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quinta-feira, 21 de julho de 2016

POLÍTICA - Se Dilma vencer o impeachment, Gilmar, ele mesmo, a derruba no TSE.

Se Dilma vencer o impeachment, Gilmar a derruba no TSE


Jornal GGN - Mesmo que Dilma Rousseff consiga derrotar o impeachment no Senado com, por exemplo, a proposta de plebiscito para a escolha de um novo presidente, ainda restará uma cartada final contra a petista: a cassação da chapa eleita em 2014 pelo Tribunal Superior Eleitoral, comandado por Gilmar Mendes.
Há alguma semanas, Gilmar reportou à imprensa que as investigações da ação de impugnação de mandato de Dilma estão em fase de conclusão, com resultados até setembro. O ministro do Supremo Tribunal Federal autorizou procedimentos que atestariam fraudes cometidas pelo PT na última disputa eleitoral, embasando a ação do PSDB.
Segundo informações do jornalista Paulo Henrique Amorim, no TSE, Gilmar contaria com a ajuda dos ministros Henrique Alves, Luis Fux, Herman Benjamin e Napoleão Maia Filho para fazer a cassação de Dilma e do interino Michel Temer sair do papel antes de 2018.
Por Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
Gilmar vai ter a partir de setembro maioria tranquila no TSE.
Além dele, Henrique Neves, Luis Fux, Herman Benjamin e Napoleão Nunes Maia Filho.
Votos contra só, provavelmente, Rosa Weber e Luciana Lossio.
Isso lhe dá enorme conforto de derrubar Dilma, por conta do financiamento da campanha de 2014, se ela escapar do impeachment.
Se o impeachment se confirmar, ele e Fux, sucessivamente, na presidência do TSE, sentam nos processos sobre o financiamento da campanha e não os pautam.
Assim, Temer ficaria até final de 2018 sem se aborrecer.
Mas, se houver o acordo de barrar o impeachment com o plebiscito, este seria realizado em outubro, com a eleição municipal.
Para isso, seriam necessários uma PEC de iniciativa da Dilma – e só dela – e os votos para aprovar por 3/5 nas duas casas: Câmara e Senado.
A eleição seria realizada em abril de 2017, com um TSE dominado por Gilmar e um Procurador Geral Eleitoral, digamos, fraco.
Mesmo assim, depois de toda as manobras no TSE, a posse seria em junho de 2017, para um mandato de ano e meio.
É outra questão complicada.
E a reforma política?
Seria feita com esse Congresso?
De qualquer forma, nessa hipótese, Dilma teria quase um ano (10 meses) para fazer a transição e devolver alguma normalidade à política.
E se o Gilmar (o Gilmar PSDB-MT, como você diz) resolver imprensar o Congresso contra a parede e dizer: não adianta aprovar o plebiscito com eleição, porque lá para fevereiro, março de 2017 eu condeno a Dilma e, se necessário, a Dilma e o Temer, no TSE!
E, concretizada a ameaça, o Congresso pode eleger qualquer um Presidente da República, para completar o mandato da Dilma.
Nao precisa ser um congressista.
Pode ser um zé das couves, como diz o Gilmar.
Ou o Serra!
Que topa ser Presidente nem que seja por dez meses já que, pelo voto, ele sabe que jamais será.
O Serra, não se esqueça, chama o Gilmar de “meu presidente!”.
Seria um presidencialismo de dois presidentes!
Tudo isso, se, antes, o paredón ainda não estiver em funcionamento.
Não é isso, amigo navegante?

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