Mostrando postagens com marcador ESPIRITISMO.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESPIRITISMO.. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de maio de 2017

ESPIRITISMO - Há provas científicas da existência dos espíritos?

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III, por Marcos Villas-Bôas

Há provas científicas da existência dos Espíritos? Parte III
por Marcos Villas-Bôas
Nos dois últimos textos, procuramos nos posicionar entre os crédulos e incrédulos, buscando construir uma perspectiva científica, crítica da literatura sobre manifestações de Espíritos. Isso já foi feito por inúmeros outros estudiosos bem mais célebres, como os citados Camile Flammarion, Carl Gustav Jung, Charles Richet, Pierre Curie, Marie Curie e muitos outros. Continuaremos com eles e acrescentaremos as visões de Gabriel Delanne e William Crookes.  
Richet, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia (ou Medicina) em 1913, criou o que se chama de Metapsíquica, precursora da Parapsicologia, que uns chamam de ciência e outros de pseudociência, como normalmente acontece com temas que “incomodam” as pessoas.
No seu Tratado de Metapsíquica, Richet registrou diversas experiências que realizou com médiuns, que levaram a uma melhor compreensão sobre, por exemplo: a) a telecinesia, ação mecânica sem contato sobre pessoas ou objetos, como a levitação; b) ectoplasmia, emissão de fluidos pelo corpo humano que dão origem a materializações de Espíritos; c) fenômenos psíquicos chamados de “subjetivos”, como telepatia, clarividência, clariaudiência, xenoglossia, psicografia e outros.
Fato curioso é que Chico Xavier recebeu, em 21 de janeiro de 1936, uma comunicação assinada pelo Espírito Humberto de Campos que trata do desencarne de Charles Richet, acontecido em 4 de dezembro de 1935. No relato, conta-se um diálogo entre aquele chamado de “Senhor” e o “Anjo da Morte”. Este advoga pela permanência de Richet na Terra, enquanto que aquele diz ser chegada a sua hora, pois, após 85 anos, ele não teria dado como certa a imortalidade, devendo retornar ao mundo espiritual para receber, como recompensa pelos seus trabalhos, a centelha divina da crença.
Chico Xavier morava em Pedro Leopoldo, no interior de Minas Gerais, quando realizou a referida psicografia, tinha 25 anos e não havia concluído o ensino primário. Naquele tempo de comunicação muito mais difícil, obviamente, até aquele momento, Chico nem sequer sabia quem era Charles Richet, muito menos como teria sido sua vida, seus estudos, sua descrença e sua morte, acontecida apenas 48 dias antes da psicografia.  
Se a psicografia está assinada por Humberto de Campos, com a mesma assinatura que ele tinha em vida, tendo, inclusive, a viúva dele ajuizado ação judicial para receber direitos autorais pelas obras publicadas por Chico, os incrédulos precisam explicar qual outra razão existiria para os dados psicografados, senão a de ter havido, de fato, comunicação com o Espírito Humberto de Campos.  
Richet era um homem da ciência, preocupado com a sua imagem no seio científico e muito pautado nos experimentos. É interessante notar que, para muitos, se tornou um maluco voltado para assuntos metafísicos, enquanto que, para “os céus”, ainda era um descrente. Ele inicia o livro assim:
“Não verão os seus propósitos realizados aqueles que neste livro esperarem encontrar considerações nebulosas acerca dos destinos do homem, da magia e da teosofia. Tudo fiz por escrever um livro de ciência e não de devaneios. [...] Não obstante, os fatos existem: são numerosos, autênticos, brilhantes. Achar-se-ão, no decorrer das páginas dessa obra, exemplos tão abundantes, tão preciosos, tão demonstrativos, que não percebo como um sábio de boa-fé, consentindo na verificação deles, possa ousar por todos em dúvida. [...] Escrevendo este livro à maneira dos tratados clássicos das outras ciências, tais como a física, a botânica, a patologia, quisemos tirar aos fatos, aos quais chamam ocultos, e dos quais muito indiscutivelmente são reais, a aparência sobrenatural e mística que lhes emprestaram as pessoas que nada sabem sobre eles” (Antelóquio do Tratado da Metapsíquica, p. 9-10).
Richet passou boa parte da vida dedicado a fenômenos espíritas, mas não os reconhecia como tal, apesar de ter convicção a respeito de uma força desconhecida agindo ali. Ele buscava explicações “metapsíquicas” (anímicas) para as manifestações, mas nem sempre encontrava. Foi um grande colaborador da Ciência Espírita, apesar de ser tido pelos espíritas como uma espécie de adversário, conforme ele mesmo relata:
“Os espíritas receberam o meu Tratado de Metapsíquica com grande frieza. Compreendo o seu estado de espírito. Em vez de aceitar a sua teoria ingênua e frágil, propus aguardar, para se constituir qualquer teoria defensável, que os fatos fossem classificados, codificados, marcados, acompanhando-os das necessárias exigências do método experimental. Ao contrário, os espíritas julgam possuir já uma explicação adequada para todos os fenômenos. Disse-lhes que a sua explicação era hipotética, mas não hesitei em reconhecer que em certos casos, raros, a hipótese espírita, simplista, parecia ser preferível. Creio bem que isso não é senão uma aparência. Portanto a aparência continua nela.
Se os espíritas fossem justos, reconheceriam que a minha tentativa de fazer entrar na ordem dos fatos científicos todos os fenômenos que constituem a base de sua fé, mereceria eu verdadeiramente alguma indulgência.
Reconhecem eles que o passo dado para trás é largo, já que desde agora a metapsíquica (criptestesia) parece estar definitivamente classificada como um fato científico confirmado.
A ciência é, acima de tudo, a soberana mestra do futuro. Não será por meio de preces, nem por atos de fé nem por convicções irrefletidas, que ela irá tomar corpo: é unicamente por meio de investigações exatas, multiplicadas” (Tratado da Metapsíquica, p. 19-20).   
As pessoas deveriam aprender com os fatos do passado, mas isso leva, às vezes, muito tempo para acontecer. Ainda que Richet não fosse reconhecedor dos Espíritos, ele terminou por comprovar a sua existência via experimentos que realizou, mas que não conseguia explicar inteiramente por causas anímicas.
Como acontece na política, os indivíduos - e não é diferente com alguns espíritas - se irritam quando o outro não concorda perfeitamente com eles, mesmo que suas ideias endossem as crenças deles próprios. Por seguirem uma filosofia que prega mais humildade e caridade, deveriam ter mais cuidado.
Richet foi um gênio, inspiradíssimo pelos Espíritos, como explicou a comunicação de Humberto de Campos. As suas conclusões ajudaram a explicar muito do que já havia sido dito pelos Espíritos a Allan Kardec algum tempo antes.  
É preciso ter em mente que o conhecimento transmitido a Kardec pelos Espíritos era avançado demais para a época e boa parte dele não poderia ser explicado com tranquilidade a partir de experimentos, ainda que outra parte pudesse. Deste modo, alguns dos cientistas mais críticos e menos crédulos, é de se compreender perfeitamente, viam Kardec como uma figura séria, porém crédula demais, que exagerou na crença em torno das comunicações que fazia.
A questão é que as psicografias, os experimentos científicos (espíritas ou não) e a prática mediúnica que vieram após Kardec, e continuam crescendo até hoje, apenas confirmaram o que está nos seus livros.
Se, mesmo apesar de ter confirmado muito do que estava no Livro dos Médiuns, de Kardec, Richet era descrente na existência de Espíritos; o seu amigo e companheiro em pesquisas, Gabriel Delanne, era o contrário dele. Com pai espírita e mãe médium, Delanne era convicto:
“Força é que se convençam de que muitos milhões de homens não são vítimas de uma loucura contagiosa; que, se creem, é porque a doutrina lhes oferece os mais dignos ensinos, porque abre ao espírito os mais vastos horizontes. Convém, enfim, que se deixem de lado as fáceis zombarias empregadas há vinte e cinco anos nos jornalecos, e que nem mesmo fazem rir os que editam. A nova ciência que ensinamos não consiste, somente, no movimento de uma mesa, porque, tão grande é a distância que vai destes modestos ensaios as suas consequências, quão a maçã de Newton à gravitação universal.
Convidamos o homem de boa fé a fazerem pesquisas sérias, pedimos-lhes que meditem nos ensinamentos de nossa filosofia e eles se convencerão de que nas nossas explicações nunca intervém o sobrenatural.
O Espiritismo repele o milagre com todas as forças. Faz de Deus o ideal da justiça e da ciência; diz que o Criador do Mundo, tendo estabelecido leis que exprimem seu pensamento, não pode derrogá-las, pois que elas são a obra da razão suprema e é impossível qualquer infração a essas leis. Os fatos espíritas podem ser todos, senão explicados, pelo menos compreendidos com os dados da ciência atual, o que demonstraremos no fim desta obra.
A parte espiritual do homem foi desprezada pelos sábios; seus trabalhos versavam tão-só sobre o corpo e eis que os Espíritos invadem a Ciência que os havia desenhado” (O Espiritismo perante a Ciência, p. 94-95).
Nesse mesmo livro, Delanne faz um ótimo histórico das manifestações espíritas e das experimentações científicas sobre elas. Destaque-se a menção a William Crookes, cientista nomeado cavaleiro em 1897, condecorado com a medalha de Ordem ao Mérito pelo Rei Eduardo VII em 1910 e muito renomado por descobrir o tubo de imagem, que deu ensejo à TV e aos primeiros monitores (de computadores etc.); o elemento químico Tálio, de número atômico 81, em 1861; o radiômetro em 1873; e obter a primeira amostra conhecida de Hélio em 1895; até que decidiu enveredar pelos estudos científicos espíritas, como explica Delanne:
“O ilustre inventor do radiômetro penetra num domínio até então completamente desconhecido, e que, marcando o limite das coisas que se sabem, toca nas que se ignoram e que, talvez, nunca se venham saber.
Esse químico ilustre, esse físico de gênio, Crookes, submeteu a estudo as manifestações espíritas, não com ideias preconcebidas, mas com o desejo firme de instruir-se e de só apoiar o seu julgamento na evidência. Diz ele:
‘Em presença de semelhantes fenômenos, os passos do observador devem ser guiados por uma inteligência tão fria e pouco apaixonada, quanto os instrumentos de que faz uso. Tendo a satisfação de compreender que está na trilha de uma verdade nova, esse único objetivo deve animá-lo a prosseguir, sem considerar se os fatos que se lhe apresentam são naturalmente possíveis ou não.
Com tais ideias, começou ele seus estudos sobre o Espiritismo; duraram perto de 10 anos e foram publicados com o título – Recherches sur le phénomènes du Spiritualisme, traduzido do inglês por J. Alidel’” (O Espiritismo perante a Ciência, p. 100).
Ao contrário dos demais livro citados, a obra de Crookes, tão ou mais fenomenal, é encontrada apenas em inglês ou francês, sendo ainda maior a razão para transcrevermos trechos neste e em outros textos, em inglês e depois com tradução livre em português, comentando-os em seguida. Comecemos apenas com um aperitivo e deixemos o restante para os posts que virão logo em seguida:
“Twelve months ago in this journal I wrote an article, in which, after expressing in the most emphatic manner my belief in the occurrence, under certain circumstances, of phenomena inexplicable by any known natural laws, I indicated several tests which men of science  had a right to demand  before giving credence to the genuineness of these phenomena. Among the tests pointed out were, that a ‘delicately poised balance should be moved under test conditions;’ and that some exhibition of power equivalente to so many ‘foot-pounds’ should be ‘manifested in his laboratory, where the experimentalist could weigh, measure, and submit it to proper tests’. I said, too, that I could not promise to enter fully into this subject, owing to the difficulties of obtaining opportunities, and the numerous failures attending the enquiry; moreover, that ‘the persons in whose presence these phenomena take place are few in number, and opportunities for experimenting with previously arranged apparatus are rarer still’.
Opportunities having since offered for pursuing the investigation, I have gladly availed myself of them for applying to these phenomena careful scientific testing experiments, and I have thus arrived at certain definite results which I think it right should be published. These experiments appear conclusively to establish the existence of a new force, in some unknown manner connected with the human organisation, which for convenience may be called the Psychic Force.
Of all the persons endowed with a powerful development of this Pschic Force, and who have been termed ‘mediums’ upon quite another theory of its origin, Mr. Daniel Dunglas Home is the most remarkable, and it is mainly owing to the many opportunities I have had of carrying on my investigation in his presence that I am enabled to affirm so conclusively the existence of this Force. The experiments I have tried have been very numerous, but owing to our imperfect knowledge of the conditions which favour or oppose the manifestations of this force, it has but seldom happened that a result obtained on one occasion could be subsenquently confirmed and tested with apparatus specially contrived for the purpose” (Researchers in the Phenomena of Spiritualism, p. 9-10).
Crookes explica quão científicos e sérios foram seus experimentos, e, em suma, afirma que chegou a resultados inexplicáveis pelas leis naturais, conforme tradução livre abaixo:
“Doze meses atrás, eu publiquei um artigo neste jornal, no qual, após expressar da maneira mais enfática minha crença na ocorrência, sob certas circunstâncias, de fenômenos inexplicáveis por quaisquer leis naturais conhecidas, eu indiquei vários testes os quais homens da ciência tinham o direito de demandar antes de dar credencial de genuinidade a tais fenômenos. Entre os testes referidos estava o de que ‘uma delicada balança deveria ser usada em condições de testes’ e que alguma exibição de poder equivalente a tantas ‘libras’ deveria ser ‘manifestada no seu laboratório, onde o experimentalista poderia pesar, medir e submetê-la aos testes apropriados’. Eu disse, também, que eu não poderia prometer entrar totalmente nesse assunto, devido às dificuldades de obter oportunidades e às inúmeras faltas de me comprometer com a averiguação; ademais, que ‘as pessoas nas presenças das quais esses fenômenos tomam lugar são poucas em número e oportunidades para experimentação com aparato previamente preparado são ainda mais raras’.
Oportunidades tendo, desde então, aparecido para realizar a investigação, eu tenho prazerosamente me servido delas para aplicar a esses fenômenos cuidadosos experimentos científicos de teste e eu, então, cheguei a certos resultados definidos os quais eu acho que deveriam ser publicados. Esses experimentos parecem conclusivamente estabelecer a existência de uma nova força, em alguma maneira desconhecida conectada com a organização humana, que, por conveniência, pode ser chamada a Força Psíquica.
De todas as pessoas dotadas de poderoso desenvolvimento dessa Força Psíquica, e que têm sido chamadas de ‘médiuns’ por outra teoria acerca da sua origem, o Sr. Daniel Dunglas Home é a mais marcante, e é, sobretudo, devido às muitas oportunidades que eu tive de realizar a minha investigação na sua presença que eu estou permitido afirmar tão conclusivamente a existência dessa Força. Os experimentos que eu tenho testado são muito numerosos, mas, devido ao nosso imperfeito conhecimento das condições que favorecem ou opõem manifestações dessa força, até a caprichosa maneira pelas quais são exercidas, e ao fato que o próprio Sr. Home está sujeito a incontáveis fluxos e refluxos de força, apenas raramente um resultado obtido numa ocasião poderia ser subsequentemente confirmado e testado com aparato especialmente idealizado para o fim.”
Os detalhes dos experimentos de Crookes serão apresentados nos próximos textos.     

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ESPIRITISMO - "Nosso lar" é visto por um milhão de pessoas em apenas cinco dias.

Por Gilberto Marotta

De O Globo

RIO - Em apenas cinco dias, o filme "Nosso lar" estabeleceu novo recorde de público na história do cinema brasileiro e superou a marca de 1 milhão de espectadores. A produção de temática espírita, dirigida por Wagner de Assis, superou os recordistas anteriores: "Se Eu Fosse Você 2", que chegou ao mesmo número de pagantes em seis dias, e "Chico Xavier" (oito dias).

"Nosso lar", que está sendo exibido em 445 salas, é baseado no best-seller homônimo de Francisco Cândido Xavier, o médium Chico Xavier, e conta a história de um médico que acorda no mundo espiritual após a sua morte. Desde a estreia na última sexta-feira (03 de setembro), 1.007.500 pessoas já assistiram a "Nosso lar".

O elenco conta com Renato Prieto como André Luiz, Fernando Alves Pinto, Rosanne Mulholland, Inez Viana, Rodrigo dos Santos, Werner Schünemann, Clemente Viscaíno e ainda participações especiais de Othon Bastos, Ana Rosa e Paulo Goulart.

sábado, 4 de setembro de 2010

ESPIRITISMO - "Nosso lar" explica didadicamente o espiritismo.

Do Terra Magazine.

José Luiz Teixeira

De São Paulo (SP)


Estreou ontem o filme "Nosso Lar", baseado no livro homônimo de Chico Xavier.

É a história do médico André Luiz (interpretado pelo ator Renato Prieto) que, uma vez morto na Terra, ressuscita em um mundo espiritual.

Ali, naquele que, segundo o personagem, é o primeiro portal para onde vamos depois de bater as botas, ele aprende sobre o que é o espiritismo.

E relata sua experiência por intermédio de psicografia para Chico Xavier, que a transforma em um best-seller de mais de dois milhões de exemplares vendidos.

O filme deverá acompanhar o mesmo sucesso do livro, pois estima-se que o Brasil tenha cerca de quatro milhões de kardecistas - uma platéia garantida nas mais de quatrocentas salas em que será exibido.

O "Nosso Lar" é uma das muitas cidades espirituais que existiriam em um plano superior da Terra.

É retratada como uma Brasília futurista, com um palácio central e seus ministérios.

O governador, interpretado pelo ator Othon Bastos, lembra um pouco a figura do "Grande Irmão", do livro "1984".

Ele aparece em telões para todos os habitantes - onde quer que estejam - quando precisa fazer algum informe.

Seu caráter, entretanto, ao contrário do personagem de George Orwell, não é repressivo, mas educativo.

No entanto, o partido é único e a oposição fica do lado de fora das grandes muralhas que protegem aquele idílico lugar (seguramente o maior desejo de todos os governantes encarnados).

É o reino do bem, da purificação, um degrau da escada da evolução da alma.

Não há carros particulares e o sistema de transporte público realmente funciona (por intermédio de modernos ônibus voadores), usando energia eletromagnética.

Embora a população, vestindo túnicas brancas e ouvindo música clássica nos parques seja uma visão estereotipada da vida no paraíso, o filme retrata bem o que é descrito no livro.

Para os espíritas que já leram o texto psicografado por Chico Xavier não há muita novidade, a não ser a beleza das imagens e da trilha composta especialmente pelo músico americano Phillp Glass.

Na verdade, como o filme é bem didático, trata-se de uma grande oportunidade para aqueles que querem conhecer a doutrina espírita sem preconceitos.


José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

ESPIRITISMO - Pluralidade no mundo espírita.

Pluralidade dos mundos habitados

Este mês vamos debater o tema : Pluralidade dos mundos habitados.

Nos ensina Emmanuel no livro "Pluralidade dos Mundos Habitados", psicografado por Francisco Cândido Xavier, que: "acresce notar ainda, que os veneráveis orientadores da Nova Revelação, guiando o pensamento de Allan Kardec, fizeram-no escrever a sábia declaração: "Deus povoou de seres vivos todos os mundos, concorrendo esses seres ao objetivo final da Providência..."
Para continuar a ler, clique aqui.



Votação

Votação: Acha que todos os mundos são habitados?
1-Sim
2-Alguns
3-Apenas a Terra

Clique aqui para votar



Siga-nos nas redes sociais

Siga-nos no Facebook

Siga-nos no Twitter




Pode seguir-nos em outras 20 redes sociais. Basta aceder à barra de ferramentas do fórum, onde poderá também fazer download de audiobooks, CD espiritismo e outros extras.





Pode reencaminhar este e-mail a contactos que considere que tenham interesse em conteúdos espíritas.
ACTUALIZAÇÕES


Receba um índice com os novos temas em debate. Assim ecnomiza tempo, escolhendo apenas os tópicos que quer acompanhar. [+]


Nosso Lar audiobook


Ouça on-line toda a série.
Trata-se de um relato dramático e realista das experiências humanas e da trajectória espiritual de um conceituado médico do Rio de Janeiro, nos anos de 1930. [+]


Evangelho em áudio




Ouça uma capítulo aleatório do Evangelho Segundo o Espiritismo. Útil para reflexão diária ou Evangelho no Lar. [+]


Nossos Parceiros

Apresentamos aqui links para os principais parceiros do Fórum Espírita:


TVCEI
TV Espírita


TVMundoMaior
Emissora da Fundação Espírita André Luiz

Panoramaespirita
Enciclopédia espírita

Batuiranet
Palestras e cursos on-line

Espiritismobr
Palestras e artigos

Radiofraternidade
A emissora do bem na Web

Vademecumespirita
Índice de 2500 temas

Dimensão Espírita
WebTV, mensagens e livros

sábado, 31 de julho de 2010

ESPIRITISMO - Dom Helder Câmara em psicografia recente.

Dom Helder Câmara em Psicografia Recente

Recentemente foi lançado no mercado cultural um livro mediúnico trazendo as reflexões de um padre depois da morte, atribuído, justamente, ao Espírito Dom Helder Camara, bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife, desencarnado no dia 28 de agosto de 1999 em Recife, Pernambuco.

O livro psicografado pelo médium Carlos Pereira, da Sociedade Espírita Ermance Dufaux, de Belo Horizonte, causou muita surpresa no meio espírita e grande polêmica entre os católicos.
O que causou mais espanto entre todos foi a participação de Marcelo Barros, monge beneditino e teólogo, que durante nove anos foi secretário de Dom Helder Câmara, para a relação ecumênica com as igrejas cristãs e as outras religiões.
Marcelo Barros secretariou Dom Helder Câmara no período de 1966 a 1975 e tem 30 livros publicados.

Ao prefaciar o livro Novas Utopias, do Espírito Dom Helder, reconhecendo a autenticidade do comunicante, pela originalidade de suas idéias e, também, pela linguagem, é como se a Igreja Católica viesse a público reconhecer o erro no qual incorreu muitas vezes, ao negar a veracidade do fenômeno da comunicação entre vivos e mortos, e desse ao livro de Carlos Pereira, toda a fé necessária como o Imprimatur do Vaticano.
É importante destacar,ainda, que os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade EspíritaErmance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que,aliás, foi aceito pela instituição católica, sem nenhum constrangimento.

No prefácio do livro aparece também o aval do filósofo e teólogo Inácio Strieder e a opinião favorável da
historiadora e pesquisadora Jordana Gonçalves Leão, ambos ligados a Igreja Católica.
Conforme eles mesmos disseram, essa obra talvez não seja uma produção direcionada aos espíritas, que já
convivem com o fenômeno da comunicação, desde a codificação do Espiritismo; mas, para uma grandiosa parcela da população dentro da militância católica, que é chamada a conhecer a verdade espiritual, porque "os tempos são chegados"; estes ensinamentos pertencem à natureza e, conseqüentemente, a todos os filhos de Deus.

A verdade espiritual não é propriedade dos espíritas ou de outros que professam estes ensinamentos e, talvez, porque, tenha chegado o momento da Igreja Católica admitir, publicamente, a existência espiritual, a vida depois da morte e a comunicação entre os dois mundos.

Na entrevista com Dom Helder Câmara, realizada pelos editores, o Espírito comunicante respondeu as seguintes perguntas sobre a vida espiritual:

Dom Helder, mesmo na vida espiritual, o senhor se sente um padre?

Não poderia deixar de me sentir padre, porque minha alma, mesmo antes de voltar, já se sentia padre. Ao deixar a existência no corpo físico, continuo como padre porque penso e ajo como padre.
Minha convicção à Igreja Católica permanece a mesma, ampliada, é claro, com os ensinamentos que aqui recebo, mas continuo firme junto aos meus irmãos de Clero a contribuir, naquilo que me seja possível,para o bem da humanidade.

Do outro lado da vida o senhor tem alguma facilidade a mais para
realizar seu trabalho exprimir seu pensamento, ou ainda encontra muitas
barreiras com o preconceito religioso?

Encontramos muitas barreiras. As pessoas que estão do lado de cá reproduzem o que existe na Terra. Os mesmos agrupamentos que se formam aqui se reproduzem na Terra. Nós temos as mesmas dificuldades de relacionamento, porque os pensamentos continuam firmados, cristalizados em determinados pontos que não levam a nada.

Mas, a grande diferença é que por estarmos com a vestimenta do espírito, tendo uma consciência mais ampliada das coisas podemos dirigir os nossos pensamentos de outra maneira e assim influenciar aqueles que estão na Terra e que vibram na mesma sintonia.

Como o senhor está auxiliando nossa sociedade na condição de
desencarnado?

Do mesmo jeito. Nós temos as mesmas preocupações com aqueles que passam fome, que estão nos hospitais, que são injustiçados pelo sistema que subtrai liberdades, enriquece a poucos e colocam na pobreza e na miséria muitos; todos aqueles desvalidos pela sorte. Nós juntamos a todos que pensam semelhantemente a nós, em tarefas enobrecedoras, tentando colaborar para o melhoramento da humanidade.

Como é sua rotina de trabalho?

A minha rotina de trabalho é, mais ou menos, a mesma. Levanto-me, porque aqui também se descansa um pouco, e vamos desenvolver atividades para as quais nos colocamos à disposição. Há grupos que trabalham e que são organizados para o meio católico, para aqueles que precisam de alguma colaboração. Dividimo-nos em grupos e me enquadro em algumas atividades que faço com muito prazer.

Qual foi a sua maior tristeza depois de desencarnado? E qual foi a sua
maior alegria?

Eu já tinha a convicção de que estaria no seio do Senhor e que não deixaria de existir.
Poder reencontrar os amigos, os parentes, aqueles aos quais devotamos o máximo de nosso apreço e consideração e continuar a trabalhar, é uma grande alegria. A alegria do trabalho para o Nosso Senhor Jesus Cristo.

O senhor, depois de desencarnado, tem estado com freqüência nos
Centros Espíritas?

Não. Os lugares mais comuns que visito no plano físico são os hospitais; as casas de saúde; são lugares onde o sofrimento humano se faz presente. Naturalmente vou à igreja, a conventos, a seminários, reencontro com amigos, principalmente em sonhos, mas minha permanência mais freqüente não é na casa espírita.

O senhor já era reencarnacionista antes de morrer?

Nunca fui reencarnacionista, diga-se de passagem. Não tenho sobre este ponto um trabalho mais desenvolvido porque esse é um assunto delicado, tanto é que o pontuei bem pouco no livro. O que posso dizer é que Deus age conforme a sua sabedoria sobre as nossas vidas e que o nosso grande objetivo é buscarmos a felicidade mediante a prática do amor. Se for preciso voltar a ter novas experiências, isso será um processo natural.

Qual é o seu objetivo em escrever mediunicamente?

Mudar, ou pelo menos contribuir para mudar, a visão que as pessoas têm da vida, para que elas percebam que continuamos a existir e que essa nova visão possa mudar profundamente a nossa maneira de viver.
Qual foi a sensação com a experiência da escrita mediúnica?

Minha tentativa de adaptação a essa nova forma de escrever foi muito interessante, porque, de início, não sabia exatamente como me adaptar ao médium para poder escrever. É necessário que haja uma aproximação muito grande entre o pensamento que nós temos com o pensamento do médium. É esse o grande problema de todos nós porque o médium precisa expressar aquilo que estamos intuindo a ele. No início foi difícil, mas aos poucos começamos a criar uma mesma forma de expressão e de pensamento, aí as coisas melhoraram.
Outros (médiuns) pelos quais tento me comunicar enfrentam problemas semelhantes.

Foi uma surpresa saber que poderia se comunicar pela escrita
mediúnica?

Não. Porque eu já sabia que muitas pessoas portadoras da mediunidade faziam isso. Eu apenas não me especializei, não procurei mais detalhes, deixei isso para depois, quando houvesse tempo e oportunidade.

Imaginamos que haja outros padres que também queiram escrever mediunicamente, relatarem suas impressões da vida espiritual. Por que Dom Helder é quem está escrevendo?

Porque eu pedi. Via-me com a necessidade de expressar aos meus irmãos da Terra que a vida continua e que não paramos simplesmente quando nos colocam dentro de um caixão e nos dizem "acabou-se". Eu já pensava que continuaria a existir, sabia que haveria algo depois da vida física. Falei isso muitas vezes. Então, senti a necessidade de me expressar por um médium quando estivesse em condições e me fossem dadas as possibilidades. É isto que eu estou fazendo.

Outros padres, então, querem escrever mediunicamente em nosso País ?

Sim. E não poucos. São muitos aqueles que querem usar a pena mediúnica para poder expressar a sobrevivência após a vida física. Não o fazem por puro preconceito de serem ridicularizados, de não serem aceitos, e resguardam as suas sensibilidades espirituais para não serem colocados numa situação de desconforto. Muitos padres, cardeais até, sentem a proteção espiritual nas suas reflexões, nas suas prédicas, que acreditam ser o Espírito Santo, que na verdade são os irmãos que têm com eles algum tipo de apreço e colaboram nas suas atividades.

Como o senhor se sentiu em interação com o médium Carlos Pereira?

Muito à vontade, pois havia afinidade, e porque ele se colocou à disposição para o trabalho. No princípio foi difícil juntar-me a ele por conta de seus interesses e de seu trabalho. Quando acertamos a forma de atuar, foi muito fácil, até porque, num outro momento, ele começou a pesquisar sobre a minha última vida física. Então ficou mais fácil transmitir-lhe as informações que fizeram o livro.

O senhor acredita que a Igreja Católica irá aceitar suas palavras pela mediunidade?

Não tenho esta pretensão. Sabemos que tudo vai evoluir e que um dia, inevitavelmente, todos aceitarão a imortalidade com naturalidade, mas é demais imaginar que um livro possa revolucionar o pensamento da nossa Igreja. Acho que teremos críticas, veementes até, mas outros mais sensíveis admitirão as comunicações. Este é o nosso propósito.

É verdade que o senhor já tinha alguns pensamentos espíritas quando na vida física?

Eu não diria espírita; diria espiritualista, pois a nossa Igreja, por si só, já prega a sobrevivência após a morte. Logo,fazermos contato com o plano físico depois da morte seria uma conseqüência natural. Pensamentos espíritas não eram, porque não sou espírita. Sem nenhum tipo de constrangimento em ter negado alguns pensamentos espíritas, digo que cheguei a ter, de vez em quando, experiências íntimas espirituais.

Igreja - Há as mesmas hierarquias no mundo espiritual?

Não exatamente, mas nós reconhecemos os nossos irmãos que tiveram responsabilidades maiores e que notoriamente tem um grau evolutivo moral muito grande. Seres do lado de cá se reconhecem rapidamente pela sua hombridade, pela sua lucidez, pela sua moralidade.
Não quero dizer que na Terra isto não ocorra, mas do lado de cá da vida isto é tudo mais transparente; nós captamos a realidade com mais intensidade. Autoridade aqui não se faz somente com um cargo transitório que se teve na vida terrena, mas, sobretudo, pelo avanço moral.

Qual seu pensamento sobre o papado na atualidade?

Muito controverso esse assunto. Estar na cadeira de Pedro, representando o pensamento maior de Nosso Senhor Jesus Cristo, é uma responsabilidade enorme para qualquer ser humano. Então fica muito fácil, para nós que estamos de fora, atribuirmos para quem está ali sentado, algum tipo de consideração. Não é fácil. Quem está ali tem inúmeras responsabilidades, não apenas materiais, mas descobri que as espirituais ainda em maior grau. Eu posso ter uma visão ideológica de como poderia ser a organização da Igreja; defendi isso durante minha vida.

Mas tenho que admitir, embora acredite nesta visão ideal da Santa Igreja, que as transformações pelas quais devemos passar merecem cuidado, porque não podemos dar sobressaltos na evolução. QueiraDeus que o atual Papa Ratzinger (Bento XVI) possa ter a lucidez necessária para poder conduzir a Igreja ao destino que ela merece.

O senhor teria alguma sugestão a fazer para que a Igreja cumpra seu papel?

Não preciso dizer mais nada. O que disse em vida física, reforço. Quero apenas dizer que quando estamos do lado de cá da vida, possuímos uma visão mais ampliada das coisas. Determinados posicionamentos que tomamos, podem não estar em seu melhor momento de implantação, principalmente por uma conjuntura de fatores que daqui percebemos. Isto não quer dizer que não devamos ter como referência os nossos principais ideais e, sempre que possível, colocá-los em prática.

Espíritas no futuro?

Não tenho a menor dúvida. Não pertencem estes ensinamentos a nossa Igreja, ou de outros que professam estes ensinamentos espirituais. Portanto, mais cedo ou mais tarde, a nossa Igreja terá que admitir a existência espiritual, a vida depois da morte, a comunicação entre os dois mundos e todos os outros princípios que naturalmente decorrem da vida espiritual.

Quais são os nomes mais conhecidos da Igreja que estão cooperando
com o progresso do Brasil no mundo espiritual?

Enumerá-los seria uma injustiça, pois há base em todas as localidades. Então, dizer um nome ou outro seria uma referência pontual porque há muitos, que são poucos conhecidos, mas que desenvolvem do lado de cá da vida um trabalho fenomenal e nós nos engajamos nestas iniciativas de amor ao próximo.

Amor - Que mensagem o senhor daria especificamente aos católicos agora, depois da morte?

Que amem, amem muito, porque somente através do amor vai ser possível trazer um pouco mais de tranqüilidade à alma. Se nós não tentarmos amar do fundo dos nossos corações, tudo se transformará numa angústia profunda. O amor, conforme nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande mola salvadora da humanidade.

Que mensagem o senhor deixaria para nós espíritas?

Que amem também, porque não há divisão entre espíritas e católicos ou qualquer outra crença no seio do Senhor. Não há. Essa divisão é feita por nós, não pelo Criador. São aceitáveis porque demonstram diferenças de pontos de vista, no entanto, a convergência é única, aqui simbolizada pela prática do amor, pois devemos unir os nossos esforços.

Que mensagem o senhor deixaria para os religiosos de uma maneira geral?

Que amem. Não há outra mensagem senão a mensagem do amor. Ela é a única e principal mensagem que se pode deixar".

Livro: Novas Utopias
Autor: Dom Helder Câmara (espírito)
Médium: Carlos Pereira
Editora: Dufaux
Site: http://www.editoradufaux.com.br/

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ESPIRITISMO - Resenha do livro "A caminho da luz"

Copiado do blog Espiritismo Comentado.

por Leandro Couto


A obra A Caminho da Luz: história da civilização à luz do Espiritismo, merece ser lida e estudada por quem busca compreender a assistência constante de Jesus á humanidade. Podemos fazer a seguinte apresentação da obra:
Título: A caminho da luz: história da civilização à luz do Espiristimo.
Autoria: Ditado pelo espírito Emmanuel e psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Editoração: 1ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira (FEB) em 1938.
Estrutura da obra:
• Antelóquio (17-08-1938);
• Introdução;
• 25 capítulos;
• Conclusão (21-09-1938).
No Antelóquio Emmanuel esclarece:
“(...) Não deverá ser este um trabalho histórico. A história do mundo está compilada e feita. Nossa contribuição será à tese religiosa, elucidando a influência sagrada da fé e o ascendente espiritual, no curso de todas as civilizações terrestres. (...)”
É um livro religioso, tendo a religiosidade o significado da conexão entre o ser humano e Deus, e que se assenta em informações e conhecimentos histórico científicos.
Na Introdução, pondera Emmanuel:
“(...) Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria (...)”
Os 25 capítulos que se seguem ao longo do livro consistem na abordagem que Emmanuel faz da História terrestre. Um dos destaques dados por Emmanuel se refere aos missionários divinos, espíritos eminentes no plano dos valores espirituais que visitam outras pátrias siderais e regressam ao orbe no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrestres.
Igrejas: lugares de avanço moral e religioso.
Academias: lugares de avanço intelectual e de melhora através da aplicação da razão.
Na conclusão, afirma: “(...) Em nosso modesto estudo da História, um único objetivo orientou as nossas atividades – o da demonstração da influência sagrada do Cristo na organização de todos os surtos da civilização do planeta, a partir da sua escultura geológica. (...)”
As datas do Antelóquio e da Conclusão chamam a atenção, por indicar que o livro foi psicografo por Chico no período de 36 dias e, principalmente, pelo momento histórico vivido na época: a obra foi psicografada na iminência da II Guerra Mundial (1939 - 1945).
Apreendendo a coerência entre o conteúdo da obra e a época da psicografia feita por Chico, é possível o seguinte entendimento acerca do livro:
• Mensagem esclarecedora da Espiritualidade Superior à humanidade terrestre da total compreensão do andamento dos fatos no orbe terrestre;
• Recorda o ascendente místico (elevação religiosa e a melhora espiritual) de todas as civilizações que surgiram e desapareceram;
• Ressalta o interesse na devida compreensão da História, buscando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.
Ficou interessando pelo livro, então mãos à obra!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ESPIRITISMO - Repouso eterno: o consolo que não consola.

"Semeia-se corpo animal e se colhe corpo espiritual" Paulo (1 Cor. 15:44)

Quando alguém morre, para consolo dos familiares e entes queridos, muitos dizem que a pessoa “descansou”. A posição do corpo carnal, com olhos fechados e sem movimento, dá aos que ficam uma impressão de “sono”. Entretanto, quando dormimos, “treinamo-nos para a morte”, pois parcialmente nos desprendemos do corpo. Aí sim descansamos o corpo, mas o espírito está muitas vezes em ação na espiritualidade. Em que pese a força do hábito ou a falta do que dizer nesta hora da separação, a idéia do repouso eterno não resolve o problema da dor e não representa consolação. A pessoa querida, então, teria vivido uma história de amor, de lágrimas e alegrias para depois nunca mais se lembrar de nada? Pensar sobre a morte e o pós-morte ajuda a dar sentido para a vida na Terra. Nos torna mais realistas e redimensiona as prioridades de nosso cotidiano. Lembrar que vamos morrer intensifica o valor da oportunidade de viver, remetendo-nos à eternidade de nossa existência. Na Revista Espírita achei um artigo que, de forma muito bonita, trata deste assunto. Está em uma publicação de 1865, em texto em que o espírito Sonnez vem ao seu testemunho, com certo tom de ironia, indignação e sabedoria. Coloco aqui este verdadeiro manifesto contra o repouso eterno e contra o materialismo.

O repouso eterno

(Sociedade de Paris, 13 de outubro de 1865 – Médium: Sr. Leymarie)

Quando deixei o invólucro terreno, pronunciaram vários discursos sobre o meu túmulo, impregnados todos pela mesma idéia.
Sonnez, meu amigo, ides gozar do repouso eterno.
Alma, dizia o padre, repousai na contemplação divina.
Amigo, repetia o terceiro, dorme em paz, após uma vida de tantas realizações.
Enfim, era o repouso eterno contínuo, que ressaltava do fundo de tantos adeuses comoventes.
O repouso eterno! Que entendiam por esta expressão e pelas mesmas palavras continuamente repetidas, cada vez que um homem desaparecia na Terra e ia para o desconhecido?
Ah! meus amigos, dizeis que repousamos. Estranho erro! compreendeis o repouso à vossa maneira.
Olhai ao redor de vós: existe repouso? Neste momento as árvores vão despojar-se de seus envoltórios encantadores; tudo geme nesta estação; a Natureza parece preparar-se para a morte e, no entanto, se se procurar, achar-se-á a vida em preparação sob essa morte aparente; tudo se depura nesse grande laboratório terrestre: a seiva e a flor, o inseto e o fruto, tudo
que deve adornar e fecundar.
Esta montanha, que parece ter uma imobilidade eterna, não repousa. As moléculas infinitas que a compõem realizam um trabalho enorme; umas tendem a se agregar, outras a se separar; e essa lenta transformação inicialmente causa espanto e depois admiração ao pesquisador que acha em tudo instintos diversos e mistérios a explorar.
E se a Terra assim se agita em suas entranhas, é que esse grande cadinho elabora e prepara o ar que respirais, os gases que devem sustentar a Natureza inteira.
É que ela imita os milhões de planetas que percebeis no espaço, e cujos movimentos diários, o trabalho contínuo, obedecem à vontade soberana.
Sua evolução é matemática, e se encerram outros elementos além dos que
vos fazem agir, ide! crede-o, esses elementos trabalham a sua depuração, a sua perfeição. Sim, a sua perfeição; porque é a palavra eterna.
A perfeição é o objetivo e, para alcançá-lo, átomos, moléculas, seiva, minerais, árvores, animais, homens, planetas e Espíritos se empenham nesse movimento geral, que é admirável por sua diversidade, pois é harmonia. Todas as tendências visam ao mesmo objetivo, e esse objetivo é Deus, centro de toda atração.
Depois de minha partida da Terra, minha missão não está realizada. Busco e trabalho todos os dias; meu pensamento alargado abarca melhor o poder dirigente; sinto-me melhor fazendo o bem e, como eu, legiões inumeráveis de Espíritos preparam o futuro. Não acrediteis no repouso eterno! Os que pronunciam tais palavras não lhes compreendem o vazio. Vós todos que ouvis, podeis aniquilar o pensamento, forçá-lo ao repouso?
Oh! não; a vagabunda procura e procura sempre e não desagrada aos amáveis e úteis charlatães, que negam o Espírito e o seu poder. O Espírito existe, nós o provamos e o provaremos melhor quando chegar a hora. Nós lhes ensinaremos, a esses apóstolos da incredulidade, que o homem não é o nada, uma agregação de átomos reunidos ao acaso e destruídos da mesma forma. Nós lhes mostraremos o homem radiante por sua vontade e seu livre-arbítrio, senhor de seus destinos
e elaborando na geena terrena o poder da ação necessária a outras vidas, a outras provas.
SONNEZ
Fonte: Revue Spirite (Revista Espírita) – novembro de 1865, “Dissertações
Espíritas”. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 467-469.
Fonte:Blog Somos Espíritos.

sábado, 19 de setembro de 2009

ESPIRITISMO - Emmanuel já está entre nós.

No último livro publicado ano passado de autoria do espírito de Emmanuel, da psicografia ainda inédita de Chico Xavier, cujo título é Deus Conosco, da Vinha de Luz - Serviço Editorial da FECFAS (31-3386-2334) , à página 43, sobre as vidas sucessivas de Emmanuel, encontramos os relatos do próprio Chico Xavier sobre a reencarnação de seu benfeitor espiritual no início do século XXI.

Tal informação, que reproduzimos a seguir, como outras que relato abaixo, são de suma importância, para que tenhamos em mente que, com certeza, Emmanuel já se encontra entre nós:

DEUS CONOSCO

"Conforme atestam várias pessoas que conviviam na intimidade com o médium Chico Xavier, por afirmativas dele mesmo, o espírito do benfeitor Emmanuel já está entre nós, na face da Terra, pela via da reencarnação. Um destes depoimentos, da Sra. Suzana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz (LEAL), de Petrópolis / RJ, amiga do médium desde 8 de novembro de 1957, Francisco Cândido Xavier lhe confidenciou detalhes sobre a reencarnação de Emmanuel, que voltaria à Terra no interior do Estado de São Paulo, no seio da família constituída pelo casal D. Laura e Sr. Ricardo, personagens do livro Nosso Lar, de André Luiz. Tempos depois, novamente o estimado médium Chico Xavier tornou a tocar no assunto em pauta com D. Suzana, afirmando ter presenciado o retorno à vida física de seu benfeitor no ano de 2000, vendo, então, confirmadas as previsões espirituais a respeito. Este fato está em sintonia com depoimentos públicos do médium mineiro em três ocasiões distintas, veiculados em três de seus livros publicados, a saber:

a) No livro Entrevistas (IDE, 1971), quando, respondendo à questão 61, sobre a futura reencarnação de Emmanuel, Chico Xavier disse: "Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isso se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década";

b) Também no livro A Terra e o Semeador (IDE, 1975), quando, respondendo à pergunta de número 33, Chico Xavier disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física.".

c) Assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto no livro organizado pela Dra. Marlene Nobre, editado em 1997 pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria, que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?" Ao que Chico respondeu: "Ele diz que virá novamente, dentro de pouco tempo, para trabalhar como professor."

“Também uma vez, conversando comigo em Uberaba, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: "Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos, e só terminará no final do século XXI”.

Outro depoimento público sobre a manifestação de Chico Xavier acerca da reencarnação de seu benfeitor Emmanuel está veiculado no DVD duplo Chico Xavier Inédito de Pedro Leopoldo a Uberaba, organizado por Oceano Vieira de Melo e lançado ano passado pela Versátil. No segundo DVD, no filme que reúne diversos testemunhos, de 2007, o confrade Dr. Elias Barbosa, de Uberaba (MG), diz textualmente: "Eu me lembro dele (Chico) falar uma vez, e para todo mundo, não foi só para mim não, que quando ele desencarnasse o Emmanuel iria reencarnar. Isto é o que ele (Chico) falou: "Nosso Emmanuel, gente, ele vai voltar! Está só esperando eu partir..."

Como nós sabemos que Chico Xavier recebera no final da vida física uma extensão de tempo, caracterizada por mais uma moratória extra, permanecendo assim mais tempo entre nós, segue-se o próximo depoimento que se reveste assim de maior importância.

Sobre a reencarnação de Emmanuel em novo testemunho, bastante esclarecedor, dona Suzana Maia Mousinho e sua nora, Sra. Maria Idê Cassaño Mousinho, revelam que, em outubro de 1996, o próprio Chico Xavier revelara a elas que a filha de Maria Idê estava grávida e que as duas em breve seriam bisavó e avó, respectivamente. Segundo Chico Xavier lhes revelou, o espírito de Emmanuel havia se empenhado pessoalmente, junto com o benfeitor espiritual do LEAL, Wilton Ramos Oliva, na seleção dos caracteres genéticos da futura criança, Carlos Augusto, garantindo-lhe sucesso na reencarnação. Este ato do espírito de Emmanuel, segundo Chico Xavier lhes explicou, fora o último ato dele na crosta terrestre, uma vez que Emmanuel, a partir de então, em finais de 1996, ascendera aos planos mais altos da vida espiritual para se preparar para a sua própria reencarnação, por um prazo aproximado de dois anos, a fim de estar de volta à vida física no início do século XXI.

Sônia Barsante, residente em Uberaba, MG, e freqüentadora do Grupo Espírita da Prece de Chico Xavier, também testemunha que em determinado dia no ano de 2000 Chico Xavier ausentou-se por alguns momentos em transe mediúnico. Ao retornar disse-lhe com alegria que fora em desdobramento espiritual até uma cidade do Estado de São Paulo para visitar um bebê que seria o espírito de Emmanuel já reencarnado. Terminou dizendo-lhe e aos demais que lá estavam presentes: “vocês ainda vão reconhecê-lo! “

Fonte:
Geraldo Lemos Neto
Casa de Chico Xavier, Pedro Leopoldo (MG)

João Cabral.
Presidente da ADE-SERGIPE.
Aracaju-Sergipe- Brasi.l
Em: 21.08.2008.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

PARA QUEM É ESPÍRITA - Vacinação espiritual.

VACINA ESPIRITUAL ( PARA 06 DE AGOSTO )

Saudade de todos!

Noite passada, em decorrência da forte chuva de granizo que caiu aqui na Mooca, acordei no meio da noite (4 da madruga) para dar uma olhada se o meu telhado ainda estava de pé! Ao retornar para a cama, tinha um distinto senhor no meu quarto! Levei um susto! De cabelo e barba bem grisalhos, deu o seguinte recado:

Quinta-feira (dia 06/08, às 22 horas), far-se-á uma corrente para vacinação em massa contra o H1N1 ou vírus da gripe suína.

Deve-se fazer o seguinte: preparar um copo d'água por pessoa, com 02 dedos de água filtrada, sobre um pano branco.

Fazer orações ao Dr. Bezerra de Menezes e à fraternidade de médicos sob sua orientação, pedindo a imunização e o fortalecimento do sistema imunológico.

Depois, beber a água. Não se deve tomar mais de uma dose, tampouco adicionar mais água que recomendado, pois ambos podem invalidar o efeito ou causar desarranjos.

Perguntei-lhe quem era, ao que me respondeu: um amigo, minha filha, somente um amigo. Se houver necessidade, será feito um reforço mais adiante. Então, pediu-me que fortalecesse a corrente, avisando as pessoas!

Oração e água não fazem mal a ninguém, não é mesmo? Vamos fazer juntos?

Beijos a todos,
Marília