quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

GEOPOLÍTICA - Obama, Putin e a "crise" da Petrobras.

Obama, Putin
e a “crise” da Petrobras

O Levy e o Barbosa deveriam calibrar o aperto segundo a nova (e nuclear) Guerra Fria !​



Vamos supor que Larry Elliott, editor de Economia do respeitado The Guardian da Inglaterra, esteja certo: http://www.theguardian.com/business/2014/dec/16/russia-has-lost-economic-war-with-west-rouble-currency

The west knows all about the vulnerability of Russia’s economy. When the introduction of sanctions over Russia’s support for the separatists in Ukraine failed to bring Vladimir Putin to heel, the US and the Saudi Arabians decided to hurt Russia by driving down oil prices. Both countries will face some collateral damage as a result – and this could be considerable in the case of the US shale sector – but both were prepared to take the risk on the grounds that Russia would suffer much more pain. This has proved to be true.

… que os Estados Unidos e a Arábia Saudita decidiram matar a Russia – mais de 50% das receitas do Estado saem do petróleo e do gás. Com com a derrubada dos preços do petróleo, não só os russos como os venezuelanos têm sua receita cambial afetada. EUA e Arábia não perdem por esperar: vão sofrer efeito colateral, como resultado. Especialmente o setor de gás de xisto dos Estados Unidos (cujo break-even é US$ 70 o barril de petróleo. Mas, Estados Unidos e Arábia Saudita resolveram correr o risco, porque a Rússia sofreria muito mais do que eles. E foi o que aconteceu.

Navalha
Obama resolveu recriar a Guerra Fria contra a Rússia desde a reanexaçao da Crimeia.
A Rússia ajuda a Síria.
Que hostiliza Israel.
Obama e Israel não conseguiram derrubar o Governo sírio.
A queda do preço do petróleo atinge também o Irã.
Que hostiliza Israel, mas, como é xiita, ajuda a hostilizar os radicais sunitas do ISIS no Iraque, que os EUA hostilizam.
A Arábia Saudita é colônia dos Estados Unidos: como o México – que também se ferra com a queda dos preços do petróleo – Porto Rico, Israel, Egito e a Inglaterra.
Como colônia era o Brasil nos tempos do FHC.
E seria se o Aécio Never ou a Blablarina ganhasse.
Além de ferrar a indústria do xisto, Obama pode dar um tiro no pé de Wall Street.
Quantas empresas de petróleo, endividadas em Wall Street, quebrarão, se o preço do petróleo continuar tão baixo ?
Quantos produtores de petróleo e refinarias americanas fecharão ?
Wall Street vai quebrar junto, como quebrou quando os bancos quebraram ?
A Rússia ajuda a Síria, o Irã e combate o ISIS no Iraque.
A Rússia tem (muita) bomba atômica e acaba de fechar um negocio para construir 20 usinas nucleares na Índia: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_05_22/R-ssia-e-India-acordam-constru-o-de-segunda-fase-de-usina-nuclear-3575/
A Rússia é a maior construtora de usinas nucleares do mundo.
A Rússia acaba de fechar um acordo de fornecimento de gás para a China, em troca de obras de infraestrutura: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/russia-e-china-assinam-acordo-para-fornecimento-de-gas-russo.html.
A crise atual da queda dos preços internacionais do petróleo e a desvalorização da moeda russa são a primeira fase sinistra do que se avizinha como uma crise econômica, política – e militar ! – de graves proporções.
Os Estados Unidos serão capazes de fazer muitos sacrifícios – até provocar uma nova recessão mundial que os atinja no coração de Wall Street – para manter a hegemonia e destruir o arquirival, a Rússia.
O Pentágono manda mais que o Ministro da Fazenda !
E o Putin vai ficar parado ?

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