Carlos Augusto de Araujo Dória, 86 anos, economista, nacionalista, socialista, lulista, budista, gaitista, blogueiro, espírita, membro da Igreja Messiânica, tricolor, anistiado político, ex-empregado da Petrobras. Um defensor da justiça social, da preservação do meio ambiente, da Petrobras e das causas nacionalistas.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Altamiro Borges: Quem investiga e julga os "justiceiros"?
Altamiro Borges: Quem investiga e julga os "justiceiros"?: Por Jeferson Miola Na análise O xadrez de Toffoli e o fruto da árvore envenenada , Luis Nassif explora a hipótese de que o vazamento da...
POLÍTICA - Vale a pena conhecer o mundo dos "coxinhas".
Altamiro Borges: Viagem ao universo dos "coxinhas"
Altamiro Borges: Viagem ao universo dos "coxinhas": Por Ayrton Centeno, no site Sul-21 : Agora que o Coxismo pretende moldar o país a sua imagem e semelhança, é crucial entendê-lo. Aden...
Juiz pune jornalista - CorreiodoBrasil
Juiz pune jornalista - CorreiodoBrasil: Sentença absurda atenta contra direitos humanos e a liberdade de imprensa.
Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro:
O jornalista ficou cego, mas o juiz vê às avessas
Esta é demais. O juiz Olavo Zampol Júnior, da 10ª vara do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou um justo pedido de indenização feito pelo fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, que ficou cego do olho esquerdo ao ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar de São Paulo quando cobria uma manifestação, em junho de 2013 do Movimento Passe Livre.
O juiz ainda por cima culpou o próprio profissional de imprensa pelo que aconteceu. A sentença deixou muita gente perplexa e já provocou inúmeros protestos.
Mas a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que deveria estar na linha de frente dos protestos, simplesmente não se manifestou. O lamentável silêncio da entidade histórica é de fato uma agressão, mas neste momento não chega a surpreender,É retrato da atual diretoria da ABI, sob a presidência de Domingos Meireles, um jornalista que desonra a profissão por seu alinhamento automático com as entidades patronais como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT),
A ABI não merece tal posicionamento vergonhoso, que não só desonra a história da entidade, sobretudo de presidentes como Barbosa Lima Sobrinho e Maurício Azêdo, que tanto se empenharam em colocar a ABI como protagonista da história contemporânea brasileira.
O fato lamentável em São Paulo é na verdade um atentado da justiça ao exercício profissional do jornalismo. A partir daí, qualquer jornalista que cobrir uma manifestação com a PM paulista reprimindo estará sujeito a uma dupla violência seja pela tropa ou pela justiça depois do veredicto do juiz Olavo Zampol Júnior.
Além disso, ao absolver a PM, o juiz está dando o sinal verde para a continuidade da repressão, que em São Paulo sob a gestão do governador Geraldo Alckmin, o comandante em chefe da corporação estadual, virou rotina.
O absurdo da sentença merece que foros internacionais sejam chamados a se posicionar. Instancias de defesa dos direitos humanos da ONU e OEA devem ser acionados imediatamente.
E o juiz Olavo Zampol Júnior deve receber o repúdio de todos os defensores dos direitos humanos e da liberdade de imprensa. Ou será que alguém duvida que culpar o fotógrafo que perdeu a vista esquerda devido a violência policial não é um atentado a todos os jornalistas?
Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Consultor de História do IDEA Programa de TV transmitido pelo Canal Universitário de Niterói, Sede UFF – Universidade Federal Fluminense Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançados no Rio de Janeiro.
Direto da Redação é um fórum democrático de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
O post Juiz pune jornalista apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.
Por Mário Augusto Jakobskind, do Rio de Janeiro:
O jornalista ficou cego, mas o juiz vê às avessas
Esta é demais. O juiz Olavo Zampol Júnior, da 10ª vara do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou um justo pedido de indenização feito pelo fotógrafo Sérgio Andrade da Silva, que ficou cego do olho esquerdo ao ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar de São Paulo quando cobria uma manifestação, em junho de 2013 do Movimento Passe Livre.
O juiz ainda por cima culpou o próprio profissional de imprensa pelo que aconteceu. A sentença deixou muita gente perplexa e já provocou inúmeros protestos.
Mas a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que deveria estar na linha de frente dos protestos, simplesmente não se manifestou. O lamentável silêncio da entidade histórica é de fato uma agressão, mas neste momento não chega a surpreender,É retrato da atual diretoria da ABI, sob a presidência de Domingos Meireles, um jornalista que desonra a profissão por seu alinhamento automático com as entidades patronais como a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT),
A ABI não merece tal posicionamento vergonhoso, que não só desonra a história da entidade, sobretudo de presidentes como Barbosa Lima Sobrinho e Maurício Azêdo, que tanto se empenharam em colocar a ABI como protagonista da história contemporânea brasileira.
O fato lamentável em São Paulo é na verdade um atentado da justiça ao exercício profissional do jornalismo. A partir daí, qualquer jornalista que cobrir uma manifestação com a PM paulista reprimindo estará sujeito a uma dupla violência seja pela tropa ou pela justiça depois do veredicto do juiz Olavo Zampol Júnior.
Além disso, ao absolver a PM, o juiz está dando o sinal verde para a continuidade da repressão, que em São Paulo sob a gestão do governador Geraldo Alckmin, o comandante em chefe da corporação estadual, virou rotina.
O absurdo da sentença merece que foros internacionais sejam chamados a se posicionar. Instancias de defesa dos direitos humanos da ONU e OEA devem ser acionados imediatamente.
E o juiz Olavo Zampol Júnior deve receber o repúdio de todos os defensores dos direitos humanos e da liberdade de imprensa. Ou será que alguém duvida que culpar o fotógrafo que perdeu a vista esquerda devido a violência policial não é um atentado a todos os jornalistas?
Mário Augusto Jakobskind, jornalista e escritor, correspondente do jornal uruguaio Brecha; membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (TvBrasil). Consultor de História do IDEA Programa de TV transmitido pelo Canal Universitário de Niterói, Sede UFF – Universidade Federal Fluminense Seus livros mais recentes: Líbia – Barrados na Fronteira; Cuba, Apesar do Bloqueio e Parla , lançados no Rio de Janeiro.
Direto da Redação é um fórum democrático de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
Altamiro Borges: A merecida ausência de Temer na Rio 2016
Altamiro Borges: A merecida ausência de Temer na Rio 2016: Por Paulo Moreira Leite, em seu blog : A ausência de Michel Temer da cerimônia de encerramento da Rio 2016 é uma demonstração de fraque...
Altamiro Borges: Dilma no tribunal de exceção
Altamiro Borges: Dilma no tribunal de exceção: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/ Por Jeferson Miola Expectativas e mistério rondam o comparecimento da Presidente Dilma ...
Altamiro Borges: Lula e Dilma, essa Olimpíada é de vocês…
Altamiro Borges: Lula e Dilma, essa Olimpíada é de vocês…: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/ Por Renato Rovai, em seu blog : Lula e Dilma é que levaram o Brasil a organizar dois gr...
Altamiro Borges: Dilma desnudou o machismo na mídia?
Altamiro Borges: Dilma desnudou o machismo na mídia?: Por Igor Viginotti Canevare, no site Brasil Debate : Dilma Rousseff foi a primeira presidenta do Brasil, além de ser integrante de um part...
Altamiro Borges: Brasil gritou 'Fora Temer' ao mundo
Altamiro Borges: Brasil gritou 'Fora Temer' ao mundo: Por Isadora Cortez, no site da UJS : “Os jornais são aparelhos ideológicos cuja função é transformar uma verdade de classe num senso comum,...
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
POLÍTICA - Até na Olimpíada querem roubar da Dilma.
Até na Olimpíada querem roubar Dilma
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
O relativamente bom desempenho dos atletas brasileiros nas Olimpíadas Rio-2016 inspirou um esforço previsível para esconder o papel do governo Dilma Rousseff na renovação e fortalecimento do esporte de ponta brasileiro.
Num país que aguarda pela abertura da etapa final do processo de impeachment no Senado Federal, que terá início cinco dias depois da festa de encerramento, procura-se apagar o tremendo esforço - financeiro e politico - iniciado no governo Lula e ampliado consideravelmente nos cinco anos e meio de mandato de Dilma para colocar o esporte brasileiro num patamar mais elevado, compatível com a iniciativa - ousada sob todos os aspectos - de sediar uma inédita Olimpíada na América do Sul.
Para Ricardo Leyser, que foi Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento no Dilma, quando acompanhou os preparativos olímpicos de perto, chegando a assumir o ministério nos últimos dias de governo, "fora os próprios atletas, as medalhas conquistadas não têm dono," diz ele, em entrevista ao 247.
"Lamentavelmente, estamos assistindo até a uma tentativa de criar uma disputa entre o ministério de Esportes e as Forças Armadas para saber quem fez mais para o desempenho de nossos atletas. Não faz nenhum sentido. Ao longo dos anos construímos um ambiente de colaboração e parceria, que permitiu os avanços obtidos até aqui."
O cidadão que levar a sério o que se pode ler nas redes sociais e mesmo em reportagens da mídia grande, que desde o primeiro dia anunciaram a Rio-2016 como mais uma expressão do que seria a "megalomania lulopetista," já exibida na Copa de 2014, ficará com a sensação de que as vitórias olímpicas devem ser tributadas aos programas esportivos das Forças Armadas e que os imensos investimentos do governo Dilma não têm nada a ver com isso. O papel das Forças Armadas é real, cabe reconhecer, atende a interesses das duas partes mas tem limites.
As Forças Armadas oferecem cotidianamente auxílio a 708 atletas de alto desempenho, dos quais 187 são militares de carreira, e 541 são atletas civis que se valem de um convênio com o Ministério dos Esportes para receber 13. salário, soldo militar - e de quebra reforçar o atuação do país em Olimpíadas Militares. (No último evento da classe, na Coreia do Sul, os brasileiros ficaram em segundo lugar, atrás apenas da Rússia).
Se os programas militares explicam por que vários atletas batem continência no momento em que recebem medalhas, não se deve perder a dimensão das coisas.
Num país onde o apoio ao esporte sempre foi uma combinação de hipocrisia e filantropia, os programas criados pelo Ministério de Esportes no governo Dilma asseguram bolsas para 77% dos 465 atletas presentes a Rio-2016. Mesmo nas Olimpíadas militares, o papel do Ministério dos Esportes não é pequeno. Das 84 medalhas, 75 foram conquistadas por estes 91 bolsistas.
Criada ainda de forma improvisada pelo primeiro ministro de Esportes, Agnelo Queiróz, no primeiro governo Lula, o programa Bolsa Atleta se desenvolveu e se ampliou ao longo dos anos, na medida em que a Rio-2016 se aproximava. São seis categorias diferentes, que, numa fase inicial, podem dar direito a uma remuneração mensal de R$ 310. Chegam a R$ 1850 e R$ 3100 nos níveis médios, e, no patamar mais elevado, chamado Pódio, atingem R$ 5 000 e até R$ 15 000 mensais. Se a maioria dos países possui caminhos diversos para patrocinar atletas competitivos, o Brasil possui um dos maiores - se não for o maior - programa oficial de patrocínio esportivo do planeta. São 6.152 atletas em vários níveis de aprendizado e desenvolvimento, com custos anuais de R$ 60 milhões.
A prudência ensina a aguardar pelo último dia para se avaliar o saldo desse investimento. É certo, porém, que até agora, quando as disputas finais ainda não ocorreram, o país já acumulou um bom desempenho no total de medalhas, com destaque para o ouro, com cinco conquistas até agora. O número é o mesmo do que se obteve em Atenas, em 2004. A diferença é que, há doze anos, o quinto ouro só foi obtido pela desclassificação do primeiro contemplado, apanhado no exame anti-dopping, o que não aconteceu desta vez.
Assegurando mais duas medalhas, no vôlei masculino e no futebol, qualquer que seja sua cor, o Brasil já pode acumular a melhor Olimpíada da história.
Para Ricardo Leyser, cabe reconhecer que "os brasileiros se mostraram competitivos mesmo em esportes onde não conseguimos medalhas. Pelo número de finais disputadas, a natação teve o melhor desempenho da história. O país ainda foi bem no tênis de mesa, no polo aquático, no halterofilismo. Isso mostra que o esporte está deixando de ser uma prática de elite, para ser praticado por um número cada vez maior de brasileiros."
Esse comportamento explica porque, num ambiente onde as opiniões políticas são mantidas sob reserva, dois medalhistas do judô em 2016, Rafaela Silva e Rafael Silva, o Baby, declararam apoio a Dilma Rousseff em 2014. Mais do que uma manifestação de alto teor ideológico que se vê entre intelectuais e artistas, o que ouviu se ali foi um reconhecimento pelo trabalho realizado em benefício do esporte e dos esportistas.
O relativamente bom desempenho dos atletas brasileiros nas Olimpíadas Rio-2016 inspirou um esforço previsível para esconder o papel do governo Dilma Rousseff na renovação e fortalecimento do esporte de ponta brasileiro.
Num país que aguarda pela abertura da etapa final do processo de impeachment no Senado Federal, que terá início cinco dias depois da festa de encerramento, procura-se apagar o tremendo esforço - financeiro e politico - iniciado no governo Lula e ampliado consideravelmente nos cinco anos e meio de mandato de Dilma para colocar o esporte brasileiro num patamar mais elevado, compatível com a iniciativa - ousada sob todos os aspectos - de sediar uma inédita Olimpíada na América do Sul.
Para Ricardo Leyser, que foi Secretário Nacional de Esportes de Alto Rendimento no Dilma, quando acompanhou os preparativos olímpicos de perto, chegando a assumir o ministério nos últimos dias de governo, "fora os próprios atletas, as medalhas conquistadas não têm dono," diz ele, em entrevista ao 247.
"Lamentavelmente, estamos assistindo até a uma tentativa de criar uma disputa entre o ministério de Esportes e as Forças Armadas para saber quem fez mais para o desempenho de nossos atletas. Não faz nenhum sentido. Ao longo dos anos construímos um ambiente de colaboração e parceria, que permitiu os avanços obtidos até aqui."
O cidadão que levar a sério o que se pode ler nas redes sociais e mesmo em reportagens da mídia grande, que desde o primeiro dia anunciaram a Rio-2016 como mais uma expressão do que seria a "megalomania lulopetista," já exibida na Copa de 2014, ficará com a sensação de que as vitórias olímpicas devem ser tributadas aos programas esportivos das Forças Armadas e que os imensos investimentos do governo Dilma não têm nada a ver com isso. O papel das Forças Armadas é real, cabe reconhecer, atende a interesses das duas partes mas tem limites.
As Forças Armadas oferecem cotidianamente auxílio a 708 atletas de alto desempenho, dos quais 187 são militares de carreira, e 541 são atletas civis que se valem de um convênio com o Ministério dos Esportes para receber 13. salário, soldo militar - e de quebra reforçar o atuação do país em Olimpíadas Militares. (No último evento da classe, na Coreia do Sul, os brasileiros ficaram em segundo lugar, atrás apenas da Rússia).
Se os programas militares explicam por que vários atletas batem continência no momento em que recebem medalhas, não se deve perder a dimensão das coisas.
Num país onde o apoio ao esporte sempre foi uma combinação de hipocrisia e filantropia, os programas criados pelo Ministério de Esportes no governo Dilma asseguram bolsas para 77% dos 465 atletas presentes a Rio-2016. Mesmo nas Olimpíadas militares, o papel do Ministério dos Esportes não é pequeno. Das 84 medalhas, 75 foram conquistadas por estes 91 bolsistas.
Criada ainda de forma improvisada pelo primeiro ministro de Esportes, Agnelo Queiróz, no primeiro governo Lula, o programa Bolsa Atleta se desenvolveu e se ampliou ao longo dos anos, na medida em que a Rio-2016 se aproximava. São seis categorias diferentes, que, numa fase inicial, podem dar direito a uma remuneração mensal de R$ 310. Chegam a R$ 1850 e R$ 3100 nos níveis médios, e, no patamar mais elevado, chamado Pódio, atingem R$ 5 000 e até R$ 15 000 mensais. Se a maioria dos países possui caminhos diversos para patrocinar atletas competitivos, o Brasil possui um dos maiores - se não for o maior - programa oficial de patrocínio esportivo do planeta. São 6.152 atletas em vários níveis de aprendizado e desenvolvimento, com custos anuais de R$ 60 milhões.
A prudência ensina a aguardar pelo último dia para se avaliar o saldo desse investimento. É certo, porém, que até agora, quando as disputas finais ainda não ocorreram, o país já acumulou um bom desempenho no total de medalhas, com destaque para o ouro, com cinco conquistas até agora. O número é o mesmo do que se obteve em Atenas, em 2004. A diferença é que, há doze anos, o quinto ouro só foi obtido pela desclassificação do primeiro contemplado, apanhado no exame anti-dopping, o que não aconteceu desta vez.
Assegurando mais duas medalhas, no vôlei masculino e no futebol, qualquer que seja sua cor, o Brasil já pode acumular a melhor Olimpíada da história.
Para Ricardo Leyser, cabe reconhecer que "os brasileiros se mostraram competitivos mesmo em esportes onde não conseguimos medalhas. Pelo número de finais disputadas, a natação teve o melhor desempenho da história. O país ainda foi bem no tênis de mesa, no polo aquático, no halterofilismo. Isso mostra que o esporte está deixando de ser uma prática de elite, para ser praticado por um número cada vez maior de brasileiros."
Esse comportamento explica porque, num ambiente onde as opiniões políticas são mantidas sob reserva, dois medalhistas do judô em 2016, Rafaela Silva e Rafael Silva, o Baby, declararam apoio a Dilma Rousseff em 2014. Mais do que uma manifestação de alto teor ideológico que se vê entre intelectuais e artistas, o que ouviu se ali foi um reconhecimento pelo trabalho realizado em benefício do esporte e dos esportistas.
Em cinco anos e meio de governo, Dilma transformou a recepção a atletas
que retornavam de competições no exterior num evento comum no Planalto,
contribuindo para associar sua imagem presidencial às práticas
esportivas. Num desses encontros, tirando selfies entre atletas
agradecidos, a presidente chegou a empolgar-se a ponto de dizer: "a alma
de um povo se manifesta de duas formas: pelas atividades culturais e
pelo esporte, quando tudo se converge em um só coração”.
Às vésperas da decisão final sobre seu mandato no Senado, a operação de propaganda política destinada a diminuir o papel de Dilma na Rio 2016 é risível e lamentável. Lembra as piores campanhas da antiga União Soviética que ajudaram a consolidar a ditadura de Josef Stalin, que chegavam a retocar fotografias históricas apenas para apagar personalidades indesejáveis.
Às vésperas da decisão final sobre seu mandato no Senado, a operação de propaganda política destinada a diminuir o papel de Dilma na Rio 2016 é risível e lamentável. Lembra as piores campanhas da antiga União Soviética que ajudaram a consolidar a ditadura de Josef Stalin, que chegavam a retocar fotografias históricas apenas para apagar personalidades indesejáveis.
POLÍTICA - Carta aos propagadores do ódio e da mentira.
Carta aos propagadores do ódio e da mentira
Do site Lula:
"Não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação".
Álvaro A. R. Costa foi Advogado Geral da União, Ex-Procurador Federal dos Direitos do Cidadão e Ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.
Carta a personagens imaginários
Por Álvaro Augusto Ribeiro Costa
Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que, como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário, não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.
Quem seria o autor de tão assombrosa tragicomédia? É difícil saber, até mesmo porque os atores trocam de papéis a cada momento, numa volúpia que uma única mente, por mais delirantemente criativa, não poderia conceber. De cúmplices ou co-autores de supostos delitos, passam de repente a acusadores, transmudam-se em seguida em juízes ou jurados, sob a fantasia da isenção ou integrando a claque dos que se aplaudem uns aos outros, cada um mais convencido da excelência de suas múltiplas e medíocres representações. Um de cada vez ou em grupos, todos muito cientes dos torpes proveitos que almejam.
Cabe, porém, oportuna advertência. Quando as buscas e apreensões invadirem de surpresa seus lares e as conduções coercitivas os expuserem com ou sem razão à volúpia sádica das multidões insufladas pela mesma mídia que hoje os incensa e amanhã os vilipendiarão, não invoquem a presunção de inocência nem o direito de saber do que são acusados; não peçam que lhes seja assegurado o direito de defesa e do contraditório, nem supliquem pela presença de um juiz imparcial. Mas antes que isso ocorra, não percam tempo nem gastem dinheiro promovendo a operação lava-memória. A História não esquecerá nem apagará o nome de vocês do rol das iniqüidades e das vergonhas. E não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe.
Penitencio-me por não haver percebido antes quão distante me acho de vocês. A rotina das chamadas boas maneiras esconde a essência das pessoas. De uma coisa, porém, não tenham medo. Não cuspirei em vocês. Não é que não lhes tenha nojo. Compartilho, quanto a isso, do mesmo sentimento que Ulisses Guimarães pronunciou e prenunciou em relação àqueles a quem se dirigiu em mensagem que as ondas do Atlântico ainda hoje – e com mais força agora – repercutem. Contudo, diante da inominável deterioração moral em que estão mergulhados, o meu cuspe seria inócuo; não lavaria nada.
Devo admitir, entretanto, que me fizeram um grande favor: o de me propiciarem vê-los e ouvi-los como realmente são: preconceituosos, convencidos ou convincentes propagadores do ódio e da mentira. Em suma, cúmplices entusiasmados do que há de pior no lastimável cenário escancarado ao mundo desde a tragicômica encenação do último 17 de abril e na farsa que dali para frente cada vez mais se desenvolveu como uma enxurrada de iniqüidades.
Caiu a máscara dessa gente que lhes faz companhia, cujos rostos não conseguem ocultar a mais repugnante feiúra moral. Juntando-se ao painel de mentecaptos que a televisão sem qualquer sombra de pudor ou recato revelou para assombro, vergonha ou riso de brasileiros e outros povos do mundo, vocês estarão para sempre ligados. E dessa memória pegajosa nada os livrará.
Não me digam que estão surpresos com os termos desta carta. Posso até imaginar a cena em que estarão diante de seus queridos familiares, tentando justificar a própria conduta. Por isso, explico: não se pode ser tolerante com o delito e o delinqüente quando o crime é permanente e flagrante. Seria como dialogar com o ladrão que invade a nossa casa, rouba nossa liberdade, se apossa do nosso patrimônio e quer se fazer passar por mera visita, com direito a impor o que chama de ordem. A hipocrisia se mostra com sua mais indecente nudez. Não! O diálogo e a compreensão são naturais e necessários entre pessoas que se respeitam no ambiente democrático; não, entre o predador da democracia e sua presa, entre o ofensor e a vítima. As regras de civilidade, próprias da democracia, não socorrem quem contra elas atenta. Contra esses, todas as formas de resistência são necessárias e legitimas. Não há diálogo possível.
Não importa se o arrombador dos pilares da ordem democrática possa eventualmente se valer de uma maioria parlamentar corrompida e mal-cheirosa ou de juízes parciais e desacreditados.Quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação.
Por fim, uma brevíssima oração: que Deus não os perdoe; vocês sabem muito bem o que fazem! Mas os mantenha vivos e com saúde pelo tempo suficiente para a reflexão e o mais avergonhado arrependimento.
Alvaro Augusto Ribeiro Costa
"Não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe". Em carta aberta aos "propagadores do ódio e da mentira", o ex-procurador Álvaro Augusto Ribeiro Costa denuncia o golpe parlamentar no Brasil, critica os abusos da Operação Lava Jato e afirma que "quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação".
Álvaro A. R. Costa foi Advogado Geral da União, Ex-Procurador Federal dos Direitos do Cidadão e Ex-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.
Carta a personagens imaginários
Por Álvaro Augusto Ribeiro Costa
Em primeiro lugar, por favor, ninguém pense que estou falando com seres reais, nem se considere ofendido em sua honra. É que, como meros e ocasionais personagens de uma extraordinária farsa que se desenrola num lugar também imaginário, não poderiam ter existência própria nem honra que se lhes pudesse atribuir.
Quem seria o autor de tão assombrosa tragicomédia? É difícil saber, até mesmo porque os atores trocam de papéis a cada momento, numa volúpia que uma única mente, por mais delirantemente criativa, não poderia conceber. De cúmplices ou co-autores de supostos delitos, passam de repente a acusadores, transmudam-se em seguida em juízes ou jurados, sob a fantasia da isenção ou integrando a claque dos que se aplaudem uns aos outros, cada um mais convencido da excelência de suas múltiplas e medíocres representações. Um de cada vez ou em grupos, todos muito cientes dos torpes proveitos que almejam.
Cabe, porém, oportuna advertência. Quando as buscas e apreensões invadirem de surpresa seus lares e as conduções coercitivas os expuserem com ou sem razão à volúpia sádica das multidões insufladas pela mesma mídia que hoje os incensa e amanhã os vilipendiarão, não invoquem a presunção de inocência nem o direito de saber do que são acusados; não peçam que lhes seja assegurado o direito de defesa e do contraditório, nem supliquem pela presença de um juiz imparcial. Mas antes que isso ocorra, não percam tempo nem gastem dinheiro promovendo a operação lava-memória. A História não esquecerá nem apagará o nome de vocês do rol das iniqüidades e das vergonhas. E não adianta fingir que não há golpe; todo mundo já sabe.
Penitencio-me por não haver percebido antes quão distante me acho de vocês. A rotina das chamadas boas maneiras esconde a essência das pessoas. De uma coisa, porém, não tenham medo. Não cuspirei em vocês. Não é que não lhes tenha nojo. Compartilho, quanto a isso, do mesmo sentimento que Ulisses Guimarães pronunciou e prenunciou em relação àqueles a quem se dirigiu em mensagem que as ondas do Atlântico ainda hoje – e com mais força agora – repercutem. Contudo, diante da inominável deterioração moral em que estão mergulhados, o meu cuspe seria inócuo; não lavaria nada.
Devo admitir, entretanto, que me fizeram um grande favor: o de me propiciarem vê-los e ouvi-los como realmente são: preconceituosos, convencidos ou convincentes propagadores do ódio e da mentira. Em suma, cúmplices entusiasmados do que há de pior no lastimável cenário escancarado ao mundo desde a tragicômica encenação do último 17 de abril e na farsa que dali para frente cada vez mais se desenvolveu como uma enxurrada de iniqüidades.
Caiu a máscara dessa gente que lhes faz companhia, cujos rostos não conseguem ocultar a mais repugnante feiúra moral. Juntando-se ao painel de mentecaptos que a televisão sem qualquer sombra de pudor ou recato revelou para assombro, vergonha ou riso de brasileiros e outros povos do mundo, vocês estarão para sempre ligados. E dessa memória pegajosa nada os livrará.
Não me digam que estão surpresos com os termos desta carta. Posso até imaginar a cena em que estarão diante de seus queridos familiares, tentando justificar a própria conduta. Por isso, explico: não se pode ser tolerante com o delito e o delinqüente quando o crime é permanente e flagrante. Seria como dialogar com o ladrão que invade a nossa casa, rouba nossa liberdade, se apossa do nosso patrimônio e quer se fazer passar por mera visita, com direito a impor o que chama de ordem. A hipocrisia se mostra com sua mais indecente nudez. Não! O diálogo e a compreensão são naturais e necessários entre pessoas que se respeitam no ambiente democrático; não, entre o predador da democracia e sua presa, entre o ofensor e a vítima. As regras de civilidade, próprias da democracia, não socorrem quem contra elas atenta. Contra esses, todas as formas de resistência são necessárias e legitimas. Não há diálogo possível.
Não importa se o arrombador dos pilares da ordem democrática possa eventualmente se valer de uma maioria parlamentar corrompida e mal-cheirosa ou de juízes parciais e desacreditados.Quando a injustiça e a corrupção se fantasiam de direito e moralidade, a justa indignação e a resistência se tornam obrigação.
Por fim, uma brevíssima oração: que Deus não os perdoe; vocês sabem muito bem o que fazem! Mas os mantenha vivos e com saúde pelo tempo suficiente para a reflexão e o mais avergonhado arrependimento.
Alvaro Augusto Ribeiro Costa
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Altamiro Borges: Temer: entre o engodo e a guerra civil
Altamiro Borges: Temer: entre o engodo e a guerra civil: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/ Por Roberto Requião, no blog Viomundo : O governo interino enviou ao Congresso a PEC 24...
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Altamiro Borges: A casta de juízes que tem horror ao povo
Altamiro Borges: A casta de juízes que tem horror ao povo: Por Fernando Brito, no blog Tijolaço : O Estadão publica hoje mais uma das matérias que mostram, outra vez, o absurdo das remuneraç...
Altamiro Borges: A eleição municipal e o golpe
Altamiro Borges: A eleição municipal e o golpe: Editorial do site Vermelho : Esta semana será importante na luta contra o golpe midiático-judicial-parlamentar que a direita move contr...
domingo, 21 de agosto de 2016
Altamiro Borges: A casta de juízes que tem horror ao povo
Altamiro Borges: A casta de juízes que tem horror ao povo: Por Fernando Brito, no blog Tijolaço : O Estadão publica hoje mais uma das matérias que mostram, outra vez, o absurdo das remuneraç...
Altamiro Borges: SP censura ao furar olho de fotógrafo
Altamiro Borges: SP censura ao furar olho de fotógrafo: Por Leonardo Sakamoto, em seu blog : O fotógrafo Sérgio Silva foi considerado culpado pela Justiça do Estado de São Paulo por ter sid...
Altamiro Borges: João Goulart, reformas e golpe
Altamiro Borges: João Goulart, reformas e golpe: Por Emiliano José, na revista Caros Amigos : Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que ele...
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
POLÍTICA - Ué, mas o triplex não era do Lula?
Relatório da PF mostra que Lula não é dono de tríplex; deputados ironizam
"E o tríplex? Não é do Lula?",
escreve deputada Maria do Rosário; "Ainda não é dessa vez que os
golpistas, os corruptos e os conservadores vão conseguir se livrar de
Lula", diz Paulo Teixeira
por Redação RBA
publicado
19/08/2016 13:32
Heinrich Aikawa/Instituto Lula
São Paulo - O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, divulgou
ontem (18) o relatório final sobre a fase Triplo X da Operação Lava
Jato, que investigava a reforma em um apartamento no Guarujá, no litoral
paulista, atribuído à família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva. Foram indiciadas sete pessoas, entre elas, a verdadeira dona do
imóvel e funcionários da Mossack Fonseca, descrita no relatório como
'organização criminosa de caráter transnacional', que teria usado o
imóvel para cometer crime de lavagem de dinheiro. É, ainda não é dessa
vez que os golpistas, os corruptos e os conservadores vão conseguir se
livrar do melhor presidente que o Brasil já teve." A observação é do
deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) em sua página no Facebook.
A Polícia Federal entregou no último dia 12 o relatório à Justiça Federal sobre a fase Triplo X, deflagrada em 27 de janeiro passado. Moro indiciou a publicitária Nelci Warken, que reconheceu ser a proprietária do tríplex. Durante meses, o ex-presidente Lula foi associado pela imprensa a uma operação supostamente ilegal relativa ao imóvel.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) ironizou, pelo Twitter: "E o tríplex? Não é do Lula? Os que perseguem Lula farão nova sentença: Lula é culpado de existir! Não aceitamos que tenha nascido e sobrevivido", escreveu.
Além de Nelci, são indiciados Maria Mercedes Riaño (chefe do escritório da Mossack Fonseca no Brasil), Luis Fernando Hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Britto. Todos trabalhavam para a empresa no Brasil. O empresário Ademir Auada, considerado pelo relatório intermediador da empresa, também foi indiciado.
Em abril, foi divulgado o vazamento que ficou conhecido como "Panama Papers", com mais de 11 milhões de documentos de 200 mil offshores, investigação jornalística mundial que apura documentos da Mossack Fonseca, empresa panamenha dedicada à abertura de offshores em paraísos fiscais e lavagem de dinheiro.
Segundo reportagem do jornal El País na época, "aparecem entre os envolvidos nos chamados 'papéis do Panamá' os nomes do (então) presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do usineiro e ex-deputado federal João Lyra (PTB-AL) e do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA)".
No relatório, o nome Lula é citado apenas três vezes. "Duas, em depoimentos de gente que 'ouviu dizer' que ele teria um tríplex. A terceira, no sobrenome de Marisa Letícia, cujo termo de desistência da compra do apartamento é anexado ao inquérito", observou o jornalista Fernando Brito no blog Tijolaço.
Leia a íntegra do relatório da Policia Federal, divulgado pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo: Relatório final
A Polícia Federal entregou no último dia 12 o relatório à Justiça Federal sobre a fase Triplo X, deflagrada em 27 de janeiro passado. Moro indiciou a publicitária Nelci Warken, que reconheceu ser a proprietária do tríplex. Durante meses, o ex-presidente Lula foi associado pela imprensa a uma operação supostamente ilegal relativa ao imóvel.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) ironizou, pelo Twitter: "E o tríplex? Não é do Lula? Os que perseguem Lula farão nova sentença: Lula é culpado de existir! Não aceitamos que tenha nascido e sobrevivido", escreveu.
Além de Nelci, são indiciados Maria Mercedes Riaño (chefe do escritório da Mossack Fonseca no Brasil), Luis Fernando Hernandez, Rodrigo Andrés Cuesta Hernandez, Ricardo Honório Neto e Renata Pereira Britto. Todos trabalhavam para a empresa no Brasil. O empresário Ademir Auada, considerado pelo relatório intermediador da empresa, também foi indiciado.
Em abril, foi divulgado o vazamento que ficou conhecido como "Panama Papers", com mais de 11 milhões de documentos de 200 mil offshores, investigação jornalística mundial que apura documentos da Mossack Fonseca, empresa panamenha dedicada à abertura de offshores em paraísos fiscais e lavagem de dinheiro.
Segundo reportagem do jornal El País na época, "aparecem entre os envolvidos nos chamados 'papéis do Panamá' os nomes do (então) presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do usineiro e ex-deputado federal João Lyra (PTB-AL) e do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA)".
No relatório, o nome Lula é citado apenas três vezes. "Duas, em depoimentos de gente que 'ouviu dizer' que ele teria um tríplex. A terceira, no sobrenome de Marisa Letícia, cujo termo de desistência da compra do apartamento é anexado ao inquérito", observou o jornalista Fernando Brito no blog Tijolaço.
Leia a íntegra do relatório da Policia Federal, divulgado pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo: Relatório final
POLÍTICA - O símbolo Lula.
Por que destruir o símbolo Lula?
Por Roberto Amaral, na revista CartaCapital:
Apesar de seu significado, de suas consequências e de sua brutalidade política, a tentativa de destruição eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, em curso, não é a ameaça mais grave que paira sobre o futuro imediato das forças populares, mesmo porque a vida política não se reduz ao processo eleitoral e porque não existem, nesse âmbito, derrotas definitivas, nem absolutas. Basta ouvir a história.
O movimento reacionário que nos governa hoje pensando em um projeto de poder de muitos anos –à margem dos mecanismos da democracia representativa e da soberania popular – volta suas poderosas baterias (políticas, midiáticas, policiais, judiciais) apenas incidentalmente, ou taticamente, para a figura do ex-presidente e eventual candidato à Presidência, pois seu alvo verdadeiro, de vida e morte, é o símbolo Lula, com toda a sua profunda carga emocional.
Simbologia que não se reproduz senão a espaços largos de anos e em condições objetivas e subjetivas que raramente se repetem.
O símbolo Lula é um produto social; como construção coletiva, não pertence a si mesmo. É instrumento do imaginário: é, hoje, a leitura que dele fazem seus contemporâneos. A imagem de Lula caminha para além dos limites de país, simbolizando para o mundo afirmação das possibilidades dos trabalhadores.
O processo social não conhece a autogênese. Lula, tanto quanto o partido que fundou, o Partido dos Trabalhadores (PT), são (independentemente um e outro de seus muitos erros) o fruto da acumulação das lutas sociais, são o resultado das tantas batalhas em defesa da democracia, dos conflitos sociais e de classe, são a condensação de mais de um século de conquistas sindicais reunindo, numa só herança, desde os anarquistas do início do século passado até o varguismo que a socialdemocracia de direita, da UDN de Carlos Lacerda ao tucanato de Fernando Henrique Cardoso, intenta destruir.
Ambos, Lula e o PT, são um só fruto dos avanços políticos mais consequentes do fim da ditadura militar, direitos consagrados pela Constituição de 1988 que ainda ambos, Lula e o PT, equivocadamente, se recusaram a assinar.
O ‘risco Lula’ não se reduz ao seu notório potencial eleitoral a ameaçar os sonhos continuístas do assalto neoliberal, até porque outras alternativas haverão de ser construídas; o perigo, a ameaça, residem principalmente – e nisso está sua maior gravidade – no que o líder popular representa e simboliza para as grandes massas como exemplo de afirmação histórica da classe trabalhadora.
A destruição política de Lula, ainda que necessária para o projeto de regressão ao passado, é perseguida pelos algozes de hoje (muitos deles aliados de ontem) como instrumento de destruição da expectativa, prelibada, de os trabalhadores conquistarem o poder e o exercerem diretamente, isto é, sem a clássica e corriqueira delegação a um representante da classe dominante.
No caso concreto, duas imagens precisam ser derruídas: a do operário transformado em político vitorioso e a do Lula presidente, isto é, de um governante de raro sucesso. Esta é a tarefa urgente, mas não é tudo – pois o projeto da classe dominante é quebrar as veleidades auto-afirmativas da classe trabalhadora. Trocando em miúdos, os trabalhadores precisam conhecer o seu lugar. Este é o recado que nos mandam.
Certa feita, ainda presidente da República, Lula se auto-qualificou pela negativa, isto é, como ‘não de esquerda’. Ignorava ele que personagem histórico não ocupa, necessariamente, o papel que se escolhe, mas aquele que, consoante suas circunstâncias e as contingências históricas, lhe é dado desempenhar num determinado momento.
Assim, independentemente de sua vontade e da vontade de seus adversários de classe, Lula, hoje, não apenas atua no campo da esquerda como é, a um tempo, o mais importante líder desse segmento político e o mais importante líder popular em atuação. E é isto o que conta para a crônica de sua condenação.
Muitas vezes, na política, e estamos em face de um caso concreto, o personagem histórico se aparta de sua trajetória pessoal, linear, e passa a viver uma nova vida no imaginário popular: ele é ou passa a ser o que simboliza perante as massas. Tiradentes é o ‘protomártir da Independência’, a princesa Isabel ficou nos manuais da história do Brasil como ‘a redentora’, Deodoro como ‘o proclamador da República’.
Getúlio Vargas superou o papel de chefe da revolução de 30 ou de ditador para ser recepcionado pela história como o pai da legislação trabalhista, o pai dos pobres e herói nacionalista. Assim foi chorado pelas massas órfãs, ensandecidas, desarvoradas com o choque de seu suicídio. Os símbolos são a argamassa da política.
Voltando: o que Lula representa hoje, além de uma razoável expectativa de poder? No plano simbólico ele nos diz, ditando lição subversiva, que o homem do povo pode chegar à presidência da República sem precisar atravessar a margem do rio onde só se banham os donos do poder; subvertendo a ‘ordem natural das coisas’, ele nos diz que o povo pode pretender escrever sua própria história.
Isto é intolerável em sociedade que, desde sua origem – da oligarquia rural aos rentistas do capitalismo moderno –, se organizou segundo a disjuntiva casa-grande e senzala, células incomunicantes, cujos personagens têm, 'por natural', papéis definidos e próprios que não se podem confundir: de um lado os mandantes, de outro, os mandados, de um lado os senhores de direitos, de outro os portadores de deveres e obrigações. De um lado o capital, de outro o trabalho, seu servidor. A díade imutável de nossa monótona história.
Pela primeira vez na República um trabalhador, operário de macacão e mãos sujas de graxa, se fez líder trabalhista e presidente. Não se trata mais de um quadro da classe dominante operando a mediação entre capital e trabalho, como Getúlio, como Jango conduzindo as massas e dialogando em seu nome com a classe dominante, como um dos seus. Com Lula as massas se expressam, pela vez primeira, sem a intermediação do populismo. E isso não é pouco.
Pela primeira vez os trabalhadores, majoritariamente, se identificam com um partido criado e liderado por um dos seus. Não são mais pingentes de partidos da estrutura clássica que generosamente abrem espaços para a manifestação dos quadros da classe média, que neles podem atuar defendendo os interesses dos dominados: nem é mais o PTB, nem são mais os Arraes ou os Brizolas que falam pelos trabalhadores.
Nem são mais os comunistas do capitão Prestes, ou os intelectuais de esquerda que traíram sua origem de classe para se aliar aos trabalhadores, às grandes massas dos excluídos, aos deserdados da terra, para lembrar Frantz Fanon.
E isso não é pouco.
Nesse mundo dividido entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, entre centro e periferia, entre mandantes e mandados, não cabe aos de baixo levantar a cabeça, pensar em riqueza e desenvolvimento, senão tão-só assistir aos banquetes dos poderosos e sonhar que sempre lhes sobrarão migalhas.
Nesse mundo conflagrado, no mundo da recessão, no reino do neoliberalismo, neste país conformado com a injustiça social e praticante das desigualdades, de renda e de toda ordem, a ascensão das massas, a revelação de sua capacidade organizativa e a construção de uma liderança própria constituem, aos olhos da casa-grande, péssimo e perigoso exemplo. Precedente que os donos do poder não querem ver repetido, e para evitá-lo tudo farão. Sem medir meios.
Assim se explica o empenho em que se aplica a oligarquia governante visando a destruir essa liderança que fugiu ao seu controle, no intento de impedir que outras, tão ousadas, lhes sigam as pegadas e o mau exemplo. É preciso, pois, desconstituir a boa memória de seu governo e destruir sua honra.
É preciso destruir o líder e ao mesmo tempo, desestimulando-a, vacinando-a contra ‘aventuras’ futuras, quebrar o ânimo da classe trabalhadora. Nesta tarefa todos estão empenhados, para dizer a essas massas, que Lula não passa de um mito, que seu partido não passa de uma fraude a ser exorcizada, que essa experiência foi na verdade um rotundo fracasso, uma mentira, uma lenda.
A classe trabalhadora, mais uma vez vencida, diz-nos a oligarquia dos proprietários, terminará por aprender uma velha lição: não está em suas posses conduzir as próprias rédeas. Volte, pois, para o chão de fábrica.
Enfim, a reação autoritária pretende ensinar à classe trabalhadora que seu papel é subalterno ao do capital e que ela tem de se conformar em ser caudatária da classe dominante.
Resta-nos aceitar passivamente a depredação, ou resistir com toda a veemência – e não apenas, claro está, em nome da integridade física e moral do indivíduo Lula; menos ainda para livrá-lo (e seu partido) do julgamento da história a que todas as lideranças políticas devem, ao fim e ao cabo, estar submetidas. Mas para preservar um patrimônio que nos ajudará a atravessar a noite da restauração conservadora, brutal, impiedosa, despida de todo escrúpulo, e já iniciada.
O símbolo é um patrimônio coletivo.
Apesar de seu significado, de suas consequências e de sua brutalidade política, a tentativa de destruição eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva, em curso, não é a ameaça mais grave que paira sobre o futuro imediato das forças populares, mesmo porque a vida política não se reduz ao processo eleitoral e porque não existem, nesse âmbito, derrotas definitivas, nem absolutas. Basta ouvir a história.
O movimento reacionário que nos governa hoje pensando em um projeto de poder de muitos anos –à margem dos mecanismos da democracia representativa e da soberania popular – volta suas poderosas baterias (políticas, midiáticas, policiais, judiciais) apenas incidentalmente, ou taticamente, para a figura do ex-presidente e eventual candidato à Presidência, pois seu alvo verdadeiro, de vida e morte, é o símbolo Lula, com toda a sua profunda carga emocional.
Simbologia que não se reproduz senão a espaços largos de anos e em condições objetivas e subjetivas que raramente se repetem.
O símbolo Lula é um produto social; como construção coletiva, não pertence a si mesmo. É instrumento do imaginário: é, hoje, a leitura que dele fazem seus contemporâneos. A imagem de Lula caminha para além dos limites de país, simbolizando para o mundo afirmação das possibilidades dos trabalhadores.
O processo social não conhece a autogênese. Lula, tanto quanto o partido que fundou, o Partido dos Trabalhadores (PT), são (independentemente um e outro de seus muitos erros) o fruto da acumulação das lutas sociais, são o resultado das tantas batalhas em defesa da democracia, dos conflitos sociais e de classe, são a condensação de mais de um século de conquistas sindicais reunindo, numa só herança, desde os anarquistas do início do século passado até o varguismo que a socialdemocracia de direita, da UDN de Carlos Lacerda ao tucanato de Fernando Henrique Cardoso, intenta destruir.
Ambos, Lula e o PT, são um só fruto dos avanços políticos mais consequentes do fim da ditadura militar, direitos consagrados pela Constituição de 1988 que ainda ambos, Lula e o PT, equivocadamente, se recusaram a assinar.
O ‘risco Lula’ não se reduz ao seu notório potencial eleitoral a ameaçar os sonhos continuístas do assalto neoliberal, até porque outras alternativas haverão de ser construídas; o perigo, a ameaça, residem principalmente – e nisso está sua maior gravidade – no que o líder popular representa e simboliza para as grandes massas como exemplo de afirmação histórica da classe trabalhadora.
A destruição política de Lula, ainda que necessária para o projeto de regressão ao passado, é perseguida pelos algozes de hoje (muitos deles aliados de ontem) como instrumento de destruição da expectativa, prelibada, de os trabalhadores conquistarem o poder e o exercerem diretamente, isto é, sem a clássica e corriqueira delegação a um representante da classe dominante.
No caso concreto, duas imagens precisam ser derruídas: a do operário transformado em político vitorioso e a do Lula presidente, isto é, de um governante de raro sucesso. Esta é a tarefa urgente, mas não é tudo – pois o projeto da classe dominante é quebrar as veleidades auto-afirmativas da classe trabalhadora. Trocando em miúdos, os trabalhadores precisam conhecer o seu lugar. Este é o recado que nos mandam.
Certa feita, ainda presidente da República, Lula se auto-qualificou pela negativa, isto é, como ‘não de esquerda’. Ignorava ele que personagem histórico não ocupa, necessariamente, o papel que se escolhe, mas aquele que, consoante suas circunstâncias e as contingências históricas, lhe é dado desempenhar num determinado momento.
Assim, independentemente de sua vontade e da vontade de seus adversários de classe, Lula, hoje, não apenas atua no campo da esquerda como é, a um tempo, o mais importante líder desse segmento político e o mais importante líder popular em atuação. E é isto o que conta para a crônica de sua condenação.
Muitas vezes, na política, e estamos em face de um caso concreto, o personagem histórico se aparta de sua trajetória pessoal, linear, e passa a viver uma nova vida no imaginário popular: ele é ou passa a ser o que simboliza perante as massas. Tiradentes é o ‘protomártir da Independência’, a princesa Isabel ficou nos manuais da história do Brasil como ‘a redentora’, Deodoro como ‘o proclamador da República’.
Getúlio Vargas superou o papel de chefe da revolução de 30 ou de ditador para ser recepcionado pela história como o pai da legislação trabalhista, o pai dos pobres e herói nacionalista. Assim foi chorado pelas massas órfãs, ensandecidas, desarvoradas com o choque de seu suicídio. Os símbolos são a argamassa da política.
Voltando: o que Lula representa hoje, além de uma razoável expectativa de poder? No plano simbólico ele nos diz, ditando lição subversiva, que o homem do povo pode chegar à presidência da República sem precisar atravessar a margem do rio onde só se banham os donos do poder; subvertendo a ‘ordem natural das coisas’, ele nos diz que o povo pode pretender escrever sua própria história.
Isto é intolerável em sociedade que, desde sua origem – da oligarquia rural aos rentistas do capitalismo moderno –, se organizou segundo a disjuntiva casa-grande e senzala, células incomunicantes, cujos personagens têm, 'por natural', papéis definidos e próprios que não se podem confundir: de um lado os mandantes, de outro, os mandados, de um lado os senhores de direitos, de outro os portadores de deveres e obrigações. De um lado o capital, de outro o trabalho, seu servidor. A díade imutável de nossa monótona história.
Pela primeira vez na República um trabalhador, operário de macacão e mãos sujas de graxa, se fez líder trabalhista e presidente. Não se trata mais de um quadro da classe dominante operando a mediação entre capital e trabalho, como Getúlio, como Jango conduzindo as massas e dialogando em seu nome com a classe dominante, como um dos seus. Com Lula as massas se expressam, pela vez primeira, sem a intermediação do populismo. E isso não é pouco.
Pela primeira vez os trabalhadores, majoritariamente, se identificam com um partido criado e liderado por um dos seus. Não são mais pingentes de partidos da estrutura clássica que generosamente abrem espaços para a manifestação dos quadros da classe média, que neles podem atuar defendendo os interesses dos dominados: nem é mais o PTB, nem são mais os Arraes ou os Brizolas que falam pelos trabalhadores.
Nem são mais os comunistas do capitão Prestes, ou os intelectuais de esquerda que traíram sua origem de classe para se aliar aos trabalhadores, às grandes massas dos excluídos, aos deserdados da terra, para lembrar Frantz Fanon.
E isso não é pouco.
Nesse mundo dividido entre desenvolvidos e subdesenvolvidos, entre centro e periferia, entre mandantes e mandados, não cabe aos de baixo levantar a cabeça, pensar em riqueza e desenvolvimento, senão tão-só assistir aos banquetes dos poderosos e sonhar que sempre lhes sobrarão migalhas.
Nesse mundo conflagrado, no mundo da recessão, no reino do neoliberalismo, neste país conformado com a injustiça social e praticante das desigualdades, de renda e de toda ordem, a ascensão das massas, a revelação de sua capacidade organizativa e a construção de uma liderança própria constituem, aos olhos da casa-grande, péssimo e perigoso exemplo. Precedente que os donos do poder não querem ver repetido, e para evitá-lo tudo farão. Sem medir meios.
Assim se explica o empenho em que se aplica a oligarquia governante visando a destruir essa liderança que fugiu ao seu controle, no intento de impedir que outras, tão ousadas, lhes sigam as pegadas e o mau exemplo. É preciso, pois, desconstituir a boa memória de seu governo e destruir sua honra.
É preciso destruir o líder e ao mesmo tempo, desestimulando-a, vacinando-a contra ‘aventuras’ futuras, quebrar o ânimo da classe trabalhadora. Nesta tarefa todos estão empenhados, para dizer a essas massas, que Lula não passa de um mito, que seu partido não passa de uma fraude a ser exorcizada, que essa experiência foi na verdade um rotundo fracasso, uma mentira, uma lenda.
A classe trabalhadora, mais uma vez vencida, diz-nos a oligarquia dos proprietários, terminará por aprender uma velha lição: não está em suas posses conduzir as próprias rédeas. Volte, pois, para o chão de fábrica.
Enfim, a reação autoritária pretende ensinar à classe trabalhadora que seu papel é subalterno ao do capital e que ela tem de se conformar em ser caudatária da classe dominante.
Resta-nos aceitar passivamente a depredação, ou resistir com toda a veemência – e não apenas, claro está, em nome da integridade física e moral do indivíduo Lula; menos ainda para livrá-lo (e seu partido) do julgamento da história a que todas as lideranças políticas devem, ao fim e ao cabo, estar submetidas. Mas para preservar um patrimônio que nos ajudará a atravessar a noite da restauração conservadora, brutal, impiedosa, despida de todo escrúpulo, e já iniciada.
O símbolo é um patrimônio coletivo.
POLÍTICA - Para o Dr. Moro, "isso também não vem ao caso".
Triplex não é do Lula. Não vem ao caso...
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:
Ontem, os advogados de Lula pediram acesso ao processo “secreto” que apura como Lula é o dono do apartamento que não é dele num condomínio no Guarujá.
Ontem também Fernando Rodrigues revelou o relatório da Polícia Federal sobre a compra de apartamentos no mesmo condomínio através de offshores abertas pela picaretíssima Mossack Fonseca, que presta serviços de montagem de empresas em paraísos fiscais para muita gente “boa” no meio empresarial, inclusive para o grupo Globo.
No relatório, o nome Lula é citado três vezes.
Duas, em depoimentos de gente que “ouviu dizer” que ele teria um tríplex lá.
A terceira, no sobrenome de Marisa Letícia, cujo termo de desistência da compra do apartamento é anexado ao inquérito.
Ou seja, não há nada.
O que há, então, neste “inquérito secreto”?
Há o retrato de uma perseguição obcecada, construída na base de boatos, fofocas e exploração de supostas intenções de compra.
Há, sobretudo, o desvio odioso das instituições de Estado para fins político-eleitorais, encoberto por uma mídia que acha normal entregar uma jazida de bilhões de barris de petróleo mas se escandaliza com um pedalinho.
Ontem, os advogados de Lula pediram acesso ao processo “secreto” que apura como Lula é o dono do apartamento que não é dele num condomínio no Guarujá.
Ontem também Fernando Rodrigues revelou o relatório da Polícia Federal sobre a compra de apartamentos no mesmo condomínio através de offshores abertas pela picaretíssima Mossack Fonseca, que presta serviços de montagem de empresas em paraísos fiscais para muita gente “boa” no meio empresarial, inclusive para o grupo Globo.
No relatório, o nome Lula é citado três vezes.
Duas, em depoimentos de gente que “ouviu dizer” que ele teria um tríplex lá.
A terceira, no sobrenome de Marisa Letícia, cujo termo de desistência da compra do apartamento é anexado ao inquérito.
Ou seja, não há nada.
O que há, então, neste “inquérito secreto”?
Há o retrato de uma perseguição obcecada, construída na base de boatos, fofocas e exploração de supostas intenções de compra.
Há, sobretudo, o desvio odioso das instituições de Estado para fins político-eleitorais, encoberto por uma mídia que acha normal entregar uma jazida de bilhões de barris de petróleo mas se escandaliza com um pedalinho.
Postado por
Altamiro Borges
POLÍTICA - Globo e Moro vão indenizar o Lula?
Globo e Moro vão indenizar Lula?
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:
Moro, Lava Jato.
Quem vai indenizar Lula pela tortura imposta a ele no caso do apartamento do Guarujá?
Quanto?
Tem preço?
Tanta difamação, tanta perseguição, tanta informação falsa - para afinal a PF concluir que o apartamento não é de Lula?
É um caso icônico dentro do golpe.
Antes, e acima de tudo: o fim da história deveria ter sido o prólogo. Antes de massacrar Lula e família, antes de vazar maldades para manchetes canalhas, a PF tinha que investigar direito o caso.
Quantos recursos teriam sido poupados, para falar em dinheiro público?
Num mundo menos imperfeito, até os leitores seriam indenizados por terem sido tão manipulados e malinformados.
Mas este nosso mundo moldado por uma plutocracia abjeta é muito, muito imperfeito.
Nesta história, a medalha de ouro vai para a Globo. Foi o Globo que começou a campanha. Lembro a primeira vez que li uma “reportagem” no Globo.
Deus, transeuntes eram citados. “Vi Lula um dia aqui”, coisas do gênero. As evidências eram patéticas.
E em meio a esse descalabro jornalístico, capas de revistas, manchetes de jornais, minutos intermináveis no Jornal Nacional, aulas de moral por comentaristas em todas as mídias.
A isso se dá o nome de jornalismo de guerra.
O fim da farsa mostra também quanto Lula acertou em recorrer à ONU. É caça. Vale tudo contra ele, sob os olhares complacentes, ou até cúmplices, dos magistrados do STF.
Um pedido de desculpas é o mínimo que Globo, Moro, Folha etc deveriam fazer.
Mas isso não acontecerá. A imprensa vai esconder em espaços nanicos a notícia. Vai fingir que nada ocorreu. Que tudo foi rotineiro, banal, dentro das regras elementares do jornalismo. Os fatos é que erraram, para usar a grande expressão de Nelson Rodrigues.
E assim vai se encerrar um capítulo exemplar da infame campanha movida pela mídia e por Moro contra Lula.
Globo, Moro, Veja, Folha, Estadão.
Moro, Lava Jato.
Quem vai indenizar Lula pela tortura imposta a ele no caso do apartamento do Guarujá?
Quanto?
Tem preço?
Tanta difamação, tanta perseguição, tanta informação falsa - para afinal a PF concluir que o apartamento não é de Lula?
É um caso icônico dentro do golpe.
Antes, e acima de tudo: o fim da história deveria ter sido o prólogo. Antes de massacrar Lula e família, antes de vazar maldades para manchetes canalhas, a PF tinha que investigar direito o caso.
Quantos recursos teriam sido poupados, para falar em dinheiro público?
Num mundo menos imperfeito, até os leitores seriam indenizados por terem sido tão manipulados e malinformados.
Mas este nosso mundo moldado por uma plutocracia abjeta é muito, muito imperfeito.
Nesta história, a medalha de ouro vai para a Globo. Foi o Globo que começou a campanha. Lembro a primeira vez que li uma “reportagem” no Globo.
Deus, transeuntes eram citados. “Vi Lula um dia aqui”, coisas do gênero. As evidências eram patéticas.
E em meio a esse descalabro jornalístico, capas de revistas, manchetes de jornais, minutos intermináveis no Jornal Nacional, aulas de moral por comentaristas em todas as mídias.
A isso se dá o nome de jornalismo de guerra.
O fim da farsa mostra também quanto Lula acertou em recorrer à ONU. É caça. Vale tudo contra ele, sob os olhares complacentes, ou até cúmplices, dos magistrados do STF.
Um pedido de desculpas é o mínimo que Globo, Moro, Folha etc deveriam fazer.
Mas isso não acontecerá. A imprensa vai esconder em espaços nanicos a notícia. Vai fingir que nada ocorreu. Que tudo foi rotineiro, banal, dentro das regras elementares do jornalismo. Os fatos é que erraram, para usar a grande expressão de Nelson Rodrigues.
E assim vai se encerrar um capítulo exemplar da infame campanha movida pela mídia e por Moro contra Lula.
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Altamiro Borges
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