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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

PETROBRAS - Artigo do Presidente da AEPET.

Prezado,
    Segue artigo onde tento condensar os principais aspectos do ano que termina. Os temas continuam relevantes, a História não para quando a Terra completa mais um giro em torno do Sol.
    Seus comentários e críticas são bem-vindos.
    A divulgação também.
abraço fraterno,
bom 2016!
Felipe

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

PETROBRAS - A pressão já começou por parte dos de sempre.

Estamos que ficar atentos quais interesses estão em jogo. A mesmas forças que no início da década de 50 não queriam a criação da Petrobras, hoje estão querendo desmoralizá-la a fim de privatizá-la.

No artigo abaixo, o governo já está sendo pressionado, certamente para mudar o marco regulatório do petróleo, como mudança do regime de partilha para o de concessões da era FHC, tão do interesse das multinacionais.

Queda do preço do petróleo afetará investimentos no Brasil, diz IBP
A queda do preço do petróleo afetará os investimentos no setor de óleo e gás no Brasil, afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos de Luca. "A queda (do preço do petróleo) afeta investimentos no mundo todo e nós não somos diferentes", disse após reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, na manhã desta quinta-feira, 22.

Ele citou que vários países estão avançando para rever a legislação do setor e afirmou que o IBP está numa rodada de reuniões com ministros, em Brasília. "Estamos estabelecendo um diálogo com o governo para discutir soluções para o setor".

Luca classificou como positiva a indicação do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que a Petrobras irá, cada vez mais, tomar decisões de preço segundo a avaliação empresarial a própria empresa. "É um sinal importante, e são desses sinais que precisamos para manter o investimento", declarou.

Nos encontros com ministros, o presidente do IBP tem apresentado, além de um gráfico que mostra o crescimento do investimento no setor de óleo e gás de 1995 até 2013, as expectativas de investimento de 2014 até 2017. "A perspectiva de investimento do setor de petróleo e gás (R$ 488 bilhões) é seis vezes maior que a previsão para o setor automotivo (R$ 74 bilhões)", comparou. O documento mostra, ainda, que petróleo e gás representa 42% dos investimentos industriais do Brasil até 2017 e 12% do investimento total, segundo dados do IBP, com base em informações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES).

Além de Nelson Barbosa, o presidente do IBP planeja encontrar a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, ainda hoje. Ontem ele se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

Fonte: Estadão Conteúdo

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

PETROBRAS - O Globo perdeu o pudor.

A insistência de O Globo na campanha diária contra a Petrobras


Latuff Cartoons
No submarino do PSDB os poderosos mísseis da mídia são pagos pelas multinacionais do petróleo?
Nota à imprensa


Petrobras reitera que SPEs são operações normais utilizadas por várias empresas
Em relação à reportagem do “O Globo”, de 11/01/2015, intitulada “Petrobras Paralela”, temos a informar que:
* Constituição de SPEs é um ato normal no campo empresarial — A existência de SPEs (Sociedade de Propósito Específico), do tipo projeto estruturado (project finance), não representa “rede de empresas paralelas” criadas para evitar a fiscalização por órgãos de controle de gastos públicos.
A Petrobras refuta o termo pejorativo e de duplo sentido de “Petrobras paralela” e “rede de empresas” dado a essas SPEs pela citada reportagem.
Não se trata de uma “rede de empresas”, pois não há relação entre as SPEs. Uma SPE, constituída segundo um modelo de negócio utilizado nacional e mundialmente, de projeto estruturado, como já informamos reiteradamente ao referido jornal, é uma empresa com objetivo específico de captar recursos para implantação de um projeto e de individualizar custos, receitas e resultados, permitindo uma visão clara do negócio e a percepção dos riscos, aos sócios e potenciais financiadores.
A Petrobras vem utilizando esse mesmo modelo de negócio desde 1999, com grande êxito. O entendimento da Petrobras é que as SPEs que sejam empresas privadas, integrante de uma estruturação financeira, sem participação acionária ou controle da Petrobras (conforme definição da Lei das S.A. e Lei 6.223/75), não estariam sujeitas ao regime jurídico aplicável à Petrobras, no que se refere a obrigação legal de sujeição à fiscalização do TCU.
Não há um pronunciamento definitivo do TCU acerca da necessidade das SPEs, em que a Petrobras não tenha participação acionária, observarem o regime jurídico aplicável à Companhia.
* Não há nenhuma “expansão descontrolada” de criação de SPEs, nem formação de “rede de empresas” — Pelo contrario, todas as SPEs foram criadas com objetivos específicos e bem definidos, na medida da necessidade à sua época, como uma prática de mercado largamente utilizada nacional e mundialmente e sujeitas à legislação aplicável.
Com a redução dos investimentos da Petrobras nestes tipos de projetos, com a mudança do cenário econômico e com a evolução positiva da nota de crédito do País e da Petrobras, o que propiciou maior acesso a financiamentos corporativos, a constituição de ativos via projetos estruturados, por meio de SPEs, vem sendo naturalmente reduzida, como é mencionado na matéria em questão. Caso volte a necessidade de utilização deste modelo de negócio, a Petrobras não hesitará em adotá-lo.
* Colaboração com os organismos de controle e de investigação – Por último, a Petrobras reafirma que vem colaborando plenamente com as investigações da Operação Lava-Jato e atendendo a todas as solicitações do TCU, do Ministério Público e da Polícia Federal, jamais criando ou pensando em criar obstáculos para o bom andamento dos trabalhos desses organismos. E isso tem sido repetidas vezes informado pelas autoridades que representam esses organismos.
PS do Viomundo: O Globo é aquele que escreveu três editoriais distintos. Especulou sobre a privatização da Petrobras, o fim do regime de partilha, pregou a redução do papel da Petrobras no pré-sal e pediu mudanças na política de conteúdo nacional obrigatório. A quem interessa? Às petrolíferas internacionais. Nos últimos dias, implicou com as Sociedades de Propósito Específico e as transformou numa espécie de polvo vermelho da Veja. A Petrobras chegou a perder paciência com o jornal, como relatamos aqui. Quem dera o diário dos irmãos Marinho desse o mesmo destaque ao fato de que a estatal brasileira bateu todos os recordes de produção, segundo informa a assessoria da empresa:
A produção total de petróleo e gás natural da Petrobras, em dezembro de 2014, no Brasil e no exterior, atingiu a média de 2 milhões 863 mil barris de óleo equivalente por dia, melhor resultado já alcançado na história da empresa. Esse volume é 4,4% maior do que o registrado em novembro, que foi de 2 milhões 741 mil boed.
A companhia bateu, também, em dezembro, seu recorde histórico de produção de petróleo e líquido de gás natural no Brasil, ao alcançar a média mensal de 2 milhões 212 mil barris de petróleo por dia (bpd). Esse volume é 4,8% maior que o produzido em novembro, que foi de 2 milhões 111 mil bpd.
Mais recordes no pré-sal
Outro resultado de grande significado para a empresa foi a produção na camada pré-sal. Em dezembro, ela atingiu a média de 666 mil barris de petróleo por dia, superando em 10% o recorde anterior, batido em outubro do mesmo ano, que foi de 606 mil bpd.
Ah, mas isso não interessa…

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

PETROBRAS - Denegrir a imagem ajuda para privatizar.


Petrobras: despejar a criança junto com a água do banho?

Autor: Fernando Brito
juniao
É curioso o que ocorre na Petrobras.
A atual direção da empresa, mesmo em meio ao furacão de denúncias, não tem contra si nenhuma acusação.
Ao que parece, também não há contra ela nenhuma acusação de incapacidade técnica: a empresa registra aumentos expressivos de produção, cumpre com relativa regularidade  o cronograma de incorporação de novos poços, aumenta significativamente o nível de eficiência de seu parque de refino.
Ao contrário, Graça Foster era saudade pela imprensa como uma técnica exigente e duríssima com qualquer desvio na empresa.
E, no entanto, está politicamente fraca.
Não porque, de maneira inédita, se tenha descoberto, durante sua gestão, casos de corrupção (ate aqui, passados) na empresa.
Isso  nem vem só de FHC, mas do Governo Geisel, quando o Shigeaki Ueki – o homem que faria a operação de compra da Light um ano antes de que ela revertesse, sem custo, para o Governo Brasileiro – nomeado para a estatal pelo austeríssimo luterano Ernesto Geisel.
O problema da atual direção da Petrobras não é falta de competência ou de honradez, mas do entendimento de que a Petrobras tem um papel político que se confunde com os anseios de desenvolvimento e independência do Brasil.
E que o que se faz contra a empresa é, antes de tudo, o que se faz contra esta aspiração do povo brasileiro.
É que, embora asqueroso que servidores do quadro da companhia não apenas a roubem como fragilizem sua imagem, o tema serve a um duplo propósito.
Enfraquecer o Governo Dilma, agora.
E adiante, romper o semi-monopólio reconquistado pela Petrobras sobre o pré-sal.
Já recomeçou a cantilena de que o pré-sal “não é tão lucrativo assim” frente á queda dos preços do petróleo.
Mentira: no mix – pré e pós-sal – o petróleo brasileiro custa US$ 14 dólares por barril para ser extraído, o que o deixa ainda com muitíssima folga diante dos US$ 75 dólares para os quais caiu hoje, depois que a Opep (leia-se Arábia Saudita ou leia-se EUA, como preferir) não adotou o corte de produção que defenderia os interesses dos países exportadores.
Por isso, faço questão de reproduzir aqui o olhar muito mais atilado que o meu, do veterano jornalista Nílson Lage, que pratica, estuda e critica o comportamento do jornalismo brasileiro há mais de meio século. E que, depois de tantos anos de janela, conhece todos os personagens deste jogo, desde os tempos do “Petróleo é Nosso”.

O jogo está escancarado

Nilson Lage, no Facebook
O que se disputa é o Brasil.
A campanha mobiliza a mídia comandada pela Sociedade Interamericana de Imprensa através de organizações corporativas nos moldes das agências nacionais de jornais e de emissoras de rádio e televisão – destacadamente, as empresas sempre fiéis, como as Organizações Globo e o que restou dos Diários Associados.
Os recursos fluem através dos mecanismos hegemônicos de patrocínio publicitário implantados nos últimos 60 anos e do financiamento pelas multinacionais interessadas; para isso, elas cooptaram lideranças políticas ambiciosas dos estados mais industrializados no quadro do “desenvolvimento dependente”.
Numa sociedade em que todos os negócios têm comissões e que a corrupção é generalizada – embora se venha reduzindo nos últimos anos – , cuida-se de demonizar seletivamente as empresas brasileiras mais importantes e as principais detentoras de tecnologia com expressão internacional.
Trata-se, como sempre, de minar o poder nacional brasileiro, intimidar sua eventual base de suporte econômico e, afinal, tomar posse integral dos minérios e do bioma amazônico e, com maior urgência, do subsolo do Atlântico que a Petrobrás começou a explorar – o petróleo do pré-sal e muita coisa mais.
Para esse assalto, há traidores bastantes; uma esquerda cega que sonha impossível “revolução já”; bacharéis carreiristas ou alienados; vigilantes que se supõem super-heróis; e forças armadas de caça-fantasmas perseguindo um comunismo de araque que já foi trabalhismo e agora é bolivarianismo.

O jogo está escancarado

Nilson Lage, no Facebook
O que se disputa é o Brasil.
A campanha mobiliza a mídia comandada pela Sociedade Interamericana de Imprensa através de organizações corporativas nos moldes das agências nacionais de jornais e de emissoras de rádio e televisão – destacadamente, as empresas sempre fiéis, como as Organizações Globo e o que restou dos Diários Associados.
Os recursos fluem através dos mecanismos hegemônicos de patrocínio publicitário implantados nos últimos 60 anos e do financiamento pelas multinacionais interessadas; para isso, elas cooptaram lideranças políticas ambiciosas dos estados mais industrializados no quadro do “desenvolvimento dependente”.
Numa sociedade em que todos os negócios têm comissões e que a corrupção é generalizada – embora se venha reduzindo nos últimos anos – , cuida-se de demonizar seletivamente as empresas brasileiras mais importantes e as principais detentoras de tecnologia com expressão internacional.
Trata-se, como sempre, de minar o poder nacional brasileiro, intimidar sua eventual base de suporte econômico e, afinal, tomar posse integral dos minérios e do bioma amazônico e, com maior urgência, do subsolo do Atlântico que a Petrobrás começou a explorar – o petróleo do pré-sal e muita coisa mais.
Para esse assalto, há traidores bastantes; uma esquerda cega que sonha impossível “revolução já”; bacharéis carreiristas ou alienados; vigilantes que se supõem super-heróis; e forças armadas de caça-fantasmas perseguindo um comunismo de araque que já foi trabalhismo e agora é bolivarianismo.