‘Queirodes’: Eis que a figura abjeta do Herodes bíblico ressurge em 2021, no Natal

25/12/2021  Por REDAÇÃO URBS MAGNA
‘Queirodes’: Eis que a figura abjeta do Herodes bíblico ressurge em 2021, no Natal

 Montagens que circularam nas redes sociais após o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que também foi chamado de assassino nas plataformas de mídias, defender que não vê emergência em imunizar crianças na faixa etária de 5 a 11 anos e ainda afirmar que os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia. Afinal de contas, nós queremos levar para os pais e para as mães uma palavra de conforto e de esperança | Reprodução Twitter


PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO

Assim como Herodes era pau-mandado de Roma, o ministro [Marcelo Queiroga] segue ordens. Ele tenta lustrar com palavras vazias a inacreditável obsessão do presidente por implodir todos os pilares da civilidade” escreve colunista

“Eis que a figura abjeta do Herodes bíblico ressurge em 2021, no Natal“, escreve, na Folha de S. Paulo, o colunista do blog Cozinha Bruta, Marcos Nogueira, em artigo sob o título “Bolsonaro faz o mal em nome de Jesus (então é Natal)“. “Assim como Herodes era pau-mandado de Roma, o ministro [Marcelo Queiroga] segue ordens”, argumenta o autor. “Ele tenta lustrar com palavras vazias a inacreditável obsessão do presidente por implodir todos os pilares da civilidade” escreve.

Para o colunista, Queiroga é “cumpridor de ordens” e, por isso, “obstrui a vacinação de crianças”.

Nas redes sociais, o ministro “ganha o apelido de Queirodes, em ‘homenagem’ a Herodes“, diz Nogueira, explicando que “logo depois do Natal real oficial, José e Maria vazaram com Jesus para o Egito”, fugindo do rei que, “ao saber do nascimento do messias, mandara matar todos os bebês da Judeia”.

“O rei judeu da antiguidade tem sido associado a Marcelo Queiroga, o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro“, escreve. O ministro “está deliberadamente atrasando o início da vacinação contra a Covid-19 das crianças entre 5 e 11 anos de idade, lembra o colunista.

Marcelo Queiroga, que também foi chamado de assassino nas plataformas de mídias, defendeu que não vê emergência em imunizar crianças na faixa etária de 5 a 11 anos e ainda afirmou que os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia. Afinal de contas, nós queremos levar para os pais e para as mães uma palavra de conforto e de esperança”, disse.

Assim como Herodes era pau-mandado de Roma, o ministro segue ordens. Ele tenta lustrar com palavras vazias a inacreditável obsessão do presidente por implodir todos os pilares da civilidade“.

Bolsonaro usa o nome de Jesus para fazer o mal

Bolsonaro vai à missa, indica juiz evangélico para o STF, põe Deus no slogan de campanha e confraterniza com Malafaias e Valdemiros. Mas a verdade que grita é: Bolsonaro usa o nome de Jesus para fazer o mal“, diz Nogueira.

Bolsonaro decora um ou dois salmos para recitar enquanto comete espurcícias e sordidezes, coisas tão horríveis que até as palavras para descrevê-las são feias“, afirma o colunista.

Bolsonaro faz o mal em nome de Jesus, e Queirodes é seu cúmplice. Todos os cristãos que ainda apoiam sua pororoca de destruição e morte são cúmplices“, escreve.

Gente que finge não ver a maldade de Bolsonaro, na esperança de que ele emplaque uma pauta de costumes retrógrada, racista, homofóbica, misógina, são criminosos que comem peru e arrotam passagens bíblicas para simular retidão moral”, opina o colunista da Folha.

Queiroga superou Pazuello em desumanidade

O médico Arruda Bastos, em entrevista ao portal progressista de notícias Brasil 247, criticou as declarações do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, contra a vacinação de crianças.

Para Bastos, o ministro supera até mesmo o ex-gestor da pasta, o general Eduardo Pazuello, em grau de desumanidade.

Pensei que depois do Pazuello nós não íamos encontrar um ministro com um perfil ainda pior, mas o Queiroga superou. Participei de vários programas na era Pazuello, e criticava tanto o ministro, e, inclusive, continuo criticando“, disse Arruda Bastos.

Essa fala do ministro, dentre outras tantas, é a mais criminosa, porque bastava que houvesse um óbito. Nós não vamos vacinar crianças contra poliomielite só quando tiver um óbito. Poliomielite faz muito tempo que não tem. Vacinamos as crianças para erradicar e manter erradicada as doenças“, explicou. 

Comente