Corbyn e Chomsky endossam carta de David Miranda alertando que Bolsonaro usa a PF contra adversários
27/12/2021
O ex-líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, o linguista e filósofo norte-americano, Noam Chomsky, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro | Sobreposição de imagens
![]()
PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O político britânico e o linguista americano estão entre os que pedem a atenção do mundo para os movimentos do presidente brasileiro em relação a opositores políticos, especialmente durante as eleições de 2022
O ex-líder do Partido Trabalhisda britânico, Jeremy Corbyn, e o linguista e filósofo americano, Noam Chomsky, assinaram uma carta internacional, elaborada pelo deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), que alerta o mundo para o possível uso da Polícia Federal pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com o fim de perseguir adversários de seu governo.
Também endossam o documento o ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, e o cineasta ameriano, Oliver Stone, além do ex-especialista independente da ONU para a democracia, Alfred de Zayas, bem como o congressista democrata, Ilhan Omar e, ainda, Mark Weisbrot, do centro de estudos em política econômica de Washington.
De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S. Paulo, o parlamentar brasileiro pediu a “amigos do Brasil e defensores da liberdade política“, que redobrem a vigilância sobre Bolsonaro, para que o presidente não use de seu cargo para refrear a oposição, como diz ter ocorrido em 2018 com a prisão de Lula.
Miranda relatou, no documento, a operação da Polícia Federal contra o presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), no último dia 15, por supostas irregularidades em obras públicas entre 2010 e 2013, quando este já não era mais deputado.
O deputado diz na carta que “a Polícia Federal, controlada por Bolsonaro e com facções fiéis a Sergio Moro, juiz corrupto que prendeu Lula e concorrerá à Presidência, será usada para intimidar oponentes do presidente“,
Na avaliação de Ciro Gomes, a operação da PF foi “ordem de Bolsonaro, tal a violência e arbitrariedade“.
O parlamentar, autor do documento, diz ainda que a ideia é mostrar “que a comunidade internacional está olhando para que sejam respeitadas as regras democráticas em 2022 e não se repita o que fizeram com a oposição em 2018“.
Nenhum comentário:
Postar um comentário