sábado, 9 de abril de 2022

Agora Lula está pronto para ir às ruas.

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Montada a chapa, Lula estará pronto para ir às ruas

"Lula busca a vitória, mas também a governabilidade. Há uma máquina do outro lado, a ser vencida"

www.brasil247.com - Lula
Lula (Foto: Ricardo Stuckert)
 

Por Denise Assis, para o Jornalistas pela Democracia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato a retornar ao Palácio do Planalto, dorme com o Brasil embaixo do travesseiro. Preocupa-se com o país de forma genuína. Não é preciso muito esforço para lembrar de uma das oportunidades em que ele se emocionou ao falar de sua gente. Vai ao encontro dela sempre que tem oportunidade. Mira os olhos de cada pessoa, esfrega o seu rosto no delas e as abraça espremendo contra o peito, como se quisesse fundi-las a si próprio. Montada a chapa sugerida hoje, ao partido, com a entrada do “companheiro” Geraldo Alkimin (PSB) para vice, em breve ele estará neste exercício, o de ir às ruas, ao encontro dos seus.

 Ao contrário daquele que fala apreciar estar com o povo, mas quando dele se aproxima encolhe a barriga, projeta os ombros e estica os braços com o “calor” e o “acolhimento” do mecanismo de uma colheitadeira, Lula ama o contato com as ruas.  

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 Enquanto isto, uma significativa parcela estabelecida entre os “com curso superior” e salários de 10 mínimos, mesmo insatisfeitos com o índice da inflação acima dos 11%, permanece fiel ao “mito”. Não por gosto, mas porque têm verdadeira “alergia” a pobres, pretos, gays e diferentes, de modo geral e está pouco se lixando para os atingidos pelos preços exorbitantes no mercado.  

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 Enquanto isto, Lula segue à frente nas pesquisas, sem perder a perspectiva de que a estrada vai ser longa e a virulência dará o toma campanha, daqui por diante. Já provou dela, nesta semana que finda. Para ele, tão difícil quanto vencer adversários dispostos a tudo para não perder o foro privilegiado, será governar um país destruído e enfrentar uma oposição desleal e movida a ódio.  

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 Não por acaso, tem se esforçado para montar uma frente ampla e buscou Alkimin para dialogar com a parcela ainda resistente ao seu nome. Antevendo o ambiente inóspito que irá enfrentar, fez questão de pontuar em sua fala de recepção ao ex-governador Geraldo Alkimin: “É plenamente possível duas forças com projetos diferentes, com princípios iguais, poderem se juntar num momento de necessidade do povo. [...] Temos de provar à sociedade brasileira que o Brasil está precisando de amor e não de ódio”.  

Lula busca a vitória, mas também a governabilidade. Há uma máquina do outro lado, a ser vencida. Com caneta na mão, sangue nos olhos e muito medo das CPIs que ainda podem vir.

Um comentário:

J. Cícero Alves Costa disse...

Diga-se primeiro que a composição da chapa Lula-Alckmin é uma ótima opção com chances reais de vitória já no primeiro turno.

Desses dois grandes nomes da política nacional, pode-se seguramente esperar, confirmada a vitória, um governo promissor com a certeza de políticas públicas voltadas sobretudo para o desenvolvimento e crescimento econômico, geração de empregos, redução da desigualdade e combate à fome e à miséria no país.

A chapa Lula-Alckmin que já se pode ter como consolidada com a indicação de Geraldo Alckmin para vice de Lula, formalizada pelo PSB na manhã desta sexta-feira (8) , tem tudo para dar certo e realizar um ótimo mandato.

Obviamente que, no decorrer dos dias, Lula e Alckmin certamente buscarão compor entendimentos com o fim de sanar eventuais diferenças ideológicas entre petistas e o ex-tucano.

Para além das divergências político-ideológicas, é preciso compreender que Política é um processo dinâmico marcado por avanços e recuos e pelo tempo.

Política é ciência social, e por não ser uma ciência exata, seu bom exercício requer estratégias, perspicácia, articulação e sobretudo coragem.

Desse modo, periodicamente, a depender das circunstâncias e tendo em conta o cenário, o adversário político de ontem pode se tornar o seu aliado de hoje, sobretudo quando a aliança se dá com o objetivo de derrotar um inimigo comum.

E o inimigo comum a ser derrotado no Brasil não é outro senão a escalada do fascismo no país sustentado por um presidente completamente alienado, despreparado, fraco, inconsequente, inseguro e vacilão, que está conduzindo o Brasil para o caos.

É vital que se encerre o atual governo em 2022 para que o Brasil retome o caminho do desenvolvimento, da prosperidade e da justiça social, sem ideologias toscas e ultrapassadas, sem retrocessos civilizatórios, mas com posturas políticas dirigidas à construção de uma ordem social justa, embasada que seja no respeito ao pluralismo de ideias, usos, costumes, crenças e tradições.

É esse, em linhas gerais, o fundamento básico e principal objetivo que orienta a ampla aliança partidária em torno da chapa Lula-Alckmin que, com certeza, produzirá seus frutos a partir de 1º de janeiro de 2023.