quarta-feira, 2 de setembro de 2020

POLÍTICA - O canalha do mauricinho saiu de fininho.

‘SAÍDA DE FININHO’: É O QUE RESTOU AO DESLUMBRADO EX-COORDENADOR DA LAVA JATO
Como você deve saber, Deltan Dallagnol escapou na semana passada de uma punição exemplar. Os conselheiros do CNMP, após inexplicáveis 41 adiamentos, resolveram enfim julgar o coordenador da Lava Jato pela já famosa e histórica farsa do power point contra o ex-presidente Lula. A maioria votou pela condenação, mas ele foi beneficiado pela prescrição do crime.
Dallagnol venceu nesse episódio específico, mas é o perdedor moral da história toda. Está com a imagem chamuscada principalmente frente aos profissionais e intelectuais do Direito. Quem conhece bem a turma de Curitiba anda dizendo que não é mais respeitado nem entre os colegas do MP paranaense.
Isso explica a saída dele da Lava Jato, anunciada oficialmente no início desta tarde de terça-feira 1° de setembro. “A famosa ‘saída de fininho’”, resumiu muito bem o advogado Tacla Duran, um dos primeiros a denunciar as irregularidades cometidas por Deltan.
Enquanto coordenador da operação em Curitiba, Dallagnol recusou todos os convites que fiz a ele para falar sobre as acusações na Câmara dos Deputados. Seria uma grande oportunidade para explicar, mas ele recusou – até aproveitando-se da legislação, que fala em “convite” e impede a sua convocação, o que o obrigaria a prestar esclarecimento ao povo no Congresso.
Como se diz por aí: “vai tarde!”
Mas que pague por tudo o que cometeu, até porque o descalabro que vivemos no Brasil nos últimos quatro anos é, em boa medida, responsabilidade dele, do amigo Sergio Moro e do também amigo Aécio Neves, aquele que começou tudo ao não aceitar perder a eleição de 2014.

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