. Paulo

Dilma peita STF, mantém Orçamento e tenta controlar reajustes em série

Governo acredita que o Congresso está disposto a aprovar o aumento para o Judiciário; custo total é de R$ 8,350 bilhões

Rui Nogueira e Edna Simão

BRASÍLIA - Apesar de ter recebido um ofício em tom de intimação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, a presidente Dilma Rousseff decidiu que não vai refazer a proposta do Orçamento do ano que vem para incluir o reajuste salarial do Judiciário. O governo já sabe, porém, que o Congresso está disposto a aprovar o aumento, o que faz a equipe econômica temer pelo pior: que o reajuste desate reivindicações em série por aumentos em setores do funcionalismo que têm salários bem menores, como militares, Receita e da Polícia Federal.

O ofício de Peluso, encaminhado na quinta-feira da semana passada, pergunta se Dilma pretende incluir na proposta orçamentária para o próximo ano recursos para garantir os reajustes dos juízes e funcionários. Foi enviado um dia após a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, ter dito no Congresso que o governo não trabalha com a possibilidade de elevação das remunerações do Judiciário em 2012. O custo total do aumento do Judiciário é de R$ 8,350 bilhões. Isso faria com que os salários dos ministros do STF saltassem de R$ 26.723,13 para R$ 32 mil.

Depois de tirar do Orçamento o aumento pedido pelos juízes, o máximo que o Planalto aceitou, quando o Supremo reclamou do corte, foi enviar a proposta de reajuste para a Comissão Mista do Congresso. "Mas a proposta orçamentária oficial, a que o governo enviou no dia 31 de agosto, não será mexida pelo Planalto", disse um assessor da Presidência.

Recomposição. Para os representantes dos magistrados e dos servidores do Judiciário e do Ministério Público, eles não estão pedindo um reajuste, mas apenas uma "recomposição monetária" de um segmento que não tem reajuste desde 2006 - o que não é verdade, pois entre janeiro de 2002 e dezembro do ano passado, os ministros do STF tiveram um aumento real de 34%.

"Temos que ter um juiz para resolver isso (liberação do aumento) e o parlamentar é que fará esse papel", disse o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Nelson Calandra. O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e MPU no DF, Berilo José Leão Neto, disse que os parlamentares já estão "sensíveis" ao pedido de "recomposição". "Estou bastante confiante."

O grande temor do governo é de que o aceno do Congresso abra uma fila de categorias reivindicando o mesmo reajuste.

Diante da defasagem dos salários médios comparados com os do Judiciário (R$ 12 mil) e do Ministério Público (R$ 20 mil), a expectativa é de que os militares que recebem, em média, R$ 4,8 mil façam uma pressão enorme por reajuste. A mesma atitude deverá ser adotada pela Receita Federal e a Polícia Federal, que têm salários médios de R$ 16,8 mil e R$ 16,3 mil, respectivamente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

POLÍTICA - Serra, o penetra de ouro.

A atividade política de José Serra tem se resumido a se convidar para todas as inaugurações de obras estaduais em São Paulo, a aparecer sem ser convidado em eventos políticos de terceiros (como no discurso inicial de Aécio Neves como senador) e a criar factoides políticos (como a reunião com Rui Falcão, presidente do PT, para "discutir a reforma política"). Em particular, é semelhante a reação dos que têm seu espaço invadido pela semcerimônia de Serra: incômodo com sua falta de educação pública e pessoal e uso frequente da palavra "penetra" para descrever seu estilo.

Em todos esses movimentos, ele não representa nada, a não ser ele próprio.

No Blog recém-inaugurado, é incapaz de aprofundar qualquer ponto programático que pudesse ajudar na reorganização do partido. Colheu alguns dados sobre voto distrital misto e, a exemplo do que fez com diversos temas na campanha, transformou em slogans, sem nenhum aprofundamento maior.

Todas suas manifestações ou são de um tatibitati irritante (como seus artigos "didáticos" sobre o voto distrital misto), ou agressivas (único território onde revela, de fato, sua natureza, sem a necessidade de ghost writers, como ocorre com artigos econômicos), ou acacianas - como a observação sobre a fusão de partidos: "é discussão fora de hora". E mais não disse, pois seria exigir muito de sua capacidade analítica e sagacidade política.

Ante tão notável observação, calem-se todos os que ousarem avançar em análises um pouco mais profundas contra ou a favor da fusão. "É fora de hora", sentenciou o conselheiro Acácio. E todos se impressionaram com ponderação tão profunda.

Folha de S.Paulo - Fusão de siglas é "discussão fora de hora", afirma Serra - 17/05/2011

Fusão de siglas é "discussão fora de hora", afirma Serra

União de PSDB, PPS e DEM é defendida por Aécio com vistas à eleição de 2014

Serra e Alckmin vão juntos à inauguração de uma estação do metrô na capital para mostrar que o partido está coeso