quarta-feira, 21 de julho de 2021

Quem é Jeff Bezos?

 

 
Brasil de Fato
 
Superexploração e impostos zerados: quem é Jeff Bezos?
 
Quarta-feira, 21 de julho de 2021
 
 
Resposta curta: o homem mais rico do mundo. Mas tem mais...
 
Enquanto o mundo amarga uma crise econômica e sanitária sem precedentes, o fundador da Amazon decidiu construir uma nave para dar uma “voltinha” na borda da terra, em um projeto que custou US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).
 
Jeff Bezos é o fundador da Amazon, a gigante de tecnologia que tem valor de mercado de mais de US$ 2 trilhões (R$ 10,5 trilhões). Para se ter uma ideia, isso é mais do que o PIB do Brasil em 2020, que foi de R$ 7,4 trilhões.

E a fortuna pessoal de Bezos passa de US$ 200 bilhões (R$ 1,05 trilhão).
 
Muita cifra, né? É que tudo que diz respeito a Jeff Bezos vem acompanhado de milhões ou bilhões de dólares. Mas de onde vem essa fortuna?
 
Bom, a criação da empresa que se tornaria a gigante Amazon contou com capital inicial de US$ 245 mil vindo do bolso dos pais do empreendedor. Ela é apontada como uma fábrica de exploração e acusada de violar leis trabalhistas. Em 2014, Jeff Bezos ganhou o apelido de “Pior Chefe do Mundo” da Confederação Sindical Internacional. A Amazon é acusada de praticar dumping, que é chegar em um país e vender os produtos a preços muito abaixo dos preços de mercado para desbancar a concorrência nacional.
 
A história do homem mais rico do mundo não é muito diferente da de outros bilionários, como Elon Musk: sua fortuna é baseada em exploração e só existe porque temos uma enorme concentração de riqueza. Não é à toa que eles ficaram mais ricos em plena pandemia, enquanto os mais pobres ficaram ainda mais pobres.
 
Contamos um pouco da história de Jeff Bezos nesta matéria e também em vídeo, aqui.
 
Enquanto isso, no Brasil...
 
Com recesso parlamentar, CPI da Covid pausada, o cenário político está mais calmo. Mas isso não significa que esteja parado. Ganhou saliência nas últimas semanas a proposta de adoção de um “semipresidencialismo”, que pode ser incluída nos debates da comissão que analisa a reforma política, segundo o presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), o maior defensor da ideia.
 
A defesa acendeu um alerta entre atores políticos de oposição. No modelo atual de regime político do Brasil, o presidente da República é escolhido pelo voto popular e acumula as funções de chefe de Estado e chefe de governo. No semipresidencialismo, ele passa a dividir as atribuições com um primeiro-ministro, ao qual cabe a prerrogativa de liderar o governo enquanto o presidente se ocupa das tarefas de Estado.
 
"Não há outra maneira de ler isso senão como uma tentativa de impedir que Lula volte a governar”, afirma o professor Francisco Tavares, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Goiás (UFG).
 
A discussão tem caminhado para a ideia de adoção do sistema a partir de 2026. A repórter Cristiane Sampaio explica aqui como seria esse formato híbrido e como estão as disputas em torno da proposta.

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