Os “três aventureiros do cinismo e da exploração criminal do Estado e dos poderes do governo”

09/01/2022  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
Os “três aventureiros do cinismo e da exploração criminal do Estado e dos poderes do governo”

 O procurador-geral da República, Augusto Aras, o ex-médico e ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ao deixar hospital em SP após tratar uma obstrução intestinal, em foto de Nelso Almeida/AFP, e o jornalista Janio de Freitas | Sobreposição de imagens


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Janio de Freitas diz que “silenciar ou desviar o extraordinário resultado da CPI consiste não só em impunidade, mas também em permissividade para a continuação de crimes contra a população” ‘Obstrução mental de Bolsonaro não o impede, como a outra, de expelir suas produções repulsivas’

O jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, afirma, em matéria publicada neste domindo (09/01), que o presidente, Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ex-médico e ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, são “três aventureiros do cinismo e da exploração criminal do Estado e dos poderes do governo“, uma vez que “silenciar ou desviar o extraordinário resultado da CPI [da Covid] consiste não só em impunidade, mas também em permissividade para a continuação de crimes contra a população“.

No texto, Freitas fala das obstruções da Justiça e de Bolsonaro, que no caso deste último não é apenas intestinal, mas também mental. No do primeiro, ele se refere a Aras, o “engavetador-mor” que protege o presidente.

A obstrução mental de Bolsonaro não o impede, como a outra, de expelir suas produções repulsivas“, escreveu Freitas, referindo-se às falas incisivas contra a vacinação preventiva da Covid em crianças, que “confirmam de viva voz as conclusões sobre sua perversidade intencional, as determinações aos vassalos Pazuello e Queiroga, a indução de tratamento impróprio. E, sinal definitivo logo ao início, a dispensa e depois, como agora, a protelação da compra de vacinas“.

O jornalista diz que, “por si só, esse novo capítulo da obra homicida de Bolsonaro seria suficiente para ações no Tribunal Internacional, na Corte de Direitos Humanos da OEA quando Luis Almagro [secretário-geral] for retirado de lá e na Comissão de Direitos Humanos da ONU“.

Mesmo que o Judiciário brasileiro venha a deixá-lo em paz com seus atos mortíferos, a cada é dia mais improvável que Bolsonaro e asseclas passem por inocentes, e livres de problemas, no exterior, prevê o jornalista.

Nem as esperáveis represálias internacionais atenuam o dever do Supremo de encarar a conduta de Aras com o rigor requerido pela gravidade“, lamenta Janio de Freitas referindo-se ao fato de que a Corte não deu “o rumo e o ritmo próprios de qualquer caso” ao “inquérito subsequente à CPI“, após não endossar o “desvio” provocado pelo procurador-geral quando ele “pretextou a necessidade de investigações preliminares“, que era “o que já estava em suas mãos, nas conclusões da CPI” (…) “para não instaurar de imediato o procedimento“.

“Os prazos fixados pelo Supremo, para certas medidas de Bolsonaro e do Ministério da Saúde, foram um começo. Não o necessário em respeito às instituições ultrajadas por práticas criminosas, como provado pela CPI. E em igual respeito aos pais e mães, filhos, netos e avós, cientistas, médicos e enfermeiros, escritores e músicos, trabalhadores de todos os trabalhos, atingidos pela mortandade a que foi juntado, sim, um genocídio —ainda não cessado e agora dirigindo-se a crianças”.

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