Putin cita provocações de Kiev ao falar de tensão entre Rússia e Ucrânia
Presidente da Rússia se pronuncia

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, culpou neste domingo (20) as “provocações” do governo ucraniano pela escalada dos confrontos com os separatistas no leste da Ucrânia, diz a AFP.
O presidente russo disse que quer “intensificar” os esforços diplomáticos para resolver o conflito. De acordo com o Kremlin, Putin também pediu, durante um telefonema com seu colega francês Emmanuel Macron, para que a Otan e os Estados Unidos “levem a sério as exigências de segurança da Rússia”.
“Foram manifestadas sérias preocupações com a acentuada deterioração da situação ao longo da linha de contato em Donbas”, informou e o Kremlin em comunicado, acrescentando que Putin “apontou que as provocações das forças de segurança ucranianas estavam por trás da escalada”.
Presidente russo também disse que as entregas ocidentais de armas e munições modernas para as forças ucranianas estão “empurrando Kiev para uma solução militar” em seu conflito com os separatistas pró-russos, que começou em 2014.
“Kiev apenas encena um processo de negociação e se recusa obstinadamente a aplicar os acordos de Minsk” assinados em 2015 e destinados a resolver o conflito, acusou Putin.
“Dada a urgência da situação, os presidentes concordaram que era conveniente intensificar a busca de soluções pelos canais diplomáticos”, apontou o Kremlin, com o objetivo de “facilitar o restabelecimento do cessar-fogo e garantir o progresso na resolução do conflito”.
LEIA MAIS:
1 – Exército da Ucrânia ataca povoados de Donetsk
2 – Canadá envia metralhadoras e equipamento de espionagem à Ucrânia
3 – Ucrânia, Rússia e China. Por José Luís Fiori
Mensagem de Vladimir Putin aos americanos
Putin também “reafirmou a necessidade de os Estados Unidos e a Otan levarem a sério as demandas russas por garantias de segurança e responderem a elas de maneira concreta e substancial”.
Rússia, acusada de concentrar 150 mil soldados nas fronteiras da Ucrânia para preparar uma invasão, exige a promessa de que Kiev nunca se juntará à Otan e o fim da presença militar da Aliança nas suas fronteiras. Estas exigências foram rejeitadas pelos países ocidentais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário