LULA imbatível desespera bolsonaristas que usam enquetes online como pesquisa eleitoral oficial
27/12/2021
O presidente Jair Bolsonaro, em 2019, na ocasião em que assumiu a Presidência da República, e o deputado federal Carlos Jordy | Sobreposição de imagens
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PROGRESSISTAS POR UM BRASIL SOBERANO
O resultados questionam a credibilidade de institutos como Datafolha e Ipec, que colocaram no topo o ex-presidente
Com o ex-presidente LULA ‘nas cabeças’ das pesquisas de intenção de voto feitas por diversos institutos que o apontam como o grande favorito para a próxima eleição presidencial, o desespero toma conta de bolsonaristas, que passam a usar enquetes online como pesquisa eleitoral oficial, o que demonstra que as mentiras sempre foram a sustentação desse governo que, tudo indica está com seus dias contados.
Bolsonaro está em segundo lugar nas principais pesquisas de intenção de votos sustentando uma média de 20%, o que não seria suficiente para passar para o segundo turno, caso se confirmem a incrível pontuação de LULA, com mais que o dobro da simpatia do povo.
Por conta desta desvantagem, simpatizantes de Bolsonaro começam a espalhar resultados de enquetes que questionam a credibilidade de institutos como Datafolha e Ipec, que colocaram no topo o ex-presidente.
De forma até irracional, os responsáveis por tais enquetes online parecem tentar convencer o eleitor sobre fatos não reais, cujos resultados em enquetes não podem ser comparados com pesquisas eleitorais porque seus resultados não se baseiam em um grupo representativo da população brasileira.
A este exemplo, o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) divulgou, em 14 de dezembro, um vídeo no Twitter que mostra enquete feita em junho no programa Balanço Geral, da TV Sucesso – afiliada da TV Record em Goiás. O programa pediu aos telespectadores que enviassem por WhatsApp uma resposta à pergunta “se a eleição fosse hoje, você votaria em quem?”. A postagem mostra um resultado parcial em que Bolsonaro aparece com mais de 87% dos votos. A enquete terminou atribuindo ao presidente uma taxa de 64,9%, conforme mostrou a matéria de Victor Pinheiro, nesta segunda-feira (27/12), no jornal O Estado de S. Paulo.
A mensagem de Jordy foi compartilhada quase 2 mil vezes no Twitter, em cuja plataforma afirmava que “a melhor pesquisa é essa, feita abertamente para o povo, e não de forma secreta, para enganar e influenciar o povo”.
Mas o grande problema é que a enquete só revela a opinião de espectadores do programa.
Em uma verificação feita pelo Projeto Comprova, em julho, destacou-se que não havia controle sobre quem respondia à pergunta e que o alcance da votação estava restrito aos espectadores do programa regional.
“Não há como saber quantas pessoas participaram do levantamento, quantas eram mulheres e quantas eram homens, quantas têm título de eleitor, nem mesmo se alguém enviou mais de uma mensagem”, advertia a reportagem.
É diferente do levantamento divulgado pelo Datafolha há duas semanas, por exemplo.
Empresas de pesquisas de opinião estabelecem metodologias com base em parâmetros estatísticos para garantir que o grupo entrevistado seja o mais representativo possível da população brasileira.
Deve, por exemplo, contemplar pessoas com diferentes faixas de renda e escolaridade, entre outras características.
Outra enquete que viralizou entre os bolsonaristas, em agosto, foi realizada no site eleicoesaovivo.com.br.
Postagens nas redes inflamavam questionamentos contra pesquisas eleitorais, mas omitiam um alerta da própria plataforma sobre a limitação do levantamento: “Enquete não é pesquisa! Enquete não possui valor científico e não pode ser confundida com pesquisa eleitoral”.
Enquanto isso, os institutos de pesquisas oficiais, com suas margens de erro garantidas matematicamente, seguem apontando LULA como o grande vitorioso que pode abocanhar a vitória ainda no primeiro turno.
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