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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ELEIÇÕES - O Índio se deu mal.

Do Blog A Pedrada

O candidato a vice-presidente de José Serra, vai até a Rocinha no RJ, mas se dá mal. Além de não conseguir entrar na comunidade, ainda tem que escutar um montão de cobranças, sem contar com as suas argumentações que foram prontamente desmentidas pelos moradores.

sábado, 4 de setembro de 2010

ELEIÇÕES - Os segredos e seus limites.

Por Mauro Santayana

O caso da violação do sigilo fiscal da filha de José Serra é, por enquanto, mero caso de polícia. O responsável pelo requerimento tido como falso terá que ser ouvido, em inquérito, conforme os ritos da lei. Ali ele deverá explicar como se apossou da informação, se por iniciativa própria ou a serviço de terceiros, e por quê. Se outros estiverem envolvidos, que também respondam pelos seus atos, conforme determinam os códigos penal e civil, se assim entender a Justiça.

Esse é o aspecto legal do problema. Houve, ao que parece, crime de falsidade ideológica, gravíssimo: alguém imitou a assinatura de outra pessoa, providenciou o falso reconhecimento da firma, segundo se informa, em cartório no qual a vítima não tinha amostra de sua assinatura, dirigiu-se a uma repartição da Receita Federal e obteve os dados que desejava.

A violação em si é apenas um lado, que reputamos menor, da questão. É claro que a filha do candidato José Serra tem direito à sua privacidade, sobretudo pelas suas circunstâncias pessoais. Ela não ocupa cargo público, não é dirigente partidária, nem candidata nestas eleições. O outro problema é o do sigilo das declarações do Imposto de Renda.

Todos nós sabemos que os grandes fraudadores do Fisco conseguem fazer declarações exemplares, com a ajuda de hábeis contadores e tributaristas, de forma a ocultar rendas mal havidas e a sonegar impostos. Com toda a argúcia e honestidade dos fiscais da Receita, o poder público tem sido negligente na repressão aos sonegadores e lavadores de dinheiro em nosso país.

A lupa dos investigadores, nas operações de malha fina, é poderosa, mas não atinge os principais responsáveis pela reciclagem, mediante a lavagem de dinheiro, dos elevadíssimos rendimentos do crime organizado, entre eles os do peculato e do tráfico de drogas. Deveríamos ter, como em outros países, organizações policiais próprias e especializadas, e não contar somente com repartições da Polícia Federal e da Polícia Civil para estas operações. A própria Receita Federal poderia manter equipes especiais e permanentes de monitoramento da evolução patrimonial, a partir de certo volume de rendimentos.

E por que não podemos permitir que os nossos rendimentos sejam conhecidos? Quem fez seu patrimônio com lisura deve orgulhar-se disso. É comum, em muitos países, que as declarações anuais de impostos de personalidades conhecidas sejam de conhecimento público. Na Espanha é tradição que a primeira declaração ao Fisco, imediatamente tornada pública, seja a do rei, embora isso nada signifique em um regime monárquico.

Devemos evitar que a emoção venha a perturbar o processo eleitoral, nestas últimas semanas de campanha. A violação dos arquivos da Receita, no que se refere à senhora Verônica Serra, ocorreu há um ano. Ainda que os responsáveis pelo ato ilícito tenham tido o propósito de atingir o candidato José Serra, é exagero temerário nele envolver a candidata Dilma Rousseff, ou o governo como instituição. Mais importante para a nação é investigar e saber como, e por que, os ativos nacionais e os seus recursos naturais foram transferidos a mãos privadas, muitas delas estrangeiras, há 13 anos. O sigilo fiscal da senhora Verônica Serra é um assunto de seu interesse pessoal e do interesse político de seu pai, candidato à Presidência da República. A revelação dos segredos das privatizações, que feriram a soberania do povo, é do interesse – e do direito – de todos os brasileiros.
Fonte: JBonline

sábado, 28 de agosto de 2010

ELEIÇÕES - Serra: "Quem te viu e quem te ve".

Já que o PIG com todas as suas manipulações e factóides não está conseguindo alavancar a candidatura do Serra,este agora tornou-se uma "vivandeira dos quartéis".Há poucos dias falou em liberdade de imprensa e que o governo Lula censura os meios de comunicação.
Agora exigiu que seu encontro com a milicada, com o grande deputado democrata Bolsonaro a tiracolo, fosse fechado a imprensa.A esse respeito, o Clube de Aeronáutica emitiu a seguinte nota:

“A assessoria de imprensa do Clube da Aeronáutica afirmou que o fechamento do evento à imprensa foi a pedido da assessoria do candidato. “Eles estabeleceram as regras do jogo. Eles pediram. Nós queríamos que fosse aberto”, afirmou o assessor do clube, coronel Paulo F. Tavares.”

Vejam o que o Serra declarou, evocando a república sindicalista: (abre aspas)

“— Em 64, uma grande motivação para a derrubada do Jango foi a república sindicalista.

Lembra disso? Não tinha nada disso, isso não tinha a menor possibilidade.

Eles fizeram agora a verdadeira república sindicalista”.(fecha aspas)

Este brilhante comentário foi publicado pelo jornal O Globo na sua edição de hoje e que evoca o passado do golpismo militar e da direita, agora contra o governo Lula e o PT.Será que ele está achando que em pleno século XXI, ainda há espaço para quarteladas?
E eu que estive no comício da Central do Brasil assistindo o Serra, como presidente da UNE, pronunciar um violento discurso, ao lado do Jango, do Brizola, do Arraes, do Julião, etc, defendendo o governo do Jango Goulart,só posso dizer uma frase bastante popular: "Quem te viu e quem te vê". Pior que isso, é ouvir o Gabeira, que participou do sequestro do embaixador americano, declarar que a juventude que estava arriscando sua vida, lutando contra a ditadura, queria implantar uma ditadura comunista.Por falar nisso, não vejo a imprensa golpista chamar o Gabeira de terrorista, o mesmo acontecendo em relação ao Serra, que fez parte do grupo Ação Popular.Por aí se ve como o PIG é imparcial. Quero ver esse PIG (os mervais, os jabores, etc), criticar esta censura à imprensa imposta pelo Serra, a sua visita ao Clube de Aeronáutica.
Enquanto isso, como dizia o Ibrahim Sued, "enquanto os cães ladram, (e como ladram os 5% que acham o governo Lula péssimo, na certa leitores da Veja),a caravana passa".

Carlos Dória