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sexta-feira, 19 de maio de 2017

POLÍTICA - O alvo final.

O ALVO FINAL É LULA


Aqueles que estão soltando foguetes que nos desculpem, mas não nos colocamos entre os que comemoram, efusivamente, as últimas notícias. 


Moralmente e por uma questão de princípios em defesa da democracia, quem está contra os casuísmos e arbitrariedades jurídico-investigativas da Operação Lava Jato no caso de Lula, tem que se manter contra esse tipo de coisa também quando o atingido é o campo adversário.

Até mesmo porque parte, e faz parte da estratégia, de quem tem apenas um interesse: o seu próprio lado.

Não vemos como solução para o país um impeachment de Temer a ser conduzido pela figura nefasta da Janaína Paschoal, que já defende essa hipótese para aparecer nos jornais, nem a convocação de eleições indiretas para a Presidência da República para as quais a mídia já especula, significativamente, citando o nome de Sérgio Moro, se "magistrado poderá ser candidato".


Isso, em um processo a ser conduzido por um congresso majoritariamente golpista, em grande parte também investigado por uma operação cuja autoridade máxima é o próprio "chefe" da República de Curitiba.


A ideia de uma nova campanha pelas Diretas Já é correta, do ponto de vista da lógica democrática.


Mas se formos objetivos e pragmáticos, considerando a atual situação política, retira tempo precioso da oposição, que poderia ser utilizado, caso as eleições se fizessem normalmente em 2018, para que Lula se recuperasse e refizesse - aproveitando a crescente impopularidade do governo Temer e denunciando e esclarecendo as mentiras de que tem sido alvo - sua relação com a opinião pública e seu caminho para a Presidência da República.


Uma eleição agora, mesmo que direta, pode jogar o poder no colo de Jair Bolsonaro, apoiado pela sensação de caos institucional, pela condição de não estar sendo processado pela Lava Jato, e, caso chegue ao segundo turno, como as pesquisas indicam, por uma aliança que abrangeria da extrema-direita a setores mais oportunistas do próprio PMDB e do PSDB, passando pelo "centro" fisiológico dos partidos nanicos conservadores, unida pelo objetivo comum de evitar, a qualquer custo, que o PT e sua "jararaca" voltem à Presidência da República.

Finalmente, a leitura mais correta é de que os principais alvos das mais recentes manobras da "justiça" não sejam nem Temer nem Aécio, por mais implacáveis que sejam, contra ele, os juízes e procuradores.


As acusações contra os dois foram forjadas - já que se tratam claramente de arapucas propositadamente montadas - como forma de abrir caminho, definitivamente, para a condenação de Lula.


A percepção da população de que a Justiça e o Ministério Público estavam sendo totalmente seletivos e parciais no trato dos gregos com relação aos troianos vinha crescendo a olhos vistos nas últimas semanas, e aumentava, na mesma proporção, a popularidade e as intenções de voto do ex-presidente da República, especialmente depois de seu depoimento em Curitiba e da absurda proibição de funcionamento do seu instituto.


Com as acusações contra Temer e Aécio, o anti-petismo entrega duas torres para capturar e eliminar o Rei que odeia e persegue, sem êxito, há tanto tempo.

A partir de agora, ninguém pode mais dizer que a Operação Lava Jato só atinge o PT, enquanto afaga seus adversários.


E Lula poderá então, ser condenado "exemplarmente" por Moro, aproveitando-se o caos político que tomará conta do país nas próximas semanas, sendo definitivamente impedido de voltar por via eleitoral ao Palácio do Planalto, tanto agora, em eventuais "Diretas Já", como em 2018.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

POLÍTICA - Diretas Já!


Diretas Já! Diretas Já! Diretas Já! Ou é isso ou é o golpe da Globo

A Globo já escolheu o seu caminho. O de dizer que a Diretas Já é inconstitucional. Se você não é um idiota, não pode cair nessa.
Inconstitucional foi o golpe contra a Dilma, que caiu por conta de supostas pedaladas.
Quando não há condições de se fazer o caminho da democracia sem o referendo popular é preciso chamar o povo pra decidir.
Todos os movimentos sociais precisam gritar em alto e bom tom: DIRETAS JÁ.
O resto é golpismo da Globo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

POLÍTICA - "Lava jato e mídia continuam apostando na canalhice".

O joguinho sujo dessa organização criminosa formada entre Lava Jato e mídia

(Miriam Leitão, Sergio Moro e Vladimir Netto. Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo)
Quero comentar, rapidamente, duas reportagens da Folha, que integram o que tem sido chamado “jornalismo de guerra”.
Uma delas é uma matéria sobre o famigerado e ridículo email, que Monica Mouro alega ter sido “o aviso” de Dilma de que ambos seriam presos.

Ao dizer que o Google “será peça chave”, a Folha tenta dar sobrevida a mentira de Moura, visto que o email não diz absolutamente nada. Não tem remetente, nem destinatário, nem assunto, nem conteúdo.
A outra é uma reportagem em que os procuradores da Lava Jato, sempre através da imprensa, tentam mostrar uma contradição de Lula.

A Lava Jato não tem vergonha de se mostrar como uma perseguição. Lula foi presidente por oito anos. Teve milhares e milhares de reuniões. Os procuradores mostram uma reunião entre ele, Dilma e Guilherme Estrela (que não é acusado de nada), da época da descoberta do pré-sal, e querem dizer que isso mostra “contradição” do que disse Lula?
Pior, os procuradores – para dar substância ao ataque midiático – misturaram tudo e divulgaram “agendas”, em que Lula esteve presente em inaugurações e viagens nas quais estavam presentes também os diretores, o que não tem nada a ver com a afirmação de Lula, de que o presidente não tinha reunião “específica” com nenhum diretor.
O texto da Folha é todo trabalhado na mentira. Confiram esse trecho:

Reparem: não há nenhuma menção à reunião específica com Paulo Roberto Costa. Há “agendas”. E aí temos a seguinte expressão: “incluindo sete agendas em que não há menção de outros participantes”. Ora, a Folha e a Lava Jato são diabólicos. A expressão dá a entender que “não havia outros participantes”, o que não é verdade. Quando o presidente vai num “jantar em Beijing”, trata-se de um evento com a participação de dezenas de autoridades chinesas, que, no entanto, não precisam ser mencionadas, por nome, na agenda do Planalto. Quanto ao “encontro” no Palácio do Planalto em 2006, a matéria novamente confunde, porque dá a entender que é continuidade da frase anterior, que fala que não foram mencionados outros participantes. Não é. Provavelmente era um encontro de várias pessoas para falar dos desdobramentos do pré-sal.
Entretanto, o que é mais irritante é que nada disso configura crime. O depoimento de Lula foi espontâneo. Ele falou com franqueza, de memória. É evidente que se poderá encontrar uma pequena contradição aqui ou lá, porque ele é humano. O que Lula tentou transmitir, aos inquisidores, é que ele não participava do dia a dia das decisões dos diretores da Petrobrás, pela simples razão de que era presidente da república e tinha mais o que fazer. Ele discutia questões estratégicas, se houve uma reunião com um diretor, ou na qual um diretor estava presente, era para discutir questões estratégicas.
Na falta de provas contra Lula, a Lava Jato e a mídia continuam apostando na baixa intriga, no joguinho sujo, na canalhice.