Tripulantes de companhias são infectados com a Omicron e 4,5 mil voos são cancelados no Natal

25/12/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
Tripulantes de companhias são infectados com a Omicron e 4,5 mil voos são cancelados no Natal

 Imagem reprodução – Omicron avança muito rapidamente em vários países, e os casos estão dobrando a cada dois ou três dias, algo nunca visto antes


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Passageiros são surpreendidos nos aeroportos do mundo inteiro e passam a data festiva nos terminais aéreos – Especialmente os países considerados epicentro da nova variante estão assustados com a velocidade de propagação do vírus

Os Estados Unidos da América, assim como o Reino Unido e alguns outros países da Europa, são os novos epicentros da variante Omicron, nova cepa descoberta na África do Sul, e que está se espalhando rapidamente pelo mundo.

O correspondente da GloboNews, Guga Chacra, afirmou, no canal da emissora, que especialmente nos Estados Unidos, ocorre 37% do total de cancelamentos de quase 4,5 mil voos de todo o planeta, tanto na véspera quanto no dia de Natal, devido à limitação do número de funcionários das empresas aéreas, pois alguns tripulantes destas companhias estão infectados com coronavírus.

Milhares de viagens sofreram atrasos devido à velocidade de expansão da Omicron, informou o site Flightaware, que rastreia voos, com ao menos 2 mil cancelados no dia de Natal, incluindo 700 com origem ou destino aos Estados Unidos, e quase 1.500 com atrasos.

O site informou que somente a United Airlines teve que cancelar 200 voos na sexta e no sábado, o correspondente a 10% dos trechos programados.

Delta Air Lines cancelou 260 voos, também de acordo com a Flightaware, por causa da Omicron e, em menor medida, devido a condições climáticas adversas.

Mais de dez voos da Alaska Airlines foram cancelados, depois que alguns de seus funcionários relataram terem sido “potencialmente expostos ao vírus” e tiveram de se isolar.

Os cancelamentos afetam os planos de viagens nas festas de fim de ano, depois que o Natal de 2020 foi muito prejudicado pela pandemia.

Segundo estimativas da Associação Automobilística Americana (AAA), e conforme apresentado pelo portal de notícias g1, mais de 109 milhões de americanos devem deixar sua área de residência de avião, trem ou carro, entre 23 de dezembro e 2 de janeiro, um aumento de 34% em relação ao ano passado.

A maioria dos voos foi programada antes do surto de ômicron, variante que está se espalhando em grande velocidade e é mais contagiosa do que as anteriores.

Brasil tem 45 casos confirmados da variante Omicron

Balanço divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Ministério da Saúde indica que foram registrados 45 casos no Brasil da nova variante do coronavírus, a Omicron.

De acordo com a Agência Brasil, as infecções foram registradas em São Paulo (27), em Goiás (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (3), no Ceará (3), no Distrito Federal (2), no Rio de Janeiro (1), no Espírito Santo (1) e em Santa Catarina (1).

Há ainda, segundo o MS, 69 casos em investigação, sendo 27 no Distrito Federal, 19 em Minas Gerais e 23 no Rio Grande do Sul.

Proteção das vacinas é um pouco menor contra a Omicron

O projeto britânico CoV-Boost, um coletivo de pesquisadores, mostrou em estudo publicado na revista médica Lancet que, além do vírus original das amostras chinesas de Wuhan, o soro dos pacientes com dose de reforço foi testado contra as variantes Beta (descoberta na África do Sul) e Delta (descoberta na Índia). A linhagem específica de vírus porém, não afetou muito o resultado das doses de reforço.

Contudo, a proteção das vacinas oferecidas é um pouco menor contra a Omicron em comparação com versões anteriores da Covid, mas a dose complementar ainda deve manter muitas pessoas fora do hospital.

Pesquisadores do Reino Unido analisaram o provável impacto que uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 terá na Omicron, e dizem que ela pode fornecer cerca de 85% de proteção contra casos graves da doença.

Veja, abaixo, os estudos mais recentes sobre a variante, conforme publicado no jornal O Globo, nesta sexta-feira:

AstraZeneca Testes clínicos realizados pela Universidade Oxford, no Reino Unido, divulgados nesta quinta-feira, mostraram que a terceira dose da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 aumentou significativamente a resposta imunológica à variante Omicron em comparação com resultados de apenas duas doses.

Foi concluído que duas doses das vacinas contra Covid-19 de Oxford-AstraZeneca e da Pfizer-BioNTech induzem poucos anticorpos neutralizantes contra a Omicron. A dose extra aumenta significativamente as concentrações de anticorpos.

Pfizer As farmacêuticas Pfizer e BioNTech declararam no dia 7 de dezembro que duas doses da vacina podem não ser suficientes para proteger contra a infecção com a variante Omicron, mas que três doses são capazes de neutralizar a nova cepa.

De acordo com os dados preliminares das empresas, uma terceira dose fornece um nível semelhante de anticorpos neutralizantes para a Omicron ao observado após duas doses contra a cepa original ou as variantes anteriores.

Antes do surgimento da nova cepa, pesquisas apontaram que o imunizante foi capaz de reduzir o risco de internações em mais de 90%. A eficácia contra infecções em pessoas totalmente vacinadas ficou em torno de 33%.

Já um estudo da Discovery Health, em parceria com o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul (SAMRC, na sigla em inglês), divulgado no dia 14 de dezembro, apontou que duas doses da vacina Pfizer contra a Covid-19 tiveram 70% de eficácia contra hospitalizações em meio ao aumento de casos da variante Omicron da África do Sul. A pesquisa não analisou os efeitos da dose de reforço.

Coronavac Um estudo realizado em Hong Kong, também divulgado nesta quinta, indicou que três doses da vacina CoronaVac contra a Covid-19 não produzem níveis suficientes de anticorpos para combater a variante Omicron.

No entanto, a análise revelou que a dose de reforço da Pfizer-BioNTech forneceu “níveis protetores” de anticorpos contra a Ômicron para quem tinha completado o esquema com a CoronaVac. Segundo os pesquisadores, três doses da Pfizer também são suficientes para atingir a proteção.

A pesquisa mais recente foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Hong Kong e da Universidade Chinesa de Hong Kong, e financiado pelo Fundo de Pesquisa Médica e de Saúde e pelo Governo de Hong Kong. 

Contudo, outro estudo conduzido na China, liderado pelo cientista Xiangxi Wang, pesquisador do Laboratório de Infecção e Imunidade do Instituto de Biofísica da Academia Chinesa de Ciências, analisou mais de 500 unidades de anticorpos neutralizantes obtidos após a aplicação da terceira dose da Coronavac e concluiu que o reforço produz anticorpos capazes de reconhecer a variante Ômicron.

Cerca de um terço dos anticorpos apresentaram grande afinidade de ligação com a proteína Spike das cepas de preocupação, incluindo a Omicron, que tem mais de 30 mutações“, afirmou Wang em um comunicado do Instituto Butantan.

Janssen Os estudos da farmacêutica Janssen sobre a eficácia das vacinas contra a Omicron ainda estão em andamento. A empresa informou que está fazendo análises em parceria com grupos de pesquisa da África do Sul, com amostras de soro de participantes obtidas em ensaios, sobre a dose de reforço.

Além disso, a Janssen informou que pretende buscar uma vacina específica para a Omicron, que será desenvolvida, caso seja necessário.

Moderna A Moderna, farmacêutica americana que desenvolveu uma das vacinas contra a Covid-19 atualmente em uso nos Estados Unidos, mas não no Brasil, afirmou na segunda-feira que o imunizante aumentou a proteção contra a variante Omicron do coronavírus, segundo testes clínicos realizados pela companhia. A dose de reforço da vacina pode aumentar anticorpos contra Omicron em 83 vezes.

A farmacêutica deve desenvolver uma vacina específica para a variante Ômicron, e espera avançar em testes clínicos no início de 2022.

Intercambialidade de vacinas

A análise feita em Hong Kong revelou que a dose de reforço da Pfizer-BioNTech forneceu “níveis protetores” de anticorpos contra a Ômicron para quem tinha completado o esquema com a CoronaVac. Ou seja, quem está imunizado pela CoronaVac terá imunidade contra a Ômicron se tomar a dose de reforço da Pfizer, mas não apresentará a mesma resposta imunológica sem nenhum reforço ou com a terceira dose da mesma fabricante.

A cidade do Rio privilegiará a “mistura de vacinas”, esquema conhecido por especialistas como vacinação heteróloga, na aplicação da terceira dose do imunizante contra a Covid-19. A medida visa a promover uma maior resposta imunológica do organismo, como sugerem estudos internacionais.

Ainda há poucas informações sobre a intercambialidade de vacinas em relação à Ômicron, mas em relação à forma original do vírus, ela tem se apresentado como uma alternativa positiva.

Conforme publicação da Universidade Oxford na revista Lancet, a combinação de uma dose de vacina anti-Covid da AstraZeneca ou da Pfizer com a 2ª dose do imunizante da Moderna ou da Novavax produz maior resposta imune do que se a segunda dose for do mesmo imunizante para a forma original da Covid-19.

A proposta de vacinação heteróloga é promissora e vem sendo adotada como estratégia em países como o Canadá e alguns países europeus, como a Espanha. Pesquisadores concordam que a “mistura” de vacinas pode apresentar efeito positivo sinérgico na resposta imune, com reforço da resposta de células T de memória.

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