‘Aberração: Exército emitirá nota informando que não haverá imposição da vacina’ diz Reinaldo Azevedo

07/01/2022  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
‘Aberração: Exército emitirá nota informando que não haverá imposição da vacina’ diz Reinaldo Azevedo

 O jornalista Reinaldo Azevedo, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Bolsonaro se irritou com diretriz do Exército recomendando vacinação, máscara e distância de fake news“, explica o jornalista completando que o presidente “exigiu que Braga Netto expressasse a contrariedade

As Forças Armadas seguem sendo humilhadas por um capitão reformado arruaceiro, indisciplinado e q chegou a planejar atos violentos contra instalações militares“, postou o jornalista Reinaldo Azevedo em seu perfil no microblog Twitter, no início da noite desta sexta-feira (7/1).

De acordo com Azevedo, o presidente Jair “Bolsonaro se irritou com diretriz do Exército recomendando vacinação, máscara e distância de fake news” e, por este motivo, “exigiu que o [ministro da Defesa, general Walter] Braga Netto expressasse a contrariedade“.

Agora, segundo o jornalista, o “Exército deve emitir nota informando que não haverá imposição da vacina, o que é uma aberração. Deveria haver“.

Reinaldo Azevedo enviou um recado para os generais de Bolsonaro, espetando-os, indagando sobre suas relações quando o presidente do Brasil era Luiz Inácio LULA da Silva e chamando a atenção dos militares para uma espécie de beco sem saída:

Digam, generais: alguma vez o “esquerdista” LULA submeteu as Forças Armadas a risco e humilhação semelhantes? Percebem o desastre em que vocês se meteram?

Veja abaixo e leia mais a seguir:

Reinaldo Azevedo se referiu à notícia do jornal O Globo, que identificou, hoje (7/1), a irritação do presidente ao saber da diretriz assinada pelo comandante do Exército, General Paulo Sérgio, ontem (6/1), sobre imunização que segue teor de portaria do Ministério da Defesa.

O militar definiu uma série de regras a serem adotadas para combater o avanço da pandemia de Covid-19 em documento encaminhado às organizações militares de todo o país orientando que o retorno de integrantes da caserna ao serviço presencial deve ocorrer após 15 dias da aplicação da vacina.

O documento destaca a necessidade de manutenção da capacidade operacional da tropa determinando que sejam aplicados o distanciamento social, a testagem de militares e servidores civis que retornarem de viagens ao exterior e demais medidas sanitárias adotadas pelos ministérios da Saúde, da Defesa e da Economia.

Todos os setores do Exército, diz o texto, devem adotar “as medidas protetivas como o distanciamento social, o uso de medidas de barreira física (máscara) e a higienização das mãos“.

As regras valem para servidores civis, militares e estagiários.

Em outro trecho, o comandante proíbe a difusão de fake news em redes sociais e determina que os militares devem passar as orientações para familiares e redes de contato.

A norma também afirma que “não deverá haver difusão de mensagens em redes sociais sem confirmação da fonte e da veracidade da informação” e que, “além disso, os militares deverão orientar os seus familiares e outras pessoas que compartilham do seu convívio para que tenham a mesma conduta“.

Cada chefe de serviço militar, destaca a diretriz, deverá “avaliar o retorno às atividades presenciais dos militares e dos servidores, desde que respeitado o período de 15 (quinze) dias após imunização contra a Covid-19 (uma ou duas doses, dependendo do imunizante adotado)“.

Os casos omissos sobre cobertura vacinal deverão ser submetidos à apreciação do DGP (Departamento-Geral do Pessoal), para adoção de procedimentos específicos“, completa o texto.

Bolsonaro irritado

Tanto a recomendação do Comando do Exército para vacinação quanto a proibição sobre a disseminação de fake news irritaram o presidente Jair Bolsonaro.

Por conta disso, Braga Netto expôs a contrariedade com a repercussão da diretriz assinada por Paulo Sérgio, que se choca com o posicionamentos do presidente.

Bolsonaro não se vacinou e é contrário à exigência do comprovante de imunização.

Em uma reunião, discutiu-se a divulgação de uma nota do Exército alterando o posicionamento do comandante do Exército, que voltará atrás e afirmará que a imunização não é uma obrigação nem condição para retornar ao trabalho.

A expectativa no governo é que o comunicado seja publicado ainda hoje, sexta-feira (07/01).

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