MPF vai apurar denúncia contra Sérgio Camargo por suposta discriminação contra o movimento negro
22/05/2021
Um inquérito foi aberto após representação contra o presidente da Fundação Palmares por ter chamado Mãe Baiana de Oyá de “macumbeira miserável”
O Ministério Público Federal abriu investigação sobre Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, por suposta discriminação contra o movimento negro.
Agora, a Procuradoria da República no Rio apura denúncia do Conselho Estadual dos Direitos do Negro em representação sobre uma declaração de Camargo, há um ano, quando chamou Adna Santos, mais conhecida como Mãe Baiana de Oyá, de “macumbeira” e “miserável”, entre outros, de acordo com informação de Lauro Jardim, no Globo.
A yalorixá é uma das principais líderes do candomblé em Brasília, além de coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa do Governo do Distrito Federal.
No ano passado, Sérgio Camargo excluiu vários nomes da lista de personalidades da Fundação e alegou que eram “militantes” que não estavam dentro dos critérios da normativa editada que “moraliza” as homenagens da Palmares.
Camargo também foi alvo, em 2020, de um pedido de avaliação para abertura de investigação pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, que pontuou que seu discurso contra o movimento negro poderia ser considerado improbidade administrativa e racismo.
O presidente da Palmares disse que o movimento negro é “escória maldita” e prometeu exonerar servidores que divergirem do seu padrão ideológico.
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