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terça-feira, 19 de maio de 2015

POLÍTICA - PSDB, o blá, blá, blá de sempre.


PSDB assume ser o partido dos paneleiros

Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

Meio envergonhado no começo, sem saber direito como agir diante dos protestos do "Fora Dilma", apresentados como "espontâneos e apartidários", com seus lideres relutando em sair às ruas para se misturar aos manifestantes, agora o PSDB resolveu assumir de vez o papel de partido dos paneleiros e das marchadeiras.
Na noite desta terça-feira, o programa dos tucanos que irá ao ar no rádio e na TV servirá como um divisor de águas na guerra política. Ameaçado de perder o protagonismo das oposições, a reboque da mídia e dos movimentos organizados pelas redes sociais, os tucanos deixaram de lado o pudor acadêmico, mandaram os escrúpulos democráticos às favas, e resolveram ir à luta.

Os grandes caciques tucanos voltaram bem diferentes da temporada em Nova York, onde participaram, na semana passada, de um festival de homenagens ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na gangorra do vai não vai que caracteriza a ciclotimia do partido, o PSDB preparou o mais duro ataque já desfechado contra seu adversário histórico, 12 anos após a perda do poder central.

É o próprio FHC, fugindo ao habitual estilo cordato, quem comanda a virada radical do partido, ao partir como um Carlos Lacerda para cima de Lula, após o programa abrir as baterias com as imagens dos panelaços das varandas promovidos contra o governo e o PT.

"Nunca se roubou tanto em nome de uma causa (...) A raiz da crise foi plantada bem antes da eleição da atual presidente. Os enganos e desvios começaram já no governo Lula. O que já se sabe sobre o petrolão é grave o suficiente para que a sociedade condene todos os que promoveram tamanho escândalo, tamanha vergonha".

Na mesma linha, e para não perder o lugar na fila dos presidenciáveis tucanos, Aécio Neves também desceu do muro e bateu pesado:

"O Brasil precisa saber definitivamente quem roubou, quem mandou roubar e quem, sabendo de tudo, se calou e nada fez para impedir. Se a corrupção ganhar, ela vai voltar cada vez pior, cada vez mais forte. É hora de fazer o que é certo".

E o que é certo? Ao longo do programa, o PSDB nada diz a respeito. Repete apenas as palavras de ordem da mídia, das ruas e das varandas contra o PT, Lula e Dilma, mas em nenhum momento aproveita a propaganda partidária para apontar alternativas à política econômica adotada pelo governo. Fica difícil saber o que o partido ganha com isso pois quem concorda com este discurso já votou em Aécio nas últimas eleições. Os descontentes com o governo podem buscar outras alternativas, não necessariamente as tucanas.

Por coincidência, o programa do PSDB, em clima de panelaços de fim de feira, vai ao ar na mesma semana em que o Brasil recebe o maior volume de investimentos externos já aportado no país. São US$ 53 bilhões em projetos de infraestrutura que a comitiva do primeiro ministro da China, Li Keqiang, vai apresentar hoje em encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Como os chineses não são de rasgar dinheiro, eles parecem estar mais confiantes no futuro do Brasil do que os brasileiros da oposição. Tem algo aí que não bate, para além das panelas.

Vida que segue

sábado, 10 de agosto de 2013

POLÍTICA - Por essa os urubólogos não esperavam.

Popularidade de Dilma sobe seis pontos e chega a 36%

Melhora do índice reflete percepção em relação a fatores econômicos como a queda da inflação

  • A popularidade da presidente Dilma Rousseff voltou a subir após ter despencado nos últimos meses. Nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, 10, indica que o total dos brasileiros que consideram o governo Dilma ótimo ou bom subiu seis pontos, passando de 30% para 36%. Nos últimos meses o índice havia despencado 35 pontos em meio à onda de protestos que se alastrou pelo País.
É a primeira vez que o índice tem reação positiva desde março, quando a popularidade atingiu o pico de 65% de ótimo e bom. A pesquisa indicou crescimento do otimismo dos brasileiros em relação à economia, neste período em que a inflação desacelerou e chegou perto de zero em julho, fato explorado em vários discursos pela presidente em cerimônias das quais participou.

Embora a expectativa em relação à inflação ainda esteja em patamar elevado, de 53%, o índice de entrevistados que temem o desemprego caiu cinco pontos. Ao mesmo tempo, diminuiu o entusiasmo em relação aos protestos de rua e os seus resultados, depois que muitos deles resultaram em atos de vandalismo. No fim de junho, 67% dos entrevistados achavam que os protestos seriam mais benéficos do que prejudiciais aos brasileiros. Agora o porcentual caiu para 52%.

Além da queda da inflação, outros fatores econômicos explicam a melhora da percepção positiva do governo, como o poder de compra dos salários e o cenário positivo do mercado de trabalho. Em julho, a pesquisa anterior do mesmo instituto já mostrava o apoio da maioria às respostas do governo aos protestos nas ruas. No início, o pacto sugerido pela presidente com reforma política e consulta popular foram bem recebidos.

Agora, o principal problema apresentado pelos entrevistados é a má gestão dos recursos da saúde, mas subiu sete pontos a taxa dos brasileiros favoráveis à contratação de médicos estrangeiros proposta pelo governo. Com a ação, Dilma descolou a imagem do poder Executivo do Congresso, que enfrenta ampla reprovação.

A aprovação da presidente é de mais de 40% entre os menos escolarizados e mais pobres, mais ainda fica abaixo de 30% entre os mais ricos e os mais instruídos. Nos municípios com menos de 5 mil habitantes, mais de 50% aprovam a presidente. Já nas cidades com mais de 500 mil habitantes, a aprovação cai para 37%.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

POLÍTICA - "Resgatamos pessoas, não os bancos"

Copiado do Blog do Laque



OS BOMBEIROS ESPANHÓIS, O PINHEIRINHO E VOCÊ


“Resgatamos as pessoas, não os bancos”



                Esta frase, exibida em um cartaz ontem por um grupo de bombeiros da cidade espanhola de A Coruña correu o mundo.

          Os profissionais do fogo se negaram a arrombar a porta da casa de nº 9 da rua Padre Feijoo e cumprir uma ação judicial que jogaria Aurelia Rey, de 85 anos, na rua. 

           A costureira estava com seu aluguel de 126 Euros atrasado.

           Se a tropa de choque da PM paulista fosse composta por gente desta estirpe, provavelmente as seis mil famílias do assentamento Pinheirinho, em São José dos Campos, não teriam sido despejadas à bala no inicio de 2012.

           A área de 1,3 milhão de metros quadrados, pertencente ao ex-megainvestidor Naji Nahas – que chegou a ser condenado a 24 anos e oito meses de cadeia por crime financeiro - hoje é um monte de entulho.

            E o povão que estava lá ficou sem ter onde morar

            A atitude dos bombeiros espanhóis também me remete a um episódio ocorrido durante o governo de João Goulart. Leia o texto postado mais abaixo.


            Mas, o que você tem a ver com isso? 

            Tudo!

            Já que sempre haverá uma oportunidade para você desobedecer uma ordem tirana em nome da dignidade humana.