domingo, 2 de abril de 2023

ANOS DE CHUMBO: Nunca más.

 

Pode ser uma imagem de 4 pessoas, pessoas em pé, ao ar livre e texto que diz "Nunca Más."
“Meu nome é Elsa Sánchez de Oesterheld e sou a mulher de Hector Germán Oesterheld, famoso no mundo por ter escrito a banda desenhada El Eternauta. Na época trágica deste país desapareceram minhas quatro filhas, meu marido, meus dois genros, outro genro que eu não conheci, e dois netinhos que estavam na barriga. Dez pessoas desaparecidas na minha família. Mas eu prefiro lembrar dos anos em que fui feliz” no livro biográfico Os Oesterheld de Fernanda Nicolini e Alicia Beltrami
Aqui na foto, as quatro filhas de Oesterheld, entre 14 e 19 anos, estavam militares no Grêmio Estudantil (igual aos meninos da Noite dos Lápis). Desaparecidas. Todas elas. 14 a 19 anos tinham.
Isso fez a ditadura, matar e atormentar para eliminar uma corrente de pensamentos e ideias sobre um mundo melhor.
O governo militar de fato dessa época (na América Latina) foi financiado pela CIA dos EUA através da Operacional Condor, para impedir o crescimento de ideias socialistas na América Latina. É isso que o Imperialismo faz, mata para ganhar.
Nunca mais. "

"Boletim de Inteligência"

 

➡️Uma das mais recentes descobertas da PF é um "boletim de inteligência" produzido pela então diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Alencar — uma delegada que, posteriormente, foi trabalhar com ele na Secretaria de Segurança do DF.
O documento foi produzido em outubro. Detalhava os locais em que Lula havia sido mais votado no primeiro turno. Para os investigadores, o material serviu para que Anderson botasse de pé a tentativa de atrapalhar a chegada dos eleitores aos locais de votação nestas regiões, com a célebre operação feita pela PRF no dia 30 de outubro.
Marília, aliás, tentou apagar o documento do seu celular, mas a PF recuperou parte do material.
No capítulo eleitoral há também uma viagem fora de agenda de Anderson à Bahia, num avião da FAB, dias antes do segundo turno. Acompanhado do então diretor da PF Marcio Nunes, foi pressionar o então superintendente regional, Leandro Almada, a atuar na operação no dia da eleição, dando apoio à PRF.

ANOS DE CHUMBO: "Vou morrer?"

 

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"Vou morrer?"
‘Vai, agora você vai ter que ir’
‘Eu quero morrer de frente’
‘Então vira pra cá’
Dinalva Conceição Oliveira Teixeira virou e encarou o executor nos olhos.Transmitia mais orgulho que medo. O militar acertou no peito de Dinalva uma bala de pistola calibre 45. Logo em seguida, levou um segundo tiro na cabeça.
Ela, junto com outros jovens, lutou contra a ditadura militar que se instaurou no Brasil. Há relatos de que, inclusive, ela foi presa já grávida em seus últimos meses de gestação. Pouco se sabe sobre seu estado e as torturas que sofreu, exceto que, quando foi executada, já estava bem magra, fraca e cheia de marcas.
Ela, junto com outros jovens, morreu buscando a liberdade que hoje vemos ameaçada. A História tá aí pra lembrar a gente. Lembrar pra nunca mais esquecer.