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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PARA QUEM ACREDITA - MANTRAS PARA 2015.


http://www.gilsonchveidoen.com.br/mantra2015.html#Algumas%




E agora os tão esperados Mantras para 2015

 

 

   
   Seu Uso...  
O Mantra...
 
 
Como Mantras Gerais para viver a virada de 2014 para 2015 e mesmo para promover uma comunhão sua com o Universo ao longo de 2015 use:
 
 
Estou Muito Feliz 2015
e
O Mundo é Meu 2015
 
 
 
Para Ajudá-lo a Criar Um Novo e Excelente Caminho Para Sua Vida
 
Botenogez
 
 
Para Ajudá-lo a Fazer Uma Administração Eficiente da Sua Vida Material
 
 
 
Transpezada
 
 
 
Para Ajudá-lo a Pensar e Viver Como os Empreendedores Bem Sucedidos
Firme e Forte Realeza
 
 
Para Ajudá-lo a Conquistar Riqueza Material e Amorosa

 
 Pintuvegiti Vonzubindis
 
 
Para Fazê-lo Ter Uma Excelente Eficiência Em Todos os Tipos de Concurso Que Participar

 
O Vento é Bom e Chegou a Hora
 
 
 
Para Ajudá-lo a Fazer Seus Desejos Prevalecerem

 
 
Malandragem
 
 
 
Para Promover Um Forte Rejuvenescimento Físico e Mental
Jovem Jovem Para Sempre
 
 
Para Ajudar Crianças Lentas ou Hiperativas a Desenvolverem Excelentes Capacidades de Comunicação, de Realização e de Equilíbrio
 
Ponzelur Tempo Landuvili
 
 
Para Anular Ansiedade e Pânico
 
 
Gonpel Ubgiden Zermuz Omsi
 
 
 
Para Dar Um Excelente Empurrão Num Negócio Bom Que Está Emperrado

 
Golzimbeles
 
 
Para Forçar Um Acontecimento
Gintorevalez
 
Para Acelerar um Acontecimento Que Se Deseja
Big Zup Venduso
 
Para Ajudá-lo a Reduzir seu Stress a um Nível Ideal
 
Bangodurese
 
 
Para Mudar de Uma Situação Muito Ruim Para Uma Outra Muito Boa
Ranibes Vimus Grovepe Zimbo
 
Para Viver Relações Amorosas Boas e Descompromissadas
Sinurai Moltoginzes
 
 
Para Uma Mulher Seduzir Um Parceiro Ideal, Tornar a Relação Sólida, se Casar e Criar Uma Família

 
Parenfibi Dozuleni 

 

É com um grande prazer que este ano estou lhe presenteando com um Circuito Mântrico. Ele consiste num conjunto de sons que devem ser pronunciados durante algum tempo em circuito fechado para introduzí-lo momentaneamente na Base 11 - que é o Universo para o qual nossa evolução caminha - com o objetivo de forçar intensamente a Materialização Física de Algum Desejo Seu.

O Circuito Mantrico para 2015 é:

 

UZ uzuzuz RI ririri DOM domdomdom  ======  Á ÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ

 

Para tanto feche seus olhos, encha seus pulmões de ar, via seu diafragma, e comece a pronunciar espaçadamente, e com emissão prolongada, 3 vezes as palavras UZ, RI e DOM, nesta ordem, e partindo para uma 4ª repetição, com o ar quase acabando, pronuncie apenas UZ e RI e no RI estenda a sua emissão até o ar acabar. Aí comece a encher, novamente os pulmões, e, abrindo bastante sua boca e formando um círculo com ela, pronuncie o som da letra Á de uma maneira que o volume do som cresça até o máximo que puder.
Em seguida pronuncie 3 vezes o seu desejo como se ele já tivesse acontecido e seja muito feliz.



Instruções para uso dos Mantras

 

Para que um Mantra possa atingir o seu objetivo, promovendo no seu interior as transformações que irão ajudá-lo a atingir um estado de poder, repleto de tranqüilidade, harmonia e de realizações bem sucedidas, é fundamental que ele seja vivenciado regularmente por seu cérebro. Isto significa que ele precisa  “entrar em você” algumas vezes por dia através de seus órgãos sensoriais. 

 

Para que isto aconteça faça o seguinte:

 

1) Crie comunicações visuais com o Mantra e as coloque e lugares onde, no seu dia a dia, você seja obrigado a lê-las. Por exemplo, coloque etiquetas adesivas com o Mantra por dentro de suas bolsas, pastas e agendas, de tal forma que ao abri-las seja sempre forçado a lê-las.

 

2) Todos os dias, pelo menos uma vez por dia, fique diante de um espelho e pronuncie o Mantra, de três a seis vezes, olhando no fundo de seus olhos.

 

3) Todos os dias escreva o Mantra, de três a seis vezes por dia, de uma forma lenta e profunda, apertando a ponta da caneta, ou do lápis, no papel. Esta não é uma regra rígida. Se num determinado dia só quiser escrevê-lo apenas duas vezes, vá em frente e assuma a sua vontade. Mas, por outro, lado é fundamental que você o escreva pelo menos uma vez por dia, todos os dias.

4) Todos os dias pronuncie o Mantra várias vezes por dia, independentemente do exercício do espelho. Falar alto ou baixo é indiferente, desde que você procure sentir a vibração do som das palavras que forem saindo de sua boca. E o importante no uso sonoro de um Mantra é decorar a sua grafia, pois a entonação que resolver dar a ele, e a sua acentuação, não são importantes e fica totalmente a seu critério criá-las do jeito que quiser.

 


 

Há alguns anos atrás resolvi construir um Super Mantra, na forma de uma poesia, que fosse capaz de levar uma pessoa a viver uma Experiência Interior extremamente forte que a ajudasse a expandir o alcance da sua Dimensão de Realidade. Chamei-o de Teman.

Dois excelentes Temans para você usar daqui até o fim de 2015 são os seguintes:

 

 
É lindo é maravilhoso
Ter você como sempre desejei
É perfeito estou no paraíso
Sou poderoso e me tornei um rei
 
 e
 
Mergulhei com a grande Dama de Branco
E conversamos sobre o amor lindo e franco
Ela disse escolha agora
Ela disse escolha agora
Um rei nasceu e chegou a hora
 

 

Escolha um destes 2 Temans e o repita algumas vezes por dia durante o ano de 2015. Ele o ajudará a atravessar o Portal de Kadisha - que é um Portal de Inexistência que interliga o nosso Universo ao Universo de Base 11 - levando-o a penetrar num tipo de Universo onde seus desejos pronunciados poderão se materializar fisicamente com muito mais facilidade e rapidez.

FELIZ ANO NOVO!





 

Queridos amigos,

 

Em 2014...


Ri, cresci, evolui, me iludi, curti, aprendi, me diverti, sofri, mas não morri.


Eu chorei,rezei, sonhei, me emocionei, realizei, errei.


Amei, me decepcionei, zuei, briguei,viajei, mudei, dancei,

aproveitei, lembrei, fui lembrado ,conheci novos amigos.


É , enfim eu VIVI !


Agradeço muito por vocês terem feito parte do meu 2014!


Que possamos repetir tudo de bom que nos aconteceu!

FELIZ 2015!  COM MUITA PAZ E SAÚDE.

 

Carlos Dória.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

POLÍTICA - Qual será a alternativa?

Blog do Marcio Tavares




Direita volta a ter chance no Rio em 2016


Tenho notado em muitos petistas uma vontade quase que explícita de o PT-RJ aliar-se ao PSOL para as próximas eleições municipais. Acho difícil o ultra inimigo do PT aceitar tal aliança, mas, em se tratando de Rio de Janeiro, tudo pode acontecer. Até coisas boas.
"Só tenho a ganhar, peixe"

"E o PT ó!"
A meu ver, a aliança, caso venha a acontecer, trará as seguintes consequências:

1 - o PT indicará um vice na chapa do deputado estadual Marcelo Freixo. Um nome qualquer, pois o PT não tem mesmo candidato com densidade eleitoral. Isso será a pá de cal no já combalido PT-RJ. Um seção do partido que tem obsessão pela derrota. Uma vontade irreprimível de se auto-imolar. Com essa possível e tresloucada aliança, arrisca o PT sumir do mapa de vez no Rio de Janeiro. O mesmo PT que perdeu pra Marina no primeiro turno das eleições presidenciais e ganhou de pouco de um candidato sofrível como Aécio Neves.

O mesmo PT que ficou em quarto lugar para governador e quase perde para um candidato do PSOL que nem me lembro o nome. Aliás, na capital, o candidato petista ficou em quinto.

O mais estranho é que conheço petistas que afirmam de peito estufado que o partido teve um bom resultado nas eleições. Vai entender cabeça de petista!

2 - o PSOL perderá boa parte de seu voto direitista que é concentrado principalmente na elite da Zona Sul da cidade. O PSOL, aqui no Rio, representa com vitalidade o anti-petismo, o anti-Lula e o anti-Dilma. Por isso detém enorme parcela do voto de extrema-direita. Daí eu achar que o PSOL não cairá nessa armadilha. Mas....

3 - a possível e pouco provável aliança abrirá uma perspectivas concretas para a direita voltar a governar o Rio. Toda vez que o centro de descola da esquerda, a direita vence no Rio. É uma simples constatação. Foi assim com Lacerda nos anos 1960 e o mesmo se deu num futuro mais recente com César Maia.

Políticos espertos como o próprio Maia e Romário devem estar torcendo pela concretização de tal aliança. Eles podem ter muitos defeitos, mas não são burros.

UCRÂNIA - Como um tuíte virou uma guerra.


POLÍTICA - "Governos petistas esvaziam o PT".


Janio de Freitas: “Governos petistas esvaziam o PT e servem ao PMDB”


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De Janio de Freitas, na Folha:




O ensaio, na tarde dominical, foi mais autêntico: não tinha povo. Para a posse, o PT providencia a ida de centenas de ônibus, há quem fale em 800 deles, que levem a Brasília forasteiros em milhares suficientes para o que deve ser uma posse presidencial petista. Mas, a poucas horas dessa posse, o PT ainda luta pelo reconhecimento ao seu direito de uma presença menos inadequada ao novo “governo petista”.
O PT se esvazia. Os “governos petistas” esvaziam o PT. Os “governos petistas” servem ao PMDB, proporcionam-lhe a nutrição que trouxe de volta o seu predomínio político, perdido quando o governo do PSDB entregou-se ao PFL, o hoje comatoso DEM.
A militância petista míngua, no corpo e no espírito. Com suas bandeiras relegadas e até contestadas pelos “governos petistas”, nas eleições a militância exibiu a que está reduzida: no seu território, São Paulo, não foi capaz de mobilizar-se, de ser parte efetiva da disputa. Não para enfrentar as dificuldades paulistas dos candidatos do seu partido à Presidência e ao governo estadual, mas para não ser, como foi, com seu alheamento, a causa fundamental dessas dificuldades.
Os chamados movimentos sociais sentiram os efeitos do desalento petista. Com a recusa a ser petistas nos “governos petistas”, mesmo em atitudes tão simples como prestigiar o PT no Congresso, Lula e Dilma fizeram o mesmo por modos e em graus diferentes: Lula conteve os movimentos sociais, Dilma desconheceu-os.
(…)
O que não foi dito quando esperado será dito nos discursos, é o que convém aos discursos dos vitoriosos. E Dilma Rousseff é vitoriosa. À qual acrescenta uma explicação, para os que não entendem como lida com sua vitória: “Saber vencer é não ter medo de mudar a si próprio, mesmo que isso lhe cause algum desconforto”.
Essa, porém, é a sabedoria conveniente a quem perdeu, não a de quem venceu. O perdedor é que não deve temer a lição da derrota, e aprender com a reprovação o que deve mudar para vencer. A sabedoria do vencedor –e, nela, os valores éticos– consiste em ser coerente com o que disse e fez para obter o apoio que lhe deu a vitória.

POLÍTICA - O ministério de Dilma.


Maringoni: Dilma busca agradar quem pretendia derrotá-la


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Opinião
Dilma, a direita perplexa e a esquerda indignada
Eleita pedalando um rosário de inverdades, Dilma busca desesperadamente agradar os que queriam sua derrota e acaba por desagradar quem possibilitou sua reeleição
por Gilberto Maringoni — publicado 23/12/2014, em CartaCapital, sugerido por FrancoAtirador
Por mais que examine, não consigo encontrar na história do Brasil o caso de um governo recém-eleito suscitar um clima de fim de feira na sociedade. Ao contrário. Uma nova gestão desperta sempre um rosário de esperanças. Pode ser ilusório, mas tem sido quase uma regra.
Há poucas expectativas positivas para o Brasil de 2015. O próprio palácio do Planalto parece incentivar tais visões, para justificar a adoção de medidas duras e impopulares.
A impressão geral é que vão começar os últimos quatro anos de uma administração que conseguiu a proeza de queimar parcela significativa de seu capital político – obtido em uma campanha acirrada e politizada – em dois meses.
O segundo mandato de FHC provocou sensação semelhante, no início de 1999. Mas isso se deu após a posse. Como os mais velhos se lembram, em janeiro daquele ano, o real, cotado em US$ 1,20 e mantido artificialmente valorizado para possibilitar a vitória tucana, chegou a US$ 3,20, em meio a uma aguda crise cambial.
Dilma, por sua vez, pouco sensível a diversos matizes da esquerda que possibilitaram sua vitória, apressou-se, três dias após o segundo turno, em emitir um sinal para o mercado financeiro. A materialização se deu através de uma elevação de 0,25% na taxa básica de juros. Um mês e meio depois, a diretriz foi reafirmada com nova escalada de 0,5%.
O mantra da credibilidade
A partir da vitória, a fieira de acontecimentos é mais do que conhecida. Em busca de um mantra apelidado de “credibilidade”, a presidente chamou um executivo do mercado financeiro para a Fazenda, a líder do agronegócio – suspeita de valer-se de trabalho escravo – para a Agricultura, um industrial acusado de superexplorar trabalhadores para o Desenvolvimento e um folclórico ex-governador para a vice-presidência do Banco do Brasil. Outro ex-mandatário estadual – que entrou na Justiça contra o piso salarial dos professores – pode ir para a Educação.
No meio disso, promessas de ajuste fiscal duro, contração nas contas públicas, continuidade na política altista dos juros e a disseminação das dificuldades para o próximo ano.
Nada disso foi dito durante a campanha. Ao contrário.
Ao longo da disputa, as baterias oficiais partiram para o confronto com Marina Silva. A postulante do PSB planejava a independência do Banco Central.
Foi acusada de querer tirar a comida da mesa dos brasileiros. Em seguida, a presidente tuitou que os tucanos plantavam dificuldades para colher juros altos. Denunciou Armínio Fraga, por este difundir o plano de reduzir repasses do tesouro para bancos públicos.
Desenvolvimentismo eleitoral
Pessoas podem mudar de opinião, de acordo com as transformações de seu entorno. Nada demais aí.
Mas mudanças bruscas, em se tratando de figuras públicas, confundem e tendem a revoltar setores importantes da sociedade.
Marina e Aécio foram derrotados por explicitar o que fariam. Marina foi massacrada por suas ligações com uma herdeira minoritária do Banco Itaú.
Dilma está fazendo exatamente o que acusou seus oponentes de perpetrar, caso fossem eleitos.
Ou seja, se os dois candidatos à direita pecaram por sinceridade, Dilma chegou lá pedalando um rosário de inverdades.
Algo como Collor de Mello que, na campanha de 1989, acusou Lula de querer confiscar a poupança dos brasileiros. Em palácio, apressou-se em baixar exatamente esta medida.
Conduta deseducativa
Com tal comportamento, Dilma e o PT prestam um desserviço à democracia.
Uma das indicações das manifestações de junho de 2013 foi a perda de legitimidade da institucionalidade. Políticos são vulgarmente conhecidos por dizerem uma coisa e agirem de maneira diversa. A candidata eleita está cumprindo o figurino à risca.
O sentimento antipolítica que tomou conta das ruas abriu espaço, um ano e meio depois, para os que desejam uma solução de força ou uma amalucada intervenção militar para dar jeito no país.
Falar uma coisa em campanha e fazer outra no poder não ajuda muito a aprimorar nossos costumes políticos.
Conquistas reais
Não vale a pena cair na argumentação rasa de que tudo isso seria necessário para preservar 12 anos de conquistas sociais.
Várias das conquistas – que são reais – poderiam ser preservadas se fossem constitucionalizadas. Bolsa Família e outros programas poderiam ter se tornado uma Consolidação das Leis Sociais, algo aventado em 2008, a exemplo da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovadas por Getulio Vargas, em 1943.
Problema de origem
Há um problema de origem na nova gestão.
Não se trata do fato de Dilma ter obtido sua vitória com menos de três pontos percentuais de vantagem.
Mesmo que tivesse ganhado por um voto, estaria legitimamente eleita. Jogo democrático é assim. Leva quem tem mais sufrágios.
Seu vício de origem é que parte significativa de sua base social, o proletariado urbano, se dividiu. Metade votou nela e metade em Aécio.
A tarefa de qualquer líder com um pouco de política na cabeça seria recompor sua base. Anunciar ações de impacto para atrair de volta os que se afastaram.
Dilma faz o contrário. Já que falamos do senador alagoano, voltemos ao personagem. Ela parece ter adotado um dos slogans de Collor, com sinal trocado. O ex-presidente dizia em 1989 que deixaria a direita indignada e a esquerda perplexa. A mandatária deixa a esquerda indignada e a direita perplexa.
Economia desarranjada
Durante a campanha, a mídia, o capital financeiro e a direita em geral – parte dela dentro da coalizão governista – alardearam que o país estaria a beira do caos no terreno econômico. Que as contas estariam desarranjadas, que a inflação estaria fora de controle e que não conseguiríamos fechar o ano.
Por trás de tudo estaria um insondável intervencionismo da presidente na economia.
O PT parece ter comprado esse peixe.
Afinal, o que há de tão errado na economia brasileira?
A inflação ficou o ano todo dentro da meta. Em nenhum mês saiu do controle:
A dívida bruta do setor público está em 60% do PIB. A líquida, em 36%.
O desemprego está em 5%, uma situação de virtual pleno emprego.
Cadê o desarranjo?
Isso não quer dizer que não existam problemas. O ponto é que a economia não cresce. Não crescemos e a indústria perde fôlego e espaço relativo na composição do PIB. Mas não é o problema em si. É a materialização de outras disfunções sérias.
PIB medíocre

Nosso câmbio segue sobrevalorizado – o que provoca déficits crescentes na balança comercial – e o preço do dinheiro é muito alto. Por trás de tudo está uma taxa de juros inacreditável.
Os juros são nosso principal problema. Graças às taxas mais altas do mundo, o câmbio se sobrevaloriza, nossos produtos perdem competitividade, a balança comercial torna-se deficitária, o custo de nossa dívida pública atinge a estratosfera e há um contínuo dreno de recursos públicos para bolsos privados. Se nossa dívida é baixa (estoque), seu financiamento não é (fluxo). O problema dos débitos está nos juros.
Essa situação estrangula a economia. E o problema a ser atacado é justamente aquele que o governo quer incentivar: a alta dos juros.
Sem baixar significativamente as taxas – e isso implica enfrentar interesses poderosos – tudo o mais será perfumaria.
Agrados e desagrados
Dilma busca desesperadamente agradar os que queriam sua derrota e acaba por desagradar os que possibilitaram sua reeleição.
Pode ser algo pouco perceptível agora, mas isso tende a alargar seu pecado original, a divisão da base. Tende a levar ao desalento os que foram às ruas nos últimos dez dias de campanha e acreditaram na possibilidade de o governo ir um pouco à esquerda. Nada a ver com revolução, mas com uma pitada de desenvolvimentismo.
A combinação desses fatores pode também gerar turbulências e instabilidades em um governo que não tem aliados confiáveis, que se vê às voltas com um megaescândalo de corrupção e que enfrenta uma oposição cuja sanha golpista fica cada dia mais clara.
Não contente com os problemas da conjuntura, Dilma resolve criar novos a cada semana.
Talvez ela saiba o que faz.
Este limitado redator não entendeu nada.
*Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais da UFABC. Foi candidato do PSOL ao governo de São Paulo, em 2014
PS do Viomundo: Definimos o novo ministério de Dilma como o “ministério do medo”. Medo do impeachment, medo da crise econômica internacional, medo de uma derrota eleitoral vindoura.

De: beatrice.lista
Jornalista dos EUA visita a Coreia do Norte e “corrige” alguns equívocos que a mídia ocidental propaga sobre o país. Confira mitos, verdades e episódios que podem surpreendê-lo

Tive a oportunidade única de pas­sar vários dias em três partes diferentes da República Popular Democrática da Coreia, mais comumente referida apenas como Coreia do Norte. Aqui estão algu­mas coisas sobre o país que podem sur­preendê-lo.

1. Os americanos não são odiados, mas bem-vindos
O alto nível de consciência de classe dos coreanos faz com que eles não con­fundam o povo estadunidense com o seu governo. Os coreanos não fazem segredo quanto ao seu desprezo pelo imperialis­mo dos EUA, mas se você diz que é um estadunidense, a conversa geralmente gira muito mais em torno de temas cul­turais ou relacionados a esportes do que de política. Na biblioteca The Grand Pe­ople’s Study House, localizada em Pyon­gyang, o CD mais popular é o Greatest Hits, dos Beatles, embora Linkin Park também seja bastante solicitado entre a juventude local. Os jovens parecem fasci­nados pela NBA e sabem muito mais so­bre a liga de basquete e seu campeonato do que apenas sobre o ex-jogador Den­nis Rodman.

2. Fronteira e alfândega

Muitos dos ocidentais que viajaram de Pequim para Pyongyang comigo es­tavam preocupados que o procedimen­to de imigração seria longo e intenso. Todos pareciam muito surpresos que os passaportes foram carimbados, sem perguntas, e que apenas um punhado de passageiros teve alguns itens de su­as malas olhados.

Antes de viajar, é al­tamente recomendável por empresas de turismo que as pessoas não tragam qualquer livro sobre a Guerra da Coreia ou itens que estampem bandeiras dos Estados Unidos. Este pode ser um con­selho sólido, mas a imigração realmente não parece muito preocupada com o que é trazido para o país.

3. Pyongyang é bonita, limpa e colorida

Provavelmente uma das cidades mais lindas do mundo, Pyongyang está incrivel­mente bem conservada. Considerando­-se que toda a cidade foi bombardeada pelas forças dos EUA na Guerra da Co­reia (que eles chamam de Guerra de Li­bertação Pátria) e que apenas dois edi­fícios permaneceram em pé em 1953, é uma realização impressionante. As es­tátuas e grandes edifícios são inspira­dores, assim como são os grandes espa­ços verdes, onde você pode ver as pesso­as relaxando. Há muitos novos prédios surgindo em toda a cidade, mas mesmo os que são evidentemente mais antigos são bem mantidos. Costuma-se dizer que Pyongyang durante a noite é escura, e embora possa ser comparada a uma ci­dade ocidental, ela tem belas luzes que iluminam muito o centro da cidade.

4. Cabelo a la Kim Jong-Um

Quando eu estava a caminho do aero­porto para o centro da cidade, vi apenas um homem usando o “corte de cabelo a la Kim”, que, aliás, não me pareceu na­da bom. Os rumores quanto à obrigato­riedade de todos os homens da Coreia do Norte em idade universitária terem de usar o mesmo corte do líder norte-core­ano surgiram após a BBC e a Time vei­cularem a história de um tabloide sul-co­reano. Essa história não só não é verda­de, assim como também não é a alegação de que os homens no país só teriam um número seleto de cortes para escolher na barbearia, sancionado pelo Estado.

5. Norte-coreanos sorriem muito

A pergunta que você deve estar se per­guntando é: “Mas eles não sorriem por­que são forçados a isso?”. Isso seria um grande feito se para todos os risos genu­ínos que eu compartilhei com os corea­nos, eles estiverem apenas rindo “para inglês ver”.

6. Ideologia monolítica não significa personalidade monolítica

Este é um bom lembrete quanto ao fato de individualismo e individualidade não serem a mesma coisa. Na realidade, ob­servando as pessoas interagirem umas com as outras me deu a impressão que a diversidade de tipos de personalidade é tão forte quanto o é no “liberado” Oci­dente. As pessoas têm uma divergência de interesses, desde esportes à cultura, e são livres para escolher o que eles gostam e desgostam.

7. As pessoas se vestem incrivelmente bem no país todo

Até mesmo no campo, os coreanos se vestem de maneira muito digna. Não houve um só lugar que viajei onde as pes­soas parecessem malvestidas ou vestindo roupas que parecessem ser velhas. Ho­mens e mulheres também não vestem o mesmo estilo de roupa, como somos con­dicionados a pensar. É comum ver mu­lheres usando roupas bem brilhantes, in­cluindo ternos e vestidos tradicionais co­reanos de cor pink. Os homens usam gra­vata, camisas de cola e ternos, mas tam­bém não é incomum vê-los em roupas mais casuais, como moletons, dependen­do da ocasião.

8. As crianças começam a aprender inglês aos 7 anos

O domínio da língua inglesa, particu­larmente pela geração mais nova, im­pressiona. Nas décadas anteriores, a época de aprender inglês era no cole­gial. Mas isso foi mudado para a tercei­ra série do ginásio agora. Embora muitas crianças sejam tímidas (no final das con­tas, elas não veem muitos estrangeiros), muitas delas apertaram minhas mãos e até mesmo trocaram poucas palavras em inglês comigo. Entre as línguas popula­res estudadas no colegial estão o chinês e o alemão.

9. O turismo será incentivado num futuro próximo

Um dos aspectos da economia que se­rão priorizados no futuro parece ser o tu­rismo. No momento, todo o aeroporto de Pyongyang está em obras – e sendo ex­pandido. Os coreanos estão dispostos a se abrir para o mundo, mas também es­tão certos de fazerem isso de maneira di­ferente da dos chineses (após ter estado em Pequim e visto a onipotência de al­guns dos piores aspectos da cultural oci­dental, isso os dá toda a razão para te­rem cuidado a esse respeito). A compa­nhia Air Koryo, a qual foi concedida ape­nas 1-estrela pela companhia SkyTrax, na realidade, foi muito melhor em ter­mos de serviço e conforto do que ao me­nos um dúzia de outras companhias aé­reas que já voei. Eles têm uma nova fro­ta de aviões russos que voam entre Pyon­gyang e Pequim, proveem entretenimen­to a bordo ao longo de toda a viagem (o desenho para crianças Clever Raccoon Dog é hilário) e servem um “hambúr­guer” (que não é muito bom, mas comí­vel) e uma variedade de bebidas (café, chá, cerveja e suco). Toda a experiência valeria no mínimo 3 estrelas se tivésse­mos que avaliá-la para valer.

10. Coreanos estão dispostos a falar sobre seu país de maneira aberta

As pessoas estão bem abertas para fa­lar a respeito dos problemas que o país enfrenta e não se furtam em discutir al­guns dos mais difíceis aspectos da vida. Por exemplo, eles falam sobre a “Marcha Árdua” (pense no “Período Especial” em Cuba) quando seca, fome e enchentes so­madas à perda da maioria dos parceiros comerciais do país causaram grandes re­trocessos ao país que até os anos de 1980 tinha uma qualidade de vida mais alta do que a da sua vizinha Coreia do Sul. Eles também discutem as narrativas em rela­ção à Guerra da Coreia e estão dispostos a um melhor relacionamento com a Co­reia do Sul na esperança que aconteça a reunificação. Entretanto, também são bem firmes quanto ao fato de que nunca irão renunciar seus princípios socialistas para facilitar essa reunificação.

11. Cerveja e microcervejarias

Quase todos os distritos do país agora têm uma cervejaria local que provê cer­veja para os arredores. Há uma varieda­de de diferentes tipos que são bebidas por todo o país e a maioria das refeições são servidas com uma pequena quantidade de cerveja. No Kim Il Sung Stadium, on­de a maratona de Pyongyang começou e terminou não era incomum ver locais be­bendo cerveja enquanto observavam as partidas-exibição entre os times de fute­bol do país. Pense no estádio dos Yanke­es, sem a agressividade do público.

12. Tabloides

Havia ao menos 100 estaduniden­ses ao mesmo tempo que eu em Pyon­gyang, em grande parte devido aos cor­redores amadores estrangeiros que tive­ram a permissão de competir pela pri­meira vez na maratona. Um casal disse ser esta sua segunda visita ao país, após o terem visitado no ano passado. Eles mencionaram como estavam um pou­co asssustados quando vieram pela pri­meira vez porque isso foi bem depois de uma história que tinha ganhado as man­chetes sobre Kim Jong – um ter mata­do sua namorada e outras pessoas por terem aparecido em uma fita pornô. O casal falou de como eles entraram em uma ópera em Pyongyang e assim que sentaram perceberam que a mesma mu­lher que devia estar morta estava sen­tada bem na frente deles. De fato, uma walking dead. Outras histórias recentes que saíram na mídia ocidental via tab­lóides sul-coreanos em relação a execu­ções em massa em estádios ou ao tio de Kim Jong – um ter servido de alimen­to para um bando de cachorros famin­tos também são ditas como sem senti­do por ocidentais que viajam frequente­mente para lá e conhecem bem a situa­ção do país. Isto não é para nada dizer sobre a existência de campos de reedu­cação política ou prisões, mas para fa­lar sobre uma campanha de demoniza­ção contra o país que o distorce comple­tamente e que não ajuda em nada o po­vo coreano

13. Os coreanos não hesitaram em fazer com que você se divirta com eles

Aconteceu uma série de eventos orga­nizados em Pyongyang por ocasião do aniversário de Kim Il Sung, que é um fe­riado nacional quando as pessoas ficam dois dias sem trabalhar. Alguns foram or­ganizados publicamente, como as mass dances, em que centenas de pessoas dan­çam em grandes praças ao som de mú­sicas populares coreanas. Outros even­tos envolveram famílias no parque fazen­do piquenique enquanto crianças com­pravam sorvete e vovós bêbadas dança­vam de forma hilária porque tinham tido muito soju caseiro. Mas, como em qual­quer outro Estado autoritário, você tem que participar! Intimidar-se não é uma opção, já que eles vão te puxar pelo bra­ço e te ensinar a dançar todos os passos mesmo que eles próprios não os estejam fazendo de maneira correta.
Em resumo, eu achei os coreanos do Norte uns dos mais acolhedores e mais autênticos seres humanos que já tive a chance de interagir. Seria tolo referir-se ao país como um “paraíso dos trabalha­dores” devido à profundidade de pro­blemas que enfrenta. Como em todas as sociedades, existem aspectos positi­vos e negativos. Entretanto, consideran­do que eles têm superado séculos de do­minação imperial, a perca de quase um quarto de sua população na Guerra da Coreia e continuam a manter seu siste­ma social diante de um continuado esta­do de guerra, eles têm se dado tremen­damente bem. Os sucessos em educa­ção gratuita por meio da Universidade, a não existência de sem-teto e um po­vo orgulhoso e digno deveriam ser apre­sentados no sentido de se ganhar uma imagem do país mais completa e com mais nuances.
Tenho de dizer que a Coreia do Norte pintada pela mídia ocidental na verdade fala mais sobre a eficiência de nosso aparato de propaganda e de téc­nicas de lavagem cerebral do que do de­les. O fato que eu até tenho que escrever sobre as coisas surpreendentes que tes­temunhei é a evidência da séria falta de compreensão que temos sobre o país. Os problemas enfrentados pela Coreia nun­ca são contextualizados como deveriam ser – como uma nação oprimida com o objetivo de libertar-se da servidão das grandes potências que têm a intenção de devorar cada Estado restante livre de uma unipolaridade que morre.
Ah, e eu quase estava esquecendo so­bre as armas nucleares! Bem, vamos considerar se os militares norte-core­anos estivessem realizando exercícios militares anualmente ao largo da cos­ta de Nova Iorque, simulando o bom­bardeio de Manhattan e a ocupação da totalidade do país, o qual já controla a metade ocidental.
Não seria sensato dado o contexto pa­ra os estadunidenses desenvolverem um arsenal nuclear? Os coreanos não são fa­mintos por guerra ou até mesmo “obce­cados” com o exército ou forças militares. No entanto, dado a forma como a situa­ção na Líbia foi jogada, eles ainda estão mais convencidos – com razão – de que a única razão pela qual o seu Estado inde­pendente continua a existir é devido ao Songun (a política “militares em primei­ro lugar”) e a existência de capacidades nucleares. Para ter certeza, eles não têm a intenção de usá-lo a menos que os colo­quem na posição de ter de fazê-lo.
É meu desejo sincero que exista um continuado intercâmbio cultural e inter­pessoal no futuro próximo entre as pes­soas da Coreia do Norte e os países oci­dentais. Praticamente todas as pessoas que viajaram comigo de volta a Pequim estavam em êxtase de quão diferente sua experiência foi, comparado ao que eles esperavam. Eles – como eu – ganharam muito com a experiência humanizado­ra de interagir com os coreanos. Embora os ocidentais sejam relativamente livres para viajar muito mais do que os cida­dãos da Coreia do Norte, é irônico como os coreanos aparentemente sabem muito mais sobre nós do que nós sabemos so­bre eles. Isso terá que mudar nos próxi­mos anos.
Descrição: coreia do norte Túmulo do Rei Dongmyeong.
Túmulo do Rei Dongmyeong.
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Descrição: Arco do Triunfo coreia do norte
Arco do Triunfo.
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Descrição: Metrô de Pyongyang coreia do norte
Metrô de Pyongyang.
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Descrição: Torre Juche coreia do norte
Torre Juche