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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

SAÚDE - Vacinação obrigatória.

DE RODRIGUES ALVES A BOLSONARO: VACINAÇÃO OBRIGATÓRIA JÁ CAUSOU REVOLTA

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Nas idas e vindas da História, em novembro de 1904 (não é do meu tempo…), o Rio de Janeiro ainda era a capital da jovem República brasileira e, Rodrigues Alves, o nosso presidente.
Foi quando estourou a Revolta da Vacina, um motim popular que durou sete dias e deixou o saldo de 30 mortos, 110 feridos, 945 presos na Ilha das Cobras e 461 deportados para o Acre.
O motivo da revolta foi uma lei que tornou obrigatória a vacinação contra a varíola, numa cidade sem saneamento básico e precários serviços públicos, já assolada por outras epidemias, como a febre amarela e a peste bubônica.
Rodrigues Alves queria modernizar a cidade herdada do período colonial e iniciou uma série de reformas urbanas e sanitárias.
Para isso, contava com o engenheiro Pereira Passos, prefeito do Distrito Federal, que mudou o desenho da cidade, e o médico sanitarista Oswaldo Cruz, da Diretoria Geral de Saúde Pública, encarregado de combater as epidemias.
O projeto da vacina obrigatória exigia comprovantes de vacinação para fazer matrículas nas escolas, conseguir empregos, casar e viajar. Havia multas para quem se recusasse a ser vacinado. Os vacinadores entravam nas casas sem pedir licença.
A reação foi tão violenta que o governo teve de debelar a tentativa de golpe promovida por um grupo de militares e alguns setores civis, na madrugada de 14 para 15 de novembro daquele ano, e decretar Estado de Sítio.
Passa-se mais de um século e, em fevereiro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro promulga uma lei semelhante, a de nº 13.979/20, chamada “Lei do Coronavírus“, tornando a vacinação obrigatória contra a Covid-19 uma das medidas a serem adotadas compulsoriamente pelas autoridades. Não houve desta vez nenhuma reação popular.
Ou Bolsonaro esqueceu da lei que sancionou, ou alguém o alertou sobre o que aconteceu em 1904, mas o fato é que, nesta terça-feira, o presidente deu uma força à campanha contra a vacinação obrigatória cevada nas redes sociais, soltando mais uma basófia presidencial: “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”.
Como é que ficamos?
Vale a lei de Bolsonaro ou a basófia de Bolsonaro? No vai-da-valsa deste governo, ganharam força os devotos antivacina, que comemoraram as declarações do presidente: “Impor obrigações definitivamente não está nos planos”.
Sem especificar quais são os planos para a vacinação, a propaganda de Bolsonaro assegura que “o governo do Brasil preza pelas liberdades dos brasileiros”. Liberdade para viver ou para morrer?
Em lugar do grande médico sanitarista Oswaldo Cruz, temos hoje um general interino permanente no Ministério da Saúde, que nomeou um veterinário para cuidar do programa de vacinação.
Mas não estamos sozinhos nessa encruzilhada. Reportagem de Javier Salas, no jornal espanhol El País, relata que uma quarta parte dos franceses e dos norte-americanos não tomaria a vacina se ela já estivesse disponível. No Reino Unido, 12% da população não se vacinariam, e mais de 18% tentariam que familiares ou amigos não se imunizassem.
“Estamos a tempo de fazer as coisas direito, mas agora é mais difícil do que numa situação normal, e isso me leva a pensar que veremos crescer os movimentos antivacina”, prevê o sociólogo Josep Lobera, que acaba de publicar um estudo associando o sentimento na Espanha à desconfiança em relação à medicina convencional.
Num país como o nosso, onde todo mundo desconfia de todo mundo e os maiores absurdos viram verdades absolutas na internet, dá para imaginar a confusão que vai dar quando a vacina finalmente chegar por aqui.
Mudam os tempos, mudam os presidentes, mas agora não há mais revolta.
Tudo se normalizou na paz dos cemitérios dos mais de 112 mil mortos na pandemia, até agora.
Vida que segue

domingo, 23 de agosto de 2020

SAÚDE - Trump que envolver o Brasil.


Estratégia dos EUA em reforma da OMS irrita europeus

Governo Trump quer Brasil como aliado em processo; objetivo é blindar a entidade da influência chinesa no futuro, mas europeus veem uso eleitoral
Foto: Reprodução
Jornal GGN – O governo dos Estados Unidos deu início a uma proposta para reformar a OMS (Organização Mundial de Saúde) para blindar a influência chinesa dentro da entidade no futuro.
Em sua coluna no portal UOL, o jornalista Jamil Chade explica que o governo Trump já encaminhou seu projeto para o governo brasileiro, estabelecendo princípios para a recriação das estruturas da agência.
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Contudo, o projeto abriu uma crise com os europeus: os governos da França e da Alemanha abandonaram uma negociação no começo de agosto por conta da insistência norte-americana em estabelecer os princípios da nova entidade e a agenda de reformas.
O plano dos Estados Unidos é aprovar o plano no G7 (grupo das sete maiores economias do mundo) que é presidido por Donald Trump neste semestre. O passo seguinte seria levar a questão para o G-20, e o Brasil seria peça fundamental em tal etapa.
Na visão dos europeus, os EUA adotam uma postura dupla: enquanto anunciam a saída da organização e o fim do repasse de recursos, eles querem comandar a reforma da instituição.
E os europeus podem comprometer os planos de Trump: a Alemanha, que lidera a União Europeia, quer evitar apoiar o projeto americano, considerado crítico em excesso e que poderia ser usado como plataforma eleitoral para a reeleição do presidente norte-americano.
Os outros países do G7 acreditam que a OMS precisa passar por uma reforma, mas no sentido de fortalecer a agencia ao invés de esvaziar os trabalhos mantidos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

SAÚDE - Mais uma batalha dessa guerra.


A segunda guerra pelo 'Mais Médicos'








Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:

Convocada para amanhã, no Planalto, a cerimônia de assinatura de uma Medida Provisória para proteger o programa Mais Médicos deve transformar-se num primeiro ato em defesa de um das melhores heranças de Dilma Rousseff, colocada sob ameaça por um eventual governo Michel Temer.

Criado por Dilma em 2013, como uma resposta coerente aos imensos protestos ocorridos no primeiro semestre daquele ano, o Mais Médicos atende 63 milhões de brasileiros e tornou-se um dos mais bem sucedidos programas sociais em vigor no país depois da chegada do condomínio Lula-Dilma no Planalto. O índice de satisfação da população beneficiária, residente em áreas carentes e pontos remotos, fica próximo do absoluto.
Num máximo 10, a nota média é de 8,7, contra 6,6 na situação anterior. Ouvidos em pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Minas e pelo IPESP (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Economicas), junto a 14.179 pacientes, 227 gestores e 391 médicos, apurou-se que 95% dos usuários se declaram satisfeitos, 87% dizem os médicos são mais atenciosos, e 82% afirmam que encontraram soluções melhores ou muito melhores para seus problemas de saúde durante a consulta.

A ameaça a sobrevivência do Mais Médicos encontra-se no artigo 16 da Lei 12.871, que criou o programa, e reflete a única vitória obtida por seus adversários naquele ambiente de cerco que o governo enfrentou durante os protestos de junho de 2013. Aliando-se ao PSDB, ao DEM e demais siglas conservadores, as entidades médicas conseguiram impor um limite de sobrevivência do programa - o período de permanência no programa de médicos formados no exterior, sejam brasileiros ou não. Fixou-se um prazo limite de três anos para que eles pudessem servir ao Mais Médicos munidos apenas do diploma de formação em sua escola de origem. Após esse período, diz a lei, tornou-se obrigatório fazer um exame de revalidação para que pudessem seguir atuando no país. Caso contrário, seriam obrigados a optar entre deixar o Brasil ou abandonar a medicina. Parece uma medida bem intencionada, e até ciosa do ponto de vista da atenção aos pacientes, mas não é.

Num país onde a oferta de médicos por habitante está vergonhosamente abaixo das necessidades da maioria da população e mesmo do padrão autorizado pela renda per capta, a viabilidade econômica do Mais Médicos se apoia na presença de 18.240 médicos que atuam fora do mercado convencional da profissão. A experiência de outros países e mesmo o bom senso mostra que nem todos se dirigem para atuar nos pontos de extrema pobreza movidos por um puro espírito solidário e altruísta, ainda que estes fatores sejam reais em casos numerosos e dignos de admiração. Os efeitos práticos da mudança em curso, caso o artigo 16 seja mantido, é fácil de entender.

Ao contrário do que ocorre hoje, quando só estão autorizados a atuar como profissionais do Mais Médicos, com o exame de validação eles estarão autorizados a ingressar no mercado de trabalho convencional da medicina brasileira, que tem aqueles atrativos que se pode imaginar: salários mais altos, um conforto material típico de classe média e uma vida nos bairros relativamente bem equipados das grandes cidades brasileiras. Caso sejam obrigados a fazer o exame de validação, terão a porta aberta para deixar o mundo dos brasileiros carentes para disputar um lugar ao sol no mercado da medicina brasileira, cuja dinâmica combina um atendimento privado que atinge 20% da população, em grande parte subsidiado pelas garantias oferecidas pelo Estado através do SUS. Não estamos falando de um pequeno número de doutores.

Embora o recrutamento inicial desse prioridade aos profissionais brasileiros, apenas um terço 18.240 médicos que atuam no programa são brasileiros ou têm registro no país, contra 12.966 com registro profissional no exterior -- ou porque são estrangeiros de nascimento, como ocorre com 11.429 de nacionalidade cubana, ou porque foram estudar no exterior. Caso o artigo 16 seja mantido, uma parcela considerável será devolvida ao mercado de trabalho convencional, promovendo o esvaziamento gradual do atendimento. Entre julho e dezembro deste ano, vencem os limites de permanência sem validação de 7.000 estrangeiros, ou 38% dos médicos do programa. Uma nova leva vence nos semestres seguintes e assim por diante, com resultados previsíveis para a população que vive nos pequenos municípios e bairros mais pobres e distantes, onde, conforme já admitiu ACM Neto, insuspeito prefeito de Salvador, "médico cubano é mais conhecido do que Ivete Sangalo."

A ideia de que é preciso assegurar a sobrevivência permanente do Mais Médicos é antiga, mas se consolidou depois da divulgação do documento Ponte para o Futuro, que tem servido de bússola para nortear os rumos de um possível governo Michel Temer. Examinando ideias daquele documento, cuja prioridade máxima reside no corte de gastos públicos, o secretário Hêider Aurélio Pinto, responsável pelo Mais Médicos no Ministério da Saúde, escreveu o artigo "A Saúde e o SUS: como ficariam num pós-impeachment", publicado há pouco no 247.



No texto, lembra a preocupação absoluta de Temer com redução de gastos, a ponto de falar em "acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas", além de falar em "estabelecer um limite para despesas de custeio inferior ao crescimento do PIB, através de lei." O secretário também recorda um projeto de privatização escancarada da Agenda Brasil proposta pelo PMDB no Senado, favorável a "cobrança diferenciada de procedimentos do SUS por faixa de renda. Considerar as faixas do Imposto de Renda de Pessoa Física." O suiço Eduardo Cunha também entrou nesse debate em 2014, através de um Projeto de Emenda Constitucional.

Há três anos, quando o Mais Médicos foi lançado, Dilma recuperava-se da formidável ofensiva das ruas que atingiu seu governo. O programa foi parte da reconstrução da presidente, que acabaria reeleita um ano e meio depois, mesmo enfrentando um jogo sujo na reta final. Em abril-maio de 2016, a luta em defesa do Mais Médicos permite ao governo pisar em terreno conhecido e já aprovado, que a população tem interesse óbvio em defender, especialmente a mais pobre. O fato deste debate se colocar num ano de eleição municipal é um fator que fortalece a mobilização a favor, quando se recorda os transtornos e prejuízos que uma mudança desse porte na rotina de uma população a caminho das urnas.

Um dos principais defensores da MP é Marcio Lacerda. Prefeito de Belo Horizonte, aliado de Aécio Neves, Lacerda é o atual presidente da Frente Nacional de Prefeitos, que expressa os interesses das maiores cidades do pais. Argumentando, entre outras coisas, que "muitas cidades dependem dos médicos intercambistas (assim os estrangeiros são chamados) para manter os serviços básicos de saúde da população", e que "a descontinuidade (do Mais Médicos) criaria um caos nas cidades, justamente em período eleitoral", há dois dias Márcio Lacerda enviou carta ao ministro Marcelo Castro em defesa da Medida Provisória que capaz de assegurar "a continuidade do programa" e a "permanência dos profissionais sem que haja retrocesso dos avanços já conquistados."

Com argumentos ainda mais enfáticos, Eduardo Tadeu Pereira, da Associação Brasileira de Municípios, escreveu uma carta a Dilma onde disse o seguinte: "Até 2013, a falta de de médicos inviabilizava a atenção básica nos municípios, sobretudo nos pequenos e médios, que apresentavam dificuldade para a fixação de profissionais. O Mais Médicos não apenas revolucionou esse cenário, como pautou uma agenda positiva no âmbito da saúde local."

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

SAÚDE - Zika e os ricos.

Zika vair bater à porta dos ricos?



Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Os mais ricos herdarão a Terra. Que já é deles, diga-se de passagem.

A vantagem competitiva? Ter sempre à mão uma boa dispensa com medicamentos, além de médicos competentes. Há um monte de políticos imortais aí para não me deixar mentir.

Digo parcela da população porque podem comprar remédios de ponta, que funcionam e têm poucos efeitos colaterais, por exemplo. Sucesso garantido graças a exigentes testes realizados à exaustão pelas maiores indústrias farmacêuticas do mundo em milhares de “voluntários'' de classes sociais mais baixas.
Afinal, testes de medicamentos envolvendo gente pobre na África que os olhos não veem, o coração não só não sente como agradece.

A relação de casos letais/investimento em cura é maior nas doenças que acometem a parte rica da população do que a parte pobre. A pesquisa para a busca da cura do câncer recebe muito mais que pesquisas para doenças causadas por parasitas que afetam bilhões e matam milhões.

E quando uma pessoa que tem acesso a recursos privados de saúde fica ruim, há chance maior de cura do que alguém que depende de si mesmo, do poder público e de suas filas. Não me excluo dessa, pois tenho acesso a bons médicos e conto com um bom plano de saúde que já me tiraram do Cabo da Boa Esperança uma série de vezes.

Como já publiquei neste espaço, parte da população vive no século 21 da medicina, enquanto outros ainda engatinham pela Idade Média das esperas em hospitais, dos remédios inacessíveis, da falta de saneamento básico e da inexistência de ações preventivas.

Na prática, quem consegue jogar xadrez com a Morte e enganá-la por um tempo são os mais ricos, que possuem os meios para tanto. Mas os mais pobres, por mais que tenham força de vontade e queiram continuar vivendo, não necessariamente conseguem a mesma façanha.

Vão apenas empurrando com a barriga, apesar de tudo e de todos, ajudando com seu trabalho e, algumas vezes, como cobaias, os que ganharam na loteria da vida a terem uma existência mais feliz.

Se a saúde não fosse tratada como um grande negócio global, mas como um direito humano realmente tutelado pela comunidade internacional, a palavra “prevenção'' sairia da frieza dos dicionários e evitaria que algumas coisas saíssem do controle.

Ou seja, que doenças pudessem ser tratadas com a gravidade que merecem quando ainda são “coisa de pobre''.

O problema é que, mais cedo ou mais tarde, alguma “coisa de pobre'' bate à porta dos ricos. Foi assim com o pânico do ebola e está sendo assim com a zika.

Pois, às vezes, vírus e bactérias cismam em ignorar regras sociais e, sem reconhecer quem são os eleitos pela vida, fazem estragos.

sábado, 12 de dezembro de 2015

SAÚDE - Infeccões respiratórias - cura através de hervas e plantas.


7 Plantas e ervas que curam Infecções Respiratórias e acalmar os Pulmões


Hipócrates, o médico do grego clássico, estava certo quando ele pronunciou: "Deixe o alimento ser sua medicina e a medicina ser teu alimento." Isto foi confirmado por décadas de pesquisas que mostram o poder de cura dos alimentos, bem como, inversamente, o seu potencial para causar alguns graves problemas de saúde. Assim, muitas doenças, bem como o aumento exponencial da doença crônica, nas últimas décadas, podem ser ligados a nossos hábitos alimentares hoje.

Vivemos em um mundo cheio de pesticidas, antibióticos carnes atado e alimentos processados ​​que são fabricados para ser viciante. Além de tudo isso, o nascimento e a ascensão da medicina baseada em química foi completamente dizimado remédios naturais que parecem ser mais eficazes. Medicina baseada em química, segundo muitos, é também responsável pelo aumento maciço em várias doenças.

Como Glenn A. Warner, MD, ex-chefe do departamento de imunoterapia do Instituto Tumor sob Orliss Wildermuth, MD, escreve: "Temos uma indústria multi-bilionária que está matando as pessoas, direita e esquerda, apenas para o ganho financeiro. A idéia de fazer a pesquisa é verificar se duas doses desse veneno é melhor do que três doses desse veneno. "

Este é precisamente por isso que o Dr. Richard Horton, editor-chefe atual da The Lancet - considerada uma das revistas médicas com revisão por pares mais respeitados do mundo - publicou recentemente uma declaração de que muita pesquisa publicada é na verdade não confiável na melhor das hipóteses, se não completamente falsa:

O caso contra a ciência é simples: grande parte da literatura científica, talvez a metade, pode ser simplesmente falso. Afligido por estudos com pequenas amostras, efeitos minúsculos, análises exploratórias inválidos, e flagrantes conflitos de interesse, juntamente com uma obsessão para perseguir tendências de moda de importância duvidosa, a ciência deu uma guinada para a escuridão. (Fonte)

Dr. Marcia Angell, um médico e antigo editor-chefe da The New England Medical Journal (NEMJ), que é considerado como mais um dos peer-reviewed revistas médicas de maior prestígio no mundo, faz sua visão do assunto bastante simples:

Ele simplesmente não é mais possível acreditar grande parte da pesquisa clínica que é publicado, ou para confiar no julgamento de médicos confiáveis ​​ou orientações médicas autorizadas. Não tenho prazer em esta conclusão, que eu alcancei lentamente e com relutância sobre minhas duas décadas como um editor do New England Journal of Medicine. (Fonte)

É altamente improvável que um médico iria prescrever-lhe uma dose diária de aipo em vez de pílulas para baixar a pressão arterial, apesar do fato de que alguns alimentos, como aipo, demonstraram cientificamente e experimentalmente para ter resultados surpreendentes ...

Dito isto, a seguir é uma lista de 10 plantas e ervas que podem curar infecções respiratórias, impulsionar a saúde do pulmão, e reparar o dano pulmonar.

 1. Sábio

Sábio é embalado com óleos essenciais que têm vários benefícios. Estes podem ser desbloqueados por beber chá de sálvia, que é usado para tratar doenças respiratórias e pulmonares comuns.

Sábio tem tujona, cânfora, terpeno, e salvene, que, quando inalado na forma de vapor, pode dissipar distúrbios pulmonares e limpar o seu sinusite.

Para fazer isso, você pode preparar um forte pote de chá de sálvia e coloque-o em uma tigela ou vaporizador.

2. Cannabis

Muitas pessoas não sabem disso, mas quando você fuma cannabis você realmente mudar a sua composição química de uma forma negativa. Se você estiver indo para usá-lo para fins de cura, é melhor ingeri-lo ou usar um vaporizador; nenhum destes métodos resultam na degradação tóxicos dos compostos terapêuticos que acontece quando a queima da planta.

Estudo após estudo mostrou que a cannabis é uma das plantas mais eficazes anti-câncer no mundo. Vaporização pode permitir que os ingredientes activos para desencadear a resposta imune natural que existe dentro do corpo, reduzindo assim a capacidade de infecção para espalhar.

Vaporizando cannabis (especialmente com quantidades muito elevadas de canabinóides) abre vias aéreas e dos seios, agindo como um broncodilatador.

É ainda um método comprovado para o tratamento e reversão de asma.

3. Oregano

Esta erva contém vitaminas e nutrientes que são vitais para o sistema imunológico.

Orégano contém compostos, como o ácido rosmarínico, que são descongestionantes naturais e redutores de histamina.

Estes têm um efeito muito positivo sobre o trato respiratório e nasal passagem do fluxo de ar.

Óleo de orégano também é grande e conhecido para combater infecções na garganta; ele também é considerado para ser uma ótima alternativa para tratamentos com antibióticos comuns.

4. Eucalipto

Isso tem sido usado por milhares de anos, e hoje é comumente usado para promover a saúde respiratória e ajudar a aliviar a irritação da garganta. Este é precisamente por isso que é um ingrediente comum em vários medicamentos para a tosse.

5. Verbasco - Verbascum Thapsus

Ambas as flores e as folhas desta planta têm valor medicinal, e ambos são usados ​​para fazer um extrato de ervas que torna os pulmões mais fortes.

Terapeutas holísticos e de ervas, muitas vezes usá-lo para limpar o muco dos pulmões.

O chá pode ser feita a partir de uma colher de chá da erva seca-se para um copo de água fervida.

6. Peppermint - Mentha piperita +

Hortelã-pimenta contém mentol, um ingrediente que relaxa o tracto respiratório e músculos, promovendo assim a respiração livre. Óleo de hortelã-pimenta contém muitos outros compostos adicionais, como o limoneno e pulegone, que são grandes descongestionantes. Muitos balms peito terapêuticos contêm esses ingredientes.

7. Plantain erva - P. Ianceolata e Plantago major

Folha de bananeira é uma outra erva que tem sido usada por centenas de anos para ajudar a acalmar uma caixa irritada e tosses. Além disso, também contém muitos compostos anti-inflamatórios e antitóxico. Os ensaios clínicos têm encontrado favorável contra tosse, resfriado, e irritação pulmonar. Folha de bananeira tem um bônus adicional na medida em que pode ajudar a aliviar uma tosse seca por desova produção de muco nos pulmões.

Fonte: 
http://www.collective-evolution.com

SAÚDE - Como Cingapura venceu a dengue.


Cidade-estado desenvolveu técnicas bem-sucedidas contra o aedes aegypti

Como a Cingapura venceu a dengue
Todos os dias, 850 agentes de inspeção sanitária percorrem as ruas de Cingapura (Foto: gov.sg)
Localizada no sudeste asiático, a pouco mais de 100 km ao norte da linha do Equador, a Cingapura tem um clima úmido e quente. A média anual de temperatura do país varia pouco, ficando sempre entre 31° e 24°.
Assim como no Brasil, o clima de Cingapura favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, fazendo do país um território fértil para surtos de dengue. Por lá, no entanto, antigas epidemias da doença ensinaram o governo local a desenvolver técnicas que alcançaram grande sucesso em conter o avanço da dengue e manter seu mosquito transmissor sob controle.
A estratégia do governo contra a dengue consiste em um rigoroso programa de monitoramento feito pela Agência Nacional de Meio Ambiente (NEA, na sigla em inglês). Responsável pela vigilância sanitária da cidade-Estado, o órgão trabalha para combater o Aedes aegypti em conjunto com outras 27 instituições públicas e privadas.
Este ano, a campanha de saúde adotou o nome “Do the mozzie wipeout” (algo como, “Faça a limpeza contra o mosquito”). Todos os dias, 850 agentes de inspeção sanitária percorrem as ruas de Cingapura aplicando pesticida em locais que possam servir de desova para o mosquito. Eles também instalam armadilhas chamadas “gravitraps”, que atraem fêmeas do mosquito em busca de um lugar para desova. Através dessas armadilhas, os agentes conseguem monitorar as regiões com mais focos do mosquito, o que permite redobrar os trabalhos no local.
Os agentes também usam um sistema de cores para alertar moradores sobre a incidência de casos de dengue e a presença de focos do mosquito: o sinal verde indica uma vizinhança livre da dengue; o amarelo indica que foram registrados casos de dengue no bairro; já o vermelho alerta que mais de 10 casos da doença foram registrados na região. A campanha do governo também conta com um vídeo bem-humorado, feito para incentivar a participação de todas as famílias no combate ao mosquito.
Os agentes da NEA têm permissão para entrar nas residências sem a necessidade de autorização judicial e podem emitir pesadas multas a um morador, caso sejam encontradas larvas ou ovos do mosquito em sua casa. No caso mais grave, a pessoa pode ir para a cadeia. Canteiros de obras também são alvos de inspeção. Caso não tomem medidas contra o mosquito, a construção pode ser embargada.
Apesar de bem-sucedida, a prática é difícil de ser replicada em países como o Brasil, por conta do vasto território. O governo brasileiro, no entanto, vem investindo em uma técnica pioneira que também é estudada pelo governo de Cingapura.
A técnica consiste em inserir no organismo do mosquito uma bactéria chamada wolbachia. A ação da bactéria impede o mosquito de transmitir em suas picadas vírus como o da dengue. Em entrevista à BBC Brasil, Scott O’Neil, autor da técnica e professor da Universidade Monash de Melbourne, Austrália, disse que o método é promissor no combate a doenças transmitidas por mosquitos.
“Já estamos testando essa tecnologia em cinco países. Sabemos que ela funciona igualmente para dengue, chikungunya e zika e, inclusive, para parasitas da malária e da febre amarela”, disse O’Neil.
Confira abaixo o vídeo da campanha “Do the mozzie wipeout”:

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

SAÚDE - Planos de saúde e o tratamento do câncer.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SAÚDE - Rivotril, a droga legalizada.

Rivotril, a droga legalizada da paz artificial


Produzida pela Roche, gera lucros bilionários. Como qualquer psicoativo, pode ser útil ou perigosa. Sua venda, em disparada, lança a questão: só as drogas de transnacionais serão legalizadas?
Por Ingrid Matuoka, na Carta Capital

Segundo a Anvisa, o consumo brasileiro do princípio ativo do Rivotril, o clonazepam, em 2007 era de 29 mil caixas por ano. Em 2015, este número atingiu os 23 milhões, de acordo com a IMS Health. O crescimento significativo em pouco tempo desperta as suspeitas de uso excessivo e desnecessário por parte de especialistas.
Com a promessa de aliviar as pressões e as ansiedades cotidianas, psiquiatras e médicos em geral receitam o remédio tarja preta, ou seja, que pode causar dependência física e psíquica, mesmo que o paciente não apresente um caso clínico de ansiedade.
Agravando a situação, o medicamento tem um valor relativamente baixo. A reportagem deCartaCapital chegou a encontrar caixas a R$ 4. As mais caras são vendidas por cerca de R$ 20.
O clonazepam, princípio ativo do medicamento Rivotril, do laboratório farmacêutico Roche, pertence à classe farmacológica das benzodiazepinas, que agem diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando a mente e o humor.
Os ansiolíticos à base de clonazepam são as substâncias mais consumidas no Brasil entre os 166 princípios ativos de remédios tarja preta segundo o boletim do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados da Anvisa, entre 2007 e 2010.
O Rivotril tem entre seus usos o controle de distúrbios epilépticos e casos graves de transtornos de ansiedade, como a Síndrome do Pânico. Sempre em situações pontuais e pelo menor tempo possível.
“O Rivotril, de modo geral, é uma medicação segura e eficaz para o que se propõe, e pode ser de grande benefício quando bem receitado”, explica o médico psiquiatra Plinio Luiz Kouznetz Montagna, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e ex-professor da Universidade de São Paulo, com passagem pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de Londres.
No entanto, segundo Montagna, seu uso tem sido banalizado. O psiquiatra explica que usar o Rivotril para apaziguar sintomas sem dar atenção às origens dos mesmos pode mascarar quadros mais graves, porque a ansiedade pode ser primária ou derivar de outras condições, como depressão e psicoses, que exigem outros tipos de tratamento.
Montagna esclarece que as manifestações da ansiedade podem ocorrer tanto na esfera psíquica (sentimento opressor, antecipação de perigo etc) como no corpo (dispneia, insônia, taquicardia). Já as causas da ansiedade podem derivar de elementos biológicos, psicológicos, socioculturais e do desenvolvimento individual em um contexto familiar determinado.
Prateleira-de-medicamentos
O Rivotril é o mais vendido principalmente por seu baixo custo / Crédito: Flickr Commons/Governo de Itanhaem
O psiquiatra considera a ansiedade como fundamental para sinalizar um perigo e necessária para a saúde psíquica. “Costumo comparar com o funcionamento de um violão. É preciso um nível de tensão das cordas adequado para que a música aconteça. Se as cordas estiverem frouxas, não sai música. Se demasiadamente estiradas, podem até a romper. Assim é a ansiedade em relação ao funcionamento mental humano”.
No entanto, quando a reação a um estímulo passa a ser desproporcional é que há um transtorno de ansiedade, como explica o conselheiro do Cremesp Mauro Gomes Aranha de Lima. “Viver em grandes centros urbanos gera, naturalmente, um sentimento de ansiedade por deixar as pessoas estejam constantemente em alerta, estressadas. E isso não é necessariamente um transtorno de ansiedade. Mas esses fatores podem desencadear um transtorno em quem já tem certa tendência a isso”.
Como exemplo de reação além da necessária a um estímulo, Lima descreve a situação em que alguém vê uma faca ou está em um elevador apertado e isso desencadeia uma crise de pânico. Ou quando, ao cumprimentar alguém e sentir um pouco de suor, ter que lavar as mãos excessivamente depois.
Em relação à vida urbana de que Lima fala, Montagna lembra o epidemiologista inglês Richard Wilkinson, cujos trabalhos são utilizados pela ONU e a OMS: “o binômio inclusão – exclusão a grupos, pequenos ou grandes, está em questão.
Os estudos de Wilkinson observam que o fator que importa em termos de ansiedade e saúde mental, consumo de drogas, criminalidade, e diversos outros índices de bem estar social é a diferença de renda entre os mais ricos e os mais pobres. Quanto mais equitativa a sociedade, menor a prevalência de ansiedade e de transtornos mentais”.
TEXTO-MEIO

Montagna pondera que, se essa é a situação em países ricos, a questão deve tornar-se muito mais aguda e possivelmente mais dramática em países como o Brasil, com uma grande desigualdade social. “Com a desigualdade, nos índices de saúde, saúde mental e social, o prejuízo, o sofrimento não é só dos pobres, mas também dos ricos. O prejuízo da desigualdade é de todos”.
Surgimento e abstinência
O surgimento dos atuais tranquilizantes é atribuído a Leo Sternbach, que trabalhava para Hoffmann – La Roche e patenteou mais de 241 inovações químicas, tornando a Roche uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo.
Ele foi responsável por desenvolver os primeiros tranquilizantes à base de benzodiazepínicos, substituindo os barbitúricos desenvolvidos no começo do século passado (como o Gardenal) perigosos por terem a dosagem fatal próxima à dosagem para o tratamento. Em 1960, Sternbach lançou o Librium e, três anos depois, o Valium, mais simples e mais potente.
Valium
Comprimido de Valium, da Roche
“Mães precisam de alguma coisa hoje para acalmá-las. E mesmo que ela não esteja realmente doente, há uma pequena pílula amarela”, diz a música dos Rolling Stones lançada em 1966 em referência ao Valium, quando os tranquilizantes já estavam popularizados nos Estados Unidos. Hoje, Medley, Sanofi, Pfizer, Aché e Farmasa são alguns dos laboratórios que produzem ao menos um medicamento à base de benzodiazepinas no Brasil, além das versões genéricas dos princípios ativos. O Rivotril, da Roche, contudo, é um dos mais conhecidos.
Dados obtidos pela reportagem da Folha de S. Paulo em 2011 e 2012 mostram que, dentre todos os medicamentos, tarja preta ou não, o Rivotril foi o sexto mais vendido no Brasil. Na época, o Rivotril era responsável por 77% das vendas de ansiolíticos — 14 milhões de caixas por ano.
O levantamento foi feito a pedido do jornal pela IMS Healt, a empresa que audita o mercado farmacêutico no país. Procurado pela reportagem de CartaCapital, contudo, a IMS Health afirmou que este tipo de levantamento não está mais disponível para a imprensa.
Em 2007 foram consumidas 29 mil caixas de medicamentos à base de Clonazepam (princípio ativo do Rivotril) no Brasil. Três anos depois, em 2010, esse número superou os 10 milhões, de acordo com a Anvisa.
Já entre setembro de 2014 e agosto de 2015, o consumo de todos os medicamentos à base de Clonazepam subiu para mais de 23 milhões, de novo de acordo com os dados da IMS Health.
“No fim do século passado prescrevia-se Dienpax a todo o momento. Hoje isso ocorre com o Rivotril”, analisa Montagna. Lima acredita que o uso acima das necessidades reais desse tipo de medicação acontece porque não há a necessidade de que um especialista o receite.
“É uma forma de melhorar rapidamente a ansiedade e, de alguma forma, o paciente institui aquele remédio como uma constante – esse é o cuidado que devemos ter, para não usar cronicamente. E vale lembrar: jamais em proximidade com bebidas alcoólicas, porque potencializa o efeito sedativo”.
O psiquiatra também alerta para a perda do efeito ao longo do uso crônico, uma tendência das benzodiazepinas. “Para obter o mesmo efeito é preciso aumentar progressivamente as doses. A questão é que a retirada dos benzodiazepinas quando é usado por longo tempo, deve ser gradual, porque pode gerar síndrome de abstinência”.
Como combater o uso excessivo?
Para contornar a situação, Montagna ressalta a necessidade de trabalhar mais, na educação médica, a relação médico-paciente e a valorização de aspectos humanos da Medicina. Ele afirma que percebe que muitos médicos não têm ferramentas para lidar com o paciente a não ser através da medicação. “Mas de todo modo não se perca de vista que o Rivotril tem suas qualidades em quadros de ansiedade, eventualmente como coadjuvante de antidepressivos e para a epilepsia”.
Lima, como conselheiro do Cremesp, afirma que eles procuram fazer uma educação médica continuada, levando aos médicos não psiquiatras os melhores meios de utilizar essas medicações. “Existem maneiras de a vigilância sanitária mapear prescritores muito exagerados de tranquilizantes e, por vezes, a gente chama esse médico no Conselho e alertamos sobre esse uso indiscriminado. Mas é a qualidade da formação médica que evidentemente precisa melhorar no nosso país”.
Lima observa que alguns tratamentos de ansiedade precisam de um ou dois anos de medicação, mas que não devem ser usados os benzodiazepinas e, sim, outro grupo de medicações mais adequado para tratamentos de longa duração.
No entanto, nem eles são capazes de curar o transtorno de ansiedade definitivamente. “São muito importantes no tratamento da ansiedade todos os métodos psicoterápicos. E cada tipo de ansiedade existe terapias adequadas. Então a psicoterapia é o tratamento mais que tem resultados mais sustentados e deve ser feito concomitantemente ao tratamento farmacológico, sempre objetivando interromper a medicação depois de algum tempo”.
Procurada por CartaCapital, a Roche enviou a seguinte nota: “A Roche, fabricante de Rivotril (clonazepam), esclarece que as vendas do medicamento permanecem estáveis nos últimos anos no Brasil, embora a classe terapêutica CT4 e a substância clonazepam tenham crescido recentemente. A companhia reitera que somente o médico pode prescrever o medicamento, por meio de uma receita retida e controlada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), considerando necessidades médicas de cada paciente. A Roche segue a legislação nacional que regulamenta a promoção e a venda de seus medicamentos comercializados no Brasil”.
Do Blog Outras Palavras.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

SAÚDE INFANTIL - Crianças americanas são uma grande fonte de lucros para a indústria farmaceutica.

SAÚDE INFANTIL

Crianças se tornaram a mina de ouro do setor farmacêutico dos EUA

Livro mostra como as crianças americanas com transtornos emocionais ou comportamentais se tornaram uma grande fonte de lucro

Crianças se tornaram a mina de ouro do setor farmacêutico dos EUA
Medicamentos psiquiátricos infantis vendem bilhões de dólares por ano (Foto: Flickr/Jakchat)
Andrew Francesco era uma criança como outra qualquer: agitada, feliz e atlética. Até que aos cinco anos uma psiquiatra  infantil o diagnosticou como hiperativo e orientou seus pais a tratá-lo com ritalina.
Conforme foi crescendo, Andrew continuou a causar agitação em sala de aula, então passou a receber altas doses de antipsicóticos e outros medicamentos com efeitos calmantes. Expulso de uma escola para a outra, ele se tornou um adolescente frustrado, infeliz e às vezes ameaçador. Seus pais chegaram ao ponto de esconder dele as facas de cozinha.
Quando a mãe de Andrew morreu, aos 54 anos, muitos relacionaram o fato ao estresse de criar o menino. O jovem morreu poucos anos depois, aos 15 anos, vítima de complicações no cérebro causadas por um dos medicamentos contra transtornos comportamentais que tomava, o Seroquel.
A angustiante história é relatada no livro Overmedicated and Undertreated, (Supermedicado e Subtratado, em inglês), escrito pelo pai de Andrew, Steve Francesco, um experiente empresário do setor farmacêutico. No livro, Francesco usa sua experiência pessoal e profissional para mostrar como o lucro gerado pela venda de medicamentos é colocado acima da saúde e bem estar das pessoas.
O principal tema do livro é fato de crianças com distúrbios mentais ou comportamentais terem se tornado uma mina de ouro para a indústria farmacêutica. Ele mostra como os medicamentos psiquiátricos infantis vendem bilhões de dólares por ano e como o mercado cresceu de forma alarmante. ´
Nos Estados Unidos, país de origem de Andrew, essa situação é bastante critica. Um levantamento feito em dezembro de 2012, pela Jama Network, organização especializada em pesquisa e artigos científicos, revelou que entre 1993 e 2009, o número de prescrições de antipsicóticos para crianças cresceu sete vezes no país.
E a situação pode piorar ainda mais, pois o setor farmacêutico americano está tentando usar a primeira emenda, sobre liberdades civis, para obrigar a Justiça a liberar a venda de todos esses medicamentos sem a necessidade de prescrição médica.
No livro, Francesco alerta que cerca de 80% dos medicamentos psiquiátricos infantis vendidos nos Estados Unidos já podem ser comprados sem prescrição. Se todos forem liberados, tornará crianças como Andrew ainda mais vulneráveis.
Para Steven E. Hyman, psiquiatra e ex-diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, a medida mistura ciência e lógica de mercado e pode ter efeitos alarmantes no desenvolvimento das crianças. “As crianças não são pequenos adultos, seus cérebros ainda estão em desenvolvimento”, alerta Hyman, em entrevista ao New York Times.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

SAÚDE - Vinho ou cerveja?


Vinho x cerveja: qual é o melhor para a saúde?

Taça de vinho e 'pint' de cerveja possuem quase o mesmo teor alcoólico
"Poucas bebidas (exceto, talvez, o chá e o café) dividem o mundo de maneira tão radical quanto a cerveja e o vinho. Gostos à parte, as duas apresentam diferença sutis na maneira como afetam o organismo e a saúde.

Da BBC

A BBC Future peneirou as evidências recolhidas por vários estudos científicos para tentar derrubar alguns dos mitos que cercam as duas bebidas. Sirva-se.

Qual embriaga mais rapidamente?

Uma pint de cerveja (665 ml) e uma taça média de vinho (175 ml) possuem praticamente o mesmo teor alcoólico. No entanto, a embriaguez ocorre quando esse álcool passa para a corrente sanguínea. E a velocidade com que isso acontece varia com cada bebida.

Mack Mitchell, da Faculdade de Medicina da Universidade do Texas, recentemente fez um experimento no qual pediu para um grupo de 15 homens ingerirem diferentes bebidas em dias distintos. Ele se certificou que o conteúdo alcoólico era compatível com o peso corporal de cada voluntário e monitorou para que a bebida fosse consumida no mesmo intervalo de 20 minutos.

Em um resultado pouco surpreendente, os destilados foram os que entraram na corrente sanguínea mais rapidamente. Em seguida, vem o vinho (que chega a um pico de saturação no sangue 54 minutos depois de ingerido), e a cerveja (que leva 62 minutos no mesmo processo). Em outras palavras, uma taça de vinho “sobe” mais rapidamente que uma pint de cerveja.

Conclusão: A cerveja é uma aposta mais certeira para se evitar vexames.

Qual engorda mais?


Bebidas alcoólicas são ricas em calorias e por isso podem contribuir para o ganho de peso

À primeira vista, a ideia da “barriga de cerveja” parece ser verdade. O próprio álcool já é rico em calorias, sem contar todos os açúcares que tornam essas bebidas tão saborosas.

Com 180 calorias, uma pint de cerveja tem 50% mais conteúdo energético do que uma taça pequena de vinho – o suficiente para ajudar a acumular uns quilinhos.

Mas para quem bebe moderadamente, as diferenças tendem a ser bem pequenas. Uma recente revisão de dezenas de estudos, realizada por especialistas do Instituto de Pesquisa de Ontário, no Canadá, concluiu que nem os apreciadores do vinho nem os da cerveja tendem a engordar a curto prazo.

Os autores notaram, no entanto, que a pesquisa mais longa durou apenas dez semanas. Ou seja, elas podem ter deixado de registrar uma pequena alteração de peso – até mesmo 1 quilo ganho nesse período pode significar um acúmulo radical de 25 quilos em um período de cinco anos.

Conclusão: As diferenças são pequenas, mas o vinho sai em ligeira vantagem ao engordar um pouco menos.

Qual dá a pior ressaca?
Cientistas ainda precisam compreender melhor as causas da ressaca
Apesar de seus esforços, cientistas ainda precisam entender melhor o mais incrível inimigo de quem bebe: a ressaca. Ainda não compreendemos totalmente as suas causas.

A desidratação parece ser um fator importante (o álcool faz com que eliminemos mais líquidos do que ingerimos). Mas o problema também pode ser provocado por subprodutos da fermentação.

Chamadas de congêneres, essas moléculas orgânicas dão a cada uma das bebidas seu sabor e aroma únicos, mas também podem ser tóxicos para o organismo, resultando na sensação de cabeça latejando e nos enjoos que normalmente sucedem uma noite de excessos.

A crença geral é de que as bebidas mais escuras são as que contêm mais congêneres. Mas na realidade, as evidências disso ainda são duvidosas. Apesar de alguns destilados escuros, como o bourbon, produzirem uma ressaca mais intensa do que a vodca, por exemplo, os diferentes tipos de cerveja e de vinho não parecem atuar de maneira significativamente distinta, de acordo com pesquisa da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston.

Conclusão: Muito duvidoso para bater o martelo definitivamente.

Qual é melhor para a saúde?
Vinho tinto é a bebida mais rica em polifenóis, que trazem benefícios à saúde
Sempre ouvimos falar que uma taça de vinho por dia ajuda a “rejuvenescer” o corpo, reduzindo o risco de doenças cardíacas, pressão alta e diabetes. Esses benefícios viriam dos chamados polifenóis (encontrados principalmente no vinho tinto), que aliviam inflamações e combatem os radicais livres.

Já a cerveja nunca está muito presente nesses boletins de saúde. Mas um estudo da Universidade de Barcelona, na Espanha, indica que a bebida também contém uma dose razoável de polifenóis e parece oferecer certos benefícios, comparáveis aos do vinho branco (mas menos que o tinto).

Obviamente, nenhum deles dá sinal verde a excessos.

Conclusão: O vinho tinto ganha de longe, mas a cerveja pode ser melhor do que outras bebidas alcoólicas.

Veredicto final: Quando se trata de benefícios para a saúde, o vinho se mostra um melhor “remédio”. No entanto, fãs da cerveja podem ao menos dizer que sua bebida favorita tem uma história mais ilustre. Alguns antropólogos sugeriram recentemente que nosso apreço pela cerveja pode ter dado origem à atividade agrícola e, por isso, à própria civilização. Nada mal para se pensar da próxima vez que se sentar em um bar com amigos."