Cientista política deve pagar R$ 30 mil a Dilma por fake news acusando-a de matar soldado há 50 anos
28/01/2022
A então presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, manda um beijo para o público durante um discurso em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, em 1º de janeiro de 2011. Na ocasião da imagem, a REUTERS escreveu que foi a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil, assumindo as rédeas de um gigante emergente com uma economia em expansão, vasta reservas de petróleo e crescente influência diplomática internacional. Foto de Paulo Whitaker via Newscom. Ao lado, a cientista política Susana Ribeiro Moita | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
Na publicação de agosto de 2021, Susana Ribeiro Moita usou hashtags para criticar o PT e chamar Dilma de “anta”, “lixo”, “terrorista”, “burra”, “malandra” e “bandida”
A cientista política Susana Ribeiro Moita foi condenada pela 4ª Vara Cível de Brasília, do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) a pagar R$ 30 mil por danos morais para a ex-presidente Dilma Rousseff por fake news acusando-a de matar o soldado Mário Kozel Filho, há 50 anos. Na publicação feita no Instagram, em agosto de 2021, Susana usou hashtags para fazer críticas ao PT e chamar a ex-presidente de “anta”, “lixo”, “terrorista”, “burra”, “malandra” e “bandida”, conforme mostrou uma publicação da Coluna Grande Angular, no Metrópoles.
O juiz Giordano Resende Costa escreveu, na sentença publicada na quinta-feira (27/1), que “a internet não é terra sem lei”.
“O curioso é que as pessoas não têm coragem de gritar em praça pública impropérios, pois se sentem constrangidas e têm consciência do erro no comportamento, mas se transformam, quando ficam atrás de uma tela, pois confiam no anonimato e/ou na dificuldade de identificação”, avaliou.
O magistrado destacou que, em razão do grau de escolaridade e da formação universitária, a ré “tem conhecimento da repercussão que a falsa notícia causa à vida do ofendido, bem como de sua disseminação em razão do destaque sensacionalista dado à publicação”.
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