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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

POLÍTICA - Falou, soltou.


Moro libera dois da Odebrecht: falou, soltou

odefolha
Na véspera de sair de férias, para uma viagem com a família, o Dr. Sérgio Moro mandou soltar dois executivos da Odebrecht: Olívio Rodrigues Júnior e Luiz Eduardo da Rocha Soares, ambos do departamento de propinas da empresa.
O motivo? Bem, só não conte a alunos de Direito, porque se eles responderem numa prova que confessar em delação premiada é motivo para soltar algum professor chato vai indagar qual era, então, o motivo para manter preso, já que quem é aceito numa negociação de delação não pode estar obstruindo a Justiça, o que seria a única razão para manter encarcerado quem não tem sentença transitada em julgado.
Mas com o Dr. Moro há uma “situação excepcional”: falou, soltou.
Manteve preso apenas Marcelo Odebrecht, o presidente do grupo.
Por que, já que é notório que Marcelo , tanto quanto os outros, está colaborando com o que sabe, o que não sabe e até o que imagina saber?
Por dois motivos.
Um, “castigo” porque deu muito trabalho arrancar-lhe uma confissão.
Dois, porque não pode chegar ao ápice de seu desempenho e não ter mais nenhum empresário preso.
Afinal, só nas duas medidas provisórias que negociou com Jucá, Renan e a turma do PMDB a Odebrecht teve, segundo a Folha diz hoje, um lucro de R$ 8,4 bilhões. Dá pra pagar a multa de R$ 6,7 bilhões  que a Justiça lhe impôs e ainda sobram R$ 1,7 bilhão de troco.
O suficiente para comprar mil “triplexes” como o que a República de Curitiba quer a todo custo dizer que é do Lula.
Mas no despacho em que soltou os dirigentes da empreiteira, segundo o Estadão, Sérgio Moro “elogiou o comprometimento público da empreiteira” em “mudar as práticas empresariais”. Segundo Moro, é uma “louvável mudança de postura” do Grupo Odebrecht.
A R$ 1,7 milhão de lucro, só nessa, não deixa de ser mesmo louvável, não é?
A Justiça, como se vê, é cega, mas não é boba.

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