segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

POLÍTICA - Esse covarde saiu pela porta dos fundos.

 Traído pelo próprio partido (DEM), Rodrigo Maia deixa a presidência da Câmara humilhado após a mais longa permanência na direção da Casa. Como um dos arquitetos do golpe parlamentar que derrubou Dilma Rousseff, Maia sucedeu Eduardo Cunha (2015-2016) na presidência da Câmara.​ Derrubou a partilha do pre-sal aprovada ainda no governo Lula e livrou a cabeça de Michel Temer durante o escândalo da JBS, em 2017 e garantia a sua permanência no cargo (2016-2018).

Desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república, Maia, não o incomodou, favorece a agenda neoliberal que agradou o mercado financeiro e engavetou os 59 pedidos de afastamento de Bolsonaro, além de passar o pano nos seus crimes de responsabilidade. O Congresso foi atacado e bolsonaristas fantasiados de “Ku Klux Klan” com fogos de artifícios nas mãos ameaçaram o Supremo.
O próprio presidente da república insuflou manifestação golpista em frente ao QG do Exército, mas Maia não teve coragem de se opor, como ‘defensor da democracia. Se limitou em divulgar uma nota, na qual dizia que não via ameaça de ruptura institucional ou aventuras antidemocráticas. Contudo, mudou o tom somente no final do mandato com a iminente derrota do seu candidato a sucessão
Agora, fala que houve e há risco de retrocesso democrático no país. Humilhando e chamado de vagabundo por seus ex-aliados, Maia paga o preço por não fazer o que deveria ter feito e sair de cabeça erguida; sai pelas portas dos fundos.

Nenhum comentário: